Diante da mais grave crise hídrica de toda a história do país, o debate sobre as alternativas emergenciais já não exclui a hipótese de racionamento da oferta de água nas principais regiões metropolitanas, a começar pela região Sudeste. Apelos por ajuda à população também se multiplicam, assim como campanhas para que as pessoas economizem água.

Cada gota de água poupada é importante e gestos simples devem ser estimulados, como o fim de banhos demorados e a suspensão da lavagem de calçadas e carros. É necessário lembrar, porém, que os domicílios recebem apenas 10% da água coletada e tratada e que estudos indicam um problema ainda maior: o alto índice de perda de água nas próprias redes de distribuição, estimado em 37,5%, na média nacional.

Foi o que mostrou a edição de dezembro de 2014 da revista Em Discussão! – clique aqui e baixe a publicação (arquivo PDF) -, publicada pela Secretaria de Comunicação do Senado Federal. O desperdício de água já tratada representa uma perda de mais de R$ 10 bilhões por ano, segundo estudo que resultou de parceria entre o Instituto Trata Brasil e a Universidade de São Paulo (USP), publicado em março de 2013. Além de agravar a escassez hídrica, essas perdas dificultam novos investimentos em abastecimento e saneamento, limitando a oferta de serviços essenciais à população.

A explicação, em boa parte, está nas tubulações antigas e mal conservadas, por onde a água escorre sem controle. Com desperdício tão elevado, as companhias acabam retirando do ambiente mais água do que realmente a população necessita. Além disso, há roubos e ligações clandestinas, ausência de medição ou medições incorretas, com impacto considerável sobre o faturamento das empresas.

Combate ao desperdício

Eduardo Suplicy (PT-SP), que está se despedindo do Senado agora em janeiro, considera inaceitável tanto desperdício. Por isso, cobra investimentos de todos os governos no combate às perdas físicas, por meio da troca de equipamentos, tubulações, hidrômetros e válvulas e redutores de pressão. Além disso, pede a execução de permanente varredura atrás de fraudes, com uso de equipamentos de alta tecnologia.

Segundo estratégia traçada pela Agência Nacional de Águas (ANA), na publicação Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, todos os municípios teriam condições de reduzir as perdas para patamar de 30% até 2025. Para que essa meta possa ser alcançada, o órgão defende a aplicação de R$ 834 milhões em ações diversas.

Com redução de apenas 10% nas perdas, as operadoras já agregariam R$ 1,3 bilhão anuais às suas receitas. É o que indica o estudo do Instituto Trata Brasil e da USP, intitulado Perdas de Água: entraves ao avanço do saneamento básico e riscos de agravamento à escassez hídrica no Brasil.

“As perdas fazem com que mais água tenha que ser retirada da natureza para cobrir a ineficiência. É preciso que governo federal, governadores e prefeitos lutem por reduções de perdas desafiadoras, pois certamente resultarão em recursos financeiros para levar água potável e esgotamento sanitário a quem não tem”, avalia Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil.

Ação parlamentar

A preocupação com a ameaça de racionamento e a redução da disponibilidade mesmo em médias e pequenas cidades vem mobilizando a atenção dos senadores em diferentes frentes. Em 2014, os parlamentares realizaram audiências para ouvir especialistas e dirigentes públicos. Também avançaram na votação de propostas legislativas que ajudam a promover o uso racional de recursos hídricos.

Como alternativa para diminuir o uso de água tratada, um dos projetos, o PLS 112/2013, torna obrigatória a coleta, o armazenamento e o uso de águas pluviais para irrigar áreas verdes e lavar calçadas, com previsão de estrutura adequada nos novos condomínios residenciais e comerciais, hospitais e escolas.

O texto do senador João Durval (PDT-BA), que também encerra seu mandato neste mês, ainda sugere incentivos tarifários para que condomínios e domicílios individuais adotem medidas com o fim de acabar com vazamentos e instalem dispositivos que economizam água, como vasos sanitários com descarga reduzida.

O projeto já passou pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS). Agora, aguarda deliberação da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde será votado em decisão terminativa.

Não se pode esperar, contudo, resultados imediatos de quaisquer das soluções cogitadas, como a diminuição do desperdício nas redes de distribuição. Assim, a atual crise hídrica, que também afeta a produção energética, baseada majoritariamente em fontes hidráulicas, poderá exigir esforços de adaptação inéditos para a maioria dos brasileiros, à exceção dos nordestinos, já familiarizados à escassez de água.

Fonte: Agência Senado

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Diante da mais grave crise hídrica de toda a história do país, o debate sobre as alternativas emergenciais já não exclui a hipótese de racionamento da oferta de água nas principais regiões metropolitanas, a começar pela região Sudeste. Apelos por ajuda à população também se multiplicam, assim como campanhas para que as pessoas economizem água.

Cada gota de água poupada é importante e gestos simples devem ser estimulados, como o fim de banhos demorados e a suspensão da lavagem de calçadas e carros. É necessário lembrar, porém, que os domicílios recebem apenas 10% da água coletada e tratada e que estudos indicam um problema ainda maior: o alto índice de perda de água nas próprias redes de distribuição, estimado em 37,5%, na média nacional.

Foi o que mostrou a edição de dezembro de 2014 da revista Em Discussão! – clique aqui e baixe a publicação (arquivo PDF) -, publicada pela Secretaria de Comunicação do Senado Federal. O desperdício de água já tratada representa uma perda de mais de R$ 10 bilhões por ano, segundo estudo que resultou de parceria entre o Instituto Trata Brasil e a Universidade de São Paulo (USP), publicado em março de 2013. Além de agravar a escassez hídrica, essas perdas dificultam novos investimentos em abastecimento e saneamento, limitando a oferta de serviços essenciais à população.

A explicação, em boa parte, está nas tubulações antigas e mal conservadas, por onde a água escorre sem controle. Com desperdício tão elevado, as companhias acabam retirando do ambiente mais água do que realmente a população necessita. Além disso, há roubos e ligações clandestinas, ausência de medição ou medições incorretas, com impacto considerável sobre o faturamento das empresas.

Combate ao desperdício

Eduardo Suplicy (PT-SP), que está se despedindo do Senado agora em janeiro, considera inaceitável tanto desperdício. Por isso, cobra investimentos de todos os governos no combate às perdas físicas, por meio da troca de equipamentos, tubulações, hidrômetros e válvulas e redutores de pressão. Além disso, pede a execução de permanente varredura atrás de fraudes, com uso de equipamentos de alta tecnologia.

Segundo estratégia traçada pela Agência Nacional de Águas (ANA), na publicação Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, todos os municípios teriam condições de reduzir as perdas para patamar de 30% até 2025. Para que essa meta possa ser alcançada, o órgão defende a aplicação de R$ 834 milhões em ações diversas.

Com redução de apenas 10% nas perdas, as operadoras já agregariam R$ 1,3 bilhão anuais às suas receitas. É o que indica o estudo do Instituto Trata Brasil e da USP, intitulado Perdas de Água: entraves ao avanço do saneamento básico e riscos de agravamento à escassez hídrica no Brasil.

“As perdas fazem com que mais água tenha que ser retirada da natureza para cobrir a ineficiência. É preciso que governo federal, governadores e prefeitos lutem por reduções de perdas desafiadoras, pois certamente resultarão em recursos financeiros para levar água potável e esgotamento sanitário a quem não tem”, avalia Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil.

Ação parlamentar

A preocupação com a ameaça de racionamento e a redução da disponibilidade mesmo em médias e pequenas cidades vem mobilizando a atenção dos senadores em diferentes frentes. Em 2014, os parlamentares realizaram audiências para ouvir especialistas e dirigentes públicos. Também avançaram na votação de propostas legislativas que ajudam a promover o uso racional de recursos hídricos.

Como alternativa para diminuir o uso de água tratada, um dos projetos, o PLS 112/2013, torna obrigatória a coleta, o armazenamento e o uso de águas pluviais para irrigar áreas verdes e lavar calçadas, com previsão de estrutura adequada nos novos condomínios residenciais e comerciais, hospitais e escolas.

O texto do senador João Durval (PDT-BA), que também encerra seu mandato neste mês, ainda sugere incentivos tarifários para que condomínios e domicílios individuais adotem medidas com o fim de acabar com vazamentos e instalem dispositivos que economizam água, como vasos sanitários com descarga reduzida.

O projeto já passou pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS). Agora, aguarda deliberação da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde será votado em decisão terminativa.

Não se pode esperar, contudo, resultados imediatos de quaisquer das soluções cogitadas, como a diminuição do desperdício nas redes de distribuição. Assim, a atual crise hídrica, que também afeta a produção energética, baseada majoritariamente em fontes hidráulicas, poderá exigir esforços de adaptação inéditos para a maioria dos brasileiros, à exceção dos nordestinos, já familiarizados à escassez de água.

FONTE: Agência Senado

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A edição número 54 do informativo externo “Suínos e Aves” publicado pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), já está disponível para leitura na internet. A edição online produzida pelo Núcleo de Comunicação Organizacional da Unidade pode ser lida na página www.embrapa.br/suinos-e-aves ou diretamente neste link.

Neste número, o destaque é para os 18 anos da genética “suíno light” da Embrapa, que em 2014 teve o lançamento da fêmea suína MO25C. Também são mostrados alguns resultados de pesquisas desenvolvidas na Unidade de Concórdia, como o Projeto Frango Aurora, que está auxiliando na organização e gestão de propriedades ligadas à cooperativa; a atualização da Instrução Normativa 11, que define os procedimentos e a documentação necessária ao licenciamento ambiental da suinocultura em Santa Catarina; o vídeo e o aplicativo produzidos com orientações sobre fatores de risco para salmonela em granjas de suínos; e a proposta de trabalho com a agricultura familiar em 2015.

Quem preferir, pode baixar a edição (e as anteriores) em formato PDF no site da Unidade, clicando no link “Sala de Imprensa”. Além do informativo, também é possível fazer o download dos relatórios de atividades da Embrapa Suínos e Aves entre 2005 e 2013 e do livro comemorativo “Sonho, Desafio e Tecnologia – 35 anos de contribuições da Embrapa Suínos e Aves“.

FONTE: Embrapa Suínos e Aves
Lucas Scherer Cardoso – Jornalista
Telefone: (49) 3441-0454

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O Sebrae Nacional lança a segunda edição da publicação on line Cadernos de Inovação em Pequenos Negócios. São 70 artigos divididos em quatro temas: Comércio e Serviços; Indústria; Engenharia, Tecnologia e Energia; e Orientadores ALI. Os Cadernos de Inovação concentram as experiências e as análises realizadas pelos Agentes Locais de Inovação (ALI), programa do Sebrae que orienta pequenos negócios a adotarem medidas inovadoras em diversas dimensões.

“Durante todo o programa, cada um dos agentes produz pelo menos um artigo, sob a orientação de doutores e mestres de diversas universidades brasileiras, por meio de parceria entre o Sebrae e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)” relata Adriana Dantas, gestora da publicação. “O caráter técnico-científico das publicações também possibilita a aproximação com os centros de pesquisa. Atualmente, diversos artigos foram aceitos em eventos nacionais e internacionais e alguns agentes ingressaram em programas de pesquisa de universidades com base no trabalho investigativo que realizaram durante o ALI”, complementa.

O principal objetivo da publicação é disseminar a informação de forma a estimular outros empresários a incluírem a inovação como prática de competitividade, possibilitando a sustentabilidade dos pequenos negócios. De acordo com Raquel Bentes, também gestora da publicação na Universidade Corporativa do Sebrae (UCSebrae), “tão importante quanto fomentar a inovação em pequenos negócios é deixar o legado de conhecimento para o Sebrae e para a sociedade, por isso, o Programa ALI e a Universidade Corporativa assumiram o compromisso de acompanhar, registrar, qualificar e disseminar os resultados relevantes obtidos junto aos seus clientes”.

Os Cadernos de Inovação em Pequenos Negócios estão disponíveis no Portal do Sebrae.

FONTE: Agência Sebrae de Notícias
Telefone: (61) 3243-7851

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apresentou aos Estados-membros da instituição um relatório-síntese sobre o trabalho desenvolvido até agora para a definição e negociação da agenda pós-2015, que inclui os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que guiarão o desenvolvimento global depois do fim do prazo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

“Estamos prestes a adentrar o ano mais importante para o desenvolvimento desde a criação das Nações Unidas. Nós devemos dar significado para a promessa desta organização, a fim de reafirmar a fé na dignidade e no valor do ser humano”, disse Ban Ki-moon na ocasião. “Temos uma oportunidade histórica e o dever de agir vigorosamente para tornar a dignidade para todos uma realidade, sem deixar ninguém para trás.”

Intitulado O caminho para a dignidade até 2030: acabando com a pobreza, transformando todas as vidas e protegendo o planeta, o relatório aborda os desafios pós-2015 e pós-ODM e a construção da nova agenda de desenvolvimento a ser seguida pela ONU.

De acordo com o secretário-geral, nunca houve uma consulta tão ampla e profunda sobre desenvolvimento. O documento, que começou a ser elaborado desde a Rio 20, contou com o apoio e com a colaboração de governos, de empresários, de todo o Sistema ONU e de milhares de pessoas ao redor do mundo, por meio de consultas presenciais e online com a utilização da plataforma MY World (MEU Mundo, em português).

Progressos e desafios

Além disso, o relatório lembra os progressos conquistados pelo esforço para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), como a redução da pobreza em vários países, a universalização da educação, a expansão da tecnologia sustentável e a reconstrução de nações após conflitos. Esses casos, de acordo com o relatório, são exemplos de que a vulnerabilidade e a exclusão podem, certamente, ser superados nos próximos anos.

Entretanto, Ban Ki-moon falou sobre o que ainda falta ser feito e pediu para que os governos, o setor privado, a sociedade civil organizada e as comunidades se empenhassem para reduzir a extrema pobreza e a fome, combater as doenças e, melhorar a educação, especialmente para as mulheres e meninas, até 2015, prazo final para o cumprimento dos ODM. O secretário-geral pediu ainda que os governos fossem inovadores, inclusivos, ágeis e determinados ao negociar a nova agenda de desenvolvimento.

Nova agenda

Os ODS propostos estão sendo construídos sobre as bases estabelecidas pelos ODM, procurando completar o trabalho inacabado referente a eles e responder a novos desafios. Esses objetivos constituem um conjunto integrado e indivisível de prioridades globais para o desenvolvimento sustentável.

No total, são 17 objetivos e 169 metas sobre questões de desenvolvimento sustentável apresentados no documento, que irão pautar a nova agenda de desenvolvimento das Nações Unidas. Um dos objetivos se refere aos meios de implementação e financiamento da sustentabilidade.

Já os outros 16 objetivos são temáticos, e procuram aumentar a ambição dos ODM (pobreza, saúde, educação, gênero) e promover a sustentabilidade econômica (crescimento inclusivo, empregos e infraestrutura) e a sustentabilidade ambiental (mudança do clima, oceanos e ecossistemas, consumo e produção sustentável). Tudo isso aliado às sociedades pacíficas e inclusivas (agenda de governança, Estado de direito, violência).

Segundo Haroldo Machado Filho, oficial de Programa do Pnud Brasil, os ODS devem focar nos três pilares fundamentais da sustentabilidade: o social, o ambiental e o econômico. “Entre outras coisas, podemos dizer que o que diferencia os ODM dos ODS é que os ODM se importavam mais com as questões sociais e a preocupação econômica era um pouco difusa. Além disso, havia uma atenção maior em relação às necessidades dos países em desenvolvimento”, explicou. Já os ODS “serão mais globais e se vão se preocupar, também, com o meio ambiente”, complementou.

O relatório afirma que o sucesso da nova agenda vai depender do poder de inspirar e mobilizar agentes essenciais, novos parceiros, governantes e cidadãos de todo o mundo. Para isso, ela deverá ser baseada nas experiências e nas necessidades das pessoas e deverá assegurar que a transição dos ODM para objetivos mais amplos de desenvolvimento sustentável seja efetiva e que faça parte dos planos regionais de cada país.

Em setembro de 2015, a comunidade internacional deve chegar a um acordo sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, em dezembro, as autoridades devem chegar a um consenso nas negociações sobre o clima.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos são:

ODS1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;

ODS2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição, e promover a agricultura sustentável;

ODS3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;

ODS4. Garantir educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos;

ODS5. Alcançar igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;

ODS6. Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos;

ODS7. Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e moderna para todos;

ODS8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos;

ODS9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação;

ODS10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles;

ODS11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;

ODS12. Assegurar padrões de consumo e produção sustentáveis;

ODS13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos;*

(*) Reconhecendo que a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC) é o principal fórum internacional e intergovernamental para negociar a resposta global à mudança do clima.

ODS14. Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;

ODS15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater à desertificação, bem como deter e reverter a degradação do solo e a perda de biodiversidade;

ODS16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;

ODS17. Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

FONTE: EcoD

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A inspiração foi trazida das Filipinas, onde os habitantes convivem em proximidade com o mar, e resultou no Projeto Garoupa, no Brasil, que busca a reprodução inédita dessa espécie de peixe em cativeiro. O projeto é desenvolvido pela organização não governamental (ONG) Associação Ambientalista Terra Viva e foi selecionado em edital público do Programa Petrobras Socioambiental. O foco é a conservação de populações naturais da chamada garoupa verdadeira (Mycteroperca marginata), disse à Agência Brasil o mestre em biologia marinha e coordenador geral do Projeto Garoupa, Maurício Roque da Mata Júnior.

A garoupa integra a lista de espécies globalmente ameaçadas de extinção pela União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, do nome em inglês). Com o intuito de preservar a espécie, o projeto atua em 11 municípios, sendo sete no estado do Rio de Janeiro (Angra dos Reis, Itaguaí, Mangaratiba, Paraty, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios) e quatro em São Paulo (Ubatuba, Ilhabela, Caraguatatuba e São Sebastião). Mata Júnior disse depois da renovação do projeto, que deverá ser pleiteada a partir de junho de 2015, com a apresentação de nova proposta para patrocínio, a ideia é estender o projeto também para a cidade do Rio de Janeiro.

O Projeto Garoupa tem três frentes de atuação. A primeira objetiva a caracterização de habitats na parte física e biológica entre o Rio de Janeiro e São Paulo, por meio de equipes de mergulhos. “A gente pretende com isso gerar subsídios para a formulação de políticas públicas, trabalhar futuros planos de manejo das garoupas e ter esses locais como áreas de preservação e de ecoturismo, para manter a biodiversidade. Tem uma série de fatores que são interessantes até para a própria pesca”, destacou.

Na base montada em Ilhabela, é feita a larvicultura da espécie, que envolve a criação de larvas de peixes em cativeiro para reprodução assistida em tanques. Os pesquisadores querem fazer experimentos com os alevinos (filhotes recém-saídos dos ovos) soltando-os na natureza, para ver como vão interagir com as populações naturais. “Além da reprodução que a gente está conseguindo, vamos colocar alguns transmissores para verificar a sobrevivência desses animais na natureza”.

Na parte de criação de larvas, as desovas alcançaram um milhão de larvas geradas e estocadas. A taxa de sucesso de 95% na eclosão de ovos é considerada bastante alta, mas a meta é chegar a 100%, disse o biólogo. Tendo em vista que a garoupa é um peixe marinho carnívoro, com peso entre 80 quilos e 90 quilos, as sobrevivências finais apresentam taxas não tão elevadas. Por isso, o desafio agora é trabalhar para aumentar a sobrevivência dos alevinos.

O terceiro objetivo da proposta é a educação ambiental participativa, com atividades lúdicas. O projeto forma alunos da rede pública de ensino, pessoas da comunidade, operadores de mergulho e profissionais do setor de turismo, utilizando várias linguagens, com destaque para oficinas de áudio e vídeo; contação de histórias, que resgata a cultura tradicional por meio da oralidade; além de teatro. “Todas as três linguagens tratam de temas escolhidos pelos moradores locais”. Até agora, foram realizadas 55 oficinas em sete municípios.

A primeira etapa do projeto deve ser concluída em julho deste ano. “A gente visualiza como um projeto a longo prazo. Você não consegue tirar uma espécie de um estado crítico de vulnerabilidade em dois anos. A proposta é conseguir a renovação do projeto para poder expandi-lo”. Os pesquisadores querem estudar também a conectividade dessas populações de peixes, em termos genéticos, para ver se a que ocorre na Região dos Lagos, por exemplo, é a mesma que está presente nas Ilhas Cagarras, na capital fluminense, ou no norte do estado de São Paulo.

Mata Júnior disse que os dados do projeto serão divulgados este ano em congressos nacionais e internacionais, com o objetivo de disponibilizar as informações para o público e os órgãos ambientais, “que têm poder de legislar, para que façam um plano de manejo para a garoupa e para os locais que abrigam diferentes espécies”.

FONTE: Agência Brasil
Alana Gandra – Repórter
Denise Griesinger – Edição

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A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolveu uma variedade de pequi sem espinhos, destaca o portal G1. Na fazenda Água Limpa, campo experimental da instituição de ensino superior, são cerca de 10 plantas cultivadas, que garantem um fruto carnudo e saboroso.

“Os resultados podem, no futuro, representar para os apreciadores o fim dos espinhos e para os restaurantes uma opção diferenciada no cardápio”, diz a reportagem. A nova variedade possui 35 vezes mais poupa que um único fruto do cerrado, que não teve o seu sabor alterado.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

FONTE: Agência Minas

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Para auxiliar os produtores rurais na análise da viabilidade de projetos relacionados a produção de biogás visando a geração de energia, o tecnólogo em biocombustíveis Pedro Chamochumbi desenvolveu o aplicativo Biogas Simulator na startup CH4, hospedada na Esalqtec, a incubadora tecnológica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba. A inovação pode ser importante para determinar a escolha do melhor biodigestor, além de calcular a quantidade de dejetos gerados, por exemplo. O biogás já demonstra ser uma importante fonte renovável de energia. Produzido a partir de dejetos animais ou vegetais, já teve comprovados os seus benefícios ambientais, sociais e econômicos.

O aplicativo foi criado com o objetivo de facilitar a prospecção de biogás no campo, dando ao agropecuarista uma ideia exata do potencial de biogás da produção agropecuária. “Basicamente, através de uma interface simples o usuário fornece seus dados, quantifica a sua produção agropecuária e o estágio dessa produção agropecuária”, diz Chamochumbi. “A partir disso o aplicativo desenvolve um cruzamento de dados para fornecer um relatório detalhado sobre esse potencial e produção de biogás, quantificando a produção de dejetos, dimensionando o biodigestor e dizendo qual é o potencial de produção de biogás e a estimativa de retorno desse biogás frente a outros combustíveis na matriz.”

Ao final dos cálculos automáticos realizados por meio do aplicativo, o usuário tem como opção enviar seu projeto para a empresa, que pode então apontar as melhores alternativas de compras na cadeia de suprimentos de fornecedores parceiros. Pouco mais de um ano após o lançamento, a inovação já despertou o interesse de produtores e especialistas do Brasil e de outros países do mundo.

Difusão

O tecnólogo aponta que a difusão do aplicativo tem sido bastante satisfatória. “Nós temos recebido simulações de diversas regiões do País, com concentração maior nas regiões Sul e Centro-Oeste, mas também temos simulações de outros países como Sri Lanka, Moçambique, Alemanha e França”, aponta. “Países da América Latina como Peru, Equador, Uruguai e Argentina também utilizam a ferramenta.”

De acordo com Chamochumbi, “quando o usuário faz a utilização dessa ferramenta ele tem então essa noção real do potencial e dimensionamento do projeto, dando a nós a oportunidade de atendê-lo no fornecimento de todos os equipamentos da cadeia de suprimentos através da rede de parceiros que nós temos”. Por enquanto, a maior procura pelo aplicativo tem sido de clientes que desejam produzir biogás para uso próprio, assegurando a autossuficiência energética da propriedade, além do saneamento ambiental e a economia ao substituir adubos químicos por biofertilizante.

O aplicativo CH4Biogas Simulator pode ser baixado gratuitamente e outras informações podem ser obtidas neste site.

Ainda neste ano, a startup deve lançar uma nova versão do aplicativo com novo visual e mais funcionalidades.

Mais informações: (19) 3421-3500.

FONTE: Agência USP de Notícias
Telefone: (11) 3091-4411
E-mail: agenusp@usp.br

Com informações da Assessoria de Imprensa da Esalqtec.

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Três softwares para plataformas móveis desenvolvidos no Brasil estão concorrendo ao prêmio de melhor app de 2015 na WSA-mobile Global Champion, “competição” que conta com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

O programa de incentivo ao desenvolvimento de apps promoveu uma seletiva nacional em cada um dos 178 países participantes e ajudados pela ONU. Dentre as centenas de aplicativos aprovados, 40 softwares foram selecionados e separados em oito categorias – abrangendo temas como educação, negócios, entretenimento, governança participativa, cultura, saúde, inclusão social, entre outras áreas.

Os aplicativos brazucas são o Livox, uma ferramenta de comunicação para pessoas com algum tipo de deficiência que dificulte sua fala; o Colab.re, uma plataforma com o formato de rede social para que cidadãos apontem problemas de infraestrutura para seus governantes; e o Sistema Ambiental Paulista, um programa com o qual é possível buscar a localização de parques, saber como anda a qualidade do ar e descobrir pontos de coleta de óleo de cozinha no estado de São Paulo.

Vale a pena clicar nos links do parágrafo anterior e conhecer um pouco mais de cada projeto. O Livox, por exemplo, é um app criado pelo pai de uma menina com paralisia cerebral e sentia dificuldades em se comunicar com a filha. Por sua vez, o Colab.re, que inclusive é adotado por várias prefeituras brasileiras, já foi eleito como o melhor aplicativo urbano do planeta.

Agora, os cinco finalistas de cada categoria passarão por uma avaliação criteriosa de uma banca de jurados. Contudo, você pode influenciar na decisão desses juízes indicando o quão relevantes são os concorrentes. Para isso, basta acessar esta página e classificar os apps por meio de um ranking de estrelas. É válido mencionar que essa participação online e aberta para qualquer pessoa estará disponível somente até o dia 26 de janeiro de 2015.

FONTE: TecMundo

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As inscrições para a edição 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) terminaram no dia 22 de janeiro de 2015 com recordes de mais de 2,6 milhões inscritos, segundo o Ministério da Educação (MEC). A Universidade Federal do Ceará (UFC) foi a mais procurada.

Desde 2012, a UFC recebe o maior número de inscrições no Sisu. Este ano foram oferecidas 6.238 vagas em 106 cursos de graduação presencial nos campi de Fortaleza, Sobral, Quixadá, Russas e Crateús. A instituição aderiu ao Sisu em 2010 e ingressou em 2011, com 100% das vagas da graduação presencial.

O resultado do Sisu será divulgado hoje, dia 26 de janeiro de 2015. Os candidatos que não forem selecionados poderão participar da lista de espera entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro.

Até as 18 h do dia 22, as instituições que mais receberam inscrições foram:

01. Universidade Federal do Ceará (178.598)
02. Universidade Federal de Minas Gerais (177.797)
03. Universidade Federal de Pernambuco (171.203)
04. Universidade Federal do Rio de Janeiro (168.035)
05. Universidade Federal da Bahia (141.694)
06. Universidade Federal de Goiás (141.340)
07. Universidade Federal da Paraíba (134.526)
08. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (132.534)
09. Universidade Federal de Alagoas (132.440)
10. Universidade Federal Fluminense (129.226)

A seguir, confira os 20 cursos que mais receberam inscrições:

01. Administração – 295.799
02. Direito – 254.217
03. Pedagogia – 231.432
04. Medicina – 229.771
05. Educação física – 180.430
06. Engenharia civil – 136.021
07. Ciências biológicas – 132.894
08. Enfermagem – 117.875
09. Psicologia – 108.008
10. Ciências contábeis – 104.201
11. Matemática – 98.914
12. Agronomia – 95.584
13. Química – 91.451
14. Nutrição – 90.770
15. Serviço social – 86.590
16. Medicina veterinária – 80.011
17. Arquitetura e urbanismo – 77.141
18. Geografia – 74.328
19. História – 71.369
20. Física – 70.970

A seguir, veja as 10 maiores notas de corte entre as instituições que oferecem vagas integralmente pelo Sisu:

01. Direito na Universidade Federal Fluminense – 827.4
02. Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro – 821.8
03. Engenharia química na Universidade Federal do Rio de Janeiro – 818.93
04. Engenharia Aeronáutica na Universidade Federal de Uberlândia – 814.44
05. Medicina na Universidade Federal de Pernambuco – 810.14
06. Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais – 809.24
07. Medicina na Universidade Federal de Ouro Preto – 807.86
08. Ciências econômicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro – 803.97
09. Medicina na Universidade Federal do Triângulo Mineiro – 803.96
10. Medicina na Universidade Federal de Uberlândia – 801.78

FONTE: Universia Brasil

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