Fonte: Faemg


Em plena safra, setor é responsável por importante aumento de contratações no agronegócio, enquanto demais setores demitem. Dia Nacional do Café é comemorado no domingo, 24 de maio (Imagem: Arquivo)

A crise desencadeada pela pandemia da Covid-19 motivou a demissão de milhares de trabalhadores de setores do comércio, indústria e serviços. No agronegócio mineiro, o movimento de busca por trabalhadores é inverso.




A colheita do café, iniciada nas últimas semanas, emprega milhares de pessoas. E, neste ano, terá importância socioeconômica ainda maior para o país. 

“Além de absorver mão de obra e gerar renda direta e indiretamente, a atividade aquece também outros setores da economia nos municípios produtores. Em Minas, maior produtor de café do Brasil, mais de 600 dos 853 municípios têm a cafeicultura como principal atividade econômica”, lembra o vice-presidente do Sistema FAEMG e presidente das comissões Estadual e Nacional de Cafeicultura, Breno Mesquita.  

O estado responde por metade da produção brasileira, e cerca de 20% do total mundial. A cadeia produtiva do café em Minas gera milhões de empregos, desde a produção de insumos até o preparo para consumo. As lavouras de café contribuem com geração de divisas, renda e qualidade de vida para as pessoas envolvidas. 

Coronavírus muda a rotina na colheita

A absorção de milhares de trabalhadores para atuar na colheita do café representou um desafio especial para as propriedades este ano. Por causa da pandemia do coronavírus, vários procedimentos de higiene e distanciamento tiveram que ser adotados para a segurança de todos. 

O Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) deu início às orientações semanas antes do começo da colheita no estado.  A entidade produziu manual de orientações e realizou diversas transmissões ao vivo (lives) pelo Instagram, com tira-dúvidas, e videoconferências de instrução para os Sindicatos de Produtores Rurais (que atuam como multiplicadores nos municípios) e para os técnicos que atendem aos produtores. 

Além disso, através do Senar Minas, estão sendo distribuídas máscaras de tecidos aos produtores e seus funcionários em todo o estado. Em maio, 20 mil máscaras serão distribuídas. Para junho, estão previstas outras 30 mil.

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