A queda de 1,9% da produção agropecuária no terceiro trimestre deste ano (na comparação com o trimestre anterior) foi um dos responsáveis pelo baixo crescimento econômico do país no período (0,1%). A queda veio depois de duas altas consecutivas do setor: de 0,4% no segundo trimestre e de 3,2% no primeiro trimestre. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) foram divulgados no dia 28 de novembro de 2014 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a explicação é que, no segundo e terceiro trimestres, as lavouras colhidas são diferentes. "No segundo trimestre, ainda tinha safra de soja, com previsão de alta [de 5,6%]. No terceiro trimestre, não [há] mais a soja e entra a colheita de cana-de-açúcar, que tem estimativa de queda [de 5,9%]", disse.

O café, outra lavoura importante do terceiro trimestre, tem perspectiva de queda de 6,6%. A agropecuária responde por cerca de 5% da economia brasileira. Os outros 95% são formados pela indústria, que cresceu 1,7% no período, e pelos serviços, com alta de 0,5%.

Nos outros tipos de comparação, no entanto, a agropecuária teve altas: 0,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2013, 0,9% no acumulado do ano e 1,1% no acumulado de 12 meses.

Fonte: Agência Brasil
Vitor Abdala – Repórter
José Romildo – Edição

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A Rússia afirma ter coberto completamente seu déficit em carnes que ocorreu no mercado interno após a proibição de certas importações de alimentos pelo país iniciada em agosto de 2014, com uma recuperação notável em carne suína, de acordo com o site GlobalMeatNews.com.

O ministro da Agricultura da Rússia Nikolai Fyodorov disse em uma recente reunião do partido político que governa o país que isso foi conseguido principalmente por meio da abertura da Rússia para novos fornecedores de produtos de carnes, além do Brasil, cuja parceria comercial na área de carnes foi intensificada.

As estatísticas oficiais mostram que o mercado de carne suína da Rússia foi especialmente atingido pelo embargo, o que causou um aumento dos preços e queda na demanda pelo produto. No entanto, a partir de outubro, as estatísticas federais da alfândega indicavam que a Rússia ainda não havia restaurado as importações de carne suína para os níveis de antes do embargo.

As importações gerais de carne suína pela Rússia em outubro diminuíram 37,5% em termos monetários, para US$ 85,8 milhões em comparação com outubro de 2013. Em setembro, a Rússia importou 58% menos carne suína ante igual mês do ano passado.

Esses números refletem, principalmente, a oferta de produtos encomendados no fim de agosto e início de setembro, e um aumento do custo das importações devido ao enfraquecimento de moeda nacional, disse Sergey Yushin, CEO da Associação Nacional de Carne da Rússia. Ele observou que, de agosto a outubro, o único grande fornecedor de carne para a Rússia foi o Brasil.

Não há outros países que podem fornecer a carne suína que comprávamos do Canadá, dos EUA e da União Europeia. Por exemplo, o Chile é um pequeno exportador, enquanto as grandes fontes de Vietnã, China e Tailândia ainda não foram lançadas, disse Yushin. A América Latina aumentou suas exportações de carne suína para a Rússia em agosto-outubro em 76% em comparação ao ano passado, para US$ 243 milhões

A Rússia substituiu o Canadá, seu ex-principal fornecedor de carne suína, pelo Brasil, disse o vice-ministro da Agricultura Andrei Volkov.

FONT E

Suinocultura Industrial

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A Justiça Federal em Mato Grosso divulgou no dia 28 de novembro de 2014 trechos da decisão do juiz Fábio Henrique Fiorenza, da Subseção Judiciária de Diamantino, sobre a Operação Terra Prometida, da Polícia Federal, que demonstram indícios de que o ministro da Agricultura, Neri Geller, teve participação no esquema de grilagem desmontado pela operação. Em função disso, o processo será remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na decisão, de agosto deste ano, o juiz Fiorenza demonstra que se deparou com diversos depoimentos colhidos na operação que indicam que Geller tinha dois lotes no Projeto de Assentamento (PA) Itanhangá/Tapurah. Os depoimentos indicam ainda que o ministro teria vendido os lotes em 2010 para financiar sua campanha eleitoral para deputado federal.

O juiz cita Neri Geller como membro do "Grupo Geller" formado por ele e seus irmãos e "detentor de diversos lotes no âmbito do PA Itanhangá/Tapurah realizando, além da ocupação e exploração das áreas, sua negociação e venda a terceiros". Diante dos fatos, o juiz decidiu remeter o processo ao STF, por considerar que o ministro tem foro privilegiado e que ele não teria, portanto, competência para analisar o caso.

A Polícia Federal nega que o foco das investigações da Operação Terra Prometida tenha sido o ministro. Mais cedo, o delegado Hércules Ferreira Sodré disse que Neri Geller não é citado na investigação e que não foram encontrados indícios de que ele mantenha qualquer tipo de vínculo comercial com os irmãos. Não há, no STF, informações sobre o andamento de um possível inquérito de investigação da participação do ministro no esquema.

Os irmãos do ministro, Odair e Milton Geller se entregaram na noite passada e estão no Centro de Custódia de Cuiabá (MT) para prestar depoimento. Em caráter preventivo, já foram presas 39 pessoas, entre servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e fazendeiros. Onze investigados que tiveram a prisão preventiva autorizada pela Justiça ainda não foram encontrados. A PF também cumpriu 142 mandados de busca e apreensão e 30 de medidas restritivas.

A PF diz ter encontrado indícios de que, servindo-se do poder econômico e político de que dispõem, fazendeiros e empresários adquiriam irregularmente, por preços baixos, ou simplesmente invadiam terras da União destinadas à reforma agrária, chegando a coagir e ameaçar os reais beneficiários para que vendessem ou abandonassem suas áreas. Com isso, promoviam uma "verdadeira reconcentração fundiária" de terras da União.

Irmãos do ministro da Agricultura já estão presos por fraudes em terras públicas

Suspeitos de participar de esquema bilionário de fraudes na concessão de lotes de terras públicas que deveriam ser destinadas à reforma agrária, os fazendeiros Odair e Milton Geller entregaram-se, na noite do dia 27 de novembro, à Polícia Federal (PF). Odair e Milton Geller estão no Centro de Custódia de Cuiabá, onde vão prestar depoimento ainda hoje. Os dois são irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller.

Ambos estão entre os investigados na Operação Terra Prometida, deflagrada no dia 27 de novembro de 2014. Em caráter preventivo, já foram presas 39 pessoas, entre servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e fazendeiros. Onze investigados que tiveram a prisão preventiva autorizada pela Justiça ainda não foram encontrados. A PF também cumpriu 142 mandados de busca e apreensão e 30 de medidas restritivas.

"A investigação vai continuar. Vamos analisar toda a documentação apreendida. Novos personagens já começaram a aparecer e pode haver novos desdobramentos da operação", informou o delegado Hércules Ferreira Sodré, confirmando que o ministro Neri Geller não é citado na investigação e que não foram encontrados indícios de que ele mantenha qualquer tipo de vínculo comercial com os irmãos.

Realizada simultaneamente em dez cidades de Mato Grosso e nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a operação contou com a participação de 222 policiais federais e foi resultado de quatro anos de investigações.

Nesse período, a PF diz ter encontrado indícios de que, servindo-se do poder econômico e político de que dispõem, fazendeiros e empresários adquiriam irregularmente, por preços baixos, ou simplesmente invadiam terras da União destinadas à reforma agrária, chegando a coagir e ameaçar os reais beneficiários para que vendessem ou abandonassem suas áreas. Com isso, promoviam uma "verdadeira reconcentração fundiária" de terras da União.

A estimativa é que cerca de mil lotes tenham sido negociados de forma criminosa pelo grupo, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Segundo o delegado, durante muito tempo, um desses lotes foi ocupado pela multinacional do setor de alimentos Bünge, que então o vendeu ao grupo Fiagril, um dos alvos da Operação Terra Prometida (nome alusivo à passagem bíblica em que Deus promete terras ao povo). Entre os principais sócios da Fiagril está o empresário e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Marino Franz, que foi detido ontem.

"Era uma compra e venda de terras dentro dessas áreas da União. O que já sabemos é que a Bünge explorou um desses lotes por mais de dez anos e, então, o vendeu a Fiagril", disse o delegado, sem detalhar as suspeitas que pesam contra outros grandes produtores rurais e empresas do setor agrícola. Os irmãos Geller, por exemplo, são suspeitos de colocar os lotes adquiridos ilegalmente em nome de parentes e empregados. A PF chegou a anunciar ontem que ao menos 80 fazendeiros podem estar envolvidos no esquema, que conta também com a participação de servidores do Incra e de prefeituras.

O presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes, determinou ontem o afastamento dos servidores suspeitos de participação nas fraudes. "Para a instituição, é sempre muito ruim ter servidores arrolados em uma investigação como essa", disse Guedes, ao garantir que o instituto já adotou medidas administrativas para evitar os desvios e garantir que as áreas da reforma agrária sejam ocupadas exclusivamente por assentados ou agricultores familiares.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Jungmann e Alex Rodrigues – Repórteres
Fábio Massalli e Jorge Wamburg – Edição

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Instituições públicas federais e paraenses – juntamente com entidades que representam o setor madeireiro no Pará – assinaram no dia 28 de novembro de 2014 acordo para aperfeiçoar o sistema de monitoramento e fiscalização da extração e venda de madeira no estado e, assim, tentar coibir irregularidades na cadeia produtiva madeireira. Embora tenha atingido bons resultados nos últimos anos, o Pará ainda é um dos campeões nacionais de desmatamento.

O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi elaborado depois que um inquérito civil público confirmou "inúmeras e reiteradas irregularidades", como a inserção fraudulenta de grande volume de créditos de produtos florestais no Sistema de Comercialização e Cadastro de Produtos Florestais (Sisflora) – o que permitia que madeira extraída ilegalmente fosse transportada e comercializada mais facilmente.

O TAC, cujo teor foi divulgado pelo Ministério Público, cita também o uso de documentos florestais inidôneos relacionados a créditos fictícios e à existência de empresas fantasmas para justificar a necessidade de aprimoramentos dos mecanismos de controle e monitoramento.

Assinam o compromisso o Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA), a Secretaria de Meio Ambiente do Pará, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Pará (Aimex) e Associação da Cadeia Produtiva Florestal da Amazônia (Unifloresta), o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) e a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famep).

Segundo o MPF, além de fiscalização mais efetiva, também está previsto o cancelamento de obstáculos que tornam desnecessariamente burocrático o manejo madeireiro. Entre as inovações estão o bloqueio automático de operações consideradas suspeitas e a criação de um mecanismo de controle da origem dos produtos florestais. As entidades também se comprometem a realizar reuniões trimestrais para traçar estratégias de atuação integradas.

A íntegra do TAC está disponível na página do MPF/PA.

Fonte: Agência Brasil
Alex Rodrigues – Repórter
José Romildo – Edição

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O Brasil e mais 12 países foram homenageados ontem (30/11/14) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como os mais novos a entrarem na lista dos que obtiveram progressos recentes na luta contra a fome. A cerimônia será na sede da FAO, em Roma. Em nota, a organização informou que além do Brasil, serão homenageados Camarões, a Etiópia, o Gabão, a Gâmbia, o Irã, Kiribati, a Malásia, Mauritânia, as Ilhas Maurícias, o México, as Filipinas e o Uruguai.

Na ocasião, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, entregou um certificado a representantes desses países, que incluem a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil, Tereza Campello, o vice-presidente de Gâmbia, Isatou Njie-Saidy, e o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural de Camarões, Menye Essimi.

Há duas categorias de prêmios que foram oferecidos – um aos países que, segundo as estimativas da FAO, atingiram o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que é o de reduzir à metade a proporção de pessoas subnutridas até 2015.

Outro prêmio foi atribuído aos países que alcançaram antecipadamente uma meta ainda mais ambiciosa, estabelecida pela Conferência Mundial da Alimentação – a de diminuir à metade o número absoluto da fome até 2015.

O Brasil, Camarões e o Uruguai estão nessa segunda lista, de acordo com o comunicado.

A FAO é uma organização intergovernamental que conta com 194 Estados-Membros, dois associados e uma organização, a União Europeia. A essência de suas atividades é alcançar a segurança alimentar para todos e garantir que as pessoas tenham acesso a alimentos de boa qualidade para que possam levar uma vida ativa e saudável.

Fonte: Agência Lusa

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O que é preciso para ter um ensino de qualidade? Em Heliópolis (SP), a escola Municipal Presidente Campos Salles decidiu derrubar os muros e apostar na democracia. Já na zona oeste do Rio de Janeiro, no bairro Padre Miguel, o colégio Estadual Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochón inovou suas aulas, criando projetos que deixam o currículo mais atrativo. Mas o que há de comum entre essas duas experiências? Além de mostrarem que é possível alcançar resultados surpreendentes em territórios com dificuldades socioeconômicas, elas integram a série de documentários "Educação.doc", produzida pelos cineastas Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky.

Dividida em cinco episódios, a série percorre oito escolas brasileiras para mostrar histórias de quem está fazendo a diferença no ensino público, apresentando experiências realizadas nos estados do Piauí, Ceará, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Com depoimentos de alunos, professores e diversos especialistas, o documentário traz uma série de discussões sobre a qualidade da educação, redução da evasão escolar, integração da escola com a comunidade e a valorização de professores.

Entre os entrevistados, estão nomes como Viviane Senna e Mozart Neves Ramos (Instituto Ayrton Senna), Beatriz Bontempi (Instituto Avisa Lá), Giovana Zen (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa), a filósofa Viviane Mosé e a pesquisadora Paula Louzano, doutora em política educacional pela Universidade Harvard (EUA).

Segundo a cineasta Laís Bodanzky, a intenção do documentário é pautar a sociedade para mostrar que é possível fazer diferente. "A escola dos meus pais e dos meus avós já não é mais a mesma escola de hoje. Antes a informação toda estava na escola. Hoje em dia você já não precisa mais da escola como a única fonte", afirmou ao Instituto Ayrton Senna, durante o Fórum Internacional de Políticas Públicas.

No primeiro episódio, o documentário conta a experiência realizada na Chapada Diamantina, no interior da Bahia, onde a qualidade do ensino melhorou em 20 municípios da região. O segundo vídeo da série percorre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro para mostrar o trabalho realizado em duas escolas que se abriram para a comunidade e passaram a atrair o interesse dos alunos. Na terceira etapa da série, são apresentadas escolas em Cocal dos Alves(PI), Sobral(CE) e Foz do Iguaçu(PR), onde os resultados educacionais chamam a atenção, seja pelo acúmulo de medalhas em olimpíadas de química e matemática, ou por terem conseguido zerar a evasão escolar.

Mais adiante, no quarto episódio, os espectadores conhecem a experiência do Colégio Estadual Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochón, que tem encontrado propostas para tornar o currículo mais atrativo. Por fim, a série encerra com uma discussão sobre como será a escola do futuro, convidando professores, alunos, diretores e pensadores a darem a sua opinião sobre o modelo de ensino que gostariam de ter daqui a 50 anos.

"A educação que se espera para o futuro é uma educação que consiga fornecer conhecimento e potencial de reflexão", defendeu o cineasta Luiz Bolognesi durante o fórum. De acordo com ele, a escola que se abre para ouvir o lugar em que está inserida tem mais chances de acertar, pois apresenta mais conexão com a realidade.

Os episódios da série "Educação.doc" podem ser assistidos no canal da Buriti Filmes, no YouTubeclique aqui para ver.

Confira o teaser abaixo: Fonte: Porvir

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Dados da FAO estimam que no Brasil existam cerca de 28% das terras em algum estágio de degradação. Além de considerar o número muito elevado, é difícil imaginarmos qual o conceito de degradação que foi levado em conta para se chegar a esse número. Uma voçoroca, é sem dúvida uma área degradada. Áreas de mineração de areia, argila, saibro, piçarra, ouro, entre tantas outras, também são. Mas o consenso sobre o que está degradado acaba por aí.

Recuperar uma área degradada sai muito caro. Em geral, o solo já perdeu seu horizonte superficial e há a necessidade de se aplicar fertilizante em quantidade considerável para que as mudas das espécies florestais possam se desenvolver. Eaí entra outra questão: Qual espécie plantar? É claro que também gostamos de jequitibás, jatobás, pau brasil, braúna, mas infelizmente essas espécies são bem exigentes… gostam de sombra e terra fresca! Não gostam muito de área degradada!!

Uma alternativa é a de utilizar plantas que gostam de sol, as chamadas pioneiras! Adicionalmente, para áreas degradadas, há uma família de plantas, a das leguminosas, que apresentam mais de 3000 espécies no Brasil, e que possuem uma característica especial. Não é que gostem de áreas degradadas, mas desenvolveram mecanismos evolutivos para se comportarem melhor que boa parte das demais espécies nesses ambientes. Elas se associam a bactérias, e fungos micorrízicos, e conseguem obter parte de sua nutrição do ar a partir da associação com bactérias conhecidas como rizóbios, e do solo a partir da associação com fungos micorrízicos que as tornam mais eficazes em obter água e nutrientes. Só para citar algumas, o mulungu, o jacarandá, o vinhático, o angico, a orelha de macaco se enquadram como leguminosas interessantes para esses fins.

O uso dessas plantas recupera funções iniciais da floresta, como cobertura do solo, redução da erosão, deposição de folhas e galhos, iniciando a ciclagem de nutrientes, abrigos e alimentos para fauna. Tudo isso possibilita que funções mais nobres como a biodiversidade por exemplo possam ter condições de se instalar num futuro. Eaí sim, poderemos ter nossos jequitibás, jatobás, pau Brasil, além de animais de maior porte, orquídeas, bromélias, etc.

Mas na verdade não temos que esperar degradar para iniciar a recuperação… o que precisamos aprender é a identificar dentro da propriedade rural áreas mais frágeis, que não podem ser aradas e gradeadas anualmente, precisamos evitar o fogo, o superpastejo, fazer uso de práticas conservacionistas do solo como terraços e plantio em nível. Precisamos utilizar a árvore como componente econômico da propriedade rural e, assim, por apresentarem manejos incompatíveis, evitarmos o fogo, reduzirmos a aração e a gradagem…

Precisamos aprender a trabalhar com "Prevenção de áreas degradadas" para não termos que gastar dinheiro para recuperá-las depois. E, para isso, o uso da árvore na propriedade rural, como componente não só ecológico, mas também econômico, precisa ser estimulada.

AUTORIA

Alexander Silva de Resende
Pesquisador da Embrapa Agrobiologia

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Quem tem interesse em conhecer conceitos de administração e as principais tendências práticas e teóricas no campo da gestão terá uma nova opção para estudar esses conteúdos. A Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Fundação Lemann e o Veduca, lançou no dia 25 de novembro de 2014 o MOOC (Cursos On-line Abertos Massivos, na sigla em inglês) Fundamentos de Administração – clique aqui para acessar o curso -, o primeiro curso da instituição a ser oferecido nesse formato.

O objetivo do curso, que já está todo disponível, é ampliar o alcance de conhecimentos na área para diversos alunos de dentro e de fora da instituição. Ele pode ser realizado por qualquer interessado na área — estudantes de graduação e de cursos que envolvem abordagem gerencial e empreendedores que desejam ampliar os seus conhecimentos no tema.

A escolha de trazer um curso sobre os fundamentos da área parte de uma intenção de abordar conceitos iniciais e promover um alicerce sobre o tema. O curso apresenta um total de 17 etapas, que abordam tópicos como visão sistêmica, planejamento, organização, controle, burocracia e funções do administrador. Todas as aulas são ministradas pelo professor Hélio Janny Teixeira, da FEA/USP, que também procura apresentar referências bibliográficas para ajudar o aluno a se aprofundar nos temas.

As universidades ainda têm uma demanda muito grande por cursos que abordam esses tópicos, conforme apontou Teixeira. "Esse curso permite atender milhares de alunos que têm interesse e necessidade de aprender fundamentos em administração", destacou. Além disso, o aluno tem a possibilidade de receber um certificado após completar todas as aulas.

De acordo com Marcelo Caldeira Pedroso, do departamento de administração da FEA/USP, é necessário repensar a forma como a educação é provida. Os cursos a distancia podem não substituir uma aula presencial, porém, esse recurso tem o poder de somar como uma nova tecnologia, podendo atingir uma grande quantidade de alunos. Segundo Carlos Souza, CEO do Veduca, os MOOCS ajudam a oferecer aulas de qualidade, ampliando e democratizando o acesso, ao mesmo tempo em que apresenta a oportunidade de fortalecer o ensino presencial.

Segundo Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, iniciativas como essa podem servir para apoiar empreendedores que estão buscando alternativas para melhorar a qualidade da educação no país. "A gente tem a oportunidade de criar um ensino a distância de nova geração."

Fonte: Porvir

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O agronegócio sul-americano tem portas abertas, mas muito trabalho pela frente para ganhar mercado fora do Mercosul e dar sobrevida ao crescimento verificado nos últimos anos. No entanto, depois de se aproximar da China, se necessário, vai "falar" russo e indiano como estratégia para embarcar mais carnes e grãos. As discussões do primeiro dia do 2º Fórum de Agricultura da América do Sul – que é realizado pelo Agronegócio Gazeta do Povo e terminou no dia 28 de novembro de 2014, em Foz do Iguaçu (PR) – mostraram que Rússia e Índia representam oportunidades chave para a região nesta década.

Embora a construção das relações comerciais esteja em articulação, agentes públicos e privados olham para o mercado indiano como saída para a produção agrícola. Epara o russo como zona de expansão para a pecuária. Mas faltam acordos comerciais, ajustes sanitários e até abertura de novas pontes aéreas que facilitariam viagens de negócios.

"O Brasil tem a chance de aproveitar a janela das restrições russas à importação de carne norte-americana e europeia [de um ano] para estabelecer mercado", disse Rinaldo Junqueira de Barros, que atuou quatro anos como adido agrícola do Brasil em Moscou e participou do painel "O campo e o Brics". O acordo que o Mercosul negocia com Moscou é um passo decisivo nesse sentido.

A participação brasileira nas importações russas de carne suína, por exemplo, subiu de 21% para 46% do ano passado para cá, enquanto a da União Europeia (UE) caiu de 61% para 7%, mostrou o diretor-geral do Instituto de Pesquisas de Mercados Agrícolas, Dmity Rylko, palestrante que veio da Rússia para o Fórum. Sua exposição mostrou que o Brasil nada contra a maré. A Rússia está aumentando a produção de carnes e reduzindo as importações. Tem interesse em manter relações comerciais com a América do Sul para exportar trigo.

A agricultura sul-americana volta-se para a Ásia. "A Índia trocou de governo e está implantando programas para voltar a crescer a taxas de 7% a 8% ao ano. Evai importar mais óleo bruto [combustível], óleo de soja e açúcar", apontou Lalit Khulbe, executivo da indiana United Phophorus Limited (UPL), que está no Brasil há nove anos. Após investir US$ 150 milhões no mercado brasileiro de fertilizantes e sementes, a empresa vê no Brasil sua principal zona de expansão, complementa.

A ampliação dos negócios no Brics é um projeto coletivo, apontou. "A meta é dobrar os negócios envolvendo os cinco países, que hoje somam US$ 42 bilhões [ano], em três anos." Como a Rússia, a Índia também quer ampliar exportações para a América do Sul, com produtos de Tecnologia da Informação (TI) e medicamentos, citou.

O crescimento da participação da América do Sul no mercado de grãos e carnes mostra que a região vem ampliando fortemente a produção, apontou o coordenador do Fórum de Agricultura, Giovani Ferreira, na conferência de abertura do evento. "O mercado mundial da pecuária cresceu 20% e a participação sul-americana avançou o dobro [46%]. Enquanto o mercado de grãos avançou 51%, a América do Sul chegou a 74%", afirmou.

Os números mostram salto produtivo a partir da comparação dos números de 2005/06 e da projeção para 2014/15, com base nas estatísticas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os números mostram ainda que a demanda internacional segue linha de crescimento, o que torna a queda nas cotações de soja e milho registrada no último ano uma questão de ajuste entre oferta e demanda. O Paraguai – considerado melhor termômetro do impacto das variações nos preços internacionais na América do Sul, por praticar preços em dólar – recebia US$ 430 por tonelada de soja em 2013 e agora faz média de US$ 330.

Mesmo com provas de seu potencial produtivo, a América do Sul tem problemas internos primários, conforme produtores e especialistas entrevistados durante o evento. "Plantamos trigo e os preços caíram um terço na colheita", criticou Ivonir Lodi, agricultor em Medianeira. Ele atribui a uma política interna inconsistente o fato de os preços variarem tanto e de o Brasil, mesmo importando metade do trigo que consome, registrar cotações que mal cobrem custos.

Fonte: Gazeta do Povo
José Rocher – Jornalista

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Um teste simples, para ser feito no computador, que aponta os fatores de risco para a salmonela nas granjas que produzem suínos. É só responder 12 perguntas de múltipla escolha para receber um índice de provável contaminação e o que precisa ser corrigido. Este é o Salmonelômetro, um software desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O desenvolvimento do Salmonelômetro sintetiza em torno de dez anos de pesquisa da Embrapa sobre fatores de risco para a presença da salmonela em carcaças de suínos e faz parte do esforço da cadeia produtiva para oferecer ao consumidor um alimento mais seguro. Ao mesmo tempo, ajuda a consolidar a presença da carne suína brasileira em mercados internacionais que exigem evidências do controle da bactéria.

A ideia de um teste que pudesse ser feito a qualquer momento surgiu da apresentação do resultado final do Projeto Salmonela desenvolvido na Embrapa Suínos e Aves. Ao mesmo tempo, foi identificada uma demanda da cadeia produtiva, que buscava aprimorar o controle em torno da bactéria. O passo seguinte foi definir qual agroindústria seria parceira do projeto para testar na prática os protocolos de controle da salmonela que seriam divulgados por meio do Salmonelômetro. Depois, o conteúdo passou por um processo de validação com técnicos e produtores.

A experiência do Salmonelômetro também mostra como é possível aperfeiçoar o olhar a respeito de como a comunicação pode fazer parte das soluções tecnológicas oferecidas pela empresa. Em feiras e eventos agropecuários, o Salmonelômetro pode ser acessado numa tela de 52 polegadas sensível ao toque. O visitante, principalmente técnico ou produtor, responde as perguntas na hora e já recebe orientações e material da Embrapa sobre os fatores de risco da salmonela e como evitá-la.

"Ganham o pesquisador e a Embrapa no momento em que o contato com o público-alvo acontece com mais qualidade. Eganha, principalmente, o produtor, quando recebe um serviço de informação que realmente pode ajudá-lo a aperfeiçoar o trabalho que desenvolve no dia a dia da granja", diz o analista Armando Lopes do Amaral, um dos líderes do projeto.

O Salmonelômetro e o folder com informações podem ser acessados no site da Embrapa, no endereço www.embrapa.br/suinos-e-aves.

FONTE

Embrapa Suínos e Aves
Lucas Scherer Cardoso – Jornalista
Telefone: (49) 3441-0454
E-mail: suinos-e-aves.imprensa@embrapa.br

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Seis novos concursos para docente ao quadro permanente são abertos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em diversas áreas de conhecimento. Têm vagas abertas no Setor de Tecnologia, que dispõe de duas vagas nas áreas de conhecimento em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo; e em Engenharia Elétrica. Interessados têm prazo até dia 23 de dezembro de 2014 para se inscreverem. O Setor de Ciências Sociais Aplicadas oferta uma vaga na área de Teoria Econômica. O prazo para habilitação vai até 26 de janeiro de 2015.

Quem também está com inscrições abertas para uma vaga de professor na área de conhecimento em Saúde Coletiva é o Setor de Ciências da Saúde. Profissionais podem se inscrever até 16 de fevereiro de 2015. Uma vaga também está aberta no Setor de Ciências Biológicas, área de Entomologia Sistemática; e no Setor de Ciências Exatas, uma vaga em Física Geral. Para esses dois últimos concursos o prazo para habilitação encerra-se em 16 de maio de 2015.

Outras vagas

Até o dia 10 de dezembro o Setor de Ciências Sociais Aplicadas também recebe inscrições para os concursos que selecionarão quatro docentes nas áreas de conhecimento em Administração de Marketing (uma vaga), Administração Geral, Organizações e Estratégia (uma vaga) e Administração Financeira (duas vagas).

Também até 10 de dezembro o Setor de Ciências da Terra recebe inscrições para os concursos que promove, nas áreas de Engenharia Civil (duas vagas); Expressão Gráfica (uma vaga); Geotecnia(uma vaga); e Hidráulica e Mecânica dos Fluídos (uma vaga).

Mais informações sobre todos os concursos – inscrições, vencimentos, provas, locais de trabalho etc. – podem ser obtidas no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas.

Fonte: Universidade Federal do Paraná
Celsina Favorito – Jornalista

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