O WWF-Brasil lançou no dia 11 de dezembro de 2014, em São Paulo (SP), a publicação Governança dos Recursos Hídricos – Proposta de indicadores para acompanhar sua implementação, realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o HSBC. Sistematizado pelo cientista político Fernando Abrucio, o estudo analisou a administração das águas no país desde a aprovação da Política Nacional de Recursos Hídricos, em 1997 (Lei 9.443/97), e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), responsável por coordenar a gestão das águas, arbitrar conflitos e promover a cobrança pelo uso da água.

O diagnóstico mostrou que passados mais de 17 anos são necessárias mudanças para aperfeiçoar a governança. Nesse sentido, a publicação propõe a criação do "Observatório das águas" que, quando em funcionamento, contaria com uma ferramenta inédita para fiscalizar a capacidade dos governos de administrar os recursos hídricos do país: "o Índice de Boa Governança da Água", nos moldes do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O indicador seria responsável por monitorar uma série de áreas do setor hídrico: a qualidade e efetividade das leis e da regulação; se os governos estão atuando de forma coordenada e se as metas, diretrizes e recomendações do SINGREH estão sendo cumpridas. O indicador seria responsável ainda por fiscalizar se os governos estão sendo capazes de articular a Política Nacional de Recursos Hídricos com as políticas estaduais e municipais relacionadas.

"Outro ponto importante do indicador é o monitoramento da participação da sociedade civil. Ele avaliaria se a sociedade está sendo incluída na agenda da água e nas discussões sobre o tema e também se essa participação está sendo efetiva", explica a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecilia Wey de Brito.

Termômetro da governança

Para chegar à conclusão de que o setor hídrico no Brasil precisa ser aperfeiçoado, o estudo coordenado pelo WWF-Brasil analisou detalhadamente o SINGREH em diversas áreas e classificou cada uma delas conforme o estágio em que se encontram: "básico", "intermediário" e "avançado". Nenhuma das áreas alcançou o resultado "avançado" no "termômetro da governança".

No estágio "intermediário" foi classificada a efetividade da legislação. O estudo considerou que a lei 9.443/97 apresenta avanços: define valor econômico para um recurso natural, garante a descentralização, participação da sociedade e possui instrumentos de gestão consistentes. Porém, não reconhece as especificidades dos biomas brasileiros e tampouco define o papel dos municípios no sistema hídrico do país. Verificou-se ainda que o SINGREH não é capaz de abraçar toda a agenda da água, especialmente no que se refere ao controle e gestão dos eventos críticos (secas e inundações).

A participação da sociedade na agenda da água obteve a pior classificação: estágio "básico". O estudo considerou que a participação qualificada, ou seja com conhecimento sólido sobre a política do setor) ainda é pouco expressiva. Falta capacitação e conscientização do cidadão sobre sua participação no sistema.

Para saber mais

Baixe aqui a publicação Governança dos Recursos Hídricos — Proposta de indicadores para acompanhar sua implementação (arquivo PDF, 3,28 Mb).

Fonte: WWF-Brasil

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A Presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto 8375, que trata da Política Agrícola de Florestas Plantadas. A publicação do documento no Diário Oficial da União (DOU) do dia 12 de dezembro de 2014 foi comemorada pelo ministro da Agricultura Neri Geller. "Essa é uma conquista para o setor. Com a transferência da gestão das políticas públicas de florestas plantadas para o Ministério, vamos propor um conjunto de orientações condizentes com o potencial que o setor pode dar ao desenvolvimento sustentável do País", afirma.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) coordenará o planejamento, a implementação e a avaliação da Política Agrícola para Florestas Plantadas. Ela deverá observar as atividades de produção, processamento e comercialização dos produtos, subprodutos, derivados, serviços e insumos relativos ao setor.

O Decreto estabelece ainda a criação do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (PNDF). O documento, que terá um horizonte de 10 anos e deve ser atualizado periodicamente, fará um diagnóstico da situação do setor de florestas plantadas, incluindo seu inventário florestal, além de propor cenários com as tendências internacionais e macroeconômicas. Ele também estabelecerá metas de produção florestal e ações para seu alcance.

O setor de florestas plantadas responde pelo abastecimento de 75% do consumo de produtos florestais, a partir de uma base de plantios de somente sete milhões de hectares, que correspondem a menos de 1% da área do território nacional. O setor está relacionado a importantes cadeias produtivas da economia, como construção civil, siderurgia a carvão vegetal, celulose e papel, movelaria e energia.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Gustavo Chaves Lopes – Jornalista
Telefone: (61) 3218-3086

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A Comissão Econômica da ONU para a Europa (Unece), lançou uma iniciativa para reduzir os níveis de amônia na atmosfera. Segundo o órgão, a maior fonte das emissões de amônia, também conhecida por NH3, é a agricultura. A substância é obtida através da decomposição de matéria orgânica, como as fezes dos animais, e de fertilizantes com base em nitrogênio mineral.

Em 2012, o setor agrícola foi responsável por 88,4% das emissões de amônia na região da Unece, excluindo Canadá e Estados Unidos, que também fazem parte da comissão, mesmo não estando na Europa.

Os especialistas alertam que essas emissões representam uma ameaça à saúde humana e podem causar problemas no coração e doenças respiratórias. A amônia pode gerar também perda da biodiversidade em vários ecossistemas.

A Unece adotou no dia 11 de dezembro de 2014 uma nova norma para ajudar os países a reduzir as emissões na agricultura.

Propostas

Entre as propostas da agência estão o manejo do ciclo de nitrogênio na região, novas técnicas de alimentação dos animais e medidas para reduzir as emissões geradas pela decomposição orgânica.

Os especialistas sugerem ainda técnicas para armazenar e espalhar esterco pela área de cultivo, como também, mostram como utilizar sistemas de baixa emissão de gases e medidas para limitar as emissões de amônia geradas pelo uso de fertilizantes minerais.

Fonte: Rádio ONU
Edgard Júnior – Nova York

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A Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-20) aprovou na madrugada do dia 14 de dezembro de 2014, em Lima, no Peru, o rascunho de um acordo de redução de emissões de gases de efeito estufa. Depois de longas sessões de discussões, que prorrogou a conferência por dois dias devido às diferenças entre os países industrializados e em desenvolvimento, a COP-20 chegou a um acordo sobre o texto que deve ser a base para um pacto global histórico no próximo ano em Paris.

O projeto de 22 pontos e quatro páginas foi aprovado no último minuto pelos delegados de 195 países que participaram da conferência, depois de duas semanas de negociações. O documento reconhece a responsabilidade comum e diferenciada dos países pelo aquecimento e estabelece mecanismos para lidar com perdas e danos por fenômenos climáticos extremos, especialmente nos países pobres e ilhas sob ameaça. Os países devem anunciar, nos próximos meses, os seus compromissos para reduzir as emissões globais entre 40% a 70% até 2050, com a necessidade de limitar a 2°C o aumento da temperatura global.

"Lima deu uma nova urgência rumo à rápida adaptação e construção de resiliência em todo o mundo em desenvolvimento, reforçando a ligação ao financiamento e ao desenvolvimento de planos nacionais de adaptação. Os governos deixaram uma visão muito mais clara de como será o acordo em Paris em 2015 e a próxima rodada de negociações em Genebra", disse o presidente da COP-20, Manuel Pulgar Vidal.

Até o último momento, as fortes diferenças entre as nações do Norte e do Sul foram mantidas. Os países ricos consideram que os futuros compromissos nacionais devem centrar-se na redução das emissões de gases de efeito estufa, com uma avaliação futura com base em informações precisas e transparente dos passos dados em cada nação.

Mas o Sul, especialmente a África, América Latina e os pequenos estados insulares, não está disposto a assumir a redução de emissões se não houver garantias financeiras dos países ricos que permita a adaptação a novas tecnologias limpas para o aquecimento global e seu impacto crescente.

A China e a Índia, primeiro e quarto emissores globais por causa de suas indústrias de carvão altamente poluentes, se opõem a um sistema de avaliação que possam lhes constranger, e pressionam os países desenvolvidos a contribuir financeiramente à medida de sua responsabilidade como os maiores geradores de aquecimento.

Fonte: Agência Andina

Com informações da Agência ONU

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Crise Hídrica. Eleições. 50 anos do Golpe Militar. Copa do Mundo e Olimpíadas. Quem pensou nesses temas para a prova nacional do ensino médio errou. Publicidade Infantil em questão no Brasil – esse foi o bem escolhido tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que aconteceu dia 9 de novembro de 2014, levando mais de 8 milhões de jovens de nosso vasto país a refletir, ao mesmo tempo, sobre esse tema urgente e importante.

O fato veio coroar uma longa caminhada de pais, acadêmicos, ativistas, educadores e organizações como o Instituto Alana, Movimento Infância Livre de Consumismo (MILC) e a mais recente Rebrinc (Rede Brasileira Infância e Consumo), que lutam pela defesa dos direitos das crianças frente aos apelos, abusivos, de consumo do mercado. Mas, vale lembrar que essa não foi a única data a se comemorar no mês de novembro, pois no dia 20 a Convenção dos Direitos das Crianças e Adolescentes da Organização das Nações Unidas (ONU) completou 25 anos, marcando a conquista de uma doutrina de proteção integral às crianças, em 1989.

Ejá que estamos falando de datas, quero relembrar o 12 de Outubro de 2007, data convencionalmente tida como das crianças, quando tive meu primeiro artigo sobre publicidade infantil, intitulado Que infância estamos construindo?, publicado no Caderno Opinião da Folha de S.Paulo começando a pautar o tema, ainda não tão polêmico e conhecido, na agenda do país. No texto relembrei jingles publicitários como "Não esqueça minha Caloi", "Compre batom", "Danoninho vale mais do que um bifinho" para levar a sociedade civil a refletir sobre os impactos da publicidade na formação subjetiva das crianças, seres em peculiar estágio de desenvolvimento emocional e cognitivo e, portanto, mais vulneráveis que nós adultos aos apelos mercadológicos.

Desde a publicação desse artigo, muitas discussões acaloradas aconteceram em torno do tema. Foram inúmeras audiências e polêmicas públicas envolvendo a regulamentação da publicidade dirigida às crianças e sobre o consumismo na infância em diferentes espaços como universidades, mídias, escolas e até governo. As opiniões sempre estiveram divididas e polarizadas entre o mercado, que considera ser dever somente da família fixar os limites para assegurar o bem-estar dos pequenos — e aqueles que entendem ser prioridade absoluta, compartilhada pela família, sociedade e Estado (conforme previsto no artigo 227 da Constituição) a responsabilidade pela integridade das crianças.

Temos hoje, sem dúvida, muito a comemorar. A começar pela promulgação, em abril de 2014, da resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Diretos das Crianças e Adolescentes), esclarecendo o que já estava previsto no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor: "a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço é abusiva e, portanto, ilegal". Foi uma conquista histórica para os direitos da criança no Brasil, já que a publicidade infantil não tinha então limites claros e específicos.

Ver o tema da publicidade infantil estampado na prova do Enem e depois nas mídias e redes sociais em larga escala demonstrou mais um grande avanço, principalmente porque convidou os jovens — futuros pais e profissionais, até então ausentes no debate — a debruçar-se de forma autoral sobre o tema. Ese a questão surpreendeu e não estava na ponta da língua daqueles que se submeteram ao exame, ela por certo alcançou mais professores do ensino médio, sensibilizou as famílias dos candidatos e teve sua discussão ampliada na sociedade. Ponto para equipe do Ministério da Educação (MEC) responsável pela escolha do tema.

Apesar desses avanços, assistimos a um aumento exponencial dos meios e das mensagens que levam o apelo do consumo às crianças. Hoje não basta desligar a TV para resguardá-las da publicidade. A comunicação mercadológica saiu da telinha e ganhou as ruas, os muros, o meio da programação infantil e até as escolas, para atingir diretamente as crianças. Parques e áreas públicas de grandes centros urbanos vêm sendo ocupados por eventos cujo único objetivo é vender. Ou seja, empresas estão invadindo espaços públicos, disfarçadas de patrocinadoras e "promotoras de eventos" — muitos dos quais criados exclusivamente para expor uma marca e atrair atenção de crianças. Enão estamos falando de um evento cultural gratuito, que precisa de patrocínio para acontecer. Trata-se de algo criado, no suposto formato de "entretenimento", para atrair a atenção do público infantil.

Esse mesmo tipo de invasão mercadológica tem acontecido também em escolas, com impactos ainda mais graves na formação das crianças — por cauda do respaldo institucional. Isso, além de estar em desacordo com a nota técnica que o MEC soltou depois da resolução do Conanda e também com a opinião de 56% da população, que desaprova publicidade em escolas (pesquisa Datafolha de 2011). Escola deveria ser um lugar de formação de valores e exercício de cidadania, assim como segundo espaço de socialização das crianças, depois da família — e não local de venda. É preciso ainda mencionar a avalanche de merchandisings na programação infantil da TV e também em teatros — extremamente prejudicial, já que a maioria das crianças de até 8 anos confunde a programação com publicidade, segundo pesquisa de 2003 da Interscience.

Sabemos que a publicidade é a alma do negócio na sociedade de consumo, já que estimula as compras, aquece a produção, gera empregos e renda e é considerada relevante no processo de desenvolvimento econômico do país. Entretanto, nenhum tipo de desenvolvimento, seja ele econômico, tecnológico ou científico, deveria ser mais importante que o desenvolvimento psicológico, emocional e cognitivo de uma criança. Os impactos sociais, ambientais e econômicos da publicidade dirigida às crianças — como a formação de hábitos consumistas, o aumento da obesidade infantil, o estresse familiar, o incremento da violência urbana, a erotização precoce, entre outros — merecem nossa atenção.

As crianças serão, obviamente, em função do tempo em que vivemos, consumidoras no futuro. Logo, além de terem o direito de ser protegidas legalmente da comunicação mercadológica que lhes é dirigida, precisam ser preparadas para que sejam consumidoras conscientes e responsáveis. Isso é feito com Educação, ferramenta no processo maior de transformação social. E, para tanto, o tema da publicidade infantil e do consumismo deve entrar de fato na agenda da Educação e não somente como um tema esporádico e surpreendente na redação do Enem.

A ação conjunta nas frentes da Educação e da Regulação precisa ganhar força. Todos os agentes sociais, e aí se incluem família, Estado, educadores e mercado, têm a responsabilidade compartilhada de transformar a realidade e ditar novos paradigmas para nossas crianças. Crianças não precisam de publicidade para aprender a consumir de forma consciente. Crianças precisam brincar, precisam de olhar, palavra, escuta e proteção. Crianças precisam ser protegidas em sua infância — fase essencial na formação de hábitos saudáveis.

Nesse mês de aniversário de 25 anos de promulgação da Convenção Internacional de Direitos de Crianças e Adolescentes da ONU, convido-os não somente à reflexão "autoral", como os jovens no Enem, mas à ação. Para entrar mais a fundo no debate e envolver-se nessas questões venha fazer parte da Rebrinc (Rede Brasileira sobre Infância e Consumo) , uma rede aberta, horizontal e colaborativa que tem como missão: "Sensibilizar, Mobilizar e Articular Pessoas e Organizações para a Promoção e a Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes frente ao Consumismo e às relações com o Consumo". Não deixemos que o tema saia da pauta!

AUTORIA

Lais Fontenelle Pereira
Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio
Autora de livros infantis
Especialista no tema Criança, Consumo e Mídia
Ativista pelos direitos da criança frente às relações de consumo
Consultora do Instituto Alana

NE: Publicado originalmente no site Outras Palavras.

Assista o documentário Criança, a alma do negócio (abaixo): Em 2008, o documentário Criança, a alma do negócio alertou para o resultado devastador dos apelos de mercado voltados ao público infantil e propôs uma reflexão sobre questões como ética e responsabilidade de cada ator social na proteção da criança frente às relações de consumo. Produção: Maria Farinha Filmes. (Duração: 10 minutos)

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Os principais atores envolvidos na produção de trigo no Cerrado estiveram reunidos, de 1º a 4 de dezembro de 2014, em Uberaba (MG), no 3º Workshop de Triticultura Tropical. O evento avaliou as ações de pesquisa e transferência desenvolvidas na região ao longo do ano e definiu a agenda de atividades para 2015.

No melhoramento, os pesquisadores apresentaram os resultados obtidos na avaliação de linhagens que estão sendo conduzidas há três anos na Região do Brasil Central. Os genótipos são avaliados quanto à densidade de semeadura, espaçamento, época de semeadura, qualidade, adaptação e tolerância à seca ou calor, uso eficiente da água, resposta à adubação, monitoramento de pragas e doenças.

Como resultados diretos do trabalho do melhoramento podem ser citados os lançamentos previstos para maio de 2015: uma cultivar de trigo de sequeiro e uma cultivar de trigo irrigado. Os novos materiais devem, de forma gradual, substituir as cultivares BR 18 e BRS 254, em uso há mais de 10 anos.

"Foram apresentados cultivares com novo potencial genético, desenvolvidos para atender tanto a demanda dos produtores da região, quanto da indústria. Ainda, durante o workshop, foram apresentados materiais com potencial para lançamento em 2016 e nos anos seguintes, oferecendo mais opção ao triticultor do Cerrado", explica o Chefe-Geral da Embrapa Trigo, Sergio Dotto.

Ele lembra, porém, que o desenvolvimento da cultura na região ainda demanda ajustes no zoneamento agrícola, com melhor detalhamento das épocas de semeadura das cultivares nos diversos microclimas nesta grande área que é o Brasil Central.

Com relação às doenças, foram apresentados os trabalhos da pesquisa para minimizar perdas por brusone, principal desafio a ser superado para a viabilidade do trigo tropical. Uma das experiências reconhecidas pelos participantes é a de "ensaios cooperativos em rede para brusone" que reúne instituições de pesquisa e empresas fabricantes de fungicidas para avaliar a eficiência dos produtos químicos disponíveis no mercado.

Outro trabalho apresentado foi relacionado à "influência da brusone sobre o rendimento de grãos e qualidade do trigo em função de diferentes épocas de plantio", conduzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) em Patos de Minas (MG). Ainda, foram relatados trabalhos relacionados à caracterização de linhagens e cultivares de trigo para resposta à brusone.

A estrutura da Embrapa em Uberaba, que deverá abrigar as pesquisas com trigo, está com as construções concluídas na Estação Experimental de Itiguapira (Uberaba/MG), necessitando ainda finalizar a infraestrutura interna e a composição da equipe. No início de 2015, deverá acontecer o edital de licitação para a reforma da área experimental com o objetivo de adequar os campos para a implantação dos experimentos com trigo.

O workshop foi uma realização da Embrapa Trigo com a participação das seguintes instituições e empresas: Embrapas Produtos e Mercado (escritórios de Passo Fundo, Triângulo Mineiro e Brasília), unidades Soja e Cerrados; Universidade de Brasília (UnB), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Epamig, Or Sementes, Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais (Atriemg), Copamil, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa), Sólida Agronegócios, Cocari, Emater/MG, Moinho Sete Irmãos, Fazenda Maringá, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Agroinveste, Sinditrigo MG, Fazenda Liberdade, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).

Fonte: Embrapa Trigo
Joseani M. Antunes – Jornalista
Telefone: (54) 3316-5860
E-mail: trigo.imprensa@embrapa.br

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O WWF-Brasil e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) vêm preparando, nos últimos meses, um levantamento inédito sobre espécies madeireiras do Sul do Amazonas. Este inventário tem o objetivo de reunir informações sobre as espécies mais comuns da região; além de ajudar na identificação realizada pelos técnicos de órgãos como as prefeituras municipais daquela área, o próprio IPAAM e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Este documento será publicado em formato de bolso e será distribuído a "mateiros", identificadores botânicos, empreendedores do setor florestal e técnicos e operadores que lidam com licenciamento ambiental e fiscalização – em cidades como Apuí, Lábrea e Humaitá. Sua previsão de publicação é no primeiro semestre de 2015.

Segundo os responsáveis pelo trabalho, as espécies madeireiras que existem hoje no Sul do Amazonas são muito parecidas. Durante trabalhos de campo como fiscalizações e visitas para licenciamento ambiental, é comum a ocorrência de confusões e interpretações equivocadas sobre as características das espécies que são analisadas.

As informações que vão compor este inventário já estão sendo coletadas. Até o momento, 23 espécies foram registradas, fotografadas e tiveram parte de seu local de ocorrência mapeado. A ideia é chegar a 60 espécies. Este material, posteriormente, será depositado no herbário do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), em Manaus (AM).

Atividades de campo

De acordo com o analista de conservação do WWF-Brasil, Marcelo Cortez, um dos maiores problemas existentes hoje no licenciamento ambiental do Amazonas é justamente a confusão que existe no momento da identificação das espécies florestais.

Segundo o especialista, é comum que os técnicos peguem autorizações e planos de manejo que descrevem determinado tipo de espécie; quando os fiscalizadores apreendem o material, no entanto, ele corresponde à outra espécie, configurando um crime ambiental.

"Esta confusão, no entanto, nem sempre ocorre com o objetivo criminoso. Às vezes é desconhecimento, já que algumas espécies são de difícil descrição. Eé este problema que queremos atacar", explicou Cortez.

Problemas de identificação

Marcelo disse que a iniciativa busca também levantar a discussão sobre a lista de espécies do Documento de Origem Florestal (DOF) — que é "limitadíssima", segundo ele. O DOF é o instrumento na qual são registradas todas as informações sobre a madeira, como espécie, origem, destino, volume e seus proprietários.

O analista contou que cerca de 70% a 80% das espécies que ocorrem no Sul do Amazonas não estão na lista do DOF. Por isso, quando precisam utilizar o documento, muitos operadores registram a madeira com se fosse de outra espécie, dando origem aos problemas de identificação, dificultando a fiscalização feita pelos órgãos competentes e, em última instância, contribuindo para o desmatamento das florestas da região.

Para a analista ambiental do IPAAM, Aline Britto, a objetivo final do trabalho é fortalecer a cadeia produtiva da madeira e inibir a ocorrência de crimes ambientais. "Queremos que os mateiros tenham acesso à informação e assim nos ajudem a implementar a política florestal do nosso Estado. Se essa identificação for feita no campo de maneira adequada, já é um grande passo", afirmou.

Capacitação

Em paralelo ao levantamento, o WWF-Brasil e o IPAAM também têm promovido, ao longo de 2014, cursos de identificação botânica junto às equipes de campo e mateiros de empresas que atuam na exploração florestal — principalmente serrarias de médio e grande porte. Esta capacitação já foi realizada em Apuí, no distrito de Santo Antônio do Matupi, na cidade de Manicoré, e em Humaitá.

Fonte: WWF-Brasil
Jorge Eduardo Dantas

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Esperava-se que o embargo declarado por Moscou em agosto a importações dos Estados Unidos e da Europa pudesse levar a um boom da exportação de carnes brasileiras para a Rússia. Passados quatro meses desde a imposição dessas barreiras, porém, seu resultado divide exportadores brasileiros.

Enquanto produtores de frango e carne suína atribuem ao embargo um crescimento de mais de 100% nas vendas para os russos neste ano, os exportadores de carne bovina parecem ter se decepcionado.

"Já vínhamos em uma trajetória de aumento das exportações para o mercado russo e nosso pico de vendas para o país na realidade ocorreu em julho, antes do embargo", diz o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Jorge Camardelli.
Na época, as vendas chegaram a 40 mil toneladas. Depois disso, regrediram para o patamar das 30 a 35 mil toneladas.

É verdade que, nos 11 primeiros meses deste ano, a Rússia importou US$ 1,279 milhões em carne bovina brasileira – só perdendo para Hong Kong na lista de maiores importadores. Ainda assim, a alta foi de apenas 6,8% em relação ao mesmo período de 2013.

"Nos últimos meses, uma cesta de fatores que incluem o desaquecimento da economia russa e a desvalorização do rublo acabou nos prejudicando", avalia Camardelli.

Já no caso das exportações de carne suína, as barreiras à importação de produtos americanos e europeus ajudaram a Rússia a se tornar o principal importador do produto brasileiro em 2014, com uma participação de 37,9% sobre o total, de acordo com dados publicanos no dia 9 de dezembro de 2014 pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

De janeiro a novembro, os russos importaram US$ 766,03 milhões em carne de porco brasileira, uma alta de 101,5% ante igual período de 2013.

O aumento dos embarques de carne de aves para a Rússia também foi substancial após o embargo, segundo Ricardo Santin, vice-presidente da ABPA. Como resultado, de janeiro a novembro as exportações foram 159% superiores às do mesmo período de 2013 em volume e cerca de 120% mais altas em valores.

"Isso certamente foi resultado do embargo – até porque as vendas de carne de frango para a Rússia vinham em uma trajetória de queda", diz Sartin.

"Talvez a diferença de resultados em relação aos produtores de carne bovina seja decorrência de um ambiente de menos concorrência no caso das aves e suínos – já que para a carne bovina os russos têm como alternativa forte os australianos. Além disso, é preciso lembrar que o nosso produto é mais barato: seu consumo tende a se manter em momentos de desaquecimento econômico."
O vice-presidente da ABPA explica que, no caso das exportações de aves, o mercado russo tem um peso relativamente pequeno para o Brasil – de cerca de 3%.

"É claro que essas altas recentes (das vendas para a Rússia) também devem ser relativizadas em função da volatilidade desse mercado", diz ele.

"Já chegamos a enviar 300 mil toneladas de aves para a Rússia, mas houve uma queda para a faixa das 60 mil toneladas antes de os embarques voltarem a subir, no pós-embargo, para a faixa dos 120 mil."

As barreiras russas às exportações dos Estados Unidos e da União Europeia foram uma retaliação às sanções adotadas contra Moscou por causa da crise na Ucrânia.

Os americanos e europeus acusam a Rússia de apoiar rebeldes separatistas no leste ucraniano e usaram tais sanções para pressionar por um fim da influência russa na região.

"Não festejamos ganhos que sejam decorrentes de problemas e crises internacionais, mas não há como negar que o embargo foi positivo para os produtores de carne suína e de aves brasileiros", diz Sartin.

"Por outro lado, não temos nenhuma garantia de que esse efeito será duradouro, ajudando a consolidar uma parceira comercial Brasil-Rússia nessa área."

Fonte: BBC Brasil
Ruth Costas

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"A cada dia, mais pessoas acessam a internet. Assim, mais crimes acontecem. Ea tendência é aumentar cada vez mais". A afirmação do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), é reforçada pelos números do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert). De 2003 a 2013, o crescimento de fraudes virtuais foi de 14.347%. Enquanto em 2003, houve 593 incidências reportadas ao Cert, em 2013, foram 85.675 registros.

Roubo de dados e problemas com entrega de produtos comprados pela internet são as principais ocorrências. O publicitário Thiago de Almeida, de 29 anos, entrou nas estatísticas. Em junho, comprou um iPhone 5c para presentear a mulher, por R$ 999, na loja virtual LuCunha Store – que tem mais de 305 mil seguidores no Instagram. Até agora, o aparelho não foi entregue.

Reclamações em alta

No site ReclameAqui, a reputação da loja era boa até junho. A partir de julho, as reclamações subiram num ritmo intenso, passando de cem para quase 700, apenas nos primeiros 19 dias de setembro. Todas foram feitas pelo mesmo motivo: compras não entregues.

"Na época, fiz pesquisas e não havia reclamações. Duas amigas de amigos receberam os produtos, e celebridades postaram dizendo que compraram na LuCunha. Isso dava credibilidade" relatou Thiago, que registrou a ocorrência.

Posts de famosos induzem estudante

Empolgada com vários famosos que postavam em seus perfis no Instagram as compras feitas na loja virtual LuCunha Store, a estudante Júlia Vieira Moreira, de 19 anos, não pensou muito e decidiu comprar um iPhone 4S, por R$ 799,25. Nem o preço baixo – em sites de grandes redes, o mesmo aparelho sai por cerca de mil reais – a fez desconfiar que haveria algo errado. "Muitos famosos fazem propagandas. Então, somos induzidos" alegou a jovem.

A soma de preço atraente, confiança no desconhecido e falta de informação, porém, resultou em dor de cabeça. O smartphone adquirido em 12 de maio deveria ter sido entregue em 6 de agosto. Mas, até agora, nada. Ao identificar que o problema afetava também outras pessoas, Júlia criou um grupo no Facebook, que já tem mais de 800 participantes.

O Extra tentou um contato com a LuCunha Store, por meio de sete números de telefone e pelo e-mail do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). As linhas telefônicas estavam desligadas, e não houve retorno para a mensagem enviada.

Em comunicado no Instagram, a empresa afirmou que as entregas serão feitas: "Todos os nossos clientes receberão uma ligação nossa informando sua data exata de entrega! As ligações começam hoje e podem demorar até quatro dias úteis! Favor comentarem aqui os que começarem a receber".

O que fazer se for vítima de uma fraude

Delegacias

Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, explica que é preciso prestar queixa sobre o golpe: "Pode ser em qualquer delegacia, não precisa ser na especializada. Isso é necessário para que seja investigado o que aconteceu".

Justiça

Para tentar minimizar o prejuízo, o jeito é recorrer à Justiça e pedir uma indenização por danos morais e materiais. É fundamental descobrir o responsável pela loja. A partir daí, ajuiza-se uma ação no Juizado Especial Cível, onde é opcional contratar um advogado, se a indenização pedida for de até 20 salários mínimos (R$ 14.480). Se a causa for de 20 até 40 pisos nacionais (até R$ 20.960), é preciso ter um advogado, "Dependendo da condição financeira, pode-se solicitar o amparo de um defensor público estadual", orientou Victor Auilo Haikal, especialista em Direito Digital e sócio do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados.

Defesa do consumidor

A pessoa deve, também, registrar o caso em órgãos de defesa do consumidor, como os Procons estaduais.

Fonte: Extra

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Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os fluxos de remessas para países em desenvolvimento estão crescendo de forma constante. Segundo o Banco Mundial, elas devem chegar a US$ 436 bilhões em 2014 e US$ 540 bilhões em 2016. Estes valores equivalem a cerca de R$ 1,14 trilhão e R$ 1,41 trilhão, respectivamente. Os países que mais recebem remessas são Índia, China, Filipinas, México, Nigéria e Egito. Outros países da África também dependem fortemente de remessas.

A OIT criou ferramentas de treinamento em educação financeira, assim como programas para desenvolver conhecimento e habilidades necessárias para fazer um orçamento responsável. Ele inclui gastos, poupança, empréstimo e investimento.

O treinamento foi oferecido em países como Benin, Burkina Fasso, Camboja, Etiópia, Filipinas, Indonésia, Mali, Marrocos, Mauritânia, Moldávia, Mianmar, Quênia e Senegal.

Também foram organizadas aulas em cooperação com autoridades locais e associações de migrantes, entre outros parceiros, em Cingapura, Malásia, Tailândia, França, Espanha e Itália.

Solidariedade

Segundo representante da área de migração laboral da OIT, Samia Kazi-Aoul, as remessas são "a expressão da solidariedade dos trabalhadores migrantes com suas famílias e comunidades".

Ela disse ainda que "como fontes financeiras privadas e autônomas que atravessam fronteiras, as remessas podem também ser essenciais em transformar os benefícios da migração laboral em desenvolvimento".

A representante defendeu igualdade de tratamento e não discriminação para os trabalhadores migrantes.

Fonte: Rádio ONU

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"Nós vamos gradualmente desaparecer!" Este é o alerta que Rajendra Pachauri, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), fez ao final da COP-20, na entrevista exclusiva que concedeu à Envolverde, produzida em pareceria com a equipe da ONG Engajamundo em Lima. Pachauri comentou os esforços para produzir mais energia limpa, os meios para facilitar a participação da sociedade civil nas decisões sobre o tema e a proposta brasileira para avançar as negociações rumo a um acordo global para enfrentar as mudanças climáticas a ser fechado em Paris em dezembro de 2015. Fonte: Urucum

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