Os líderes reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, debateram ontem (22/01/15) o papel das florestas para combater as mudanças climáticas. A chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Helen Clark, abriu a sessão “Reduzir o Desmatamento Tropical Relacionado a Commodities Agrícolas”.

Clark disse que “a conservação das florestas é crítica para a mitigação climática”. Segundo ela, essas regiões absorvem dióxido de carbono e fornecem uma variedade de serviços mas quando desmatadas se tornam fonte de emissões que causam o efeito estufa.

Segundo o Pnud, mais de 13 milhões de hectares de florestas são devastadas todos os anos, uma área que corresponde a três vezes o tamanho da Suíça. Essa ação contribui em até 20% das emissões de gases globais, ameaça o progresso econômico e o bem-estar humano.

Para Clark, a conservação é importante para manter 1,6 bilhão de pessoas que dependem das florestas para viver. Ela disse que lidar com o desmatamento pode resultar em várias vitórias, para o clima, para o desenvolvimento inclusivo e para o crescimento econômico. Outros beneficiados serão os pequenos agricultores e os povos indígenas.

Mas a chefe do Pnud afirmou que isso só será possível se todos os setores agirem em conjunto. Por isso, ela diz, manter todos os grupos engajados é crucial em Davos.

Helen Clark deu como exemplo o Fórum do ano passado quando os líderes decidiram avançar com uma cadeia de suprimentos originados de áreas livres de desmatamento.

Segundo ela, só para citar um exemplo, o resultado pôde ser visto no aumento de mais de 90% do comércio de óleo de palma.

FONTE

Rádio ONU

Edgard Júnior


Links referenciados

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
www.pnud.org.br

Fórum Econômico Mundial
www.weforum.org

Rádio ONU
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Pnud
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A minhocultura é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, esterco, etc) por meio da criação de minhocas com o intuito de produzir o húmus, um excelente adubo para a atividade agrícola. Pensando em difundir essa tecnologia, que ajuda a diminuir o lixo orgânico nas cidades e no campo, a Embrapa Roraima montou, em sua vitrine tecnológica, um minhocário.

O espaço servirá como ponto de transferência de tecnologia para que agricultores e interessados em geral possam conhecer as principais técnicas de criação de minhocas em pequenas propriedades. A iniciativa faz parte do projeto Arcoverde, que busca difundir modelos agrícolas sustentáveis para produtores da Região Norte do Brasil.

Segundo o agrônomo Silvio Levy Franco Araújo, a minhocultura é perfeitamente adaptada à pequena propriedade agrícola, pois possui um manejo simples. “Essa atividade tem como produto principal o húmus, que constitui um excelente fertilizante orgânico, capaz de melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo”, explica.

Mas a minhocultura não tem apenas essa utilidade. Além de fabricar o poderoso adubo, as minhocas também podem ser utilizadas para a alimentação animal e como isca para a pesca.

Acredita-se que no mundo existam mais de 8 mil espécies diferentes de minhocas. No Brasil, são conhecidas entre 240 e 260 espécies, sendo as mais utilizadas para a produção de húmus as minhocas Vermelha-da-Califórnia e a Gigante-Africana. Ambas estão sendo usadas no minhocário da Embrapa.

Os interessados em aprender um pouco mais sobre a minhocultura podem entrar em contato com o setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Roraima pelo telefone (95) 4009-7135 e agendar uma visita.

Minhocários

Existem vários tipos de minhocários, dos mais simples até os mais caros. Para agricultores familiares, que não pretendem vender comercialmente o húmus produzido, mas apenas utilizá-lo na propriedade, o mais indicado é fazer um minhocário de baixo custo e pouca manutenção.

Um folder da Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ) – disponibilizado neste link – mostra os principais aspectos para aqueles que desejam começar uma criação de minhocas e produção de húmus. Entre os pontos abordados estão: local ideal de construção do minhocário, técnicas de criação e manejo, comercialização e as principais fontes de matéria prima para produção de húmus.

Outra publicação da Embrapa que fala sobre a minhocultura para a agricultura familiar é a Circular Técnica 57 – clique aqui para baixar (arquivo PDF) -, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS).

Você sabia?

As minhocas não possuem olhos nem ouvidos e por isso seu sentido de direção não é muito bom. Sua movimentação é influenciada por células sensíveis à luz que existem em sua pele. Em geral, evitam a luz direta do sol, preferindo os ambientes sombreados e mais úmidos.

Contudo, as minhocas não toleram ambientes encharcados, pois sua respiração é feita pela pele. Em lugares onde há acúmulo excessivo de água, a tendência é de haver pouco oxigênio. Nestes casos, é comum vermos as minhocas saindo do solo para procurar locais mais secos.

FONTE

Embrapa Roraima

Clarice Rocha – Jornalista

Telefone: (95) 4009-7114

E-mail: roraima.imprensa@embrapa.br


Links referenciados

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Silvio Levy Franco Araújo
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Embrapa Clima Temperado
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Embrapa Agrobiologia
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Embrapa Roraima
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clique aqui
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/doc/746014/1/Circular57.pdf

neste link
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Embrapa
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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF) e a Universidade de Brasília (UnB) identificaram fragmentos de proteína (peptídeos) inéditos no café com efeito similar ao da morfina, ou seja, apresentam atividade analgésica e ansiolítica, com um diferencial positivo: maior tempo de duração desses efeitos em experimentos com camundongos. O pedido de patente de sete peptídeos identificados neste estudo foi encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) no dia 18 de agosto de 2014, sob o título de “Peptídeos opióides” (PI20140203524-BR).

A caracterização dessas moléculas faz parte da tese de doutorado do estudante Felipe Vinecky, desenvolvida no Departamento de Biologia Molecular da UnB e na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sob a coordenação do pesquisador Carlos Bloch Júnior. A identificação dos peptídeos se deu quando Felipe estava em busca de genes de café associados à melhoria da qualidade do produto, como parte de um projeto desenvolvido em parceria entre a Embrapa e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD, sigla em francês).

Ao analisar as sequências gênicas e correspondentes traduzidos protéicos, Felipe e Carlos Bloch observaram que algumas delas continham fragmentos internos (encriptados) com estruturas semelhantes a de alguns opióides endógenos de humanos, como por exemplo, a encefalina. Decidiram, então, sintetizar análogos estruturais para avaliar experimentalmente suas funções biológicas e efeitos fisiológicos em mamíferos.

Da mesma forma, um concentrado protéico presente no endosperma (maior parte da semente) do café foi submetido à digestão enzimática in vitro para simular o processo digestivo em humanos e, assim, deduzir como poderia ser o processo real de biodisponibilização e atividade final dessas moléculas dentro do organismo.

A partir dos análogos sintéticos, foram realizados testes com camundongos na Universidade de Brasília, que comprovaram ser o efeito similar ao da morfina. Foi demonstrado, porém, que o tempo de duração do efeito analgésico é significativamente superior, cerca de quatro horas. Além disso, nas condições experimentais avaliadas, não foram observados efeitos colaterais que merecessem registro. Outros experimentos mais direcionados a esse tipo de questão terão que ser executados para avaliar esse aspecto com o devido rigor cientifico.

Novo conceito em desenvolvimento: proteínas-mãe e peptídeos encriptados

O estudo de proteínas nas quais são identificados fragmentos internos funcionais (peptídeos encriptados) é parte de um novo conceito em desenvolvimento na área de biomoléculas que foi iniciado há mais de uma década pela equipe do Laboratório de Espectrometria de Massa da Unidade (LEM), patenteado em 2006 e publicado em 2012 (confira no endereço: http://ift.tt/1L4pqnE).

“Mal comparando, seria como uma Matrioshka (boneca russa) molecular. Dentro da molécula maior existem outras menores, porém com formas e atividades diferentes da maior de todas ou da maior imediatamente anterior”, explica Carlos Bloch. Tal metodologia foi desenvolvida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia a partir do conhecimento das vias bioquímicas de processamento, reparo e degradação de ácidos nucléicos e proteínas associado às técnicas de bioquímica analítica dominadas pela equipe do Laboratório.

Mais um resultado do genoma do café

É importante ressaltar que nada disso teria sido possível sem o sequenciamento do genoma funcional do café, em 2004, capitaneado pelo pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Alan Carvalho Andrade, que resultou num banco de dados com mais de 200 mil sequências gênicas, das quais cerca de 30 mil já estão identificadas.

O genoma do café foi uma iniciativa do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café) e Instituto Uniemp (Fórum permanente das relações Universidade-Empresa).

Esse banco fica à disposição das instituições de pesquisa e não é a primeira vez em que é utilizado com sucesso em prol de descobertas científicas importantes e pedidos de patente. Em 2010, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Eduardo Romano de Campos Pinto, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou genes de tolerância à seca, que podem ser transferidas a outras culturas, como cana, soja etc.

Em 2013 e 2014, dois pedidos de patentes de autoria de outra pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Juliana Dantas de Almeida, também foram encaminhados ao INPI. Neste caso, tratam-se de genes promotores capazes de otimizar o desenvolvimento de organismos geneticamente modificados, fazendo com que o gene inserido se expresse apenas em partes específicas das plantas, como flores, frutos etc, e não na planta inteira.

Enfim, o sequenciamento do genoma funcional do café abriu portas para inúmeros resultados científicos em prol da agropecuária e outros setores da economia, pois disponibilizou para a ciência um manancial rico e bem organizado de genes. “Essa biblioteca genética tem sido de extrema importância para as nossas pesquisas e já estamos em busca de outros resultados com diferentes parceiros públicos e privados”, informa Bloch.

Descoberta com potenciais para aplicações biotecnológicas

Os peptídeos apresentam potencial biotecnológico para aplicação nas indústrias alimentícia e de nutracêuticos. As características funcionais similares a atividades ansiolíticas e de aumento da saciedade podem ser de interesse nutricional e animal, contribuindo para o manejo animal humanitário aplicável à pecuária de corte, especialmente para atenuar o estresse prévio ao abate.

FONTE

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4769 e 3340-3672


Links referenciados

Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento
www.cirad.org.br

Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café
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Instituto Nacional de Propriedade Intelectual
www.inpi.gov.br

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
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ecnologia

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http://ift.tt/1L4pqnE

Universidade Federal do Rio de Janeiro
www.ufrj.br

Financiadora de Estudos e Projetos
www.finep.gov.br

Eduardo Romano de Campos Pinto
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Juliana Dantas de Almeida
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Universidade de Brasília
www.unb.br

Alan Carvalho Andrade
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Carlos Bloch Júnior
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Instituto Uniemp
www.uniemp.org.br

Felipe Vinecky
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Embrapa
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Os pesquisadores vinculados a qualquer uma das instituições do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA) terão até o dia 4 de março de 2015 para se inscrever no Concurso Frederico de Menezes Veiga, que é realizado em conjunto com a edição do Prêmio Frederico de Menezes Veiga 2015. O concurso também tem como tema “Inovações de Base Natural – Contribuições para Inserção da Agricultura na Nascente Bioeconomia”.

O objetivo é destacar a atuação da pesquisa numa área inovadora, a bioeconomia, que permite o uso de inovações biológicas aplicadas a produtos de uso comum. É uma vertente da economia baseada em biotecnologia e que tem permitido, por exemplo, transformar cana-de-açúcar em garrafas pet, produzir estofados de carro com material biodegradável, utilizar biossensores para monitorar a poluição, estudar os movimentos do beija-flor para fins de engenharia, aplicar biomateriais para reparar tecidos ósseos, preparar biofármacos para enfrentar doenças, produzir inimigos naturais para controlar pragas, tratar resíduos com microrganismos, substituir fibra sintética por polifenóis de coco dentre outras possibilidades.

Para se inscrever o pesquisador deverá preencher formulário on line disponível na página do Prêmio até às 20 horas, horário de Brasília, do dia 4 de março de 2015. Até esta data deverá também ser enviado o position paper, que deverá ser redigido em fonte Arial, tamanho 12, espaço simples, com no máximo 25 laudas. O limite máximo para o tamanho do arquivo é de 20 MB.

Serão aceitos trabalhos realizados em coautoria, cabendo aos coautores indicar, no ato da inscrição, aquele que os representará neste certame. A premiação será uma peça de arte simbólica, diploma e prêmio em dinheiro no valor de R$ 60.000,00.

Para acessar o edital publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 3 de dezembro de 2014: http://ift.tt/1CWARbk.

FONTE

Embrapa


Links referenciados

Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária
www.embrapa.br/snpa

http://ift.tt/1CWARbk
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a

Prêmio Frederico de Menezes Veiga 2015
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a

Diário Oficial da União
portal.in.gov.br

página do Prêmio
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Embrapa
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No primeiro dia do Fórum Econômico Mundial, o clima frio dos Alpes suíços contrasta com o calor dos debates sobre os principais desafios globais. Questões como o conflito no Leste da Ucrânia, a falta de recursos para combate ao ebola, a estagnação econômica da zona do euro e a urgência das mudanças climáticas fizeram parte da agenda na abertura do encontro em Davos.

Mais de 2,5 mil líderes políticos, homens de negócios, cientistas e formadores de opinião participam da 45ª edição do fórum, entre eles, alguns dos mais ricos do mundo. Nos quatro dias do evento, que termina amanhã (24/01/15), além do crescimento econômico, outra questão considerada prioritária é a redução da desigualdade, que afeta inclusive nações mais prósperas. Relatório da organização não governamental (ONG) britânica Oxfam, divulgado na véspera do evento, mostrou que, até o ano que vem, os 1% mais ricos do mundo terão mais posses que os outros 99% juntos.

Nos debates realizados no dia 21, líderes políticos de vários países abordaram o desafio do crescimento econômico. O premiê chinês, Li Keqiang, acredita que a China continuará sofrendo pressões este ano, mas assegurou que o governo está trabalhando em reformas estruturais para evitar a desaceleração da economia. Já o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, acha que a Europa precisa focar suas políticas na indução do crescimento, e não na austeridade e no controle da economia. “O futuro é hoje, não amanhã. Quero que a Itália seja um laboratório de inovação, não um museu”, disse ele.

O cenário, para muitos executivos, não é de otimismo. Levantamento feito com cerca de 1.300 homens de negócios de 77 países, pela consultoria PwC (sigla em inglês da PricewaterhouseCoopers), mostra que apenas 37% deles acham que a economia vai melhorar – 7% a menos que no ano passado. A pesquisa, divulgada na abertura do Fórum Econômico Mundial, mostra também que o interesse dos investidores pelo Brasil continua em queda – baixou de 15%, em 2013, para 12%, em 2014, e está em 10%.

Este ano, há expectativa de que temas como o terrorismo e os conflitos geopolíticos e religiosos, que marcam o atual contexto mundial, tomem parte significativa nos debates. Hoje, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, teve que deixar o evento antes do esperado, por causa do agravamento dos conflitos entre o Exército ucraniano e forças separatistas no Leste do país. Antes de deixar Davos, porém, ele fez um discurso pedindo que a Rússia retire suas tropas do território ucraniano e pare de apoiar grupos rebeldes, cumprindo o Acordo de Minsk, assinado em setembro do ano passado.

Nas mudanças climáticas, o destaque desta foi para o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, que acompanhado pelo rapper norte-americano Pharrell Williams, anunciou mais uma edição do concerto musical Live Earth (a última foi em 2007) no dia 18 de junho, em seis cidades: Paris, Nova York, Rio de Janeiro, Pequim, Sydney e Cidade do Cabo, com uma edição especial na Antártida.

O objetivo é elevar a urgente questão das mudanças climáticas para o topo da agenda mundial, às vésperas da 21ª Conferência do Clima, em Paris, no mês de dezembro. “Queremos ter 1 bilhão de vozes e uma só mensagem. Queremos ação climática agora”, disse Al Gore.

FONTE

Agência Brasil
Giselle Garcia – Correspondente
Stênio Ribeiro – Edição


Links referenciados

21ª Conferência do Clima
www.cop21.gouv.fr/es

Fórum Econômico Mundial
www.weforum.org

PricewaterhouseCoopers
www.pwc.com.br

Agência Brasil
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Live Earth
liveearth.org

Oxfam
www.oxfam.org

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Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou no dia 21 de janeiro de 2015 a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano. O órgão manteve o ritmo do aperto monetário. Na reunião anterior, no início de dezembro, a taxa também tinha sido reajustada em 0,5 ponto.

Com o reajuste, a Selic chega ao maior percentual desde agosto de 2011, quando estava em 12,5% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o centro da meta de inflação corresponde a 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).

Em comunicado, o Copom informou que a decisão levou em conta o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação. A reunião durou cerca de três horas e começou por volta das 16h15, uma hora antes do habitual, por causa da viagem do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , o IPCA somou 6,41% em 2014. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, o IPCA encerrará 2015 em 6,67%, acima do teto da meta. A projeção deve subir nas próximas semanas por causa dos aumentos da energia, dos combustíveis e da alta de tributos sobre produtos importados anunciados recentemente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que ainda está sob efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato. De acordo com o boletim Focus, analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Ministro admite possibilidade de recessão no primeiro trimestre deste ano

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu a possibilidade de o país registrar contração econômica no primeiro trimestre de 2015, mas ponderou que a recessão deve ser momentânea. “Um trimestre de recessão não quer dizer nada em termos de crescimento”, destacou.

Para o ministro, a recuperação da credibilidade e da confiança no país impulsionará o investimento e ajudará a preservar o emprego e o consumo nos meses seguintes. Ele participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e minimizou o impacto das medidas de ajuste fiscal anunciadas no dia 19 de janeiro na produção e no consumo em 2015, pois considera que os efeitos dos cortes de gastos e do aumento de tributos devem limitar-se aos primeiros meses de 2015.

Levy também informou que o governo deverá continuar a fazer ajustes para retomar o crescimento. Segundo ele, as medidas de corte de gastos e de aumento de tributos anunciadas nas últimas semanas são apenas o primeiro passo para reequilibrar a economia.

“Para o investidor internacional, é importante saber que não trabalhamos no curtíssimo prazo. Não estamos aqui procurando fazer remendos, estamos arrumando a casa para garantir crescimento sólido”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas brasileiros na Suíça. A gravação da entrevista foi divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda.

FONTE

Agência Brasil
Wellton Máximo — Repórter
Luana Lourenço e Jorge Wamburg – Edição


Links referenciados

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
www.ibge.gov.br

Sistema Especial de Liquidação e Custódia
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Comitê de Política Monetária
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Fórum Econômico Mundial
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Produto Interno Bruto
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uto

Agência Brasil
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Banco Central
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Copom
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Selic
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A minhocultura é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, esterco, etc) por meio da criação de minhocas com o intuito de produzir o húmus, um excelente adubo para a atividade agrícola. Pensando em difundir essa tecnologia, que ajuda a diminuir o lixo orgânico nas cidades e no campo, a Embrapa Roraima montou, em sua vitrine tecnológica, um minhocário.

O espaço servirá como ponto de transferência de tecnologia para que agricultores e interessados em geral possam conhecer as principais técnicas de criação de minhocas em pequenas propriedades. A iniciativa faz parte do projeto Arcoverde, que busca difundir modelos agrícolas sustentáveis para produtores da Região Norte do Brasil.

Segundo o agrônomo Silvio Levy Franco Araújo, a minhocultura é perfeitamente adaptada à pequena propriedade agrícola, pois possui um manejo simples. “Essa atividade tem como produto principal o húmus, que constitui um excelente fertilizante orgânico, capaz de melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo”, explica.

Mas a minhocultura não tem apenas essa utilidade. Além de fabricar o poderoso adubo, as minhocas também podem ser utilizadas para a alimentação animal e como isca para a pesca.

Acredita-se que no mundo existam mais de 8 mil espécies diferentes de minhocas. No Brasil, são conhecidas entre 240 e 260 espécies, sendo as mais utilizadas para a produção de húmus as minhocas Vermelha-da-Califórnia e a Gigante-Africana. Ambas estão sendo usadas no minhocário da Embrapa.

Os interessados em aprender um pouco mais sobre a minhocultura podem entrar em contato com o setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Roraima pelo telefone (95) 4009-7135 e agendar uma visita.

Minhocários

Existem vários tipos de minhocários, dos mais simples até os mais caros. Para agricultores familiares, que não pretendem vender comercialmente o húmus produzido, mas apenas utilizá-lo na propriedade, o mais indicado é fazer um minhocário de baixo custo e pouca manutenção.

Um folder da Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ) – disponibilizado neste link – mostra os principais aspectos para aqueles que desejam começar uma criação de minhocas e produção de húmus. Entre os pontos abordados estão: local ideal de construção do minhocário, técnicas de criação e manejo, comercialização e as principais fontes de matéria prima para produção de húmus.

Outra publicação da Embrapa que fala sobre a minhocultura para a agricultura familiar é a Circular Técnica 57 – clique aqui para baixar (arquivo PDF) -, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS).

Você sabia?

As minhocas não possuem olhos nem ouvidos e por isso seu sentido de direção não é muito bom. Sua movimentação é influenciada por células sensíveis à luz que existem em sua pele. Em geral, evitam a luz direta do sol, preferindo os ambientes sombreados e mais úmidos.

Contudo, as minhocas não toleram ambientes encharcados, pois sua respiração é feita pela pele. Em lugares onde há acúmulo excessivo de água, a tendência é de haver pouco oxigênio. Nestes casos, é comum vermos as minhocas saindo do solo para procurar locais mais secos.

FONTE: Embrapa Roraima
Clarice Rocha – Jornalista
Telefone: (95) 4009-7114
E-mail: roraima.imprensa@embrapa.br

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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF) e a Universidade de Brasília (UnB) identificaram fragmentos de proteína (peptídeos) inéditos no café com efeito similar ao da morfina, ou seja, apresentam atividade analgésica e ansiolítica, com um diferencial positivo: maior tempo de duração desses efeitos em experimentos com camundongos. O pedido de patente de sete peptídeos identificados neste estudo foi encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) no dia 18 de agosto de 2014, sob o título de “Peptídeos opióides” (PI20140203524-BR).

A caracterização dessas moléculas faz parte da tese de doutorado do estudante Felipe Vinecky, desenvolvida no Departamento de Biologia Molecular da UnB e na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sob a coordenação do pesquisador Carlos Bloch Júnior. A identificação dos peptídeos se deu quando Felipe estava em busca de genes de café associados à melhoria da qualidade do produto, como parte de um projeto desenvolvido em parceria entre a Embrapa e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD, sigla em francês).

Ao analisar as sequências gênicas e correspondentes traduzidos protéicos, Felipe e Carlos Bloch observaram que algumas delas continham fragmentos internos (encriptados) com estruturas semelhantes a de alguns opióides endógenos de humanos, como por exemplo, a encefalina. Decidiram, então, sintetizar análogos estruturais para avaliar experimentalmente suas funções biológicas e efeitos fisiológicos em mamíferos.

Da mesma forma, um concentrado protéico presente no endosperma (maior parte da semente) do café foi submetido à digestão enzimática in vitro para simular o processo digestivo em humanos e, assim, deduzir como poderia ser o processo real de biodisponibilização e atividade final dessas moléculas dentro do organismo.

A partir dos análogos sintéticos, foram realizados testes com camundongos na Universidade de Brasília, que comprovaram ser o efeito similar ao da morfina. Foi demonstrado, porém, que o tempo de duração do efeito analgésico é significativamente superior, cerca de quatro horas. Além disso, nas condições experimentais avaliadas, não foram observados efeitos colaterais que merecessem registro. Outros experimentos mais direcionados a esse tipo de questão terão que ser executados para avaliar esse aspecto com o devido rigor cientifico.

Novo conceito em desenvolvimento: proteínas-mãe e peptídeos encriptados

O estudo de proteínas nas quais são identificados fragmentos internos funcionais (peptídeos encriptados) é parte de um novo conceito em desenvolvimento na área de biomoléculas que foi iniciado há mais de uma década pela equipe do Laboratório de Espectrometria de Massa da Unidade (LEM), patenteado em 2006 e publicado em 2012 (confira no endereço: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23029273).

“Mal comparando, seria como uma Matrioshka (boneca russa) molecular. Dentro da molécula maior existem outras menores, porém com formas e atividades diferentes da maior de todas ou da maior imediatamente anterior”, explica Carlos Bloch. Tal metodologia foi desenvolvida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia a partir do conhecimento das vias bioquímicas de processamento, reparo e degradação de ácidos nucléicos e proteínas associado às técnicas de bioquímica analítica dominadas pela equipe do Laboratório.

Mais um resultado do genoma do café

É importante ressaltar que nada disso teria sido possível sem o sequenciamento do genoma funcional do café, em 2004, capitaneado pelo pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Alan Carvalho Andrade, que resultou num banco de dados com mais de 200 mil sequências gênicas, das quais cerca de 30 mil já estão identificadas.

O genoma do café foi uma iniciativa do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café) e Instituto Uniemp (Fórum permanente das relações Universidade-Empresa).

Esse banco fica à disposição das instituições de pesquisa e não é a primeira vez em que é utilizado com sucesso em prol de descobertas científicas importantes e pedidos de patente. Em 2010, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Eduardo Romano de Campos Pinto, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou genes de tolerância à seca, que podem ser transferidas a outras culturas, como cana, soja etc.

Em 2013 e 2014, dois pedidos de patentes de autoria de outra pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Juliana Dantas de Almeida, também foram encaminhados ao INPI. Neste caso, tratam-se de genes promotores capazes de otimizar o desenvolvimento de organismos geneticamente modificados, fazendo com que o gene inserido se expresse apenas em partes específicas das plantas, como flores, frutos etc, e não na planta inteira.

Enfim, o sequenciamento do genoma funcional do café abriu portas para inúmeros resultados científicos em prol da agropecuária e outros setores da economia, pois disponibilizou para a ciência um manancial rico e bem organizado de genes. “Essa biblioteca genética tem sido de extrema importância para as nossas pesquisas e já estamos em busca de outros resultados com diferentes parceiros públicos e privados”, informa Bloch.

Descoberta com potenciais para aplicações biotecnológicas

Os peptídeos apresentam potencial biotecnológico para aplicação nas indústrias alimentícia e de nutracêuticos. As características funcionais similares a atividades ansiolíticas e de aumento da saciedade podem ser de interesse nutricional e animal, contribuindo para o manejo animal humanitário aplicável à pecuária de corte, especialmente para atenuar o estresse prévio ao abate.

FONTE: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fernanda Diniz – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4769 e 3340-3672

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Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou no dia 21 de janeiro de 2015 a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano. O órgão manteve o ritmo do aperto monetário. Na reunião anterior, no início de dezembro, a taxa também tinha sido reajustada em 0,5 ponto.

Com o reajuste, a Selic chega ao maior percentual desde agosto de 2011, quando estava em 12,5% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o centro da meta de inflação corresponde a 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).

Em comunicado, o Copom informou que a decisão levou em conta o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação. A reunião durou cerca de três horas e começou por volta das 16h15, uma hora antes do habitual, por causa da viagem do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , o IPCA somou 6,41% em 2014. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, o IPCA encerrará 2015 em 6,67%, acima do teto da meta. A projeção deve subir nas próximas semanas por causa dos aumentos da energia, dos combustíveis e da alta de tributos sobre produtos importados anunciados recentemente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que ainda está sob efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato. De acordo com o boletim Focus, analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Ministro admite possibilidade de recessão no primeiro trimestre deste ano

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu a possibilidade de o país registrar contração econômica no primeiro trimestre de 2015, mas ponderou que a recessão deve ser momentânea. “Um trimestre de recessão não quer dizer nada em termos de crescimento”, destacou.

Para o ministro, a recuperação da credibilidade e da confiança no país impulsionará o investimento e ajudará a preservar o emprego e o consumo nos meses seguintes. Ele participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e minimizou o impacto das medidas de ajuste fiscal anunciadas no dia 19 de janeiro na produção e no consumo em 2015, pois considera que os efeitos dos cortes de gastos e do aumento de tributos devem limitar-se aos primeiros meses de 2015.

Levy também informou que o governo deverá continuar a fazer ajustes para retomar o crescimento. Segundo ele, as medidas de corte de gastos e de aumento de tributos anunciadas nas últimas semanas são apenas o primeiro passo para reequilibrar a economia.

“Para o investidor internacional, é importante saber que não trabalhamos no curtíssimo prazo. Não estamos aqui procurando fazer remendos, estamos arrumando a casa para garantir crescimento sólido”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas brasileiros na Suíça. A gravação da entrevista foi divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda.

FONTE: Agência Brasil
Wellton Máximo — Repórter
Luana Lourenço e Jorge Wamburg – Edição

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No primeiro dia do Fórum Econômico Mundial, o clima frio dos Alpes suíços contrasta com o calor dos debates sobre os principais desafios globais. Questões como o conflito no Leste da Ucrânia, a falta de recursos para combate ao ebola, a estagnação econômica da zona do euro e a urgência das mudanças climáticas fizeram parte da agenda na abertura do encontro em Davos.

Mais de 2,5 mil líderes políticos, homens de negócios, cientistas e formadores de opinião participam da 45ª edição do fórum, entre eles, alguns dos mais ricos do mundo. Nos quatro dias do evento, que termina amanhã (24/01/15), além do crescimento econômico, outra questão considerada prioritária é a redução da desigualdade, que afeta inclusive nações mais prósperas. Relatório da organização não governamental (ONG) britânica Oxfam, divulgado na véspera do evento, mostrou que, até o ano que vem, os 1% mais ricos do mundo terão mais posses que os outros 99% juntos.

Nos debates realizados no dia 21, líderes políticos de vários países abordaram o desafio do crescimento econômico. O premiê chinês, Li Keqiang, acredita que a China continuará sofrendo pressões este ano, mas assegurou que o governo está trabalhando em reformas estruturais para evitar a desaceleração da economia. Já o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, acha que a Europa precisa focar suas políticas na indução do crescimento, e não na austeridade e no controle da economia. “O futuro é hoje, não amanhã. Quero que a Itália seja um laboratório de inovação, não um museu”, disse ele.

O cenário, para muitos executivos, não é de otimismo. Levantamento feito com cerca de 1.300 homens de negócios de 77 países, pela consultoria PwC (sigla em inglês da PricewaterhouseCoopers), mostra que apenas 37% deles acham que a economia vai melhorar – 7% a menos que no ano passado. A pesquisa, divulgada na abertura do Fórum Econômico Mundial, mostra também que o interesse dos investidores pelo Brasil continua em queda – baixou de 15%, em 2013, para 12%, em 2014, e está em 10%.

Este ano, há expectativa de que temas como o terrorismo e os conflitos geopolíticos e religiosos, que marcam o atual contexto mundial, tomem parte significativa nos debates. Hoje, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, teve que deixar o evento antes do esperado, por causa do agravamento dos conflitos entre o Exército ucraniano e forças separatistas no Leste do país. Antes de deixar Davos, porém, ele fez um discurso pedindo que a Rússia retire suas tropas do território ucraniano e pare de apoiar grupos rebeldes, cumprindo o Acordo de Minsk, assinado em setembro do ano passado.

Nas mudanças climáticas, o destaque desta foi para o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, que acompanhado pelo rapper norte-americano Pharrell Williams, anunciou mais uma edição do concerto musical Live Earth (a última foi em 2007) no dia 18 de junho, em seis cidades: Paris, Nova York, Rio de Janeiro, Pequim, Sydney e Cidade do Cabo, com uma edição especial na Antártida.

O objetivo é elevar a urgente questão das mudanças climáticas para o topo da agenda mundial, às vésperas da 21ª Conferência do Clima, em Paris, no mês de dezembro. “Queremos ter 1 bilhão de vozes e uma só mensagem. Queremos ação climática agora”, disse Al Gore.

FONTE: Agência Brasil
Giselle Garcia – Correspondente
Stênio Ribeiro – Edição

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Os líderes reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, debateram ontem (22/01/15) o papel das florestas para combater as mudanças climáticas. A chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Helen Clark, abriu a sessão “Reduzir o Desmatamento Tropical Relacionado a Commodities Agrícolas”.

Clark disse que “a conservação das florestas é crítica para a mitigação climática”. Segundo ela, essas regiões absorvem dióxido de carbono e fornecem uma variedade de serviços mas quando desmatadas se tornam fonte de emissões que causam o efeito estufa.

Segundo o Pnud, mais de 13 milhões de hectares de florestas são devastadas todos os anos, uma área que corresponde a três vezes o tamanho da Suíça. Essa ação contribui em até 20% das emissões de gases globais, ameaça o progresso econômico e o bem-estar humano.

Para Clark, a conservação é importante para manter 1,6 bilhão de pessoas que dependem das florestas para viver. Ela disse que lidar com o desmatamento pode resultar em várias vitórias, para o clima, para o desenvolvimento inclusivo e para o crescimento econômico. Outros beneficiados serão os pequenos agricultores e os povos indígenas.

Mas a chefe do Pnud afirmou que isso só será possível se todos os setores agirem em conjunto. Por isso, ela diz, manter todos os grupos engajados é crucial em Davos.

Helen Clark deu como exemplo o Fórum do ano passado quando os líderes decidiram avançar com uma cadeia de suprimentos originados de áreas livres de desmatamento.

Segundo ela, só para citar um exemplo, o resultado pôde ser visto no aumento de mais de 90% do comércio de óleo de palma.

FONTE: Rádio ONU
Edgard Júnior

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Os pesquisadores vinculados a qualquer uma das instituições do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA) terão até o dia 4 de março de 2015 para se inscrever no Concurso Frederico de Menezes Veiga, que é realizado em conjunto com a edição do Prêmio Frederico de Menezes Veiga 2015. O concurso também tem como tema “Inovações de Base Natural – Contribuições para Inserção da Agricultura na Nascente Bioeconomia”.

O objetivo é destacar a atuação da pesquisa numa área inovadora, a bioeconomia, que permite o uso de inovações biológicas aplicadas a produtos de uso comum. É uma vertente da economia baseada em biotecnologia e que tem permitido, por exemplo, transformar cana-de-açúcar em garrafas pet, produzir estofados de carro com material biodegradável, utilizar biossensores para monitorar a poluição, estudar os movimentos do beija-flor para fins de engenharia, aplicar biomateriais para reparar tecidos ósseos, preparar biofármacos para enfrentar doenças, produzir inimigos naturais para controlar pragas, tratar resíduos com microrganismos, substituir fibra sintética por polifenóis de coco dentre outras possibilidades.

Para se inscrever o pesquisador deverá preencher formulário on line disponível na página do Prêmio até às 20 horas, horário de Brasília, do dia 4 de março de 2015. Até esta data deverá também ser enviado o position paper, que deverá ser redigido em fonte Arial, tamanho 12, espaço simples, com no máximo 25 laudas. O limite máximo para o tamanho do arquivo é de 20 MB.

Serão aceitos trabalhos realizados em coautoria, cabendo aos coautores indicar, no ato da inscrição, aquele que os representará neste certame. A premiação será uma peça de arte simbólica, diploma e prêmio em dinheiro no valor de R$ 60.000,00.

Para acessar o edital publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 3 de dezembro de 2014: www.embrapa.br/frederico-de-menezes-veiga.

FONTE: Embrapa

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Os alertas de desmatamento apurados no período entre agosto e dezembro de 2014 mostram um padrão: são 5 meses seguidos de aumento, 4 deles com taxas acima de 100%. No contexto, o resultado de dezembro de 2014 foi o menos ruim: os dados da ONG Imazon apontam apontam 95 quilômetros quadrados de perda contra 56 em dezembro/2013, um crescimento de 70%. O Imazon faz monitoramento independente do desmatamento na Amazônia Legal.

Os aumentos foram: agosto, 136%; setembro, 290%; outubro, 247%; novembro, 467% (o maior pico); e dezembro, 70%, a menor taxa do período (veja gráfico acima). Agosto é o mês em que começa o ano-calendário de medição do desmatamento na Amazônia Legal, que vai até julho do ano seguinte, neste caso, 2015.

Ao todo, nesse período de 5 meses, a derrubada de floresta atingiu 1.373 quilômetros quadrados, contra 424 detectados no mesmo período anterior (agosto-dezembro/2013), uma subida de 224%.
Desmate por estados e municípios.

Na divisão entre os estados, Mato Grosso e Pará se destacam. Juntos, eles respondem por cerca de 80% do total. O Mato Grosso representa 52% da perda de floresta (50 km²), seguido do Pará 27% (ou 26 km²), Roraima 12% (ou 11 km²) e Rondônia 9% (ou 8 km²).

A tabela abaixo mostra a área desmatada nos períodos agosto-dezembro/2013 e agosto-dezembro/2014. No acumulado destes últimos 5 meses, em termos de área absoluta desmatada, o Pará vence o Mato Grosso por um triz, 369 km2 contra 362 km2. Em compensação em percentual de aumento contra o mesmo período anterior, Mato Grosso está muito à frente, com 610% de crescimento contra 262% do Pará. O único estado que apresentou variação negativa foi Tocantins (veja tabela abaixo).

Os municípios que aparecem na ranking dos 10 maiores desmatadores em dezembro foram responsáveis pela perda de 56 km² de florestas, 60% de um total de 95 km². Entre os 10 municípios que mais desmataram, Feliz Natal (MT), Portel (PA), Vilhena (RO) e Rorainópolis (RR) lideram o ranking.

Mato Grosso aparece 5 vezes na lista (Feliz Natal, Nova Maringá, Alta Floresta, Tapuraf e Itaúba), contra 3 do Pará (Portel, Ipixuna do Pará e Goianésia do Pará), 1 de Rondônia (Vilhena) e 1 de Roraima (Rorainópolis).

Para saber mais

Acesse aqui Boletim do Desmatamento do SAD – Dezembro 2014 (arquivo PDF) produzido pelo Imazon

FONTE: O Eco

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O programa tem como objetivo chamar a atenção para o controle de agentes que vivem no solo e causa da doença branco mofo e podridão da raiz (Rhizoctonia e Fusarium). Com legendas em espanhol e inglês.

Legendas em espanhol:

El objetivo del programa es llamar la atención sobre el control de los agentes habitantes del suelo y la causa de la enfermedad del moho blanco y la pudrición de raíces (Rhizoctonia y Fusarium).

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

Legendas em inglês:

The programs goal is to draw attention to the control of agents inhabitants of the soil and cause of white mold disease and root rot (Rhizoctonia and Fusarium).

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

FONTE: Dia de Campo na TV

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Foi anunciada no dia 21 de janeiro de 2015 a versão para navegador do WhatsApp – o popular app de troca de mensagens. Os usuários que tiverem recebido a atualização podem acessar este link, apenas através do Chrome, e receber um QR code. Quando exposto ao celular, o código vai permitir que as mensagens do app sejam espelhadas na ferramenta online.

“Nossa ferramenta para web é uma extensão do seu telefone: o web browser espelha as conversas e mensagens do seu smartphone – isso significa que todas suas mensagens ainda são centralizadas no seu celular”, contou o CEO da empresa, Jan Koum.

Em um primeiro momento, apenas usuários de Android, Blackberry, Nokia S60 e Windows Phone têm acesso à atualização. De acordo com Koum, aparelhos da Apple apresentam problemas de compatibilidade com a ferramenta e, por hora, não têm a funcionalidade.

FONTE: Revista Galileu

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