O Brasil deve produzir ao menos 200,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/2015, de acordo com o levantamento divulgado ontem (10/04/15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O número corresponde a um crescimento de 7,06 milhões de toneladas (3,6%) na comparação com a safra anterior, quando foram produzidas 193,6 milhões de toneladas de grãos.

Na comparação com o último balanço da produção de grãos, divulgado no mês passado (198,54 milhões de toneladas), a Conab corrigiu a estimativa de cultivo de algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale para esta safra em 1,1%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou ontem o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. A expectativa, pelos dados do instituto, é que o país encerre 2015 com uma produção agrícola de 199,7 milhões de toneladas.

Os cálculos do IBGE e da Conab são feitos com base em metodologias diferentes. O IBGE trabalha com anos civis, enquanto a Conab pesquisa o ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte, no Centro-Sul. O IBGE também inclui, nos levantamentos, culturas que não integram as pesquisas da Conab.

De acordo com a Conab, a produção de soja foi mais uma vez responsável pelo crescimento da produção de grãos do país, com incremento 9,5% o que representa 8,16 milhões de toneladas. Ao todo, devem ser produzidas 94,3 milhões de toneladas do grão. A área estimada de plantio desta safra foi 57,33 milhões de hectares, praticamente o mesmo patamar utilizado na safra anterior.

A produção de milho, segundo a Conab, teve redução de 4,3%, o que representa 1,36 milhão de toneladas a menos na comparação com a safra anterior, de 31,65 milhões de toneladas. O sétimo levantamento da safra de grãos 2014/2015 foi feito entre os dias 23 e 27 de março.

IBGE prevê safra de 199,7 milhões de toneladas para este ano

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elaborado em março, estima que o país feche o ano de 2015 com uma produção agrícola de 199,7 milhões de toneladas. A estimativa é 0,1% superior à previsão feita em fevereiro pelo IBGE. A nova estimativa para a safra prevê acréscimo de 139,2 mil toneladas.

Caso a estimativa se concretize, o país terá — segundo o IBGE — safra de cereais, leguminosas e oleaginosas 3,6% maior do que em 2014. São esperados aumentos na produção de duas das três principais lavouras de grãos, em relação a 2014: arroz (0,9%) e soja (9,7%). Por outro lado, a estimativa é que haja uma redução de 3,7% na produção do milho.

Entre os 26 principais produtos analisados, 12 deverão ter aumento na produção, entre eles, amendoim em casca primeira safra (0,7%), amendoim em casca segunda safra (3,9%), cevada em grão (23,1%), feijão em grão primeira safra (7,0%), feijão em grão segunda safra (4,9%), mandioca (5,1%) e trigo em grão (24,9%).

Quatorze produtos deverão ter queda na produção, entre eles batata-inglesa primeira safra (0,8%), batata-inglesa segunda safra (2,4%), batata-inglesa terceira safra (19,4%), café-arábica em grão (1,9%), café-canephora em grão (15,2%), cana-de-açúcar (2,5%), cebola (7,2%), feijão em grão terceira safra (11,4%) e laranja (7,5%).

A estimativa da área a ser colhida é 57,3 milhões de hectares, ou seja, 1,7% maior que a área colhida em 2014 e 0,2% maior na comparação com a estimativa de fevereiro.

FONTE: Agência Brasil
Ivan Richard e Vitor Abdala – Repórteres
Marcos Chagas e José Romildo – Edição

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Os chefes de Estado e de Governo de 35 países participam, desde ontem (10/04/15) da 7ª Cúpula das Américas – a primeira conferência hemisférica em que os líderes dos Estados Unidos (EUA) e de Cuba sentarão à mesma mesa, desde a ruptura das relações diplomáticas há mais de 50 anos.

A última vez em que isso ocorreu foi em uma reunião regional em 1956 – também na Cidade do Panamá. Três anos depois, a Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro, derrubou a ditadura de Fulgencio Batista. Em 1962, os EUA romperam relações com o novo governo comunista de Cuba e expulsaram a ilha caribenha da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A 7ª Cúpula das Américas deverá marcar o fim do último resquício da Guerra Fria na região, e o governo panamenho declarou feriado para esvaziar as ruas e garantir a segurança dos participantes. O evento terá a presença do líder cubano, Raúl Castro, e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama — que em dezembro deu um passo histórico ao reconhecer o fracasso de meio século de políticas norte-americanas para tentar isolar Cuba. No momento em que os EUA estão dialogando com os cubanos para acabar com décadas de confronto (uma iniciativa aplaudida pelos governos regionais), há um novo foco de discussão: a Venezuela.

Os chanceleres que se reuniram no dia 9 de abril para negociar a declaração conjunta dos presidentes não conseguiram chegar a um consenso: a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodriguez, queria incluir no documento condenação às sanções norte-americanas a sete altos funcionários venezuelanos.

Em março, Obama anunciou que ia bloquear as contas e os bens desse grupo de venezuelanos nos EUA, por considerar que estavam envolvidos em atos de corrupção ou de violações de direitos humanos. Para justificar essa punição, Obama declarou a Venezuela uma “ameaça à segurança” norte-americana.

A declaração de Obama foi duramente criticada na região e citada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para obter do Congresso poderes especiais: ele poderá governar por decreto, até o fim do ano, para conter a “ameaça” norte-americana.

Nos últimos dias, altos funcionários norte-americanos moderaram o tom das críticas e asseguraram que a Venezuela de fato “não representa uma ameaça”. Maduro também disse que quer ter uma boa relação com os EUA, mas a chanceler venezuelana cobrou uma retificação, ou seja, a suspensão das sanções.

Ao mesmo tempo, um grupo de 25 ex-presidentes da América Latina e da Espanha (entre eles o costarriquenho Oscar Arias, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o mexicano Felipe Calderón e o espanhol José Maria Aznar) apresentaram no mesmo dia 9 de abril a Declaração do Panamá, criticando a violação de direitos humanos na Venezuela. O documento pede a imediata libertação de presos políticos, como o líder oposicionista Leopoldo López e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma. Ambos foram acusados por Maduro de conspirar para derrubá-lo.

Na véspera da cúpula, houve polêmica entre governistas e oposicionistas, tanto venezuelanos quanto cubanos. A normalização das relações entre os EUA e Cuba depende de uma série de medidas — algumas das quais precisam passar pelo crivo da oposição republicana para aprovação no Congresso.

Uma das principais reivindicações de Castro é a exclusão de Cuba da lista norte-americana de países que patrocinam o terrorismo. Os cubanos também querem a suspensão do bloqueio econômico e financeiro e uma indenização pelos danos sofridos no passado.

Além da Cúpula das Américas, estão sendo realizados no Panamá fóruns paralelos de empresários, reitores de universidades e representantes da sociedade.

FONTE: Agência Brasil
Monica Yanakiew – Correspondente
Graça Adjuto – Edição

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O professor Paulo Yoshio Kageyama, do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), considerou um erro a liberação comercial do eucalipto transgênico no Brasil, decidida no dia 9 de abril de 2015 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), por 18 votos a 3. Como um dos integrantes da CTNBio, Kageyama foi um dos votos vencidos.

Segundo o professor, ainda existem muitas dúvidas científicas sobre os impactos do plantio do eucalipto transgênico e do prejuízo, principalmente para os pequenos produtores rurais. Além disso, os produtos obtidos a partir dessa planta poderão sofrer sanções no comércio nacional e internacional, acrescentou Kageyama.

De acordo com a FuturaGene Brasil Tecnologia Ltda, empresa de biotecnologia da Suzano Papel e Celulose, com a decisão, o Brasil torna-se o primeiro país a liberar a comercialização do eucalipto transgênico. Segundo a FuturaGene, o eucalipto modificado tem 20% mais produtividade e poderá ser usado para produção de madeira e papel, entre outros itens.

Kageyama explicou que o aumento da produtividade ocorre às custas da aceleração do processo de crescimento e amadurecimento de uma árvore de sete anos para cinco anos. Nesse período é que a planta absorve mais água, disse ele. Estima-se que o consumo seja ainda maior com o eucalipto transgênico, o que pode causar danos ao meio ambiente.

Além disso, o pólen dos eucaliptos geneticamente modificados pode ser transportado por quilômetros por insetos e contaminar o mel orgânico de cerca de 500 mil pequenos produtores, que serão prejudicados na hora da certificação de seus produtos.

De acordo com dados divulgados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Brasil é o maior produtor de mel orgânico do mundo – só no ano passado, foram 16 mil toneladas de mel de eucalipto.

O problema da certificação poderá chegar também ao mercado externo. “É um tiro no pé plantar transgênicos quando as principais certificadoras internacionais são contra a certificação de florestas transgênicas”, disse Kageyama.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o Brasil, em 2010, posicionou-se como o décimo produtor mundial de papel e, em 2012, produziu 10,3 milhões de toneladas. Nos últimos dez anos, o país aumentou a produção em 27%, com crescimento médio de 2,7% ao ano.

Kageyama manifestou preocupação também com o precedente aberto com a decisão da CNTBio. De acordo com o professor, mais dois processos pedindo autorização para comercializar o eucalipto transgênico tramitam no CNTBio. A liberação para a FuturaGene pode criar precedentes, o que ele considera preocupante.

Para a FuturaGene, a liberação é um dos marcos mais significativos para a indústria florestal. “A aprovação marca também o início de uma nova fase para o manejo florestal sustentável, com o Brasil ocupando a posição de primeiro país a completar o ciclo de desenvolvimento dessa tecnologia, que possibilitará produzir mais com menos recursos”, afirmou a empresa, por meio de nota.

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CTNBio aprova comercialização de eucalipto transgênico

FONTE: Agência Brasil
Mariana Tokarnia – Repórter
Aécio Amado – Edição

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Surgida na Índia, em 1905, a agricultura orgânica é uma forma de plantar sem agredir o solo. Quando o pesquisador inglês Albert Howard viu que os camponeses hindus não usavam nenhum tipo de produto químico nas suas plantações, ele investiu na técnica, que visa produzir alimentos sem sacrificar muito a natureza, e apenas com recursos naturais.

Muita gente diz que o método não afeta a natureza; porém, faz a produção cair, e isso pode dar prejuízo para o agricultor. O agrônomo Paulo José Ferreira explica que a agricultura orgânica realmente tem uma produção menor, mas que isso não gera uma perda para o agricultor.

De acordo com Paulo, como na agricultura orgânica não é necessário o uso de máquinas e agrotóxicos, o produtor economiza esse dinheiro. Isso vai compensar o pequeno prejuízo causado pela diminuição da produção.

Outra coisa legal é que alguns pequenos agricultores estão investindo na produção de orgânicos. Em hortas pequenas, eles plantam o que sua família vai comer e ainda podem fazer pequenas vendas dos alimentos que sobram para se sustentar financeiramente.

Paulo também lembra que o consumidor valoriza mais o produto sem agrotóxico, pois sabe que vai ser bom para saúde dele. Então, o produto orgânico pode ser vendido por um preço um pouco maior.

Por que o alimento orgânico é bom?

A nutricionista Rafaela Nemer explica que os alimentos orgânicos são totalmente livres de agrotóxicos e adubos químicos. Muitas vezes, as hortaliças orgânicas são mais “miudinhas” que as outras, mas mais saudáveis. Ela conta que os alimentos cultivados de forma não-orgânica correm o risco de ter o nível de substância tóxica além do permitido. Essas substâncias podem causar diversos males, como diarreia, intoxicação e alergias.

Também podem fazer mal para as mulheres grávidas, afetando a formação do bebê. O pesquisador francês Claude Albert fez estudos que mostraram a presença do agrotóxico DDT no leite materno. As mães teriam sido contaminadas por comerem alimentos com muita substância tóxica.

Por isso, segundo a nutricionista, o alimento orgânico é uma garantia de que estamos livres desses vilões. É mesmo legal que a horta venha direto para o nosso prato!

E se eu não puder comprar alimentos orgânicos?

O preço dos alimentos orgânicos está diminuindo, mas uma grande parte da população não tem dinheiro para comprar esses produtos. Então, como fazer para ficar livre dos agrotóxicos? A nutricionista Rafaela Nemer dá a dica:

“Deixe os alimentos durante 15 minutos dentro de um balde com um litro de água misturado com uma colher de sopa de água sanitária (e assim vai para cada litro de água, uma colher de sopa). Depois, retire os alimentos e enxágüe-os.

Rafaela explica que esse procedimento não vai tornar o alimento totalmente livre das substâncias ruins, mas vai ajudar a diminuir bastante a presença delas.

FONTE: Plenarinho
Câmara dos Deputados

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Software que identifica os fatores na propriedade que podem aumentar a proliferação de vermes em ovinos e levar ao rápido desenvolvimento da resistência parasitária aos vermífugos, orientando o criador quanto a melhor opção de manejo. Tudo de acordo com as particularidades da propriedade. Clique aqui para mais informações.

FONTE: Dia de Campo na TV

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Para marcar os cinco anos do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, completados nesta semana, a conselheira Deborah Ciocci responde sobre como o judiciário está trabalhando para atender às demandas sobre saúde. O Fórum articula a criação de Núcleos de Apoio Técnico (NATs) nos tribunais estaduais que, formado por especialistas, conseguem dar agilidade na resolução de casos. Outra frente é implementar os Núcleos de Conciliação que podem atuar na fase pré-processual e na articulação com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para garantir o atendimento dos clientes de planos privados. Saiba mais sobre os resultados e desafios do Fórum: www.cnj.jus.br/5j5j.

FONTE: Conselho Nacional de Justiça

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Para cumprir com as responsabilidades socioambientais, as empresas tem a opção de preservar áreas verdes ou pagar para que outras empresas façam essa conservação. Para atender essa demanda, um fazendeiro de Mato Grosso do Sul trocou a criação de gado por um empreendimento ambiental, único do país, e que esta rendendo lucros.

FONTE: TV SBT MS

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Em Salto Morato, no Paraná, é possível ver espécies raras, como o Papagaio de Cara Roxa. A Reserva Natural Salto Morato, que fica no litoral norte do estado, é um exemplo de fragmento bem conservado de uma das regiões naturais mais ricas em biodiversidade do Planeta. E mais ameaçadas também. Confira na matéria do Repórter Eco.

FONTE: TV Cultura

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O mês de abril foi escolhido para a mobilização pela saúde e qualidade de vida. Entre as ações necessárias para uma vida mais saudável, está o hábito de manter uma alimentação balanceada e com nutrientes variados – e para discutir o assunto, esta edição do Cenas do Brasil convida Eduardo Nilson, coordenador-interino da Área de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e Luiza Lima Torquato, representante do Conselho Federal de Nutricionistas.

FONTE: TV NBR

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