As diferenças entre os públicos aptos à adoção de tecnologias agrícolas inovadoras no Brasil, foi o ponto alto da fala da pesquisadora Cristhiane Amâncio, da Embrapa Agrobiologia, no painel Inovação Social na agricultura: perspectivas do tema na Embrapa. Segundo ela, existem três subcategorias estratificadas em superespecializada, muito integrada ao mercado e pouco integrada. “É necessária a compreensão das diferenças existentes dos públicos, desde o superespecializado até o que não tem como produzir em escala e não atinge o mercado”.

Ela entende que quanto ao portfólio de inovação social, “é preciso identificar com quem está falando; entender a interação social e os atores envolvidos no processo; os temas em potenciais; e os projetos de inovação e não mais projetos de pesquisa”.
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Ou seja: cada ator com o seu papel. Segundo Amâncio, em algumas situações o especialista “leva a lógica limitada do tema que trabalha e não tem conhecimento do restante da cadeia”. Para a cientista, é necessário “pensar outras formas de trabalhar e conceituar a inovação”, como por exemplo, envolver no processo os consumidores, e não só as instituições.

Agnaldo Linhares, gerente-geral da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), no Piauí, segundo palestrante do painel, traçou, nos mínimos detalhes, a estrutura e o funcionamento das cooperativas nacionais.  Explicando que o cooperativismo tem foco no mercado  e em resultado financeiro, ele disse que o sistema atual permite montar uma cooperativa com apenas 20 pessoas.

Lembrando que o modelo usado hoje no Brasil não dá lucro, mas “sobra a ser dividida entre os associados, Linhares revelou que o cooperativismo é responsável por 50% da produção agrícola e 11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. São 180 mil produtores cooperados em 1.597 instituições e mais de um milhão de pessoas envolvidas.

Segundo ele, os melhores exemplos de cooperativismo sustentável estão nos estados das regiões Sul e Sudeste do País. No Nordeste, o técnico destacou as cooperativas de mel instaladas na região de Picos, no Piauí. O cooperativismo no Estado movimenta por ano, de acordo com Linhares, mais de R$ 600 milhões, com dez mil cooperados e envolvendo diretamente 12 mil famílias, em mais de 200 cooperativas em operação.

A extensão rural no Meio Norte

O último painel do workshop foi praticamente uma prestação de contas das ações da extensão rural no Piauí e Maranhão e uma mostra da infraestrutura dos órgãos estatais que eles afirmam ter nos municípios. O primeiro a falar foi Clebio José Coutinho Bento, diretor-técnico do Emater-PI. Ele destacou a importância da assistência técnica aos pequenos agricultores e da relação destes com os programas governamentais, como, por exemplo, o Piauí Produtivo e o Viva Semiárido.

Segundo Bento, o Programa Piauí Produtivo tem apoiado os produtores na elaboração de projetos que dão acesso ao crédito rural, bem como ao cadastro dos agricultores no seguro garantia-safra. Ele citou também a participação efetiva do órgão no Programa Água Doce, que constrói cisternas; e no Dom Helder Câmara, de fomento e extensão rural nos assentamentos. O diretor do Emater-PI lembrou ainda das ações de distribuição de sementes e mudas nos municípios e da assistência técnica no cinturão verde da Grande Teresina.

Destacando a importância da parceria com a Embrapa, Alessandra Lima Araújo, diretora da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (AGERP), disse que o órgão vem atuando em 19 escritórios regionais e beneficiando centenas de famílias. Ela apontou como destaque o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, que “já fez a inclusão de 2.100 famílias” que estavam em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Os beneficiados, de acordo com a diretora, são assentados, quebradeiras de coco babaçu, quilombolas e povos indígenas. Em pesquisa e desenvolvimento, Alessandra destacou os sistemas integrados de base sustentável com feijão-caupi inoculado e roça agroecológica e de informação em apoio à agricultura familiar, com a participação da Embrapa e das redes de estações meteorológicas.

Degustação atrai o público

No primeiro dia do evento, que aconteceu no hotel Arrey,  pela manhã e à tarde, nos intervalos, os participantes conheceram e degustaram produtos elaborados à base de feijão-caupi. Os produtos apresentados que atraíram muita gente ao espaço da degustação foram biscoitos, brigadeiros, mini quiche, pizza, escondidinho de carneiro, coquetes e pão com recheio de carne de caprino.

As diferenças entre os públicos aptos à adoção de tecnologias agrícolas inovadoras no Brasil, foi o ponto alto da fala da pesquisadora Cristhiane Amâncio, da Embrapa Agrobiologia, no painel Inovação Social na agricultura: perspectivas do tema na Embrapa. Segundo ela, existem três subcategorias estratificadas em superespecializada, muito integrada ao mercado e pouco integrada. “É necessária a compreensão das diferenças existentes dos públicos, desde o superespecializado até o que não tem como produzir em escala e não atinge o mercado”.

Ela entende que quanto ao portfólio de inovação social, “é preciso identificar com quem está falando; entender a interação social e os atores envolvidos no processo; os temas em potenciais; e os projetos de inovação e não mais projetos de pesquisa”. Ou seja: cada ator com o seu papel. Segundo Amâncio, em algumas situações o especialista “leva a lógica limitada do tema que trabalha e não tem conhecimento do restante da cadeia”. Para a cientista, é necessário “pensar outras formas de trabalhar e conceituar a inovação”, como por exemplo, envolver no processo os consumidores, e não só as instituições.

Agnaldo Linhares, gerente-geral da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), no Piauí, segundo palestrante do painel, traçou, nos mínimos detalhes, a estrutura e o funcionamento das cooperativas nacionais.  Explicando que o cooperativismo tem foco no mercado  e em resultado financeiro, ele disse que o sistema atual permite montar uma cooperativa com apenas 20 pessoas.

Lembrando que o modelo usado hoje no Brasil não dá lucro, mas “sobra a ser dividida entre os associados, Linhares revelou que o cooperativismo é responsável por 50% da produção agrícola e 11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. São 180 mil produtores cooperados em 1.597 instituições e mais de um milhão de pessoas envolvidas.

Segundo ele, os melhores exemplos de cooperativismo sustentável estão nos estados das regiões Sul e Sudeste do País. No Nordeste, o técnico destacou as cooperativas de mel instaladas na região de Picos, no Piauí. O cooperativismo no Estado movimenta por ano, de acordo com Linhares, mais de R$ 600 milhões, com dez mil cooperados e envolvendo diretamente 12 mil famílias, em mais de 200 cooperativas em operação.

A extensão rural no Meio Norte

O último painel do workshop foi praticamente uma prestação de contas das ações da extensão rural no Piauí e Maranhão e uma mostra da infraestrutura dos órgãos estatais que eles afirmam ter nos municípios. O primeiro a falar foi Clebio José Coutinho Bento, diretor-técnico do Emater-PI. Ele destacou a importância da assistência técnica aos pequenos agricultores e da relação destes com os programas governamentais, como, por exemplo, o Piauí Produtivo e o Viva Semiárido.

Segundo Bento, o Programa Piauí Produtivo tem apoiado os produtores na elaboração de projetos que dão acesso ao crédito rural, bem como ao cadastro dos agricultores no seguro garantia-safra. Ele citou também a participação efetiva do órgão no Programa Água Doce, que constrói cisternas; e no Dom Helder Câmara, de fomento e extensão rural nos assentamentos. O diretor do Emater-PI lembrou ainda das ações de distribuição de sementes e mudas nos municípios e da assistência técnica no cinturão verde da Grande Teresina.

Destacando a importância da parceria com a Embrapa, Alessandra Lima Araújo, diretora da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (AGERP), disse que o órgão vem atuando em 19 escritórios regionais e beneficiando centenas de famílias. Ela apontou como destaque o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, que “já fez a inclusão de 2.100 famílias” que estavam em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Os beneficiados, de acordo com a diretora, são assentados, quebradeiras de coco babaçu, quilombolas e povos indígenas. Em pesquisa e desenvolvimento, Alessandra destacou os sistemas integrados de base sustentável com feijão-caupi inoculado e roça agroecológica e de informação em apoio à agricultura familiar, com a participação da Embrapa e das redes de estações meteorológicas.

Degustação atrai o público

No primeiro dia do evento, que aconteceu no hotel Arrey,  pela manhã e à tarde, nos intervalos, os participantes conheceram e degustaram produtos elaborados à base de feijão-caupi. Os produtos apresentados que atraíram muita gente ao espaço da degustação foram biscoitos, brigadeiros, mini quiche, pizza, escondidinho de carneiro, coquetes e pão com recheio de carne de caprino.

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