A revista Science, uma das mais importantes referências da literatura científica, publicou no dia 22 de janeiro de 2015 um artigo sobre a eficácia da Moratória da Soja no combate ao desmatamento da Amazônia. O estudo, assinado por cientistas brasileiros e norte-americanos, defende que o acordo, que promove uma restrição de mercado, obteve melhores resultados no combate ao desmatamento do que a própria legislação brasileira.

Assinada pela primeira vez em 2006, após uma série de denúncias feitas pelo Greenpeace ligando a produção do grão na Amazônia e o desmatamento, a Moratória da Soja trata-se de um acordo assumido pelas empresas comercializadoras de soja representadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Brasileira de Exportadores de Cereais (ANEC), onde as companhias se comprometem a não comprar o grão de áreas que foram desmatadas após a assinatura do termo. (Este ano, a faixa de corte passou para 2008).

Segundo a pesquisadora Holly Gibbs, do Departamento de Estudos Ambientais da Universidade de Wisconsin (USA), que liderou o estudo, o acordo foi essencial para acabar com a perda florestal relacionada ao setor. “O que identificamos é que, antes da Moratória, aproximadamente 30% da expansão da cultura de soja na Amazônia ocorreu a partir do desmatamento, e que, após a assinatura da Moratória, este índice chegou a apenas 1%”, disse.

Outro ponto abordado pela pesquisa diz respeito a eficácia da Moratória, frente aos resultados obtidos pelos mecanismos de controle previstos no Código Florestal. “Apenas 115, dentre milhares de produtores de soja, violaram a Moratória desde que ela foi criada. Mas mais de 600 destes produtores violaram o Código Florestal no mesmo período”, afirma Gibbs. “Isso mostra que esse grupo de agricultores é cinco vezes mais propenso a violar a política governamental do que de violar o acordo do setor privado”, explica.

Para os pesquisadores, apesar de úteis para o controle, ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) sozinhas não conseguiriam acabar com o desmatamento. “Em 2014, por exemplo, aproximadamente 25% do desmatamento na Amazônia matogrossense e 32% do desmatamento no Pará aconteceram em propriedades com registro no CAR”, detalha o estudo.

A pesquisadora defende que a Moratória deve ser mantida até que o governo brasileiro desenvolva um mecanismo para substitui-la com a mesma eficácia. No final de 2014 o acordo foi renovado por mais 18 meses. Por isso, o desenvolvimento de uma solução permanente que garanta que a soja não volte a ser um “driver” de desmatamento se faz cada vez mais urgente.

Confira o resumo do artigo aqui.

FONTE: Greenpeace

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A indústria paulista já esperava uma crise de água para o ano de 2015, mas não com a intensidade que está ocorrendo, de acordo com o diretor titular do Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis. Segundo ele, 60 mil estabelecimentos do setor, da Grande São Paulo e da região de Campinas, devem ser afetados pela falta de água. Eles representam quase 60% do PIB industrial do estado. “Não é difícil imaginar o que a escassez de água pode representar para a atividade econômica da indústria na região” disse.

Além disso, as duas regiões representam metade do emprego industrial de São Paulo. São cerca de 1,5 milhão de empregos. Para Reis, demissões não estão nos planos a curto prazo. “A última coisa que a indústria quer fazer é reduzir os postos de trabalho. A gente espera que isso [crise da água] seja temporário, então não existe essa intenção”, acrescenta.

“[Mas] se a crise se aprofundar e a empresa for obrigada a reduzir sua atividade, por exemplo, ficar um dia sem água, aí começará a impactar e as empresas terão que fazer contas”, pondera Reis. O diretor explica que, com a crise hídrica, as indústrias precisarão alterar hábitos e procedimentos e que isso afetará competitividade, produtividade e lucro.

A indústria intensificou o reúso da água no processo de produção, além de economizar e reduzir o volume anteriormente utilizado. Além disso, a Fiesp está estudando o potencial das águas subterrâneas para o setor. Nas áreas de maior concentração de empresas, a ideia é que haja investimentos para se obter um volume adicional de água, fazendo perfuração de poços artesianos. “Para curto prazo, essas alternativas são as mais viáveis de se fazer”, destaca Reis.

FONTE: Agência Brasil
Camila Boehm — Repórter
Fábio Massalli – Edição

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O Meio Ambiente por Inteiro desta semana trata de criação de equinos. Considerada uma atividade de peso na economia brasileira, ao contrário do que se pensa, ela causa impactos ambientais. Entre eles, o principal é a degradação das pastagens. O programa mostra o que os produtores têm feito para garantir lucros sem agredir o meio ambiente. Conheça, ainda, curiosidades sobre os cavalos e o uso do animal em modalidades esportivas. Uma delas exige muita rapidez e resistência. Leia a íntegra da sinopse http://is.gd/PdlDTR.

FONTE: Meio Ambiente por Inteiro

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Tecnologia desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é capaz de indicar se um alimento foi fraudado, destaca reportagem do jornal Estado de Minas. O teste evita que o consumidor pague por algo que não está consumindo, além de evitar problemas de saúde relacionados à alergia.

“A análise do DNA pode contribuir para que os produtores ofereçam produtos certificados e os consumidores possam conhecer a qualidade dos alimentos. Os testes são realizados em pequenas amostras dos produtos”, diz à reportagem Marcela Drummond, presidente da Myleus Biotecnologia.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

FONTE: Agência Minas

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Um dos projetos desenvolvidos pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) é o Modelo Fitogeográfico da Bacia do Rio Grande, que auxiliará programas de revitalização em áreas de preservação permanente na Bacia. O projeto realiza o inventário florestal; mapeamento da diversidade florística; mapeamento do uso do solo; estudo da diversidade genética de espécies arbóreas, monitoramento hídrico e análise de carbono.

Essa última análise diz respeito à mensuração da quantidade de carbono armazenada no solo e nas plantas. Para que as amostras de raízes, galhos e serrapilheira (camada orgânica que recobre o solo) sejam enviadas ao laboratório, é necessária a sua limpeza, para retirada de todo o solo. Essa etapa é feita no Laboratório de Estudos e Projetos em Manejo Florestal (Lemaf) e consumia cerca de 4 mil litros de água por dia. Mas a preocupação em usar racionalmente os recursos hídricos levou a coordenação do projeto e engenheiros florestais do Lemaf a desenvolverem um processo de reuso da água — que vai, aliás, ao encontro dos objetivos do projeto.

Como funciona o sistema

A água é distribuída, por gravidade, de uma caixa dágua de 500 litros a um sistema de limpeza, composto por cortinas dágua projetadas em caixas de coleta. Assim, a água usada segue para uma caixa de passagem e, posteriormente, para um reservatório com capacidade de armazenar 1.000 litros dágua. Nesse estágio, a água passa por um processo de decantação, sendo bombeada novamente para a caixa de 500 litros em um nível superior ao das caixas de limpeza.

O sistema funciona com cerca de 1.200 litros de água, que são utilizados por até três semanas. Isso significa uma economia mensal de mais de 80 mil litros de água. “Essa quantia é passível de abastecer dez casas, com três moradores, durante um mês [1]”, ressalta o técnico administrativo Thiago Magalhães. Para este cálculo, foi considerado o consumo médio mensal por pessoa de 5,4m³, divulgado pelo Procon de São Paulo.

“Por mês, a economia gerada é de quase R$ 600,00 [2]. Considerando os gastos que tivemos com os materiais (caixas dágua, tubulações, bomba e outros), o sistema se pagou em dois meses e meio”, analisa um dos desenvolvedores, o técnico administrativo Kalill Páscoa. O sistema já é utilizado há quase 4 meses.

“A ideia é simples e barata, sendo o reuso uma alternativa viável e racional ao consumo desse recurso. Trata-se de uma medida que respeita o ambiente”, considera o professor Lucas Rezende Gomide (DCF), integrante do projeto.

Sobre o projeto

O Modelo Fitogeográfico da Bacia do Rio Grande vem sendo realizado desde 2013, em parceria entre a UFLA e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Será concluído em 2016 e, como produto, fornecerá informações para produtores rurais interessados na recomposição de áreas ciliares: uma série de recomendações sobre quais as espécies mais adequadas e boas práticas de manejo para uso e conservação do solo e da água, para cada um dos ambientes monitorados.

O Modelo Fitogeográfico tem a coordenação do professor José Roberto Soares Scolforo e a participação de 15 pesquisadores dos Departamentos de Ciências Florestais (DCF) e de Engenharia (DEG) da UFLA. Esse projeto é interessante para a construção de um planejamento estratégico de revitalização da Bacia do Rio Grande, a manutenção dos recursos hídricos e, consequentemente, conservação dos equipamentos das usinas hidrelétricas.

Bacia do Rio Grande

A Bacia do Rio Grande apresenta uma área de 8.605.029 hectares, ocupando aproximadamente 15% da área total do Estado de Minas Gerais. Doze usinas hidrelétricas estão no curso do Rio Grande, incluindo as de Furnas, Funil e Camargos. A Bacia possui expressiva cobertura vegetal nativa e é responsável pela geração de quase 70% de toda a energia gerada em Minas Gerais.

FONTE: Universidade Federal de Lavras
Assessoria de Comunicação da UFLA
Mateus Lima – Jornalista

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Uma moranga rosa de 60 quilos está chamando a atenção da comunidade universitária do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR)). O vegetal, muito acima do tamanho habitual da espécie, foi adquirido pelo professor Flávio Zanette diretamente do produtor, Elizabeth Guedes, do Sítio São Marcos, em Campina Grande do Sul, parceiro da instituição em pesquisas da área de fruticultura.

A intenção do professor é colher as sementes da moranga gigante para pesquisas. “O sítio recebeu oito sementes vindas do município de Maravilha, em Santa Catarina, de produtores que já tinham registrado espécimes bem grandes. Essas sementes geraram três morangas, todas com mais de 40 quilos. Agora pretendemos plantar as nossas sementes na Fazenda Experimental do Canguiri e no litoral, para analisarmos os resultados”, explica o professor Zanette, que atua na pós-graduação em Agronomia da UFPR.

Quem quiser pode conferir a moranga gigante, que está em exposição no hall da direção do Setor, no campus Agrárias (Rua dos Funcionários), até o final de fevereiro.

FONTE: Universidade Federal do Paraná
Simone Meirelles – Jornalista

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O racionamento de água no Espírito Santo devido à falta de chuva já é realidade. O setor agrícola estima um prejuízo de R$ 1,4 bilhão e a previsão para o estado não é animadora. Já as demais áreas da Região Sudeste como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, terão volumes expressivos de chuva!

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

Frente fria aumenta a chuva no Sudeste

Sem o bloqueio atmosférico, as pancadas de chuva estão mais frequentes sobre o Sudeste. Uma frente fria aumenta a chuva nos próximos dias, mas ainda não será em toda a Região. Confira o comentário da meteorologista Josélia Pegorim da Climatempo.

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

FONTE: TV Climatempo

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Estudo divulgado ontem (27/01/15) mostra que a temperatura na Austrália vai aumentar até 5,1 graus centígrados nos próximos 75 anos, em um cenário de “elevada emissão” de gases de efeito estufa. A previsão de subida da temperatura contrasta com o aumento de 0,9 graus centígrados registrado de 1910 até agora.

“Vamos presenciar mais dias quentes e menos dias frios. A temperatura vai continuar a subir durante o século 21 e a dimensão desse aumento vai depender das emissões globais dos gases de efeito estufa e dos aerossóis”, diz o relatório.

O estudo Alterações Climáticas na Austrália, conduzido pelo Departamento de Meteorologia e Organização de Investigação Industrial e Científica da Commomwealth (CSIRO), estima que, em um cenário de baixas emissões, a temperatura terá aumento entre 0,6 e 1,7 grau. No caso de elevados níveis de emissões, a subida da temperatura vai oscilar entre 2,8 e 5,1 graus.

Além do aumento dos dias mais quentes, os episódios de chuvas torrenciais também vão ser mais intensos, apesar da previsão de um declínio da média anual dos níveis pluviométricos.

A subida do nível do mar foi de 20 centímetros desde o ano de 1900 e calcula-se que o aumento na linha costeira australiana para 2090 será “comparável ou ligeiramente acima das projeções globais de até 82 centímetros em um cenário de alta emissão” de gases poluentes.

Relatório anual divulgado este mês pela Agência Espacial dos Estados Unidos e pela Administração de Oceanos e Atmosfera do país revelou que a temperatura média do planeta em 2014 foi a mais alta em 135 anos, quando começaram a ser feitos registos meteorológicos.

A temperatura da Terra situou-se em 0,69 graus centígrados acima da média apurada durante o século 20, que corresponde a 13,9 graus centígrados, segundo o estudo.

FONTE: Agência Brasil

Com informações da Agência Lusa.

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Até o dia 13 de fevereiro, o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Tecnologias de Bioprodutos Agroindustriais, do Setor Palotina, está recebendo inscrições para o mestrado. Os interessados podem optar por duas linhas de pesquisa em: Biocombustíveis e Meio Ambiente e Biotecnologia e Agrotecnologia. O processo seletivo é para ingresso no ano letivo de 2015.

De acordo com o edital disponível neste link, a seleção será feita por meio de análises do curriculum vitae comprovado (peso 25%), do anteprojeto de pesquisa (peso 25%) e da defesa de produção intelectual (peso 50%).

Os documentos necessários, também descritos no edital, devem ser enviados e/ou entregues na secretaria do curso, das 8h30 às 11h30, e das 14 às 17 horas (Rua Pioneiro, 2153 — Jardim Dallas, Palotina/PR, CEP 85950-000) ou postados via correio (sedex) para o mesmo endereço no prazo acima.

Aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em março de 2014, curso oferta um total de 30 vagas anuais. O coordenador é o professor Leandro Paiola Albrecht.

Mais informações (41) 3360-5405 e proreitor.prppg@ufpr.br.

FONTE: Universidade Federal do Paraná
Jéssica Maes – Jornalista

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O estudante que se inscrever no Programa Universidade para Todos (ProUni), a partir do dia 26 de janeiro de 2015, pode escolher até duas opções de curso, mas deve ficar atento às chamadas e prazos para matrícula. Nesta edição, o ProUni oferece 213.113 bolsas de estudo em instituições privadas de educação superior. Do total, 135.616 bolsas são integrais e 77.497 são parciais. As inscrições terminam amanhã (29/01/15).

O candidato se inscreve no ProUni usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014. Uma das condições é ter obtido, no mínimo, 450 pontos na média das provas e não ter tirado zero na redação. Para obter a bolsa integral, é preciso comprovar renda bruta familiar, por pessoa, de até um salário mínimo. Para bolsa de 50%, vale renda até três salários mínimos.

Para se inscrever, o estudante precisa informar o número de inscrição e senha no Enem. Caso tenha esquecido esses dados, pode recuperá-los na página do Enem. Ao fazer a inscrição, o candidato escolhe, em ordem de preferência, até duas opções de instituição, curso e turno. Quem tem deficiência ou se autodeclarar indígena, preto ou pardo, poderá optar por concorrer às bolsas destinadas às políticas de ações afirmativas.

A partir do segundo dia de inscrição, o Prouni calcula a nota de corte – menor nota para ficar entre os potencialmente pré-selecionados. Caso o estudante queira, pode alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

A primeira seleção de 2015 do ProUni, terá duas chamadas. O resultado da primeira seleção será divulgado no dia 2 de fevereiro na página do ProUni na internet e pelas instituições participantes do programa. O resultado da segunda chamada sairá no dia 19 de fevereiro.

Os pré-selecionados devem ir à instituição selecionada levando documentos que comprovem as informações da ficha de inscrição. A pré-seleção assegura ao candidato apenas a expectativa de direito à bolsa, condicionando a efetivação à aprovação nas fases posteriores e à formação de turma no período letivo inicial do curso.

O prazo para comprovação das informações dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada será de 2 a 9 de fevereiro, e na segunda chamada o prazo será de 19 a 24 de fevereiro. Quem não for pré-selecionado pode participar da lista de espera, entre os dias 2 e 3 de março, na página do ProUni.

Podem participar da seleção os candidatos sem diploma de curso superior. Os estudantes ainda devem atender a pelo menos uma das seguintes condições: ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em escola da rede privada, na condição de bolsista; ser pessoa com deficiência, ou professor da rede pública em educação básica; e concorrer a bolsas exclusivamente de licenciatura.

FONTE: Agência Brasil
Yara Aquino – Repórter
Stênio Ribeiro – Edição

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