Fonte: EFE




China e Estados Unidos se comprometeram nesta sexta-feira (08/05/20), em uma conversa telefônica, a seguir pondo em prática a primeira fase do acordo comercial assinado no dia 15 de janeiro, apesar das últimas tensões entre os dois países, informou o Ministério de Comércio chinês.
Representantes de ambos os países voltaram a conversar nesta sexta depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado nesta semana abandonar a fase um do acordo ” se a China não comprasse o volume prometido de produtos norte-americanos”.
O vice-primeiro ministro chinês, Liu He, que lidera a mesa de negociação da China, conversou com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro americano , Steven Mnuchin, segundo o comunicado do ministério.
“As duas partes declararam que devem fortalecer a cooperaçäo macroeconômica e em matéria de saúde pública, se esforçar para criar uma atmosfera e condiçöes favoráveis para pôr em prática a primeira fase do acordo comercial e promover resultados positivos”, diz o comunicado.
Mesmo assim, ambas as partes acordaram em “manter a comunicação e a coordenação”, segundo a nota.
No dia 15 de janeiro, Estados Unidos e China assinaram um acordo preliminar que, manteria em vigor grande parte das tarifas impostas nos meses precedentes.
O gigante asiático se comprometeu a comprar produtos americanos pelo valor de cerca de 200 bilhões de dólares em dois anos, entre eles 50 bilhões em produtos agrícolas, 50 bilhões em energia e 75 bilhões em materiais industrializados.
Por sua parte, EUA. acordou em rebaixar em até 7,5% as tarifas das importações chinesas de 120 bilhões de dólares e a cancelar adicionais.
O acordo também abre porta para uma segunda roda de conversas que devem abordar questões mais espinhosas, como transferência forçada de tecnologia, a propriedade intelectual, a expansão do comércio, o estabelecimento de mecanismos para a resolução de disputas e a abertura dos mercados financeiros chineses
Apesar do acordo ter permitido que os dois países aproveitassem alguns meses de aparente cordialidade, a aparição do coronavírus voltou a tensionar a amarelaço entre as duas potências.
Em março, Trump começou a chamar a COVID-19 de “vírus chinês”, depois que funcionários chineses sugerirem que a doença poderia ter sido criada em laboratórios americanos, e na semana passada afirnou que o acordo era algo”secundário” comparado à pandemia.
Donald Trump também pediu investigações sobre como a China lidou com o coronavírus e ameaçou o país com tarifas depois de alegar ter visto evidências que diziam que a doença foi criada em um laboratório na cidade chinesa de Wuhan, algo que Pequim nega.
O presidente dos EUA novamente culpou o governo chinês pelo vírus, e disse que Pequim poderia tê-lo parado, mas optou por deixá-lo se espalhar por todo o mundo.

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