O Organismo de Controle Social- OCS Ferrabraz, congrega agricultores ecologistas dos município de Sapiranga e Araricá, do Rio Grande do Sul. No Centro Ambiental de Sapiranga, eles participam de demonstrações sobre algumas técnicas de cultivo orgânico. Uma delas é a compostagem laminar, difundida pela Embrapa. Quem nos ensina a fazer este composto, são os técnicos da Emater/RS-Ascar Ana Trentin e Mateus Mello.

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FONTE: Emater/RS-Ascar

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Qual o impacto das oscilações naturais de longa e média durações na configuração climática? Como evoluiu, nos últimos 50 mil anos, aquela que é atualmente a maior floresta do mundo? Em que medida os dados do passado validam as projeções para o futuro?

Procurando respostas para estas perguntas, e para surpresa geral, pesquisadores brasileiros concluíram que a Floresta Amazônica adquiriu a exuberância que a caracteriza hoje em uma época extremamente recente, nos últimos 4 mil anos.

A pesquisa fez reconstituições do clima e do ambiente de milhares de anos atrás, no território que hoje é o Brasil, investigando o fundo de lagos e cavernas. Segundo o pesquisador Francisco William da Cruz Júnior, da Universidade de São Paulo (USP), esse tipo de pesquisa, que investiga o chamado “paleoclima”, poderá ajudar os climatologistas atuais em suas previsões das atuais mudanças climáticas.

“Hoje em dia, são bem conhecidos os ciclos de alta frequência, como os do El Niño e La Niña, que se repetem em intervalos de dois a sete anos. Mas existem ciclos naturais mais longos, que duram várias décadas, séculos ou até mesmo milênios, e há uma limitação estatística para detectá-los, pois nossas séries temporais não são extensas o suficiente, uma vez que dependem da idade das estações de coleta”, explicou Francisco.

O trabalho de Francisco consistiu em analisar amostras de cavernas (espeleotemas), mais especificamente de estalagmites, que foram datadas pelo método de decaimento radioativo do urânio para o tório e depois submetidas a análises geoquímicas. Já seu colega Renato Campello Cordeiro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), utilizou perfis sedimentares lacustres – o lodo parcialmente endurecido dos fundos dos lagos – e fez a datação das diversas seções dessas colunas mediante o método do carbono 14.

Mudanças climáticas passadas

De acordo com Cordeiro, o nível dos lagos existentes na Amazônia apresentou um movimento descendente no período que vai de 50 mil a 18 mil anos atrás. E muitos lagos secaram entre 25 mil e 18 mil anos, em função da última era glacial, quando o regime hidrológico global diminuiu com a retenção de água nas geleiras.

Depois, entre 15 mil e 8 mil anos atrás, o clima voltou a ficar mais úmido. E, entre 8 mil e 4 mil anos, ocorreu novamente um período de diminuição da umidade, chamado de “fase seca do Holoceno Médio”.

“Nessa fase, o clima foi extremamente variável, com épocas nas quais a floresta cresceu e outras em que sofreu intensos distúrbios, com a ocorrência de muitos incêndios. A partir de 4 mil anos – com períodos secos intercalados menos intensos que o do Holoceno Médio -, o clima tornou-se consistentemente mais úmido. Em especial nos últimos 400 anos, a floresta registrou um aumento expressivo em sua biomassa. Nas amostras mais recentes, percebemos o impacto da presença humana pelo grande aumento de partículas carbonizadas”, disse Cordeiro.

Passado desvendando o futuro

Tanto no caso dos espeleotemas de Francisco como dos perfis lacustres de Cordeiro, é a integração de uma grande massa de dados que possibilita construir cenários sobre o clima do passado. E, com base nisso, fornecer aportes valiosos para os modelos atuais.

“Nossa expectativa é determinar padrões naturais, para que aqueles que trabalham com modelos possam diferenciar tais ocorrências daquelas causadas por fatores antrópicos e entender o acoplamento de uma coisa com a outra,” resumiu Francisco.

“Começamos estudando os efeitos de fenômenos de longa duração, como os Ciclos de Milankovich, já bem descritos na literatura, que resultam de diferentes processos astronômicos [como a variação da distância Terra-Sol causada pelas interações gravitacionais da Terra com outros planetas e o Sol, gerando ciclos de precessão de 23 mil e 19 mil anos ]”, afirmou o pesquisador.

“Depois, transitamos para ciclos de variação climática mais curtos, de poucos milhares de anos, de séculos e de décadas, como a Oscilação Multidecadal do Atlântico, gerada por mudanças na circulação oceânica. O desafio é chegar a ciclos cada vez mais curtos, com alta recorrência na atualidade”, continuou.

“Em uma série temporal muito curta, a atual seca que aflige a região Sudeste do país tende a ser considerada um evento singular. Mas, com a incorporação de dados paleoclimáticos e a composição de séries mais longas, talvez possam ser detectados outros períodos de seca severa há centenas de anos. E, a partir disso, estimar o quanto a intervenção humana está magnificando os eventuais ciclos naturais.”

FONTE: Inovação Tecnológica

Com informações da Agência Fapesp

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Comprar, descartar e comprar novamente, em um tempo cada vez mais curto. O que para uns é o padrão da sociedade atual, para outros é também uma manipulação das indústrias em prol do consumo, a chamada obsolescência programada: os bens ficam velhos e obsoletos em um período de tempo cada vez mais curto. Para tentar se proteger dessa realidade e dar uma sobrevida à mercadoria, muitos consumidores optam pela chamada garantia estendida. Mas é preciso estar atento ao que diz o contrato e evitar se decepcionar quando precisar recorrer a ela. Vamos ver no quadro Direito da Gente de hoje. Reportagem de Raphael Leal.

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FONTE: Canal Futura

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O resultado da relação entre o volume da produção e a cotação média do produto – Valor Bruto da Produção (VBP) – da agropecuária mineira subiu 0,9% (R$ 44,7 bilhões), em 2014, em comparação com o resultado de 2013 (R$ 44,3 bilhões). A análise foi feita pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a partir dos dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O VBP do setor agropecuário em Minas Gerais, inclusive, correspondeu a 9,6% do valor gerado no país, que foi de R$ 463,9 bilhões.

De acordo com o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, este valor poderia ter sido superior se não tivessem ocorrido as reduções na produção das principais culturas como milho, soja, café e cana-de-açúcar. “A seca que atingiu o estado prejudicou a produção dessas culturas, que têm um peso expressivo sobre o cálculo do VBP agrícola”, explica.

No entanto, algumas culturas registraram contribuições positivas: trigo (34,9%); tomate (22,5%); café (16,8%); algodão em caroço (12%); laranja (8%); e mandioca (3,6%).

Na composição do VBP em 2014, a pecuária teve maior evolução em relação ao setor agrícola. De acordo com o superintendente da Seapa, enquanto o setor agrícola registrou crescimento de 0,2%, a pecuária aumentou 2,1% no ano passado. Os produtos pecuários que mais se destacaram foram: leite (12%), bovinos (2,5%) e ovos (7,8%).

VBP Pecuário

Por vários anos, o Valor Bruto da Produção era composto apenas pelo setor agrícola. Desde o ano passado, o atual secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Cruz Reis Filho, à época responsável pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, incorporou os dados do setor pecuário na composição do VBP, constituindo, dessa forma, o VBP agropecuário. O novo cálculo evidencia a importância da pecuária no agronegócio mineiro e brasileiro.

“Em Minas, a pecuária é responsável por 36,7% (R$ 16,40 bilhões) do VBP agropecuário. Isso é fruto da expressividade do setor, pois o estado tem a principal bacia leiteira, o segundo rebanho efetivo de bovinos, o quarto plantel de suínos, o quinto plantel de frangos e, em relação à produção de ovos, ocupamos a terceira posição”, pondera o secretário da Agricultura.

Em relação ao VBP da pecuária em 2015, a perspectiva tende a ser favorável em função da melhoria dos preços de bovinos frente à escassez da oferta. “Essa redução é consequência direta do aumento do abate de matrizes bovinas nos últimos anos, aliada à forte estiagem que prejudica as pastagens nas principais regiões produtoras”, registra o secretário João Cruz.

A previsão para 2015 do setor agrícola ainda é incerta, diante das interferências climáticas na definição da produtividade das cultura no estado, tendo em vista que até o momento as estimativas de produção estavam baseadas em condições climáticas favoráveis.

Números do VBP Agropecuário MG — 2014

Valor total: R$ 44,7 bilhões ( 0,9%)

Trigo: R$ 129 milhões ( 34,9%)
Café: R$ 9,61 bilhões ( 16,8%)
Algodão em caroço: R$ 196 milhões ( 12%)
Laranja: R$ 1,2 bilhões ( 8%)
Mandioca: R$ 270 milhões ( 3,6%)
Leite: R$ 7,2 bilhões ( 12%)
Bovinos: R$ 4,5 bilhões ( 2,5%)
Ovos: R$ 886 milhões ( 7,8%)
Milho: R$ 2,5 bilhões (-26,2%)
Soja: R$ 3,3 bilhões (-8,8%)

FONTE: Agência Minas

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O impacto da crise da água aparece pela primeira vez no topo da lista de riscos do Fórum Econômico Mundial, ao lado de conflitos entre Estados nacionais. Há nove anos o Fórum apresenta duas listas, elaboradas junto a 900 executivos e especialistas, com os principais riscos para o planeta nos próximos 10 anos. Uma lista dá conta dos riscos mais prováveis, enquanto a outra elenca os riscos de maior impacto.

No topo da lista de impactos mais temidos, a Crise da Água vem seguida por Rápida e Maciça Disseminação de Doenças Infecciosas e por Armas de Destruição em Massa.

“A urbanização aumentou o bem-estar social. Mas como as cidades se desenvolvem muito rapidamente, sua vulnerabilidade é maior também, e pandemias, colapsos nos sistemas de água, energia e transporte e o impacto das mudanças climáticas representam as maiores ameaças. Especialmente, em países emergentes”, disse Axel P. Lehmann, chefe da área de risco do Zurich Insurance Group.

Já na lista dos riscos mais prováveis, o item Conflitos entre Estados com Impacto Regional lidera o ranking, seguido por Eventos Climáticos Extremos e por Falhas na Administração Governamental.

Parceria em lugar da competição

“Vinte e cinco anos depois da queda do muro de Berlim, o mundo enfrenta novamente o risco de grandes conflitos entre Estados”, sublinha Margareta Drzeniek-Hanouz, economista do Fórum Econômico Mundial.

Ela afirma que no escopo dos conflitos não estão apenas guerras, mas também ataques cibernéticos, competição por recursos naturais e sanções e outras ferramentas econômicas.

“Para enfrentar estes problemas é preciso que o mundo volte ao caminho da parceria, em lugar da competição”, sugere.

Desde 2007, esta é a segunda vez em que um tópico ambiental lidera uma das duas listas.

Em 2011, Tempestades e Ciclones estavam no topo da lista de probabilidades, comumente liderada por assuntos econômicos, como Colapso no Preço de Ativos (2008, 2009, 2010) e Disparidade de Renda (2012, 2013, 2014).

A Crise da Água vem sendo citada entre os piores riscos de impacto global desde 2011. Esta lista sempre foi liderada por assunto econômicos, Crises Fiscais, Colapso no Preço de Ativos e Cri

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