Fonte: EFE




O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou no final da noite de segunda-feira cortar de forma permanente os fundos para a Organização Mundial de Saúde (OMS) – agora suspenso -, além da possível saída de seu país da agência.
“Se a OMS não se comprometer com melhorias substanciais significativas nos próximos 30 dias, tornarei minha suspensão temporária de fundos à OMS permanente e reconsiderarei nossa participação na agência”, alertou Trump, em carta dirigida ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Na carta de quatro páginas, Trump anunciou que seu governo e Tedros “já começaram a discutir como reformar a organização”, mas acrescentou que “não há tempo a perder e que é necessário agir rapidamente”.
O presidente americano condenou o que considera ser “uma alarmante falta de independência da OMS em relação à China” e explicou que as reformas que Washington exige implicam uma dissociação em relação a Pequim.
“O único caminho a seguir para a OMS é se ela é realmente capaz de demonstrar independência da China”, disse Trump na carta, que compila uma lista de queixas atribuídas a Pequim e a Tedros pelo gerenciamento da pandemia da Covid-19.
Em 14 de abril de 2020, Trump ordenou o congelamento dos fundos que os EUA, como principal doador, contribuem para a OMS enquanto reviam o papel da agência no que ele definiu como “má administração e encobrimento graves da expansão do novo coronavírus”.
Na carta dirigida à Tedros, Donald Trump concluiu esta “revisão”, com a qual os Estados Unidos “confirmaram muitos dos sérios problemas” que havia levantado.
Dessa forma, Trump redobrou sua cruzada contra a OMS no dia em que os Estados Unidos ultrapassaram a marca de 90 mil mortes por Covid-19 e mais de 1,5 milhão de casos confirmados, tornando-se o país mais afetado de longe pela pandemia.

Clique aqui para assinar GRATUITAMENTE o Agrosoft e receber todos os dias no seu email as notícias em destaque.



Compartilhe esta postagem nas redes sociais