A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou ontem (09/04/15) a liberação comercial do eucalipto transgênico. A liberação foi solicitada pela FuturaGene Brasil Tecnologia Ltda, empresa de biotecnologia da Suzano Papel e Celulose. De acordo com nota divulgada pelo órgão, foram 18 votos a favor e 3 contra. A espécie liberada é a Eucalyptus spp L., contendo um gene da planta Arabidopsis thaliana.

Com a decisão, o Brasil é o primeiro país liberar o eucalipto geneticamente modificado, segundo informou a empresa. segundo os técnicos da FuturaGene, o eucalipto modificado tem 20% mais de produtividade e poderá ser usado na produção de madeira, papel, entre outros itens.

Em março deste ano, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou uma unidade de pesquisa em Itapetininga, interior paulista, onde a FuturaGene e a Suzano Celulose desenvolvem a espécie geneticamente modificada, em protesto contra a liberação de uma variedade transgênica de eucalipto.

Em Brasília, militantes ocuparam o escritório da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). De acordo com o MST, a variedade consome mais água que as plantas naturais e coloca em risco a produção brasileira de mel, que tem no eucalipto uma de suas fontes de produção.

Líderes do movimento temem que, com a introdução do transgênico, as abelhas contaminem a produção com os elementos da nova variedade. Assim, o mel nacional poderia sofrer restrições no mercado internacional, além de possíveis ameaças à saúde dos consumidores e das abelhas.

A CTNBio diz ainda que a planta é testada desde 2004 e foi avaliada quanto a aspectos agronômicos, segurança ambiental, possíveis efeitos danosos a espécies de abelhas com e sem ferrão. A comissão destaca que foi feita uma audiência pública, em setembro do ano passado, e conduzidas discussões nas quatro subcomissões setoriais permanentes da CTNBio.

Também por meio de nota, a FuturaGene informou que a liberação possibilitará produzir mais com menos recursos, além de garantir a sustentabilidade. A empresa ressalta que a nova tecnologia será disponibilizada aos pequenos produtores sem o pagamento de royalties, uma vez que já são parceiros da Suzano Papel e Celulose no programa de fomento florestal.

A aprovação pelo CNTBio ainda cabe recurso. Após a publicação no Diário Oficial da União (DOU), haverá um prazo de 30 dias para interposição de recursos no Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). Os recursos, caso ocorram, serão julgados pelo próprio conselho. Somente depois de notificada pelo CNBS, a empresa poderá registrar o produto no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e iniciar a comercialização.

FONTE: Agência Brasil
Mariana Tokarnia – Repórter
Aécio Amado – Edição

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No próximo dia 13 de abril de 2015, às 10 horas, o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, e o CEO global do Buscapé Company, Romero Rodrigues, vão lançar, em coletiva em São Paulo (SP), o aplicativo QiPU, desenvolvido para auxiliar a gestão do Microeempreendedor Individual (MEI).

O app será apresentado na abertura da Semana do MEI e tem como objetivo ajudar aquele empreendedor, que fatura até R$ 60 mil ao ano, a controlar pelo smartphone todas as obrigações de seu empreendimento. A Semana do MEI será realizada em todo país de 13 a 18 de abril.

Serviço

Lançamento do aplicativo QiPU
Data: 13 de abril de 2015
Hora: 10 horas
Local: Praça do Patriarca, s/n, Sé – São Paulo/SP

FONTE: Agência Sebrae

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Produtores da região de Mandiritiba participaram nesta semana de um curso sobre a produção de morangos no sistema semi-hidropônico. O treinamento foi feito pela Emater/PR, com o apoio da Prefeitura de Manditituba e atendeu 60 produtores.

O coordenador técnico regional da Emater/PR, João Ribeiro dos Reis Júnior, explica que esse trabalho com os produtores faz parte de uma estratégia de levar novas alternativas de geração de renda para famílias atendidas pelo projeto Sustentabilidade, com contrato pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através de chamada pública, e executado pelo serviço oficial de assistência técnica e extensão rural paranaense.

“A maioria dessas famílias produzia frangos para uma indústria que fechou as portas recentemente. A tecnologia e a cultura que estamos divulgando permite aproveitar a estrutura dos aviários já instalados, exigindo apenas a substituição da cobertura de telhas por filme plástico transparente”, disse o coordenador.

Na prática

O treinamento teve como instrutores os técnicos Ênio Ângelo Todeschini e Alexandre Meneguzzo, da Emater do Rio Grande do Sul. A parte prática aconteceu na propriedade do agricultor Ademir Moleta, que há um ano se dedica à produção de morangos em Mandirituba.

O cultivo do morango nos sistema semi-hidropônico dispensa o uso do solo, é feito em bancadas e utiliza apenas um substrato especial para o desenvolvimento das raízes. Segundo o engenheiro agrônomo Ênio Tedeschini, é uma alternativa que traz inúmeras vantagens para o produtor e também o consumidor.

Ele destaca que o sistema permite a colheita de um fruto mais limpo. Como é realizado em ambiente protegido, reduz o uso de agroquímicos, racionaliza o uso da água, minimiza os impactos ambientais e possibilita ganho de até 100% produtividade.

“O mais importante é que o sistema semi-hidropônico torna mais fácil o trabalho do produtor. Isto acontece porque o trabalhador não precisa curvar o corpo para fazer os tratos culturais ou a colheita dos frutos, situação que ocorre no cultivo no solo”, destaca o engenheiro agrônomo.

Antônio Lunardcz, coordenador do projeto Fruticultura da Emater para a região Sul do Estado, explica que na região de Curitiba cerca de 12% da produção de morango já saem de propriedades rurais que utilizam o sistema semi-hidropônico ou também chamado cultivo em substrato ou cultivo em sacolas.

“Com o plantio no solo, o produtor enfrenta muitos problemas fitossanitários, tem dificuldade de fazer a rotação de culturas e sofre ao ter que trabalhar agachado, forçando a coluna. A tecnologia que estamos divulgando resolve tudo isso, dando, inclusive, maior bem estar ao agricultor e sua família em sua lida com a plantação”, explica.

O Paraná tem cerca de 600 hectares ocupados com a cultura do morangueiro e uma produção de 17,5 mil toneladas anuais. A renda obtida com está atividade representa 7,5% do valor bruto de produção da fruticultura. “A cultura é desenvolvida por cerca de 400 agricultores familiares, que com o plantio de apenas 5 mil plantas podem obter uma renda média mensal de R$ 1,9 mil”, enfatiza Antônio Lunardecz.

FONTE: Agência Estadual de Notícias

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A Pró-Reitoria de Recursos Humanos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) abre no dia 13 de abril de 2015 as inscrições do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação temporária de professores. Os interessados poderão se inscrever até dia 28 deste mês no endereço www.uel.br/prorh.

São ofertadas 18 vagas em diversas áreas do conhecimento, com cargas horárias de 40 ou 20 horas semanais. O PSS é composto de prova didática, prova prática, quando necessário, e prova de títulos. Serão aceitas inscrições de portadores de, no mínimo, diploma do curso de graduação ou pós-graduação, que inclua no todo ou em parte a área de estudos objeto da seleção, além de outros requisitos previstos.

O edital do Processo Seletivo Simplificado (032/2015) está disponível na página da Pró-Reitoria de Recursos Humanos – www.uel.br/prorh -, com informações sobre as áreas de conhecimento, número de vagas, tabela de vencimentos, valor da inscrição e requisitos mínimos para o preenchimento da vaga.

FONTE: Agência de Notícias do Paraná

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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 46 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), promove no período de 26 a 30 de maio de 2015 o 47º Curso de Cultivo de Cogumelos Comestíveis e Medicinais. O curso é voltado a produtores rurais, extensionistas, estudantes de graduação e pós-graduação, com o objetivo de capacitá-los na técnica chinesa de cultivo de cogumelos JunCao, adaptada para o Brasil, que é capaz de tornar o cultivo de cogumelos mais barato e ambientalmente mais saudável. As inscrições para as 40 vagas disponíveis podem ser feitas neste link até o dia 15 de maio ao custo de R$ 800. Inscrições feitas até o dia 13/04 poderão ser divididas em duas parcelas iguais.

O curso realizado ensinará a técnica de cultivo chinesa “JunCao”, uma metodologia chinesa adaptada para as condições brasileiras pela pesquisadora Arailde Urben e que permite produzir cogumelos de forma mais econômica e ambientalmente mais saudável, já que utiliza substratos de gramíneas e outros nutrientes ao invés de troncos de madeira e serragem como nos meios de cultivo tradicionais. A finalidade é garantir a competitividade e sustentabilidade visando, principalmente à agricultura familiar.

O curso será dividido em aulas teóricas e práticas, cujo conteúdo abrange informações sobre: morfologia, fisiologia, reprodução, classificação, caracterização química, controle biológico, entre outros assuntos. Serão proferidas ainda palestras abertas ao público sobre a utilização de cogumelos medicinais na saúde humana.

Por que cultivar cogumelos?

No Brasil, a produção de cogumelos é ainda inexpressiva, comparada com outros países. O consumo “per capita” no país é de apenas 288g/ano, contra 2 kg na França. Trata-se de um alimento de alto valor nutricional, rico em proteínas, vitaminas, fibras, carboidratos, minerais e propriedades farmacológicas. Seus princípios ativos têm ainda potencial terapêutico: intensificam a atividade das células de defesa do organismo e auxiliam na reorganização imunológica e no tratamento complementar de diversas enfermidades.

As propriedades nutritivas e medicinais dos cogumelos são conhecidas pelos povos antigos, principalmente chineses e egípcios, há mais de 3.000 anos. Nas últimas décadas, pesquisas realizadas em vários países têm confirmado essas crenças e já se sabe que há pelo menos 30 variedades de cogumelos com potenciais benefícios para a saúde humana.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia possui um banco genético de cogumelos para uso humano com cerca de 400 espécies de cogumelos de interesse alimentar e medicinal coletados em diversas regiões brasileiras e de outros países. O banco é resultado das pesquisas que envolvem a coleta e conservação de cogumelos empreendidas pela pesquisadora Arailde Urben, há quase 20 anos. Foi ela quem trouxe da China, na década de 90, a tecnologia JunCao. E, desde então, tem como uma de suas prioridades a transferência dessa tecnologia ao setor produtivo no Brasil, a partir dos cursos que promove todos os anos.

A pesquisadora enfatiza que ainda há muito a ser feito para a divulgação dos cogumelos no Brasil. “Os cogumelos nutricionais e medicinais são importantes para a saúde humana, porém ainda pouco conhecidos pela população brasileira. O curso vai ensinar as técnicas de cultivo de cogumelos comestíveis, incentivando também o seu consumo”, afirma.

Conteúdo programático do curso

Aulas teóricas: Noções gerais de cogumelos; Formulação e preparo de meios para “sementes”; Processamento de matéria-prima utilizada como substrato para produção de cogumelos; Cultivo de diversos cogumelos: Agaricus blazei, Lentinula edodes, Pleurotus spp., Ganoderma lucidum pela técnica JunCao; Modelos de negócios e empresas inovadoras; Doenças e pragas e seu controle; Aspectos econômicos da fungicultura: processamento e mercado; Microrganismos e moléculas bioativas de cogumelos como agentes de biocontrole; Cogumelos: uma importante fonte de metabólitos para a saúde humana; e Métodos eletroanalíticos: uma nova ferramenta de análise para a caracterização química de cogumelos.

Aulas práticas: Preparo e inoculação de meios de cultivo; Formulação e preparo de meios para “sementes”; Inoculação do fungo em grãos de cereais para produção de “sementes”; Formulação e preparo de substratos com gramíneas; e Inoculação de “sementes” em substrato de cultivo para produção de cogumelos.

Palestras abertas ao público

O último dia de realização do curso (30 de maio de 2015 – sábado) será dedicado à realização de palestras abertas ao público. A primeira, de 8 às 9h30, será apresentada pela pesquisadora Arailde Urben e vai abordar o tema: “Diversidade de cogumelos funcionais e sua importância na saúde humana”.

Em seguida, das 9h45 às 10h45, será ministrada a palestra “Efeitos Terapêuticos de Agaricus blazei e Ganoderma lucidum“, pelo médico oncologista de São Paulo, Dr. Jorge Laerte Gennari.A terceira e última será apresentada pelo médico Dr. Marcelo de Souza Gennari, de 10h45 às 12h30, sobre “O impacto da suplementação de Agaricus blazei sobre as células Natural Killers (NK)”.

As palestras acontecerão no auditório Assis Roberto De Bem da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Parque Estação Biológica – PqEB, final da Av. W5 Norte, atrás da 2ª DP, Asa Norte, Brasília/DF). A entrada é franca.

Clique aqui para acessar o edital e a ficha de inscrição para o 47º Curso de Cultivo de Cogumelos Comestíveis e Medicinais.

Mais informações pelo e-mail: cenargen.cursos@embrapa.br.

FONTE: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Irene Santana – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4768

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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) manifestou-se no dia 8 de abril de 2015 contra o modo como os agrotóxicos são utilizados no Brasil e recomendou a redução do uso desses produtos. Em um documento de cinco páginas, o instituto ressaltou os riscos dessas substâncias para a saúde e para a incidência de câncer.

“O modelo de cultivo com o intensivo uso de agrotóxicos gera malefícios, como poluição ambiental e intoxicação de trabalhadores e da população em geral”, diz o documento, que, além de apontar as intoxicações causadas imediatamente após a exposição [ao produto], enumera efeitos que aparecem após anos de exposição. “Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos agrotóxicos podem ser citados infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer.”

A recomendação do instituto é que se adote “a redução progressiva e sustentada do uso de agrotóxicos”, prevista no Programa Nacional de Redução de do Uso de Agrotóxicos e a produção agroecológica, segundo a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.

O documento do Inca explica que a presença de agrotóxicos não se restringe a produtos in natura, como legumes e verduras, existe também em alimentos industrializados com ingredientes como trigo, milho e soja. “A preocupação com agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras, que são fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer.”

O coordenador de Ensino do Inca, Luis Felipe Pinto, disse que o Brasil é o país para o qual a discussão é mais importante, já que é o principal consumidor de agrotóxicos do mundo e tem forte contribuição da agricultura em sua economia. Segundo ele, o Inca não faz isso por “achismo” ou por questão ideológica. “Segue as evidências cientificas, fruto do trabalho de sua equipe e de cientistas no mundo inteiro.”

Pinto justifica o alerta afirmando também que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Inca preveem que, em 2020, o câncer se torne a principal causa de morte no Brasil. Para ele, os efeitos do aumento do uso de agrotóxicos nos últimos anos devem se refletir em ainda mais casos da doença em 15 ou 20 anos: “Houve uma explosão de pesticidas. Em dez anos, subiu oito vezes e meia o gasto econômico [com agrotóxicos], o que é um indicador disso.”

Para o produtor orgânico Alcimar do Espírito Santo, há grande interesse dos agricultores em mudar sua produção para orgânica, mas hesitações econômicas ainda são um entrave. “Há toda uma cultura da agricultura convencional, em que eles já estão acostumados com seus compradores”, disse ele. Alcimar classificou a transição difícil, porque a terra que recebia pesticidas e fertilizantes precisa “descansar” por um tempo para produzir produtos livres dessas substâncias.

O nutricionista do Inca Fábio Gomes destacou que a população que trabalha no campo é a mais afetada pelos agrotóxicos e disse que o consumidor deve incentivar a economia orgânica. “É preciso valorizar os produtos orgânicos. E também interferir e sugerir aos legisladores e tomadores de decisão para que eles valorizem a produção de alimentos livres de agrotóxicos, inclusive encarecendo a produção dos demais itens.”

Mais informações

Acesse aqui o documento técnico Posicionamento público do INCA a respeito do uso de agrotóxicos (arquivo PDF).

FONTE: Agência Brasil
Vinícius Lisboa – Repórter
Jorge Wamburg – Edição

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A multa cobrada do empregador que descumprir leis trabalhistas na contratação de mão de obra rural pode passar a ser escalonada conforme o tamanho da propriedade. É o que determina substitutivo da senadora Ana Amélia (PP-RS) ao PLS 323/2013, aprovado ontem (09/04/15) em decisão terminativa na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal.

Para propriedade com até 10 módulos fiscais, a multa proposta equivalente a 25% do salário base do empregado em situação irregular; até 50 módulos fiscais, multa de 50% do salário base do empregado; com até 100 módulos fiscais, 75% do salário base de cada empregado; e com mais de 100 módulos fiscais, o valor da multa será equivalente a 100% do valor do salário base do empregado.

A lei que hoje regulamenta o trabalho rural – Lei 5.889/1973 – fixa em R$ 380 a multa por trabalhador rural em situação irregular. Na época da edição da lei, esse valor equivalia a pouco mais de dois salários mínimos, como informa a autora do projeto, a ex-senadora Ana Rita (PT-ES), na justificação da matéria. Para corrigir a defasagem do valor, Ana Rita propôs mudar a lei para abolir o valor em reais e estabelecer que a multa seja equivalente a dois salários mínimos.

Essa vinculação de multa ao salário mínimo não poderia ser mantida, conforme a relatora na CRA, por ferir a Constituição Federal. Ana Amélia também discordou de emenda aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), por considerar elevado o valor sugerido pelo colegiado, de R$ 1.356, correspondente a dois salários mínimos, quando a matéria foi votada na CAS.

Ana Amélia argumenta que a penalização de modo proporcional ao tamanho da propriedade do infrator, como prevista em seu substitutivo, atende ao princípio da razoabilidade e respeita o caráter pedagógico da sanção.

FONTE: Agência Senado
Iara Guimarães Altafin – Jornalista

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Para incentivar o uso de agrotóxicos menos tóxicos ou não tóxicos ao ser humano e menos danoso ao meio ambiente e que resultem em alimentos mais saudáveis, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal aprovou ontem (09/04/15), em decisão terminativa, projeto que cria a Política Nacional de Apoio aos Agrotóxicos de Baixa Periculosidade.

O projeto – PLS 679/2011 – foi apresentado pela ex-senadora Ana Rita (PT-ES), para estimular o desenvolvimento desse tipo de produto em escala industrial, visando reduzir seu custo e ampliar o uso no meio rural.

Ana Rita pretendia que a nova política fosse restrita ao estímulo a agrotóxicos não sintéticos de origem natural, mas a relatora na CRA, senadora Ana Amélia (PP-RS), modificou a proposta para incluir produtos sintéticos considerados seguros do ponto de vista toxicológico e ambiental.

O texto prevê que o poder público estimulará pesquisas que resultem em agrotóxicos de baixa periculosidade, sejam naturais ou sintéticos, utilizando recursos dos fundos nacionais de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Meio Ambiente.

Também determina que sejam criados programas de incentivos à fabricação desses produtos e à utilização dos mesmos pelos agricultores. A proposta prevê que receberão crédito com juros menores os produtores que derem preferência a agrotóxicos não sintéticos naturais.

Esses são produtos usados para combater pragas da lavoura a partir de inimigos naturais ou micro-organismos que atacam a planta. É o caso, por exemplo, do uso de um vírus que ataca a lagarta da soja como alternativa para o controle do inseto. Outro exemplo é o uso de vespas no combate a lagartas que atacam culturas de cana-de-açúcar, milho e tomate.

Já os produtos sintéticos incluídos na proposta são os de baixa toxicidade, como os feromônios sintetizados e colocados em armadilhas, para atrair insetos que causam prejuízos em lavouras ou criações.

O texto define ainda aspectos que caracterizam os agrotóxicos de baixa periculosidade, como custo reduzido, simplicidade no manejo, eficiência agronômica no combate a pragas e não favorecimento de resistência nas pragas, ao lado da baixa toxidade e do menor dano ao meio ambiente.

O PLS 679/2011 será submetido a mais uma votação na CRA, em turno suplementar, antes de seguir para exame na Câmara dos Deputados.

FONTE: Agência Senado
Iara Guimarães Altafin – Jornalista

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Modalidade de negócio já bastante difundida no exterior, o food truck vem ganhando espaço no Brasil. A febre começou em São Paulo, chegou ao Rio de Janeiro e agora se espalha por outras cidades do país. Para orientar os empreendedores que já investem ou querem apostar nesse segmento, o Sebrae lançou ontem (09/04/15) um estudo dedicado ao tema que pode ser baixado no site da instituição. A publicação aborda a história dos food trucks, o modelo de negócio, a regulamentação do segmento e a relação entre ambulantes e restaurantes.

A publicação também chama a atenção para a necessidade de planejar a sustentabilidade do negócio e apresenta algumas soluções para apoiar os empreendedores, como as oficinas SEI, o Programa Alimento Seguro – PAS Mesa, o Na Medida, os 5 Menos que são Mais, dentre outras. O material será lançado no Brasil Mais Simples 2015, que abriga um painel para discutir os desafios da regulamentação e do funcionamento de empresas sem estabelecimento, como é o caso dos food trucks. O evento está sendo realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília (DF).

O Brasil Mais Simples 2015 é promovido pelo Sebrae em parceria com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), tem a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Corpo de Bombeiros, Organização dos Empresários de Food Truck e Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura Belo Horizonte (PBH).

Até o momento, apenas os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná têm legislação específica sobre esse assunto. As cidades de Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte já trabalham na aprovação de normas, mas ainda não regulamentaram esse tipo de comércio.

Brasil Mais Simples

Essa é a quinta vez que o Brasil Mais Simples é realizado. O objetivo de encontro é discutir estratégias que visem a desburocratização nos processos de abertura e encerramento de empresas. O evento dura dois dias. O primeiro dia é aberto ao público e será realizado no mesmo local do III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS). As inscrições podem ser feitas diretamente no site, clicando no banner Brasil Mais Simples 2015. O segundo dia é realizado apenas para convidados e acontecerá na sede do Sebrae, em Brasília.

FONTE: Agência Sebrae de Notícias
Luciana Barbo – Jornalista
Telefone: (61) 3243-7851

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A mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) é comum em todo o país e se alimenta de sangue de vários animais, principalmente equinos e bovinos, além de animais silvestres e, eventualmente, o homem. Embora parasite outros animais de criação, os bovinos são os mais afetados, com perdas de 10% a 30% no ganho de peso e até 50% de redução na produção leiteira. Estima-se que os prejuízos causados por esta mosca no Brasil podem atingir 350 milhões de dólares anualmente.

Embora as infestações sejam mais comuns em gado de leite, devido ao desenvolvimento das larvas da mosca em resíduos de alimentos e dejetos animais acumulados nas propriedades, explosões populacionais (surtos) da mosca-dos-estábulos têm sido cada vez mais frequentes também em gado de corte.

Na última década, surtos da mosca-dos-estábulos têm causado sérios prejuízos a pecuaristas nas proximidades de usinas sucroalcooleiras em pelo menos cinco estados brasileiros. Nos últimos três anos, mais de 15 surtos foram registrados em sete municípios de Mato Grosso do Sul, além de surtos registrados também em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

As usinas são frequentemente apontadas pelos produtores afetados como a causa dos surtos, razão pela qual também se juntaram aos pecuaristas no combate a essa praga. Além dos prejuízos econômicos, a ocorrência de surtos frequentemente leva um grave conflito entre os setores envolvidos. Entretanto, apesar dos anseios da sociedade, não existe solução para o problema no curto prazo. Embora comprovada a relação entre fazendas de gado e usinas alcooleiras na dinâmica dos surtos, vários aspectos importantes sobre sua epidemiologia são ainda pouco conhecidos e precisam ser investigados. Nesse sentido, a Embrapa tem desenvolvido pesquisas com o objetivo de desenvolver tecnologias que permitam prevenir ou reduzir significativamente o problema.

No Brasil, a produção de cana-de-açúcar está em expansão acelerada em função do grande incentivo à produção de álcool combustível. O número de usinas e áreas de cultivo canavieiro crescem sistematicamente, implicando em maior quantidade de subprodutos orgânicos gerados. Desde 2008, a ocorrência de surtos tem sido registrada com frequência, particularmente pela mídia.

Pesquisas mais recentes mostram que a torta de filtro (resíduo sólido da filtragem do caldo da cana-de-açúcar) e a palha da cana misturada com a vinhaça ou vinhoto (resíduo da destilação do caldo fermentado durante a produção de álcool) são os principais locais de desenvolvimento e multiplicação de moscas nas usinas de cana-de-açúcar.

É importante ressaltar que surtos da mosca-dos-estábulos também podem ocorrer sem a participação das usinas canavieiras. Resíduos de suplementação alimentar (ração, silagem, feno, etc.), misturados com dejetos animais, são excelentes ambientes de desenvolvimento da mosca nas propriedades pecuárias, proporcinando a reinfestação dos rebanhos e servindo de fonte de dispersão das moscas para multiplicação nas usinas. Além disso, nos últimos anos, vários surtos têm sido decorrentes do uso inadequado de adubos orgânicos, como a cama-de-frango e efluentes de suinocultura, agravando ainda mais a situação.

Assim, estratégias de controle e prevenção devem ser direcionadas para a eliminação dos locais de criação da mosca, devendo ser incorporadas na rotina das fazendas e usinas. O manejo sanitário nas propriedades pecuárias é fundamental ao controle da mosca. Ou seja, para o pecuarista, a recomendação principal é a remoção e o adequado destino dos resíduos alimentares e dejetos animais espalhados ao redor dos cochos, leiterias, etc. Uma sugestão é a compostagem dos resíduos, com posterior utilização como adubo. Ações complementares incluem também o controle de vazamentos e drenagem do terreno para evitar empoçamentos, particularmente próximos a cochos. Estas medidas são de baixo custo e contribuirão significativamente na redução da população da mosca-dos-estábulos.

Por outro lado, em função do grande volume de substratos orgânicos e extensas áreas favoráveis ao desenvolvimento das larvas, o controle da mosca nas usinas demanda ações de manejo cultural específicas para reduzir a população de moscas, nas áreas de plantio de cana-de-açúcar. Algumas das principais medidas a serem adotadas nos canaviais incluem a redução do volume de vinhaça por hectare, recolhimento da palha antes da aplicação de vinhaça, enterrio da palha (sub-solagem) após a fertirrigação e enleiramento com posterior revolvimento da palha. De modo geral, estas medidas visam aumentar a absorção da vinhaça e das águas de chuva pelo solo e diminuir umidade, e consequentemente, a favorabilidade dos ambientes ao desenvolvimento das larvas.

A aplicação de produtos inseticidas comerciais apresenta resultados variáveis no curto prazo, sendo economicamente inviável em médio e longo prazos. Não existem informações seguras sobre como, quando e onde aplicar os inseticidas, principalmente em larga escala, o que compromete sua eficácia. O uso de inseticidas no controle das moscas-dos-estábulos sobre os animais tem se mostrado pouco eficiente nas formulações atualmente disponíveis, tornando imprescindíveis as ações preventivas nos criadouros.

Em outra linha de ação para a prevenção de surtos está o uso da queima profilática da palha residual pós-colheita. A Embrapa Gado de Corte publicou um comunicado técnico sobre sua utilização como alternativa para controle de mosca-dos-estábulos em situações críticas. Ainda assim, para o uso do fogo como método de controle são necessárias autorizações nos órgão competentes, uma vez que as queimadas são regulamentadas por leis específicas.

Cabe ressaltar que para um combate eficiente da mosca, fazendas e usinas deverão trabalhar em conjunto. Mesmo em locais onde as usinas adotaram medidas preventivas, não houve redução do problema sem a efetiva participação dos pecuaristas e vice-versa.

Mais informações sobre surtos e medidas de controle podem ser encontradas no Documento 175 e no Comunicado Técnico 126, da Embrapa Gado de Corte. Ambos estão disponíveis no site institucional – www.embrapa.br/gado-de-corte – na área de Publicações.

AUTORIA

Paulo Cançado e Thadeu Barros
Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte

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