Fonte: Embrapa

Foto: Jorge Duarte

Maurício Antônio Lopes
Pesquisador da Embrapa

A ciência é uma das mais extraordinárias atividades humanas, pois permitiu a construção e a organização de conhecimento na forma de explicações e previsões testáveis sobre como o universo funciona.  Domínios científicos ou disciplinas, como a matemática, a física, a biologia, a química, a astronomia e a filosofia, aplacam a nossa sede por conhecimento e alimentam a  capacidade inventiva há séculos.  Capacidade inventiva que se destacou em feitos e eventos marcantes, desde a prensa de Gutemberg, que nos deu os livros, à máquina a vapor, que iniciou a transformação industrial do século XX, às revoluções na agricultura e na medicina, que salvaram milhões de pessoas da fome e das enfermidades.

Apesar dos imensos progressos que a ciência nos permitiu alcançar, o século 21 está sendo marcado por inusitadas mudanças na forma como a pesquisa científica se organiza na busca de entendimento e de soluções para os problemas cada vez mais complexos que a sociedade enfrenta.  Muitos desafios relacionados a clima, energia, água e alimento estão enraizados em múltiplos domínios da ciência e só podem ser tratados adequadamente se ampliarmos os nossos conhecimentos sobre os sistemas terrestres e suas interações.  Esse é o caso das mudanças climáticas, um dos temas mais pulsantes na agenda da sociedade, que envolve interações complexas entre ar, água, solo e os mais variados organismos vivos — plantas, animais e microrganismos.

É por isso que o conceito de nexo — ou temas vinculados por múltiplas conexões — ganha cada vez mais espaço no mundo da ciência.  O nexo “alimento-água-energia” nos alerta para a estreita relação entre segurança alimentar, hídrica e energética, e nos incentiva a reconhecer e tratar suas conexões em diferentes escalas, setores e disciplinas.  O mesmo ocorre com o nexo “alimento-nutrição-saúde”, que nos estimula a  superar a desvinculação entre os sistemas alimentares e de saúde e suas graves consequências para a sociedade.  Alcançar a sustentabilidade dependerá, cada vez mais, de atenção a tais nexos, para compreendermos de que forma os sistemas humanos e ambientais interagem e se influenciam e, assim, desenvolvermos processos, estratégias e políticas para melhor orientá-los.

E essa é a razão por que excelência em pesquisa científica será, cada vez mais, medida pela capacidade de se produzir conhecimento e inovações buscando sinergia e integração entre diferentes disciplinas e áreas do conhecimento.

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Fonte: Embrapa

Novembro/2019 – 2ª Semana – Região Nordeste/Vale do Jequitinhonha

O Prosa Rural desta semana fala sobre consórcios entre plantas forrageiras para a produção de caprinos e ovinos no Semiárido. O plantio consorciado entre diferentes forrageiras traz vantagens para a alimentação dos animais, para proteção do solo e para a redução de custos ao produtor. Participam do programa os pesquisadores Fernando Guedes, Roberto Pompeu e Marcos Cláudio Rogério, da Embrapa Caprinos e Ovinos. Quer saber mais detalhes? É só ficar ligado no Prosa Rural!  O Prosa Rural é o programa de rádio da Embrapa!

Região Nordeste/Vale do Jequitinhonha

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