Os aplicativos de smartphones são programas criados para facilitar a vida dos usuários. Com os softwares, é possível cuidar da saúde, chamar um táxi e até mesmo contar calorias. A Lei do Bem, que vale até 2018, garante benefícios fiscais aos fabricantes de smartphones, desde que disponibilizem pelo menos 50 programas desenvolvidos no país em seus produtos. A meta é incentivar a criação de aplicativos nacionais. O Ministério das Comunicações já aprovou cerca de 340 aplicativos.

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FONTE: TV NBR

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Jornal Futura fala sobre a forte crise hídrica que o Brasil enfrenta. Cerca de 70% do planeta Terra são cobertos por água. No entanto, apenas 2,5% desta água é doce. E mesmo assim, a maior quantidade desta água doce, cerca de 68,9%, encontra-se nas calotas polares; 29,7% nos aquíferos e apenas 0,5% em rios e lagos, que são efetivamente utilizados no abastecimento das populações. Neste quadro o Brasil é um país privilegiado, mas desperdiça e trata mal seus recursos hídricos.

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FONTE: Canal Futura

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As chuvas do mês de janeiro não conseguiram reverter a situação crítica dos baixos níveis dos principais reservatórios do Brasil. O que pode acontecer em fevereiro? Teremos novos bloqueios atmosféricos? O calor será tão intenso quanto janeiro? O meteorologista Alexandre Nascimento da Climatempo mostra os detalhes da projeção de chuva e de temperatura para o próximo mês no Brasil.

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FONTE: TV Climatempo

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Para saber a hora certa de plantar e de colher, o produtor precisa de ferramentas que auxiliem, principalmente, em relação às condições climáticas. A influência do tempo e seus possíveis prejuízos dependem do tipo de cultura, local e estágio de desenvolvimento do produto. Procure consultoria especializada e evite prejuízos.

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FONTE: TV Climatempo

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Em entrevista concedida à equipe de revista Pesquisa Fapesp, o geofísico Victor Sacek, do Instituto de Astronomia Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), apresenta uma nova possível explicação para a formação do rio Amazonas e da bacia Amazônica. Segundo ele, o rio teria tomado seu sentido atual, de oeste para leste, não só em consequência de alterações no interior da Terra que desencadearam um soerguimento da porção oeste da Amazônia, mas também como resultado da movimentação da própria superfície terrestre.

FONTE: Pesquisa Fapesp

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Pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP) construíram “narizes eletrônicos” capazes de identificar e classificar — pelo odor — diferentes tipos de madeira e de plásticos e de detectar precocemente a contaminação de laranja por fungos. Alguns dos dispositivos foram desenvolvidos por meio do projeto “Novos polímeros conjugados para células solares e narizes eletrônicos”, realizado com apoio da Fapesp.

“A tecnologia é muito simples, barata e tem diversas aplicações”, disse Jonas Gruber, professor do IQ-USP e coordenador do projeto, à Agência Fapesp. Os “narizes” são formados por um conjunto de sensores de gases que mudam a condutividade elétrica de alguns dos materiais de que são feitos (entre eles, polímeros condutores, um tipo de plástico), na medida em que interagem com vapores de substâncias voláteis, como aminas, álcoois, cetonas e compostos aromáticos.

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A variação da condutividade elétrica do conjunto gera um sinal elétrico específico, que é convertido em sinal digital. Um software de computador lê o sinal e, em questão de segundos, identifica o tipo de substância volátil em contato com o dispositivo.

“Dependendo da natureza do gás que entra em contato com o material polimérico dos sensores, a resposta do nariz eletrônico é diferente”, explicou Gruber.

Um feito em especial permitiu o desenvolvimento desses narizes. O pesquisador e seu grupo no IQ-USP sintetizaram e caracterizaram novos polímeros condutores, derivados de duas classes específicas de polímeros — poli-p-fenilenovinilenos (PPV) e poli-p-xililenos (PPX) — para construir sensores.

“Fomos os primeiros a empregar PPV em sensores de gases”, disse Gruber. “As vantagens são o baixo custo de produção e de consumo de energia e a facilidade de variar as características dos dispositivos mediante a introdução de mudanças estruturais nas cadeias poliméricas.”

A técnica de construção de sensores adotada pelos pesquisadores consiste em depositar um filme de polímero condutor da ordem de centenas de nanômetros (bilionésima parte do metro) sobre uma placa do tamanho de um chip de celular, com dois eletrodos metálicos interdigitados (entrelaçados, mas sem contato entre si), de modo a formar um filme conectando ambos.

Com a exposição a vapores de uma substância volátil, muda a resistência elétrica do filme. “Cada sensor custa R$ 1 e usamos, em média, entre quatro e sete sensores nos narizes eletrônicos”, disse Gruber.

Identificação de madeira

Um desses dispositivos foi desenvolvido para identificar e classificar diferentes tipos de madeira. A ideia é que ele possa ser utilizado em ações de fiscalização e combate à extração ilegal de madeira de espécies de árvores ameaçadas de extinção nas florestas tropicais brasileiras.

Muitas vezes é difícil distinguir madeiras cuja exploração é proibida, como o mogno (Swietenia macrophylla), de outras semelhantes, como o cedro (Cedrela odorata), cuja exploração é permitida.

Como as duas espécies são semelhantes, o mogno acaba sendo extraído e vendido como cedro, explicou Gruber.

“Ao olhar as árvores do mogno e do cedro é possível diferenciá-las. Mas, depois de cortadas, só se consegue diferenciá-las por meio de análises histológicas [dos tecidos vegetais] feitas em laboratório por um botânico”, disse.

O nariz eletrônico facilita o trabalho de identificação desses e de outros tipos de madeira — como imbuia (Ocotea porosa) e canela-preta (Ocotea catharinensis). É preciso apenas raspar um pedaço do tronco para que ele libere compostos voláteis que são identificados em menos de um minuto pelo conjunto de sensores.

“Como o cedro e o mogno são espécies diferentes e pertencem a gêneros distintos, o nariz eletrônico é capaz de identificá-los com 100% de acerto”, disse o pesquisador. “Já no caso da canela e da imbuia — madeiras de espécies diferentes, mas que pertencem a um mesmo gênero –, a dificuldade é um pouco maior. Mesmo assim, o índice de acerto é de 95%.”

Cachaça envelhecida

O nariz eletrônico para identificação de madeira acabou despertando o interesse de pesquisadores do Laboratório para o Desenvolvimento da Química da Aguardente (LDQA), do Instituto de Química de São Carlos da USP, para diferenciar cachaças envelhecidas em tonéis de carvalho ou em tonéis de madeiras menos nobres.

Segundo Gruber, as cachaças de tonéis de carvalho têm sabor e odor mais apreciados pelos consumidores e, consequentemente, são vendidas a preços mais altos. Importada do Canadá, no entanto, a comercialização da madeira de carvalho é controlada.

Com isso, cachaças envelhecidas em tonéis de madeira nacional, feitos de jatobá, jacarandá, jequitibá ou imbuia, podem estar sendo comercializadas no mercado brasileiro como se tivessem sido envelhecidas em carvalho, contou o pesquisador.

“Há destilarias que declaram no rótulo que a cachaça foi envelhecida em jatobá e a vendem a um preço mais baixo do que a de carvalho”, disse Gruber. “Mas também podem existir no mercado cachaças envelhecidas em madeira nacional, com a declaração no rótulo de que foram em carvalho, com preço de até R$ 200 a garrafa.”

A fim de evitar que o consumidor compre “gato por lebre”, os pesquisadores adaptaram o nariz eletrônico do IQ para a análise de amostras de cachaça. “O dispositivo consegue cheirar uma cachaça e identificar em que tipo de madeira a bebida foi envelhecida”, afirmou Gruber.

Esse nariz eletrônico em especial foi desenvolvido durante o projeto de pós-doutorado “Distinção de extratos hidroalcoólicos de madeiras e acompanhamento dos estágios de envelhecimento empregando sensores de gases, cromatografia em fase gasosa (GC-MS) e análise multivariada”, realizado com Bolsa da Fapesp.

Identificação de plásticos

Os pesquisadores de São Paulo também desenvolveram um dispositivo para a identificação de plásticos para reciclagem. De acordo com Gruber, os diversos tipos de plásticos, como PVC, polietileno e polipropileno, não podem ser misturados ao serem destinados para reciclagem porque possuem resinas incompatíveis entre si.

Uma das técnicas utilizadas para identificar e classificar plásticos, segundo o pesquisador, é a aplicação de análises espectroscópicas no infravermelho em amostras de plástico dissolvidas em solventes apropriados.

A análise, contudo, precisa ser feita em laboratório por profissionais capacitados a operar um espectrômetro na região do infravermelho. Já o nariz eletrônico desenvolvido identifica o tipo de plástico pelos gases emanados na combustão do plástico.

Os pesquisadores construíram uma pequena câmara de combustão na qual é colocada uma amostra da ordem de 300 miligramas do plástico para ser incinerada.

O dispositivo “cheira” a fumaça emitida na queima e aponta o tipo de plástico pelos compostos voláteis gerados na combustão.

“Enquanto o polietileno produz gás carbônico e água durante a combustão, uma poliamida como náilon, por exemplo, produz, além de gás carbônico e água, também óxidos de nitrogênio. O nariz eletrônico percebe essas diferenças”, explicou Gruber.

Contaminação por fungos

Os pesquisadores também desenvolveram um nariz eletrônico que detecta precocemente a contaminação de laranjas (após a colheita) pelo fungo Penicillium digitatum. Essa espécie, junto com a Elsinoe australis e a Guignardia citricarpa, causa grandes prejuízos econômicos aos países que são grandes produtores de cítrus, como o Brasil, disse Gruber.

O nariz eletrônico consegue detectar a contaminação de laranjas por esse fungo enquanto as frutas estão nos silos, antes que seja visível. “O dispositivo detecta a contaminação já no segundo dia e, em questão de segundos, identifica a infecção da laranja pelo fungo pelos metabólitos voláteis emitidos por ele”, disse Gruber.

Comercialização

De acordo com Gruber, alguns dos narizes eletrônicos desenvolvidos por seu grupo estão protegidos por patentes. A ideia é que empresas interessadas licenciem a tecnologia para produzi-los e comercializá-los.

“Nosso objetivo é fazer narizes eletrônicos de baixo custo. Já existem dispositivos vendidos comercialmente que chegam a custar US$ 20 mil”, disse. Segundo o pesquisador, um dos motivos para o preço elevado é o fato de possuírem entre 20 e 30 sensores e não terem aplicações específicas.

“Como desenvolvemos narizes eletrônicos para aplicações mais específicas, podemos reduzir o número de sensores em sua composição e, com isso, barateamos muito a produção”, disse Gruber.

O artigo New composite porphyrin-conductive polymer gas sensors forapplication in electronic noses (doi: 10.1016/j.snb.2013.11.022), de Gruber e outros, pode ser lido na revista Sensors and Actuators B:Chemical em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925400513013646.

E o artigo A conductive polymer based electronic nose for early detection of Penicillium digitatum in post-harvest oranges(doi: 10.1016/j.msec.2013.02.043), também de Gruber e outros, pode ser lido na revista Materials Science and Engineering C em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0928493113001434.

FONTE: Agência Fapesp

Elton Alisson – Jornalista

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A proposta dos Sistemas Agroflorestias, de combinar o plantio de árvores com diferentes cultivos agrícolas numa mesma área, pode parecer complicada. Mas com planejamento, agricultores têm a chance de diversificar a produção e recuperar a fertilidade do solo. Para contribuir na etapa de gestão desse sistema, a Embrapa realiza, entre os dias 27 e 30 de janeiro de 2015, o curso Análise da Viabilidade Financeira de Sistemas Agroflorestais (SAFs), em Rio Branco (AC).

Produtores rurais, técnicos e pesquisadores de 15 instituições participam das aulas, ministradas pelo pesquisador da Embrapa Florestas (Colombo/PR), Marcelo Francia Arco-Verde. “A metodologia que enfocamos no curso permite realizar um raio-x do Sistema Agroflorestal, no qual é possível organizar os custos e as receitas de cada uma das espécies cultivadas. Com isso, o agricultor consegue planejar a produção, fazer ajustes e acessar crédito agrícola”, afirma.

“Os participantes poderão validar modelos de Sistemas Agroflorestais que as instituições já trabalham e que podem ser financiáveis”, afirma o pesquisador da Embrapa Acre e coordenador do curso, Tadário Kamel de Oliveira.

Os Sistemas Agroflorestais podem ser uma opção estratégica para agricultores familiares da Amazônia, devido à possibilidade de diversificação da renda. No entanto, segundo Arco-Verde, o planejamento é fundamental, porque a o recurso humano é um dos principais gargalos. “Na agricultura familiar, cerca de 70% dos gastos são com mão-de-obra e a análise da viabilidade financeira ajuda a identificar esse tipo de custo”.

A técnica em agropecuária do Projeto Reca (Nova Califórnia/RO), Taysa Falts Macedo, conta que os produtores associados atuam há 25 anos com Sistemas Agroflorestais e mesmo assim ainda existem etapas a serem melhoradas. “A análise financeira é um desses pontos. A maioria dos agricultores ainda não faz, tem dificuldade para quantificar os gastos, mas com essa ferramenta que estamos aprendendo no curso, pretendo estimulá-los a realizar”, disse.

O Projeto Reca integra três mil hectares de Sistemas Agroflorestais e produz polpas de frutas, óleos de castanha-do-brasil e de andiroba, manteiga de cupuaçu e palmito de pupunha. “Temos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliar 300 hectares de SAFs e pretendemos utilizar essa metodologia de avaliação financeira já nesses novos cultivos”, afirma.

A capacitação faz parte dos projetos Rede de Intercâmbio e Transferência de Conhecimentos e Tecnologias Agroflorestais na Amazônia (Retaf) e Sistemas Agroflorestais para a Recuperação de Áreas Degradadas (Saram), coordenado pela Embrapa Acre.

FONTE

Embrapa Acre
Priscila Viudes – Jornalista
Telefone: ¨(68) 3212-3250
E-mail: acre.imprensa@embrapa.br

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A partir de primeiro de fevereiro de 2015, a pauta bovina será disponibilizada no site da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), com os valores por arroba praticados em cada região do estado. A pauta bovina estabelece os valores mínimos de referência utilizados para a base de cálculo do Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações com gado bovino e bufalinos. A pauta estará disponível no site para consulta no primeiro dia útil de cada mês e será atualizada quinzenalmente.

Para a realização desse trabalho, foi estabelecido um Termo de Cooperação Técnica entre o Governo de Minas, representado pela Secretarias de Estado de Fazenda (SEF) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). Segundo o Superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, a nova metodologia leva em consideração as peculiaridades de cada região produtora e viabiliza o estabelecimento dos valores mínimos de referência para comercialização do rebanho.

“A pauta com os valores unificados para todas as regiões pecuaristas apresentava algumas distorções que não eram compatíveis com a realidade, uma vez que há diferenças consideráveis (dos sistemas de produção, da genética do animal, do comércio, dentre outras) entre as regiões em relação ao preço e ao peso do animal comercializado”, explica o Superintendente.

De acordo com o Analista de Agronegócio da Faemg, Wallisson Lara Fonseca, o levantamento dos dados será feito pela instituição, com o apoio dos 400 sindicatos filiados, principalmente aqueles envolvidos com a pecuária de corte em suas regiões. “Essas informações serão repassadas quinzenalmente, analisadas pelos técnicos da Emater-MG e consolidadas para a publicação no portal da Secretaria de Agricultura”, afirma.

Os valores publicados no portal da Seapa vão facilitar as operações com o gado bovino e subsidiar a Secretaria de Estado da Fazenda na adoção da pauta de valores mínimos a serem consignados em notas fiscais avulsas emitidas por meio do Sistema Integrado de Administração da Receita Estadual (Siare) nas operações com os animais.

A pauta bovina será disponibilizada no www.agricultura.mg.gov.br na seção Agrodados/relatórios/pecuária ou clicando no banner “Pauta Bovina” no rodapé da página inicial.

FONTE: Agência Minas

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A partir de agora, técnicos e produtores de maracujá da Bahia terão à disposição uma importante fonte de informação sobre o cultivo da espécie no Estado, que inclui orientações para todas as suas fases da produção: tratos culturais, controle de pragas e doenças, manejo na colheita e pós-colheita, uso de agrotóxicos e mercado e comercialização. A Embrapa Informação Tecnológica, em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária e Embrapa Mandioca e Fruticultura, Unidade responsável pelo conteúdo técnico, acaba de lançar mais um conteúdo no site Sistemas de Produção especificamente sobre o tema.

O objetivo da publicação é contribuir para o aumento da produtividade do maracujá na Bahia (que, em 2012, foi de 10,7 toneladas por hectare; ao passo que a média nacional é hoje de 13,4 toneladas por hectare), apesar de esse Estado ser o maior produtor brasileiro da fruta e concentrar 41% do total cultivado, no País, numa área de quase 30 mil hectares. Atualmente, cerca de 60% da produção baiana tem origem nos municípios de Dom Basílio, de Livramento de Nossa Senhora e de Rio Real.

Interesse prático

O site Sistemas de Produção Embrapa (SPE), um dos líderes no ranking de acessos da Embrapa, que, nos últimos dois anos, registrou cerca de 8 milhões de visitas, destina-se a oferecer informações tecnológicas objetivas, regionalizadas e de interesse prático, sobre o processo produtivo agropecuário e demais atividades das cadeias do agronegócio brasileiro. Cada publicação eletrônica da série SPE trata de um determinado cultivo ou criação, embora possa abordar também consórcios de cultivos ou sistemas integrados de exploração animal e vegetal.

Disponível em versão mais moderna desde abril de 2014, o novo site SPE resulta de quase um ano de trabalho das equipes da Embrapa Informação Tecnológica e da Embrapa Informática Agropecuária, em parceria com empresa especializada em plataforma web corporativa (Liferay) de gestão de conteúdos.

Além do recém-lançado Sistema de produção cultivo do maracujazeiro para o Estado da Bahia, também estão disponíveis para consulta os sistemas de produção sobre algodão, amendoim, araucária, banana, canola, centeio, cevada, erva-mate, eucalipto, gado leiteiro, gergelim, guaraná, mamona, milheto, milho, pinus, sisal, sorgo e trigo.

Para conhecer os conteúdos dos Sistemas de Produção Embrapa (SPE), acesse www.embrapa.br/sistemasdeproducao.

FONTE: Embrapa Informação Tecnológica
Katia Marsicano – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4590
E-mail: informacao-tecnologia.imprensa@embrapa.br

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Em 2006, ao seguirem um relatório do Greenpeace e sofrerem pressão dos consumidores, grandes companhias como McDonalds e Wal-Mart decidiram deixar de usar grão de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia Brasileira. Essa pressão foi transferida para comerciantes de produtos agropecuários como a Cargill, que por sua vez concordou em não mais adquirir soja de fazendas que desmataram para expandir os campos de cultivo.

O acordo com o setor privado, um tipo de governança na cadeia de suprimentos, foi chamado de Moratória da Soja e abordou o desmate causado pela produção do grão na Amazônia. Em um novo estudo para avaliar o acordo, publicado recentemente na revista Science, a pesquisadora Holly Gibbs da Universidade de Wisconsin-Madison – em parceria com pesquisadores americanos e brasileiros – aponta que a moratória contribuiu com a redução drástica nas taxas de desmatamento ligadas à produção de soja na região e foi mais eficaz na contenção do desmate que as políticas públicas.

“Descobrimos que antes da moratória, 30% da expansão da soja aconteceram com base em desmatamento e, depois do acordo, esse número foi quase zero. Apenas cerca de 1% da nova expansão da soja veio sobre áreas que antes eram florestais”, afirma Gibbs, professora de estudos ambientais e geografia no Nelson Institutes Center for Sustainability and the Global Environment (SAGE), da Universidade de Wisconsin-Madison.

Entre 2001 e 2006, antes da moratória, os plantios de soja expandiram em 1 milhão de hectares na Amazônia brasileira, contribuindo para taxas recordes de desmatamento. Até 2014, depois de oito anos de moratória, quase nenhuma área florestal foi devastada para o cultivo, mesmo que a área de produção tenha crescido em 1,3 milhões de hectares. Os produtores passaram a plantar soja em áreas que já haviam sido desmatadas antes da moratória.

“Nosso objetivo foi descobrir se a Moratória da Soja fez diferença”, diz Gibbs. “Havia muita discussão sobre finalizar a moratória em 2014 e nós queríamos saber o que o acordo realmente significou e como é possível comparar seus efeitos com os resultados de políticas públicas, que é a substituição proposta”.

Legislação brasileira

Segundo a pesquisadora, a legislação ambiental brasileira é uma das mais rigorosas do mundo. Políticas públicas, incluindo a aplicação de leis estaduais e federais, já fizeram muito para desacelerar a destruição da floresta tropical. Mesmo assim, o estudo mostra que “políticas governamentais sozinhas não são o suficiente”, explica Gibbs. Pelo menos ainda não.

Usando 15 anos (2000-2014) de imagens de satélite cobrindo as regiões da Amazônia brasileira e do Cerrado, os pesquisadores avaliaram quanto havia sido desmatado para a cultura de soja. O uso da terra foi examinado em milhares de propriedades e foi possível identificar um desmatamento de larga escala substancial e não penalizado pelas autoridades brasileiras.

O grupo também mapeou áreas já desmatadas disponíveis para produção, avaliando o potencial futuro de expansão seguindo a moratória, e determinou quanto desmatamento ilegal ainda está ocorrendo para usos além do cultivo de soja, em violação direta ao Código Florestal Brasileiro.

Código Florestal

A descoberta foi surpreendente. “Apenas 115 de milhares de produtores violaram a Moratória da Soja desde 2006, mas acima de 600 deles violaram o Código Florestal”, explica Gibbs. “Dessa forma, o mesmo grupo de produtores é cinco vezes mais propenso a violar políticas governamentais do que acordos do setor privado.”

Por exemplo, o Código Florestal exige que 80% de uma propriedade na floresta Amazônica sejam mantidos de pé como reserva, sendo possível desmatar apenas 20%. De fato, apenas 2% dos produtores de soja estavam mantendo a reserva e até produtores que respeitavam a moratória estavam desmatando ilegalmente suas propriedades para fins além do cultivo do grão.

Uma disposição no Código também exige que as propriedades sejam registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), de modo que o nome dos proprietários e um mapa da propriedade estejam disponíveis publicamente. Enquanto os pesquisadores afirmam que este é um grande passo adiante, o estudo mostrou que esse registro apenas não protege as florestas. Aproximadamente um quarto do desmatamento ilegal ocorrido no último ano no Estado do Mato Grosso, considerado a “capital da soja” na Amazônia, aconteceu nessas propriedades registradas.

Além disso, os pesquisadores descobriram que enquanto a produção de soja ligada a desmatamento diminuiu no bioma amazônico, 20% das novas áreas de produção criadas no Cerrado durante o período do estudo foram responsáveis diretas por desmatamento.

“Reforça a ideia de que intervenções do setor privado serão necessárias a longo prazo para manter a produção livre de desmatamento”, aponta Gibbs, que indica que a soja é a cultura mais rentável do Brasil e a maioria da produção é destinada à alimentação de animais para produção de alimento. “Sem a moratória, a produção de frango voltaria a contribuir para a destruição da floresta tropical.”

Aplicar leis ambientais no extenso território da Amazônia brasileira continua sendo um grande desafio e Gibbs aponta que houve melhorias no cumprimento das leis nos últimos anos. Apesar disso, o estudo mostrou que os esforços governamentais nesse sentido atingiram de 15 a 50% do desmatamento ilegal de grande escala. Ainda assim, outros fatores dificultam a execução de multas e outras penalizações.

O estudo apontou também que um pequeno número de empresas comerciantes de soja, como a Cargill, AGM e Bunge, exercem “muito poder e controle para influenciar as decisões sobre a gestão de terras”, de acordo com Gibbs.

Existem áreas já desmatadas e disponíveis o suficiente na Amazônia para permitir uma expansão de 600% na área de produção de soja. Atualmente, a área usada para cultivo de soja na Amazônia é similar ao Estado de Alagoas e o Brasil concorre apenas com os Estados Unidos em termos de produção e comercialização do grão.

Setor privado

Paulo Barreto, pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e co-autor do trabalho, destaca que o estudo mostra que o comprometimento do setor privado contra o desmatamento é essencial. “As lições do estudo da soja indicam que o acordo dos frigoríficos para comprar gado apenas de fazendas legais deve ser expandido para todas as fazendas, inclusive aquelas especializadas na produção de bezerros que são vendidos para as fazendas de engorda. Além disso, os bancos deveriam financiar apenas as fazendas que não desmataram ilegalmente.”

O estudo publicado na Science foi financiado pela Gordon and Betty Moore Foundation, a Norwegian Agency for Development Cooperations Department for Civil Society, a NASA e o Fundo Amazônia.

O grupo de autores é formado pela NASA; Universidade de Maryland, College Park; a Wildlife Federation; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Imazon; e Instituto Centro de Vida (ICV).

FONTE: EcoD
Kelly April Tyrrell

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O jornal francês Le Monde publica um perfil da ministra da Agricultura do Brasil, Kátia Abreu, a “guerreira contra o lobby verde”. O diário relata os primeiros passos no ministério “daquela que teve um papel essencial no enfraquecimento do Código Florestal, em favor dos grandes proprietários de terra”.

Le Monde destaca que a carreira “fulminante” de Abreu – ela própria dona de uma extensa propriedade rural no Tocantins – foi forjada nos partidos mais conservadores da política brasileira. A ascensão dela a um cargo-chave do governo se deve à proximidade da ex-senadora com a presidente Dilma Rousseff, apesar de as duas virem de lados políticos opostos.

O correspondente no Brasil, Nicolas Bourcier, lembra que a petista até aceitou ser madrinha do segundo casamento de Abreu, que vai acontecer em fevereiro. A aliança, ressalta, “diz bastante sobre as mutações políticas do momento” no país. A aproximação, criticada tanto à esquerda quanto à direita, se iniciou em 2012 e se desenvolveu rapidamente “entre essas duas mulheres poderosas”, contou ao jornal uma fonte próxima da presidente.

Batalha de imagem

Le Monde observa que, com seu “verbo afiado e uma franqueza às vezes exagerada”, Abreu se tornou “uma das figuras políticas mais influentes do país — e a mais perigosa, segundo seus detratores”. O jornal destaca que a ministra percebeu desde cedo que os produtores agrícolas perderiam a batalha de imagem com os ambientalistas. Em um universo dominado por homens com aparência “arcaica”, ela logo compreendeu que era preciso modernizar a percepção do agronegócio, argumentando que “os ecologistas não podem ter o monopólio do debate”.

Foi quando a causa ambiental começou a perder força no Brasil, após a reeleição de Lula — que segundo os rumores relatados pelo jornal, “preferiria enfrentar o demônio do que Kátia Abreu”. A reportagem sublinha que jamais o setor agrícola foi tão cortejado quanto nas eleições de 2014, em que o número de parlamentares da bancada ruralista aumentou 33%.

Agora, à frente da Agricultura, Abreu joga a carta do “diálogo”, mas permanece “certa como nunca” dos seus objetivos – “sempre com um sorrisinho”, diz o texto.

FONTE: Rádio França Internacional

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