A produção agrícola em 2013 chegou a 188,1 milhões de toneladas e bateu recorde, crescendo 16,1% em relação à de 2012. No período, o valor da safra foi de R$ 232,5 bilhões, um aumento de 14% na comparação com o ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou a Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2013.

O documento também revela que, no ano passado, foram cultivados 72,4 milhões de hectares, sendo 3,2 milhões a mais que em 2012, reflexo da expansão do cultivo de soja e de milho. Das 64 culturas investigadas, a soja, a cana-de-açúcar e o milho foram as que mais contribuíram para o valor da produção de R$ 232,5 bilhões e equivalem a 29,7%, 18,5% e 11,5%, respectivamente, do total. Juntas, as culturas respondem a quase 60% da produção nacional, "impulsionadas pelos bons preços praticados no mercado", diz o IBGE.

A pesquisa sobre a produção agrícola mostra ainda que, das 64 culturas, 33 tiveram produção menor em 2013 em relação a 2012 e 31 tiveram aumento. A soja bateu novo recorde da safra, com 81,7 milhões de toneladas, 24% a mais. A área plantada cresceu 2,9 milhões de hectares e somou 27,9 milhões, sendo Mato Grosso o principal produtor, com 28,7% da produção nacional de soja. Esta também é a principal cultura em 40 dos 50 principais municípios produtores.

No ano passado, a produção de cana-de-açúcar também foi recorde, com 768,1 milhões de toneladas, aumento de 6,5%; enquanto a safra de milho cresceu 12,9%. "Isso porque a produção da 2ª safra de milho aumentou substancialmente em Mato Grosso, em função de maiores investimentos nas lavouras e do clima favorável do outono", diz a pesquisa. Já a safra de trigo, apesar de ter sofrido com geadas tardias, cresceu 29,9% e chegou a 5,7 milhões de toneladas.

O estado de São Paulo foi o que mais contribuiu com a produção nacional, embora a participação tenha passado de 17,8% para 16% entre 2012 e 2013. Influenciado pelo aumento de preços da batata-inglesa, da soja, da cebola, da mandioca e do tomate, o Paraná expandiu a área plantada e subiu do quarto para o segundo lugar no valor da produção, o equivalente a R$ 31,9 bilhões, ultrapassando Mato Grosso e Minas Gerais.

Fonte: Agência Brasil
Isabela Vieira – Repórter
Jorge Wamburg – Edição

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Pela primeira vez, a Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisou dados referentes ao número dos principais produtos madeireiros da silvicultura, divididos nas principais espécies plantadas para exploração. Um exemplo é a avaliação dos tipos de eucalipto produzidos fora de áreas nativas. Na avaliação do gerente da pesquisa, Luis Celso Guimarães, o novo critério vai favorecer os produtores nas análises das regiões de plantio. Segundo ele, essa era uma reivindicação do setor.

"Era uma solicitação do usuário para saber que tipo de espécie estava sendo mais plantada no Brasil, além da localização e distribuição delas. Este ano, a gente vai ter a produção desses artigos madeireiros por municípios. Onde, por exemplo, está o pinus. É importante saber qual a espécie melhor adaptável por região. O produtor verá qual a variedade de eucalipto que vai plantar e verificar a que se adapta à região em que ele está", disse Guimarães em entrevista à Agência Brasil.

A Pevc 2014 analisou dados de 38 produtos originados do extrativismo vegetal e sete da silvicultura, em todos os municípios brasileiros, referentes ao ano-base 2013. A produção da extração vegetal é obtida nas matas nativas e da silvicultura nas matas plantadas. A extração vegetal é dividida em nove grupos, entre eles, o dos alimentícios, das oleaginosas, fibras, ceras, dos corantes e das madeiras. A silvicultura inclui produtos não madeireiros, como resina, folhas de eucalipto, cascas de acácia-negra e madeiras para papel e celulose, além do carvão e da lenha. Os dados foram passados por 1.893 informantes, por meio da Rede de Coleta do IBGE.

"É uma pesquisa que não vai direto ao produtor. Ela é obtida de maneira indireta, por meio de contatos com associações, cooperativas e discutida também nos grupos de estatísticas agropecuárias e nas comissões municipais de estatísticas agropecuárias. Os informantes são variáveis e estamos, no momento, montando um cadastro de pessoas, que varia muito de estado para estado. Há estado em que a atividade é mais intensa e tem mais informantes. Há outros em que a atividade não é tão acompanhada, então fica menor o número de informantes", acrescentou.

De acordo com a pesquisa, a produção florestal primária atingiu R$ 18,7 bilhões, sendo a maior parte (76,1%), R$ 14,1 bilhões, referente à silvicultura, e 23,9% ou R$ 4,5 bilhões, à extração vegetal. Os produtos madeireiros de extração vegetal representaram R$ 3,2 bilhões, enquanto o restante é formado por não madeireiros. Na silvicultura, os quatro produtos madeireiros somaram R$ 14,1 bilhões e os três não madeireiros registraram R$ 143,8 milhões.

Também no ano passado, o grupo de produtos alimentícios da produção extrativa não madeireira indicou maior valor de produção, com 71,3% de participação no resultado obtido pelo segmento, seguido das ceras (10,6%), oleaginosas (10,4%) e fibras (6,8%). O açaí se destacou pelo valor de produção (R$ 409,7 milhões), acompanhado da erva-mate nativa (R$ 400 milhões) e da castanha-do-pará (R$ 72,1 milhões).

A produção de açaí extrativo chegou, em 2013, a 202.216 toneladas, o que significou aumento de 1,6%, na comparação com o ano anterior. O estado do Pará é o maior produtor nacional e teve o melhor resultado do país, com 54,9%. A Região Norte é a que concentra a maior parte da produção em extrativismo vegetal não madeireiro.

De acordo com o técnico do IBGE, diante da grande demanda do açaí, as matas do produto já começaram a receber áreas plantadas, mudando a classificação para produção agrícola. O babaçu apresentou queda de 8,3%, comparado a 2012. "De acordo com o que está sendo oferecido em termos de valor, há falta de motivação de quem coleta os produtos, passando para outros produtos. Se tiver alguma coisa que pague melhor, a pessoa passa para outra cultura", observou.

Luiz Celso informou que, oficialmente, os produtos madeireiros da extração vegetal são os que causam maior preocupação, porque indicam a retirada das matas nativas, mas os produtos estão apresentando decréscimo. "Os três produtos, carvão, lenha e madeira em tora, apresentavam decréscimo. Isso já vem acontecendo ao longo do tempo. Determinados estados proibiram a utilização de carvão e lenha originados de matas naturais, de extração vegetal. Todas as olarias e carvoarias têm que trabalhar com madeira de silvicultura. Alguns estados têm isso bem firme. Não podem utilizar madeiras de matas nativas. Então, diminui o impacto sobre essas matas. Passa a depender mais da silvicultura", esclareceu.

Apesar disso, o técnico explicou que esse é um dado positivo para o combate da extração ilegal. "Nós trabalhamos com dados oficiais, com dados que a gente pode mensurar. Não indica que acabou a extração ilegal. Indica que nos dados oficiais houve queda", disse.

O gerente da pesquisa lembrou que o plantio de eucalipto fornece 95% da produção nacional de carvão vegetal da silvicultura, 85% da produção de lenha e 68% da produção de madeira em tora.

Fonte: Agência Brasil
Cristina Índio do Brasil – Repórter
Graça Adjuto – Edição

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O ano de 2014 se encerra com valor recorde no faturamento da agropecuária, e também com a maior safra de grãos obtida no país. As estimativas do Valor Bruto da Produção Agropecuária para o ano, calculadas pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é de R$ 461,6 bilhões, crescimento de 2,5% em relação a 2013, que foi de 450,3 bilhões.

Na análise, a pecuária teve o valor estimado em R$ 171,3 bilhões, aumento de 10,3% em comparação a 2013, que foi de R$ 155,4 bilhões. Já as lavouras apresentaram um valor de R$ 290,3 bilhões, o que representa uma redução de 1,6% em relação a 2013, que teve valor de R$ 295,0 bilhões.

Com relação à produção regional, os dados do VBP mostram que a liderança neste ano é do Sudeste, seguida pelo Sul e Centro-Oeste. Em seguida está o Nordeste e Norte do País. Acesse aqui a tabela regional.

Produtos

Entre os produtos das lavouras que tiveram melhor desempenho neste ano destacam-se a pimenta-do-reino, com aumento no VBP de 30,1%; algodão, com 28,8%; café, com 16,3%; batata-inglesa, com 14,5%; maçã, com 10,8%; mandioca, com 10,7%; banana, com 8,1%; e arroz, com 4,8%. A queda nos preços agrícolas foi determinante para os resultados obtidos pela maior parte desses produtos.

Na pecuária, todos os produtos tiveram resultado positivo. A carne bovina teve crescimento de 11,7%; a carne de frango, 11,8%; ovos, 10,0%; leite, 8,0%; e carne suína, 1,7%. Para a carne bovina e de frango, o mercado internacional tem sido o principal fator responsável pelo resultado. Já para o leite e os ovos, o mercado nacional contribuiu para o valor alcançado.

Projeção para 2015

Os primeiros resultados para o ano que vem mostram que o VBP está praticamente igual ao de 2014, com um total de R$ 461,5 bilhões. Considerando o 2º prognóstico da safra de 2015, para as lavouras, a estimativa é de R$ 288,2 bilhões. Já na pecuária, foi considerada a produção dos últimos quatro trimestres, o que resultou no valor de R$ 173,4 bilhões.

Clique aqui para acessar os dados do VBP.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Rayane Fernandes – Jornalista
Telefone: (61) 3218-2203

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Na TV russa no dia 15 de dezembro à noite, nenhum dos três principais canais teve como manchete a queda do rublo: 10%. Mas o assunto não passou despercebido fora do país. De madrugada, veio a decisão do Banco Central russo de elevar a taxa básica de juros de 10,5% para 17%, num esforço de conter a desvalorização da moeda, que perdeu metade do seu valor frente ao dólar neste ano.
Mas a medida pareceu ineficaz: a moeda voltou a cair mais de 10%, maior recuo desde a crise financeira de 1998, expondo a falta de confiança de investidores na economia russa.

A turbulência russa se reflete em outros emergentes. O real brasileiro e a lira turca, por exemplo, têm se desvalorizado ante o dólar, e o índice MSCI de emergentes voltou aos níveis de março.

O presente não tem sido fácil para a Rússia. A economia sofre com a forte queda do preço do petróleo e as sanções internacionais devido o conflito na Ucrânia. O futuro tampouco parece melhor.

A taxa de juros maior ajudará a conter a inflação, que caminha para os dois dígitos, mas deverá conter o crescimento do país, que está à beira da recessão.

O Banco Mundial previu que a economia deverá recuar até 0,7% em 2015 – mas cenário tende a piorar se o preço baixo do petróleo persistir. O presidente, Vladimir Putin, alertou russos sobre tempos difíceis em seu discurso anual ao Parlamento.

"Países emergentes, em linhas gerais, são os mais afetados", disse Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria. "Já tem um contágio via mercados. E, por enquanto, é um caminho sem reversão".

Cascata?

Em 1998, a Rússia declarou moratória de sua dívida após o colapso da moeda. Por enquanto, um cenário de crise em cascata entre os emergentes – comum nos anos 1990 – parece distante.

Fundamentos econômicos destes países estão mais sólidos e muitos deles acumularam reservas significantes, capazes de amortecer choques externos fortes, diz Irene Mia, da Economist Intelligence Unit, em Londres.

"Há um grande ponto de interrogação sobre os mercados emergentes. Eo Brasil é um dos países que os mercados estão olhando. (Mas) O Brasil está relativamente protegido por suas grandes reservas de moeda estrangeira."

As reservas do Brasil somam US$ 375 bilhões, segundo o Banco Central. Aqui, o impacto está contido ao mau humor de investidores estrangeiros avessos a risco em mercados emergentes. Junta-se a isso a desconfiança diante de problemas internos, como crescimento baixo e inflação alta.

Investidores seguem atentos à disposição da nova equipe econômica de realizar ajustes fiscais e retomar a credibilidade, além de denúncias de corrupção na Petrobras, que têm sido um golpe no desempenho da estatal na bolsa.

Há, ainda, um cenário de Europa estagnante e China com crescimento menor, o que tem atingido diretamente países exportadores de matéria-prima, como o Brasil.

"O Brasil está numa posição que tem pontos de fragilidade. É um mau humor que tem se expandido. Países exportadores de commodities têm sentido as preocupações com a China. E, aqui, o impacto é mais agudo devido aos problemas locais", disse Neto, da Tendências.

A Rússia não está quebrada – ainda. Em meados do ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que o país tivesse reservas equivalentes a um ano de importações. Este nível deve estar perto de 10 meses agora, mas ainda dá certa cobertura.

Estômago forte

Problemas podem vir também na área comercial. Petróleo e gás representam dois terços das exportações russas, de cerca de US$ 530 bilhões. Sem eles, o país teria um grande déficit comercial e de transações financeiras – razão pela qual o BC russo espera uma saída de capital superior a US$ 100 bilhões neste ano e no próximo.

O comércio bilateral é de US$ 6,3 bilhões neste ano até novembro – num cenário de quase US$ 420 bilhões em transações comerciais brasileiras.

"Não vai ter nenhum tipo de mudança drástica num primeiro momento, mas você tem uma piora na capacidade (russa) de importar", disse Neto, da Tendências. "O quadro é muito delicado e, a curto prazo, não é nada animador."

Para Laith Khalaf, analista sênior da Hargreaves Lansdown, os sinais são claros: "Para investidores que querem se expor à Rússia, um horizonte a longo prazo e um estômago forte são obrigatórios".

Fonte: BBC Brasil
Hugo Bachega

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A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançaram ontem (17/12/14) os dados mais recentes sobre a situação dos 3.429 municípios da Mata Atlântica, com um ranking encabeçado por cidades do Piauí e Minas Gerais. Segundo o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, a cidade de Manoel Emídio (PI), com 3.134 hectares (ha), lidera o ranking no período entre 2012 e 2013. No total geral, o desmatamento teve alta de 9% em relação ao período anterior (2011-2012).

O estudo, com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, apresenta ainda um consolidado dos últimos 13 anos. Entre 2000 e 2013, Jequitinhonha (MG) foi a campeã de desmatamento, com 8.685 hectares, seguida pela também mineira Águas Vermelhas (6.231 ha) e pela catarinense Itaiópolis (5.639 ha).

De acordo com o levantamento, cinco dos 10 municípios que mais desmataram a Mata Atlântica no Brasil no período 2012-2013 ficam em Minas Gerais — Estado que liderou o ranking do desmatamento por 5 anos consecutivos, conforme divulgado em maio pela SOS Mata Atlântica e pelo INPE.

No Piauí, a cidade de Alvorada do Gurguéia desmatou 2.491 ha no mesmo período, o que a coloca em 2º lugar no ranking nacional. O Estado, porém, também possui os dois municípios mais conservados do Brasil (Tamboril do Piauí e Guaribas), ambos com 96% de vegetação natural, que abrigam parte do Parque Nacional da Serra das Confusões, uma importante Unidade de Conservação da região.

Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, ressalta a ligação entre a alta verificada nas cidades de Manoel Emídio e Alvorada do Gurguéia e o aumento da produção agrícola no Piauí, que subiu 135,3% no último ano e duplicou as áreas desmatadas de Mata Atlântica. "Este crescimento tem sido um forte motivo de preocupação. Começamos a monitorar o Piauí no ano passado, e ele já entrou no ranking dos maiores desmatadores. Este é um alerta ao Governo do Estado, às prefeituras e ao Ministério Público local para verificar e intensificar a fiscalização na região", afirma.

Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 28 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). Algumas regiões, porém, tiveram a captação de imagens via satélite prejudicada em razão da cobertura de nuvens. Uma das mais afetadas é o Nordeste, onde em Estados como a Paraíba não foi possível verificar a ocorrência de supressão da vegetação nativa.

"No período 2010-2011, o território do Estado da Paraíba apresentava índices elevados de cobertura por nuvens. Em 2011-2012, só 10% desse território apresentava-se sem nuvens e 11% estava parcialmente coberto. Já em 2012-2013, mapeamos 36% do Estado, sendo que 18% estava parcialmente coberto e 45% sem imagens", explica Flavio Ponzoni, pesquisador e coordenador do Atlas pelo INPE.

Planos municipais da Mata Atlântica

Os municípios têm de fazer sua parte na proteção da floresta mais ameaçada do Brasil e uma das principais formas de contribuir é através da elaboração e implementação dos Planos Municipais da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, explica que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município.

"Quando o município faz o mapeamento das áreas verdes e indica como elas serão administradas — por exemplo, se vão virar um parque ou uma área de proteção ambiental — fica muito mais fácil conduzir processos como o de licenciamento de empreendimentos. Além disso, é uma legislação que coloca o município muito mais próximo do cidadão, porque também estamos falando em qualidade de vida", afirma ele.

Confira os rankings nacionais:

Além da lista nacional, os rankings estão também divididos pelos 17 Estados situados na área do domínio da Mata Atlântica: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Segundo dados do IBGE, no Brasil são mais de 145 milhões de habitantes vivendo em 3.429 municípios com Mata Atlântica.

Os mapas e a lista completa dos municípios brasileiros avaliados estão disponíveis neste link.

Fonte: SOS Mata Atlântica

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Os Estados Unidos vão iniciar uma aproximação "histórica" com Cuba para eventual restabelecimento das relações diplomáticas com o regime de Havana e alívio das sanções econômicas impostas desde 1962, anunciaram ontem (17/12/14) os presidentes Barack Obama e Raúl Castro.

Mais cedo, um alto funcionário da administração norte-americana disse que Washington vai reinstalar sua embaixada em Havana "nos próximos meses". As informações foram divulgadas após o anúncio da libertação do norte-americano Alan Gross, que estava detido há cinco anos em Cuba por espionagem.

Os dois presidentes conversaram no dia 16 de dezembro por telefone. Estados Unidos e Cuba estão separados apenas por 150 quilômetros pelo Estreito da Florida e não têm relações diplomáticas oficiais desde 1961.

O embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois do fracasso da invasão à ilha, para tentar derrubar o regime de Fidel Castro em 1961, que ficou conhecida como o episódio da Baía dos Porcos.

A fonte norte-americana destacou que o papa Francisco e o Vaticano desempenharam papel fundamental como intermediários para a reaproximação entre os dois países. O papa também enviou carta com um apelo pessoal a Barack Obama e a Raúl Castro, e o Vaticano acolheu delegações dos dois países para finalizar a reaproximação.

Fonte: Agência Brasil
Nádia Franco – Edição

Com informações da Agência Lusa

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou emenda do deputado Mendonça Filho (DEM-PE) à Medida Provisória 656/14, corrigindo os valores da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 6,5%.

A MP foi votada na madrugada de ontem (17/12/14) e faz várias mudanças na legislação tributária, como a prorrogação de incentivos tributários e regras para facilitar o crédito consignado na iniciativa privada.

No relatório aprovado, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi incluído um novo regime de tributação para as bebidas frias (água gaseificada, refrigerantes, chá, cerveja, chope e energéticos).

O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), apelou aos partidos da base aliada e da oposição para que desistissem da votação da emenda, mas não obteve sucesso.

Fonte: Agência Câmara

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O Projeto de Lei (PL 6729/13) que cria uma política para valorizar produtos e serviços feitos na floresta foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. A Política Nacional de Estímulo à Agregação de Valor e Consolidação de Mercado dos Produtos e Serviços da Floresta – como será denominada a lei se aprovada – visa estimular o uso sustentável de recursos naturais e incentivar a diversificação industrial.

O texto, de autoria do deputado Sérgio Brito (PSD-BA), prevê a criação de instrumentos como incentivos fiscais, financeiros e de crédito de assistência técnica durante o ciclo produtivo. Segundo o projeto, a política terá princípios como a proteção dos ecossistemas, da água, do solo da biodiversidade e dos valores culturais e sociais relacionados à produção desse tipo de mercadoria e vai fomentar o uso sustentável de recursos naturais.

O relator do projeto na comissão, deputado Márcio Macêdo (PT-SE), acredita que o País tem amadurecido nesta questão. Ele diz que a proposta vai se somar às políticas atuais de agricultura orgânica e familiar e a outros projetos em discussão, como o projeto (PL 7735/14) que aguarda votação em Plenário e que muda as regras de exploração do patrimônio genético.

"É importante que a floresta seja incorporada às vidas das pessoas para ser defendida. É importante ter um mercado que possa dar valoração aos produtos que são extraídos da floresta, mantendo a floresta de pé. Eu acho que esse projeto de lei pode somar e formar um grande mercado que possa sustentar as famílias que sobrevivem desse tipo de atividade mantendo a proteção aos recursos naturais."

Cadeias de comercialização

O autor da proposta ressalta pesquisa realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) sobre as cadeias de comercialização dos principais produtos florestais não madeireiros no Estado, como plantas medicinais, extratos, frutas, sementes, cipós, cortiças, fibras, resinas, taninos e óleos.

A pesquisa surpreende pela variedade e quantidade e pelo aumento da demanda desses produtos nos últimos anos. Mostra também que há pouca informação sobre as estruturas de produção e comercialização. Brito atribui a desvalorização desses recursos e desses conhecimentos ao alto valor acrescentado ao produto ao longo da produção.

Comunidades tradicionais

Pelo menos 50 comunidades tradicionais amazônicas têm usado, como parte da renda familiar, uma técnica de origem indígena aliada ao conhecimento acadêmico que transforma o látex de seringueira em uma borracha especial usada na produção de diversos materiais, como bolsas, mantas, embalagens, tapetes, camisetas e até telhas.

Desde 2002, o projeto Encauchados de Vegetais, é desenvolvido por uma instituição de parceria entre essas comunidades e pesquisadores, o Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio). Ele é desenvolvido em aldeias indígenas — como as dos Kaxinawá e dos Shanenawá -, em reservas extrativistas e outros tipos de comunidades. A média do rendimento da produção do encauchado é de cerca de R$ 30 mil por mês.

Natural do Paraná, o ecologista Francisco Samonek é um dos fundadores do polo. Ele estuda a borracha amazônica há mais de 20 anos e constata que a comercialização e a tecnologia para a produção são uns dos maiores desafios para o projeto.

"Nós estamos na Amazônia, as distâncias são grandes e as dificuldades de gerar produtos de boa qualidade no meio da floresta são grandes também. Algumas iniciativas na área de ciências têm gerado produtos em parcerias com outras instituições e aí acaba saindo. No caso da borracha, a gente tem buscado aprimorar a qualidade para que o mercado possa aceitar como produto de boa qualidade."

Samonek comenta que o polo, que existe há 16 anos, já recebeu impulsos financeiros de alguns prêmios, como o da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2007, e o Prêmio Equatorial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em 2008. Para ele, as políticas públicas para o setor, como as políticas de incentivo à agricultura familiar, são apenas o "ponta-pé inicial" e precisam ser aprimoradas.

Exportação proibida

A proposta garante a participação de governos estaduais, de institutos de pesquisa, do setor privado, da sociedade civil organizada e das comunidades tradicionais para gerir a política. Epara agregar valor aos produtos brasileiros, a política florestal proíbe exportação para beneficiamento de espécies classificadas como estratégicas ou relevantes, quando houver tecnologia e capacidade produtiva no Brasil.

Para Samonek, apenas a proibição da exportação de matérias-primas não será eficiente se não vier aliada ao estímulo da produção de tecnologia.

O ecologista critica que há pouco incentivo à produção científica na região, pois elas estão centralizadas no Sudeste e no Sul, e também critica os centros universitários que muito investem em estudo, mas pouco em produzir novas invenções e conhecimentos.

"Quando você proíbe de sair uma matéria-prima, tudo bem. Acho que é importante agregar valor à base e a gente defende isso desde o início. O nosso trabalho é exatamente esse. Mas tem que investir em tecnologia, porque não adianta você proibir simplesmente, e não fazer a outra ponta: de gerar conhecimento para que o produtor tenha acesso a esse conhecimento", diz.

Tramitação

A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Leia a íntegra das propostas: PL-6729/2013 e PL-7735/2014.

Fonte: Agência Câmara
Reportagem: Emily Almeida
Edição: Regina Céli Assumpção

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