No mesmo instante em que, no dia 17 de abril de 2015, os líderes do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de outras agências multilaterais discutiam em seu tradicional encontro de primavera como revigorar suas operações, a poucas quadras dali, num prestigiado centro de pesquisas de Washington, o ministro chinês das Finanças, Zhu Guangyao, tentava tranquilizar a plateia afirmando que Pequim não pretende substituir a ordem econômica global.

Não parecia coincidência. Na véspera do encontro das duas organizações, fundadas sob a liderança dos Estados Unidos na metade do século passado e que desde então ditam as regras das transações econômicas globais, a China festejou a adesão de 56 países – entre as quais o Brasil – ao seu novo banco de desenvolvimento.

O Banco Asiático de Infraestrutura e Investimento (BAII), que deverá ser lançado ainda neste ano e financiará obras no mundo todo, tem sido considerado a última tacada de Pequim para se contrapor à influência americana no FMI e no Banco Mundial.

Em outra frente, os chineses se aliaram a seus parceiros nos Brics (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul) para criar o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que terá sede em Xangai e deverá ser inaugurado em 2016. Os Brics também preparam o lançamento do Arranjo Contingente de Reservas, um fundo nos moldes do FMI para socorrer membros do bloco em dificuldades.

Qual o futuro?

As ações chinesas levaram muitos a questionar na reunião de primavera do Banco Mundial e do FMI o que ocorrerá com essas organizações e outros bancos multilaterais quando as novas instituições amparadas por Pequim começarem a operar.

Em público, tanto o Banco Mundial, quanto o FMI deram as boas vindas às iniciativas chinesas. Mas os gestos de Pequim também reforçaram os apelos por reformas nessas instituições, para que se tornem menos burocráticas e cedam mais espaço para nações emergentes em seus círculos de decisão.

“É uma ótima notícia que um país como a China, sentada em mais de US$ 4 trilhões (R$ 12,1 trilhões) de reservas, ponha esses recursos a serviço do financiamento de infraestrutura e desenvolvimento em vez de investir em fundos de países ricos”, diz à BBC Brasil Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), outra organização multilateral sediada em Washington.

Moreno afirma, porém, que a entrada da China nessa arena “força uma conversa sobre como nossas instituições, que têm muita experiência, podem ser mais ágeis e eficientes, e como podemos corrigir nossos processos”.

Nos últimos anos, muitos países emergentes têm deixado de procurar bancos multilaterais para financiar obras de infraestrutura por causa das rígidas regras dessas organizações e de sua aversão a riscos.

Paralelamente, bancos estatais da China passaram a conceder empréstimos bilionários a operações chinesas no exterior. A estratégia é mais visível na África, onde chineses têm financiado e realizado uma série de obras – entre as quais estradas, ferrovias e conjuntos habitacionais – em troca de matérias-primas.

Para os governos africanos, a parceria com os chineses se mostrou uma alternativa às lentas e complexas negociações com bancos multilaterais e países desenvolvidos, que costumam fazer uma série de exigências para liberar seus recursos.

Já críticos ao modelo chinês dizem que os empréstimos de Pequim são mais sujeitos a desvios e ignoram boas práticas trabalhistas e ambientais.

Dos bilhões aos trilhões

Sob a presidência do coreano-americano Jim Yong Kim, o Banco Mundial parece disposto a ampliar seu quinhão no financiamento de grandes obras mundo afora. A organização aprovou em 2014 um financiamento para que a República Democrática do Congo conduza os estudos para erguer oito hidrelétricas no país.

Estima-se que a obra custará ao menos US$ 50 bilhões (R$ 152 bilhões), o que a tornaria um dos maiores projetos já financiados pelo Banco Mundial.

Aumentar o volume dos empréstimos é um dos maiores desafios da instituição. O Banco Mundial calcula que em 2014 os financiamentos do órgão e de outras agências multilaterais somaram US$ 135 bilhões, enquanto todas as formas de investimentos entre países – como as que a China realiza na África – atingiram US$ 1 trilhão.

O presidente do banco tem dito que é preciso passar “dos bilhões aos trilhões”, e para isso defende que as organizações multilaterais se aproximem de bancos privados.

Reforma atrasada

O avanço chinês também tem reforçado as cobranças para que o FMI conclua a reforma do seu sistema de cotas para dar mais poder a Pequim e outras potências emergentes.

O processo se iniciou em 2010, mas para ser posto em prática ainda precisa ser ratificado pelo Congresso dos Estados Unidos, maior acionista do fundo e onde muitos legisladores temem que a reforma enfraqueça Washington perante os rivais russos e chineses.

Em entrevista durante o encontro em Washington, a diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde, cobrou os legisladores americanos a acelerar a aprovação para que “a instituição possa continuar a representar a comunidade inteira à medida que ela evolui”.

O Brasil é um dos principais interessados na reforma. Em discurso à plenária do FMI no dia 18 de abril, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a demora em concluir o processo não só frustra os membros do fundo, como ameaça sua a capacidade de operar.

Apagando o fogo

O surgimento do BAII, o novo banco chinês de desenvolvimento, foi um dos principais temas discutidos nos corredores do evento da última semana em Washington.

Os Estados Unidos tentaram até a última hora enfraquecer a adesão de outros países ao banco, levantando dúvidas sobre a disposição chinesa em seguir padrões internacionais sobre a concessão de crédito.

Mesmo assim, até mesmo aliados próximos dos americanos – como Grã Bretanha, Coreia do Sul e Alemanha – decidiram integrar a organização, que deverá começar a operar até o fim deste ano.

Em Washington, o ministro das Finanças da China, Zhu Guangyao, tratou de acalmar os ânimos americanos.

Em evento no Atlantic Council, ele afirmou que o BAII não substituirá o Banco Mundial, mas sim o complementará.

Ele disse ainda que a China está empenhada em fortalecer o FMI e o Banco Mundial, mas que os órgãos precisam de reformas para melhor assistir países em desenvolvimento.

Entre os bancos multilaterais em Washington, o discurso também é conciliatório. Os líderes do BID, do FMI e do Banco Mundial já disseram querer cooperar com as novas instituições chinesas.

O governo chinês também deverá buscar a aproximação. Observadores avaliam que Pequim está interessada na vasta expertise dessas instituições, o que tornaria a relação vantajosa para os dois lados.

FONTE: BBC Brasil
João Fellet

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Com uso de brotos extraídos da copa de árvores de araucária adultas, mudas enxertadas permitem que produtores obtenham árvores mais baixas e que a produção de pinhão seja antecipada. Normalmente, a araucária começa a produzir pinhões quando atinge de 12 a 15 anos de idade e pelo menos oito metros de altura. Com a metodologia desenvolvida pela Embrapa Florestas (Colombo/PR), as árvores começam a produzir a partir do período entre seis e oito anos e o porte das árvores fica entre dois e seis metros de altura, o que facilita a coleta das sementes.

Com a adoção dessas mudas, os produtores poderão investir na formação de pomares de pinhão como uma fonte de renda na propriedade rural. O pinhão é a semente da araucária, também conhecida como pinheiro-do-paraná, bastante apreciado na alimentação humana. É encontrado dentro da pinha nos galhos das árvores fêmeas.

Atualmente, a colheita do pinhão é artesanal e extrativista. É comum, nesta época do ano, a presença de vendedores em beira de estradas com pinhões que foram coletados no chão, embaixo de araucárias. Também é comum a prática da escalada das árvores, atividade de risco se não for feita de forma adequada. Além do risco para quem coleta, existe também a chance de coletar pinhas que ainda não estejam maduras, ou seja, sem o pinhão formado, prejudicando sobretudo o nascimento de novas árvores.

Embora seja um mercado muito informal, dados de volumes comercializados nas unidades do Ceasa-PR indicam que em 2014 foram vendidas 800 toneladas de pinhão, de várias procedências, totalizando um valor de quase R$ 4 milhões. Se considerarmos o volume informal, estes valores podem ser até quintuplicados. “O mercado tem bastante potencial”, explica o pesquisador Ivar Wendling, da Embrapa Florestas. “Se possibilitarmos a produção precoce e a facilidade na coleta, pode se tornar uma fonte de renda importante para os produtores rurais”, completa.

Como é possível?

O protocolo desenvolvido pela Embrapa Florestas para produção de mudas utiliza a técnica de enxertia a partir de brotos da copa da árvore. “Estes brotos que serão enxertados têm a idade ontogenética da árvore de onde foram coletados, então vão se comportar como árvores adultas”, explica Wendling. Com isso, as novas plantas começam a produzir o pinhão em muito menos tempo, além de reduzir o porte das árvores.

A técnica também auxilia a produzir pinhão com as características mais desejadas pelo mercado consumidor, pois é possível identificar e selecionar árvores-matrizes de acordo com o que se deseja. Pesquisa realizada em 2010 com consumidores de pinhão em Curitiba mostra que o hábito de consumo da semente é bastante frequente entre as famílias curitibanas.

“A quantidade média de compra é de dois a quatro quilos por semana”, revela a pesquisadora Rossana Catie Bueno de Godoy, responsável pela pesquisa. “Na hora da compra, o consumidor baseia-se muito na aparência, como cor, tamanho, brilho, diâmetro, frescor e ausência de sujeira”, pondera. Essas características então podem ser identificadas em árvores-matrizes e ajudar no processo de seleção das árvores que terão seus brotos colhidos para a enxertia. Segundo Wendling, itens como composição nutricional diferenciada, época de produção, entre outros, também poderão servir como base para a seleção.

Outra questão é que algumas árvores produzem os chamados pinhões precoces, que ficam prontos para colheita em fevereiro e março. Da mesma forma, outras árvores produzem pinhões tardios, que podem ser coletados geralmente até setembro. “Com esta técnica, também podemos no futuro desenvolver pomares com plantas que produzam pinhão praticamente o ano inteiro”, avalia Wendling.

Outra vantagem desse processo é a possibilidade de saber com antecedência qual o sexo da planta que está sendo gerada, o que na produção de mudas via semente só é possível quando as plantas iniciam o florescimento, com cerca de dez anos. “Para programas de resgate e conservação da araucária, isso é fantástico, pois, por se tratar de uma espécie dioica, que tem sexos diferentes, é preciso plantas dos dois sexos para proporcionar sua reprodução”, finaliza o pesquisador.

FONTE: Embrapa Florestas
Katia Pichelli – Jornalistas
Telefone: (41) 3675-5638
E-mail: florestas.imprensa@embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Ao abastecer sua frota urbana de ônibus com a mistura de 20% de biodiesel no diesel fóssil (B20), as 40 cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes podem diminuir em até 70% as emissões de CO2 causadas pela produção do combustível e ainda cerca de 15% na queima dessa mistura de biodiesel e diesel. A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) estima que 300 milhões de litros de combustível fóssil deixariam de ser consumidos, evitando a emissão de mais de meio milhão de toneladas de CO2 pelo transporte público dessas cidades.

A utilização de 7% de biodiesel em todo o diesel terrestre comercializado no Brasil, vigente desde novembro de 2014, significa 7,3 milhões de toneladas de emissões de CO2 eq. evitadas ao ano. Com o B20 Metropolitano, cerca de 577,2 mil toneladas a mais deixariam de ser emitidas, o equivalente à plantação de 3,6 milhões de árvores.

Para sensibilizar os prefeitos dos maiores municípios brasileiros quanto aos benefícios do uso de B20 pelo transporte público, a Ubrabio, em parceria com a Embrapa Agroenergia, realiza em Brasília o Seminário “B20 Metropolitano – Mobilidade Sustentável para as Cidades Brasileiras”.

O evento, que acontece no dia 21 de maio, é voltado para prefeitos e autoridades vinculadas aos setores de Mobilidade Urbana, Meio Ambiente e Saúde Pública, além de gestores de áreas diretamente relacionadas à sustentabilidade do Brasil. O objetivo é estimular a adoção do combustível renovável pelo sistema de mobilidade das cidades melhorando a qualidade de vida nos centros urbanos.

“O biodiesel é um produto nacional, sustentável e garantido pelas principais montadoras e fabricantes de motores a diesel. E, com os aumentos sucessivos no preço dos combustíveis fósseis, essa é uma ótima oportunidade para a adoção de um combustível mais limpo e mais barato”, explica o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski.

A importância do biocombustível já é reconhecida por gestores brasileiros. Segundo o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, a redução de emissões de GEE proporcionada pelo biocombustível vem sendo medida no município. “O uso do biodiesel é importante, é uma tendência e isso é incentivado na cidade. O ganho ambiental com a diminuição de emissões é muito positivo”, afirma.

Além de contribuir significativamente para reduzir as emissões de GEE, por ser isento de enxofre (S), a utilização de maior percentual de biodiesel atende à Agenda do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que prevê a redução do teor de enxofre no óleo diesel (Resolução 403/08). O lançamento dessa substância no ambiente pode agravar os sintomas da asma e causar o aumento de internações hospitalares, decorrentes de problemas respiratórios.

Brasil pode ser exemplo global

A redução de emissões proporcionada pelo uso de biodiesel contribui para que o Brasil atinja sua meta de redução de emissões nacionais de GEE em 36,1% a 38,9% até 2020, compromisso voluntário firmado em 2009, durante a Conferência do Clima.

O Brasil também pode ser exemplo global em iniciativa para substituição dos combustíveis fósseis por biocombustíveis. Divulgado em novembro do ano passado, em Copenhague, na Dinamarca, o 5º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) alerta para a urgência de medidas globais para frear o aquecimento do planeta.

O documento elaborado com a participação de mais de 800 cientistas de 80 países indica que as nações precisam aumentar de 30% para 80% o uso de energias renováveis até 2050, para evitar que as mudanças climáticas se tornem irreversíveis, e zerar o uso de combustíveis fósseis – o principal motor da economia mundial – até 2100.

Sobre a Ubrabio

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) é uma associação sem fins econômicos que representa nacionalmente toda a cadeia produtiva desses biocombustíveis. Desde sua criação, em 2007, a entidade lidera o segmento e atua como interlocutora entre sociedade e governo para mobilizar e unir esforços, recursos e conhecimentos na busca pelo desenvolvimento do setor.

Sobre a Embrapa Agroenergia

Localizada em Brasília (DF), a Embrapa Agroenergia, uma das 46 unidades da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), atuando na pesquisa, desenvolvimento e inovação de processos de conversão da biomassa em biocombustíveis e diversos outros produtos de valor agregado na lógica de biorrefinarias, promovendo a sustentabilidade das cadeias produtivas da agroenergia no Brasil.

Também desenvolve estudos de genética e biotecnologia de culturas agrícolas com potencial energético e explora a biodiversidade brasileira buscando microrganismos que possam transformar a biomassa em diversos produtos úteis à sociedade.

Serviço

Seminário B20 Metropolitano – Mobilidade Sustentável para as Cidades Brasileiras

Quando: 21 de maio de 2015
Horário: das 9 às 14 horas
Onde: Centro de Eventos Brasil 21 – Complexo Brasil 21
Endereço: SHS Quadra 06, Lote 01, Conjunto A, Setor Hoteleiro Sul – Brasília/DF

Inscrições: as solicitações devem ser feitas pelo e-mail evento@ubrabio.com.br.

FONTE: União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene
Assessoria de Comunicação da Ubrabio
Nayara Machado – Jornalista
Telefone: (61) 2104-4411
E-mail: comunicacao@ubrabio.com.br

Embrapa Agroenergia
Daniela Collares – Jornalista
Telefone: (61) 3448-1581
E-mail: agroenergia.imprensa@embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A bioenergia pode chegar a prover um quarto da energia mundial até 2050, reduzindo poluentes e a emissão de gases do efeito estufa e promovendo desenvolvimento sustentável, entre outros benefícios econômicos e sociais. O conhecimento científico e tecnológico pelo qual esses potenciais podem ser desenvolvidos foi compilado no relatório internacional Bioenergy & Sustainability: bridging the gaps, uma iniciativa da Fapesp com o Comitê Científico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em inglês), agência intergovernamental associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

FONTE: Agência Fapesp

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Modalidade de mercado varejista, com periodicidade semanal, que geralmente ocorre em espaços abertos, destinados à venda de produtos agropecuários, as feiras livres têm merecido especial dedicação e incentivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em todo o Estado.

Em parceria com municípios, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e outras instituições públicas e privadas, a empresa mineira vem desenvolvendo ações com o objetivo de fortalecer e qualificar a inserção dos agricultores familiares neste canal de comercialização.

Um exemplo é a distribuição de kits do Programa Minas Sem Fome, que já ajudou a organizar e padronizar 104 feiras do tipo no Estado, em 101 municípios, beneficiando 2.800 agricultores familiares com 1.100 barracas. Além das barracas, os kits são compostos por jalecos e balanças digitais.

“Tradicionalmente, a Emater-MG tem participação efetiva na organização e implantação dessas feiras no Estado”, informa o gestor do projeto de feira livre do Minas Sem Fome, o coordenador técnico estadual, Ademar Moreira Pires. Segundo o coordenador, a agricultura familiar tem uma produção diversificada, porém ainda pouco integrada às cadeias produtivas, “a feira livre é uma iniciativa que valoriza a identidade regional, gera trabalho, ocupação e renda e receitas que dinamizam a economia dos pequenos municípios”.

Além das feiras no interior, a Emater-MG também acompanha agricultores que expõem seus produtos na Feira da Agricultura Familiar e Urbana da Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas, em Belo Horizonte. A feira, que acontece às sextas-feiras no prédio Gerais, conta com dez barracas. Os pequenos produtores são de Belo Horizonte, Sabará, Ibirité, Contagem e Sete Lagoas.

Apoio da Seapa

Um trabalho semelhante com os feirantes é desenvolvido pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais com o Projeto de Apoio às Feiras Livres, desde 2012. Com a mesma finalidade do projeto da Emater-MG, e com a qual mantém parceria, a secretaria distribui kits contendo barracas, jalecos e caixas plásticas.

A prioridade é apoiar feiras já existentes em municípios com tradição de feiras, como os da região do Vale do Jequitinhonha. Até o momento, nove municípios de variadas regiões do de Minas foram contemplados com kits do projeto da secretaria. Outros 52 aguardam pelo recebimento do material, o que deverá acontecer até o final deste semestre, de acordo previsão do órgão.

Feira e turismo

No município de Tapira, agricultores familiares mantêm uma feira livre que é um sucesso. Fundada há quatro anos, a partir de uma iniciativa do escritório local da Emater-MG, em parceria com Secretaria Municipal de Agricultura, a feira beneficia diretamente 13 produtores que faturam em média, cada um, R$ 600 por semana. “É uma renda que ajuda a custear despesas da propriedade. Também diversifica as atividades do produtor, que antes só investia no leite”, argumenta o técnico da Emater-MG, Márcio Rodrigues de Souza.

De acordo com Rodrigues, além atrair os moradores que compram os produtos cultivados com caldas alternativas e pouquíssimos defensivos agrícolas, a feira tapirense tem atraído também muitos turistas que passam pela cidade, em busca das cachoeiras locais. De olho neste potencial, ele revela os próximos planos para a feirinha que vende desde ovos, frangos caipiras, queijos, doces, frutas e verduras.

Os agricultores feirantes de Tapira também aguardam a liberação dos kits da Seapa para organizar e padronizar as barracas. Atualmente, a feira acontece aos domingos, das 8 às 12 horas, no pátio do Centro Administrativo do município, na antiga rodoviária, mas deverá ser transferida para o centro da cidade, considerado ponto comercial mais estratégico.

Também utilizada como ponto gourmet, com destaque para os pastéis bastante consumidos pelos moradores, a feira de Tapira é um espaço de encontro, após a missa e de confraternização dos frequentadores. Tudo isso confirma a premissa de ser a feira livre uma experiência socioeconômica que valoriza a identidade cultural de um determinado lugar.

Mais informações

Emater-MG
Av. Raja Gabaglia, 1626 – Bairro Gutierrez
CEP 30441-194 – Belo Horizonte/MG
Telefones: (31)3349-8001 ou (31)3349-8120
E-mail: sic@emater.mg.gov.br

FONTE: Agência Minas

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O sistema agroflorestal (SAF) é um tipo de produção agrícola integrada com o plantio e a preservação de espécies florestais nativas. Com ele, é possível gerar renda em equilíbrio com o ambiente e de acordo com princípios ecológicos. O Programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, também incentiva essa prática de conservação ambiental e, desde 2008, já investiu R$ 379 mil na implantação de 216 sistemas agroflorestais no estado. A divulgação de casos de sucesso é um fator de motivação e de troca de experiências para que mais produtores adotem o método.

Um desses exemplos, é o agricultor João Bezerra, de 65 anos, de Engenheiro Paulo de Frontin, no Sul Fluminense. Ele apostou nessa ideia por conta própria e hoje colhe os frutos de seu trabalho. Há 16 anos, plantou o primeiro palmiteiro pupunha em sua propriedade, na microbacia Rio Sacra Família. Hoje, o sítio é uma referência para os pequenos agricultores da região. No local, além do palmito, João produz as mais variadas frutas, como citrus, banana, caqui, jambo, seriguela, cajá, manga, mamão, acerola, abacaxi, lichia, cacau, além de aipim, milho, batata doce, inhame, quiabo, café, entre muitos outros cultivos.

Nascido no Estado da Paraíba e radicado no território fluminense, João faz questão de preservar a mata e cuidar do solo com adubo natural, de preferência usando os recursos existentes na propriedade. O produtor montou um pequeno minhocário, onde faz o húmus de minhoca, rico em matéria orgânica, usada para adubar as mudas que ele mesmo cultiva. “Planto porque gosto e quero cada vez mais tipos de árvores aqui” diz.

Hoje, o agricultor gera mais renda com o SAF do que com sua própria aposentadoria. Ele comercializa seus produtos em feiras e para compradores locais, que vão até a sua propriedade.

“Como existe uma variedade muito grande de produtos, há sempre o que comer, colher e vender” explica o extensionista rural da Emater-Rio, empresa vinculada à secretaria estadual de Agricultura, José Nestor de Souza, que presta assistência ao agricultor.

As vantagens dos sistemas agroflorestais são muitas. O SAF traz benefícios ambientais, ao possibilitar o acréscimo de matéria orgânica no solo e a captura de carbono, além de diminuir a incidência de pragas e doenças nas plantações. O sistema, que pode ser implantado em qualquer região, também serve de abrigo para as espécies, contribuindo para formação de corredores ecológicos e a manutenção da biodiversidade.

FONTE: Agência de Notícias do Rio de Janeiro

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando fazem, amanhã (23/04/15), o lançamento do 1º Congresso Internacional e 2º Congresso Brasileiro da Raça Girolando. O evento de lançamento será realizado na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte (MG) a partir das 9h30, durante café da manhã organizado pela associação dos criadores.

Minas Gerais tem o maior rebanho da raça. De acordo com o levantamento da associação, o rebanho mineiro é formado por aproximadamente 204 mil cabeças.

Os congressos da raça Girolando serão realizados entre os dias 19 e 21 de novembro de 2015, em Belo Horizonte. O evento contará com a presença de técnicos e pesquisadores do Brasil e do exterior que abordarão temas como sanidade, reprodução, melhoramento genético, manejo, nutrição, seleção genômica e comportamento animal. Também haverá visitas a fazendas produtoras de leite com a raça Girolando.

O evento terá a apresentação de painéis e sessões de posteres com trabalhos científicos nacionais e internacionais, sobre a pecuária de leite e a raça Girolando. Instituições públicas e privadas, universidades e órgãos de pesquisa estarão presentes no congresso. As inscrições poderão ser feitas no período de 1º de maio a 19 de novembro de 2015 — dia do início do evento.

Anote na agenda

Lançamento do 1º Congresso Internacional e
2º Congresso Brasileiro da Raça Girolando
Data: 23 de abril de 2015
Horário: 9h30
Local: Cidade Administrativa – Prédio Gerais/Plenária 9º andar
Endereço: Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº
Bairro Serra Verde – Belo Horizonte/MG

Mais informações

Associação Brasileira dos Criadores de Girolando
Rua Orlando Vieira do Nascimento, 74
Bairro Vila São Cristóvão
CEP 38040-280 – Uberaba/MG
Telefone: (34) 3331-6000
E-mail: girolando@girolando.com.br

FONTE: Agência Minas

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Marília Nutti, foi homenageada durante o VI Congresso Nacional do ILSI Brasil. A instituição premiou cinco pioneiros que contribuíram para a ampliação do conhecimento técnico-científico em prol de soluções da saúde da população durante os 25 anos do International Life Sciences Institute (ILSI) no país.

O encontro teve foco a ciência e os temas transversais convergentes nas áreas de Nutrição, Tecnologia de Alimentos, Toxicologia e Biotecnologia, e marcou os 25 anos do ILSI Brasil. Os homenageados receberam um troféu criado pela artista plástica, Sara Rosenberg.

“Evolução é o nome desta peça que representa o crescimento. Foi escolhida pela sinergia com as pessoas que estão sendo homenageadas, pois graças à sua dedicação, persistência e confiança o ILSI Brasil pode comemorar seus 25 anos. Ideias a favor da ciência sempre alimentaram o desafio destas pessoas para que o ILSI Brasil pudesse crescer, evoluir sobre raízes fortes e sólidas, como esta árvore simbolicamente representada neste troféu”, relatou a diretora executiva do ILSI Brasil, Mariela Berezovsky, durante a entrega dos prêmios.

Marília Nutti lidera a Rede BioFORT no Brasil coordenada pela Embrapa, que reúne projetos de biofortificação de alimentos. No Brasil, já foram lançadas variedades biofortificadas de batata-doce, mandioca, feijão comum, milho e feijão-caupi. Estão em processo de desenvolvimento de cultivares de trigo, abóbora e arroz. Atualmente, a Rede BioFORT já beneficiou aproximadamente 2500 famílias nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Homenageados pela ILSI Brasil:

Marília Nutti (Embrapa)

João Alberto Bordignon (Nutrimental)

Franco Maria Lajolo (USP)

Felix Guillermo Reyes (Unicamp)

Aldo Baccarin (Food Intelligence)

FONTE: Embrapa Agroindústria de Alimentos
Aline Bastos – Jornalista
Telefone: (21) 3622-9600
E-mail: agroindustria-de-alimentos.imprensa@embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Está aberto até o dia 12 de maio de 2015 o Processo de Oferta Pública para seleção de interessados na produção e comercialização de sementes da cultivar de melão BRS Araguaia. A BRS Araguaia é uma cultivar híbrida de melão do grupo comercial amarelo desenvolvido em parceria pela Embrapa e Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário (Emater-GO). É um produto de grande aceitação pelo consumidor, por seus frutos serem doces e saborosos.

BRS Araguaia apresenta elevado potencial produtivo, com frutos concentrados nas classes 6 e 7 (número de frutos por caixa de 13 kg), que podem atender aos mercados interno e externo. Esse híbrido apresenta resistência à raça 2 do oídio (Podosphaera xanthii), uma das principais doenças da cultura.

A cultivar apresenta crescimento vigoroso e excelente cobertura foliar. As flores, quanto ao tipo sexual, são andromonóicas (flores masculinas e hermafroditas separadas na mesma planta).

Os frutos são de formato elíptico curto e a tonalidade da cor da casca é amarela intensa quando maduros. A rugosidade da casca é média. A polpa é de coloração branca esverdeada, grossa e firme.

O ciclo de maturação é em torno de 70 dias nas regiões Nordeste e Centro-Oeste em locais e/ou períodos do ano em que a média das temperaturas mínimas é superior a 25°C. Nestas condições, o BRS Araguaia produz até 40 t/ha de frutos comerciais com teor de sólidos solúveis totais em torno de 12° brix, o que confere seu sabor doce e suave.

BRS Araguaia é indicado para o cultivo nas principais regiões produtoras de melão do Brasil, ou seja, em locais em que a média das temperaturas mínimas se encontra acima de 25°C.

Acesse aqui o edital de oferta e seja um parceiro da Embrapa.

FONTE: Embrapa Produtos e Mercado
Jurema Iara Campos – Jornalista
Telefone: (61) 3448-1712
E-mail: produtos-e-mercado.imprensa@embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Estar capacitado é essencial para qualquer dono de negócio ter sucesso e crescer. Para ajudar os microempreendedores individuais (MEI) — aqueles que faturam até R$ 60 mil por ano — o Sebrae criou uma série de capacitações de curto período de duração e que podem ser feitas em cursos presenciais, pela internet ou por SMS. Já são nove cursos oferecidos na solução SEI, e em breve serão disponibilizados novos módulos.

O objetivo dessas capacitações é contribuir para melhorar a gestão dos negócios dos microempreendedores individuais, promovendo sua consolidação no mercado, por meio de um conjunto de soluções específicas.

Durante a Semana do MEI, duas novas oficinas são apresentadas: SEI Crescer e SEI Formar Preço. Os outros cursos oferecidos são o SEI Empreender, SEI Planejar, SEI Controlar o Meu Dinheiro, SEI Vender, SEI Comprar, SEI Unir forças para melhorar e o SEI Administrar.

Todas as oficinas têm duração de 4 horas e serão aplicadas na Semana do MEI. O SEI Administrar, um kit educativo, não poderá ser aplicado durante o evento porque tem duração de 24 horas, mas é disponibilizado gratuitamente no Sebrae de todos os estados e no Distrito Federal.

Quem optar por estudar os cursos SEI pelo portal do Sebrae terá um prazo de 15 dias para concluir o treinamento. Já para quem opta pela capacitação por SMS, esse prazo é ampliado para 30 dias. Confira abaixo a lista de soluções SEI:

Os microempreendedores individuais, proprietários de micro e pequenos negócios, além de potenciais empreendedores podem buscar orientações e cursos nos diferentes canais do Sebrae, como: a central de atendimento 0800 570 0800, as redes sociais e os mais de 700 postos de atendimento distribuídos pelo país.

FONTE: Agência Sebrae de Notícias
Telefone: (61) 3243-7851
E-mail: imprensa@sebrae.com.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais