Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) comprovam que o nível do desperdício de alimento mundial é de um terço. O rastro de desperdício de alimentos em escala global é da ordem de 1,3 bilhão de toneladas (excluindo peixes e frutos do mar), ocasionando, além de significativas perdas econômicas (750 bilhões de dólares por ano), também forte impacto ambiental, pois essa enorme perda, excetuando China e EUA, se fosse um país, seria a terceira maior emissora de gases causadores de efeito estufa (são 3,3 bilhões de toneladas de gases nocivos).

Cabe apontar que os gases de efeito estufa (GEE) modificam o balanço atmosférico entre carbono e oxigênio, dos quais depende o equilíbrio ecológico e a reprodução da própria vida. Junto com a produção de alimentos desperdiçados, perde-se também água, energia e produtos químicos usados na produção alimentícia. Somente o volume de água “perdido” nesse desperdício equivale ao fluxo anual do rio Volga, na Rússia, aponta o relatório da FAO.

Esse desperdício de alimentos consome cerca de 250 quilômetros cúbicos de água e ocupa cerca de 1,4 bilhão de hectares, grande parte de habitat natural transformado para tornar-se arável.

O relatório intitulou essa perda de “pegada do desperdício alimentar”, em alusão à pegada ecológica, ou seja, é a medida que traduz em hectares globais (ha) a quantidade de terra e água que seria necessária para sustentar o consumo de uma população.

Num mundo em que quase 1 bilhão de pessoas sofre de profunda e crônica carência alimentar, o desperdício de alimentos chega a impressionante cifra de 1/3 de toda a produção mundial.

A redução de desperdício de alimentos não só evitaria a pressão sobre recursos naturais escassos, mas também diminuiria a necessidade de aumentar a produção de alimentos em 60%, a fim de atender a demanda da população em 2050, aponta o relatório da FAO.

A situação brasileira

Em matéria de desperdício, lamentavelmente o Brasil tem alcançado as primeiras posições no ranking dos países que não sabem fazer bom uso dos recursos naturais e, em especial, da produção agrícola.

De toda a água produzida no país, por exemplo, 46% se perdem pelos ralos; o que equivale a quase 6 bilhões de m3 por ano. Em relação à energia elétrica desperdiçamos 43 terawatt-hora (TWh), dos 430 (TWh) consumidos no país.

Essa perda (exatamente de 10%) é superior ao que é consumido pela população do estado do Rio de Janeiro, de acordo com estudos elaborados pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

Já no que concerne aos alimentos, estimativas apontam um desperdício a cada ano de 26,3 milhões de toneladas de comida jogados fora: volume suficiente para distribuir 131,5kg para cada brasileiro ou 3,76kg para cada habitante do planeta.

Toda essa comida alimentaria facilmente 13 milhões de brasileiros que ainda passam fome, nas contas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Nossa perda agrícola é de 44% de tudo o que é plantado: 20% durante a colheita, 8% entre o transporte e armazenamento, 15% na indústria de processamento e 1% no varejo.

Somando-se as perdas decorrentes dos hábitos alimentares e culinários, tem-se mais 20% de alimentos que são estragados (incluindo o elevado consumo de carnes branca e vermelha que é de 94 quilos em média per capita/ano), o que faz subir então para 64% o nível de desperdício de alimentos.

A conta monetária ao ano desse desperdício brasileiro gira ao redor de R$ 80 bilhões em alimentos, energia, água e demais recursos que simplesmente viram lixo.

FONTE: Adital
Marcus Eduardo Oliveira

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O documentário “A Lei da Água – novo Código Florestal”, dirigido por André DElia e com produção executiva de Fernando Meirelles, retrata a polêmica sobre as mudanças da nova Lei Florestal (12.651/2012), que revogou o antigo Código Florestal, de 1965, e que prevê o que deve ser conservado e pode ser desmatado nas propriedades rurais e cidades brasileiras. A produção está em cartaz em cinemas de sete capitais brasileiras desde o dia 30 de março de 2015.

O filme é produzido pela Cinedelia e coproduzido pela O2 Filmes, de Meirelles. O Instituto Socioambiental (ISA) é um dos parceiros da produção, além de WWF-Brasil, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e Bem-Te-Vi Diversidade.

O documentário está sendo exibido por meio de financiamento coletivo: a campanha de crowdfunding promovida pelo Catarse apresenta o filme em sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador [Bahia], Brasília, Curitiba [Paraná], Porto Alegre [Rio Grande do Sul] e Belo Horizonte [Minas Gerais].

Para viabilizar a distribuição e levar o filme a grandes públicos são oferecidas sessões únicas para cada cidade. Quando for atingido o valor mínimo necessário para a exibição em uma sala, ela será confirmada e outra sessão para essa mesma cidade será aberta para compra. O longa não possui fins lucrativos e toda a verba gerada será revertida para a divulgação e exibição em universidades, escolas, sindicatos rurais e comunidades.

Ao fim de cada sessão, há um debate especial sobre o filme e a distribuição de uma cartilha sobre a nova lei florestal. “Em um momento como o que estamos vivendo, de crise hídrica, o público tem solicitado cada vez mais exibições do filme, até mesmo para entender o Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional”, explica André DElia.

Além disso, também estão sendo organizados cinedebates em organizações da sociedade civil, movimentos sociais, escolas, universidades e comunidades por todo o País.

Ambientalistas e ruralistas

Realizado ao longo de 16 meses, com entrevistas em Brasília, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, “A Lei da Água” dá voz a ambientalistas, cientistas, ruralistas e agricultores que acompanharam de perto a controversa tramitação do novo Código Florestal no Congresso.

O filme alerta sobre as consequências do novo Código Florestal — que anistiou 29 milhões de hectares desmatados ilegalmente em todo País — e sobre o que ainda pode ser feito para evitar mais prejuízos ao meio ambiente. O impacto sobre a capacidade da floresta de proteger e abastecer mananciais de água e, assim, prevenir crises como as que afetam São Paulo hoje, por exemplo, é um dos temas centrais da produção.

O documentário vem a público no momento em que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADins) contra a Lei. “O Código Florestal Brasileiro deve ser bom para a agricultura, deve ser bom para a floresta e deve ser cumprido. Espera-se que o público compreenda as questões relacionadas à lei, podendo decidir por si próprio o que é melhor para o Brasil. E que vença a melhor ideia!”, afirma o diretor. Assista o trailer do filme:

FONTE: Adital

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Às vésperas do Dia do Índio, comemorado no dia 19 abril, o Unesp Notícias mostra a história de dois indígenas que ultrapassaram os limites da aldeia, para valorizar ainda mais a cultura do povo deles. São a Zélia e o Vanderson. Eles vieram cursar o ensino superior numa universidade em Bauru, para aperfeiçoar o trabalho como educadores em Araribá.

FONTE: TV Unesp

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A capacidade de energia eólica, que é gerada pela força do vento, deve crescer 62% no país este ano, na comparação com 2014. Com isso, o Brasil pode alcançar 7.904 megawatts até o final de 2015. De acordo com a Eletrobras, esta produção equivale a dois meses de consumo de todas as residências do país. Em doze meses, a capacidade instalada eólica brasileira cresceu 133%.

FONTE: TV NBR

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As novas tecnologias têm contribuído para o desenvolvimento do audiovisual. As mudanças vão dos custos e suportes das produções, que agora se sustentam no sistema digital, à possibilidade da existência de um espectador/usuário, que navega pelas tecnologias oferecidas e participa efetivamente do processo de produção da comunicação.

FONTE: TV Unesp

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Vender o produto agrícola processado, em vez de vender somente a matéria-prima, agrega mais renda ao agricultor. É o que vai fazer a família Franz, de Santa Clara do Sul, no Rio Grande do Sul. Eles montaram uma agroindústria que vai produzir chips de batata-doce e de aipim, ou macaxera. Nós fomos lá conhecer os produtos, e aprovamos.

FONTE: Emater/RS-Ascar

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O primeiro livro do guia Plantas do Brasil – Árvores nativas dá início à série de 10 volumes. Abrange, inicialmente, 200 árvores nascidas naturalmente no território nacional. Numericamente, trata-se de uma abordagem ainda modesta, em relação ao grande número de árvores nativas que ocorrem no Brasil, porém significativa na popularização e difusão do conhecimento sobre a biodiversidade de nossas belas e ricas florestas.

Toda a série será lançada, paulatinamente, nos próximos anos, e abrangerá mais de 2 mil espécies expedições botânicas realizadas pelo país. A obra tem como objetivo principal proporcionar um fácil reconhecimento das árvores, através de descrições e imagens, auxiliando os interessados no processo de identificação botânica e incentivando o estudo e a observação da flora brasileira.

Indiretamente, visa ainda a impulsionar o conhecimento e difundir informações sobre essas árvores nativas, especialmente sua correta identificação e potencial de utilização, procurando com isso sensibilizar e conscientizar as pessoas sobre os benefícios e importância de conservar áreas arborizadas.

Na descrição das espécies, são fornecidos o nome científico atualmente válido, sinonímias botânicas, nomes populares, descrição morfológica, fenologia, usos, ecologia, propagação e distribuição geográfica.

As fotografias são autorais e foram obtidas em campo, nas condições naturais de luminosidade, procurando por padrão retratar aspectos importantes, como a folha, ramo e casca, que permitem o reconhecimento de uma espécie mesmo em estado vegetativo (desprovida de flores ou frutos). Sempre que possível foram feitas sete fotografias, dentre elas: o indivíduo isolado, ramo, par de folhas exibindo ambas as faces, casca externa, flor, fruto e semente.

Clique aqui para obter mais informações sobre o livro.

FONTE: Adital

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A lenha ainda é muito utilizados no setor de agronegócio brasileiro, gerando impactos negativos não apenas ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores rurais, mas também à qualidade do produto final, à produtividade e ao custo da operação. Diante desse cenário, nos últimos anos o Gás LP vem ganhando espaço no setor por propiciar vantagens ambientais, sociais e econômicas para os produtores que necessitam de soluções para secagem de grãos e sementes, aquecimento de granjas e controle de ervas daninhas através da capina térmica (flanejamento).

Assim, para destacar seu pioneirismo no mercado brasileiro, sobretudo no agronegócio, a Ultragaz participará da Agrishow 2015, que acontece de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP), para mostrar os benefícios da conversão da lenha para Gás LP.

No estande da empresa os produtores interessados em fazer a mudança da matriz energética terão à disposição um grupo de especialistas e técnicos para dar consultoria sobre o Ultrasystem®, solução que atende de forma personalizada os mais diversos segmentos do agronegócio.

Lançado há 20 anos, o Ultrasystem foi o primeiro sistema de gás a granel no País e mais uma vez marcou o pioneirismo da Ultragaz em trazer ao mercado nacional o que há de mais moderno no setor de Gás LP no mundo. Por meio dele, o gás é transferido diretamente do caminhão para cilindros ou tanques, sem que haja necessidade de troca de recipiente.

De acordo com Tabajara Bertelli Costa, diretor do mercado empresarial da Ultragaz, podem ser destacadas inúmeras vantagens ao se fazer a conversão de outra matriz energética para Gás LP. “É mais econômico, permite o abastecimento contínuo e personalizado — contrata-se o serviço de acordo com a aplicação/uso. Além disso, o processo pode ser automatizado e controlado com variações pequenas de temperatura, o que é fundamental na secagem de sementes e no aquecimento de aviários”, explica.

O diretor também ressalta o fato de o Gás LP alcançar regiões distantes, principalmente aquelas que não possuem energia elétrica, e oferecer assistência técnica para atender as diversas necessidades do produtor brasileiro. “Isso tudo aliado aos benefícios ambientais e sociais.” É uma fonte energética limpa, que não gera resíduos, e muito mais segura para os trabalhadores. Como não há necessidade de abastecer as fornalhas, diminuem os riscos de doenças pulmonares, de picadas de animais peçonhentos abrigados na lenha e de exposição ao calor e a partículas tóxicas geradas a partir da queima da madeira ou de outras matérias orgânicas.

Serviço

Agrishow 2015
22ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 27 de abril a 1º de maio 2015
Horário: das 8 às 18 horas
Estande: C4A1
Local: Rod. Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 31 – City Ribeirão — Ribeirão Preto/SP

FONTE: Concept PR
Daniela Mesquita – Jornalista
Telefone: (11) 4095-2900

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Jovens de 15 a 29 anos que estejam cursando ou já tenham concluído o ensino médio e que sejam provenientes de assentamentos de reforma agrária podem se candidatar a vagas no curso técnico em Gestão de Organizações Rurais e Cooperativismo — Residência Jovem, que será ministrado em Montes Claros (MG). Também serão oferecidas vagas para servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

As inscrições estão abertas até o dia 30 de abril de 2015. Os candidatos do Norte de Minas devem comparecer à sede da Secretaria Executiva Residência Agrária (localizada na sala 14 do CAAD, no campus Montes Claros). Para os jovens das demais regiões do estado, a inscrição deve ser feita na Sala de Cidadania do Incra (rua Roncador, 579, Unaí/MG). Os documentos necessários estão listados no edital do curso.

Os inscritos farão um curso introdutório, de 4 a 9 de maio, no Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG, e depois serão submetidos a prova escrita, entrevista e análise de currículo. A lista dos selecionados será divulgada em 15 de maio no site do ICA e na Secretaria Executiva de Residência Agrária.

FONTE: Universidade Federal de Minas Gerais

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Santa Catarina é o maior exportador e um dos maiores produtores de suínos do Brasil. O Estado possuiu aproximadamente 200 mil estabelecimentos rurais, com plantéis permanentes formados por 7,5 milhões de suínos. Por essa importância econômica, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) oferece uma oportunidade única para os produtores, por meio do Programa de Capacitações Tecnológicas em Suinocultura disponível no portal de educação a distância da entidade – EaD Senar.

O programa oferece dois diferentes cursos gratuitos, na modalidade a distância e com matrículas abertas: assuntos gerais em suinocultura e produção na suinocultura. Os interessados precisam acessar o portal http://ead.senar.org.br/cursos para fazer a matrícula.

Os programas de capacitações tecnológicas da EaD Senar são ideais para o profissional que deseja e precisa se atualizar mas, não tem como frequentar as aulas presenciais. De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, a proposta é disseminar técnicas que reduzam os custos e aumentem a produtividade. “Todos os cursos são gratuitos e a distância, o que facilita adaptação e comodidade para o participante que pode acessar as aulas quando for mais conveniente, cumprindo carga horária e respeitando o prazo de conclusão de cada curso”, observa.

O presidente do Conselho Administrativo do Senar/SC, José Zeferino Pedrozo, realça que o órgão tornou-se “uma grande escola que ultrapassa os limites da sala de aula porque vai ao encontro do aluno, no campo, levando formação profissional gratuita e de qualidade nas comunidades rurais, empresas e propriedades agropecuárias. Somos a escola de maior capilaridade no território catarinense porque estamos em todas as microrregiões”, expõe o presidente.

O Brasil é o 4º maior exportador mundial de carne suína. Em 2014, o suíno vivo bateu recordes históricos de preços no País e os produtores exportaram mais de US$ 1,5 bilhão, um crescimento de 16,9% em relação ao ano anterior. Em 2015, a expectativa é de que o mercado de suínos continue aquecido, com baixos custos de produção e preços remuneradores para os suinocultores.

FONTE: MB Comunicação Empresarial
Marcos A. Bedin – Jornalista
Telefax: (49) 3323-4244
E-mail: mb@mbcomunicacao.com.br

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