Fonte: Embrapa

BRS Kurumi é uma das pastagens em destaque para integração Lavoura-Pecuária. Foto: Paulo Lanzetta

Durante a 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, realizada de 12 a 14 de fevereiro de 2020, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), no Capão do Leão/RS, pesquisadores e analistas apresentam opções de pastagens de verão desenvolvidas pela Embrapa para uso na rotação com as lavouras, principalmente de arroz e soja.

Em exposição na área experimental, parcelas com a variedade de capim elefante BRS Capiaçu, voltada para silagem; e com variedades de pastagens perenes de verão, como o capim elefante-anão BRS Kurumi, os panicuns BRS Zuri, BRS Quênia e BRS Tamani, e a brachiaria BRS RB331 Ipyporã.




Além do capim-sudão BRS Estribo, pastagem anual de verão.

Segundo o analista da Embrapa Pecuária Sul (Bagé, RS), Marco Antônio Karam Lucas, a proposta é demonstrar as possibilidades de pastagens de verão que se inserem na integração Lavoura-Pecuária (ILP), principalmente de arroz, integrando pastagens perenes e anuais para garantia de alimento ao gado. “É importante que o produtor tenha, na rotação, além das anuais, espécies perenes. Os animais precisam de comida e, caso ocorra problema com as anuais, é possível fazer pastejo com a perene”, afirmou.

Para as lavouras, os principais benefícios dessa integração são o aumento da produtividade pela ciclagem de nutrientes, estruturação do solo, controle de plantas daninhas e redução de pragas e doenças. A presença dos animais também ajuda na melhoria do solo. “Isso tudo acaba nas lavouras que vêm depois, que se tornam mais produtivas pela melhoria da fertilidade e estrutura do solo”, completou.

Impacto da irrigação

As parcelas das variedades estão divididas em partes irrigadas e não irrigadas, com diferentes cortes, para demonstrar o impacto da irrigação no desenvolvimento das pastagens. De forma geral, todas as cultivares apresentam boa produção. Mas, a irrigação fez diferença no rebrote e no porte das plantas. No caso da variedade BRS Quênia, o rebrote chegou a 30 centímetros em seis dias.

De acordo com o analista da Embrapa Clima Temperado, Sérgio Bender, é importante que o produtor se planeje, já que o manejo correto faz diferença, não apenas no desempenho das plantas, mas também nos índices de proteína. Quanto mais tempo no campo, mais fibra e menos quantidade de proteína. A irrigação, segundo ele, também é um diferencial acessível para regiões de terras baixas. “Se tens terras baixas, pode plantar arroz. E se dá para plantar arroz, tem água”, concluiu.

Movimentação

As visitas ao espaço ocorrem pela manhã, durante os três dias de evento. Segundo o bolsista da Embrapa Wagner Couto, que também está atendendo no espaço, as informações mais buscadas pelos produtores são sobre teores de proteína dos materiais, palatabilidade, manejo, irrigação e resistência a áreas alagadas. “Todos os que estão vindo aqui são pessoas realmente interessadas no tema”, disse.

É o caso do produtor do município de Cachoeira do Sul, Carlos Augusto Wachholz. Em sua propriedade, o carro-chefe é o arroz, com 260 hectares cultivados. Mas, ele também investe em soja e pecuária. No espaço, esteve procurando por alternativas para maior lotação animal no verão, de maneira a dar maior condição à pecuária nessa época do ano. A ideia é reduzir a área de arroz para o cultivo de pasto na várzea. “Fiquei bem impressionado com as pastagens. Esse poder de rebrote. Acho que é uma ótima alternativa para o nosso caso”, concluiu.

FONTE

Embrapa Clima Temperado
Francisco Lima – Jornalista

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