Fonte: Embrapa

Avaliações de temperamento realizadas na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), apresentaram resultados satisfatórios em bezerros desmamados de forma menos estressante. A reatividade foi menor do que a dos bovinos desmamados pelo método tradicional.

Os bezerros de corte, com cerca de oito meses de idade, são separados da vaca apenas por um corredor, em pastos diferentes, onde a mãe e o filho mantêm contato visual, auditivo e olfativo. Essa forma de desmama, chamada de racional, diminui o estresse causado pela separação e melhora o bem-estar.

Segundo a pesquisadora Cíntia Marcondes, existem diversos métodos de desmama.





No tradicional, o bezerro é apartado da mãe e levado a locais distantes, para que não haja nenhum tipo de contato. Para minimizar o estresse, é comum o pecuarista colocar algumas vacas (que não são suas mães) junto aos bezerros para servirem de “madrinhas”. No entanto, os problemas causados pela separação continuam.

Na desmama tradicional é comum que tanto as vacas como os bezerros permaneçam vocalizando durante dias. Muitos animais, ao ouvirem o berro dos filhos, arrebentam cercas para irem ao seu encontro. Nesse percurso, há grandes chances de sofrerem acidentes. Além disso, os animais passam mais tempo caminhando e estressados. Com isso, deixam de se alimentar, ruminar e descansar, causando prejuízos econômicos ao produtor. O estresse reduz o ganho de peso do bezerro e afeta sua imunidade, deixando-o mais vulnerável a doenças.

Para confirmar os benefícios da desmama racional, são realizadas avaliações de temperamento. No teste são analisadas informações de reatividade animal em ambiente de contenção móvel. Os animais submetidos a desmama racional foram menos reativos que o grupo da tradicional. Bovinos reativos têm menor ganho de peso diário, desempenho reprodutivo inferior, resistência mais baixa a ecto e endoparasitas que animais mansos. Além disso, o manejo é mais difícil e os riscos de acidentes de trabalho são mais altos.

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