EMBRAPA PECUÁRIA SUL COMPLETA 44 ANOS DE PESQUISA NOS CAMPOS SUL-BRASILEIROS

Fonte: Embrapa

Em 2019, a Embrapa Pecuária Sul completa 44 anos de atividades voltadas para a agropecuária. Nessas mais de quatro décadas, o Centro de Pesquisa tem buscado acompanhar de perto as necessidades do setor produtivo, no intuito de atender às demandas dos diferentes setores envolvidos com a pecuária. Fundada no município de Bagé-RS, em 13 de junho de 1975, a unidade de pesquisa da Embrapa se destaca por contribuir para o fortalecimento da pecuária nos Campos Sul-brasileiros, bem como para o aumento da competividade e sustentabilidade do setor pecuário.

 A Embrapa acompanhou as mudanças ocorridas na região, buscando focar cada vez mais em projetos de pesquisa e inovação alinhados com os maiores problemas da pecuária do Sul do Brasil.




“Após captarmos com mais precisão as principais demandas do setor produtivo, reorganizamos as equipes e focamos em trabalhos prioritários. Como exemplo, podemos citar o controle do carrapato, da Tristeza Parasitária Bovina, de plantas daninhas e a oferta de cultivares adaptadas para a cadeia forrageira do Sul do Brasil. Também focamos no uso dessas cultivares e sua aplicação nos sistemas pecuários, incluindo a reorganização da produção e da oferta de sementes de qualidade”, destaca o Chefe-Geral interino da Unidade, Daniel Montardo.

É importante destacar o esforço da equipe da Embrapa para o desenvolvimento da cadeia de ovinos no Sul do Brasil. “A área de qualidade e ciência da carne é um exemplo que se destaca com o desenvolvimento de novos produtos feitos com carne ovina de animais de descarte e que visam ao aproveitamento integral de carcaça, e a elaboração de novos cortes de cordeiro”, aponta Montardo. “No que se refere à área de genética animal ligada à sanidade, um trabalho expoente trouxe uma nova dimensão com o uso da genômica para seleção de linhagens mais resistentes ao carrapato, assim como avanços nos indicadores de avaliação genética em sistemas de bovinos de corte, aplicando características de interesse econômico”, frisa.

Em relação ao controle de plantas daninhas, Daniel Montardo destaca a oferta da máquina Campo Limpo no mercado e o protocolo de práticas denominado Mirapasto. Também destacam-se outras tecnologias que visam a uma pecuária mais competitiva e sustentável, como trabalhos de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o desenvolvimento territorial em apoio à pecuária familiar e o esforço institucional para agregar valor aos produtos diferenciados de origem animal produzidos nos campos Sul-brasileiros. Na área de pesquisa-desenvolvimento se destaca o projeto Rede Leite, realizado no noroeste do Rio Grande do Sul, junto a produtores de leite, e o arranjo produtivo local de ovinocultores no Alto Camaquã, que tem elevado a produtividade e a qualidade de vida de agricultores familiares.

“É fundamental incluir neste protagonismo da Embrapa Pecuária Sul os resultados obtidos com a Rede de Pesquisa Pecuária Sustentável (Pecus), que vem informando sobre a emissão de gases de efeito estufa e sequestro de carbono na pecuária de corte do Rio Grande do Sul, de forma a desmistificar a imagem negativa da pecuária brasileira como um grande emissor de gases, já que as medições provam justamente o contrário”, diz Montardo.

Outras contribuições importantes apontadas pelo Chefe-Geral interino da Embrapa Pecuária Sul são: o Polo de Excelência em Genética Taurina (Pologen); o Programa Boas Práticas Agropecuárias em Bovinocultura de Corte, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); as Provas de Avaliação a Campo de Reprodutores (PAC), realizadas junto às associações de raça de bovinos de corte e o Observatório da Pecuária de Corte, parceria com o Nespro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que busca analisar informações da cadeia e projetar cenários para a pecuária de corte do estado.

Para finalizar, Montardo diz que a pesquisa tem se voltado com afinco para a pecuária dos campos Sul-brasileiros frente à diversificação da produção. “Buscamos antever os cenários e desafios, para que a pecuária entre nesse contexto de forma integrada e eficiente, pois apesar de ainda estar fortemente baseada no campo nativo, que é um diferencial da nossa produção pecuária, vemos nossa região diversificando a matriz produtiva, com a fruticultura, vitivinicultura, oliveiras e lavouras de soja. Temos uma equipe multidisciplinar, muito capacitada e dedicada para encontrar as melhores soluções aos produtores e construir uma pecuária competitiva e duradoura”, diz.

“Para grande parte dos trabalhos, a Embrapa conta com diversos parceiros da iniciativa pública e privada, desde a concepção e desenvolvimento das pesquisas até o uso das tecnologias pelo setor produtivo”, finaliza Daniel Montardo. 



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