Estão abertas, até o dia 27 de fevereiro de 2015, as inscrições para o Curso Técnico em Agropecuária do Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo (ITAC), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) localizado na Fazenda Experimental da Epamig em Pitangui. O curso é ofertado concomitante ao ensino médio (duração de três anos) ou em nível pós-médio (duração de um ano e meio).

Em aulas teóricas e práticas os alunos aprendem sobre agricultura: da preparação do solo à colheita; zootecnia: avicultura; produção de suínos e bovinos e ovinos; apicultura: do manejo ao beneficiamento dos produtos melíferos; laticínios: produção de derivados do leite; planejamento agropecuário: topografia, irrigação e drenagem, construções e instalações rurais e mecanização agrícola; gestão agropecuária: administração e economia rural, cooperativismo e informática.

Pesquisa e ensino

O Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo (ITAC) forma Técnicos em Agropecuária para condução de trabalhos técnico-administrativos no agronegócio. Segundo a Gerente de Ensino do instituto, Luci Maria Lobato, a escola tem traçado um perfil de profissional capaz de responder com eficiência e de modo crítico às exigências do mercado.

Documentação para matrícula: Declaração de conclusão ou histórico escolar original; Certidão de nascimento; Carteira de identidade; CPF; Título de eleitor (maiores de 18 anos); Certificado de Alistamento Militar (maiores de 18 anos); Comprovante de residência; e, 3 fotos 3×4.

Mais informações

Telefones: (37) 3271-4004 e (37) 3271-4673
E-mail: ensinoitac@epamig.br

FONTE: Agência Minas

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Após ter aprovado, em abril de 2014, o Marco Civil da Internet, o governo federal deu início, a partir de ontem (28/01/15), a uma série de consultas à sociedade, para definir e garantir o funcionamento das regras previstas. As colaborações serão destinadas ao aperfeiçoamento dos textos que tratarão da regulamentação do marco civil e, também, do anteprojeto de lei que definirá como os dados pessoais dos cidadãos serão tratados e protegidos, tanto na internet como em outros ambientes.

Sancionado em abril de 2014, o Marco Civil trata de direitos, garantias e deveres dos usuários exclusivamente da internet. Já o anteprojeto de lei sobre a proteção de dados regula como os dados serão tratados na internet e nos demais ambientes fora da grande rede. Além disso, estabelece um conjunto de ferramentas que serão usados para essa finalidade.

“Precisamos dar grande atenção à regulamentação do Marco Civil da Internet porque bons textos, às vezes, são estrangulados por más regulamentações”, disse o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, ao anunciar a abertura das consultas públicas. Ele acrescentou que é importante a participação da sociedade na formatação desse texto final, “não só para que seu conteúdo venha dela, mas para que essa sinergia que garantiu a aprovação [do marco] no Congresso, retorne agora [na fase da regulamentação]”.

Dos dois temas – regulamentação do documento e anteprojeto que dispõe sobre o tratamento de dados pessoais – apenas o relativo à proteção de dados já tem um texto base. Em termos gerais, ele dá ao cidadão o controle das suas informações pessoais usadas por organizações, empresas ou pelo governo. Dessa forma, estabelecerá padrões mínimos para o uso desses dados pessoais, limitando-os a uma finalidade específica, em um ambiente seguro e controlado. Em outras palavras, evitará que, ao baixar, por exemplo, um aplicativo para o celular, o usuário seja obrigado a repassar informações que não tenham relação direta com o produto ou o serviço solicitado.

O que o governo federal pretende é dar protagonismo ao cidadão sobre as informações a seu respeito coletadas por empresas, organizações ou mesmo por órgãos públicos. Dessa forma, o cidadão terá condições de saber em que âmbito as informações estão sendo difundidas e poderá decidir, caso seja de seu interesse, o que pode ser feito com esses dados.

A secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira, explica que o documento pretende assegurar ao cidadão uma série de direitos básicos sobre seus dados pessoais, armazenados em território nacional, bem como em centrais fora do país. A minuta apresentada pelo governo aborda também questões relativas a vazamento e uso compartilhado de dados, além da responsabilidade daqueles que lidam com essas informações, e clareza sobre os procedimentos adotados para garantir a segurança desses dados.

No caso do texto destinado à regulamentação do Marco Civil da Internet, as sugestões serão apresentadas tendo como referência quatro eixos. O primeiro diz respeito à neutralidade da rede, uma garantia prevista na lei, de que os pacotes de dados sejam tratados de forma isonômica, sem distinção por conteúdo, origem, destino ou serviço. Com a regulamentação, serão definidas quais serão as exceções em relação a essa neutralidade. Entre os casos que se projetam para essa diferenciação de tratamento estão os que envolvem situações emergenciais ou o uso da internet pela biomedicina — por exemplo, quando aplicada a cirurgias feitas a distância.

O segundo eixo refere-se à guarda de registros de conexão, de responsabilidade das operadoras. Segundo o secretário de Assuntos Legislativos do ministério, Gabriel de Carvalho Sampaio, esse eixo terá duas vertentes: uma relativa à conexão (protocolo de acesso), mantido pelo prazo de um ano, pelos provedores; e outra referente as aplicações, que são armazenadas por seis meses pelos provedores. “São prazos distintos, destinados à guarda de registros a serem armazenados pelo provedor para garantir a segurança e o sigilo [da informação]. Esses dados só poderão ser acessados por meio de pedido judicial”, disse o secretário.

O terceiro eixo de regulamentação receberá sugestões relativas à questão da privacidade. “Este é um eixo transversal em relação ao tema. Nossa preocupação é que o usuário tenha seus direitos preservados no uso da internet, de forma a preservar sua intimidade”, acrescentou Sampaio. O quarto eixo é mais genérico, dedicado aos demais temas relacionados à regulamentação.

As sugestões para o marco civil e para proteção dos dados pessoais podem ser apresentadas no prazo de 30 dias por meio do Portal do ministério.

FONTE: Agência Brasil
Pedro Peduzzi – Repórter
Valéria Aguiar – Edição

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As ministras Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Kátia Abreu (Agricultura) acertaram ontem (28/01/15) a realização em Brasília (DF) de uma reunião com secretários estaduais de meio ambiente e de agricultura, no próximo dia 5 de fevereiro, para discutir, debater e oferecer soluções aos desafios que o País impôs ao governo federal em razão dos problemas causados pelo baixo volume de chuvas que está afetando o abastecimento de água no Sudeste e no Nordeste.

“Vamos ouvir os secretários, verificar medidas que podem ser adotadas e traçar metas de trabalho”, afirmou a ministra Kátia Abreu. “Além de água e clima, nossa pauta incluirá o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os processos de licenciamento ambiental”, completou. “É importante trocar informações com os secretários estaduais, perguntar o que nós podemos fazer para ajudar na busca de soluções”, explicou a ministra Izabella.

Kátia Abreu esteve no ministério do Meio Ambiente para tratar pessoalmente com Izabella Teixeira a pauta do encontro nacional dos secretários estaduais. Logo depois, a ministra reuniu-se no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com os presidentes da Embrapa, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e outros assessores técnicos.

Embora as previsões de safra das principais culturas brasileiras continuem nos índices de antes, e sem previsão de quebra, a ministra solicitou aos auxiliares acompanhamento rigoroso e monitoramento em todo o país das questões de água e clima. Segundo ela, essas são algumas das prioridades do produtor, do MAPA e do país.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, lembrou que o governo federal dispõe do Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura do Brasil (Soma), com levantamento feito por meio de satélite com altíssimo desempenho tecnológico. A partir deste novo equipamento, a Embrapa vai fornecer ao MAPA mais dados e mais instrumentos para a prevenção de eventuais dificuldades no setor agrícola. Para este ano, a Conab faz uma avaliação tranquila. “Nossa previsão é da colheita de safras cheias em todos os produtos da pauta brasileira de consumo interno e de exportações”, disse o seu presidente Rubens Santos.

A ministra Kátia Abreu também decidiu agilizar todos os procedimentos necessários para ampliar o projeto de apoio ao produtor de água. Feito em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a ANA, este programa tem o objetivo de preservar nascentes, recuperar áreas de preservação permanentes e aumentar a oferta de água. “Vamos criar incentivos ao produtor de água”, assinalou a ministra. “Está mais do que provado que a água não é um recurso infinito”.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Telefone: (61) 3218-2203

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O Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que identifica os produtos com procedência conhecida, registrados e inspecionados pelo governo completa 100 anos em 2015. Um século depois de sua criação, o serviço se mantém de vital importância para o país, tendo sob a sua responsabilidade assegurar a qualidade de produtos de origem animal, comestíveis ou não, destinados aos mercados interno e externo, além dos produtos importados.

“O SIF é um grande motivo de orgulho para nós. Termos um Serviço confiável que nos permite sentar tranquilos à mesa e saber que estamos consumindo produtos que passaram por um longo processo de fiscalização e inspeção, promovendo saúde para todos”, disse a ministra Kátia Abreu ao comemorar os 100 anos do SIF.

Sob o comando do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), o SIF tem atuação em mais de 4 mil estabelecimentos brasileiros. Todo e qualquer produto de origem animal que seja de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve ser registrado e aprovado pelo SIF, visando garantir produtos com certificação sanitária e tecnológica para o consumidor brasileiro e estrangeiro, respeitando as legislações nacionais e internacionais vigentes.

O SIF tem sua confiabilidade reconhecida no mundo inteiro, tanto que o Brasil se coloca entre os principais exportadores mundiais de produtos de origem animal, levando a produção de nossa pecuária a mais de 180 países.

Para comemorar os 100 anos do selo, o DIPOA lançou uma estampa comemorativa e um hotsite explicando a história e atuação do SIF, que você pode conferir no link a seguir: www.agricultura.gov.br/sif.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Lucas Lyra – Jornalista
Telefone: (61) 3218-2106

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Na segunda reportagem sobre os cinco direitos trabalhistas e previdenciários que passam a ter regras de concessão mais rígidas, você vai ver o que muda no seguro-desemprego. A concessão dessa assistência temporária ao trabalhador desempregado seguirá novas determinações a partir de 1º de março de 2015.

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

FONTE: Agência Senado

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A civilização baseada no domínio e destruição da natureza fracassou. A conclusão é compartilhada por cientistas, filósofos e ambientalistas. Consumir menos e de forma consciente é uma das ações importantes para um modelo de civilização planetária. Confira na reportagem.

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

FONTE: TV Cultura

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Uma publicação da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna/SP) discute sobre a questão do nitrogênio (N) disponível no solo quando se usa lodo de esgoto (resíduo sólido urbano gerado durante o tratamento de esgotos) como fertilizante orgânico.

A aplicação deste resíduo em solo agrícola é regulamentada no Brasil pela Resolução nº 375/2006 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define critérios e procedimentos para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados.

A resolução contempla a recomendação da dose de lodo em função do teor e da disponibilidade de nitrogênio. Segundo os procedimentos, calcula-se a dose a ser aplicada no campo de três maneiras diferentes, em função dos seguintes parâmetros: poder de neutralização/acidificação; teor de metais pesados e teor e disponibilidade do nitrogênio. Das três doses obtidas, aquela que apresentar a menor quantidade de resíduo a ser aplicada ao solo deve ser adotada.

Com exceção de lodos calados, o cálculo de dose com base na disponibilidade de nitrogênio é o mais utilizado. Neste caso, a dose ou taxa de aplicação é dada pelo quociente entre a quantidade de nitrogênio recomendada para a cultura a ser implantada e a quantidade de nitrogênio disponibilizada pelo lodo durante o ciclo da cultura. As dificuldades estão centradas na estimativa da disponibilidade de nitrogênio proveniente não só do lodo, mas também da mistura solo e lodo.

Este elemento está presente no lodo e solo preferencialmente na forma orgânica, não disponível para plantas. Portanto, deve ocorrer a mineralização do nitrogênio orgânico para que se garanta o fornecimento do nutriente para as plantas. O nitrogênio mineralizado corresponde ao nitrogênio disponível.

Os autores Adriana Marlene Moreno Pires e Cristiano Alberto de Andrade alertam que este cálculo ainda pode ser melhorado em alguns pontos, evitando-se aplicação em excesso de nitrogênio no solo. Um dos problemas em destaque refere-se ao fato de que não é considerada a disponibilização de nitrogênio proveniente de aplicações anteriores de lodo de esgoto quando se calcula a dose a ser aplicada.

A mineralização de nitrogênio em um solo onde lodo de esgoto foi adicionado continuará ocorrendo de forma mais lenta após o ciclo da cultura. Assim, se no próximo plantio não for considerada esta quantidade remanescente disponibilizada, pode-se estar aplicando excesso deste nutriente.

Os pesquisadores salientam que “mesmo com lacunas no conhecimento, o cálculo de dose indicado na Resolução nº 375 do Conama tem sido utilizado com sucesso e, até que novos resultados sejam gerados, recomenda-se que continue sendo adotado”. Vale ainda destacar que, dada a matriz orgânica do lodo de esgoto, os conhecimentos até então adquiridos em relação ao comportamento de nitrogênio quando adicionado ao solo via este resíduo podem ser utilizados para outros fertilizantes orgânicos.

A publicação está disponível para download gratuito na Infoteca da Embrapa (arquivo PDF).

FONTE: Embrapa Meio Ambiente
Eliana Lima – Jornalista
Telefone: (19) 3311-2748
E-mail: meio-ambiente.imprensa@embrapa.br

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O agricultor que preserva florestas naturais e mantém espécies arbóreas próximas obtém vantagens importantes para a sua lavoura, tais como disponibilidade de água, presença de insetos que polinizam a plantação e de pássaros que controlam pragas e doenças. Foi o que constatou um estudo da Embrapa realizado durante seis anos junto a agricultores assentados da localidade de São José da Boa Morte, no Município de Cachoeiras de Macacu, interior do Rio de Janeiro. As vantagens já foram percebidas com o aumento dos ganhos dos produtores que reduzem a quantidade de insumos aplicados, aumentam a produtividade e ainda podem ter uma nova renda com a venda de produtos das árvores frutíferas introduzidas na lavoura.

O objetivo da pesquisa era transformar práticas produtivas intensivas, conciliando a produção de alimentos com a conservação da biodiversidade e dos fragmentos florestais. O trabalho continuado junto a alguns produtores não só adequou práticas agroecológicas à realidade de suas lavouras, como também comprovou a importância de plantar árvores e de preservar as florestas nativas próximas às plantações. “Ao contrário do que muita gente pensa, o agricultor quer árvores na propriedade, mas ele não quer e nem pode ter extensas áreas plantadas”, explica Mariella Camardelli Uzêda, pesquisadora da Embrapa Agrobiologia (Rio de Janeiro/RJ).

A forma convencional de fazer agricultura durante anos, sem tomar os devidos cuidados, aliada à falta de árvores, transformou as áreas agrícolas em barreiras. Quando próximas aos fragmentos florestais, essas áreas trouxeram algumas consequências para os ambientes naturais. Um deles foi o fenômeno conhecido como efeito de borda, que provoca redução da quantidade de espécies na parte do fragmento florestal que fica mais próxima à área de plantio e se propaga para o seu interior quanto mais intensivo é o sistema produtivo.

Para os cultivos, as consequências também foram observadas. Os pesquisadores constataram, por exemplo, a diminuição e até o desaparecimento de algumas espécies de vespas nas lavouras distantes de fragmentos de floresta ou cercadas por cultivos com uso intensivo de agrotóxico. As vespas em geral habitam áreas naturais e frequentam os cultivos, possuindo um papel importante na polinização de diversas espécies vegetais e são de extrema importância para o controle de insetos-pragas.

A pesquisadora relata que foi preciso levantar os impactos daquele manejo sobre o meio ambiente, mostrá-los para a comunidade e explicar sobre os benefícios que aquela floresta poderia lhes trazer. Os pesquisadores mostraram que a relação com a floresta deveria ser uma espécie de uma troca de benefícios. “Não adianta você descartar a possibilidade de o agricultor produzir ou só obter resultados a longo prazo porque isso não funciona. Procuramos ouvir o que ele gostaria de fazer para reduzir esses impactos”, complementa.

Pesquisa participativa

A pesquisa foi baseada em três pilares: o conhecimento da biodiversidade nativa, relacionando-a com o potencial econômico; o estudo das técnicas já existentes para a inserção de árvores na paisagem, relacionando-as aos interesses dos agricultores; e a adaptação das técnicas à realidade do agricultor que não pode deixar de produzir e obter renda.

Segundo a pesquisadora, para manter a biodiversidade e proteger os recursos naturais em fragmentos florestais, é importante que as áreas de cultivos localizadas no seu entorno também sejam manejadas de maneira adequada. Mariella explica que, assim como as vespas, outras espécies da fauna como as abelhas, borboletas e pássaros não estão somente nas matas, mas também circulam pelas lavouras e são agentes de polinização e de controle de pragas e doenças. “A ideia é que a agricultura consiga abrigar a biodiversidade silvestre, assim como os sistemas naturais possam ajudar os sistemas agrícolas”, acrescenta.

A ciência tem conhecimento de que quanto mais inóspitas são as lavouras, menos chance de vida e maior perda de biodiversidade. Mas somente o argumento ambiental não é suficiente para convencer o agricultor. E, por isso, o trabalho dos pesquisadores passou também por um período de aproximação com a comunidade. “Foi essa vivência com eles que nos alertou para focarmos no potencial econômico das espécies florestais”, conta a pesquisadora.

Nos três últimos anos de projeto, tendo como base os levantamentos florísticos realizados sobre espécies nativas nos fragmentos e a ajuda e conhecimento dos agricultores, os pesquisadores fizeram um estudo etnobotânico das espécies. “Nós procuramos saber como a planta é chamada por eles, se é utilizada para fins madeireiros, uso medicinal ou alimentação, se gosta de sol ou de ambiente encharcado. Então, fomos buscar com o agricultor o que ele conhecia”, relata Uzêda. O resultado é uma lista de 80 espécies arbóreas com potencial para serem utilizadas nos diferentes ambientes encontrados na região.

Mais água disponível

Pelo menos vinte agricultores contribuíram para o estudo. Eles adotaram sistemas como cerca viva com gliricídia e espécies nativas, consórcio e sistemas agroflorestais (SAF). Como resultado, conseguiram benefícios como aumento de polinizadores e maior produtividade nas lavouras, assim como melhoria na renda familiar. Além disso, pelo menos dois agricultores afirmam que não têm mais problema com a água das nascentes em suas propriedades.

É o caso de Francisco Araújo. O produtor conta que a nascente sempre secava no inverno, mas, após a implantação do SAF, notou um aumento significativo na água, além de sua constância durante o ano. Araújo diz ainda que percebe uma melhora no ambiente. “Aumentou o número de passarinhos, que comem os carrapatos. O capim fica mais verde nas árvores e no verão, quando o sol queima mesmo, os bezerros ficam melhor na sombra”, conta animado.

As melhorias relatadas pelo agricultor passam também pelo aspecto econômico. Com a introdução de árvores frutíferas no SAF, a família, que antes vivia apenas da pequena produção leiteira e da lavoura de hortaliças de caixote (mandioca, milho, quiabo, jiló, berinjela, pimentão e batata), passou a ter um aporte em sua renda. Hoje, o produtor vende frutas na feira local e já pensa em comercializá-las na Central de Abastecimento Fluminense (Ceasa-RJ).

A possibilidade de comercializar os frutos das espécies nativas é um fator que tem chamado a atenção dos agricultores. Ary de Matos, por exemplo, salienta que, além de atrair gambás que afastam os urubus das lavouras, o abiu (Pouteria caimito) alcança o preço de R$ 12,00 a caixa. Com oito pés plantados da fruta no entorno da casa, ele colhe 100 caixas nas duas safras ao ano. Já o agricultor João Batista com apenas dois pés de cajá (Spondias dulcis) colhe semanalmente, no período de safra que vai de janeiro a março, uma quantidade que lhe rende R$ 500,00 por semana.

Para a pesquisadora da Embrapa, as estratégias escolhidas para introduzir árvores nas propriedades foram bem recebidas porque trabalharam com espécies indicadas a partir do conhecimento tradicional dos produtores. Os agricultores possuem um valioso conhecimento empírico, o que lhes permite dominar demandas climáticas e de solo dessas espécies nativas, aspectos às vezes desconhecidos pela pesquisa científica. “Infelizmente, a fissura existente entre as políticas e a legislação voltadas para as áreas ambientais e agrícolas leva a uma marginalização desse tipo de conhecimento”, diz Mariella Uzêda.

A especialista salienta que a adoção de uma agricultura agroecológica e a construção de uma produção orgânica sustentável só é possível com o auxílio da biodiversidade local. “Muitos agricultores familiares que estão inseridos em áreas pobres em vegetação nativa só poderão ter essa opção se transformarem a paisagem onde vivem. Sem dúvida, esse é um esforço hercúleo para a agricultura familiar e necessita de apoio”, afirma a pesquisadora.

Os impactos econômicos já são sentidos pelos agricultores, seja com a venda dos novos produtos oriundos dos sistemas agroflorestais ou pela redução dos insumos aplicados em suas lavouras. Os pesquisadores vão iniciar agora uma terceira etapa do projeto que consiste na quantificação desse ganho econômico e na inserção dos produtos em mercados diferenciados.

Cachoeiras de Macacu

Cachoeiras de Macacu foi escolhida para o estudo por ser responsável pelo abastecimento de água de cerca de dois milhões e meio de habitantes na região metropolitana fluminense que habitam os municípios de Itaboraí, São Gonçalo, Niterói e parte dos municípios da região dos lagos. Cercada por uma área de proteção ambiental (unidade de conservação de uso sustentável) e por unidades de conservação de uso restrito como o Parque Estadual dos Três Picos, a cidade sofre com o uso intensivo de insumos, o qual é apontado como um problema para a qualidade ambiental, e principalmente para as nascentes.

Esse estudo tem como parceiros a Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ), que vem realizando o mapeamento das transformações da cobertura vegetal da Bacia Guapi-Macacu e do assentamento, bem como o levantamento de solos; a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que tem trabalhado com o levantamento de pequenos mamíferos e aves na região; e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que vem auxiliando nas avaliações relativas à física do solos e na análise comportamental de vespas. O trabalho também conta com a participação da prefeitura de Cachoeiras de Macacu, por meio das secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente.

FONTE: Embrapa Agrobiologia
Ana Lucia Ferreira – Jornalista
Telefone: (21) 3441-1596
E-mail: agrobiologia.imprensa@embrapa.br

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Como se a falta dágua não fosse suficiente, ainda há desperdício. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades, 37% da água tratada no Brasil é desperdiçada antes de chegar às torneiras da população. Isso ocorre principalmente devido às falhas nas tubulações, vazamentos e ligações clandestinas. A região Norte lidera as perdas no país, com 45% de perdas. No Sudeste o desperdício chega a 33,4%.

Principalmente em tempos de escassez hídrica, a gestão eficaz de perdas de água é fundamental para, ao menos, minimizar os danos causados ao consumidor, às indústrias e a todos os outros setores que tem a água como elemento principal em seu processo de funcionamento. Em entrevista especial à Envolverde, o gerente executivo do Venturus – Instituto de Tecnologia e Inovação, Lauzier Araújo, apresenta um sistema integrado com foco em detecção de vazamentos por meio de uma infraestrutura computacional que integra as metodologias de análise hidráulica (pressão e vazão) e análise acústica (ruídos), para identificar, de modo rápido e confiável, o ponto exato de vazamento nas tubulações.

“É a informação provendo mais dados, para que a intervenção seja mais efetiva”, resume ele. Na entrevista, o executivo fala como a integração entre mundo físico e virtual pode trazer soluções para evitar o desperdício de recursos naturais. O conceito de smart cities, ou cidades inteligentes, explica bem esta lógica: tecnologias avançadas são desenvolvidas para atender às demandas da população e proporcionar maior agilidade na detecção de problemas ou até mesmo se antecipar a futuros desgastes. Confira.

Além de atuar na área de pesquisa e desenvolvimento quais outras soluções são oferecidas pelo Instituto Venturus?

O Venturus foi fundado há 20 anos. Ele foi criado principalmente para atuar nas áreas de telecomunicações e mobilidade. Hoje, oferece soluções e produtos para clientes globais em diversos setores, como tecnologia da informação, manufatura, água e energia, automação comercial, meios de pagamentos, entre outros.

O Venturus vem há anos investindo em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias para solucionar problemas comuns a grandes cidades. O setor de água e energia está hoje no topo das discussões, principalmente devido à crise hídrica que assola a região sudeste do Estado de São Paulo. Quais soluções o Instituto tem desenvolvido nessa área?

O Venturus, há aproximadamente 5 anos, começou a desenvolver uma solução automatizada e integrada que identifica os locais da rede de abastecimento onde existe desperdício de água sem a necessidade de inúmeras intervenções. O sistema foi desenvolvido especialmente para um de nossos clientes, que inclusive fornece serviços para a Sabesp. O projeto — que ainda está em fase experimental — conta com o aporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apresenta um alto nível de inovação.

Como funciona esta tecnologia?

Eu diria que é um sistema hierárquico. No alto nível nós temos equipamentos que são instalados em macro regiões e monitoram, por exemplo, a medida de pressão da água. A partir daí são feitas uma série de avaliações matemáticas sendo possível definir uma área menor onde existe um provável vazamento. Em seguida, são instalados equipamentos em algumas ruas de um bairro. Nessa fase é feita, por exemplo, uma avaliação do ruído de canos. Novamente são gerados uma série de algoritmos que são comparados com padrões prévios onde é possível detectar, em um nível menor ainda, se existe em determinada rua ou quarteirão uma grande probabilidade de vazamento. Depois disso se chega a um último nível aonde um operador vai a campo com um equipamento, também desenvolvido pela Venturus, e literalmente escuta os ruídos do solo. Com a experiência do operador e com a ajuda de softwares inseridos em smartphones, sua avaliação será mais assertiva. Quando o vazamento é identificado o próprio smartphone gera uma ordem de serviço e abre uma chamada para uma equipe que poderá cavar o local definido.

Um relatório do governo federal, divulgado no dia 21 de janeiro de 2015, apontou que o Brasil desperdiça 37% da água tratada para consumo. Isso ocorre principalmente devido às falhas das tubulações. De que forma esse sistema desenvolvido pelo Venturus pode melhorar a assertividade na detecção de vazamentos, diminuindo assim as perdas?

Quando o sistema define regiões geográficas maiores e através de equipamentos reduz a área de pesquisa de prováveis vazamentos a áreas cada vez menores, ele permite uma melhor precisão na hora de cavar a rua, por exemplo, evitando um mal estar desnecessário. Quando se há uma intervenção desse tipo causam-se transtornos para os pedestres e atrapalha o trânsito de veículos. A ideia do sistema é agregar tecnologia, melhorar a precisão e a assertividade desse processo.

Diversos projetos de smart cities, ou cidades inteligentes, estão sendo criados no mundo todo. A integração entre o mundo físico e o virtual é a melhor solução para reduzir o desperdício dos recursos naturais?

O Venturus vê a possibilidade, do que eu chamo de internet das coisas. Cada vez mais você agrega conectividade a elementos, e permite que eles passem a trazer uma gama muito grande de informações, que quando agregadas e processadas, vão gerar uma série de outras informações que vão permitir que os governos, as áreas, as entidades, possam ser mais assertivas nas intervenções que fazem. O Venturus acredita nesse potencial de conectividade e mobilidade para ajudar os governos a usar melhor o nosso dinheiro. É a informação provendo mais dados, para que a intervenção seja mais efetiva.

E este conceito pode ser aplicado em diferentes áreas.

Exatamente. Na área de água existe um potencial pouco explorado. Por exemplo, um dos equipamentos do Venturus e é conectado no cavalete de uma casa comum e fornece determinadas informações. Imagine isso sendo ampliado para um monitoramento mais contínuo. Podemos pensar que daqui a algum tempo vamos ter soluções que são mais preventivas, do que reativas.

FONTE: Envolverde
Juliana Guarexick

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Pesquisadores da Embrapa Instrumentação que fizeram películas comestíveis de diferentes alimentos como espinafre, mamão, goiaba, tomate e pode utilizar muitos outros como matéria-prima. O trabalho de pesquisa foi desenvolvido no âmbito da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) e recebeu investimentos da ordem de R$ 200 mil.

Veja este vídeo na TV AGROSOFT:

FONTE: TV Brasil

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Depois de dedicar o ano de 2014 para a agricultura familiar, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou que 2015 será o Ano Internacional dos Solos (AIS 2015). A iniciativa pretende colocar em evidência o recurso natural não renovável e atentar a população para a necessidade de maior preservação do solo.

“O assunto é solo, justamente por ser um recurso natural, que é a base produtiva para a produção de alimentos saudáveis e de qualidade. Estamos perdendo os solos e precisamos colocar mais atenção na preservação dessa base produtiva. A ideia é que os produtores tomem consciência do que está ocorrendo com os solos e como podemos ter boas práticas de preservação”, afirma o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.

Segundo Bojanic, a FAO pretende usar o ano para melhorar a relação dos produtores com os solos, fazendo com que os agricultores produzam mais, preservando o recurso natural. “No ano da Agricultura Familiar demos maior importância para a dimensão social, agora estamos dando enfoque na dimensão ambiental, do recurso e da relação entre meios de produção e pessoas. Estamos pensando na necessidade de produzir alimentos para o futuro conservando os solos”, diz.

Para o coordenador da Assessoria Internacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Caio França, a agricultura familiar é protagonista na preservação e recuperação do solo, mesmo com áreas de até quatro módulos fiscais. “Necessariamente, os produtores não podem deixar o solo se degradar. Há uma preocupação fundamental de todos os envolvidos na agricultura familiar em preservar esse recurso natural. O AIS 2015 vai orientar tanto os agricultores como os órgãos de governo na preservação do solo”, salienta o coordenador.

No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o órgão responsável por difundir o AIS 2015. A pasta criou um comitê, unindo Governo Federal e sociedade civil para promoverem o assunto. Uma série de eventos está sendo planejada para o decorrer do ano, como ocorreu com a agricultura familiar no ano passado.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação do MDA
João Paulo Biage – Jornalista

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