Apesar da intensa devastação provocada pela humanidade, a quantidade de matéria vegetal da Terra aumentou em 4 bilhões de toneladas na última década, segundo pesquisa realizada por um grupo de cientistas australianos e publicada no dia 30 de março de 2015, na Nature Climate Change. O estudo revela que o crescimento aconteceu principalmente em regiões da Austrália e da África, apesar de toda a ação destrutiva do homem.

De 2003 a 2012, pesquisadores de diversas universidades australianas, entre elas a New South Wales, utilizaram satélites para mapear a matéria vegetal do mundo todo. Para realizar a análise, eles usaram uma nova técnica de radiofrequência, que capta as ondas de biomassa na superfície da Terra.

A partir desses dados, eles puderam comparar os últimos 20 anos, que mostraram o aumento de desmatamento das florestas tropicais, como a Amazônia, e o crescimento de vegetação seca na Austrália nos últimos 10 anos. Ainda assim, esse crescimento se deu mais em zonas de savanas, vegetação formada por gramínea, árvores e arbustos, que é típica de clima tropicais com estações bem definidas.

Não soluciona

Embora o aumento da vegetação ser uma boa notícia, isso não soluciona o problema do aquecimento global, já que a emissão de carbono continua a crescer. Em 2013, apenas as atividades humanas liberaram mais 39,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, segundo outro estudo publicado no jornal científico.

Enquanto isso, as árvores só conseguem absorver um quarto do CO? da Terra. Infelizmente, a nova vegetação tende apenas a retardar o processo de degradação climática. O homem precisa reagir, pois a natureza tem feito sua parte.

FONTE: EcoD

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Está sendo realizada na Universidade Federal de Lavras (UFLA) uma pesquisa cujo objetivo é aumentar a produtividade do feijão carioca por meio da criação de resistência do feijoeiro ao Mofo Branco (Sclerotinia Sclerotiorum). A tecnologia está sendo desenvolvida no Departamento de Biologia (DBI) pelo professor João Bosco dos Santos, doutor em Genética e Melhoramento de Plantas com pós-doutorado em marcadores de DNA.

O feijão é um alimento básico dos brasileiros, sendo produzido durante todo o ano e comercializado por todo o território nacional. É uma das principais e mais acessíveis fontes de minerais, aminoácidos e fibras, estando presente, diariamente, na dieta da população. Por isso, é utilizado como alimento fundamental em programas de combate à fome e desnutrição.

A tecnologia em desenvolvimento prevê o seu melhoramento, tornando-o resistente ao Mofo Branco, que é a doença mais destrutiva do feijoeiro em áreas irrigadas no Brasil. O plantio adensado da cultura favorece a incidência da doença, devido à barreira que as folhas fazem à entrada de luz solar, e por dificultar a aeração das plantas. A doença faz com que as plantas murchem, apodreçam e morram.

As cultivares que estão no mercado são suscetíveis à doença. Nesse sentido, a pesquisa visa aumentar a produtividade do feijão, permitindo a utilização das novas cultivares em áreas já contaminadas com o patógeno, além de reduzir o custo de produção. A expectativa é que a pesquisa auxilie no aumento da produtividade do feijão e na redução de fungicidas para o controle da doença, além da inclusão de novas áreas já contaminadas no processo produtivo.

No caso do melhoramento de feijão na UFLA, há um acordo que envolve a Embrapa Arroz e Feijão, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Todas as cultivares obtidas são registradas e lançadas no mercado em nome desse grupo.

FONTE: Universidade Federal de Lavras
Assessoria de Comunicação da UFLA
Amanda Castro — Jornalista

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Depois de dois anos em queda, os investimentos globais em energias limpas aumentaram 17% em 2014 – US$ 270 bilhões ano passado, contra US$ 232 bilhões em 2013. As informações são de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado no dia 31 de março de 2015.

Segundo o documento, o aumento foi puxado pela expansão das instalações solares na China e no Japão e dos projetos eólicos em alto mar na Europa. Além disso, o Brasil figura entre os dez países que mais investiu no setor.

O total de investimento é apenas 3% menor do que o recorde, que foi registrado em 2011, quando foram aplicados US$ 279 bilhões. Além de fatores econômicos, o relatório mostra que a queda de investimento registrada nos últimos dois anos também tem relação com a redução do custo das tecnologias. Ano passado, cada dólar era capaz de comprar 103 gigawatts (GW) de energia limpa; em 2013, eram 86 GW; em 2012, 89 GW; e em 2011, 81 GW.

“Estas tecnologias de energia limpa são indispensáveis e sua importância global vai aumentar à medida que o mercado amadurecer, os preços continuarem a cair e a necessidade de controlar as emissões de carbono se tornar mais urgente”, destacou o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner. “A crescente penetração das energias renováveis nas economias em desenvolvimento é um dos aspectos mais importantes do relatório”, acrescentou.

Solar e eólica

A China foi de longe a maior investidora em energia renovável no ano passado — um recorde de US$ 83 bilhões, aumento de quase 40% em relação a 2013. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 38,8 bilhões em investimentos, aumento de 7%. Em terceiro, o Japão, com US$ 35 bilhões e crescimento de 10%. Um boom em energia eólica em alto mar na Europa resultou em sete projetos de US$ 18,6 bilhões. Enquanto isto, o Brasil investiu US$ 7,6 bilhões e figura entre os dez países que mais aplicaram no setor (7ª posição).

Energias solar, eólica, de resíduos e outras fontes renováveis foram responsáveis por gerar 9,1% da eletricidade global, contra 8,5% em 2013. Como em anos anteriores, o mercado em 2014 foi dominado por investimentos recordes em energia solar e eólica, que representaram 92% do total de energias renováveis.

FONTE: EcoD

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Proprietários de tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas não estarão mais obrigados a fazer o licenciamento e o emplacamento dos veículos. Esses tratores ficarão sujeitos apenas ao registro único no órgão de trânsito estadual.

Segundo a ministra Kátia Abreu, os principais motivos para a decisão tomada pela presidente Dilma Rousseff são a redução de custos, de procedimentos burocráticos, contribuindo, assim, para a competitividade do agronegócio brasileiro. “A lei deve ser formulada de acordo com a realidade do país. A grande maioria das máquinas agrícola, sequer saem da propriedade”, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, sobre a medida.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem (01/04/15), por meio da Medida Provisória nº 673, de 31 de março de 2015, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, que altera o Artigo 115 do Código Brasileiro de Trânsito (CBT). O documento é assinado pelos ministros Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), Gilberto Kassab (Cidades) e José Eduardo Cardozo (Justiça).

Nova redação do CBT

Segundo a MP, a dispensa de emplacamento e licenciamento vale apenas para o maquinário agrícola que for produzido a partir do dia 1º de janeiro de 2016. A obrigatoriedade do emplacamento para todo o maquinário agrícola, que deveria entrar em vigor em dezembro de 2014, já havia sido adiada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por dois anos — em janeiro de 2017 — a fim de que os proprietários dos veículos pudessem se adequar às novas regras.

De acordo com a nova redação do texto, apenas os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação que transitarem em via pública, estarão sujeitos a registro e licenciamento.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Rossana Gasparini – Jornalista
Telefone: (61) 3218-2203

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O Brasil e os Estados Unidos (EUA) avançaram nas negociações para abertura do mercado de carne bovina de 14 estados brasileiros. O Brasil aguarda, agora, a publicação, pelos EUA, da versão final do regulamento que garantirá o acesso ao mercado norteamericano. A negociação aconteceu durante a 7ª reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil – EUA, realizada no dia 31 de março de 2015, entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Além da carne bovina, a agenda da reunião incluiu temas de acesso ao mercado para bovinos vivos, sêmen e embriões bovinos e a certificação de carne suína, frutas e hortaliças.
“Há necessidade de incluir novos estados dentre os que serão habilitados a exportarem aos EUA, tendo em vista a condição de livre de febre aftosa com vacinação”, disse a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo. Ela mencionou, ainda, os esforços brasileiros para a erradicação da febre aftosa no país e a cooperação com outros países para alcançar a erradicação da enfermidade em nível continental.

Cooperação

No âmbito do CCA, reuniram-se os Grupos de Trabalho de Alto Nível sobre Biotecnologia e Temas Sanitários e Fitossanitários Multilaterais. O estreitamento da coordenação entre Brasil e EUA nesses assuntos é crucial para o acesso e manutenção dos mercados, dada a similaridade de seus sistemas produtivos e das barreiras enfrentadas por ambos os países. Os dois países acordaram atuar de maneira coordenada em fóruns internacionais relevantes para o comércio agrícola, principalmente para a defesa de bases científicas para o estabelecimento de exigências aplicáveis à importação de produtos agropecuários.

Brasil e EUA concordaram em desenvolver mecanismos institucionais de cooperação nas áreas de bem-estar animal e produção integrada, além do levantamento de dados sobre produção e mercados agrícolas, iniciativa que já está em andamento entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o USDA.

O CCA é o principal fórum oficial de negociação de temas agrícolas entre o Brasil e os EUA. Com reuniões anuais, as autoridades demonstraram ampla satisfação com os resultados alcançados. Ressaltaram ainda a importância da manutenção de um diálogo frequente entre dois dos maiores produtores e exportadores de alimentos, reiterando o interesse em manter o diálogo por meio do CCA.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Rayane Fernandes – Jornalista
Telefone: (61) 3218-2205

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A balança comercial brasileira registrou superávit (exportações maiores que importações) de US$ 458 milhões em março. É o primeiro saldo positivo mensal este ano. Com isso, o saldo acumulado pela balança em 2015 está negativo em US$ 5,557 bilhões. No mesmo período do ano passado, o déficit alcançou US$ 6,078 bilhões. O saldo positivo de março corresponde a US$ 16,979 bilhões em exportações e US$ 16,521 bilhões em importações.

Os dados foram divulgados ontem (01/04/15) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Como caíram as exportações de dois ou três grupos de produtos negociados, o superávit pode ser atribuído mais à queda das importações que às vendas do Brasil para o exterior.

A média diária (volume financeiro por dia útil) das exportações atingiu US$ 771,8 milhões, com queda de 16,8% na comparação com março de 2014. A retração foi puxada pelos produtos básicos, que, sozinhos, registraram redução de 29,7% na média diária. As causas foram, principalmente, o minério de ferro, petróleo bruto, carne bovina e de frango, soja e milho em grão.

Para os produtos manufaturados, a retração chegou a 6,1%, causada por aviões, açúcar refinado, pneumáticos, autopeças, bombas e compressores, máquinas para terraplanagem, motores para veículos, motores, geradores e polímeros plásticos.

O faturamento com os itens semimanufaturados foi o único a crescer, com alta de 8,8% na média diária. Contribuíram para esse crescimento ferro fundido, ouro, açúcar bruto, ligas de ferro, madeira, celulose e catodos de cobre.

Nas importações, a média negociada em março registrou US$ 751 milhões, com queda de 18,5% em relação a março de 2014. Houve recuo nos gastos com combustíveis e lubrificantes (28%), matérias-primas e intermediários (18,8%), bens de capital (16,3%) e bens de consumo (13,7%).

FONTE: Agência Brasil
Mariana Branco – Repórter
Armando Cardoso – Edição

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Cacauicultores e pesquisadores que participaram de debate ontem (01/04/15) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal manifestaram apoio ao Projeto de Lei (PLS) 93/2015, que prevê percentual mínimo de 35% de cacau puro nos chocolates comercializados no país. Já a indústria de chocolate caseiro pede cautela na mudança de legislação, para não inviabilizar pequenos fabricantes.

De autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), o projeto torna obrigatória a informação do percentual total de cacau nos rótulos dos produtos e prevê punições a fabricantes ou importadores que desrespeitarem as normas. Determina ainda que a nova lei entrará em vigor 180 dias após ser publicada.

A senadora argumenta que o aumento da quantidade de cacau no chocolate ampliará o espaço do produto brasileiro no mercado e alinhará a lei brasileira a padrões já adotados na Europa e nos Estados Unidos. Ela ressalta, no entanto, que pretende ampliar o debate para que o projeto contribua com todos os integrantes da cadeia produtiva.

“Não temos pressa [em aprovar a matéria], temos compromisso em realizar um debate sério. Buscamos também que os produtores de chocolate tenham uma política de valorização do produto. Temos que sair da situação de sermos um país exportador de commodities para sermos um país que possa agregar valor a seus produtos” disse Lídice.

Ingrediente básico

José Schneider, presidente da Associação da Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado, apontou dificuldades na obtenção da massa ou liquor, ingrediente básico para a fabricação de chocolate, feito a partir do esmagamento da amêndoa do cacau.

Como explicou, as grandes fábricas fazem o esmagamento da amêndoa, mas as pequenas indústrias dependem das três esmagadoras existentes no país, que impõem um produto muitas vezes de baixa qualidade, não havendo fiscalização que garanta a proporção de cacau.

Ele é a favor de se prever na legislação o mínimo de 35% de cacau para que o produto seja considerado chocolate, mas diz não haver espaço nas embalagens para explicitar mais essa informação sobre a proporção. Schneider defende que a informação no rótulo seja obrigatória para produtos que não atendam esse mínimo e não são considerados chocolate.

“Aquele que não compõe o chocolate conforme a lei será obrigada a escrever uma pequena frase, dizendo que não é chocolate. Outro problema é a fiscalização. A Anvisa não fiscaliza, o povo brasileiro come e não sabe que não é chocolate” disse.

Schneider ressalta que o consumo médio no Brasil, de três quilos per capita, é ainda muito pequeno em relação à média na Europa, de nove quilos per capita, ou ao mercado alemão, de 11 quilos per capita. Afirma ainda que o consumidor brasileiro não estaria disposto a pagar um valor maior por um produto de melhor qualidade. Ele também pediu mais tempo para que as novas regras entrem em vigor, depois da publicação da lei.

Henrique Almeida, da Associação dos Produtores de Cacau da Bahia, concorda que as esmagadoras misturam na massa um cacau de baixa qualidade, como o importado da Indonésia, mas afirma que as medidas previstas no PLS 93/2015 irão dinamizar a cultura, explorada predominantemente pelo agricultor familiar, e toda a cadeia produtiva do chocolate.

“O projeto vem atender um sonho histórico e está em sintonia com o mercado europeu e norte-americano” disse, ao destacar a exigência do mercado consumidor europeu em termos de qualidade e percentual de cacau nos produtos.

O mesmo sentido, Guilherme Moura, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau, defendeu a mudança na legislação brasileira e disse que a produção nacional é capaz de suprir o incremento de demanda.

Baixa rentabilidade

A produção brasileira para 2014 está estimada em 279 mil toneladas, conforme informou Helinton José Rocha, diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), e está concentrada na Bahia (63%) e no Pará (35%), com participação ainda pequena de Rondônia, Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso.

A atividade já superou a crise causada pela praga conhecida como vassoura de bruxa e hoje já movimenta US$ 13 bilhões por ano. No entanto, disse Helinton Rocha, a expansão da cultura enfrenta o desinteresse dos jovens em permanecer no campo e continuar a atividade dos pais, pela baixa rentabilidade e a falta de serviços, em especial educação e saúde.

Conforme relatou, o produtor de cacau recebe cerca de 3% do valor obtido com a venda de chocolate, menos que os 5% que o governo arrecada do setor. As esmagadoras ficam com 7%, as transportadoras com 12%, os fabricantes de chocolate ficam com 20%, o marketing com 10% e a maior fatia, 43%, com os supermercados.

Proteção ambiental e saúde

Assim como na Bahia, também no Pará a produção está concentrada em unidades familiares de produção, como informou Luiz Pinto de Oliveira, representante governo do Pará. Uma das vantagens da cultura no estado, disse, é a recomposição do passivo ambiental, a partir da cacauicultura integrada à floresta.

Ao elogiar o projeto, Oliveira destacou que a proposta incentiva o consumo de chocolate de qualidade e seus efeitos benéficos à saúde da população.

“Mostra à sociedade que o chocolate faz à saúde da população, o que faz mal à saúde é o açúcar. Esse projeto empurra o açúcar para fora do chocolate e impõe o quantitativo de cacau necessário à melhoria de funções vitais do ser humano. Estou falando em chocolate bom, estou falando de chocolate que tenha acima de 35% de cacau, como está colocado no projeto.”

No debate, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) elogiou Lídice da Mata pela iniciativa de apresentação do projeto e contou que em breve será instalada em seu estado uma indústria de chocolate. “Já produzimos no Pará uma amêndoa de altíssima quantidade e precisamos aproveitar para agregar valor ao produto” frisou.

FONTE: Agência Senado
Iara Guimarães Altafin – Jornalista

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Começaram ontem (01/04/15) as inscrições para submissão de trabalhos científicos no 10º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontecerá de 1º a 4 de setembro de 2015, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Com o tema “Qualidade, caminho para a competitividade”, o evento será promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio científico da Embrapa e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

Os trabalhos científicos têm como objetivo promover e reconhecer o valor da pesquisa realizada nas diversas instituições e universidades para a cotonicultura do País. As inscrições seguem até 30 de maio no site do congresso.

A Comissão Científica avaliará os trabalhos inscritos no período de 16 de junho a 29 de julho e o resultado será divulgado dia 31 de julho. Serão aceitos trabalhos de todas as áreas da cadeia produtiva do algodão. Os trabalhos podem ser individuais ou em equipes, mas apenas um autor fará a apresentação formal no congresso.

Inscrições

Nesta edição do Congresso Brasileiro do Algodão haverá duas categorias de inscrição: Estudantes e Autor de Trabalho. A categoria Estudantes é aberta a universitários, pós-graduandos, mestrandos e doutorandos, que terão preços especiais. Já a categoria Autor de Trabalho é exclusiva para o titular do estudo ou pesquisa, seja ele do meio universitário ou empresarial. Coautores e colaboradores do mesmo trabalho inscrito poderão se inscrever na categoria Estudante ou como filiado ou não à Abrapa.

Prazos

1º de abril – Abertura das inscrições e submissão de trabalhos
1º de abril a 30 de maio – Período de submissão de trabalhos
16 de junho a 29 de julho – Correção dos trabalhos
31 de julho – Divulgação dos resultados
3 a 25 de agosto – Pagamento das inscrições dos trabalhos aprovados

Inscrição e submissão

Acesse www.congressodoalgodao.com.br.

Mais informações

Telefone: (61) 3963-5769
E-mail: contato@congressodoalgodao.com.br

FONTE: Embrapa Algodão
Edna Santos – Jornalista
Telefone: (83) 3182-4361
E-mail: algodao.imprensa@embrapa.br

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A Embrapa Agroenergia está selecionando bolsista de pós-doutorado para atuar em projeto de pesquisa com transformação genética de cana-de-açúcar e Setaria viridis, além de desenvolver trabalhos com fisiologia vegetal. O profissional selecionado vai atuar no Laboratório de Genética e Biotecnologia da instituição, em Brasília (DF).

A bolsa, no valor de R$ 4.100,00, tem duração de seis meses, a partir de maio, mas poderá ser estendida, dependendo do desempenho do contratado. O valor será pago pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio do projeto “Bioetanol de cana-de-açúcar: abordagens biotecnológicas para incremento de produtividade via etanol de primeira e segunda geração”, desenvolvido por uma rede de oito instituições.

O objetivo final do trabalho do bolsista será definido em conjunto entre o candidato selecionado e os pesquisadores participantes do projeto, envolvendo as seguintes linhas de pesquisa:

1-Transformação genética de cana-de-açúcar e Setaria viridis, incluindo: construção de cassetes de expressão, análise de promotores, transformação genética por biobalística e/ou Agrobacterium e avaliação molecular (PCR, Southern blot, RT-qPCR, entre outros) de eventos transgênicos (experiência necessária).

2- Fisiologia vegetal, incluindo: avaliações fisiológicas e bioquímicas de eventos transgênicos de cana-de-açúcar em condições de estresse abiótico (déficit hídrico e salinidade), em conjunto com avaliações de expressão de genes candidatos (experiência desejável).

O candidato selecionado também estará envolvido na supervisão de alunos de iniciação científica e pós-graduação dentro da linha definida. Deverá possuir diploma ou documento atestando a conclusão de doutorado e ter dedicação ao projeto em período integral.

Para se candidatar, entre em contato por e-mail com o pesquisador Hugo Bruno Correa Molinari – hugo.molinari@embrapa.br -, até 20 de Abril de 2015, enviando:

a) breve relato de experiência anterior;

b) CV resumido atualizado (até três páginas);

c) link para o Currículo Lattes;

d) carta de referência de pelo menos um profissional;

e) duas outras referências para contato (nome, instituição, e-mail e telefone).

Contexto

A Embrapa Agroenergia utiliza a biotecnologia para desenvolver variedades de cana-de-açúcar mais tolerantes a estresses abióticos ou com características desejadas pelas indústrias, principalmente para a produção de etanol. A pesquisa mais adiantada, para obtenção de uma cultivar tolerante à seca, já passou pelos testes in vitro e em casa de vegetação. Agora, estão em fase de multiplicação para experimentos em campo.

FONTE: Embrapa Agroenergia
Vivian Chies – Jornalista
Telefone: (61)3448-1581
E-mail: agroenergia.imprensa@embrapa.br

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O solo é um recurso natural não-renovável que, devido à forte urbanização da sociedade, crescimento da população e do padrão de consumo-mercado, está sendo exigido acima da capacidade de recomposição.

O solo é uma fina camada superficial da terra, e, similarmente à nossa pele, os solos são o meio sólido de interação do planeta Terra com seu ambiente. A manutenção dos solos em condições de realizar suas funções é fundamental para o bem estar e sobrevivência do planeta.

Dentre as várias funções do solo, destacam-se:

* É o meio mais importante para a produção agropecuária e, portanto, a principal fonte para alimentação humana;

* É o meio de produção de biomassa para produção de energia renovável (bioenergia);

* É filtro natural que mantém os estoques subterrâneos de água doce limpos;

* É casa de uma biodiversidade imensa que atua na fitness do solo para ser utilizado e é uma fonte importante para o desenvolvimento de plantas mais saudáveis e de produção de farmacêuticos (por exemplo antibióticos);

* É fundação para estradas, edificações, cidades e indústrias;

* É um armazém natural de carbono e água, elementos fundamentais para o equilíbrio e adaptabilidade de ecossistemas terrestres aos eventos climáticos extremos.

A atividade humana é a que gera maior impacto sobre os solos, numa escala e velocidade que está afetando as funções do solo, apesar da grande capacidade dos solos em superar alterações negativas. A preocupação é que as alterações estão avançando em proporções que podem causar problemas e prejuízos. Por exemplo, uma grande voçoroca assoreando rios e lagos tem como consequência prejuízos para o agricultor, que perde este valioso recurso, podendo interferir na quantidade e qualidade da produção agrícola e na segurança alimentar. Afeta também a sociedade, devido à interferência na geração de energia, navegabilidade, deformação da paisagem e outros. Assim, é interesse de todos que seja evitada a degradação dos solos.

O Pacto Global da Organização das Nações Unidas (United Nations Global Compact – UNGC) é uma iniciativa que opera de forma estratégica, tendo como base dez princípios bem aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. O objetivo do UNGC é fornecer subsídios aos interessados em apoiar e aplicar, dentro da sua esfera de influência, os princípios preestabelecidos.

No que se refere ao meio ambiente, a UNGC preconiza três princípios: i) adotar abordagem preventiva em relação aos desafios ambientais; ii) desenvolver iniciativas a fim de promover maior responsabilidade ambiental; e iii) incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis.

As orientações para os interessados são divulgadas por meio de “guidelines” ou manuais. Encontra-se em processo de elaboração o “guideline – Princípios Empresariais para o Manejo dos Solos”, direcionado para empresas e produtores com informações de práticas sustentáveis em relação aos solos. Este documento foi elaborado em reuniões que ocorreram em Nova York, Bonn, Singapura e Nairóbi. No dia 5 de março de 2015, em São Paulo (SP), houve a reunião regional para a América Latina. A proposta do grupo responsável pelo “guideline” é que ele seja publicado em 2015, ano internacional do solo.

Participam das reuniões da UNGC, visando à elaboração dos documentos, representantes de empresas, que já aderiram ao Pacto Global e especialistas. Na reunião de São Paulo participaram o professor Dr. Yuri Zinn, da Universidade Federal de Lavras (UFLA); Dr. Martin Diaz-Zorita, gerente de agronomia para a América Latina da Monsanto BioAg, sediada em Buenos Aires, Argentina; o Sr. Fabrício Peres, gerente da LATAM da Syngenta; o Sr. João Oliveira, coordenador de produção sustentável no Brasil da Syngenta, sediados em São Paulo; a professora Dra. Tsai Siu Mui, diretora da Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP em Piracicaba; o Dr. Matias Ruffo, gerente geral da Bioceres Semillas, sediado em Rosário, Argentina; e a Dra. Beata Emoke Madari, pesquisadora da Embrapa.

O desafio do UNGC é disponibilizar os “guidelines” e conseguir a adesão de empresas privadas e públicas e agricultores que usufruem ou exercem atividades que afetam o solo e entendam seu valor dentro das cadeias produtivas dos seus empreendimentos e os benefícios que o manejo adequado pode agregar ao seu negócio. É também importante que entendam que o mal uso deste recurso natural a nível local tem implicações globais.

Mais informação sobre o Pacto Global das Nações Unidas, acesse: www.unglobalcompact.org e www.pactoglobal.org.br.

AUTORIA

Beata E. Madari
Márcia T. M. Carvalho
Pedro L. O. A. Machado
Carlos M. Ferreira

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