A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou que o Plano Nacional de Defesa Agropecuária deverá ser lançado em 6 de maio durante solenidade com a presidente Dilma Rousseff. O plano pretende modernizar o marco regulatório da área sanitária e fitossanitária e reestruturar os laboratórios de análises de doenças e pragas, afirmou a ministra após reunião com a presidente nesta manhã no Palácio do Planalto.

“Esse plano é um grande avanço na defesa agropecuária do país. Nosso objetivo é sinalizar aos nossos consumidores do Brasil, em primeiro lugar, e também do resto do mundo que nós temos compromisso com a questão sanitária”, afirmou a ministra durante entrevista à imprensa.

Ainda no dia 6 de maio a presidente Dilma Rousseff deverá lançar parte do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) e a regulamentação da lei que estabelece o uso de medicamentos genéricos veterinários.

A ministra informou também que na mesma data deverá ser lançada a regulamentação do Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi), ferramenta que irá descentralizar os serviços de inspeção federal e ampliar a agroindustrialização de produtos da agricultura familiar.

“Essa regulamentação é esperada desde 2006 e representa a possibilidade de aumento real da renda dos pequenos agricultores e a ampliação da classe média rural, objetivo que temos perseguido”, disse a ministra.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Priscilla Mendes – Jornalista
Telefone: (61) 3218-2203

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é uma ferramenta eletrônica que auxilia no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. O CAR foi uma das novidades do Código Florestal e é obrigatório para todos os imóveis rurais. As propriedades devem ser inscritas na plataforma até o dia 05 de maio por meio do endereço www.car.gov.br.

FONTE: TV MDA

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Represas, usinas para geração de energia e outros projetos de desenvolvimento econômico financiados pelo Banco Mundial desalojaram cerca de 3,4 milhões de pessoas, segundo um levantamento realizado pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (Icij, sigla em inglês).

Na Nigéria, por exemplo, autoridades despejaram milhares de pessoas que viviam em Badia East, uma favela localizada na maior cidade do país, Lagos. Elas foram expulsas sem aviso prévio ou indenização, segundo o relatório. No Quênia, milhares de moradores de comunidades tradicionais foram forçados a deixar o local que habitavam em favor de um programa de preservação ambiental patrocinado pelo Banco Mundial.

Comunidades em outros países emergentes e em desenvolvimento contaram histórias similares para uma equipe de 50 jornalistas internacionais. Há muito tempo que organizações de direitos humanos criticam o banco por não monitorar de forma eficaz os efeitos dos programas que patrocina.

Segundo elas, justamente os pobres são os mais afetados pelos projetos financiados pelo Banco Mundial — as mesmas pessoas que a instituição deveria estar ajudando a sair da pobreza. “Pessoas que são reassentadas muitas vezes perdem muitas de suas opções de subsistência. Por exemplo, se elas dependem da agricultura de subsistência, às vezes leva algum tempo para retomarem suas atividades num outro lugar”, afirma a ativista de direitos humanos Jessica Evans, da Human Rights Watch (HRW).

“Sérias deficiências”

Com base nos resultados de uma investigação interna, o Banco Mundial admitiu “sérias deficiências” nos reassentamentos causados pelos seus programas e disse haver necessidade de melhorias. “Estamos revendo nossas medidas de prevenção e estou decidido a aprender com os erros do passado. Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para proteger as pessoas e o meio em que elas vivem”, afirmou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

Para a Human Rights Watch, isso não basta. “O Banco Mundial não pode simplesmente prometer que não vai repetir os erros do passado. É necessário identificar e indenizar os prejudicados”, afirma Evans.

A Anistia Internacional afirma que o Banco Mundial não consegue nem mesmo descobrir quantas pessoas são afetadas pelos seus projetos. Segundo a ativista Alessandra Masci, o banco confia demais nas informações fornecidas pelos beneficiários dos projetos. “O beneficiário tem, obviamente, uma vantagem econômica ao não apresentar potenciais problemas e impactos negativos sobre as comunidades porque quer obter o empréstimo. O banco está dando crédito de forma muito apressada”, diz Masci.

Uma equipe no local é necessária para verificar de forma independente as informações fornecidas pelos credores. Segundo Evans, a ênfase do Banco Mundial está em enviar dinheiro e não em implementar e monitorar os projetos para garantir que não haja danos.

No caso dos despejos na Nigéria, o Banco Mundial deveria estar ciente de que os despejos poderiam acontecer, disse o consultor de direitos humanos Ashfaq Khalfan, da Anistia Internacional. “Isso já havia acontecido em outro projeto financiado pelo Banco Mundial. E mesmo assim o banco concedeu empréstimo sem obter uma garantia do governo de Lagos de que o problema não se repetiria”, critica Khalfan. “No fundo, o problema é que o Banco Mundiall prioriza o crescimento econômico sobre os direitos humanos.”

FONTE: Deutsche Welle
Sarah Steffen

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O Brasil foi o país mais perigoso do mundo para militantes ambientalistas em 2014. Em nenhum outro lugar foram assassinados mais ativistas, segundo relatório da ONG britânica Global Witness, apresentado no final do mês de abril de 2015 em Londres, Inglaterra.

A América Latina é considerada a região mais perigosa pela organização. De cada quatro mortes, três aconteceram na região. No ano passado foram registrados 116 casos em todo o mundo, número que é recorde histórico e 20% maior que o de 2013. Deles, 87 ocorreram em nações latino-americanas.

Honduras lidera a lista na relação número de casos por habitante, segundo o documento, intitulado How many more? (Quantos mais?). Entre 2002 e 2014, 111 pessoas morreram no país em decorrência de crimes contra ambientalitas.

Entre 2007 e 2011, os crimes contra ambientalistas registrados pela Global Witness triplicaram. Com isso, os militantes do meio ambiente são considerados o grupo de ativistas que mais corre riscos. No mundo inteiro, segundo a instituição, foram mortos, em função do seu trabalho, quase duas vezes mais ambientalistas que jornalistas.

Índios são 40% das vítimas

Em 2014, o Brasil figura no topo da lista, com 29 mortes, seguido pela Colômbia, com 25, pelas Filipinas, com 15, e por Honduras, com 12. Cerca de 40% das vítimas são índios. Já para ativistas do direito à terra, o Sudeste Asiático é a região mais perigosa do mundo.

“Em Honduras e no mundo inteiro, ambientalistas são mortos, sequestrados, ameaçados ou processados como terroristas, em plena luz do dia, porque se opõem ao chamado desenvolvimento”, lamentou Billy Kyte, da Global Witness, exigindo que os governos façam mais pela proteção dos ambientalistas.

Segundo a Global Witness, os crimes são praticados por grupos paramilitares, pela polícia e por empresas de segurança privada. Entre os mandantes estariam grandes latifundiários, grupos privados, políticos e membros do crime organizado. “A maioria desses crimes, realizados em nome de uma poderosa combinação de interesses corporativos e governamentais, fica impune”, acrescentou Kyte.

FONTE: Deutsche Welle

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Durante este ano de 2015, 97,1% da eletricidade consumida na Costa Rica virá de fontes limpas, graças a condições climáticas favoráveis à geração hídrica, anunciou no final do mês de abril o estatal Instituto Costarricense de Electricidad (ICE).

Apenas 2,9% da geração demandará o consumo de combustíveis fósseis, um avanço importante com relação a 2014, quando a energia térmica representou 10,3% do total, indicou a companhia.

Isto foi possível “graças ao modelo desenvolvido no país nos últimos 66 anos” e a que “as condições hidrológicas são favoráveis, inclusive em março, que é historicamente um mês muito seco”, explicou o diretor do Centro de Planejamento e Desenvolvimento Elétrico do ICE, Gilberto de la Cruz.

O funcionário disse que, nos primeiros 75 dias de 2015, que correspondem ao período da estação seca, ocorreram chuvas que permitiram manter os maiores reservatórios acima dos níveis previstos.

Com uma infraestrutura desenvolvida de geração hidrelétrica, a Costa Rica vem reduzindo progressivamente sua dependência de combustíveis fósseis para satisfazer suas demandas de energia. Paralelamente, aumentam os projetos de geração geotérmica e eólica.

Um estudo recente da organização ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) destacou que o país centro-americano “está perto de alcançar 100% na produção de energia renovável”, o que constituirá um novo marco em sua trajetória ambiental.

Segundo a mesma fonte, 99,43% dos lares costa-riquenhos têm energia elétrica.

O ICE anunciou que, devido à redução do uso de biocombustíveis, as tarifas elétricas para a população vão tender à baixa este ano.

FONTE: Portal Terra

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Sempre em busca de praticidade, agilidade e conforto o brasileiro tem, cada vez mais, optado por escolhas saudáveis na hora de se alimentar. Essa atitude foi influenciada pela maneira com que a mídia passou a abordar doenças causadas pela má alimentação, como diabetes, obesidade e pressão alta. Além disso, a informação foi chegando ao consumidor por programas de culinária e alimentação saudável e uma onda fitness que invadiu as redes sociais.

Os aspectos positivos dessa mudança de hábito afetaram, também, o consumo de alimentos frescos como frutas, verduras e legumes (FLV), que chegou a ter um crescimento médio de 60% ao ano, segundo dados indicados por Takeshi Matsusako, associado da Associação dos Produtores e Distribuidores de Hortifrútis do Estado de São Paulo (Aphortesp). “Dentro dos alimentos frescos, o segmento que mais cresce é o de orgânicos. Com a busca maior pela sustentabilidade, produtor e consumidor final estão aderindo cada vez mais a esta prática de consumo”, diz Matsusako.

Outro produto que tem tido muito destaque, por garantir ao consumidor a facilidade e conveniência, são as saladas prontas, que já vêm embaladas e não precisam de lavagem, estão prontas para o consumo. “Nos últimos anos, só na Grande São Paulo, houve um crescimento de 30% no consumo de produtos higienizados. Para o produtor também é ótimo, porque passa a ser possível agregar valor na mercadoria, viabilizando investimentos em toda a cadeia produtiva”, declara o associado.

Quanto à aceitação do consumidor em relação a novos produtos, o associado diz que tem sido maior que a esperada. Um exemplo é a linha de tomates especiais e alfaces mini, assim como a alface americana e a rúcula hidropônica, que também vem em uma crescente de consumo.

O cuidado em ter uma alimentação saudável tem como público principal as mulheres, que se preocupam com a forma do corpo, sem deixar a saúde de lado. “Hoje o mix de saladas como acompanhamento é muito presente no hábito do consumidor, principalmente do público feminino e de solteiros. Inclusive, por esse motivo, fizemos uma linha de higienizados com 90g de saladas, uma maneira prática e rápida para quem quer consumir salada, lembrando que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) consumir FLV diariamente, cinco porções ao dia”, explica o associado.

E as saladas prontas para consumo também despertam maior interesse das crianças, pois elas são coloridas. Quanto mais colorida, melhor: mais nutrientes, vitaminas, fibras e minerais que auxiliam na proteção da saúde e ajudam na prevenção de doenças. “Assim o ideal para ter hábitos saudáveis é começar desde cedo e cabe aos pais introduzir FLV nos cardápios diários das crianças. As saladas prontas coloridas facilitam este processo, por serem atrativas, seguras e práticas”, completa Matsusako.

A Associação dos Produtores e Distribuidores de Hortifrútis do Estado de São Paulo foi criada em 2004, sendo atualmente composta por 12 associadas e com uma rede de mais de 700 produtores parceiros fornecendo frutas, legumes e verduras (FLV). O objetivo da Associação é representar o segmento de hortifrúti, promovendo a difusão de conhecimento científico, tecnológico, de comercialização e de marketing. Além da integração da cidade e do campo, difundindo e valorizando o trabalho do produtor de hortifrúti.

Saiba mais sobre a Aphortesp: www.aphortesp.com.br.

FONTE: Alfapress Comunicações
Beatriz Steck – Jornalista
Telefone: (19) 2136-3516

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Presente no Brasil há 20 anos, a Netafim, empresa pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento, apresenta o primeiro sistema de irrigação subterrâneo por gotejamento do País que, tem se mostrado, principalmente nas últimas três safras, uma alternativa em lavouras de cereais e grãos, como a soja e o milho. Os tubo gotejadores são enterrados e, por isso, proporcionam melhor utilização da água, de forma precisa e na quantidade exata necessária, fator de extrema importância no contexto de irregularidade dos índices de chuva enfrentado por diversas regiões do Brasil.

Se comparado com a irrigação feita por pivôs centrais, o sistema por gotejamento permite uma redução de 20% a 30% no consumo de água e, também, em gastos com a energia elétrica. Além disso, aumenta a produtividade com menos impacto ambiental. É o caso do produtor Flávio José Fialho Velho da Fazenda Três Capões, em Palmeira das Missões (RS), que resolveu testar a tecnologia na safra de 2012/2013, com sua plantação de milho. A utilização da técnica veio como alternativa para a irregularidade de chuvas que, segundo o agricultor, “prejudicava a lavoura e não dava para cobrir os custos no final da colheita”.

Os resultados alcançados logo no primeiro ano já foram significativos. Nos 80 hectares — de um total de 1,3 mil – onde foi implantado o sistema de irrigação inteligente, a produtividade chegou a 280 sacas de 60 quilos por hectare, valor 46% maior em relação à área de sequeiro, na qual a produtividade foi de 150 sacas por hectare. Já na temporada de 2013/2014 o milho alcançou a marca de 318 sacas por hectare, onde se utilizou com eficácia a técnica fertirrigação.

Na safra deste ano Fialho Velho apostou na soja, e as previsões para a colheita na área irrigada com gotejamento, que acontece entre o final de março e início de abril, são animadoras, “serão 100 sacas por hectare, o dobro da área sem irrigação”, diz Lucas Ferreira Vaz, administrador da propriedade e responsável pela implantação do projeto.

Quanto à expectativa de crescimento do agronegócio e, por consequência, das instalações do sistema pelo Brasil, o gerente agronômico da Netafim, Carlos Sanches, acredita que até 2017 é possível dobrar o atual faturamento da companhia, com expansão de 20% para este ano. “O aumento de área virá à medida que a técnica de gotejamento subterrâneo passar pela fase de ajuste para cada cultura no Brasil”, declara o agrônomo.

Presença em mais de 110 países

Fundada há mais de 45 anos e com cerca de 30 subsidiárias em todo o mundo, a Netafim oferece as melhores soluções aos agricultores de mais de 110 países por meio 15 unidades produtivas, milhares de distribuidores e mais de 4.000 funcionários.

No Brasil são três unidades: Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP) e em Cabo de Santo Agostinho (PE). O portfólio de produtos inclui sistemas completos de irrigação por gotejamento, microaspersão, controle e monitoramento automatizados, dentre outras.

FONTE: Alfapress Comunicações
Beatriz Steck – Jornalista
Telefone: (19) 2136-3516

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Demarcação das terras indígenas e reconhecimento dos brasileiros sobre a importância dos índios para o país ainda continuam sendo os desafios principais do Dia do Índio. Representantes dos povos indígenas que costumam viajar a Brasília para mobilizações e protestos ressaltam a importância que a data tem para a conscientização da sociedade, mas alertam que o tema não deve ficar restrito à celebração.

O cacique Piracuman, da etnia Yawalapiti, mora no Parque Indígena do Xingu, no norte de Mato Grosso, e costuma representar os povos do Alto Xingu nos eventos que ocorrem no Brasil e no exterior. Ele afirma que embora o branco comemore a data no dia 19 de abril, para o índio as comemorações ocorrem diariamente, a cada trabalho de plantio, pescaria ou outra atividade, como construção de uma oca (habitação indígena brasileira).

Apesar de classificar a comemoração como importante para afastar espíritos ruins e doenças, o irmão do cacique Aritana, o líder mais importante dos povos do Xingu, explica por que mais de mil pessoas, representando 200 etnias, vieram a Brasília na última semana. “Aquele pessoal que estava apontando flechas para a Casa [Palácio do Planalto] lá era para [todo mundo] entender que o índio está preocupado, que o Congresso não está olhando para índio. Aquela Casa só está olhando para progresso, só para desmatamento, plantação, construção de hidrelétrica nos rios. E os índios, que estão há muito tempo aqui, estão sendo ameaçados”, diz.

Piracuman afirma que as mudanças do clima já estão afetando as próprias terras indígenas, como a chegada da chuva fora de época, a devastação de áreas próximas a rios. Segundo ele, em 2014 um tornado atingiu a região pela primeira vez, danificando casas e derrubando árvores. “A demarcação é importante não só para nós, é para todos. Nós conhecemos a floresta muito bem. Ela é para nós um filtro, tem oxigênio, muitas ervas medicinais. Hoje, os produtores não estão mais respeitando a nascente. O desmatamento chega até lá. Não deixa nem um pezinho de árvore ali. Quando seca, começa a faltar água. Gostaria de pedir para os produtores fazerem reflorestamento no lugar que eles estragaram”, diz o cacique, lembrando que há muita soja no estado onde vive.

Álvaro Tukano mora em Brasília e assumiu simbolicamente no Dia do Índio a direção do Memorial dos Povos Indígenas. Pertencente aos povos Tukano, no interior do Amazonas, ele acredita que a homologação de três terras indígenas anunciada pelo governo federal, é um dever do Estado.

“As terras indígenas, ou de toda a Amazônia, é que produzem evaporação, que distribuem água por todo Brasil e a América do Sul. Por isso que o papel da [presidente] Dilma [Rousseff] é demarcar, homologar, combater a violência. É cumprir as leis internacionais, não construir as hidrelétricas. É essa a sabedoria que ela tem que preservar”, defendeu.

Duas terras indígenas que serão homologadas no estado do Amazonas: vão atender a reivindicações dos povos Kaixana e Mura. Os Arara e Juruna receberão a terra indígena Arara da Volta Grande do Xingu, localizada no município Senador José Porfírio (PA), homologação que faz parte do licenciamento para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Para Piracuman, o motivo é que parte dos territórios ocupados atualmente pelos índios será alagada com a ativação da usina.

“Nós, índios, não esquecemos onde é nosso lugar tradicional. Os índios não vão esquecer aquilo ali. Eles podem mudar para onde vai ser homologada, mas um dia ele vai querer voltar pra lá, onde tem parentes enterrados. A gente nunca esquece”, afirmou o cacique, que também pede que os profissionais a serem contratados para trabalhar na Fundação Nacional do Índio (Funai) tenham experiência para lidar com os povos indígenas e ligação com o meio ambiente.

Daiara Tukano, empossada recentemente como professora da rede pública do Distrito Federal, disse que os brasileiros precisam se orgulhar da sua origem indígena. Ela é formada em artes visuais pela Universidade de Brasília e foi admitida em concurso público da Secretaria de Educação. De acordo com Daiara, há um problema histórico de legitimidade dos povos indígenas.

Segundo a indígena, os povos originários do Continente Americano sofrem hoje uma espécie de “apagamento social”.

E acrescentou: “O indígena é reconhecido apenas quando mora na aldeia. [Só que] estamos em todos os espaços, nas universidades, trabalhando nas cidades e também no campo. É importante que o Brasil recupere o respeito e o orgulho [pelo índio]”, disse.

FONTE: Agência Brasil
Paulo Victor Chagas – Repórter
José Romildo – Edição

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Está quente. Quando o ponteiro indica nove horas da manhã uma nuvem esparsa de poeira flutua sobre um extenso campo de hortaliças. O ar está sequíssimo e as temperaturas chegam perto de 40 graus. Estamos na cidade de El Centro, na Califórnia, perto da fronteira com o México. Dr. Beiquan Mou, geneticista do Departamento de Agricultura dos EUA, estampa um sorriso porque suas alfaces roxas estão reagindo bem a essas condições.

A alface é uma planta delicada e precisa ser paparicada e protegida em temperaturas amenas. Acima dessa temperatura ela sofre e a taxa de perda e desperdício é alta. A perspectiva de aumentos de temperaturas provocada pelo aquecimento global é uma péssima notícia para a sua salada e para um mercado que não para de crescer. O vale de Salinas, no norte da Califórnia, abastece 60% do mercado de alfaces nos EUA. A região se beneficia de correntes de ventos frescos que vêm do Pacífico. No futuro é possível que essa região se pareça com El Centro, onde o clima é quente seco e árido. Essa mesma transição ameaça outras regiões. Se os prejuízos para o mercado de alface podem chegar a cinco bilhões de dólares/ano, segundo estimativas, as cifras para outros produtos agrícolas são inestimáveis. É por isso que hoje há pesquisas em ambientes de clima extremo, como forma de se preparar para um futuro incerto.

O trabalho do Dr. Mou é um exemplo do tipo de trabalho que precisa ser desenvolvido para o futuro. Desde 2010 ele lidera uma pesquisa para encontrar as alfaces mais resistentes ao calor. Graças a um financiamento público, ele já testou mais de 3.500 variedades de alface e espinafre em uma câmara quente de laboratório, expondo-as a temperaturas altíssimas e registrando os resultados. O objetivo é identificar as variedades mais resistentes e isolar os genes que favorecem sua sobrevivência.

No futuro não muito distante os vencedores dessa verdadeira luta chegarão ao prato do consumidor. As alfaces do futuro terão o mesmo sabor, mas graças a pesquisas como as do Dr. Mou, elas terão vindo de desertos e vários outros ambientes.

Mas o caminho não é fácil. Muitas das plantas do campo do experimento de alface acabam parecendo mutantes que em nada se assemelham às variedades que encontramos em supermercados. Algumas crescem quase meio metro, na tentativa de florescer rapidamente, em reação às condições extremas em que a planta sobreviverá por pouco tempo. Outras ficam com o gosto muito amargo. Isto porque o sabor de uma variedade pode ser afetado pelas condições climáticas. O aquecimento global determinará no futuro a composição da salada. Desenvolver uma super-alface resistente exige tempo e dinheiro. O futuro será quente.

AUTORIA

Luiz Carlos Bhering Nasser
Agrônomo, Pós-Doutor em Biologia Ambiental
Professor Coordenador do Curso de Pós-Graduação de Análise Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do UniCEUB
Membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS)

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Um oásis no meio da seca. Essa é a impressão de quem chega ao sítio do produtor de coco Antônio Amaro Viana, na microbacia da Fazenda Tipity, em São Francisco de Itabapoana, Norte fluminense. Beneficiário do Programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, com subprojetos de replantio da mata ciliar e proteção de nascentes, ele percebeu os resultados de seu esforço ao enfrentar, sem problemas para irrigar os cinco hectares de cultivo da fruta, a maior estiagem dos últimos 80 anos na região.

Beneficiado pelo Rio Rural desde 2009, Antônio adquiriu com recursos do programa, 600 mudas de árvores diversas, que foram plantadas na margem do rio, recompondo a mata ciliar, o entorno dos açudes, uma encosta de morro e uma nascente. A vegetação às margens dos corpos dágua tem diversas funções ambientais. Para tanto, deve possuir uma extensão específica preservada de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente. Ela evita que a água da chuva escoe sobre a superfície, formando enxurradas. Melhora a infiltração no solo e aumenta o armazenamento no lençol freático. Ao fazer a recomposição, o produtor contribuiu para preservar os recursos hídricos de sua propriedade.

Em visita à propriedade, o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, conheceu o produtor, mais um exemplo de sucesso, que vem mostrando como é possível enfrentar a diversidade climática com a implantação da agricultura sustentável.

“Muito bom observar que o seu Antonio acreditou nas propostas do Rio Rural e executou com firmeza os preceitos de que é possível produzir mais preservando o meio ambiente. São casos como esse que nos entusiasmam a trabalhar mais para levar a metodologia do programa para todo o nosso o estado” afirmou o secretário.

De acordo com o técnico executor do Rio Rural na microbacia Tipity e supervisor da Emater-Rio no município, João Henrique das Posses, responsável pela orientação no processo, a recuperação de áreas degradadas permite uma verdadeira transformação no ecossistema. “Do alto do morro ela já se destaca na região como a mais verde” finalizou.

O Programa Rio Rural vem contribuindo em diversas áreas, mas, principalmente na conscientização dos agricultores familiares de que é preciso preservar os recursos naturais para garantir a produção.

FONTE: Agência de Notícias do Rio de Janeiro

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Alunos das cinco regiões do país trocando trabalhos de forma colaborativa pela internet. Com o intuito de promover o intercâmbio de experiências culturais entre escolas públicas e privadas de todo o país, o Programa Aprender em Rede, do Instituto Crescer para a Cidadania, está com inscrições abertas para professores que desejam participar da sua terceira edição.

O programa busca incentivar práticas pedagógicas inovadoras com o uso das redes sociais. Em comunidades fechadas do Facebook, que são administradas pelo Instituto Crescer, os professores trocam trabalhos com escolas de outras regiões do país, trazendo a realidade local de cada uma delas para dentro da sua sala de aula. Um aluno de São Paulo que faz um trabalho falando sobre a sua cidade, por exemplo, recebe a pesquisa de outro colega do norte do país que apresenta diferentes estilos de vida na Amazônia.

O Aprender em Rede engloba professores de turmas do ensino fundamental ao médio, apresentando diferentes propostas temáticas para os projetos de cada etapa. No fundamental 1, eles deverão elaborar trabalhos sobre animais em extinção na sua região, criando campanhas de conscientização para a sua preservação. Os alunos no Fundamental 2 terão a tarefa de compartilhar fotos do local em que vivem e analisar o estilo de vida em diferentes ecossistemas. Para o ensino médio, o projeto irá incentivar que os alunos pesquisem sobre a bicicleta e proponham projetos de mobilidade para suas regiões.

Os projetos deverão ser realizados ao longo de dez semanas, que são orientadas conforme o cronograma de atividades do Aprender em Rede. Durante o programa, além da troca de trabalhos, também serão realizadas videoconferências entre as escolas, incentivando que os alunos explorem e comentem os materiais compartilhados. Ao final do projeto, eles fazem uma avaliação da experiência de terem participado desse intercâmbio cultural pela rede.

Para participar do Aprender em Rede, os professores devem se inscrever pelo site até o dia 3 de maio de 2015. É importante que eles tenham a autorização da escola e dos pais para que possam compartilhar os projetos dos seus alunos em grupos com outros educadores. O programa também oferecerá certificados de participação de 40 horas para os docentes que concluírem as atividades propostas.

Clique aqui para fazer as inscrições e obter mais informações.

FONTE: Porvir

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