Fonte: Embrapa

A Embrapa lança em 27 de junho a cultivar de mandioquinha-salsa BRS Acarijó 56 durante a 26ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. Conhecida também como batata-baroa, o diferencial da BRS Acarijó 56 está no conjunto de características que permite a indicação desse material para o processamento industrial na forma de fritas (chips ou palha), desidratada, pré-cozida e para o preparo de sopas e cremes.




Confira aqui outras soluções tecnológicas da Embrapa que estarão presentes na Hortitec.

Em comparação com as três cultivares da Embrapa – Amarela de Senador Amaral, BRS Rubia 41 e BRS Catarina 64 – a BRS Acarijó 56 apresenta plantas de grande porte, folhas eretas, raízes graúdas, maior porcentagem de matéria seca e sabor intenso, o que confere melhor qualidade culinária. Outra peculiaridade da cultivar, e que deu origem ao seu nome, são as raízes levemente manchadas. A produtividade de até 100 toneladas por hectare e a coloração interna das raízes amarela intensa, inclusive com anel alaranjado, são destaques dessa cultivar. 

A BRS Acarijó 56 é resultado do trabalho conjunto da Embrapa Hortaliças e a Estação Experimental da Embrapa, em Canoinhas (SC), em parceria com instituições de pesquisa, indústrias, empresas de extensão rural e agricultores de Minas Gerais, Distrito Federal e Santa Catarina.  Os testes de validação realizados nos últimos anos mostraram que a BRS Acarijó 56 deve ser cultivada em regiões de clima ameno durante todo o ano, não tolerando temperaturas superiores a 30 graus. Ela é indicada para locais com altitude acima de 1.100 metros em Minas Gerais e São Paulo; 1.200 metros no Distrito Federal e Goiás; e 750 metros em Santa Catarina e no Paraná. 

Nas avaliações realizadas na etapa de processamento a BRS Acarijó 56 apresentou maior teor de matéria seca do que a cultivar comparada. Essa característica é responsável pelo maior rendimento e pela melhor qualidade dos produtos elaborados nas formas desidratadas e fritas. “Em ambos os processos de processamento, os alimentos feitos com a BRS Acarijó 56 apresentaram coloração mais clara, o que agrada os consumidores”, explica o pesquisador Giovani Olegário, um dos envolvidos no trabalho dessa nova cultivar. 

Usos diversos: O pesquisador Nuno Madeira, que também faz parte da equipe, ressalta que essas características, aliadas ao sabor intenso, torna a BRS Acarijó 56 propícia para o mercado orgânico, onde a aparência não é essencial para a comercialização. “Essa cultivar é muito saborosa, porém as raízes maiores e as manchas superficiais destoam do padrão comercial”, observa Madeira. O pesquisador acrescenta que em virtude do sabor, agricultores têm cultivado a BRS Acarijó 56 para consumo da família. 

Madeira ressalta ainda que a nova cultivar pode ter boa aceitação nas feiras livres, onde o produtor tem a oportunidade de conversar e convencer os consumidores a experimentar a novidade. Outra possibilidade desse material é o uso da parte área da planta no complemento da alimentação animal. “A BRS Acarijó 56 produz cerca de 2 quilos de coroa, aproximadamente o dobro que as demais cultivares disponíveis, característica interessante para produtores que costumam fornecer coroas na alimentação do gado”, diz. 

Onde encontrar: A comercialização das mudas da BRS Acarijó 56 será realizada por produtor licenciado por meio de oferta pública realizada em maio último. Como o processo de multiplicação da mandioquinha-salsa demanda de 10 a 12 meses, as mudas deverão ser comercializadas em 2020 pelo licenciado que pode ser contatado pelo e-mail eliopoloniski@gmail.com ou pelo telefone 47 99719-8370.

Os interessados em multiplicar as mudas da BRS Acarijó 56 devem entrar em contato com a Estação Experimental de Canoinhas para aquisição de lotes remanescentes da oferta pública, desde que atenda os critérios, pelo telefone (47) 3624-0127. 



Clique aqui para ver esta matéria na íntegra em Embrapa.

Compartilhe esta postagem nas redes sociais