Burocracia excessiva, alta carga tributária e impostos em cascata levam empresas como Ikea e H&M a postergar o desembarque no país, que ocupa a 120ª posição no ranking de “facilidade de fazer negócios” do Banco Mundial.

O chamado Custo Brasil não é um vilão que assusta só as empresas já sediadas no país. Segundo informações do mercado, estrangeiras como a H&M (de roupas) e Ikea (de móveis) desistiram de se instalar em território brasileiro, pelo menos a médio prazo. Entre os motivos estão a burocracia excessiva, a alta carga tributária (de mais de 35% do PIB), o complicado sistema tributário e os altos custos trabalhistas.

De acordo com o relatório Doing business 2015 – Indo além da eficiência, do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 120ª posição entre 189 nações pesquisadas no ranking “facilidade de fazer negócios” — o que é considerado ruim, levando-se em conta que o país está entre as dez maiores economias do mundo. Cingapura (1º), Alemanha (14º), Peru (35º), México (39º) e Chile (41º) são algumas das nações que estão à frente do Brasil.

“Os problemas, como corrupção, relação não muito boa com investidores e intervenção estatal são questões que prejudicam os investimentos”, diz o economista Marcel Grillo Balassiano, da FGV-IBRE. “Além de encarecer o produto nacional, esses fatores também geram um desincentivo a investimentos por parte de empresas nacionais e à entrada de marcas estrangeiras no país.”

Questionada sobre o cancelamento da chegada ao país, a sueca H&M afirmou, por meio de nota, que o Brasil é um dos vários mercados de interesse que a empresa tem observado, “mas ainda temos que comunicar se e, se neste caso, quando estaremos abrindo filiais no país”. Em 2015, a marca já anunciou Peru, África do Sul, Taiwan, Índia e Macau como novos mercados. A Ikea, por sua vez, afirmou que, no momento, não tem planos para o Brasil.

Desafios para manter preços competitivos

Marcas estrangeiras que já estão no Brasil, como a Zara e a Forever 21, enfrentaram grandes desafios de produção para conseguir manter os preços de seus produtos tão competitivos quanto em outros países.

A Ikea teria que produzir no Brasil, mas, segundo informações do mercado, teria esbarrado na carência de fornecedores de produtos baratos e em larga escala, seguindo o modelo de suas outras filiais pelo mundo. Problemas de logística e impostos extremamente altos sobre produtos importados impedem qualquer alternativa a não ser fabricar no Brasil.

“Quando os custos são muito altos, a empresa pode ter que mudar seu público-alvo. Isso foi um dos fatores que fez com que a H&M não viesse ao país, já que não teria o interesse de ser considerada loja de grife em apenas um dos países onde está atualmente presente”, afirma Balassiano. A marca possui mais de 3.500 lojas em 57 mercados.

Para Sidnei Abreu, diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), o país tem um potencial de consumo atraente. Apesar de as grandes marcas saberem que se trata de um ambiente custoso e burocrático, elas não querem deixar passar a oportunidade de se instalar no Brasil.

“Resta a essas marcas avaliarem, em sua estratégia de expansão, qual o melhor momento para a entrada no mercado brasileiro”, afirma Abreu.

Produtos caros

Gargalos e nós na logística, além de outros fatores que formam o Custo Brasil, diminuem a competitividade de produtos brasileiros e colocam o país em desvantagem frente a mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia. Um exemplo é o iPhone 6, que custa a partir de 3.499 reais no Brasil. Já nos Estados Unidos, o mesmo produto é vendido por 199 dólares (cerca de 630 reais).

A falta de estradas em boas condições e uma rede de transporte ferroviário insuficiente fazem com que produtos brasileiros cheguem mais caros para o consumidor brasileiro e, também, para a exportação.

Para os especialistas, a solução para o problema do Custo Brasil passa principalmente por uma reforma que reduza não somente o número de tributos, mas também a carga tributária sobre a produção, passando a concentrá-la sobre o patrimônio e a renda — e, ainda, de forma progressiva, quer dizer, quem ganha mais e tem mais bens, paga mais impostos.

“Porém, falta interesse político”, afirma Rubens de Oliveira Gomes, professor de direito tributário do Ibmec-MG. “Cada ente da federação olha somente para seus interesses individuais, em detrimento do interesse do país como um todo.”

FONTE: Deutsche Welle
Autoria: Fernando Caulyt

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Durante os primeiros 75 dias deste ano, a Costa Rica conseguiu uma marca inédita: usou apenas energia renovável para abastecer sua rede elétrica, em meio a esforços para “limpar” sua matriz energética até 2021. O país se beneficiou de três represas cheias graças a um período excepcional de fortes chuvas, além da energia de fontes geotérmica – que usa o calor vindo do interior da Terra – , eólica, solar e biomassa, segundo o Instituto Costa-riquenho de Eletricidade (ICE).

Com isso, as usinas térmicas do país não precisaram ser usadas no período, “com consequente benefício ambiental e econômico, porque não houve necessidade de usar combustíveis (fósseis)”, disse o instituto. Por enquanto, só metade das fontes de energia primária da Costa Rica são renováveis. Neste ano, o país conseguiu avançar “limpando” a energia elétrica.

Especialistas consultados pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, apontam que o país tem tentado obter rendimento máximo de seus recursos naturais para evitar ter de importar hidrocarbonetos.

Um dos elementos-chave foi a integração ao Programa de Energias Renováveis e Eficiência Energética Centro-americana (4E), implementado pelo escritório de cooperação internacional do governo alemão junto à Secretaria-Geral do Sistema de Integração da América Central (SG-SICA), que trabalha para fomentar uma matriz mais limpa na região.

O diretor regional do programa 4E, Manfred Haebig, explica à BBC Mundo que o país “sempre teve a matriz energética mais verde da América Central”. A matriz é composta em 80% por hidrelétricas e só 20% das energias renováveis é eólica e geotérmica (uma usina no país é abastecida pelo vapor de um vulcão dormente).

O problema disso – além do impacto da construção de hidrelétricas – é que o modelo é bastante dependente do clima: se falta água, o fornecimento de energia fica comprometido. “Hoje as represas estão cheias e pode-se falar de 100% de energia renovável. Mas isso é dinâmico e pode mudar ao longo do tempo”, explica Haebig.

A novidade, no caso costa-riquenho, é que o país tem levado em consideração as mudanças climáticas, que alteram, por exemplo, a constância das chuvas, explica Tabaré Arroyo, autor do estudo “Líderes em Energia Limpa”, produzido para a organização ambiental WWF.

Arroyo explica que a Costa Rica tem investido não apenas em energia hidrelétrica, mas também eólica e geotérmica, para o caso de caírem os níveis de água acumulada nas represas.
“Obter 100% de eletricidade renovável é algo novo na América Latina”, afirma.

Líder regional

Em seu relatório para a WWF, Arroyo explica que dois mecanismos ajudaram o país centro-americano a avançar nas energias renováveis. O primeiro é um sistema de leilão para a compra adicional de energia limpa.

O segundo é um programa para promover a geração de energia pelos próprios consumidores – “que conectam seus sistemas solares, eólico, de biomassa e cogeração à rede”, explica o especialista. Esses pequenos produtores podem vender os excedentes, o que vem ajudando a abastecer a rede energética.

“Graças a seu grande potencial e um marco jurídico favorável, a Costa Rica criou um ambiente atrativo para investimentos em energia renovável”, diz o relatório. Entre 2006 e 2013, o país atraiu mais de US$ 1,7 bilhão para financiar projetos energéticos limpos. Com isso, a Costa Rica virou o “país latino-americano mais bem posicionado no Índice de Sustentabilidade Energética”, diz a WWF.

Ao mesmo tempo, reportagem do jornal britânico The Guardian ressalta que a Costa Rica ainda enfrenta muitos obstáculos para cumprir suas metas energéticas: além de ter um padrão instável de chuvas, o país ainda depende do petróleo para o setor de transportes.

O combustível consumido por carros, ônibus e trens responde por quase 70% das emissões de carbono costa-riquenhas. E são poucos os carros híbridos disponíveis, disse o jornal.

Ainda assim, em um país dependente do turismo ecológico, “faz sentido buscar fontes de energia limpas e não contaminantes”, diz Jake Richardson, especialista em energia renovável do site Clean Technica.

O objetivo é também economizar na importação de combustíveis fósseis e no próprio bolso: a Autoridade Reguladora de Serviços Públicos calcula que a tarifa de eletricidade ficou até 15% mais barata graças às mudanças energéticas.

FONTE: BBC Brasil

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Pesquisa com a participação do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) com 250 criadores de abelhas sem ferrão aponta as práticas de manejo mais adequadas para ampliar produtividade e os rendimentos da produção de mel e de colônias. Com base nas entrevistas com os produtores, o trabalho indica os procedimentos mais eficientes, como a multiplicação de colônias, a coleta não invasiva e a pasteurização do mel. A ideia dos pesquisadores é difundir as informações obtidas no estudo por meio de atividades de extensão e cursos técnicos de criação de abelhas. O estudo é descrito em artigo publicado na revista PlOs One.

O pós-doutorando Rodolfo Jaffé Ribbi, do Laboratório de Abelhas do Departamento de Ecologia do IB, que integrou o trabalho de pesquisa, afirma que a criação de abelhas nativas sem ferrão é uma prática comum em todo o Brasil e em países tropicais. “No entanto, a maioria dos criadores ainda utiliza práticas rudimentares de manejo”. Os pesquisadores envolvidos no trabalho distribuíram um questionário entre 250 criadores em 20 Estados brasileiros. “A variedade de espécies criadas é grande, são utilizados diversos tipos de caixa para acomodar as colônias, alguns criadores fazem controle de pragas e há desde criações comerciais até pessoas que criam abelhas por hobby”.

O estudo relacionou as práticas de manejo com a produtividade, para identificar os procedimentos que mais ampliam os rendimentos da criação. “Uma prática importante é a inspeção regular das colônias e a alimentação das abelhas. Na estação seca, por exemplo, os produtores que alimentaram as colônias com xarope ou mel diluído conseguiram melhores resultados”, diz o professor. “Existem criadores que apenas obtém as colônias de abelhas na natureza, entretanto o ideal seria ensinar esses produtores a multiplicarem suas colônias, de modo a incrementar o tamanho do plantel”.

Segundo Jaffé, a pesquisa aponta práticas de colheita e preservação do mel que melhoram os resultados da produção. “Entre elas estão a coleta com seringa, que é menos invasiva, e a conservação do mel por meio da pasteurização”, destaca. O controle da infestação por pragas também influi na otimização da produção de mel. “Por fim, a experiência do produtor e sua rede de contatos com outros criadores foi um preditivo importante das melhores práticas de manejo, pois auxilia na multiplicação de colônias e na troca de conhecimentos que são transferidos para a criação”.

Rendimento

O levantamento também contabilizou a quantidade de mel produzida por ano e o rendimento com as vendas do produto. “A maior parte dos criadores vende cerca de 20 litros por ano, embora alguns consigam vender mais de 200 litros”, relata o professor. Em geral, a venda do mel não é a única fonte de ingresso de renda do produtor, sendo uma atividade secundária. “O rendimento normalmente atinge R$ 2 mil, embora alguns consigam obter até R$ 15 mil com mel e outros produtos das abelhas sem ferrão”.

Entre os produtores entrevistados para o estudo, as espécies de abelhas mais criadas são a jataí (Tetragonisca angustula) e a mandaçaia (Melipona quadrifasciata – Lepeletier). “Elas são mais comuns no Sudeste brasileiro, região em que se concentra a maior parte dos criadores pesquisados”, aponta Jaffé. “As espécies que predominam entre os criadores variam conforme a região. No Nordeste, por exemplo, são a jandaíra (Melipona subnitida duke ) e uruçu (Melipona scutellaris)”.

De acordo com o professor, os resultados da pesquisa servirão para desenvolver uma metodologia que avalie as práticas de manejo de abelhas mais efetivas. “Algumas dessas práticas já foram identificadas e a ideia é compartilhar essas informações com entidades formuladoras de políticas públicas e com os criadores”, planeja. “As conclusões do estudo também serão utilizadas na criação de programas de extensão e cursos técnicos de meliponicultura, de modo a otimizar essa atividade”.

O levantamento teve a colaboração de pesquisadores da Universidade de Texas, nos Estados Unidos, Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), no Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Universidade Federal do Ceará (UFC), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Também colaborou com o trabalho o Núcleo de Apoio a Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP BioComp) da USP, sediado na Escola Politécnica (Poli) da USP, por intermédio da professora Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca, do IB. A pesquisa faz parte do projeto de pós-doutorado do professor Rodolfo Jaffé, que contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Mais informações

Pesquisador Rodolfo Jaffé Ribbi
Telefone: (11) 3091-7533
E-mail: r.jaffe@ib.usp.br

FONTE: Agência USP de Notícias
Júlio Bernardes – Jornalista

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Concentração urbana, exploração de gás de xisto, agropecuária na Amazônia. O que esses assuntos têm em comum? Todos fazem parte da chamada crise hídrica, retratados no documentário AGUA_VIDA como reflexos de crise mais profunda, ambiental e civilizatória.

FONTE: TV UFSC

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A busca por hábitos alimentares saudáveis é cada vez mais comum. Mas algumas pessoas se preocupam ainda mais com o que comem, também por uma questão de princípios. Por exemplo, por respeito aos animais! O Unesp Notícias mostra os hábitos de vegetarianos e veganos. Os segundos são ainda mais restritivos, e não é só com os alimentos.

FONTE: TV Unesp

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A homeopatia se baseia na cura pelo semelhante, isto é, as substâncias indicadas causariam sintomas parecidos que a doença, que ao serem administrados fazem com que o organismo busque o equilíbrio e assim alcance a cura, tratando então o doente e não a doença. Já a fitoterapia utiliza ervas medicinais na produção de medicamentos. Ambas utilizam produtos orgânicos em seu processo de cura. O prof. Dr. Filipe da Unesp de Botucatu fala sobre as diferenças entre homeopatia e fitoterapia e suas diferentes aplicações. A engenheira florestal Livia Vilhena nos conta sobre a homeopatia e sua relação com pessoas, animais e vegetais e a crescente demanda da homeopatia na agricultura. O engenheiro agrônomo João Nabuco explica o os benefícios de se preparar o solo com o uso da homeopatia.

FONTE: TV UnespEcoideias

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O número de agricultores cultivam seus produtos sem a utilização de agrotóxicos ou hormônios em suas plantações aumentou 50% de 2014 para 2015. A região Nordeste é a que possui a maior quantidade de produtores rurais orgânicos – a área total dedicada a este tipo de plantação no país é de quase 750 mil hectares.

FONTE: TV NBR

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O Brasil pode viver uma recessão causada pela Operação Lava Jato mais branda em 2015 do que a projetada por economistas que têm calculado os impactos econômicos das investigações. Parte dos dados de um estudo que será apresentado hoje (06/04/15) em um seminário da Fundação Getulio Vargas (FGV) foi antecipada no dia 2 de abril durante um debate em teleconferência para discutir os efeitos econômicos e sociais da Lava Jato.

Gesner Oliveira, professor do Departamento de Planejamento e Análise Econômica Aplicados à Administração (Eaesp) da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que as decisões tomadas pela equipe econômica podem amenizar os efeitos sobre o setor. “O cenário mais provável é uma recessão [com queda] de menos de 0,5% do PIB [Produto Interno Bruto – soma de todos os bens e serviços produzidos no país]”, disse.

Segundo os dados iniciais, os economistas do Eaesp/FGV projetaram que a queda de investimentos da Petrobras, estimada em 20%, e a retração no setor da construção de quase 10% provocarão perdas de produção equivalente a R$ 97 bilhões, o que representaria uma queda de 2% no PIB.

“Para 2015, levamos em consideração outros fenômenos que estão ocorrendo”, disse Oliveira, ao citar o ajuste da taxa de câmbio, com menor artificialismo na política cambial, e os sinais de recuperação da credibilidade econômica. “A despeito de todas as dificuldades, a gente percebe a política econômica que sinaliza com mais clareza sobre o que se pretende fazer e o ajuste fiscal. São dois elementos que são relativamente positivos.”

Oliveira alertou para pontos que não estão sendo considerados na divulgação de fatos sobre a Lava Jato e que podem provocar impactos mais graves à economia brasileira e deveriam ser tratados com cautela. Entre eles, estão o poder de mercado da Petrobras, que “é única contratadora de determinados serviços”, o fato de que determinados agentes e executivos possam ter tomado medidas contrárias aos interesses da empresa e o papel da delação premiada.

“É um mecanismo que levou a avanço grande no combate aos cartéis nos Estados Unidos. É uma ferramenta muito poderosa, mas qual o significado das informações? A delação premiada deve ser vista no contexto de um jogo. A informação não pode ser levada como verdade absoluta”, alertou.

Tatiana Farina, PHD em economia pela Boston College e especialista em pesquisa de organização industrial, microeconometria e marketing quantitativo, destacou o risco sistêmico que as investigações podem produzir sobre o setor financeiro. Ela lembrou que a indústria da construção sofreu grandes perdas e que muitas construtoras estão com dificuldade de acesso a crédito em função de impedimentos provocados pelas investigações. “A gente entende o ponto de vista dos bancos, mas vê o efeito na economia real e o impacto de não dar continuidade a projetos que já foram aprovados”, disse.

O especialista em regulação de mercado Vinícius Carrasco, doutor em economia pela Stanford University, discordou do cálculo sobre o impacto na economia brasileira. Segundo ele, é difícil computar danos, mas a experiência mostrou que os cartéis no Brasil apresentaram prejuízos altos. “[Os impactos] são inferiores. Não há evidências de que neste caso, em que a vítima [a estatal] e os cartelistas [as construtoras] parecem estar mancomunados, seja diferente. O que é peculiar no caso da Petrobras é que parece ser um conluio de cartelistas e gestores da empresa.”

Para o advogado Bruno Werneck, especialista nas áreas de infraestrutura e financiamento de projetos, as denúncias reforçam que o sistema de compras públicas brasileiro está “falido”. “Os níveis de corrupção se estendem para outros setores que têm mecanismos de contratação ainda mais ineficazes. A [Lei das Licitações] 8.666 é um tremendo fracasso. A ênfase demasiada no menor preço é catastrófica. Ninguém vai no mercado e fica comprando produtos apenas pelo menor preço”.

FONTE: Agência Brasil
Fábio Massalli – Edição

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectes), estabeleceu parceria com a Embraer para investimentos de R$ 1 milhão destinados a projetos de conhecimento e inovação no setor aeronáutico do estado. Os recursos (R$ 500 mil de cada parceira) virão das leis federal e estadual de incentivo à pesquisa científica e tecnológica. O resultado almejado é a produção de conhecimento e criação de competências para o setor em Minas Gerais. As propostas serão recebidas, eletronicamente, pela Fundação, até as 17 horas do dia 12 de maio, segundo o Edital 5/2015.

De acordo com a assessora adjunta de inovação da Fapemig, ligada à diretoria de Ciência Tecnologia e Inovação, Elza Fernandes de Araújo, o objetivo é gerar conhecimento para que as empresas possam utilizar os resultados das pesquisas no fortalecimento e ampliação do setor no Estado. “Os benefícios serão inúmeros, mas o principal é promover a parceria entre governo, empresas e universidades para que o conhecimento gerado seja agregado às empresas, onde de fato a inovação se torna realidade”, afirma Elza.

Parcerias desse tipo são comuns em países onde as empresas são fortemente inovadoras. “É a tríplice hélice: promover a interação entre universidades, empresas e o estado. Este é o papel da Fapemig como agente facilitador do avanço da inovação científica e tecnológica”, observa Elza. Buscando investir em competitividade, uma das linhas centrais de atuação da Fapemig é o incentivo à inovação, que inclui apoio às incubadoras e aos parques tecnológicos do Estado, envolvendo também o lançamento de editais em parceria com empresas.

Segundo o Edital 5/2015, para ter acesso aos recursos, as instituições interessadas devem inscrever projetos ligados à: 1) captação de energia; 2) controle de escoamento; 3) célula combustível; 4) otimização de missões complexas para aviação comercial; 5) configurações alternativas de aeronaves com propulsão distribuída; 6) eficiência energética de arquiteturas de propulsão híbrida e gerenciamento de energia térmica. O valor dos recursos solicitados à Fapemig em cada projeto inscrito deverá ser de, no máximo, R$ 250 mil, incluindo as despesas operacionais.

Serão consideradas aptas as propostas de Entidades Científicas Tecnólogicas e de Inovação (ECTIs) de natureza criativa ou empreendedora – desenvolvidas sistematicamente – que visem à geração de novos conhecimentos ou aplicação inovadora do conhecimento existente. O resultado final da seleção das propostas será publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, em forma de extrato e, na íntegra, na página da Fapemig pelo endereço eletrônico www.fapemig.br.

FONTE: Agência Minas

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