Algumas espécies de serpentes perderam até 80% da área de floresta ou campos que ocupavam três décadas atrás, segundo um levantamento coordenado pelo biólogo Cristiano Nogueira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP). A perda de espaço, associada à expansão das cidades e da agropecuária, implica o desaparecimento de evidências da história evolutiva não apenas das cobras, mas também de outros grupos de seres vivos, que se formaram e ocuparam seus espaços ao longo de milhões de anos. No vídeo produzido pela equipe da Revista Pesquisa Fapesp, Nogueira explica por que a perda de vegetação nativa constitui uma das principais ameaças às serpentes do Brasil e fala sobre a pesquisa zoológica com cobras, a descrição de novas espécies e como se amplia o conhecimento sobre os padrões de distribuição dos animais. Também o biólogo Otavio Marques mostra como a jararaca-ilhoa, que só existe na ilha da Queimada Grande, é mantida no Instituto Butantan visando a preservação da espécie.

FONTE: Revista Pesquisa Fapesp

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O produtor rural Idalércio Barbetta nasceu em Santa Catarina e encontrou no Distrito Federal a oportunidade para cultivar alimentos orgânicos. A maior parte do que é produzido por ele e sua família abastece o Restaurante Girassol, gerenciado pela esposa e pela sogra. Com o apoio do programa Mais Alimentos, utilizado para financiar um trator, a produção de frutas, tubérculos, legumes e verduras chega a quatro toneladas por mês.

FONTE: TV MDA

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O Jornal Futura de hoje começa com economia e a valorização das frutas nativas do país, que por desconhecimento são pouco utilizadas comercialmente. Frutas como a gabiroba, nativa dos ecossistemas cerrado e mata atlântica; jerivá, nativa da mata atlântica; a cagaita, nativa do cerrado são algumas dessas espécies. A equipe da UPF TV, de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, visitou propriedades rurais e cooperativas e descobriu que aos poucos essas frutas menos conhecidas finalmente chegam ao mercado consumidor.

FONTE: Canal Futura

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Das 1300 espécies de peixes marinhos registrados no Brasil, pelo menos 98 foram indicadas em um levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como ameaçadas de extinção. A portaria emitida em dezembro de 2014 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) provocou discussão e até um movimento do setor pesqueiro que paralisou o porto de Itajaí, em Santa Catarina. O impasse gerou grupos de trabalho que discutem a melhor forma de ordenamento da pesca sem prejudicar o setor e, principalmente, a fauna marinha. Vamos acompanhar na reportagem da TV Univali.

FONTE: Canal Futura

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O bom desempenho do cavalo, tanto para a lida quanto para os esportes de competição, depende do adestramento, preparo e treino dos animais. Em Dourados, uma amazona é tri-campeã amadora nas provas de tambor e campeã brasileira pela Associação de Cavalos Paint Horse.

FONTE: SBT MS

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A crise de abastecimento em São Paulo vem estimulando a criatividade de quem vive em condomínios. Em alguns prédios, porteiros e zeladores, muitos vindos do nordeste e que já viveram situações de seca, ensinam os condôminos novas técnicas para armazenar água. Repórter: Karina Zaniscoff.

FONTE: TV Gazeta

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Parque Eólico de Geribatu no município de Santa Vitória do Palmar (RS), atende ao consumo energético de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes. O empreendimento integra o maior complexo eólico da América Latina. Assista ao vídeo e conheça as vantagens dessa obra para o Brasil.

FONTE: Portal Brasil

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O Jornal Futura está de volta e agora vamos falar sobre espécies da fauna brasileira. A coruja das torres ou coruja de igreja como também é conhecida tem o hábito de construir seus ninhos em ambientes urbanos e, por conta dessa proximidade com as cidades, muitos animais acabam sendo mortos ou feridos pelas pessoas. Pra piorar a situação dessas corujas, muita gente acredita em crendices, nas quais a coruja traz azar pra quem cruza o seu caminho. A equipe da TV Caatinga de Petrolina, Pernambuco, foi até um centro de reabilitação e de reintrodução de animais silvestres e viu como é feito o trabalho para recuperar algumas dessas espécies da fauna da caatinga. Vamos ver.

FONTE: Canal Futura

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A variação climática observada na Região Metropolitana de São Paulo nos últimos anos – caracterizada por chuvas intensas concentradas em poucos dias, espaçadas entre longos períodos secos e quentes – deve se tornar tendência ou até mesmo agravar nas próximas décadas.

As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em colaboração com colegas das Universidades de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Universidade de Taubaté (Unitau) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), entre outras instituições e universidades do Brasil e do exterior, no âmbito do Projeto Temático “Assessment of impacts and vulnerability to climate change in Brazil and strategies for adaptation option”, apoiado pela Fapesp.

Projeções climáticas

A fim de avaliar possíveis tendências e alterações no padrão de chuvas extremas até 2100, os pesquisadores fizeram projeções de mudanças climáticas de diferentes regiões do Estado de São Paulo, incluindo a região metropolitana, usando uma técnica chamada downscaling.

A técnica combina o modelo climático regional Eta-CPTEC, desenvolvido pelo Inpe, com os modelos globais HadCM3 e HadGEM2, criados no Reino Unido e usados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), para fazer projeções de curto, médio e longo prazo, com uma resolução espacial de 40 quilômetros.

“Ela permite fazer previsões climáticas mais detalhadas de regiões do Estado de São Paulo, como o Vale do Paraíba ou a Serra do Mar, que não aparecem em um modelo climático global”, explicou Marengo.

O modelo foi rodado pelos pesquisadores com base no cenário 21 SRES A1B de emissões de gases de efeito estufa até 2100, usado pelo IPCC.

Nesse cenário climático, considerado intermediário, as emissões de gases-estufa poderão atingir 450 partes por milhão (ppm) e causar um aumento na temperatura global da ordem de 3ºC até 2100.

Os pesquisadores realizaram simulações para os períodos de 2010 a 2040, 2041 a 2070 e 2071 a 2100, tendo como base o período climatológico de 1961 a 1990, adotado como padrão para projeções climáticas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Os resultados das projeções indicaram que aumentará a frequência e a intensidade de chuvas extremas na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado nas próximas décadas.

Por outro lado, as projeções também sugeriram um aumento significativo na frequência de veranicos nessas mesmas regiões, sugerindo que as chuvas extremas serão concentradas em alguns dias e ocorrerão entre períodos de seca mais longos, explicou Marengo.

“As projeções mostram que haverá um aumento dos riscos de enchentes, inundações e de delizamentos de terra na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado”, disse o pesquisador.

“As pessoas que moram nessas regiões deverão experimentar um aumento maior de temperatura, assim como mudanças no regime de chuva e secas mais prolongandas”, afirmou.

Vulnerabilidade climática

Segundo Marengo, uma das razões pelas quais essas regiões do estado poderão ser mais atingidas pelas variações climáticas é o fato de terem maior densidade populacional.

Além delas, as regiões do Vale do Paraíba, da Serra do Mar, da Baixada Santista e de Campinas também deverão sentir mais os efeitos das variações climáticas, indicou Marengo.

“Os impactos sociais e econômicos do aumento da temperatura, secas mais prolongadas e mudanças no regime de chuva nesses locais deverão ser maiores”, estimou.

“No caso da região oeste de São Paulo, por exemplo, onde a densidade populacional é menor, os impactos serão relativamente menores, mas também ocorrerão.”

A projeção de aumento da mancha na região metropolitana de São Paulo até 2030, justamente nas áreas mais vulneráveis às consequências das mudanças climáticas, deverão agravar ainda mais o risco de desastres naturais, avaliou o pesquisador.

“Os deslocamentos populacionais causados pelas mudanças climáticas não serão só rurais, porque há mais pessoas vivendo nas cidades do que no campo hoje”, estimou Marengo.

“Se fenômenos recentes, como a seca em São Paulo, mostram que não estamos preparados para enfrentar os problemas relacionados às mudanças climáticas, os resultados do estudo reforçam que esses problemas só tendem a piorar e que é preciso considerar possíveis estratégias de adaptação”, disse Marengo.

O artigo contendo resultados dos estudos Observed and projected changes in rainfall extremes in the Metropolitan Area of São Paulo (doi: 10.3354/cr01160), de Marengo e outros, pode ser lido na revista Climate Research em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/.

E o artigo “Rainfall and climate variability: long-term trends in the Metropolitan Area of São Paulo in the 20th century” (doi: 10.3354/cr01241), de Obregón e outros, pode ser lido na mesma revista em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/.

FONTE: Agência Fapesp

Elton Alisson – Jornalista

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A revista Forbes Brasil incluiu o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, entre as 100 pessoas mais influentes do País. A informação está na edição número 28, de fevereiro de 2015. A lista não é apresentada como um ranking, mas indicação de pessoas com a capacidade de “mudar o caminho das coisas” ou “modificar o futuro da economia ou dos negócios do País”. Para a revista, “nem todos que têm poder ou acumulam riqueza são influentes”.

A publicação dividiu os 100 brasileiros selecionados em setores: Financeiro, Indústria, Serviços, Varejo, Poder Institucional, Governo, Economistas, Agronegócio. O presidente da Embrapa está na categoria “Estatais e Agências Reguladoras”. Também fazem parte deste grupo o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto; o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine; o diretor-geral de Itaipu Binacional pelo lado brasileiro, Jorge Miguel Samek; o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Brás Aparecido Barbano; o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo; e o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Donizete Rufino.

Fundada em 1917, a Forbes é uma das mais conceituadas publicações de negócios do mundo e passou a ter edição brasileira em 2012. A revista é voltada para executivos e empresários e também publica conteúdo relacionado a temas como economia, tecnologia e comunicações.

FONTE: Embrapa

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Ficar um ano inteiro sem fazer compras no supermercado parece algo impossível, não é verdade? Mas não é. Quando a primeira filha do casal Ian e Rebekah Pugh nasceu em Oxfordshire, no Reino Unido, eles decidiram tomar uma medida extrema para cortar gastos: reduzir o orçamento destinado às compras de supermercado para 50 libras semanais (R$ 220). Um ano depois, eles não só conseguiram economizar quase 900 libras (R$ 4 mil), como também mudaram seu estilo de vida.

“O problema é que você faz a compra semanal e aí vai ao mercado para comprar pão e leite um dia e sai com um monte de coisas que você não havia planejado porque você vê todas aquelas ofertas de dois por um e especiais enquanto circula”, destacou Ian ao Daily Mail. Segundo ele, gastar 50 libras no supermercado é mais do que suficiente para a semana, mas a conta nunca saía menos de 90 devido a todos os itens extras.

A história do casal inglês desperta à reflexão de como os supermercados são pensados para você comprar também o que não precisa.

Com a mudança, a família passou a fazer uma compra mensal básica de 50 libras no supermercado e a comprar o restante dos itens e mercados locais, açougues e frutarias. Agora, em vez da quantidade, eles pensam na qualidade e em não desperdiçar. “Eu tenho tempo de cozinhar em casa todos os dias e nós aproveitamos tudo o que compramos. Por exemplo, se nós compramos um frango no açougue, nós o assamos e usamos o restante em sanduíches e para fazer sopa”, explicou Rebekah.

As compras são feitas regularmente em lojas naturais. O queijo, por exemplo, é proveniente de uma queijaria e até a carne de porco tem sido comprada de uma fazenda próxima. A família agora faz seu próprio pão e até tem três galinhas para botar os ovos consumidos. A mudança foi tão positiva que o limite de 50 libras nem tem sido utilizado. “Foi uma boa disciplina aprender a viver assim. Nós estamos abaixo do orçamento semanal de 50 libras — em média gastamos 35 libra”, disse ela, que agora prefere ter alimentos frescos em vez de armários cheios.

Antes de começar este estilo de vida, o casal esteve um ano sem entrar em supermercados e toda a experiência foi relatada no blog A Year Without Supermarkets.

FONTE: EcoD

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Ela parece ser um bem abundante nas bordas e arredores do rio São Francisco. Aliada ao calor permanente e à aplicação de tecnologias, ela permite que o Semiárido nordestino abrigue um dos maiores polos de fruticultura do Brasil. Mas o fato é que a água, seja onde e como for, precisa ser usada com bastante cautela.

A irrigação no Vale do São Francisco já vem sendo utilizada há décadas, e durante o ano inteiro. De acordo com o pesquisador Luís Henrique Bassoi, da Embrapa Semiárido, seu manejo inadequado pode ter como consequências desde a perda de nutrientes para as maiores profundidades do solo – longe do alcance das raízes das plantas – até a elevação do lençol freático, contribuindo ainda para o aparecimento da salinidade, pois muitas áreas irrigadas têm problemas de drenagem.

A boa notícia é que a presença de alta umidade em algumas áreas do solo, comum em função da prática constante da irrigação, pode ser aproveitada para, até mesmo, diminuir a quantidade de água aplicada às culturas. Para isso, é preciso estar cercado de informações e conhecimentos que subsidiem uma escolha criteriosa.

Esse é o princípio da Agricultura de Precisão, uma forma inovadora de gerenciamento da atividade agrícola que auxilia o produtor a decidir onde e como realizar determinadas práticas, levando em consideração que, mesmo dentro de uma pequena área, existem diferenças quanto aos fatores do solo e da planta que podem influenciar a produção.

Uma parte da área pode, por exemplo, apresentar mais ou menos água retida no solo quando comparada às demais. Ou as plantas, em dada parcela, apresentam maior ou menor teor de nitrogênio nas folhas. Os fatores a serem levados em consideração dependem de cada cultura ou sistema de produção.

Para as fruteiras do Vale do São Francisco, cultivadas sob condições de irrigação, a umidade do solo está entre os fatores mais importantes. Um experimento realizado pela Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa em uma fazenda produtora de uvas de mesa em Petrolina (PE), identificou diferenças quanto à drenagem do solo em uma área de apenas 1,6 hectare. “O produtor observou que algumas partes da área tinham maior quantidade de água armazenada no solo. Nesses locais, nós aplicamos uma menor lâmina de irrigação”, explica Bassoi.

A fórmula parece simples — e realmente é. Mas para a identificação das partes com maior ou menor armazenamento de água no solo, é preciso realizar um levantamento sistemático da área. Segundo o pesquisador, neste caso, aplicar o conceito da Agricultura de Precisão não exigiu a aquisição de equipamentos sofisticados ou aumento dos custos e de mão de obra, apenas ajustes em algumas operações, parte delas já realizadas pelos produtores.

As análises com uva de mesa no Vale do São Francisco mostraram que foi possível obter uma redução de até 0,8 m³, ou 800 litros, de água por planta em determinadas partes da área, em um ciclo de produção de cerca de 115 dias. “Essa redução pode parecer pequena, mas se considerarmos que ela se deu apenas em uma parcela de 1,6 hectares, com 1.840 plantas, podemos imaginar o volume de água que ainda pode ser economizado em uma área maior, de cerca de 50 hectares cultivados, como é o caso da fazenda onde realizamos o experimento”, avalia o pesquisador.

FONTE: Embrapa Semiárido
Fernanda Birolo – Jornalista
(87) 3866-3734
E-mail: semiarido.imprensa@embrapa.br

Publicado na Revista XXI Ciência para a vida.

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O governo da África do Sul aprovou a retomada das importações de carne bovina desossada e de carne suína para processamento do Brasil. A decisão, comemorada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), deverá expandir o destino dos produtos a outros países.

Com a abertura do mercado sul-africano, o MAPA espera que o Brasil exporte ao ano US$ 12 milhões em carne bovina e US$ 7 milhões em carne suína. O Ministério considera que a decisão poderá abrir mercado aos produtores brasileiros em outros países da África, em especial entre os membros da União Aduaneira da África Austral (UAAA).

A entrada de carne bovina e suína na África do Sul estava embargada desde 2005, devido ao surto de febre aftosa ocorrido no Brasil naquela época. Desde então, as negociações destinadas à reabertura desse mercado vinham sendo feitas pelo MAPA, pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Embaixada do Brasil em Pretória.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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A TV Unesp, emissora pública de televisão da Universidade Estadual Paulista (Unesp), leva ao ar toda segunda-feira, a partir das 19 horas, o programa Ciência sem Limites, que apresenta pesquisas realizadas em todos os campi da instituição.

O objetivo é divulgar a produção científica da Unesp e os avanços nas diferentes áreas de pesquisa da instituição, presente nos municípios de Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Jaboticabal, Marília, Ourinhos, Presidente Prudente, Registro, Rio Claro, Rosana, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente, Sorocaba e Tupã.

Com linguagem simplificada, o programa aborda as pesquisas desenvolvidas na Unesp e as relaciona ao dia a dia da comunidade. Entre os temas tratados pelas últimas edições estão biometria e os avanços tecnológicos para a identificação pessoal, design gráfico e memória visual, modelagem de microclimas urbanos, engenharia cartográfica e fotogrametria e divulgação e popularização da astronomia.

O apresentador do programa, o jornalista João Moretti, assessor de imprensa da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, vai aos campi mostrar os laboratórios e demais ambientes onde são feitas as pesquisas e as contribuições para o avanço científico.

Os professores responsáveis pelos estudos abordados também conversam com o apresentador nos estúdios da TV Unesp, em Bauru, tratando, entre outros assuntos, dos investimentos dos órgãos de fomento e dos benefícios que a sociedade pode receber com os avanços possibilitados pela ciência.

Em Bauru, a programação da TV Unesp é transmitida pelo canal 45 UHF, na TV analógica, e no 46.1 em aparelhos digitais; na TV a cabo, pelo canal 18.

Também é possível assistir ao programa Ciência sem Limite pela internet, no site www.tv.unesp.br/cienciasemlimites.

Mais informações pelo e-mail cienciasemlimites@tvu.unesp.br.

FONTE: Agência Fapesp

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Pesquisadores liderados pela professora Ligia Bicudo de Almeida Muradian, do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP), têm se debruçado sobre as características do pólen apícola, produzido pelas abelhas, buscando compreender quais aspectos influenciam na sua composição, as diferenças em relação às regiões de origem e os efeitos de seu consumo, não apenas como suplemento nutricional, mas também por sua ação bioativa. O grupo recebe amostras de vários estados brasileiros e reúne, atualmente, em torno de 250 amostras em seu banco de dados.

“Analisamos em nosso Laboratório o valor nutricional, como proteínas, lipídeos, resíduo mineral fixo ou cinzas, vitaminas antioxidantes e vitaminas do complexo B, além de capacidade antioxidante e compostos fenólicos”, explica a professora. Em parceria com outros pesquisadores e alunos, são realizadas ainda análises de origem botânica, para determinar qual planta foi a predominante na coleta de pólen. Estuda-se ainda a qualidade microbiológica, a capacidade antimicrobiana e, mais recentemente, ensaios biológicos.

A pesquisadora explica que a composição das amostras está relacionada à vegetação e ao clima do local, que são característicos de cada região do País. O interesse científico pelo pólen apícola é recente e poucos pesquisadores se dedicam ao seu estudo, principalmente pela infraestrutura complexa exigida para a realização das análises. A enorme variedade de plantas apícolas no Brasil serve como desafio para o grupo.

As abelhas realizam voos diários para colher o pólen das flores, que é fonte de proteínas e vitaminas para o desenvolvimento da colmeia. “A coleta do pólen apícola é feita no momento em que as abelhas chegam para entrar na colmeia. Os produtores fixam armadilhas chamadas de caça-pólen, que são utensílios semelhantes a peneiras com furos grandes o suficiente para permitir a passagem da abelha, mas não do grão de pólen apícola. O grão cai em um receptor, onde fica armazenado até o recolhimento pelo apicultor”, explica a doutoranda em Ciências dos Alimentos, Adriane Alexandre Machado de Melo, que atualmente trabalha na caracterização de amostras vindas de nove estados brasileiros.

Secagem

Antes da análise, o material precisa ser desidratado e separado de resíduos, como galhos e partes da própria abelha. E é dessa forma que o pólen apícola é comercializado, pois o processo evita a deterioração do produto. Os grãos podem ser consumidos puros ou misturados ao mel, saladas, iogurtes, sucos, entre outros. Um dos objetivos do grupo liderado pela professora é padronizar o método de secagem, pois cada apiário acaba adotando um procedimento diferente, muitas vezes bastante amador.

Buscando orientar apicultores sobre esse e outros aspectos da produção e análise do pólen apícola, a professora lançou pela Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melíficas Europeias (APACAME) em 2012, em parceria com outras duas pesquisadoras, o Manual de Controle de Qualidade do Pólen Apícola. O monitoramento dos parâmetros de qualidade pode, por exemplo, indicar quais métodos implicam menor perda de vitaminas, valorizando o produto brasileiro. A professora Ligia é vice-presidente da International Honey Commission (IHC), organização internacional que tem também entre seus objetivos a definição de padrões metodológicos para o controle de qualidade de pólen apícola e outros produtos da colmeia.

São vários os benefícios já comprovados do consumo do pólen apícola, entre eles, a prevenção de problemas de próstata, a dessensibilização frente a alergias e o efeito bacteriostático e bactericida, ou seja, o efeito de deter a ação das bactérias ou de eliminá-las. No entanto, muitas outras propriedades ainda vêm sendo testadas, como a prevenção do envelhecimento celular, de aterosclerose e de vários tipos de câncer.

Um dos alunos orientados pela professora Ligia, o doutorando José Augusto Gasparotto Sattler estuda agora os efeitos do pólen apícola sobre o estresse oxidativo e inflamação causados pela obesidade. “A maioria dos estudos ainda são feitos in vitro. Vamos iniciar os ensaios in vivo utilizando camundongos. No Brasil, existem poucos estudos que avaliam o efeito do consumo do pólen apícola em modelos biológicos”, afirma José Augusto.

As pesquisas sobre o pólen e outros produtos apícolas desenvolvidas pelo grupo chamam atenção, de forma indireta, sobre o problema do desaparecimento das abelhas, que são os principais insetos polinizadores, responsáveis pela produção de alimentos como maçã, pera, laranja e café. “O fenômeno, que tem causas ainda controversas, é alarmante e vem dizimando milhares de colônias de abelhas em todo o mundo”, comenta a professora Ligia Muradian. “A apicultura é uma das poucas atividades que fazem parte do tripé da sustentabilidade, ou seja, economicamente viável, ambientalmente favorável e socialmente justa, portanto deve ser incentivada”.

Mais informações

Professora Ligia Bicudo de Almeida Muradian
E-mail: ligiabi@usp.br

FONTE: Agência USP de Notícias
Aline Naoe – Jornalista

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Oferecer alternativas tecnológicas viáveis para uma agricultura de baixo impacto ambiental. Esse é o objetivo de pesquisas realizadas na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) no Litoral Norte, em Maquiné (RS), com culturas potenciais para a agricultura familiar, como frutas nativas – com destaque para a palmeira juçara e a goiabeira serrana. Segundo o pesquisador Rodrigo Favreto, na atual conjuntura, onde são discutidas mudanças climáticas, menor uso de água, energia e outros recursos, é fundamental que a pesquisa seja direcionada para superar o desafio de promover a viabilidade da agropecuária e a sustentabilidade dos agroecossistemas.

Favreto explica que essas pesquisas estão inseridas em uma visão geral, a qual pressupõe que a atividade agropecuária deve levar em conta as características do ecossistema original – no caso das encostas do litoral norte gaúcho, a Mata Atlântica.

Palmeira juçara

É o que acontece com o estudo sobre a palmeira juçara (Euterpe edulis): o sentido é a valorização do recurso genético local. Ao invés de cortar o palmito e causar a morte da planta, a ideia é utilizar o fruto sem matar a planta e ainda gerar mais renda, como já vem sendo feito por agricultores da região, explica o pesquisador.

Conforme Favreto, a Fepagro, com apoio do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar e da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), realiza atualmente pesquisas identificando formas economicamente viáveis de plantio da palmeira, como por exemplo, em consórcio com bananais. “O plantio da juçara consorciado possibilita a diversificação dos bananais, inserindo uma planta nativa da Mata Atlântica no sistema produtivo”, destaca.

Ainda em relação à juçara, há trabalhos com microbiologia, conduzidos na Fepagro Sede, em Porto Alegre, pelas pesquisadoras Anelise Beneduzi da Silveira e Andréia Rotta de Oliveira. “A ideia é a identificação de micro-organismos do solo que sejam benéficos para a palmeira, no sentido do controle biológico de doenças como a antracnose dos frutos, bem como na promoção do crescimento das plantas.”

Goiabeira-serrana

A goiabeira-serrana (Acca sellowiana) é uma fruteira pertencente à família Myrtaceae, nativa do planalto meridional brasileiro e nordeste do Uruguai. Atualmente, a Fepagro Litoral Norte possui populações segregantes de goiabeira-serrana, além de acessos de interesse, disponibilizados pelos professores Rubens Onofre Nodari, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Joel Donazzolo, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). “O trabalho é desenvolvido por pesquisadores de diversas áreas de atuação da Fundação, juntamente com essas universidades”, esclarece a pesquisadora da Fepagro Litoral Norte, Raquel Paz da Silva.

Conforme Raquel, o estudo é importante, pois, apesar de ser nativa e apresentar potencial de exploração e manejo, é pouco conhecida e cultivada no país, possuindo apenas quatro cultivares registradas a partir de um trabalho conjunto entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a UFSC.

Lichia

Além das nativas, frutas exóticas como a lichia também estão sendo avaliadas. “A lichia (Litchi chinensis), originária da China, é considerada por alguns como a rainha das frutas tropicais, devido a seu sabor e aroma delicados, além do aspecto atraente”, conta Favreto. Ele esclarece que, no Rio Grande do Sul, a fruta é pouco conhecida, sendo praticamente inexistente seu cultivo. Mas atualmente estão sendo feitos estudos com o cultivo da lichia em Maquiné. “As avaliações fitotécnicas e de produtividade estão sendo realizadas em um pomar de 14 anos das cultivares Bengal, Brewster e Comores, pertencente ao engenheiro agrônomo Ronaldo Breno Petzhold.”

FONTE: Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária
Darlene Silveira – Jornalista

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O governo lançou ontem (26/02/15) o Programa Bem Mais Simples Brasil e o Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas, com medidas para desburocratizar os processos para abertura e fechamento de pequenas e médias empresas. O Bem Mais Simples prevê medidas como redução da papelada necessária para abrir um negócio, unificação de cadastros, agrupamento de serviços públicos para os empreendedores em um só lugar e o fim de exigências que se tornaram dispensáveis com o uso de novas tecnologias, como a internet.

Com as mudanças, a expectativa é reduzir de 83 para até cinco dias, o tempo médio para abertura de uma empresa, informou a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE).

O Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas permite aos donos de negócios fechar as empresas mais rapidamente, sem exigência de certidões negativas para concluir a baixa no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Pelas novas regras, em vigor desde o ano passado, qualquer débito ligado ao CNPJ é transferido para o Cadastro de Pessoa Física (CPF) do responsável pela empresa. Alguns estados oferecem o serviço, que terá abrangência nacional.

Com o novo sistema, o fechamento de empresas poderá ser feito pelo Portal Empresa Simples e na Junta Comercial dos estados. Segundo dados da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, o governo espera regularizar a situação de cerca de 1,2 milhão de empresas inativas no Brasil.

A redução da burocracia para pequenas e médias empresas foi uma das promessas de campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

FONTE: Agência Brasil
Luana Lourenço – Repórter
Valéria Aguiar – Edição

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Uma poderosa ferramenta de monitoramento está sendo utilizada para acompanhar os efeitos da crise hídrica nacional. Desenvolvido pela Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas/SP), o Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil (SOMABRASIL) reúne dados de diferentes fontes e os apresenta de forma amigável em mapas de fácil compreensão.

Agora, um trabalho de cooperação entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Embrapa prevê o desenvolvimento tecnológico para o acompanhamento da produção, mapeando indicativos de anomalias agrometeorológicas. No início de fevereiro de 2015, a Embrapa apresentou para a ministra da Agricultura Kátia Abreu as primeiras análises sobre a atual disponibilidade de água no solo para as principais culturas agrícolas do país.

A partir de informações disponíveis no SOMABRASIL, foi possível localizar os municípios responsáveis por 80% da produção nacional de culturas agrícolas como algodão, café, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e trigo, e relacionar com dados agrometeorológicos, socioeconômicos e relatórios de safra. A situação atual, com relação às chuvas e à oferta de água no solo, é comparada com a média histórica para o mesmo período a fim de observar se condição de hoje está muito abaixo do esperado.

A análise é realizada em bases municipais e por cultura, possibilitando mapear os municípios em situação mais crítica em relação a esses parâmetros, ou seja, aqueles que podem sofrer mais caso a baixa oferta de água coincida com estágios importantes para o desenvolvimento das plantas.

A avaliação pode ser feita a cada dez dias, acompanhando as diferentes fases da cultura e comparando a necessidade hídrica com a disponibilidade de água verificada naquele período. Essas informações, que serão entregues ao Ministério da Agricultura, vão auxiliar em ações direcionadas junto aos produtores para minimizar os possíveis impactos na produção. Além de imagens de satélite, estão sendo utilizadas no trabalho informações disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas (ANA) e sistema Agritempo, também da Embrapa.

“Ter uma visão das áreas de produção agrícola em diferentes escalas e dos indicadores que afetam as culturas nos diferentes estágios de desenvolvimento é de fundamental importância”, explica Mateus Batistella, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite. Segundo ele, o desenvolvimento de técnicas e métodos baseados em tecnologias geoespaciais, como satélites e sistemas integradores de geoinformação, tem sido a resposta da ciência para o monitoramento de uma atividade tão dinâmica quanto a agricultura, num país de dimensões continentais como o Brasil.

SomaBrasil

O Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil (SOMABRASIL) reúne num único ambiente, com acesso amigável e interatividade, informações produzidas por diferentes fontes, seguindo um processo contínuo de desenvolvimento que possibilita agregar novos módulos de monitoramento, como as análises das condições agrometeorológicas que afetam diretamente a produção agrícola.

O sistema é consultado por pesquisadores, gestores, analistas, consultores ambientais e estudantes de graduação e pós-graduação, além de ser ferramenta frequente para instituições públicas e privadas que necessitam dessas informações. Atualmente, estão cadastrados mais de cinco mil usuários do Brasil e de mais de 20 outros países.

Em seu banco de dados, estão reunidos cerca de quatro milhões de registros relacionados às produções agrícola e pecuária municipais desde 1990, além de bases político-administrativas; relevo, hidrografia, biomas, solos e potencial agrícola; áreas protegidas e desmatamento na Amazônia; logística e clima.

Disponível na internet

O SOMABRASIL, não requer software nem conhecimento especializado e foi construída com base em tecnologia de código aberto, ou seja, software livre. O usuário é capaz de interagir com os diferentes planos de informação disponíveis e fazer consultas básicas e avançadas. Todos os cruzamentos dos mais de quatro milhões de registros geram mapas dinâmicos, sobrepostos em uma mesma plataforma.

Desde 2013, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é um dos principais usuários governamentais do SOMABRASIL, utilizado para o apoio à tomada de decisão e ao direcionamento de políticas públicas já estabelecidas, como o zoneamento agrícola de risco climático e o seguro rural.

A ocorrência de chuvas abaixo da média histórica, registrada nos últimos meses em importantes regiões agrícolas, deixou o país em alerta para potenciais impactos na produção de alimentos. Há dois anos, a Embrapa Monitoramento por Satélite vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura no desenvolvimento de ferramentas para a gestão de análises de riscos para as lavouras, em especial aqueles relacionados ao clima. O cenário de crise hídrica intensificou a demanda por respostas rápidas e um acompanhamento sistemático dos efeitos da disponibilidade de água na safra 2014/2015.

Visite a página Água na Agricultura.

FONTE: Embrapa Monitoramento por Satélite
Graziella Galinari – Jornalista
Telefone: (19) 3211-6214

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