A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no Brasil para conter o desperdício. O país é considerado um dos dez que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogados fora na fase pós-colheita.

A redução das perdas será objeto de debates na oficina que a Embrapa Agroindústria de Alimentos promove no dia 30 de abril de 2015, no Rio de Janeiro, em contribuição à 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que será realizada em Brasília, em novembro próximo.

O objetivo da FAO na América Latina e Caribe é montar uma rede de entidades com organizações não governamentais (ONGs), universidades e institutos de pesquisa com o propósito de reduzir a perda na produção e na pós-colheita dos alimentos. Ao governo caberia providenciar a melhoria de fatores como infraestrutura para transporte dos alimentos, como existe nos Estados Unidos.

“O que se tem que fazer no Brasil é uma rede de formadores que possa, junto com o governo, empresas privadas e ONGs, trabalhar nisso tudo”, afirma o engenheiro agrônomo da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Murilo Freire. O governo brasileiro entraria com a legislação, com infraestrutura e armazenamento adequados, explicou.

Integrante do Comitê de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios para a América Latina e Caribe da FAO, o pesquisador disse que o problema ocorre em toda a cadeia produtiva, que tem deficiência de infraestrutura, manuseio, plantio errado, doenças, embalagem, transporte e armazenamento.

Segundo Freire, os produtos são desperdiçados porque ou estão fora do prazo de validade ou não foram consumidos por serem identificados como malformados ou fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura. A meta do comitê é montar uma rede na região para diminuir as perdas na produção desses alimentos.

“O desperdício ocorre quando o alimento produzido é jogado fora, ou seja, ele não chega a quem necessita”, disse Freire. Um exemplo disso, segundo o engenheiro, é o caso dos frutos feios, que não são padronizados nem têm um apelo de venda comercial elevado, mas têm as proteínas, vitaminas e sais minerais de um produto normal. Esse é o desperdício. São alimentos produzidos, mas não usados”.

As perdas no Brasil correspondem em média a 30% dos alimentos pós-colheita no caso dos frutos, e 35% das hortaliças. “Os países desenvolvidos desperdiçam mais do que os países em desenvolvimento. Estes últimos perdem 60% antes da porteira, da produção, e desperdiçam 40%. Nas nações desenvolvidas, a perda ocorre mais na ponta e inverte a projeção”.

A FAO considera que a população mundial está em elevado nível de insegurança alimentar, uma vez que um terço do que é produzido é perdido. Isso corresponde a cerca de 1,7 bilhão de toneladas de alimentos. Na África, as perdas alcançam 60%. “São 50% só na fase de produção. Perdem mais 5% na distribuição, que eles não têm, e 5% na parte do consumidor”, disse o pesquisador. Na Alemanha, o desperdício é mínimo.

Uma lei em tramitação no Congresso há dez anos — a chamada Lei do Bom Samaritano – penaliza o doador de alimentos. Um industrial, produtor ou mesmo restaurantes não podem doar alimentos porque, se alguém passar mal, o doador acaba acusado de ser o responsável. “Isso ocorre aqui no Brasil. Nos outros países, não”, disse Freire,

“Não há armazenamento adequado para grãos e hortaliças no Brasil”. Freire criticou o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a obras que melhorem a infraestrutura em outros países, em detrimento de projetos necessários no Brasil. Em relação à tecnologia, disse que existem muitas disponíveis no país, como a refrigeração, por exemplo, cujo uso é conhecido, mas não é adotado.

Outra falha apontada é na embalagem dos produtos. A atenção a esses fatores pode diminuir as perdas no final da cadeia. Falta informação que chegue ao produtor, ao atacadista e ao consumidor, disse Murilo Freire. Se tudo que é desperdiçado fosse aproveitado, haveria maior oferta, o produtor ganharia mais e o consumidor pagaria menos pelos alimentos.

FONTE: Agência Brasil
Alana Gandra – Repórter
Maria Claudia – Edição

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Quebrar paradigmas e propôr uma nova maneira de se relacionar com a alimentação é a proposta do novo Guia para a População Brasileira, uma parceria do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NAP Nupens), ligada à Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), na Faculdade de Saúde Pública (FSP).

Em sua segunda edição, o Guia busca inovar e se atualizar em relação ao primeiro, lançado em 2006 – sem a participação do Nupens -, fazendo uma ampla análise da alimentação do brasileiro. Levando em conta, além da parte nutricional, questão culturais, sociais e até ambientais, o novo livro inova no conceito de guia alimentar e explora os alimentos além dos seus nutrientes mais presentes.

Uma das principais propostas do novo guia é mudar o conceito de alimentos como “carregadores de nutrientes”, pois eles não são suficientes para explicar toda a relação entre comer e seus desfechos para a saúde da população, sendo que um alimento não é só uma soma de nutrientes. “A maioria dos guias recomenda: coma mais vitamina C, coma menos gordura, mas a laranja não é só vitamina C”, exemplifica a doutoranda Maria Laura da Costa Louzada, pesquisadora do Nupens e participante na elaboração do Guia.

Ela cita também que, com a Revolução Industrial, tentou-se formular alimentos artificiais baseados em soma de nutrientes existentes em produtos da natureza, mas que no entanto não obtiveram sucesso. Com base nessa complexidade de nutrientes (que ainda têm suas respectivas importâncias) e em suas relações nos alimentos, buscou-se no livro uma mudança na proposta de uma alimentação mais saudável.

Ademais, o novo guia relaciona a alimentação com toda uma questão cultural e social, focada na própria população brasileira. Foi estudado um inquérito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que analisou o comportamento alimentar de mais de 30 milhões de brasileiros, de vários regiões e classes de renda, para tentar relacionar o que as pessoas já comem com o ideal, e percebeu-se que muitas pessoas já têm uma alimentação saudável e balanceada.

O livro foca em refeições ideais baseadas na realidade cultural do país, diversificando os tipos de alimentos e citando pratos regionais, como pão de queijo e tapioca, para abranger o maior número de pessoas possível e ser tangível à realidade da população.

Indo além da questão do alimento em si, o livro também trata da alimentação como toda uma simbologia, que vai desde o que se come até o local, as companhias e a sua relação com o meio ambiente. O guia recomenda que se coma em um lugar adequado e especial para tal (evitando o chamado “mindless eating”, que seria, de acordo com Maria Laura, uma alimentação sem foco e que acaba sendo exagerada sem a noção de quem come).

Além disso, alimentar-se preferencialmente em companhia e cozinhando os alimentos (evitando os chamados “alimentos ultraprocessados”) é considerada a melhor opção. O ato de preparar os alimentos envolve questões históricas e de gênero, da estigmatização da mulher na cozinha e de sua maior entrada no mercado de trabalho, além da imagem negativa do ato de se cozinhar: “a culinária só vai funcionar se ela for resignificada, se parar de ser um fardo e uma obrigação e for uma atividade de prazer e divertimento, partilhada entre todos os moradores da casa”, cita a pesquisadora.

O novo Guia, ao querer representar o brasileiro em sua pluralidade, aborda desde questões culturais e sociais até a relação entre o que está no prato e o meio ambiente: “alimentação não é só comer”, reforça Maria Laura. Evitar comer alimentos chamados “ultraprocessados”, que geram maior impacto ambiental, e consumir mais produtos in natura, especialmente vegetais, orgânico são recomendações citadas pela doutoranda. Os alimentos com produção agroecológica – que valoriza o trabalhador do campo e a agricultura policultora e familiar – também devem ser priorizados.

Não obstante, o livro também relaciona a alimentação com políticas públicas, que vai desde transporte urbano (uma pessoa que demora muito para se locomover muitas vezes não tem disposição para cozinhar e acaba prejudicando a qualidade de sua alimentação), até custo de alimentos e concessão de subsídios agrícolas, envolvendo o agribussiness, a monocultura exportadora e o lobby de semestres geneticamente modificadas.

Abordando as mais diversas áreas do conhecimento, com estudos não tradicionais, populacionais e com observações de evolução histórica e de saberes populares, o novo Guia Alimentar para a População Brasileira procura unir toda a heterogeneidade do país, baseando-se em oficinas com estudiosos das mais diversas áreas da saúde e de outros campos do conhecimento e contando com o apoio de jornalistas para criar uma linguagem mais acessível ao público em geral. Com traduções em inglês e espanhol, outros países podem se inspirar nessa nova proposta e abordagem da alimentação de um país , principalmente para a América Latina, com raízes históricas, culturais e sociais semelhantes às brasileiras.

Clique aqui para as Novas Pirâmides Alimentares proposta pelo novo Guia Alimentar.

FONTE: Agência Universitária de Notícias
Leandro Bernardo – Jornalista

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O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), órgão do governo ligado ao Ministério da Saúde que atua na prevenção e controle do câncer, divulgou no dia 8 de abril de 2015 uma nota posicionando-se acerca do uso de agrotóxicos no país. Com intuito de fomentar ações na prevenção e controle do câncer, fortalecer iniciativas de regulação e controle de agrotóxicos e incentivar alternativas agroecológicas, como solução ao modelo agrícola dominante, o documento declara que o Instituto é contrário às atuais práticas de uso de agrotóxicos no Brasil e reafirma seus riscos à saúde, em especial em relação à incidência de câncer.

O texto cita como agravantes o uso excessivo destas substâncias – que desde 2009 colocam o Brasil como maior consumidor desses produtos no mundo – bem como a legalização nacional de substancias em processo de banimento ou já banidas em outros países. O documento também relaciona a liberação dos transgênicos no país com o atual quadro, como segue: “É importante destacar que a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil foi uma das responsáveis por colocar o país no primeiro lugar do ranking de consumo de agrotóxicos, uma vez que o cultivo dessas sementes geneticamente modificadas exigem o uso de grandes quantidades destes produtos”.

Além do conhecido risco do uso destes químicos para trabalhadores do campo, o posicionamento também cita a exposição da população aos agrotóxicos através de alimentos e também no ambiente, como causa de intoxicações crônicas que tendem a se manifestar após certo tempo de exposição, dificultando a correlação com o agente. Segundo o Inca, infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer são algumas das consequências desse tipo de contato com os agrotóxicos.

“Considerando os grandes interesses econômicos envolvidos no problema, como a isenção de impostos para indústria de agrotóxicos no Brasil e a liberação de substâncias proibidas, o Idec considera fundamental o posicionamento do Inca em defesa da agroecologia, que vai ao encontro de nossa atuação e opinião sobre o tema”, ressalta Renata Amaral, pesquisadora em Consumo Sustentável do Idec.

A relação entre o consumo de agrotóxicos e o desenvolvimento de câncer e outras doenças já é reconhecida com base em estudos validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há certo tempo. Apesar disso, o uso abusivo de agrotóxicos ainda é muito comum, sendo que, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 30% das amostras de alimentos hoje no Brasil apresentam agrotóxicos acima do limite máximo permitido. Finalmente, o documento expõe que a contaminação por agrotóxicos não se restringe a frutas, legumes e verduras, como comumente entendido, mas acaba presente também em alimentos como carne, leite ou alimentos industrializados, como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas e pizzas.

Para saber mais

Confira aqui o documento técnico Posicionamento público a respeito do uso de agrotóxicos.

FONTE: Idec

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Em sintonia com a realidade competitiva do agronegócio moderno, onde se produzir mais com menos recursos é fundamental, a integração de soluções eletrônicas em máquinas agrícolas tem oportunizado crescimento para empresas que desenvolvem esse tipo de tecnologia. É o caso da paranaense Agres, que espera crescer 30% em 2015 ao lançar o IsoPad, um produto com tecnologia nacional resultado de mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento.

Empresa brasileira pioneira no segmento e há mais de uma década no mercado, a Agres figurou em quarto lugar entre as pequenas e médias empresas (PMEs) que mais cresceram no Brasil em 2014, segundo estudo feito pela consultoria empresarial Deloitte em parceria com a revista Exame PME.

“Ao lançarmos o primeiro terminal virtual portátil do mercado, procuramos enfatizar nossa proposta de valor que nos difere em relação aos nossos concorrentes, que é ajudar nosso cliente a buscar a melhor forma de automatizar sua máquina. Isso é levado muito a sério na Agres, e, por esse motivo, estamos antecipando na Agrishow o resultado desse trabalho: o IsoPad”, explica o presidente e fundador da empresa, Jorge Leal.

O novo produto será apresentado entre os dias 27 de abril e 1º de maio durante a Agrishow 2015 – 22ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, uma das maiores e mais completas feiras desse segmento no mundo, realizada em Ribeirão Preto, São Paulo.

“Ao apresentarmos nosso terminal virtual portátil, passamos a integrar em um único produto as necessidades de controle de máquinas embarcado em cabines, com a flexibilidade do uso do mesmo equipamento fora dela, como um assistente pessoal para uso agrícola que pode complementar a função do computador no escritório da fazenda”, detalha o diretor executivo, Rafael Klein.

Fabricantes de máquinas agrícolas como a multinacional francesa Kuhn, PLA, KS e Pulverjet estão entre alguns dos clientes da empresa presentes na Agrishow. Atualmente, eles utilizam soluções Agres em pulverização de inseticidas e distribuição de fertilizantes aplicados com piloto automático. Essa tecnologia traz várias vantagens ao produtor rural, como redução da quantidade de insumos aplicados, melhor alocação de recursos humanos, maior lucratividade do cultivo e ganho na produtividade da lavoura, além de menor impacto de resíduos no ambiente, economia de combustível de maquinários e agilidade nas operações da fazenda.

Projetos em parceria e treinamento

Na linha de soluções tecnológicas da empresa estão inovações que contemplam o acompanhamento em todo o ciclo de agricultura de precisão, entre eles: Guia Virtual, Piloto Automático, Controlador de Pulverização, Distribuidor de Fertilizantes, Controlador de Plantio e Monitor de Colheita.

Para melhor integração das soluções, os clientes da Agres contam com treinamentos em todos os níveis. “Nossa equipe de técnicos e engenheiros presta gratuitamente um serviço diferenciado em consultoria de projetos de integração hidráulica, mecânica ou elétrica para os clientes, o que é fundamental para que o resultado que se espera em campo seja garantido”, destaca Raphael Regazzo, diretor comercial.

Financiamento

Por ser uma empresa nacional, os produtos da Agres não sofrem com a variação de câmbio. Além disso, o fabricante pode financiar a aquisição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Sustentável (BNDES).

A Agres é pioneira em tecnologia para agricultura de precisão no Brasil e maior empresa nacional com uma linha de produtos com tecnologia própria e inovadora para automação de máquinas agrícolas, fundamental para aumentar a eficiência e lucratividade dos agricultores.

Para mais informações acesse: www.agres.com.br.

FONTE: Centro de Comunicação
Bruna Robassa – Jornalista
Telefone: (41) 3018-8062
E-mail: atendimento@centrodecomunicacao.com.br

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André Rosemberg é dono do Bar Central, em Recife. Ele cultiva no telhado do seu empreendimento grama, hortaliças e árvores frutíferas, como pitanga, maracujá, limão, acerola e laranja. Depois de quatro meses de cultivo, o jardim chama atenção por quem passa por ali. Seu vizinho elogiou a iniciativa: “A ideia é maravilhosa. Deveria ser padrão para todo canto. Só faz bem. Os pássaros adoram e os vizinhos ganharam uma vista mais bonita.”

O empresário antecipou-se a uma lei aprovada recentemente na capital pernambucana, a qual obriga novos prédios residenciais, com mais de quatro pavimentos e com área coberta acima de 400 metros quadrados, a implantarem telhados verdes.

A Lei Municipal 18.112/2015 foi sancionada no dia 13 de abril e prevê o plantio de gramas, hortaliças, arbustos e árvores de pequeno porte nas lajes dos edifícios. O objetivo do projeto é aumentar as áreas verdes e diminuir os efeitos do calor, já que um prédio com telhado verde pode chegar a uma temperatura até seis graus mais baixa do que no seu entorno.

Além disso, o projeto de lei prevê a construção de reservatórios para captação de água da chuva, em novos imóveis residenciais e comerciais, com área de solo acima de 500 metros quadrados e que tenha 25% do terreno impermeabilizado.

Drenagem da cidade

A água da chuva obtida através do reservatório de acúmulo pode ser utilizada para regar as plantas ou lavar calçadas, por exemplo. O reservatório de retardo ajuda a drenagem da cidade, para diminuir alagamentos nas ruas.

A prefeitura também sancionou a lei nº 18.111/2015, para ampliar as áreas verdes ao redor de parques e praças. Os novos empreendimentos para terrenos, ao redor de 340 praças e parques de Recife, terão que manter um recuo de dois metros na parte da frente dos edifícios para arborização.

Bem que iniciativas como essa poderiam virar realidade em outras cidades brasileiras. Você concorda?

FONTE: EcoD

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O Projeto Organics Brasil e a certificadora BCS Öko-Garantie realizarão um seminário sobre “Oportunidades para o café orgânico e sustentável brasileiro no mercado internacional”, focado em temas como: o panorama econômico do comércio de café para o exterior, o Código de Conduta UTZ Certified que será obrigatório a partir de 1º de janeiro de 2016 e as oportunidades mundiais para o café orgânico brasileiro.

“O objetivo do Organics Brasil é mostrar aos produtores de café quais são os mercados atrativos, a concorrência internacional que enfrentamos e as oportunidades de um mercado que desponta na Comunidade Europeia: a Holanda”, destaca Alethea Macena, gerente de inteligência do Projeto Organics Brasil.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, o segundo maior consumidor do produto, atrás somente dos Estados Unidos, tem um parque cafeeiro estimado em 2,3 milhões de hectares com cerca de 287 mil produtores em 15 Estados. A cafeicultura brasileira é uma das mais exigentes do mundo em relação a questões sociais e ambientais. O café é o principal gerador de postos de trabalho na agropecuária nacional, com ampla gama de tipos e qualidades de cafés e seus subprodutos, como: óleo, aroma, rações, bebidas, vinagre, biogás, cafeína, pectina, enzimas, pécticas, proteína e adubo orgânico, fermento, etc.

O seminário “Oportunidades para o café orgânicos e sustentável brasileiro no mercado internacional” acontecerá dia 29 de abril de 2015, das 9 às 16 horas, em Poços de Caldas (MG). Informações e inscrição pelo telefone (41) 3362-0260 ou email marcia@organicsnbrasil.org. Acesse aqui a grade completa do seminário.

O Projeto Organics Brasil é o resultado de uma ação conjunta da iniciativa privada com o Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), compondo uma sólida base institucional criada para fortalecer o setor brasileiro de orgânicos e viabilizar sua expansão no mercado internacional. Completa 10 anos de atividades, atendendo empresas dos segmentos de alimentos, bebidas, matéria-prima, ingredientes, têxtil, cosméticos, certificadoras e serviços.

FONTE: Vera Moreira Comunicação
Telefone: (11) 3253-0586

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Com o início das comemorações da Semana Mundial do Solo no dia 20 de abril de 2015, em Berlim (Alemanha), o diretor da Divisão de Solo e Água da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Moujahed Achouri, salientou a importância da saúde dos solos para a produção global de alimentos e a importância de priorizar a saúde dos solos nas políticas públicas.

“Se as necessidades primordiais da humanidade por segurança alimentar e nutricional, alívio das mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável devem ser cumpridas, os recursos do solo têm que receber a atenção mundial que merecem”, afirmou Achouri. “Os solos são essenciais para alcançar a segurança alimentar e nutricional e têm o potencial para ajudar a aliviar os impactos negativos das mudanças climáticas.”

Além de deter 95% da produção de alimentos, os solos hospedam mais de um quarto da biodiversidade do planeta, são uma importante fonte de produtos farmacêuticos, e desempenham um papel fundamental no ciclo do carbono, acrescentou.

Limites críticos

A degradação dos solos é estimada em 33% em nível global e as pressões adicionais colocadas sobre os solos estão atingindo limites críticos, com o potencial de ameaçar a segurança alimentar e levar muitas pessoas à pobreza, alertou.

A Semana Mundial do Solo coincide com o Ano Internacional do Solo, comemorado em 2015, que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os benefícios, muitas vezes não reconhecidos, dos solos para a saúde e o desenvolvimento sustentável.

FONTE: EcoD

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A participação da energia eólica na matriz brasileira deve continuar em forte crescimento. A capacidade instalada eólica no Brasil pode alcançar 7.904 MW até o final de 2015. A fonte terá expansão de 62% em comparação ao ano de 2014, com acréscimo de 3.016 MW.

A energia eólica se destaca na matriz elétrica brasileira, e é a fonte que mais cresceu nos primeiros meses de 2015. Entraram em operação comercial de janeiro a março deste ano 781,4 MW em novos empreendimentos eólicos, o que representa 49% do total de 1.594,2 MW de energia nova que entrou em operação no primeiro trimestre de 2015.

Somente em março, foram adicionados 177,6 MW de energia eólica à capacidade instalada brasileira, 34,9% de toda a energia nova que entrou em operação comercial naquele mês.

Em um ano, a capacidade instalada eólica brasileira cresceu 133%. Em março de 2015, 5.703 MW instalados de geração de energia eram oriundos de fonte eólica na matriz brasileira, contra 2.441 MW instalados em março de 2014.

FONTE: Ministério das Minas e Energia

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Agricultores familiares de todo o Brasil têm até o dia 6 de maio de 2015 para preencher o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e continuar acessando políticas públicas e créditos do Governo Federal. O Cadastro é obrigatório e gratuito e tem como finalidade reunir informações ambientais dos imóveis rurais para compor uma base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e de combate ao desmatamento.

A estimativa é de que 5,6 milhões de propriedades rurais façam o Cadastro. Segundo o assessor da Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marco Pavarino, o agricultor pode ser punido caso não preencha o registro. “Se ele não tiver preenchido o CAR até a data limite, ele estará descumprindo uma determinação da lei. O fato de ele não estar no Cadastro significa que ele será, inclusive, multado por alguma infração ambiental que ele já tenha. Entrar no CAR significa que ele está regularizando a situação ambiental da propriedade dele”, diz.

O CAR, ferramenta do Ministério do Meio Ambiente (MMA), é preenchido uma única vez pelos agricultores, que podem acessar novamente o sistema caso haja alguma atualização a ser feita. O registro deve ser feito pela página do sistema na internet – caso o agricultor não tenha acesso, pode preencher de forma offline e salvar as informações no computador, pen drive ou DVD. O produtor deve entrar no link, baixar o programa e seguir as instruções – o próprio sistema fornece as imagens de satélite do imóvel rural.

Ainda de acordo com Pavarino, o Cadastro Ambiental Rural traz informações sobre as áreas de proteção ambiental da propriedade (área de preservação permanente, reserva legal e de uso restrito). Todos os agricultores devem preencher o cadastro, sejam pequenos, médios ou grandes produtores.

“Todos os agricultores devem preencher o CAR, mas os agricultores familiares têm direito a um apoio do poder público para que as propriedades deles sejam inseridas no Cadastro. O MDA está apoiando os agricultores familiares, via Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) ou capacitação, para que os agricultores familiares possam ser inseridos no cadastro”, comenta.

Apoio à agricultura

Para incentivar os agricultores a preencherem o Cadastro, foi criado o Programa de Regularização Ambiental (PRA), que oferece benefícios aos produtores. “Esse Programa só pode ser feito quando o agricultor se cadastrar. Aderindo a esse programa, ele tem alguns benefícios, como ter assistência do poder público, não ser multado em algumas situações e suspender as multas que eventualmente ele tenha”, explica Pavarino.

Confira aqui o passo a passo para preenchimento do CAR (arquivo PDF).

FONTE: Ministério do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação Social do MDA
Telefone: (61) 2020-0262

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A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) está com inscrições abertas desde o dia 22 de abril de 2015, para os concursos públicos voltados ao preenchimento de vagas no cargo de professor efetivo do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC). Ao todo, são 21 vagas para as áreas de Engenharia e Matemática. As inscrições seguem até o dia 19 de maio. A taxa é de R$ 90,00.

Os interessados devem acessar a página eletrônica de concursos da UFRB, preencher o requerimento de inscrição e protocolar presencialmente ou encaminhar via Correios para a Gerência Técnica Administrativa do CETEC, acompanhado dos demais documentos exigidos nos editais. A homologação das inscrições será divulgada no dia 1º de junho.

Os concursos constarão das seguintes etapas de prova: escrita ou escrita/prática, didática (aula pública), prova de títulos e defesa de memorial. As provas serão aplicadas no campus de Cruz das Almas, conforme calendário divulgado nos editais. A UFRB homologará e publicará, no Diário Oficial da União e no site de concursos da instituição, a relação dos candidatos aprovados e classificados. Fica assegurada aos candidatos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos.

Os candidatos aprovados poderão atuar em quaisquer disciplinas relativas à matéria/área de conhecimento objeto do concurso e em quaisquer dos Centros da UFRB. Ainda, excepcionalmente, poderão ministrar qualquer componente curricular da área de conhecimento a qual estiver vinculado no Centro. A jornada de trabalho do candidato admitido poderá ocorrer durante o turno diurno e/ou noturno, de acordo com as necessidades da instituição. O prazo de validade do concurso será de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.

Confira o Edital Nº 04/2015 e o Edital Nº 05/2015.

Mais informações: www.ufrb.edu.br/concursos.

FONTE: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

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