O Brasil tem mais uma arma para enfrentar a lagarta-do-cartucho, o inimigo número um dos produtores de milho. É o óleo essencial extraído da planta Piper tuberculatum, conhecida como pimenta-de-macaco. O novo inseticida natural pode controlar o avanço da lagarta-do-cartucho, praga que todo ano compromete até 40 por cento da produção de milho no País, causando grandes prejuízos. Além de repelente, o óleo é biocida, mata a lagarta logo nas primeiras aplicações.

A conclusão é de uma pesquisa da Embrapa, realizada durante três anos, em Teresina, no Piauí. No estudo, concluído este ano pelo pesquisador Paulo Henrique Soares da Silva, da Embrapa Meio-Norte, ficou comprovada também a eficiência do óleo essencial no combate a outras pragas, como a vaquinha – Cerotoma arcuatus, pulgão preto – Aphis craccivora e o percevejo – Crinocerus sanctus, que atacam principalmente o feijão-caupi.

Esse óleo tem 54 substâncias químicas naturais. O desafio da pesquisa agora é identificar quais ou qual dessas substâncias têm ação direta no extermínio dos insetos. São necessárias também pesquisas para definir o melhor manejo da planta, como espaçamento, adubação e irrigação, para uma maior produção de óleo por unidade de área. A Piper tuberculatum é uma planta que predomina em regiões tropicais, como o Nordeste brasileiro, e em áreas onde há um bom volume e frequência regular de chuvas.

O potencial inseticida do óleo da pimenta-de-macaco foi aferido em laboratório e em ensaios de campo, buscando o controle de pragas na agricultura orgânica e de base familiar. Em laboratório, o primeiro passo foi extrair, através de um destilador, o óleo das folhas e frutos do material vegetal seco em estufa e com circulação de ar. Em seguida, houve todo o processo de desenvolvimento dos insetos no laboratório de entomologia, com temperatura de 25 graus celcius, fotofase — com luz e no escuro — de 12 horas e 60 por cento de umidade relativa do ar.

No experimento em campo, os pesquisadores usaram uma área de 2.500 metros quadrados com plantação do milho CMS 47. As plantas foram infestadas artificialmente com as lagartas desenvolvidas em laboratório. As aplicações com o óleo essencial e um tratamento com um inseticida químico recomendado para o controle da lagarta foram feitas simultaneamente na mesma área, 24 horas após a infestação.

As observações ao experimento aconteceram, seguidamente, 24, 48 e 72 horas após as aplicações. Em todas as observações, a eficácia do óleo essencial no combate às lagartas foi praticamente a mesma do inseticida químico, segundo o pesquisador Paulo Henrique Soares. Os ensaios em campo foram conduzidos na base física da Unidade durante um ano.

No Brasil, de Norte a Sul, os agricultores já usam inseticidas naturais no combate a pragas e doenças. Os mais conhecidos e usados são óleos essenciais da folha de canela — Cinnamomum zeylanicum, da folha de louro — Laurus nobilis, da folha de goiaba – Psidium guajava e de sementes de nim — Azadirachta indica. A eficácia deles foi comprovada em pesquisas realizadas na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), há quase 10 anos.

Um novo caminho para mais pesquisas

O resultado desse estudo, no entender do analista em agronomia Francisco Kim de Oliveira, da Embrapa Meio-Norte, abre uma trilha para novas pesquisas com plantas nativas, cujas essências podem gerar produtos alternativos para o controle de pragas e doenças, "dando sustentabilidade à cadeia produtiva de alimentos, e reduzindo, assim, o uso de agrotóxicos".

O professor Flávio Luiz Crespo, coordenador adjunto do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Agroecologia e Agricultura Orgânica da Universidade Estadual do Piauí (UEPI), é outro otimista com as pesquisas em plantas nativas. Ele vê o trabalho desenvolvido pela Embrapa como "uma excelente alternativa" no controle de pragas como a lagarta-do-cartucho-do-milho.

Crespo lembra que a produção agrícola convencional "trava uma verdadeira guerra contra os insetos, que estão no mundo há 250 milhões de anos, causando prejuízos econômicos e ambientais, devido ao uso de inseticidas químicos". Emesmo com todo o "aparato de guerra", como o professor classifica as ações dos produtores para vencer as pragas, a produção de milho no Brasil ainda "quebra" todo ano em até 40 por cento.

Vigilância permanente

Uma das maiores produtoras de milho da região Meio-Norte, a Fazenda Santa Luzia, no município de São Raimundo das Mangabeiras, a 923 quilômetros ao sul de São Luís, trabalha em alerta permanente contra a lagarta-do-cartucho-do-milho. Todo ano, segundo o gerente operacional da fazenda, Adelmo Oliveira Gomes, 100 por cento dos 1.700 hectares plantados com milho são atacados pela praga.

Para enfrentar o inimigo e espantar o prejuízo, a fazenda gasta R$ 250 por hectare com sementes transgênicas e inseticidas químicos. "Se não houvesse essa preocupação com o controle da lagarta-do-cartucho a nossa produção teria uma quebra de safra em torno de pelo menos 30 por cento", disse Adelmo Oliveira Gomes. Nas duas safras anuais, a Fazenda Santa Luzia produz 9,3 toneladas de milho por hectare, uma média considerada excelente em todo o País.

Em 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira de milho alcançou quase 81 milhões de toneladas, numa área colhida de mais de 15 milhões de hectares. Com 20,1 milhões de toneladas, o estado do Mato Grosso ficou em primeiro lugar na produção. O Paraná seguiu na segunda posição com nada menos do que 17,4 milhões de toneladas. O terceiro colocado foi o estado de Goiás, com uma produção de 7,4 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras com milho no ano passado mantiveram o País em destaque no comércio internacional. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil vendeu 26,6 milhões de toneladas de milho. O faturamento alcançou US$ 6,2 bilhões. Os países que mais importaram o produto do Brasil foram, por ordem, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. Até outubro deste ano, o Brasil já exportou 14,2 milhões de toneladas de milho, faturando quase US$ 3 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior.

O avanço dos orgânicos

As pesquisas com produtos orgânicos, principalmente hortaliças, têm avançado no Brasil. A Embrapa Agrobiologia, instalada no município de Seropédica, na região metropolitana do Rio de Janeiro, executa hoje seis projetos de pesquisa agroecológica. Cinco deles são conduzidos em parceria com pequenos agricultores orgânicos ou em transição à agroecologia. A Associação de Agricultores Biológicos do Rio de Janeiro (ABIO), que trabalha em parceria com a Embrapa, tem hoje 280 associados em 36 dos 92 municípios do Estado. A maioria se concentra na região serrana.

Em 2014, o ano internacional da agricultura familiar, produtos cultivados organicamente em praticamente todo o País, como o milho, avançaram em produção e aceitação. Dados do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que é sediado em São Paulo, registram mais de 370 feiras de produtos orgânicos em pelo menos 130 cidades de 24 estados brasileiros.

A entidade já tem até um mapa das feiras na internet, para cadastrar produtores, associações e cooperativas de produtos orgânicos ou agroecológicos. Todo mês, segundo o Idec, cerca de 10 mil consumidores acessam o mapa das feiras orgânicas. Na página, pode-se encontrar o endereço de feiras especializadas, horários de funcionamento e os produtos regionais vendidos nos locais. O mapa – www.feirasorganicas.com.br – mostra também quais são as frutas, verduras e legumes da estação de cada região.

Fonte: Embrapa Meio-Norte
Fernando Sinimbu – Jornalista
Telefone: (86) 3198-0518
E-mail: meio-norte.imprensa@embrapa.br

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O verão de 2014 no Brasil será lembrado pela seca histórica e pelo calor extremo. O próximo verão se aproxima e a pergunta é, será que o quadro de calor intenso vai se repetir? A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, explica porque as temperaturas ficaram tão elevadas em 2014, e o que esperar para 2015.

Fonte: TV Climatempo

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, pediu ontem (03/12/14) a parlamentares da Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados que enviem uma comissão a Mato Grosso para verificar as condições dos assentamentos bem como as denúncias de venda ilegal de lotes da reforma agrária.

Geller disse, várias vezes, que não está sendo investigado e pediu que a Polícia Federal também fosse convocada pelos parlamentares. O ministro declarou acreditar na inocência dos irmãos, Milton e Odair, presos preventivamente no dia 28 de novembro por suposta participação no esquema de fraudes na concessão de lotes de terras públicas destinadas à reforma agrária. Alguns parlamentares saíram em defesa de Neri Geller e manifestaram solidariedade.

A Polícia Federal (PF) deflagrou no dia 27 de novembro a Operação Terra Prometida, para desarticular o esquema de fraudes. O prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 1 bilhão. De acordo com a PF, a operação foi possível graças à participação de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), funcionários municipais e representantes de entidades de classe.

Fonte: Agência Brasil
Marcos Chagas – Edição

Com informações da Agência Câmara

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ONG não captou parte dos casos de corrupção envolvendo a Petrobras, já que pesquisa encerrou em julho. País ficou dentro da margem de erro entre 2013 e 2014, mas deve piorar no ranking do próximo ano. O Brasil melhorou três posições no Índice de Percepção da Corrupção, divulgado ontem (03/12/14), em Berlim, pela ONG Transparência Internacional.

Em 2014, entre os 175 países avaliados, o Brasil ficou com a 69ª colocação, com 43 pontos — um a mais que em 2013, quando, entre 177 nações, alcançou o 72ª lugar. Quanto mais próximo de 100, menos corrupção existe no país pesquisado.

A melhora por um ponto no índice de 2014 contrasta, porém, com parte do escândalo de corrupção na Petrobras, tornado público pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A explicação, segundo Alejandro Salas, diretor regional da ONG para as Américas, é que os questionários que alimentam o índice de corrupção foram enviados até julho deste ano e não captaram parte dos resultados das investigações.

"Não podemos nos esquecer, porém, que esse escândalo [da Petrobras] não é o único. Houve outros relacionados à construção de infraestrutura da Copa do Mundo, mesmo depois que o evento foi realizado", afirmou Salas em entrevista para a DW Brasil. "Para o índice a ser divulgado no próximo ano, é bem provável que, infelizmente, o país perca alguns pontos por conta desses casos."

Por outro lado, ele diz que o Brasil tem colocado em prática algumas ações positivas, como a Lei da Ficha Limpa, do Acesso à Informação e da Anticorrupção Empresarial. "Depende dos líderes do país se, mesmo com o escândalo, o Brasil vai mandar uma boa mensagem no sentido de combate à corrupção e à impunidade. Isso pode ser tornar um momento de mudança histórico", opina Salas.

Corrupção nos membros do Bric

O primeiro lugar no ranking mundial ficou com a Dinamarca, que somou 92 pontos; a Alemanha tem 79 pontos e está na 12ª posição. Já as últimas colocações são divididas por Coreia do Norte e Somália (empatados com 8 pontos).

O Brasil, juntamente com mais de dois terços dos países pesquisados, obteve uma pontuação inferior a 50 pontos, numa escala de zero (percepção de altos níveis de corrupção) a 100 (percepção de baixos níveis de corrupção).

"O Brasil, com 43 pontos, deveria estar numa situação melhor no ranking. As instituições são fortes; há vários anos, o país é uma das maiores economias globais e participa de grupos como o G20 e o BricS; e o país quer se tornar mais forte geopoliticamente", diz Salas. "Para mim, é negativo o fato de o Brasil não ter mudado de posição nos últimos três anos."

O relatório observou grandes problemas de corrupção e lavagem de dinheiro nos países que formam o Bric — Rússia, Índia e China, além do Brasil. A pontuação da China caiu de 40 pontos, em 2013, para 36 pontos em 2014. Apesar de uma campanha para acabar com a corrupção entre os funcionários públicos, a ONG afirma que, em janeiro deste ano, diversos documentos confidenciais levados a público revelaram a existência de 22 mil contas de cidadãos chineses, incluindo diversos líderes de China e Hong Kong em paraísos fiscais.

A organização cita ainda o caso de cidadãos da Índia (38 pontos no ranking) que utilizam contas bancárias nas Ilhas Maurício (54 pontos); e cidadãos da Rússia (27 pontos) que fazem o mesmo no Chipre (63 pontos).

"A corrupção em grande escala em economias importantes não somente priva os setores mais pobres de direitos humanos fundamentais como reduz a governabilidade e gera instabilidade", afirmou José Ugaz, presidente da ONG.

Décimo lugar na América Latina

Nas Américas, o topo do ranking ficou com Canadá (81 pontos), Barbados (74 pontos) e EUA (74 pontos). Os últimos colocados foram Paraguai (24 pontos), Haiti e Venezuela (empatados com 19 pontos).

Chile e Uruguai (empatados com 73 pontos) foram os países sul-americanos mais bem avaliados. Considerando apenas os países da América Latina e Caribe, o Brasil ficou com a décima colocação, atrás ainda de Bahamas (71 pontos), São Vicente e Granada (67 pontos), Porto Rico (63 pontos), Dominica (58 pontos), Costa Rica (54 pontos) e Cuba (46 pontos).

O índice leva em conta a opinião de especialistas sobre a corrupção no setor público. As pontuações dos países podem ser positivas se existir um amplo acesso a sistemas de informação e normas que regulem o desempenho de quem ocupa cargos públicos, enquanto que a falta de prestação de contas do setor público, somada a instituições pouco eficazes, são fatores que deterioram essas percepções.

A média das Américas foi de 45 pontos. Sem Canadá e EUA, os latino-americanos têm média de 40 pontos. Já os países da União Europeia e Europa Ocidental tiveram 66 pontos; Ásia-Pacífico, 43 pontos; Oriente Médio e norte da África, 38 pontos; África Subsaariana, 33 pontos; Leste europeu e Ásia Central, 33 pontos.

Fonte: Deutsche Welle
Autoria: Fernando Caulyt

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Estão abertas as inscrições para o Simpósio Internacional sobre Biotecnologia Florestal para Agricultura Familiar – Forest Biotech for Smallholders (FBS 2015), que acontece de 19 a 22 de maio de 2015, em Foz do Iguaçu, Paraná. O evento é organizado pela Embrapa, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) e tem como objetivo compartilhar informações, conhecimentos e experiências sobre o uso de biotecnologias para melhorar a produtividade e o manejo florestal sustentável e apoiar a produção de madeira industrial por agricultores familiares.

O evento vai contar com palestras de posição e estudos de caso nos temas biotecnologia florestal, biotecnologia e comunidades tradicionais, florestas na agricultura familiar e fomento florestal, além de apresentação de trabalhos científicos em formato pôster.

Segundo o Chefe Geral da Embrapa Florestas, Edson Tadeu Iede, "a demanda mundial por produtos de origem florestal, como madeira, papel, energia e produtos não madeireiros está crescendo rapidamente e deverá dobrar até 2030 para alguns produtos. As florestas plantadas terão que desempenhar um papel cada vez maior para atender à demanda e evitar a sobre-exploração e degradação de florestas naturais".

Estimativas apontam que a agricultura familiar participa com 32% do total dos 205 milhões de hectares de florestas plantadas manejadas para funções produtivas em todo o mundo. Eduardo Mansur, da FAO, explica que "a conferência da FAO realizada em junho de 2013 adotou o Plano de Ação Global para a Conservação, Uso Sustentável e Desenvolvimento de Recursos Genéticos Florestais, onde identifica o uso de novas tecnologias, no âmbito da bioeconomia, como uma área estratégica prioritária a ser apoiada pela comunidade internacional. O presente simpósio dará continuidade a estas iniciativas intergovernamentais e às atividades conduzidas pela FAO nas últimas três décadas".

Para a Fetraf-Sul, "este evento vai reunir diversas informações e tecnologias para qualificar ainda mais a questão florestal junto aos agricultores familiares. Será um grande fórum para compartilhamento de experiências e conhecimentos entre pesquisadores, geradores de políticas públicas, representantes de agricultores e técnicos que prestam assistência à agricultura familiar", afirma Vilmar Agostinho Sergiki, Secretário Geral da Coordenação Estadual do Paraná/Fetraf-Sul.

O FBS 2015 é voltado para pesquisadores, estudantes, acadêmicos, gerentes, especialistas em políticas públicas, representantes do setor privado e da sociedade civil.

Mais informações: www.fbs2015.com.br.

Anote na agenda

FBS 2015 – Simpósio Internacional sobre Biotecnologia Florestal para Agricultura Familiar
Forest Biotech for Smallholders
Data: 19 a 22 de maio de 2015
Local: Foz do Iguaçu – Paraná – Brasil

Fonte: Embrapa Florestas
Katia Pichelli – Jornalista
Telefone: (41) 3675-5638
E-mail: florestas.imprensa@embrapa.br

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A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) abre processo seletivo para a contratação de 60 novos servidores da carreira de técnico administrativo em educação. Há diversas vagas para todos os campi da instituição, nas cidades de Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas. Os cargos são para o nível fundamental, médio e superior.

As vagas deverão ser preenchidas dando prioridade ao candidato, de acordo com sua ordem de classificação, de escolher a cidade, de acordo com os postos disponíveis para preenchimento no momento da nomeação. A jornada de trabalho é de 40 (quarenta) horas semanais, exceto para os cargos de Médico/Área, cuja carga horária é de 20 (vinte) horas semanais.

As inscrições serão realizadas por meio da internet, no endereço eletrônico www.ingresso.ufu.br, no período de 08/12/2014 a 29/12/2014. O valor da inscrição para os cargos do nível "C" é de R$ 40,00 (quarenta reais), para os cargos do nível "D" é de R$ 60,00 (sessenta reais) e para os cargos do nível "E" é de R$ 70,00 (setenta reais), devendo o pagamento ser realizado no período de 08/12/2014 a 30/12/2014, na rede bancária.

Fonte: Universidade Federal de Uberlândia
Jussara Coelho – Jornalista

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Estão abertas até 8 de dezembro de 2014 as inscrições do concurso público da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com 15 vagas para a carreira do Magistério Superior, para o seu quadro permanente.

Confira os editais:

Edital 302/DDP/2014 – 11 vagas para o Campus Araranguá

Edital 303/DDP/2014 – 4 vagas para Professor Titular-livre para o Campus Florianópolis

Os candidatos inscritos nos concursos para docentes devem acompanhar periodicamente a publicação de Editais e Normas Complementares relativas aos concursos.

Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central (BC) estão unindo esforços para aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura, o Zarc mapeia os diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares dos municípios brasileiros, orientando o produtor rural sobre a melhor época de plantio das culturas, visando reduzir perdas agrícolas.

Para discutir melhorias técnicas na metodologia e uma divulgação mais eficiente da ferramenta, a Embrapa Informática Agropecuária realizou, em 27 e 28 de novembro de 2014, em Campinas (SP), um workshop com representantes dessas instituições.

"O propósito foi discutir prioridades e definir ações de curto, médio e longo prazo para melhorar o zoneamento. Ele influencia diretamente as alocações do crédito e seguro rural, sendo necessário tratar do desenvolvimento científico e técnico em conjunto com a melhoria do ambiente institucional", disse o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Aryeverton de Oliveira, que coordenou o evento.

Uma dessas ações de curto prazo é o estabelecimento de uma cooperação técnica com o Ministério da Agricultura e o MDA para o desenvolvimento de produtos relacionados ao cultivo de grãos, silvicultura, forrageiras e fruteiras, entre outras culturas, e a sistemas de produção integrada, como o plantio direto e práticas conservacionistas. Também serão efetuados estudos de climatologia e solo, com aplicação de sistemas de informação e ferramentas de monitoramento por satélites.

A ideia foi trazer os atores que regulam o sistema de zoneamento, crédito e seguro rural, para apoiar a implantação conjunta de atividades, inclusive com a captação de recursos. Como resultado do workshop, ainda será apresentada uma proposta para o macroprograma 1, para a execução das ações de médio e longo prazo, a partir do segundo semestre de 2015.

Coordenado pelo MAPA e validado pela Embrapa, o zoneamento contempla atualmente 58 culturas. "A proposta do Ministério da Agricultura em patrocinar esse evento com a Embrapa é justamente incentivar o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dessa metodologia", afirmou Ricardo Gomes dos Santos, diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural do Ministério.

O TCU, representado pelo diretor de Agricultura e Organização Agrária da Secretária de Controle Externo da Agricultura e do Meio Ambiente, Tiago Modesto Costa, propôs sugestões para aperfeiçoamento técnico do instrumento. "Esse workshop é fundamental para que todas as decisões do Tribunal sejam cumpridas e, a partir daí, a gente tenha um ganho para toda sociedade", afirmou.

De acordo com José Carlos Zukowski, coordenador-geral de Gestão de Riscos e Seguro Rural da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, "é importante agora se trabalhar novos conceitos, novos horizontes, para se iniciar uma nova fase do zoneamento agrícola." O órgão é responsável, com o Mapa, por elaborar e definir os produtos do zoneamento.

Com a atribuição de regular a aplicação do crédito rural no País, que movimenta em torno de 170 bilhões de reais ao ano, o Banco Central também usa o Zarc como ferramenta para tomada de decisão. "A gente espera, efetivamente, ter em breve um resultado de médio, curto e longo prazo", contou o chefe do Departamento de Crédito Rural do Bacen, Deoclécio Pereira de Souza.

A integração entre os representantes das instituições é o principal diferencial dessa etapa de revisão do zoneamento. "É essencial que a pesquisa esteja integrada às demandas para a revisão da metodologia desse importante instrumento que subsidia a política agrícola brasileira", destacou Silvia Massruhá, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Informática Agropecuária.

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária
Nadir Rodrigues – Jornalista
Telefone: (19) 3211-5747

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A laranjeira Natal CNPMF 112 é a mais nova opção para os citricultores que atendem ao mercado interno de fruta fresca e à indústria de processamento de suco e foi lançada no dia 3 de dezembro de 2014 pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Agropecuária Gavião Ltda, num dia de campo no município de Entre Rios (BA), localizado na principal região produtora de citros do estado.

O evento contou com palestras de pesquisadores da Embrapa sobre a variedade Natal CNPMF 112 e sobre manejo de plantas daninhas e de agrônomo do Viveiro Citrograf sobre produção de mudas de laranjeira. Segundo o pesquisador Orlando Sampaio Passos, a maior vantagem da Natal 112 em relação às outras variedades de laranja é a época de colheita. "Por ser mais tardia, a Natal 112 pode ser colhida depois da laranja Pera, o que amplia a faixa de colheita para o produtor", salienta.

Outra vantagem é que ela é menos sensível ao vírus da tristeza dos citros do que a laranjeira Pera. A tristeza dos citros é causada por um vírus que circula na seiva da planta provocando caneluras no tronco e galhos das plantas e tem como maior agravante a sua distribuição pelas mudas e por um inseto vetor, o pulgão Toxoptera citricida.

Características

A laranjeira Natal CNPMF 112 é um clone nucelar (proveniente de sementes) da laranjeira Natal que foi obtido na Embrapa Mandioca e Fruticultura a partir de sementes introduzidas da Estação Experimental de Limeira, do Instituo Agronômico (IAC) de Campinas (SP).

De maturação tardia, tem colheita de agosto a outubro, podendo estender-se até dezembro, o que originou seu nome. A principal floração ocorre em setembro; outras temporãs, em épocas variáveis. Sua produtividade é considerada alta, em torno de 40 toneladas por hectare ou superior sob irrigação, a qual também amplia o período de colheita. A planta é de porte médio (em torno de 3,0 m de altura), o que lhe confere vantagem competitiva à laranjeira Valência, que é outra variedade tardia, e as folhas são típicas, de tonalidade verde-escuro.

Seus frutos têm tamanho médio (peso 190 g), sendo a casca ligeiramente rugosa e amarela uniforme e a polpa, alaranjada intensa. O conteúdo de suco é de aproximadamente 57% e o fruto tem apenas quatro sementes.

laranjeira Natal 112 pode ser disponibilizada por borbulhas mantidas em borbulheira protegida por malha antiafídea e livre da clorose variegada de citros (CVC). Popularmente conhecida como amarelinho, a CVC é uma importante praga que acomete a citricultura brasileira desde os anos 1980, podendo ser disseminada por inseto vetor (mais de onze tipos de cigarrinhas) e também por mudas infectadas.

Interessados nas borbulhas devem entrar em contato com o e-mail mandioca-e-fruticultura.vendas@embrapa.br.

Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura
Léa Cunha – Jornalista
Telefone: (75) 3312-8076

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Preservar a natureza ainda é um grande desafio para a indústria. O técnico em meio ambiente é o profissional responsável em propor soluções criativas, analisar os impactos das atividades e garantir o desenvolvimento sustentável das empresas. Felipe Solari viu isso na prática em Santa Catarina e na Bahia. Além de conhecer de perto o trabalho desses técnicos, ele acompanhou alunos em uma atividade de campo, com a missão de preservar um afluente. Fonte: Canal Futura

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou ontem (03/12/14) duas publicações que estimam os investimentos previstos na economia brasileira para o período 2015-2018. Elaborado pela Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico do Banco, o boletim Perspectivas do Investimento chega ao nono ano consecutivo mapeando projetos e planos de investimento de empresas, incluindo aqueles apoiados pelo BNDES, mas não restrito apenas a eles.

O atual mapeamento, relativo ao período 2015-2018, prevê investimentos na economia brasileira de R$ 4,1 trilhões, nos setores de Indústria, Infraestrutura, Residências e Agricultura e Serviços. Os números estimados representam crescimento de 17,1% frente ao efetivamente realizado no quadriênio 2010-2013.

O maior crescimento previsto é no setor de Infraestrutura, no qual devem ser investidos R$ 598 bilhões, frente aos R$ 457 bilhões efetuados no período anterior, o que representa aumento estimado de 30%. O destaque nessa área são portos e ferrovias, com crescimentos previstos de, respectivamente, 141% e 99%, segundo o Boletim. O investimento nos demais setores deve crescer 19% (Residências), 18,5% (Indústria) e 11% (Agricultura e Serviços).

Panoramas

O BNDES também lançou ontem a série de estudos Panoramas Setoriais 2015-2018. A publicação reúne artigos produzidos por técnicos de diferentes áreas do Banco, que dissecam vinte setores da economia: Aeroespacial, Agropecuária, Automotivo, Bebidas, Bens de capital, Celulose, Complexo eletrônico, Complexo industrial da saúde, Economia criativa, Elétrico, Indústria de alimentos, Indústria química, Logística de cargas, Mobilidade urbana, Petróleo e gás, Resíduos sólidos urbanos, Saneamento básico, Siderúrgico, Sucroenergético e Telecomunicações.

As publicações estão disponíveis na Biblioteca Virtual do BNDES e podem ser acessadas pelos link web.bndes.gov.br/bib/jspui/handle/1408/2842.

Fonte: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

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