Usando um projetor de vídeo, um laptop e uma câmera que capta movimentos, pesquisador do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP) está desenvolvendo trabalhos que possibilitam novos modos de interação e comunicação entre humanos e computadores. Dois trabalhos já foram concluídos: uma instalação interativa e colaborativa que permite a criação de ritmos musicais, chamada de Tangible Beats; e a transformação de paredes comuns, em "lousas mágicas", sensíveis ao toque. Fonte: Agência Universitária de Notícias

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Um dos instrumentos da sonda Rosetta descobriu que a água expelida pelos jatos do cometa 67P é muito diferente da água da Terra. Isto complica a ideia que os cientistas vinham acalentando há alguns anos de que a água dos oceanos da Terra teria sido trazida pelos cometas, uma vez que as temperaturas escaldantes no período de formação do nosso planeta fizeram qualquer água primordial evaporar-se.

A água na Terra tem uma assinatura distinta: embora consista primariamente de oxigênio e hidrogênio, ocasionalmente um átomo de hidrogênio é substituído por seu isótopo deutério – a proporção é de três átomos de deutério para cada 10.000 moléculas de água. Essa água tem as mesmas propriedades físicas da molécula H2O normal, mas é mais pesada.

Já a água expelida pelo cometa 67P têm uma proporção de deutério três vezes maior, sugerindo que, se a água da Terra veio mesmo do espaço, não foram os cometas que a trouxeram.

A medição foi feita pelo instrumento Rosina (Rosetta Orbiter Sensor for Ion and Neutral Analysis), cujos dados já haviam mostrado que o cheiro do cometa não é nada agradável.

Origem da água da Terra

Medições anteriores da proporção deutério/hidrogênio em outros cometas demonstraram uma grande variedade de valores. Dos 11 cometas nos quais a medição foi feita, apenas o cometa 103P/Hartley 2 tem uma composição da água semelhante à da Terra.

Como não se conhece nenhum processo físico, químico ou geológico que possa explicar a formação da água na Terra, então os cientistas presumem que toda a água do planeta deve ter chegado aqui depois que a Terra esfriou, água que teria então sido trazida por asteroides ou por cometas.

Os cometas eram os candidatos ideais porque – pelo menos até a chegada da sonda Rosetta ao cometa 67P – acreditava-se que cometas eram bolas de gelo sujas. Assim, os dedos dos astrofísicos agora começam a apontar para os asteroides como candidatos naturais.

Em busca da fonte da água

O cometa 67P possui uma proporção deutério/hidrogênio que é três vezes superior à da água da Terra, e ainda mais elevada do que as registradas em cometas originários da nuvem de Oort – o Hartley 2 e o 67P são da família Júpiter, formados no interior do Sistema Solar.

"Este resultado surpreendente pode indicar uma origem diferente para os cometas da família Júpiter – talvez eles tenham-se formado em uma faixa de distâncias no Sistema Solar jovem maior do que nós pensávamos até agora," disse Kathrin Altwegg, responsável pelo instrumento Rosina.

"Nosso resultado também descarta a ideia de que cometas da família Júpiter contenham apenas água parecida com a dos oceanos da Terra, e dá peso aos modelos que colocam mais ênfase nos asteroides como os principais mecanismos de abastecimento dos oceanos da Terra," completou Altwegg.

Lados da questão

Por um lado, a informação de um só cometa é pouco para descartar uma hipótese – e uma medição que ainda não é a ideal porque os pesquisadores haviam planejado um estudo que dependia dos dados do robô Philae, que não funcionou como esperado.

Por outro lado, é necessário acrescentar que ainda há muito a se descobrir sobre as condições do Sistema Solar no período de sua formação e da dinâmica que o trouxe até a conformação atual para que se possa elaborar modelos mais críveis.

Fonte: Inovação Tecnológica

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O estudo global anual sobre o mercado de telecomunicações divulgado pela Ofcom (órgão regulador inglês) traz uma boa dimensão de como está o desempenho dos maiores mercados. O estudo envolve 18 países, entre eles os maiores mercados europeus, asiáticos, os EUA e ainda os países emergentes (Brasil, China, Índia e Rússia).

Segundo o estudo, no ano de 2013 o mercado de comunicações global (incluindo o mercado de mídia, telecomunicações e serviços postais) cresceu 2,1% em relação a 2012, para US$ 1,9 trilhão. Obviamente, a maior fatia cabe ao setor de telecomunicações, que nestes países pesquisados foi de US$ 1,3 trilhão, contra US$ 398 bilhões do mercado de TV. Desse total, cerca de US$ 200 bilhões correspondem ao mercado de TV por assinatura.

Os três maiores mercados de comunicações no mundo em 2013, segundo o estudo da Ofcom, são EUA (US$ 521,2 bilhões), China (R$ 202 bilhões), Japão (US$ 185 bilhões), seguidos por Alemanha (US$ 88 bilhões), Reino Unido (US$ 80 bilhões) e Brasil (US$ 73 bilhões).

Eestudo traz uma enorme quantidade de dados comparativos sobre vários mercados, desde consumo de mídia até transações comerciais por meio de redes móveis.

A íntegra do estudo pode ser obtida na página da Ofcom.

Fonte: Teletime

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A Conferência do Clima no Peru não teve os grandes resultados esperados por alguns. Mas não se deve atribuir muita importância a essas conferências anuais, opina a jornalista da Deutsche Welle Irene Quaile.

Já virou rotina a prorrogação da conferência anual do clima e a luta até o último minuto por um consenso, na maioria das vezes, insatisfatório. Há tempos era claro que nesta rodada grandes anúncios não eram esperados. Não foi à toa que Estados Unidos e China sinalizaram antecipadamente sua prontidão em contribuir com a proteção climática.

Isso foi bom para os ânimos gerais, sem que se precisasse anunciar objetivos ambiciosos. Que nem China, nem Estados Unidos queiram permitir que seus dados e progressos sejam fiscalizados externamente, também não surpreenderia ninguém.

Os países têm tempo até maio próximo para apresentar números e objetivos concretos para o novo acordo global do clima, que deve ser assinado no final de 2015, em Paris. Seria ingenuidade esperar que eles se permitiriam ser pressionados para fazer isso já agora em Lima.

O apelo do secretário de Estado dos EUA durante a rodada foi um acontecimento. Não surpreende, porém, que países em desenvolvimento e emergentes não tenham tomado com entusiasmo a advertência americana de que deveriam reduzir suas emissões de CO2. Kerry pode até estar certo, mas ouvir isso de um representante de um país que no passado foi o maior contribuinte para o aquecimento global é difícil de digerir.

Proteção climática não pode mais ser adiada

O que é preciso fazer ficou definitivamente claro desde o último relatório do conselho do clima mundial deste ano. Para que as mudanças climáticas permaneçam em um nível mais ou menos tolerável, a emissão de gases do efeito estufa só pode aumentar até 2020, no máximo.

Até 2050, a maioria da demanda de energia no mundo precisa ser suprida a partir de fontes renováveis. Até 2100, a eliminação da economia fóssil deve estar praticamente concluída. E, para alcançar essas diretrizes, todos os Estados precisam contribuir.

É compreensível que os países em desenvolvimento e emergentes desejem ser tratados de maneira diferente, perante o fato de que os "antigos" países industrializados até agora foram os principais causadores das mudanças climáticas.

É de se estranhar, no entanto, que um país como a China, que se tornou um dos maiores emissores de CO2, ainda deseje ser tratado com um país em desenvolvimento. Também não pode ser ignorado que o boom do carvão na Índia será um problema enorme para o clima global.

Todo ano o mesmo espetáculo

É uma pena que a encenação anual, com a prorrogação das conversas no fim de semana e a apresentação de uma resolução bastante enfraquecida ao final, desvie os progressos ocorridos em Lima e em meses anteriores. O Fundo Verde do Clima já arrecadou mais de 10 bilhões de dólares. Eos grandes poluidores China e EUA reconheceram a necessidade urgente de se implementar medidas de proteção ao clima.

É claro que palavras precisam ser seguidas de ações. Em Lima, essa regulamentação ainda não foi possível. O aumento de fenômenos climáticos extremos nos dois países e o enorme problema causado pela poluição do ar na China, porém, são a melhor garantia de que os dois países realmente irão se mexer nos próximos anos.

As medidas até agora não são, nem de longe, suficientes para proteger o mundo de um perigoso aumento na temperatura além da meta de 2°C. Com relação a isso, o encontro em Lima não alterou nada. Quem tinha muitas expectativas, só se decepcionou. No entanto, cresce internacionalmente o reconhecimento de que não há alternativas à proteção climática.

Conferências não podem salvar o mundo

Conferências do clima são importantes, pois o mundo precisa de um acordo climático vinculativo. No entanto, elas não conseguem salvar o mundo do risco do aquecimento global. Esforços para a proteção do clima não podem fazer pausa de um ano para outro. A mudança precisa acontecer na política cotidiana. A transição para fontes de energia renováveis e um modelo econômico "verde" são as chaves para o sucesso.

A decepção com a conferência no Peru está no fato de que Lima deveria ser um passo importante no caminho a Paris. O passo foi, porém, menor do que o esperado por muitos.

Se as conferências anuais do clima forem consideradas referência, aumenta a pressão e, com isso, o risco de fracassar. Muitas decisões desagradáveis foram adiadas para o próximo ano. Paris terá que regular tudo. Se as expectativas nesses eventos de duas semanas forem muito altas, eles estarão condenados ao fracasso.

Os governos do mundo precisam fazer suas lições de casa. Para que Paris possa ser um sucesso, o caminho para isso precisa ser preparado anteriormente — e não somente durante as negociações da ONU.

Fonte: Deutsche Welle
Autoria: Irene Quaile

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Como parte da estratégia para trabalhar a aferição de qualidade dos serviços móveis, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está trabalhando em um novo sistema via aplicativo pelo qual o usuário poderá interagir com a agência para comunicar queixas no serviço móvel pessoal (SMP), passando dados com base em localização via GPS.

Segundo afirmou o presidente da Anatel, João Rezende, técnicos estão trabalhando para ter a plataforma pronta em quatro ou cinco meses. "Vamos lançar outro aplicativo que permite ao usuário mandar a deficiência do serviço prestado. Como temos mapeamento de rede, vamos saber se a ERB (estação radiobase) está congestionada ou não", declarou ele durante discurso no seminário ABDTIC 2014.

Segundo o conselheiro Rodrigo Zerbone, no entanto, a ideia é atualizar o aplicativo existente, o Anatel Serviço Móvel – disponível para Android e iOS -, que já traz o monitoramento de rede, com número de ERBs por localização, discriminação de tecnologia (2G, 3G ou 4G) e indicadores de qualidade (porcentagem de acesso e queda em ranking por dados e por voz). "A ideia é fazer tudo no mesmo app", confirma.

Com isso, a agência enriqueceria as informações para o usuário consultar. "O Centro de Acompanhamento (de Infraestrutura Críticas e Desempenho de Redes, em Brasília) também é um insumo para a gente conseguir dados no app futuramente. Vamos dar mais informação para que o consumidor possa fazer uma escolha consciente mais baseada na qualidade do serviço, não só no preço", declara. "As pessoas não usam o serviço no Brasil inteiro, é na sua casa, no seu bairro. Por isso, é importante o consumidor avaliar na sua localidade", pontua Zerbone.

Fonte: Mobile Time

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O Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) possui um dos mais importantes herbários do Brasil, o SPF. Base das pesquisas botânicas, o acervo possui registros de algas, materiais-tipo, fotografias, materiais em meio líquido, carpoteca e xiloteca. Coleções relevantes da flora de São Paulo, dos Campos Rupestres (MG, BA, GO, TO), do Pico das Almas, da Serra do Cipó, de Grão Mogol e de Catolés, estão acessíveis, para consultas, a pesquisadores do Brasil e do mundo. Fonte: Agência Universitária de Notícias

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