Cientistas e agricultores estão trabalhando juntos no Peru para reduzir os impactos das mudanças climáticas ao produzirem biocarvão. Em um forno revestido de alumínio instalado no pátio da Estação Biológica de Villa Carmen, ao norte da cidade de Pillcopata, em Cusco, eles produzem o composto a partir da queima de bambu, abundante na região. Desde 2012, o biocarvão é usado em plantações de mandioca, milho, pimentão e cana-de-açúcar. De acordo com pesquisadores, o material mostrou-se capaz de aumentar a fertilidade do solo e favorecer o crescimento das plantas cultivadas.

No Brasil, pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC) de Campinas (SP) estão testando biocarvão produzido a partir de dejetos de galinha, lodo de esgoto e palha de cana-de-açúcar em altas temperaturas, também para finalidade agrícola e na retenção de metais pesados no solo.

A ideia de queimar fontes ricas em carbono para aumentar o estoque no solo e melhorar suas propriedades químicas, físicas e biológicas, surgiu a partir de estudos com terra preta em sítios pré-históricos da Amazônia Central. Em Cusco, localizado no Vale Sagrado dos Incas, o processo de produção de biocarvão é simples. “Aquecemos o forno a uma temperatura de 800 graus Celsius, limitando a entrada de oxigênio”, explica a agrônoma Yngrid Espinoza Villaruel, coordenadora de pesquisa agropecuária em Villa Carmen. “Em seguida, inserimos os bambus e os deixamos queimar por 5 horas. Depois, os resfriamos com água e os trituramos.”

A superfície porosa do biocarvão constitui um ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias que ajudam as plantas a absorver melhor os nutrientes do solo, segundo a pesquisadora. “Em contato com a terra, o biocarvão age como um ímã, atraindo nutrientes que aumentam a fertilidade do solo e favorecem o crescimento de diversas variedades de plantas”, explica.

Os bambus usados para produzir biocarvão em Villa Carmen são fornecidos pelos agricultores da região, que vendem as plantas aos pesquisadores por 1,5 soles cada (cerca de US$ 0,50). Os testes envolvendo a capacidade de fertilização do componente em cultivos de mandioca, milho, pimentão e cana-de-açúcar têm apresentado bons resultados, segundo os agricultores locais. “As plantas estão crescendo em áreas onde já não crescia mais nada”, explica Yhilbonio Farfán, um dos trabalhadores envolvidos com a produção de biocarvão em Villa Carmen, uma das estações de pesquisa gerenciadas pela Associação para a Conservação da Bacia Amazônica (ACCA, em espanhol). Ao todo, são necessárias aproximadamente 5 toneladas de biocarvão para fertilizar um hectare de terras agrícolas.

O mundo enfrenta hoje uma crise de conservação dos solos, segundo estudo publicado em 2014 pela Global Soil Forum (GSF), organização alemã dedicada à promoção do uso sustentável da terra ao redor do planeta. De acordo com o trabalho, a quantidade de solo fértil per capita caiu pela metade nos últimos 50 anos.

Uso ampliado

No Brasil, pesquisadores do IAC, além de estudarem o potencial do biocarvão como fertilizante agrícola, estão usando o material, produzido a partir de fontes diversas, para reter metais pesados no solo. Em um projeto financiado pela Fapesp e coordenado pela química Aline Coscione, do Centro de Solos e Recursos Agroambientais do IAC, eles tentam entender em que medida as altas temperaturas usadas na produção alteram a composição química do biocarvão e aumentam sua capacidade de reter metais pesados que contaminam o solo. O biocarvão é adicionado à terra com o objetivo de imobilizar os metais e reduzir sua transferência para a água, plantas e animais, incluindo o ser humano.

Em 2011, durante seu pós-doutorado no IAC, o engenheiro agrônomo Leônidas Carrijo Azevedo Melo, atualmente professor do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, avaliou os efeitos da temperatura na produção do biocarvão e na sua capacidade de retenção de dois tipos de metais pesados, cádmio e zinco. “Verificamos que o biocarvão produzido em temperaturas mais altas retém uma quantidade maior de metais pesados no solo que o biocarvão produzido em temperaturas mais baixas”, diz Melo. “Mas ainda estamos tentando entender os mecanismos envolvidos neste processo.”

Paralelamente, a agrônoma Cleide Aparecida de Abreu, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Solos e Recursos Ambientais do IAC, e sua aluna de doutorado, Aline Puga, analisaram os efeitos da aplicação de biocarvão de palha de cana-de-açúcar na recuperação de solos contaminados por metais pesados por conta da mineração e da aplicação de resíduos orgânicos. Resultados parciais indicam que a aplicação do material em solos contaminados poderia ajudar a diminuir a concentração de metais pesados nas plantas. “A aplicação de biocarvão de palha de cana-de-açúcar diminuiu a quantidade de cádmio, zinco e chumbo em solo contaminado pela mineração”, diz. “Também o material aumentou a quantidade de alguns nutrientes, como potássio e fósforo, e reduziu a absorção de cádmio, chumbo e zinco pelo feijão plantado em solos daquela área.”

A produção de biocarvão no Brasil e no Peru tem um objetivo maior. Em ambos os países os pesquisadores estão tentando melhorar as práticas agrícolas em escala local, já que a abertura de áreas florestais para agricultura e pecuária continua sendo um dos principais fatores associados ao desmatamento. “A prática da monocultura empobrece o solo. Logo, os agricultores passam a abrir novas áreas de cultivo, muitas vezes usando o fogo”, conta o peruano Farfán. Entre 2000 e 2012, o mundo perdeu aproximadamente 2,3 milhões de quilômetros quadrados (km2) de florestas — o equivalente ao território da Argentina —, enquanto o ganho de novas áreas florestais no mesmo período foi de apenas 800 mil km2.

As florestas tropicais da América Latina foram as que mais perderam áreas florestais, em grande parte devido ao desmatamento na região do Chaco, ecossistema que abrange uma área que se estende pela Bolívia, Paraguai, Brasil e Argentina. No total, esses quatro países, mais Colômbia, Peru, Venezuela, Chile e Equador, perderam 545.624 Km2 de áreas florestais.

O desmatamento na Amazônia peruana, especificamente, aumentou significativamente em 2013. Cerca de 145 mil hectares de floresta foram derrubadas em comparação à média de 113 mil hectares por ano desde 2001, segundo dados apresentados por Gustavo Suares de Freitas, do Programa de Conservação das Florestas para a Mitigação das Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente do Peru durante a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP20, realizada em dezembro na capital peruana Lima.

Além dos efeitos negativos do desmatamento, pesquisadores do Serviço Peruano de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (SERNANP) têm observado outro problema ambiental igualmente grave, não ligado necessariamente à perda da floresta nativa: as geleiras dos Andes peruanos perderam quase um quarto do seu volume nas últimas décadas. “A média de temperatura nos Andes subiu 0,8 graus ao longo do século passado e nos últimos 40 anos tem havido um aumento na frequência e intensidade do fenômeno El Niño”, diz Harol Miguel Alagón, do SERNANP.

O Peru abriga 71% das geleiras tropicais do mundo. Apenas em Cusco, são 508 km2 de gelo. No entanto, nos últimos 30 anos, a área das geleiras peruanas diminuiu 22%. A retração das geleiras Andinas do Paru pode ter forte impactos na região. “A maioria dessas geleiras são pequenas, menores que 2 km2”, explica Alagón. “No entanto, fornecem boa parte da água usada para sustentar a agricultura local e abastecer as cidades andinas — especialmente no outono e inverno, a época mais seca do ano — e produzir eletricidade”, conta.

FONTE: Revista Pesquisa Fapesp
Rodrigo de Oliveira Andrade – Jornalista

Rodrigo de Oliveira Andrade foi a Lima para a cobertura da COP20 com financiamento da Science e Development Network (SciDev.Net), do Reino Unido, e a Cusco a convite do Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente do Peru.

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Embora existam soros específicos para as diferentes espécies de cobras, o processo de produção de todos eles segue o mesmo padrão. Primeiro, o veneno da serpente é introduzido no organismo de um cavalo, que reage produzindo anticorpos. Estes são retirados do seu sangue e formam o soro antiofídico. A quantidade de peçonha inoculada não é capaz de matar o animal, porém frequentemente gera um processo inflamatório local, comprometendo seu estado geral de saúde e sua produção de células de defesa. O veterinário e pesquisador Marcelo Abrahão Strauch, do Instituto Vital Brazil (IVB), está à frente de um projeto que tem como objetivo diminuir as lesões e os edemas apresentados pelos equinos durante o processo de imunização.

Ele explica que diversas pesquisas – realizadas no Laboratório de Farmacologia das Toxinas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pelo professor Paulo de Assis Melo — vêm demonstrando que o extrato da planta Eclipta prostrata tem compostos ativos com propriedades antiofídicas, que poderiam diminuir a ação do veneno no organismo dos animais, sem comprometer o processo de produção de anticorpos. O estudo foi contemplado no edital Apoio à Inserção de Mestres e Doutores em Empresas Sediadas no Rio de Janeiro, da Faperj, sob a coordenação geral do professor e médico Antônio Joaquim Werneck de Castro, do IVB.

Para investigar os possíveis benefícios da Eclipta prostrata, Strauch conta que foram feitos dois experimentos. Em cada um deles, 24 cavalos foram divididos, aleatoriamente, em dois grupos: grupo controle, no qual o processo de imunização ocorreu somente com a introdução do veneno; e grupo tratado, no qual os animais foram inoculados com uma solução contendo veneno e uma mesma quantidade do extrato da planta. “Resumidamente, pudemos concluir que o grupo tratado apresentou 75% menos casos de edemas locais quando comparado com o grupo controle”, comemora o pesquisador.

Se por um lado se observou que a planta estudada é mesmo capaz de neutralizar em grande parte os efeitos locais do veneno, por outro surgiu a dúvida se isso atrapalharia a qualidade e a quantidade de anticorpos produzidos pelo organismo do cavalo. Como explica o pesquisador, o extrato tem um flavonoide que reduz a ação de algumas enzimas do veneno. “É tudo interação enzimática. Como o veneno é uma secreção da serpente, composta de enzimas e proteínas que em contato com o organismo prejudicam sua normalidade, atacando, por exemplo, a musculatura. Já o extrato, por sua vez, atua por interferir na atividade enzimática do veneno, reduzindo-lhe a atividade.” Strauch, no entanto, frisa que isso não atrapalha a produção de anticorpos. “Estando ativos ou atenuados, o sistema imune do animal é capaz de detectar a presença bioquímica dos constituintes do veneno e por isso produz anticorpos.”

O pesquisador conta que fizemos diversas análises bioquímicas com o plasma sanguíneo dos animais participantes do estudo e observaram que não houve prejuízos para a produção do soro antiofídico. Pelo contrário, as amostras de sangue dos cavalos sem qualquer tipo de lesão apresentaram maior concentração de anticorpos quando comparadas com as amostras dos animais que tiveram edemas ou abcessos. A possível explicação, segundo Strauch, é que sem um processo inflamatório, o animal fica mais saudável e com o sistema imunológico mais eficiente.

Para Strauch, os ataques de animais peçonhentos constituem um problema de saúde pública para os países em desenvolvimento, devido a alta incidência, gravidade e principalmente sequelas deixadas nos pacientes. “Estudos epidemiológicos mostram que, ao contrário do que se imagina, o número de acidentes ofídicos não tem sofrido queda significativa no Brasil, e ocorrem primariamente nas áreas rurais, onde trabalhadores e moradores estão constantemente expostos aos acidentes com serpentes. No País, ocorrem aproximadamente 30 mil acidentes desse tipo por ano, a maior incidência (89%) deles por serpentes do gênero Bothrops, como as cobras jararaca, jararacuçu, caiçaca, urutu e cotiara, todas peçonhentas”, relata o veterinário.

Segundo o pesquisador, as substâncias venenosas são compostas geralmente por proteínas e enzimas que interagem com o organismo atingido, podendo resultar em manifestações locais, como hemorragia, mionecrose e edema, além de efeitos sistêmicos, como falência cardiovascular, sangramento generalizado e insuficiência Renal. O tratamento recomendado há mais de um século é o emprego de soro polivalente ou soro específico, caso se identifique o gênero da serpente. “Embora o sistema de produção do soro antiofídico já esteja bem dominado pelos pesquisadores, ainda há desafios a serem enfrentados para melhorar todo o processo, e diversas estratégias têm sido aplicadas na tentativa de reduzir o dano tecidual nos cavalos. Nosso projeto traz resultados promissores nesse sentido e se firma como uma linha de pesquisa relevante tanto para a área veterinária quanto para a área médica”, conclui.

FONTE: Boletim da Faperj
Elena Mandarim – Jornalista

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A economia solidária prioriza o desenvolvimento sustentável, com inclusão social. Compreende diversas práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, Comércio Justo e consumo solidário. A meta do Plano Nacional de Economia Solidária é investir em financiamentos e capacitação para fortalecer os empreendimentos em todo o país.

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

FONTE: TV NBR

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O embargo imposto pela China às importações de carne e ovos dos Estados Unidos por tempo indeterminado pode favorecer os produtores mineiros. A China é a maior consumidora de carne de frango do mundo e a suspensão das compras de produtos dos EUA foi decidida após a confirmação, por parte do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), de casos de gripe do frango em três estados americanos: Washington, Califórnia e Oregon. Além da China, mais de 20 países, incluindo Coreia do Sul e a África do Sul, também já adotaram restrições à importação de aves de alguns estados dos EUA ou de todo o país. A China é responsável por 15% do consumo total de frango no mundo e, com o embargo, parte desta demanda poderá ser suprida por produtores mineiros.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o segundo maior produtor. Os EUA ocupam o segundo lugar em exportação. Segundo o superintende de Políticas e Economia Agrícola da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), João Ricardo Albanez, os avicultores mineiros devem ser beneficiados com o embargo chinês: “Temos um produto de qualidade e condições de aumentar a produção sem que isso impacte no mercado interno. Das 3,8 milhões de toneladas de frango exportadas pelo Brasil em 2014, 10,5%, 0,4 milhões de toneladas, saíram de Minas.” Minas é o sétimo maior estado produtor de produtos avícolas no Brasil.

As exportações dos agronegócios movimentaram no Brasil, em 2014, US$ 96,7 bilhões, sendo que as exportações de frango representaram 7,5%, num total de US$ 7,4 bilhões. Deste total, Minas Gerais respondeu por 8,37% das exportações em agronegócios, ou US$ 8,1 bilhões. A avicultura mineira representa 3,8% deste volume, somando US$ 311 milhões. A China representou no ano passado 0,3% do total de frango exportado pelo estado, ou cerca de US$ 3,2 milhões. As principais regiões produtoras de frango em Minas são Triângulo Mineiro, Centro-oeste e Zona da Mata. O embargo chinês aos produtos avícolas dos EUA abre, agora, espaço para que os produtores mineiros se consolidem no mercado interno do país asiático.

Ranking Avicultura

Mundo: 10,9 milhões de toneladas

1 º lugar – Brasil – 35%
2º lugar – EUA – 30,6%
3º lugar- União Europeia (28 países) – 10,1%
4º lugar – Tailândia – 5,2%
5º lugar – China 4,2%

Produção frango no Brasil (2013)

1º lugar – Paraná – 29,35%
2º lugar – Santa Catarina – 24,07 %
3º lugar- Rio Grande do Sul – 18,28%
4º lugar – São Paulo – 6,33%
5º lugar – Mato Grosso – 9,5%
6º lugar – Goiás – 5,58%
7º lugar – Minas Gerais – 4,78%

Mercado externo Mineiro

1º lugar – Arábia Saudita – 26,5%
2º lugar – Emirados Árabes – 15,1%
3º lugar- Iêmen – 8,2%
4º lugar – Catar – 4,5%
5º lugar – Kuait 4,1%

Para 56 outros países – 41,6%.

FONTE: Agência Minas

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O Programa Mais Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) foi criado em 2008 com o objetivo de modernizar propriedades da agricultura familiar e aumentar a produtividade e a produção de alimentos desse setor. Para falar sobre o assunto, o NBR Entrevista conversou com o coordenador da iniciativa, Marco Antônio Viana Leite.

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

FONTE: TV NBR

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Ao longo dos últimos 30 anos, câncer, doenças neurológicas, diabetes e disfunções reprodutivas cresceram muito. Como explicar esta epidemia preocupante, que afeta particularmente os países ditos “desenvolvidos”? É esta a premissa de “Nosso Veneno Cotidiano”, documentário da jornalista francesa Marie-Monique Robin que a TV Brasil apresenta a partir de amanhã (21/01/15), às 22 horas, em dois episódios no formato de telefilme.

Nesta primeira parte da produção, a diretora mostra os resultados de uma investigação de dois anos na América do Norte, Ásia e Europa. Com base em inúmeros estudos científicos, e também nos depoimentos de representantes de agências reguladoras, como a Food and Drug Administration (FDA) e a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA), Marie-Monique Robin descobriu que a principal causa da epidemia são os fatores ambientais.

A jornalista busca descobrir através dessas pesquisas quais são as consequências no organismo humano de uma agricultura viciada nos fitossanitários e de uma indústria alimentar ligada aos aditivos químicos

O documentário “Nosso Veneno Cotidiano” (2010) é o segundo filme da trilogia realizada por Marie-Monique Robin sobre contaminação alimentar que começou em 2008 com “O mundo segundo Monsanto”, sobre a gigante agroquímica americana Monsanto, e terminou com o longa “As Colheitas do Futuro” (2012), exibido pela TV Brasil no início deste ano, também em dois episódios.

Serviço

Documentário — Nosso Veneno Cotidiano
Estreia dia 21 de janeiro, às 22h, na TV Brasil

FONTE: Agência Brasil

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