Na agricultura o gasto com água pode ser excessivo, se não for usado o método adequado de irrigação. A Embrapa Instrumentação desenvolveu pequenos sensores para manejo e controle de irrigação, com leituras do estado da água no solo e em plantas. As tecnologias são para irrigar as plantas no momento certo, evitando desperdícios e contribuindo para minimizar o risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue. Os sensores podem ser instalados em qualquer região para evitar o desperdício e indicam a quantidade de água no solo e em plantas e o momento certo para irrigação. São três tecnologias já patenteadas – Sensor de diedro, Sensor IG e Turgormeter. Elas são destinadas a agricultores, pessoas que cultivam plantas em vasos e em jardins, pesquisadores, profissionais de extensão rural e público acadêmico. Fonte: Dia de Campo na TV

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Há várias formas de se construir o conhecimento, e uma delas é por meio empírico, onde os saberes tradicionais são adquiridos através da vivência. No Brasil, há várias comunidades espalhadas que apreendem dessa maneira. Para conciliar o saber acadêmico ao tradicional, as universidades vêm se aproximando dessas comunidades. Para conversar mais sobre o tema, o programa convidou o coordenador do Instituto de Inclusão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) José Jorge de Carvalho. Fonte: TV NBR

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Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), chegaram a Terra as primeiras informações enviadas pelo satélite Cbers-4, lançado no dia 7 de dezembro de 2014. O dispositivo foi desenvolvido em parceria entre Brasil e China. O equipamento lançado da base chinesa vai auxiliar no monitoramento ambiental e urbano. As imagens capitadas serão distribuídas gratuitamente aos países da América Latina e para a África, por meio do website do Inpe. A iniciativa é coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Fonte: TV NBR

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Os estoques das principais culturas da agricultura brasileira cresceram em 2014, em relação a 2013, divulgou ontem (10/12/14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa de Estoques. A exceção foi o arroz, que apresentava estoque 4,6% menor em 30 de junho de 2014 na comparação com a mesma data de 2013.

O maior estoque nacional é o de soja, que chegou a 20,68 milhões de toneladas em 2014, com um crescimento de 0,6%. Já o milho teve uma alta de estoques de 20,3% com 10,35 milhões de toneladas. O arroz teve estoques de 4,81 milhões de toneladas, apesar da queda.

O trigo teve a maior expansão de volume estocado — 75,3% — acima do registrado em 2013, totalizando 3,04 milhões de toneladas neste ano. O café também teve aumento nos estoques, de 35,8%, e chegou a um total armazenado de 1,17 milhão de toneladas.

O número de estabelecimentos ativos disponíveis para estocagem cresceu 0,1% em relação ao ano anterior. São 9.142 unidades contabilizadas, das quais 4.145 estão no Sul e apenas 30, no Norte.

A maior parte dos estabelecimentos pesquisados (80%) pertencia à iniciativa privada, enquanto o governo tinha 2% e as cooperativas, 17,2%. Empresas de economia mista detinham 0,8%. O comércio, desconsiderando os supermercados, respondia por 26,9%; os serviços de armazenagem, 25,4%; os estabelecimentos de produção agropecuária, com 23,1%; e a indústria, com 21,4%. Os supermercados eram 3,2% dos estabelecimentos.

O Brasil tem capacidade instalada para 163,6 milhões de toneladas e estocava 41,6 milhões em 30 de junho deste ano. Em relação a 2013, essa capacidade cresceu 1,6%, com alta de 3,17% na capacidade útil dos silos e 1,6% nos armazéns graneleiros e granelizados. Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis retraíram a capacidade em 1,5%.

Fonte: Agência Brasil
Vinícius Lisboa – Repórter
Marcos Chagas – Edição

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A safra de 2014 deve superar a de 2013 em 3,3%, divulgou ontem (10/12/14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na estimativa de novembro. O instituto espera que sejam colhidas neste ano 194,5 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, montante que supera em 0,5% (1 milhão de toneladas) o que foi previsto para o ano, em outubro.

O IBGE também elevou a expectativa ao divulgar o segundo prognóstico de safra de 2015, que cresceu 3,9% em relação à projeção anterior, chegando a 202,1 milhões de toneladas.

A maior parte da produção brasileira prevista para 2014 está concentrada nas regiões Centro-Oeste e Sul, que responderão por 42,8% e 37,1%, respectivamente. Enquanto o Centro-Oeste deve aumentar a produção em 5,9%, em relação a 2013, o Sul deve ter diminuição de 1,2%. O maior incremento está previsto para a Região Nordeste, de 31,9%, seguido do Norte, com 5,9%. Para o Sudeste, está prevista produção 9,3% menor.

Quase um quarto da produção nacional de grãos de 2014 (24,3%) deve sair de Mato Grosso, seguido do Paraná (18,4%) e do Rio Grande do Sul (15,5%).

A estimativa de safra contabiliza as produções de algodão herbáceo (caroço de algodão), amendoim (em casca), arroz (em casca), feijão (em grão), mamona (em baga), milho (em grão), soja (em grão), aveia (em grão), centeio (em grão), cevada (em grão), girassol (em grão), sorgo (em grão), trigo (em grão) e triticale (em grão).

Produção de soja e arroz deve crescer em 2014, diz IBGE

Entre as três principais safras da produção agrícola brasileira, a soja e o arroz devem ter crescimento de produção em 2014, enquanto o milho deve apresentar queda, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na estimativa de novembro. Somados, os três grãos respondem por 91,2% da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, e por 84,9% da área a ser colhida.

A produção brasileira de soja, em 2014, deve crescer 5,6% em relação ao ano passado, com um aumento de 8,4% da área colhida. A safra de 2014 deve chegar ao patamar recorde de 86,3 milhões de toneladas, com um aumento ocasionado pelo crescimento da área plantada, de 8,5% no estado de Mato Grosso. O Paraná, segundo maior produtor nacional, sofreu com a estiagem e teve a produção diminuída em 7%, com queda de 11,9% no rendimento médio da cultura.

Para 2015, a expetativa para a soja é que a produção nacional chegue a 95,395 milhões de toneladas — expansão de 10,5% sobre o que é previsto para 2014. Esse resultado deve ser obtido com os aumentos de 18,1% na produção total do estado e 3,4% em Mato Grosso.

O arroz já teve sua safra de 2014 colhida. O total chegou a 12,2 milhões de toneladas, superando em 3,3% do que foi colhido em 2013. Segundo o IBGE, a safra do arroz, em 2014, foi favorecida pelas condições climáticas, com elevados níveis de mananciais de irrigação na Região Sul. O Rio Grande do Sul é o maior produtor dessa cultura, com 67,8% da produção nacional.

O instituto espera que, no ano que vem, a produção de arroz cresça 2,9%, apesar de o segundo prognóstico de safra para 2015 apontar queda na área plantada. A participação gaúcha deve aumentar para 68,9%, com um crescimento de 4,6%. O segundo maior produtor, Santa Catarina, também deve elevar a produção em 3,1%. A previsão é que o Rio Grande do Sul aumente a área plantada em 3,4%, enquanto os catarinenses devem reduzi-la em 0,2%.

A produção de milho deve cair 1,9%, impactada pela diminuição da colheita em 10,1% na primeira safra. Com preços mais favoráveis, a soja tem motivado os agricultores a trocarem de cultura na época de plantio da safra de verão. A situação foi agravada por problemas climáticos e, como resultado, 2014 teve quedas de 4,6% na área colhida e de 5,7% no rendimento médio.

A queda na produção de milho da primeira safra chega a 22,2%, no Sudeste, e 36,1% em São Paulo, onde a área plantada caiu 22%. Estado que concentra a maior produção nacional, Minas Gerais teve diminuição de 15,5%.

O milho de segunda safra, plantado na mesma terra depois que uma primeira cultura é colhida, tem uma estimativa de aumento de 4,2% em relação a 2013, chegando a 61,1% da produção nacional. Esse é o terceiro ano seguido que a segunda safra supera a primeira, o que mostra uma consolidação do período como a principal cultura de milho em grão.

Para 2015, o prognóstico é que a produção de milho de primeira safra supere 2014 em 1,6%. Para a segunda safra, ainda não há previsão.

Fonte: Agência Brasil
Vinícius Lisboa – Repórter
Marcos Chagas – Edição

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A produção de grãos no país poderá atingir 201,55 milhões de toneladas no período 2014/2015, segundo o terceiro levantamento de safra divulgado ontem (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa é 4,2% maior que a safra 2013/2014 e representa acréscimo de 8,1 milhões de toneladas aos 193,4 milhões de toneladas da safra anterior.

Para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Gueller, os resultados demonstram a capacidade do produtor brasileiro, que está incorporando cada vez mais tecnologia e se preparando para atender à demanda mundial.

"O Brasil está se preparando também para consumir internamente mais, reduzindo custo com logística e assim por diante", disse. "Eu não tenho dúvida nenhuma de que o mercado internacional continua crescendo. Eo nosso produtor também — inclusive com o aumento do dólar, que acabou beneficiando e fazendo com que o produtor tenha mais rentabilidade", completou.

De acordo com a Conab, a soja é a cultura que mais se destaca nos levantamentos, com crescimento na produção mesmo diante do quadro internacional de superoferta de grãos. A evolução da oleaginosa atingiu 11,2% ou o equivalente a um aumento de 9,7 milhões de toneladas, totalizando 95,8 milhões.

O presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, avaliou que o aumento de 11,2% decorre de diversos fatores. "O primeiro é o preço. Os preços estão altamente atrativos para o produtor, principalmente os contratos futuros. O segundo fator é cada vez mais agregar novas tecnologias, o que dá uma rentabilidade para o produtor maior".

Ainda segundo Santos, o plantio ocupará uma área de 57,8 milhões de hectares, com um acréscimo de 1,5% em relação à safra passada, quando registrou 56,96 milhões de hectares. Quanto à soja, o crescimento é 4,9%, o que equivale a 1,5 milhão de hectares a mais. A ocupação total da área da oleaginosa vai chegar a 31,7 milhões de hectares.

Os técnicos estiveram em campo do dia 23 a 29 de novembro, conferindo dados com agrônomos, representantes de cooperativas, de secretarias de Agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados), além de agentes financeiros, comerciais e revendedores de insumos.

Fonte: Agência Brasil
Paula Laboissière – Repórter
Denise Griesinger – Edição

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O crescimento econômico da América Latina em 2014 foi o menor dos últimos cinco anos e a solução para essa desaceleração está no incentivo à educação e à formação de mão de obra. A conclusão é do relatório Perspectivas Econômicas para a América Latina 2015, divulgado no dia 9 de dezembro de 2014 pelo Centro de Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

De acordo com as previsões do relatório, a economia da região crescerá entre 1% e 1,5% em 2014, bem menos do que em 2013 (2,5%) e 2012 (2,9%). Para os especialistas da OCDE, a desaceleração aponta uma década de baixo crescimento na América Latina, que precisa ser revertida por meio da "melhoria do padrão de educação, ampliação da formação de mão de obra e do incentivo à inovação".

Para a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, é preciso fortalecer o link entre educação, produtividade e inovação, garantindo mais oportunidades de qualificação aos trabalhadores e promovendo mudanças estruturais, como a diversificação da economia, que garantirá um mercado mais qualitativo, com posições mais bem remuneradas. "Em troca, teremos menos informalidade, desemprego e menos desigualdade", ressaltou.

Presidente do CAF, Enrique Garcia declarou que, na falta de um ambiente externo excepcionalmente favorável, "a região precisa aprofundar a integração e enfrentar os desafios estruturais que se apresentam para o desenvolvimento". "Para apoiar o potencial de crescimento, é preciso investir na inovação e melhoria dos padrões de produção, educação e capacitação técnica", enfatizou.

O relatório observa que a diferença na performance educacional de um aluno de ensino médio na América Latina, em comparação à de estudantes dos países-membros da OCDE, é alta. Ela equivale a 2,4 anos adicionais de educação. Além disso, desigualdades socioeconômicas influenciam fortemente no acesso à educação entre os países latino-americanos. Conforme o levantamento, apenas 56% dos estudantes mais pobres frequentam o ensino médio, contra 87% dos mais ricos.

O documento revela ainda que as limitações na qualidade da educação impactam fortemente na competitividade das companhias localizadas na América Latina. "As companhias na América Latina enfrentam mais dificuldade para encontrar mão de obra qualificada do que em outras regiões do mundo", salienta.

O relatório indica que a probabilidade de uma empresa latino-americana enfrentar dificuldades para encontrar trabalhadores com capacidades adequadas às suas necessidades é três vezes maior que uma similar no Sul da Ásia, e 13 vezes maior que na região da Ásia-Pacífico. "Para combater essa falta de qualificação, políticas específicas são necessárias na educação primária, secundária, técnica e profissional."

O Brasil destaca-se no relatório pela ampliação no gasto com educação, de 4% do PIB, em 2000, para 5,8%, em 2010, acima da média da América Latina (5%) e da região da OCD E(5,6%). A desigualdade do acesso à educação no país ainda é um problema. Entre os mais pobres, o acesso é 15% menor. Outra dificuldade apontada na realidade brasileira é a alta taxa de evasão escolar. Na educação primária, ela é 46% (2% na região da OCDE) e na secundária, de 26% (6% na região da OCDE).

Fonte: Agência Brasil

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Lançado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2013, o Pacto Nacional pela Gestão das Águas tem como objetivo estimular a gestão de recursos hídricos junto aos estados e ao Distrito Federal. O último estado a aderir foi São Paulo, que formalizou sua entrada em 19 de novembro de 2014 através do Decreto nº 60.895, assinado pelo governador paulista Geraldo Alckmin. O Pacto disponibilizará para cada unidade da Federação R$ 3,75 milhões, divididos em cinco parcelas, a partir do cumprimento de metas para aperfeiçoar a gestão e promover o uso sustentável da água.

Os recursos financeiros da iniciativa da ANA são liberados através do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (ProGestão), espinha dorsal do Pacto, após o cumprimento de metas fixadas pelos estados e aprovadas por seus respectivos conselhos estaduais de recursos hídricos. Cada unidade da Federação pode receber até cinco parcelas de R$ 750 mil, totalizando R$ 100 milhões para os 26 estados e o DF. Até o momento, já houve o desembolso de mais de R$ 19 milhões para 18 estados. Assim, a ANA busca incentivar o fortalecimento dos sistemas estaduais de gerenciamento de recursos hídricos através de ações que melhorem a implantação dos instrumentos de gestão previstos pela Política Nacional de Recursos Hídricos e pelas políticas estaduais.

O ProGestão estimula os estados a adotarem várias ações, como: o aperfeiçoamento da rede de monitoramento quantitativo e qualitativo de rios, formação de banco de dados relativos à disponibilidade hídrica ou emissão de outorga (autorização) para uso dos recursos hídricos, elaboração de estudos e planos de bacia, capacitação ou implantação da cobrança pelo uso dos recursos hídricos.

Além de buscar fortalecer institucional e operacionalmente a gestão de recursos hídricos em âmbito estadual e melhorar a articulação entre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e os sistemas estaduais, o Programa tem o objetivo de construir um sistema nacional para a governança eficaz que garanta a oferta de água em quantidade e qualidade para os brasileiros no presente e no futuro.

Sabendo das diferenças regionais entre as unidades da Federação (UF), a ANA oferece uma metodologia para que elas possam aderir ao Pacto e se classifiquem de acordo com sua estrutura institucional e com a complexidade do processo de gestão local. Assim, cada estado pode definir suas próprias metas de acordo com as necessidades atuais na área de gestão de recursos hídricos, associadas a uma visão de futuro.

Cada UF que adere ao Pacto recebe oficinas de trabalho para apresentação do diagnóstico sobre a situação atual da gestão de recursos hídricos e para discussão do prognóstico e dos próximos passos a serem seguidos pelas unidades da Federação. Com isso, acontece a escolha do tipo de gestão e seleção das metas – a serem pactuadas junto ao respectivo conselho estadual de recursos hídricos – para fortalecer o sistema estadual de recursos hídricos e implementar os instrumentos de apoio ao gerenciamento de recursos pelos cinco anos seguintes.

Nove estados assinaram seus contratos de adesão em 2013 e terão até 2016 para concluir sua participação no ProGestão: Paraíba (primeiro a aderir), Alagoas, Paraná, Rondônia, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Goiás. Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio Grande do Sul, Amazonas e Rio Grande do Norte também assinaram a adesão ano passado, mas optaram por concluir o período de implementação das metas em 2017. Para as demais unidades da Federação, que aderiram em 2014, o ciclo do ProGestão se estende até 2018.

Fonte: Agência Nacional de Águas
Assessoria de Comunicação da ANA
Raylton Alves – Jornalista

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Policiais federais e agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) prenderam nove pessoas e lacraram 22 madeireiras em Rondônia. A ação faz parte da chamada Operação Mesclado, deflagrada ontem (10/12/14) para combater a extração ilegal de madeira do interior da Terra Indígena Mequéns, próxima à cidade de Pimenta Bueno, na região sul do estado.

De acordo com a PF, os envolvidos no esquema são acusados de fraudar planos de manejo e falsificar documentos para esconder a origem ilícita da madeira. A PF afirma que, além de madeireiros, consultores ambientais, transportadores e "laranjas", o esquema contava com a "conivência" das lideranças indígenas locais. A estimativa é que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 500 milhões.

As diligências ainda não foram encerradas. No total, a Justiça Federal expediu 66 mandados judiciais que estão sendo cumpridos em dez municípios da região. Dos dez mandados de prisão preventiva, apenas dois não haviam sido cumpridos até as 14h30 (horário de Brasília), porque os investigados não tinham sido localizados. Pelo mesmo motivo, três dos 17 mandados de condução coercitiva (quando o investigado é conduzido para prestar depoimento e liberado em seguida) também continuavam pendentes.

No mesmo período, o único mandado judicial de prisão temporária, além dos 23 de busca e apreensão e das 22 ordens de interrupção de atividades das empresas madeireiras já tinham ou estavam prestes a ser cumpridos. A Justiça Federal também decretou o sequestro de bens imóveis dos investigados até o limite conjunto de R$ 7,5 milhões.

Os alvos do mandado de prisão preventiva e de dois mandados de condução coercitiva ainda não cumpridos são contra índios da etnia Sakurabiat. Segundo a PF, durante as investigações foram encontrados indícios de que as lideranças da comunidade indígena autorizavam os madeireiros a ingressar na reserva indígena e retirar a madeira, recebendo por isso. A PF ainda apura se o dinheiro era usado para beneficiar toda a comunidade ou apenas as lideranças que negociavam com os madeireiros.

Entre os investigados já detidos está o madeireiro Josil Binow, apontado como um dos principais beneficiários do esquema e com quem a PF afirma ter encontrado cheques no valor total de R$ 1,2 milhão. Binow está sendo ouvido no posto da PF em Pimenta Bueno e, em seguida, será conduzido para o presídio da cidade com os outros suspeitos cujas prisões preventivas ou temporárias foram cumpridas. A Agência Brasil não conseguiu localizar seu advogado.

Binow já foi condenado em agosto de 2014 por obstruir ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público; por receber madeira sem exigir a exibição de licença do vendedor, outorgada pela autoridade competente, e por falsidade ideológica (Artigo 299 do Código Penal). Ele e cinco corréus estavam em liberdade, após recurso contra a sentença do juiz Leonel Pereira da Rocha. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) no Processo 0004575-92.2010.822.0008, por apresentar aos órgãos fiscalizadores, em 2006, relatórios ambientais fraudulentos, nos quais alegavam terem saldo de madeira superior ao real.

Fonte: Agência Brasil
Alex Rodrigues – Repórter
Davi Oliveira – Edição

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