A 18ª edição da revista Inovação em Pauta já pode ser acessada em formato flip book, no site da Finep. A reportagem de capa da publicação destrincha a tecnologia da certificação digital e mostra os avanços do Brasil na área. A própria Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já está em processo para adotar o método inovador, que oferece mais segurança e rapidez.

A revista traz também matérias sobre uma nova vacina brasileira para combater o câncer de próstata, a inauguração do primeiro aeromóvel do País, em Porto Alegre, entre outras. Destaque ainda para a entrevista exclusiva com o pesquisador britânico Kevin Ashton, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).

Lançada em dezembro de 2007, a Inovação em Pauta destaca projetos de sucesso apoiados pela Finep, além de artigos e entrevistas ligados ao tema inovação. Desde sua última edição, em julho de 2014, a revista passou a ser publicada exclusivamente em meio digital. Todas as edições estão disponíveis aqui.

FONTE: Portal Inovação

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A Casa Branca anunciou ontem (14/01/15), no âmbito da luta contra as alterações climáticas, um conjunto de medidas que visam a reduzir as emissões de metano, que representam perto de 10% dos gases de efeito estufa emitidos pelos Estados Unidos. O objetivo traçado pela administração norte-americana é reduzir as emissões de metano, ligadas à exploração e à distribuição de gás e de petróleo, entre 40% e 45% até 2025, em relação aos índices de 2012.

Com base em medidas já em vigor em vários estados, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) vai introduzir regulamentação específica para novas instalações petrolíferas e de gás, mas também para as estruturas que sejam alvo de alterações. A agência vai apresentar as propostas no verão deste ano, e a regulamentação definitiva deve entrar em vigor no ano que vem.

O presidente norte-americano, Barack Obama, também deve propor neste ano regras mais restritivas, que garantam a segurança dos gasodutos, o que deverá contribuir para a redução das emissões de metano. Destacando que a produção de petróleo nos Estados Unidos está no nível mais alto em quase 30 anos, e que o país é atualmente o maior produtor mundial de gás natural, a Casa Branca ressaltou a necessidade de serem tomadas medidas necessárias para limitar as emissões de metano – poderoso gás de efeito estufa.

Segundo a administração norte-americana, as emissões de metano, associadas à exploração de gás e de petróleo nos Estados Unidos, desceram 16% desde 1990, mas podem aumentar mais de 25% até 2025, caso não existam esforços adicionais.

As questões ambientais são uma área particularmente sensível no meio político dos Estados Unidos. Os republicanos, que controlam o Congresso norte-americano, após as eleições parlamentares de novembro, se opõem a qualquer nova lei. Alguns republicanos contestam a veracidade das alterações climáticas, enquanto outros rejeitam a responsabilidade das atividades humanas no aquecimento global do planeta.

Em dezembro deste ano será realizada em Paris a Cúpula do Clima, na qual a comunidade internacional deverá assumir compromissos concretos de redução de emissões de gases de efeito estufa, em novo acordo sobre combate às alterações climáticas para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997.

FONTE: Agência Lusa

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Cinco propostas de projetos de pesquisas da Embrapa Hortaliças (Brasília/DF) foram aprovadas na Chamada Universal 2014 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e que atua no fomento à pesquisa científica e tecnológica. A mais concorrida entre as diversas modalidades de financiamento à pesquisa – o Edital 14/2014 aprovou 4.943 projetos em todo o Brasil – e com maior volume de recursos, a Chamada Universal está aberta a qualquer área do conhecimento científico, a exemplo de agronomia, farmácia, veterinária, engenharia, medicina, informática, entre muitos outros temas. A diversidade também está presente nos projetos de pesquisa de hortaliças aprovados, e que envolvem desde melhoramento genético a estudos comparativos de avaliação da qualidade do solo.

“Melhoramento genético de pimentas dos tipos Habanero (Capsicum chinense) e Malagueta (C. frutescens) para a agricultura brasileira” é o título do projeto desenvolvido pela pesquisadora Cláudia Ribeiro, da área de Melhoramento. De acordo com a pesquisadora, o projeto tem como objetivos, em médio prazo, o desenvolvimento e a disponibilização de cultivares de pimentas dos grupos Habanero e Malagueta mais uniforme, mais resistente a doenças, com características agronômicas e industriais superiores, e adaptadas a um ou mais agroecossistemas brasileiros. “A nossa proposta visa justamente dar continuidade ao processo de melhoramento dessas cultivares, e que tem apresentado significativos avanços com o desenvolvimento e lançamento de novos materiais, e apresenta como premissa básica a necessidade dar prosseguimento ao trabalho com outros materiais promissores”, observa a pesquisadora.

Já o projeto do pesquisador Leonardo Boiteux, que coordena o programa de melhoramento de tomate na Embrapa Hortaliças, propõe a “Resistência genética a espécies de Crinivírus em tomateiro: melhoramento clássico, molecular e abordagens biotecnológicas”. “Epidemias de espécies virais do gênero Crinivírus (família Closteroviridae) têm sido relatadas na cultura do tomateiro (Solanum lycopersicum L.) em todo o mundo, incluindo o Brasil. Nesse projeto, ações de melhoramento genético usando abordagens clássicas e biotecnológicas vão ser conduzidas com o objetivo de desenvolver cultivares de tomateiro com resistência estável e durável contra esse grupo de patógenos”, explica Boiteux em seu resumo. Ele acrescenta que o projeto vai contar com uma ampla rede de colaboradores envolvendo pesquisadores do Brasil e do exterior – Embrapa Hortaliças, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB), Instituto Nacional de Investigação Agropecuária (INIA), do Uruguai, e Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), da Espanha.

Pesquisas com patógenos são o foco da proposta apresentada pelo pesquisador Ricardo Borges, da área de Fitopatologia. “Avaliação da reação de acessos silvestres de Solanum subgênero Leptostemonum a Fusarium oxysporum f. sp. Lycopersici raças 3 e estudos de herança da resistência” é o título do projeto que traz dois objetivos como ponto de partida: a seleção de acessos compatíveis com o tomateiro que possam servir de porta-enxertos, e o estudo da herança relativa à resistência genética em cruzamentos entre esses acessos. Segundo Borges, ao final do projeto espera-se obter porta-enxertos resistentes e compatíveis para a utilização em cultivos comerciais de tomateiro, assim como conhecer a herança de resistência à murcha-de-fusário, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. Lycopersi. “Isso possibilitará aos programas de melhoramento o mapeamento genético e a futura mobilização desses genes de resistência via estratégias biotecnológicas para o tomateiro”, prevê o pesquisador.

Plantas e solos

O agrônomo Daniel Zandonadi seguiu a linha de experimentos relacionados a fertilizantes orgânicos na composição de seu projeto. Com o título “Bioestimulantes: efeitos sobre a fisiologia e produção de hortaliças”, o trabalho aposta no desenvolvimento, de maneira simplificada, de uma tecnologia de produção de um bioestimulante, cujos resultados servirão como subsídio para fundamentar a legislação referente a biofertilizantes/bioestimulantes e à agricultura orgânica. “Além disso, tais produtos poderão se constituir em alternativas para agricultores orgânicos e convencionais visando à redução dos custos de produção e dos problemas ambientais associados ao uso exclusivo de fertilizantes minerais solúveis”, resume Zandonadi.

E a qualidade dos solos utilizados no plantio de hortaliças foi o fio condutor do projeto elaborado pelo pesquisador Juscimar da Silva. Intitulado “Avaliação comparativa de atributos físicos, químicos e biológicos de solos e do estado nutricional de hortaliças”, o projeto tem como área de abrangência a região do Distrito Federal. E como ponto central, em resumo, a avaliação das variáveis físicas, químicas e biológicas de solos de áreas hortícolas e a subsequente comparação com as variáveis de solo sob vegetação natural.

“O propósito é comparar a área de produção agrícola com o que é considerada ideal: se estiver ruim, trabalhar para melhorar”, anota o pesquisador, acrescentando que a concepção do projeto surgiu durante visita à Universidade de Cornell, EUA, em 2013. A universidade desenvolveu um Manual de Qualidade do Solo, com dados estatísticos e variáveis que serviram como norteadores na formulação do projeto. “O projeto tem esse foco ao procurar determinar essas variáveis e adaptá-las às nossas condições”.

FONTE: Embrapa Hortaliças
Anelise Campos – Jornalista
Telefone: (61) 3385-9109
E-mail: hortalicas.imprensa@embrapa.br

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São muitas as propostas para que os navios incorporem novas tecnologias que os tornem mais “verdes”, incluindo navios movidos a hidrogênio. No campo da exploração da energia dos ventos, a ideia de voltar no tempo para a navegação a vela tem seus adeptos, mas os desafios técnicos do lançamento e recolhimento das velas tem inibido a adoção desses projetos.

O engenheiro norueguês Terje Lade acredita ter encontrado a solução: transformar o navio inteiro em uma gigantesca vela. O casco do navio seria construído de forma a otimizar a captura do vento, dispensando os cordames e outros aparatos que complicam o uso das velas por navios com tripulações pequenas e encarecem o projeto.

“Como o casco tem a forma de um aerofólio simétrico, o vento oblíquo no lado oposto – sotavento – tem de viajar por uma distância mais longa. Isto gera um vácuo no lado de barlavento que puxa o navio para a frente,” explica Lade.

Túnel de vento e tanque oceânico

Escolhendo as melhores rotas em relação aos ventos disponíveis, o engenheiro afirma ser possível fazer viagens transoceânicas a velocidade de 18 a 20 nós (33 e 35 km/h), basicamente as mesmas dos grandes navios cargueiros atuais.

Mesmo nos momentos de calmaria o navio dispensaria o óleo pesado que os grandes cargueiros usam: seus motores deverão queimar gás natural liquefeito (GNL).

Com esta combinação, Lade acredita que um navio de contêineres de classe mundial teria um custo com combustíveis equivalente a 60% dos navios atuais de mesmo deslocamento.

Os testes em túnel de vento, para aferir a capacidade do navio de aproveitar ventos de diversas velocidades, deram aprovação total ao projeto. O próximo passo será testar um modelo em escala reduzida em um tanque oceânico.

FONTE: Inovação Tecnológica

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O consumo responsável é um grande aliado na preservação do meio ambiente. Quando o assunto é água, isso se torna ainda mais importante, já que este é um recurso finito. Mudar hábitos no dia a dia pode trazer benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a economia familiar e também garantir o abastecimento em dias quentes como os que são registrados no Paraná neste mês.

De acordo com o diagnóstico do Sistema Nacional de Saneamento, a média de consumo de água por habitante no Brasil é de 167,5 litros por dia (dados de 2012). No Paraná, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) registrou em 2013 um consumo diário de 124 litros por pessoa. Este índice ainda é alto se comparado com as orientações da Organização das Nações Unidas (ONU), que indica como suficiente um consumo de 110 litros por pessoa.

Segundo a gestora de educação socioambiental da Sanepar, Juliana Gonçalves Brandani, a economia é essencial para a preservação do planeta. “Muitas pessoas não se dão conta que a maioria dos alimentos que compramos, por exemplo, precisam de água para ser produzidos. Desde carne, a verduras e até mesmo enlatados. No entanto, temos apenas 0,3% de água doce disponível no planeta. Por isso, não existe outra solução que não seja economizar”, diz Juliana.

Atitudes simples no dia a dia podem contribuir para mudar o comportamento e reduzir gastos. Ao lavar a roupa, deve-se utilizar a capacidade máxima da máquina e aproveitar a água usada para lavar calçadas.

No banheiro, as descargas com válvulas na parede ou caixas acopladas devem estar sempre bem reguladas. As caixas acopladas são as melhores escolhas para reduzir o consumo. “Ao reduzir o consumo de água tratada estamos colaborando para preservar os recursos hídricos, uma vez que o volume de água captada para o abastecimento também reduz”, explica Juliana.

Na prática

Cuidados na hora do banho também ajudam a economizar. O dono do Hotel Baviera e do Hotel Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu (PR), Nelson Seibet, trocou os chuveiros tradicionais instalados nos banheiros dos apartamentos por modelos mais econômicos. Segundo ele, a medida ajudou na redução do consumo do Hotel Baviera. “O gasto de água hoje é a metade do que há dez anos”, disse. O hoteleiro já está planejando a reforma e troca de equipamentos também no Hotel Três Fronteiras.

O gerente do Hotel Baviera, Alex Douglas Ribeiro, explica que foram trocadas as instalações hidráulicas de 23 apartamentos e instalados mais 62 novos equipamentos. “Quando ampliamos o hotel, aproveitamos e modificamos também o sistema de aquecimento. Todos os chuveiros elétricos foram substituídos por este novo modelo que, além de reduzir o consumo de água, utiliza o sistema de aquecimento solar”, completa.

Além dos hábitos do dia a dia, fique atento a vazamentos, os maiores vilões no combate ao uso racional. A revisão nos encanamentos e o conserto de torneiras pingando são as primeiras medidas que devem ser tomadas.

“Não existe solução milagrosa. É preciso mudar o comportamento para que tenhamos bons resultados. Cada um de nós pode faze sua parte e consumir água de maneira sustentável”, destaca Juliana.

Dicas de como usar adequadamente a água tratada:

– Reduza o tempo do banho e o tempo da torneira aberta enquanto escova os dentes, ensaboa as mãos ou faz a barba.

– Prefira vasos sanitários que utilizam menos água para a descarga.

– Não deixe a torneira aberta o tempo todo enquanto lava a louça.

– Reduza a lavagem diária de roupa. Acumule e use a capacidade máxima da máquina de lavar.

– Lavar as calçadas com a mangueira é desperdiçar água tratada. Para “varrer” a sujeira, use a vassoura.

– Lave o carro usando balde.

– Quando viajar, feche o registro da entrada de água, evitando desperdícios e vazamentos.

– Quem tem piscina de fibra ou de alvenaria em casa deve fazer manutenções periódicas para garantir a qualidade da água, a saúde de quem usa a piscina e ainda economizar água.

– A complementação do nível da piscina deve ser feita fora dos horários de consumo elevado – antes das 10 e depois das 22 horas.

– A água das piscinas de plástico não precisa ser descartada todos os dias para não comprometer o abastecimento. Uma piscina de 5 mil litros armazena água suficiente para abastecer uma família de até quatro pessoas por 15 dias.

– Cubra a piscina plástica quando ela não estiver sendo utilizada. Além de evitar que sujeiras caiam na água, também evita-se que a incidência da luz solar cause eutrofização, processo que provoca a proliferação de algas e bactérias na água. Cobrir a piscina também evita que ela se transforme em foco do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças.

– Sempre que houver interrupção no abastecimento, a recomendação da Sanepar é para que seja priorizado o uso da água para a alimentação e higiene pessoal.

– Todo imóvel deve ter caixa-dágua adequada ao número de pessoas que moram no imóvel, suficiente para o abastecimento por 24 horas. Escolha o tamanho adequado ao seu imóvel:

500 litros — para até 4 pessoas

750 litros — de 5 a 6 pessoas

1000 litros — de 7 a 10 pessoas

FONTE: Agência de Notícias do Paraná

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O Banco Mundial prevê que a economia global deve melhorar em 2015 com um crescimento de 3%, um pouco mais do que os 2,4% registrados no ano passado. A conclusão consta do relatório Perspectiva Econômica Global, lançado no dia 13 de janeiro. O documento diz ainda que a tendência de alta deve continuar em 2016 e 2017 com um avanço de 3,3% e 3,2% respectivamente.

Em Washington, o diretor de Perspectivas e Desenvolvimento do Banco Mundial (Bird), Ayhan Kose, falou sobre os riscos existentes. Kose disse que “os riscos contra uma recuperação econômica frágil são substânciais”. Segundo ele, os Bancos Centrais dos países em desenvolvimento precisam encontrar um equilíbrio entre metas de crescimento e de inflação e estabilidade financeira.

O diretor afirmou que ao mesmo tempo, “uma política fiscal pode ser uma ferramenta para estimular as economias dessas nações no caso de uma piora da situação”.

Preço do Petróleo

Os especialistas do Banco Mundial disseram que os países em desenvolvimento devem se beneficiar, em parte, pelo baixo preço do petróleo, por uma economia americana mais forte e pelas contínuas baixas nas taxas de juros.

O relatório mostrou que os países em desenvolvimento cresceram 4,4% no ano passado. A previsão para 2015 é de um avanço de 4,8% e de mais de 5% para os próximos dois anos.

O presidente do Banco, Jim Yong Kim, afirmou que “num ambiente de incertezas econômicas, os países em desenvolvimento precisam liberar seus recursos para apoiar programas sociais para os mais pobres e realizar reformas estruturais que invistam na população”.

Kim disse ainda que “é fundamental que os países removam barreiras contra os investimentos do setor privado”. Segundo ele, o setor privado é “de longe” a maior fonte de criação de empregos e que pode retirar milhões de pessoas da pobreza.

O relatório mostra ainda que as atividades econômicas nos Estados Unidos e no Reino Unido estão ganhando força. Mas os especialistas alertam que o avanço tem sido lento na Europa e no Japão.

A China registra uma desaceleração do crescimento que deve chegar a 7,1% neste ano em comparação aos 7,4% de 2014. O relatório do Banco Mundial diz que a economia chinesa deve continuar perdendo fôlego nos próximos dois anos com uma alta de 7% e 6,9% para 2016 e 2017, respectivamente.

FMI nomeia brasileira para vice-diretora gerente e chefe administrativa

O Fundo Monetário Internacional (FMI) nomeou ontem (14/01/15) a brasileira Carla Grosso para o posto de vice-diretora-gerente do órgão. Em comunicado, a chefe do FMI, Christine Lagarde, descreveu Grosso como uma “líder exemplar e dona de uma mente estratégica”.

Professora universitária, Carla Grosso serviu como secretária do gabinete da Presidência da República durante o governo Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, em meados dos anos 90.

Ela deve assumir o novo posto em 2 de fevereiro. No FMI, Grosso também será encarregada da pasta administrativa do órgão. O cargo foi criado para organizar o gerenciamento do FMI num momento de rápidas mudanças na economia global.

Segudo o FMI, Carla Grasso também tem cidadania italiana. Ela deverá coordenar o orçamento do órgão, recursos humanos, tecnologia e serviços gerais. A professora brasileira também será responsável pelo treinamento de funcionários da entidade financeira.

Após trabalhar na Presidência do Brasil, Carla Grosso tornou-se vice-presidente de recursos humanos da Vale, considerada uma das maiores mineradoras do mundo. Ela também atuou como consultora do Banco Mundial.

FONTE: Rádio ONU
Edgard Júnior e Mônica Villela Grayley

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Poucos sabem, mas, até os anos 1970, o Brasil era um grande importador de alimentos. Exportava café e açúcar, mas importava leite, manteiga, carnes, e até arroz e feijão. As famílias consumiam cerca de 40% da sua renda com alimentação. Nas últimas quatro décadas tudo mudou. Com investimentos em pesquisa e inovação e políticas públicas adequadas, o Brasil passou a produzir grande diversidade de alimentos com eficiência inigualável. A comida se tornou farta e mais barata: hoje gastamos algo como 16% da nossa renda com alimentação.

O Brasil realizou dois feitos importantes em tempo recorde: alcançou a segurança alimentar e projetou-se como importante provedor de alimentos para o mundo. Hoje cerca de 70% do que produzimos fica aqui, para alimentar a nossa gente, e os restantes 30% vão a cerca de 180 mercados ao redor do mundo. Em 2012 as exportações agrícolas ultrapassaram pela primeira vez a marca dos US$ 100 bilhões. Em 2013 o agronegócio brasileiro representou 22,8% do PIB e foi responsável por 32% de todos os empregos no país.

O nosso país se tornou essa potência agrícola graças a uma combinação virtuosa de esforços públicos e privados. Como em todo o mundo, também aqui a pesquisa pública funciona como uma “locomotiva limpa-trilhos” que vai adiante removendo obstáculos, para que em seguida venha a “locomotiva da inovação” do setor privado, encontrando caminho desimpedido para investir com segurança e determinação, concretizando o desenvolvimento desejado.

Hoje essa sinergia se torna ainda mais necessária em função do aumento da complexidade dos mercados e dos sistemas produtivos. Por isso, a busca do equilíbrio entre os esforços públicos e privados será um desafio cada vez maior para a inovação tecnológica. Se a pesquisa pública direcionar seus recursos para atuar em áreas atendidas com eficiência pelo setor privado, corre-se o risco de não serem combatidos problemas que só o setor público poderá enfrentar de forma adequada. Normalmente o setor privado não dedica esforço substancial à pesquisa e inovação de prazos longos, alto risco e resultados incertos.

Adaptação da agricultura às mudanças de clima é exemplo de desafio complexo que precisa ser tratado com prioridade pela pesquisa pública. Estima-se que, só na safra de 2013, o prejuízo do agronegócio brasileiro decorrente de problemas climáticos atingiu R$ 10 bilhões. Estudos da Unicamp e da Embrapa avaliam que estamos perdendo 2,5% do PIB agrícola a cada ano devido ao aquecimento global. Esses problemas irão se intensificar, trazendo riscos para todos os agricultores brasileiros — do familiar ao empresarial. Nossas plantas e animais precisam se adaptar a uma realidade de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

O Brasil investiu, nas últimas duas safras, R$ 9 bilhões numa política de promoção da agricultura de baixo carbono, assentada em práticas como a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta, a fixação biológica de nitrogênio e o manejo de resíduos, criadas ou aprimoradas pela pesquisa pública. Com sua capilaridade, a Embrapa se ocupa em organizar uma aliança de 400 pesquisadores que buscam alternativas para reduzir os prejuízos causados por alterações de clima.

Outra frente que demanda atenção da pesquisa pública é a defesa contra pragas e doenças. Temos quase 17 mil quilômetros de divisas terrestres, grande parte em florestas, mais de 7.300 quilômetros de fronteiras marítimas e um espaço aéreo de mais de oito milhões de quilômetros quadrados. Há cerca de 450 pragas e doenças de alto risco aguardando a chance de invadir o Brasil. É difícil conter as invasões de pragas e doenças ou prever qual delas chegará primeiro.

A pesquisa pública está atenta, para antecipar e responder a tais riscos. Além da constante busca de soluções para problemas já instalados, como a ferrugem da soja, o greening dos citros, a mosca-do-chifre e o carrapato bovino, há grande esforço para se desenvolver plantas resistentes a doenças devastadoras que ainda não chegaram aqui e que podem causar prejuízos enormes aos agricultores e à população. A Embrapa desenvolve um programa inédito de melhoramento genético preventivo, em parceria com órgãos de defesa agropecuária e de pesquisa, federais e estaduais, empresas privadas e associações de produtores, do Brasil e de outros países.

Mudanças climáticas e defesa agropecuária são exemplos dos diversos desafios complexos que estão sendo tratados pelas organizações públicas de pesquisa agropecuária no Brasil. É, portanto, importante que as nossas lideranças e a sociedade em geral compreendam e valorizem a pesquisa pública e colaborem para o seu fortalecimento. Este é o caminho seguro para que Brasil se mantenha na vanguarda do desenvolvimento tecnológico para a segurança alimentar e nutricional, tão necessário para a manutenção da paz no futuro.

AUTORIA

Maurício Antônio Lopes
Presidente da Embrapa

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O início de um novo ano estimula muitas pessoas a realizarem novos projetos e a procura por cursos de capacitação costuma aumentar. Diversas universidades brasileiras oferecem cursos online e gratuitos e muitos deles podem ser iniciados a qualquer momento. Pensando nisso, o Porvir fez uma seleção dos cursos oferecidos por renomadas instituições de ensino do país. Entre eles, destacam-se cursos voltados para educadores.

A Unisinos oferece, através do Veduca, capacitação sobre como fazer um jornal em sala de aula e iniciação em libras; a Fundação Getulio Vargas (FGV) disponibiliza cursos de sociologia e filosofia para professores do ensino médio e de sustentabilidade para os do ensino fundamental; e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre dislexia, como identificar alunos nesta condição e ajuda-los a aprender melhor.

Também tem formações para estudantes e interessados em geral. A Universidade de São Paulo (USP) abriu sete cursos de diversos temas, como ciência política, fundamentos da administração e física básica, por exemplo. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece nove Moocs de TI e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) disponibilizou 70 cursos, em sua própria plataforma.

Confira as oportunidades:

– USP

São oferecidos através do Veduca 7 cursos: fundamentos da administração, escrita científica, ética, eletromagnetismo, ciência política, física básica e probabilidade estatística.

– Unicamp

No total, são nove minicursos na área de tecnologia da informação disponibilizados pelo Centro de Computação da instituição, entre os temas abordados estão: CSS (Cascading Style Sheets), HTML Ilustrado e tecnologia XML.

– UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) disponibilizou no Veduca um curso sobre metodologia científica, que aborda a estrutura de uma monografia e elaboração de fundamentação teórica.

– Unesp

São 70 cursos disponibilizados na plataforma da instituição chamada Unesp Aberta, divididos em biológicas, exatas e humanas. Destacam-se cursos sobre didáticas e aprendizagem, de diversas disciplinas, como geografia e língua portuguesa, por exemplo.

Unisinos

São dois cursos no Veduca voltados para a capacitação de docentes. Um sobre como fazer um jornal em sala de aula e outro sobre iniciação em libras.

– UFMG

A universidade criou uma plataforma chamada Dislexia Brasil, que oferece conhecimentos básicos para professores sobre o tema, como a identificar e o que deve ser feito.

UnB
O curso de bioenergética, disponibilizado no Veduca, explica os fenômenos do organismo vivo, como as leis da termodinâmica, por exemplo.

– FGV

A instituição oferece cursos nas áreas de: direito, metodologia, sustentabilidade, inovação e empreendedorismo. Destacam-se os voltados para docentes do ensino médio sobre sociologia e filosofia e sobre sustentabilidade para os professores de ensino fundamental.

FONTE: Porvir

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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) abriu as inscrições para o processo da pós-graduação em Biotecnologia, nas modalidades mestrado acadêmico e doutorado. Os interessados têm até o dia 31 de janeiro de 2015 para se inscreverem na chamada pública.

Podem participar profissionais graduados nas áreas de Biologia, Biomedicina, Farmácia, Saúde, Física, Química ou outras relacionadas, de nacionalidade brasileira ou estrangeira. Serão disponibilizadas 20 vagas, sendo dez para cada modalidade. Os cursos de mestrado e doutorado terão a duração de 24 e 48 meses, respectivamente.

O processo seletivo será conduzido por uma comissão e constará de três etapas: análise da documentação, provas eliminatórias e avaliação da proposta de trabalho. As aulas serão ministradas nas dependências do Campus Xerém do Inmetro, no Rio de Janeiro.

Para mais informações, acesse aqui o edital na íntegra.

FONTE: Portal Inovação

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Com o encarecimento da energia elétrica gerada pelas termoelétricas e as dificuldades que atravessam as hidroelétricas, a energia solar ganhou grande repercussão no Brasil, sustentada pelo fato de o índice de radiação solar no Brasil ser um dos mais altos do mundo. Para se ter ideia, na região Nordeste, a irradiação solar varia de 5.700 a 6.100Wh/m² dia.

Para entender como esta energia renovável pode agir a favor do País, a Artliber Editora publicou o livro Energia Solar para Produção de Eletricidade, de autoria de Ricardo Aldabó.

Com 232 páginas, a obra proporciona a compressão básica dos temas eletricidade, energia solar fototérmica e energia solar fotovoltaica, além de mostrar como planejar um painel fotovoltaico, suas aplicações e configurações. As baterias e geradores de retaguarda, controladores de carga e tipos de inversores disponíveis também são assuntos tratados no neste livro.

Assim, Energia Solar para Produção de Eletricidade é uma leitura indicada para estudantes de nível médio e superior, instaladores, engenheiros, técnicos, arquitetos e outros profissionais que atuam na área de geração, distribuição, regulação e fiscalização de energia elétrica, que estejam interessados em aprender sobre esta energia limpa, seja por desejarem ser autoprodutores ou simplesmente reduzir a sua conta de energia.

O livro pode ser encontrado no site www.artliber.com.br e também nas principais livrarias do País.

FONTE: Jornal da Instalação

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Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

Com tanto calor, muita gente que está de folga aproveita para curtir uma praia ou um banho na beira dos rios pelo país afora. O problema é que o calor também acaba afetando os alimentos que consumimos. O Ministério da Saúde registra a cada ano 13 mil casos de intoxicação alimentar no país. Nessa época, que é a mais quente do ano, é registrado, em média, um aumento de 20% no número desse tipo de atendimento em prontos-socorros e hospitais do brasil, principalmente, por causa de intoxicações alimentares e ingestão de alimentos mal armazenados e estragados. No programa de hoje, vamos falar sobre os principais cuidados que você deve ter com os alimentos durante o verão. Em nosso estúdio Melanie Rodackie, endocrinologista, nutróloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também a estudante Júlia Neiva.

FONTE: Canal Futura

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A 18ª edição da revista Inovação em Pauta já pode ser acessada em formato flip book, no site da Finep. A reportagem de capa da publicação destrincha a tecnologia da certificação digital e mostra os avanços do Brasil na área. A própria Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já está em processo para adotar o método inovador, que oferece mais segurança e rapidez.

A revista traz também matérias sobre uma nova vacina brasileira para combater o câncer de próstata, a inauguração do primeiro aeromóvel do País, em Porto Alegre, entre outras. Destaque ainda para a entrevista exclusiva com o pesquisador britânico Kevin Ashton, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).

Lançada em dezembro de 2007, a Inovação em Pauta destaca projetos de sucesso apoiados pela Finep, além de artigos e entrevistas ligados ao tema inovação. Desde sua última edição, em julho de 2014, a revista passou a ser publicada exclusivamente em meio digital. Todas as edições estão disponíveis aqui.

Fonte: Portal Inovação

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A Casa Branca anunciou ontem (14/01/15), no âmbito da luta contra as alterações climáticas, um conjunto de medidas que visam a reduzir as emissões de metano, que representam perto de 10% dos gases de efeito estufa emitidos pelos Estados Unidos. O objetivo traçado pela administração norte-americana é reduzir as emissões de metano, ligadas à exploração e à distribuição de gás e de petróleo, entre 40% e 45% até 2025, em relação aos índices de 2012.

Com base em medidas já em vigor em vários estados, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) vai introduzir regulamentação específica para novas instalações petrolíferas e de gás, mas também para as estruturas que sejam alvo de alterações. A agência vai apresentar as propostas no verão deste ano, e a regulamentação definitiva deve entrar em vigor no ano que vem.

O presidente norte-americano, Barack Obama, também deve propor neste ano regras mais restritivas, que garantam a segurança dos gasodutos, o que deverá contribuir para a redução das emissões de metano. Destacando que a produção de petróleo nos Estados Unidos está no nível mais alto em quase 30 anos, e que o país é atualmente o maior produtor mundial de gás natural, a Casa Branca ressaltou a necessidade de serem tomadas medidas necessárias para limitar as emissões de metano – poderoso gás de efeito estufa.

Segundo a administração norte-americana, as emissões de metano, associadas à exploração de gás e de petróleo nos Estados Unidos, desceram 16% desde 1990, mas podem aumentar mais de 25% até 2025, caso não existam esforços adicionais.

As questões ambientais são uma área particularmente sensível no meio político dos Estados Unidos. Os republicanos, que controlam o Congresso norte-americano, após as eleições parlamentares de novembro, se opõem a qualquer nova lei. Alguns republicanos contestam a veracidade das alterações climáticas, enquanto outros rejeitam a responsabilidade das atividades humanas no aquecimento global do planeta.

Em dezembro deste ano será realizada em Paris a Cúpula do Clima, na qual a comunidade internacional deverá assumir compromissos concretos de redução de emissões de gases de efeito estufa, em novo acordo sobre combate às alterações climáticas para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997.

Fonte: Agência Lusa

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