O telescópio Hubble, que revolucionou a astrofísica com as imagens que captou a partir do espaço, completa amanhã (24/04/15) 25 anos em órbita. Em 24 de abril de 1990, o primeiro telescópio espacial, projetado pela Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) e a Agência Espacial Europeia (ESA), foi batizado com o nome do astrônomo americano Edwin Powell Hubble. O satélite astronômico foi colocado em órbita pela nave Discovery a uma distância de 559 quilômetros da Terra, com a promessa de permitir a observação do universo sem as interferências da atmosfera terrestre.

O Hubble fotografou buracos negros e captou a existência de quatro luas de Plutão – Nix, Hidra, Cérbero e Estige – até então desconhecidas. O telescópio permitiu a observação do nascimento e da morte de estrelas e de galáxias, revelou que o universo está expandindo a um ritmo mais elevado do que se supunha e mostrou aspectos desconhecidos dos planetas Saturno, Júpiter e Plutão.

Três semanas após a colocação em órbita, os cientistas responsáveis pelo telescópio detectaram a existência de um problema no espelho principal do aparelho, o que parecia comprometer todas as potencialidades do Hubble.

Resolvido o problema, em 1993, na primeira missão de reparação espacial de grande envergadura, o Hubble começou a fornecer à ciência imagens do universo distante em luz ultravioleta, infravermelha e em luz visível de clareza inédita.

Uma das imagens captadas pelo Hubble ficou conhecida como “Os Pilares da Criação”, três colunas de poeira cósmica onde acontece o nascimento de estrelas, na Nebulosa da Águia.

Outra imagem do telescópio que correu o mundo foi a do campo ultra-profundo, que mostra galáxias, estrelas e objetos muito distantes, classificada como o retrato mais completo do universo visto no espectro visível.

A capacidade do Hubble de investigar o universo significa que, em muitos casos, os corpos celestes revelados à ciência já deixaram de existir quando a sua luz chegou aos espelhos e lentes do telescópio.

FONTE: Agência Brasil

Da Agência Lusa.

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O sequenciamento do genoma da raça bovina Gir Leiteiro está concluído. O feito tem importância histórica, já que é o primeiro sequenciamento do genoma de um mamífero feito por equipe 100% brasileira. O avanço científico também traz perspectivas muito otimistas para o setor produtivo, pois completa a outra metade do quebra-cabeça que forma a genética do Girolando. Este híbrido das raças Gir e Holandesa é responsável por mais de 80% do leite produzido no Brasil. A cadeia leiteira detém o maior faturamento do agronegócio nacional e é a que mais gera emprego, principalmente no interior, já que apenas 50 municípios não produzem leite no país.

O genoma da vaca holandesa foi sequenciado em pesquisas nos Estados Unidos. É o animal de produção cujas pesquisas genômicas estão mais adiantadas e com melhores resultados na aplicação comercial. Agora, com as informações sobre o DNA da raça Gir organizadas, o trabalho de sequenciamento do genoma do Girolando será simplificado. A expectativa é que o resultado seja obtido em um ano, enquanto o sequenciamento do genoma do Gir levou quatro anos para ser concluído, envolvendo pesquisadores da Embrapa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fiocruz Minas.

O pesquisador Marcos Vinicius Gualberto Barbosa da Silva, líder do projeto na Embrapa Gado de Leite, explica como se dá o processo, comparando o DNA a um quebra-cabeça: “O genoma já sequenciado das raças puras seriam a foto que vem na caixa do jogo e que serve de guia para a montagem. Temos então duas fotos: a do Gir e a do Holandês. Partes do quebra-cabeça do Girolando vão seguir a foto do Gir e outras partes seguirão a foto do Holandês. Importante lembrar que são guias apenas. Isto porque o processo de evolução pode gerar novas mutações”.

Os estudos levam à identificação dos genes que conferem a animais Gir maior tolerância ao calor e mais resistência a doenças, enquanto genes do Holandês respondem pela maior produção de leite. Mas qual é o impacto para o setor produtivo destes avanços da ciência? Neste contexto, basta compreender que será possível acelerar os ganhos genéticos e otimizar os sistemas produtivos em fatores como produtividade, qualidade do leite e saúde animal.

Na medicina, estudos do DNA humano já permitem a execução de procedimentos preventivos para eliminar riscos de desenvolver doenças herdadas geneticamente. Também permitem determinar a dieta e o programa de exercícios físicos adequados com base nas informações genéticas individuais do metabolismo. A precisão que começa a transformar a maneira de o homem lidar com sua saúde também poderá transformar a produção no agronegócio.

DNA Mitocondrial

Outra conquista científica foi o sequenciamento do genoma das mitocôndrias dessas raças. Cada célula carrega informações genéticas no núcleo — DNA nuclear — e também no citoplasma — DNA mitocondrial. Este é menor e com poucos genes em relação ao núcleo, porém porta as características de herança materna, enquanto no núcleo são obtidas as informações herdadas do pai. O genoma mitocondrial está relacionado à possibilidade de se verificar a origem do indivíduo, também a de algumas doenças e processos que envolvem grande demanda energética, como a produção de leite. Foram identificadas diferenças relevantes entre os genomas mitocondriais das raças zebuínas, caso do Gir Leiteiro e do Guzerá, quando comparados com raças taurinas, como o Holandês.

Ferramentas genômicas

Com o genoma sequenciado, o grupo de pesquisa atua no desenvolvimento de ferramentas para a seleção de indivíduos com foco no melhoramento genético das raças. Silva explica que já identificaram variantes específicas nos genes do Gir relacionados às características de maior importância econômica: tolerância ao calor, resistência a doenças e metabolismo de lipídios da glândula mamária, que influenciam a concentração e a secreção de lipídios no leite e também o volume da produção leiteira.

Em julho deste ano [2015], essas ferramentas genômicas serão aplicadas na prova de pré-seleção para o Sumário Brasileiro de Touros, uma publicação anual do Programa Nacional de Melhoramento de Gir Leiteiro que ranqueia os indivíduos pelo mérito genético. Embrapa, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Fiocruz Minas, juntamente com a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) estudam um modelo de negócio para que as ferramentas também sejam disponibilizadas no mercado, visando a atender, principalmente, a produtores e centrais de inseminação.

O mesmo caminho será percorrido em relação ao gado Girolando. A perspectiva é disponibilizar até o início de 2016 as primeiras ferramentas associadas a genes de importância econômica para a raça. A solução permitirá que, a partir de um investimento relativamente baixo, os produtores sejam recompensados por evitar que animais geneticamente inferiores sejam incorporados ao rebanho.

Os resultados científicos relatados foram obtidos em pesquisas financiadas por Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Embrapa. Contam com apoio da Secretaria de Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), Polo de Genética, Polo de Excelência do Leite, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Centro Brasileiro de Melhoramento do Guzerá (CBMG) e as associações de Criadores ABCZ e ABCGIL.

Viabilidade econômica

As diferentes técnicas de seleção, advindas da genética tradicional, da genética molecular e da genômica, são usadas como estratégias complementares no melhoramento de raças. Uma aplicação prática pode ser feita na incorporação de novos indivíduos ao sistema produtivo.

Em bovinos leiteiros, a taxa de substituição gira em torno de 20 a 25%. Se um produtor tem 100 vacas em lactação, por exemplo, irá descartar 20 vacas no ano seguinte e deve substitui-las por novilhas geneticamente superiores. Em um plantel de 50 novilhas, é indicado fazer uma avaliação genética tradicional, reduzindo o grupo de interesse para 30 novilhas e, só então, genotipar esses indivíduos. A associação das técnicas garante a eficiência tecnológica e econômica da estratégia de seleção.

Outra tecnologia, os chips de DNA, tornou possível maximizar os ganhos genéticos por meio da redução do intervalo de gerações e do aumento da intensidade de seleção. A ferramenta pode ser usada para genotipar, por exemplo, touros testados para banco de sêmen, vacas destinadas para leilão e até mesmo embriões. Assim, não é preciso esperar nove meses de gestação até o nascimento para executar a avaliação genética.

FONTE

Embrapa Gado de Leite
Carolina Rodrigues Pereira – Jornalista
Telefone: (32) 3311-7548
E-mail: gado-de-leite.imprensa@embrapa.br

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Um professor tcheco de apicultura descobriu uma maneira simples de combater com altas temperaturas o ácaro Varroa, que infesta e mata larvas e abelhas adultas, informou o jornal “Právo”. Na República Tcheca, o Verroa já aniquilou 35% das abelhas e há três décadas é o principal inimigo dos apicultores, afirma a publicação.

O parasita vive tanto na larva como na abelha adulta e absorve a hemolinfa do inseto, o fluido circulatório dos artrópodes, e assim diminui sua massa corporal.

O descobridor desse sistema, Roman Linhart, percebeu que uma colmeia embaixo de um telhado em sua cidade ficou quase 20 anos sem sofrer ataques do ácaro. Com isso, calculou que o motivo poderia ser a alta temperatura do telhado e, depois, comprovou que o ácaro não suportava esse nível de calor.

Linhart inventou e patenteou uma colmeia termosolar que aquece com o efeito do sol a uma temperatura máxima de 47 graus e extermina os parasitas.

“O ácaro não aguenta uma temperatura superior a 40 graus por mais de duas horas, enquanto as abelhas sobrevivem e o plástico termosolar também”, disse ao jornal tcheco.

Esse tipo de colmeia artificial foi examinado na Universidade de Olomouc e considerado o único produto do tipo no mundo. Isso pode significar uma solução global para o problema que afeta os apicultores, pois os que já a utilizaram garantiram 100% de eficácia na solução do problema.

FONTE: Portal Terra

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O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) é uma política pública complementar à reforma agrária e o seu principal objetivo é reduzir a pobreza rural e melhorar a qualidade de vida no campo. O PNCF permite a compra da terra e também disponibiliza recurso para o beneficiário estruturar seu imóvel.

FONTE: TV MDA

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O Primeiro dia de Campo sobre Irrigação e Cultivo do Maracujá, realizado em Torres, atraiu agricultores e gestores públicos interessadas na cultura. Além do cultivo e irrigação, os participantes aprenderam sobre tratamento de doenças, classificação, comercialização e aproveitamento integral da fruta em receitas. E foi lançado o projeto Maracujá para Sempre, que estimula mais produtores a investirem nessa alternativa à produção fumageira. Confira.

FONTE: Emater/RS-Ascar

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O São Paulo Pesquisa mostra pesquisas que estudam como agem os radicais livres. As substâncias que duram milionésimos de segundos dentro das células humanas podem explicar porque envelhecemos, engordamos ou desenvolvemos doenças degenerativas. No Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP), um grupo de pesquisadores já sabe porque a dieta do jejum provoca diabetes em animais de laboratório. Um outro estudo procura estabelecer a relação entre os radicais livres com o Mal de Alzheimer. E você vai saber como a poluição urbana provoca danos no DNA humano.

FONTE: Univesp TV

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O São Paulo Pesquisa mostra pesquisas que estudam como agem os radicais livres. As substâncias que duram milionésimos de segundos dentro das células humanas podem explicar porque envelhecemos, engordamos ou desenvolvemos doenças degenerativas. No Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (SP), um grupo de pesquisadores já sabe porque a dieta do jejum provoca diabetes em animais de laboratório. Um outro estudo procura estabelecer a relação entre os radicais livres com o Mal de Alzheimer. E você vai saber como a poluição urbana provoca danos no DNA humano.

FONTE: Univesp TV

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