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Livros sobre "uol" na Amazon Brasil
1: QUAL FOI A TAXA DE DESEMPREGO REGISTRADA NO BRASIL NO TRIMESTRE ENCERRADO EM JUNHO?
Publicado em 2026-07-31 10:48:30 por #UOL [1653 hits]
A economia brasileira registrou uma taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026. O dado divulgado pelo IBGE representa o menor valor para o período desde 2012, quando o indicador passou a ser medido na metodologia atual. O resultado ficou abaixo dos 5,6% registrados no trimestre anterior e também abaixo dos 5,8% apurados no mesmo período de 2025. A desocupação no país afetou 5.900.000 dos 213 milhões de habitantes durante o período analisado. Além disso, a informalidade, considerada uma característica estrutural do mercado de trabalho no Brasil, permaneceu estável e representa 37,4% da população ocupada.
2: COMO SE CHAMA METODOLOGIA PARA ILUSTRAR FÓSSIL?
Publicado em 2025-10-01 11:50:20 por #UOL [866 hits]
(A) Paleodesign. (B) Bioarte. (C) Fóssil 3D. (D) Reconstrução.
Resposta: (A) Paleodesign
3: O QUE MULHERES BUSCAM NAS COMUNIDADES 100% FEMININAS?
Publicado em 2025-08-27 18:48:38 por #UOL [1295 hits]
(A) Descanso e apoio mútuo. (B) Treinamento profissional. (C) Aulas de culinária. (D) Cursos de defesa pessoal.
Resposta: (A) Descanso e apoio mútuo.
4: QUAL VULCÃO QUASE EXTINGUIU A HUMANIDADE HÁ 74 MIL ANOS?
Publicado em 2025-08-27 05:48:03 por #UOL [906 hits]
(A) Yellowstone. (B) Krakatoa. (C) Toba. (D) Tambora.
Resposta: (C) Toba.
5: QUANTAS EMPRESAS EXPORTADORAS DE CAFÉ A CHINA APROVOU?
Publicado em 2025-08-05 06:47:24 por #UOL [1072 hits]
(A) 100. (B) 150. (C) 183. (D) 200.
Resposta: (C) 183
6: DE ESTUDANTE DE PAÍS POBRE A BILIONÁRIO DO DUOLING
Publicado em 2024-12-23 16:45:05 por #BBC [437 hits]
Conversamos com Luis von Ahn - que nasceu e foi criado na Guatemala e hoje é o CEO do aplicativo que ensina línguas - para entender método que atrai 34 milhões de pessoas todos os dias.
7: PRESIDENTE DA CHINA DIZ QUE GUERRA COMERCIAL COM EUA 'NÃO TERÁ VENCEDORES'
Publicado em 2024-12-12 17:45:08 por #UOL [402 hits]
O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que a guerra comercial com os Estados Unidos ‘não terá vencedores’. Os indicadores da economia chinesa mostram um ritmo mais lento das exportações.
8: ROVER CHINÊS ENCONTRA VESTÍGIOS DE OCEANO EXTINTO EM MARTE
Publicado em 2024-11-11 14:45:03 por #UOL [418 hits]
O rover chinês encontrou novas evidências que sustentam a teoria de que Marte abrigou no passado um vasto oceano, incluindo o vestígio de uma antiga faixa costeira.
9: NOVO EL NIÑO: FENÔMENO PODE MUDAR CLIMA DA TERRA
Publicado em 2024-10-02 18:45:03 por #UOL [459 hits]
Fenômeno denominado pelos especialistas como 'novo El Niño' tem início na região da Austrália e da Nova Zelândia. Pesquisadores dizem ter encontrado 'um novo interruptor no clima da Terra'.
10: NOVO GRUPO SANGUÍNEO É RESPONSÁVEL POR DESVENDAR MISTÉRIO DE 50 ANOS
Publicado em 2024-09-25 14:45:03 por #UOL [424 hits]
Um novo grupo sanguíneo foi descoberto por cientistas do Reino Unido, que solucionaram um mistério de 50 anos que prejudicava a eficácia das transfusões de sangue.
11: LA NIÑA VAI VOLTAR: COMO FOI A ÚLTIMA PASSAGEM E O QUE ESPERAR AGORA
Publicado em 2024-07-26 04:45:13 por #UOL [693 hits]
Uma nova temporada do La Niña é esperada no segundo semestre de 2024, depois de um período de El Niño. Nos próximos meses devem ter chuva mais acentuada no Norte e Nordeste e mais escassas no Sul.
12: NÃO É SÓ TOMATE: TEM AÇÚCAR ESCONDIDO NO SEU MOLHO
Publicado em 2024-07-11 17:45:04 por #UOL [479 hits]
Em um mundo ideal, prepararíamos nosso próprio molho em casa; porém, na prática, os industrializados oferecem uma conveniência inegável para quem cozinha.
13: DRONE FLAGRA BALEIA-AZUL AMAMENTANDO FILHOTE PELA 1ª VEZ
Publicado em 2024-07-11 16:45:03 por #UOL [553 hits]
Cientistas de uma universidade na Austrália conseguiram filmar um momento inédito: uma baleia azul amamentando seu filhote. O grupo também registrou duas baleias “namorando” e uma delas defecando.
14: COM HIDROGÊNIO SUSTENTÁVEL, BRASIL PODE LIDERAR ECONOMIA VERDE NO MUNDO
Publicado em 2024-03-14 08:30:01 por #UOL [746 hits]
Julio Meneghini, professor da Escola Politécnica da USP, fala sobre o potencial do Brasil em liderar a economia verde mundial.
15: SECA NA AMAZÔNIA ESTÁ PIOR, SE AGRAVARÁ, MAS DESMATAMENTO CAIU
Publicado em 2023-10-24 13:30:01 por #UOL [565 hits]
O engenheiro floresta Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, conversa com o José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar sobre a seca que atinge a Amazônia.
16: COVID: QUÃO PREOCUPANTE É A VARIANTE ERIS DO CORONAVÍRUS?
Publicado em 2023-09-11 07:30:02 por #UOL [816 hits]
No Análise da Notícia, José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar recebem Julio Croda, pesquisador da Fiocruz, para falar sobre a variante Eris da covid-19, vacinação e mais.
17: AÇÕES ILEGAIS DE MORO E DELTAN LEVARAM TOFFOLI A LIQUIDAR LAVA JATO
Publicado em 2023-09-07 09:30:02 por #UOL [670 hits]
Acompanhe ao vivo a edição desta quarta-feira (06/09/2023) do programa Análise da Notícia, com José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar.
18: REFORMA TRIBUTÁRIA: EMENDAS E ACORDO HADDAD-TARCÍSIO DEVEM GARANTIR APROVAÇÃO
Publicado em 2023-07-06 09:30:01 por #UOL [669 hits]
No Análise da Notícia, José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar discutem a possível aprovação da reforma tributária.
19: EL NIÑO PODE CAUSAR NOVO RECORDE DE AQUECIMENTO GLOBAL EM 2023
Publicado em 2023-06-26 08:00:06 por #UOL [520 hits]
Em entrevista ao programa Análise da Notícia, o climatologista José Marengo, coordenador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), explica o fenômeno El Niño e as possíveis consequências para o planeta em 2023.
20: PL2630: GOOGLE TRATA BRASIL COMO REPÚBLICA DE BANANAS
Publicado em 2023-05-08 09:00:02 por #UOL [623 hits]
No Análise da Notícia, José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar discutem o PL 2630, conhecido como PL das fake news.
21: FOME NO BRASIL: 126 MILHÕES DEPENDEM QUE O PAÍS TORNE A FOME PRIORIDADE
Publicado em 2023-04-20 08:30:01 por #UOL [476 hits]
Os colunistas José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar conversaram com José Graziano, diretor-geral do Instituto Fome Zero, sobre como o governo Lula pode combater a fome no Brasil.
22: LULA PREPARA PACOTE DE CRÉDITO 'ANTI-BANCO CENTRAL'
Publicado em 2023-04-10 13:30:01 por #UOL [802 hits]
Os colunistas Kennedy Alencar e José Roberto de Toledo falaram sobre as medidas econômicas previstas para o governo Lula.
23: ESCRAVIZADOS DO VINHO: PRÓXIMA DEMANDA DE EMPRESÁRIOS SERÁ VOLTA DA ESCRAVIDÃO
Publicado em 2023-03-07 07:30:02 por #UOL [600 hits]
Após o resgate de 207 pessoas em situação análoga à de escravo em uma prestadora de serviço para vinícolas como Aurora, Garibaldi e Salton, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (RS) relacionou o caso ao pagamento de benefícios sociais a trabalhadores pobres. No Análise da Notícia, José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar comentam o assunto.
24: LULA QUER BRASIL COMO PONTO DE EQUILÍBRIO ENTRE PEQUIM E WASHINGTON
Publicado em 2023-02-14 10:30:01 por #UOL [451 hits]
No Análise da Notícia, José Roberto de Toledo, Alberto Bombig e Kennedy Alencar falam sobre a viagem do presidente Lula aos Estados Unidos.
25: PARLAMENTARES FALAM EM 'ENQUADRAR' CAMPOS NETO, DO BC
Publicado em 2023-02-10 14:00:01 por #UOL [608 hits]
Parlamentares da base aliada deixaram a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com discurso alinhado ao do mandatário em relação às críticas ao Banco Central devido à taxa de juros. No UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto comenta o assunto.
26: CONGRESSO TEM DIREITO DE PEDIR EXPLICAÇÕES AO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL?
Publicado em 2023-02-09 15:00:01 por #UOL [576 hits]
No Análise da Notícia, José Roberto de Toledo e Alberto Bombig falam sobre as críticas do presidente Lula ao Banco Central.
27: COMO LULA E BIDEN DEVEM ENFRENTAR A EXTREMA-DIREITA?
Publicado em 2023-02-08 13:30:02 por #UOL [577 hits]
No Análise da Notícia, José Roberto de Toledo e Kennedy Alencar recebem Fabio de Sa e Silva, professor da Universidade de Oklahoma, onde também dirige o Centro de Estudos Brasileiros.
28: APLICATIVO DUOLINGO: INGLÊS, ESPANHOL E MAIS
Publicado em 2021-01-13 13:30:10 por #App [643 hits]
Aprenda inglês, espanhol, alemão ou francês com os cursos grátis do Duolingo. Escolhido pelo Google como O melhor do melhor em 2013 e 2014.
29: QUEM VAI PAGAR A CONTA?
Publicado em 2020-11-07 06:12:14 por #USP [278 hits]
Paulo Feldmann – Foto: FEA-USP

Por Paulo Feldmann, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP

Claro que o ideal seria o país voltar a crescer de forma vigorosa, pois assim voltariam os empregos, os investimentos e, para o governo, a arrecadação de impostos. Infelizmente, se isso acontecer, será apenas em 2022. Agora, o caminho mais adequado seria promover uma reforma tributária que tornasse o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) um imposto relevante e justo, aumentando significativamente a arrecadação. Injustiças não faltam, a começar pelo fato de que os super-ricos pagam muito pouco se comparados à classe média. Mas a injustiça não para por aí. Enquanto na grande maioria dos países o IRPF é o principal imposto, no Brasil ele tem um papel menor, representando apenas 17% do total que se arrecada no país. No Brasil, a grande maioria da arrecadação vem de impostos sobre produtos e serviços, como ISS, IPI ou ICMS. Acontece que esses modelos de impostos oneram os ricos e os pobres da mesma forma: todos pagam o mesmo sobre o quilo de feijão; o que, convenhamos, não é justo. Na questão da taxação sobre as heranças, também fazemos o contrário da maioria dos países, que aplica uma taxa de 18%, enquanto a nossa é, na média, 4%. Fala-se que há o perigo da fuga de capitais, mas a verdade é que os bilionários, quando deixam o Brasil, o fazem por medo da violência —nunca pelos impostos. Recentemente, a imprensa divulgou o levantamento da Oxfam, uma instituição internacional que mede o tamanho da pobreza no mundo. Por esse levantamento soubemos que o Brasil conta com 210 famílias bilionárias. Em apenas três meses, de março a junho deste ano, 20% deste grupo privilegiado —apenas 42 famílias— aumentaram sua fortuna em R$ 176 bilhões. Enquanto isso, 60 milhões de brasileiros dependem do auxílio emergencial para viver, o que custa ao governo R$ 36 bilhões por mês. Ou seja, apenas o ganho trimestral dessas 42 famílias equivale a cinco meses do que o país gasta com o auxílio emergencial. Pelo mesmo levantamento soubemos que aquelas 210 famílias brasileiras super-ricas possuem bens equivalentes a R$ 1,7 trilhão, mas, no Brasil, não há imposto sobre patrimônio — exceção feita ao IPTU municipal. Existe uma proposta de reforma tributária, em discussão no Congresso, que foi elaborada em conjunto por deputados, senadores e técnicos da Receita Federal. Chama-se RTS (Reforma Tributária Solidária). Ela propõe muitas das medidas acima mencionadas, que, se implementadas, trarão uma arrecadação adicional de R$ 290 bilhões ao governo federal. E isso taxando menos de 4% dos brasileiros. O fato é que temos uma oportunidade única de resolver as várias mazelas brasileiras se levarmos a frente uma reforma que realmente ponha o dedo na ferida. Precisamos dar poder de consumo à imensa maioria da população brasileira, que é muito pobre. Os super-ricos precisam entrar com sua cota de sacrifício. Só uma reforma tributária justa e bem feita pode promover isso. Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 4/11/2020
30: PAPAI NOEL É GRUPO DE RISCO E VIRA YOUTUBER PARA DRIBLAR A PANDEMIA
Publicado em 2020-11-01 12:20:00 por #TVFolha [329 hits]
Já não basta só o gorro vermelho, o trenó e uma ajuda dos duendes. Agora é preciso também mexer no TikTok, dominar o Google e ter um perfil no Instagram. Afinal, a pandemia do novo coronavírus jogou uma bomba no Natal —Papai Noel é grupo de risco e não pode sair de casa, pegar crianças no colo e entregar presentes por aí. Por isso, Orlando Brandão, bom velhinho profissional, adaptou sua casa para ser Papai Noel na pandemia. Leia mais em: https://guia.folha.uol.com.br/crianca/2020/10/papai-noel-e-grupo-de-risco-e-vira-youtuber-para-driblar-a-pandemia.shtml
31: OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO CORPORATIVA NO PÓS-PANDEMIA
Publicado em 2020-10-30 15:00:00 por #Estadão [181 hits]
Marisa Nannini, diretora de educação corporativa do UOL EdTech, responde e mostra como a tecnologia pode ajudar nesse processo.
32: AMAZÔNIA SOB BOLSONARO: A ASCENSÃO DOS *SEM-TERRA DE DIREITA*
Publicado em 2020-10-26 06:01:42 por #TVFolha [375 hits]
No lugar de movimentos sociais como o MST, ocupações têm o apoio de associações envolvidas com fazendeiros da região e simpatizantes do presidente, que incentiva a grilagem. Leia mais na Folha http://temas.folha.uol.com.br/amazonia-sob-bolsonaro/sem-terra-de-direita/aumento-de-invasoes-de-areas-protegidas-revela-a-ascensao-dos-sem-terra-de-direita.shtml
33: RECEITA: SALADA DE COGUMELOS
Publicado em 2020-10-20 07:39:42 por #TVCultura [163 hits]
Para os dias de calor nada melhor que uma bela salada para refrescar. Nesta salada de cogumelos, eles são consumidos crus e são uma excelente opção light e de baixo custo como a Chef Danielle Massa mostrou no programa Agrocultura. Quer aprender outras receitas deliciosas? Acesse: https://cultura.uol.com.br/receitas/
34: RECEITA: SANDUICHE DE SHITAKE GRELHADO
Publicado em 2020-10-20 07:38:16 por #TVCultura [147 hits]
O cogumelo é um antioxidante, rico em aminoácidos e baixo teor calórico. A cada 100 gramas de cogumelos são apenas 22 calorias. Pode ser usado em diversos pratos e não só no strogonoff como de costume. Aprenda a preparar um sanduiche de shitake grelhado, nesta receita exibida no programa Agrocultura. Quer aprender outras receitas deliciosas? Acesse: https://cultura.uol.com.br/receitas/
35: RECEITAS DA KARYN - CAMARÃO LIGHT AO MOLHO BRANCO
Publicado em 2020-10-17 08:26:41 por #TVCultura [206 hits]
Para quem está fazendo dieta, essa receita de camarão light é uma excelente opção: muito sabor e pouca gordura. Confira a receita da jornalista e apresentadora Karyn Bravo. Quer aprender outras receitas deliciosas? Acesse: https://cultura.uol.com.br/receitas/
36: BRIGADISTAS VIAJAM CERCA DE 4.000 KM PARA COMBATER QUEIMADA HISTÓRICA NO PANTANA
Publicado em 2020-10-11 06:25:03 por #TVFolha [293 hits]
São 12 homens, quase todos agricultores assentados, vindos de três municípios do interior do Piauí: Alvorada do Gurgueia, Uruçuí e Floriano. Com contratos temporários, ganham cerca de R$ 1.400 por mês. Por estarem fora do Piauí, recebem uma diária extra de R$ 140. Leia a reportagem completa com o relato de repórteres sobre o fogo no Pantanal: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2020/10/reporteres-narram-destruicao-em-diario-de-viagem-pelo-pantanal-em-chamas.shtml ERRAMOS: A fazenda visitada pela reportagem chama-se Santa Tereza, e não Santa Teresa.
37: RECEITAS DA KARYN - SUCO ROSA PRÉ-TREINO
Publicado em 2020-10-02 08:14:49 por #TVCultura [196 hits]
Faça um suco rosa saudável e nutritivo e comece bem seu treino e seu dia. Quer aprender outras receitas deliciosas? Acesse: https://cultura.uol.com.br/receitas/
38: CEM MIL MORTES: UMA HOMENAGEM ÀQUELES QUE PERDEMOS NA PANDEMIA
Publicado em 2020-08-09 05:55:32 por #TVFolha [342 hits]
Menos de cinco meses após registrar a primeira morte causada pelo novo coronavírus, o Brasil superou na tarde deste sábado a marca de 100 mil óbitos decorrentes da doença.Com o registro de 538 novas mortes desde a véspera até 13h30 deste sábado, o país soma assim 100.240 mortos pela doença, segundo dados coletados com as secretarias estaduais da saúde pelo consórcio formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, o Globo e G1. Veja homenagem da Folha em vídeo àqueles que morreram pela doença e aos que enfrentam ausência.
39: PÓS-DOUTORADO EM BIOMEDICINA NA FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ
Publicado em 13/07/2020 às 08:14: por #Fapesp [313 hits]
Pós-doutorado em biomedicina na Faculdade de Medicina de Jundiaí
Vaga é destinada a candidato que tenha experiência em laboratório para estudo de arbovírus. Inscrição até 22 de julho (vírus zika; imagem: NIAD/NIH)
Agência FAPESP – O Projeto Temático “Infecção vertical pelo vírus Zika e suas repercussões na área materno-infantil” oferece uma oportunidade de pós-doutorado com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição se encerra no dia 22 de julho de 2020. O projeto é conduzido no Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí. O estudo procura compreender o impacto do zika vírus sobre a população, especialmente em crianças. A vaga se destina prioritariamente a candidato com experiência em laboratório para estudo de arbovírus. É desejável ter experiência com as técnicas de diagnóstico em patologia clínica, biologia molecular, sorologia e teste de neutralização por redução de placas. As candidaturas podem ser feitas por meio do envio de e-mail para o coordenador do projeto, o professor Saulo Duarte Passos (sauloduarte@uol.com.br). Mais informações sobre a vaga em: www.fapesp.br/oportunidades/3744. A oportunidade de pós-doutorado está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.373,10 mensais e Reserva Técnica equivalente a 15% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Caso o bolsista de PD resida em domicílio fora da cidade na qual se localiza a instituição-sede da pesquisa e precise se mudar, poderá ter direito a um auxílio-instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd. Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades.  
40: ALIMENTAÇÃO: COMO CRIAR UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL COM A COMIDA
Publicado em 2020-06-13 08:52:38 por #DrauzioVarella [276 hits]
Como as nossas emoções podem impactar a relação que temos com a comida? Dr. Drauzio e convidados fazem um bate-papo sobre nutrição e como os aspectos psicológicos influenciam o ato de comer. Site: http://www.drauziovarella.uol.com.br.
41: É URGENTE REAFIRMAR QUE SAÚDE É DEMOCRACIA
Publicado em 15/05/2020 às 07:25: por #USP [194 hits]
Ergon Cugler – Foto: Arquivo pessoal
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Por Ergon Cugler, pesquisador associado ao Observatório Interdisciplinar de Políticas Públicas (Oipp) e ao Grupo de Estudos em Tecnologia e Inovações na Gestão Pública (Getip) da EACH/USP
. Mesmo três décadas após a histórica 8º Conferência Nacional de Saúde – primeira aberta ao povo –, as reflexões do sanitarista Sergio Arouca se demonstram cada vez mais atuais, posicionando a definição de saúde para além da simples ausência da doença, mas resultante do direito ao bem-estar físico, social, afetivo, mental, econômico, político e da ausência de medo em suas múltiplas formas. Isto é, a compreensão sobre a saúde se incorpora à garantia de direitos diversos para a existência de uma vida digna. No entanto, enquanto a saúde passa a demandar dimensões diversas para sua existência, a crise que enfrentamos também ultrapassa o campo da medicina e se prova cada vez mais multidimensional. Não à toa, mesmo com o alerta da pandemia da covid-19 e da vulnerabilidade de povos ao redor do mundo, o obscurantismo teima em reduzir a realidade a ponto de vista, acusando a comunidade científica de histeria e cavando crises que colocam as próprias instituições em risco. Crise multidimensional Tal como Arouca, o filósofo Norberto Bobbio é imprescindível para a leitura do momento que vivemos, isso porque com ele é possível desvelar signos e conceitos fundantes do Estado moderno e contemporâneo ocidental. Mais ainda, pois enquanto parcela da população brasileira se sensibiliza em evitar a circulação e conter o contágio da covid-19, em uma espécie de Revolta da Vacina às avessas, o Governo Federal – que deveria construir unidade nacional no combate à crise – acirra disputas e apostas políticas às custas da saúde das instituições e, em consequência, da saúde do povo. A própria disputa política da hidroxicloroquina evidencia a fragilidade dos signos e responsabilidades estabelecidas no país. Por um lado, temos uma sociedade civil que cobra ações do governo, por outro, temos a espera de postura do Estado. Ocorre que a assincronia de informações entre governo e Estado imobiliza ações coordenadas e, com a dicotomia embaralhada, a resposta que recebemos vem especialmente do governo ao disputar a opinião pública sobre o uso da medicação com o próprio corpo técnico do Estado – sejam médicos, pesquisadores ou cientistas. Ainda em reflexo à pandemia, a crise na saúde escancarou demais crises que já espreitavam nacional e internacionalmente, como a cíclica crise econômica, diante dos arranjos do mercado internacional, e a crise das desigualdades que, se antes já fazia vítimas pela vulnerabilidade dos povos, com o alastramento do vírus até meio bilhão de pessoas devem ser empurradas para a pobreza (King’s College London e Australian National University). Fato é que diante da instabilidade do Governo Federal e sua desarticulada relação com estados e municípios, temos uma crise multidimensional que, portanto, passa pela saúde, pela economia, pelas desigualdades, pelas instituições, pela política, pelo sistema e pela própria concepção de Estado, governo e sociedade. Democracia e saúde como direito Em meio às crises – nos recorda Bobbio –, a sobrevivência do sistema político deve ser buscada na sociedade civil, sendo essa a fonte de legitimação para a condução do Estado. Como é possível, portanto, garantir a saúde da nação se seus pilares adoecem com uma crise multidimensional sem precedentes? Com o governo omisso do Estado, corremos o risco de afastar ainda mais a sociedade civil da condução da nação, colocando apenas o quadro técnico – polarizado com o discurso do governo –, para gerir a crise nas vias da tecnocracia. Evidente que a guerra contra o vírus demanda expertise científica e médica, mas a superação de uma crise multidimensional demanda respostas multidimensionais; até porque, como aponta o próprio Arouca, como ponto de partida, “democracia é saúde” e “saúde é democracia”. Nesse sentido, o valor da democracia se reforça com as crises escancaradas pela pandemia; e a tradução dos signos fundantes se apresenta como um desafio estrutural para a retomada não apenas do desenvolvimento, mas pela preservação da vida. Eis a urgência em se reafirmar o pacto social com a valorização qualitativa da democracia como projeto civilizatório, pois apenas da unidade do povo diante da crise que é possível constituir sociedade civil forte o suficiente para conduzir o Estado rumo à sua saúde. Vale citar que apesar de se reconfigurar a geopolítica mundial com os arranjos do mercado em meio à pandemia, a sensibilização consciente do povo não é algo garantido, como alguns anunciam. Diante das narrativas em disputa, a clareza inegociável que devemos ter é que não há resposta para crise qualquer sem que o povo esteja em sua construção, condução e objetivo. Surge, no entanto, a oportunidade de se propor alternativas que consolidem a prática e ágil rede de solidariedade que a sociedade civil exercita mesmo diante das crises. Aliás, no desafio articulado de se combater a crise multidimensional que enfrentamos, nosso objetivo também se torna o ponto de partida para qualquer ação, fortalecer a democracia para que então existam condições de saúde digna e bem-estar da nação.
42: DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO EM SAÚDE NA PANDEMIA DA COVID-19
Publicado em 23/04/2020 às 06:29: por #USP [186 hits]
Por Renan Gonçalves Leonel da Silva Pesquisador colaborador no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP Certamente, a resposta envolve elementos de cunho histórico e político: decisões tomadas no passado afetaram a nossa capacidade de desenvolver novas tecnologias em saúde e fazer estas chegarem aos usuários. Também, esse desafio está relacionado a uma cisão bem conhecida pela sociedade brasileira, situada na delicada relação entre quem produz conhecimento, quem o financia e quem faz essas ideias chegarem ao mercado, ou seja, o persistente distanciamento entre o Estado, a comunidade científica e a indústria brasileira em áreas intensivas em conhecimento. A crise que atravessamos deixa ainda mais explícitos os resultados dessa fragmentação, com atores que parecem estar, agora, olhando para direções convergentes em busca de soluções conjuntas. Diante de situações como esta que vivemos, é comum que a sociedade se mobilize na busca de respostas rápidas para problemas emergenciais. É quando se adotam iniciativas de tipo tentativa-e-erro: diante de desafios clínicos muito graves e letais, assume-se o risco de tentar alguma coisa, ao invés de assistir passivamente ao desfecho da situação. No plano internacional, exemplo disso é o aumento explosivo da prática de drug repositioning, quando se busca aplicar um remédio que serve para tratar uma doença para mitigar efeitos em outra doença (como no caso da controvérsia em torno do uso da hidroxicloroquina, por exemplo). Na crise do coronavírus, dada a urgência, essa prática pode produzir resultados positivos e salvar milhares de vidas. Nesse sentido, os governos estão corretos em buscar medidas emergenciais para conter o número de mortos e novas infecções. Porém, logo aparecerá no mercado um medicamento mais específico, seguro, eficaz e de qualidade certificada por sociedades médicas e organizações internacionais. Ele tornará obsoletas as soluções anteriores. Considerando o avanço das tecnologias sobre o assunto, um medicamento mais definitivo para tratar os efeitos do coronavírus no corpo humano será, provavelmente, uma imunoterapia baseada no uso de anticorpos monoclonais terapêuticos. Imunoterapias são tratamentos que fazem uso de medicamentos sintetizados em base biotecnológica, produzidos a partir de materiais provenientes do próprio ser humano (como células, plasma sanguíneo, tecidos etc.), que são projetados para atacar agentes debilitadores do sistema imune humano. Anticorpos monoclonais, por sua vez, são proteínas de elevada especificidade produzidas em laboratórios e programadas para produzir receptores potentes capazes de atacar um agente específico (vírus, bactérias, células cancerígenas), interrompendo a replicação do invasor no nível do DNA. Todos os clones da mesma célula-mãe agem para neutralizar o avanço de infecções que o corpo não está pronto para interromper sozinho, de maneira que os clones levam a informação para ativar o sistema de defesa do paciente. É para a produção desse tipo de medicamento que as grandes empresas farmacêuticas têm direcionado seus investimentos nos últimos 30 anos, e essa complexa e custosa plataforma tecnológica está sendo amplamente utilizada neste exato momento em vários países. Desenvolver remédios desse tipo é um processo demorado e, também, muito caro. Para se ter ideia, uma estimativa feita em 2014 pelo Centro para o Estudo do Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Tufts (Tufts Center for the Study of Drug Development) mostrou que cada molécula com potencial terapêutico demora em média 12 anos entre a pesquisa experimental e a sua comercialização, e custa em média US$ 2,9 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões)[1]. Também por isso, o preço desses medicamentos no varejo é muito alto, tornando fiscalmente inviável sua incorporação em sistemas de saúde públicos e universais como o brasileiro. A turbulenta história recente do Brasil mostra que os raros esforços implementados para capacitar o setor produtivo em saúde foram em outra direção, em que se privilegiou uma forte agenda de transferência de tecnologia de empresas estrangeiras, além de um papel centralizador dado ao Estado brasileiro como comprador desses produtos. Desde os anos 90, compras públicas garantem mercado consumidor para insumos e medicamentos de interesse do Sistema Único de Saúde (SUS), mas pouco foi feito no sentido de se estruturar um parque permanente de pesquisa e desenvolvimento em novos medicamentos, cofinanciado pela indústria, governo e universidades. Relativo à produção de medicamentos, em duas ocasiões o País mostrou maior preocupação com o tema, quando da conhecida onda dos genéricos no final dos anos 90 e, mais recentemente, da difusão das versões similares dos biorremédios, os chamados biossimilares. Estes são versões quase idênticas daqueles medicamentos inovadores, com eficácia e segurança comprovadas, cuja transferência ocorre para aqueles com patente expirada. Em meados dos anos 2000, uma série de iniciativas criadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com o BNDES e associações da indústria farmacêutica, buscou qualificar o parque industrial brasileiro para produzir biossimilares demandados por pacientes que tratam cânceres ou doenças crônicas de origem autoimune[2]. Importantes avanços foram alcançados pelos laboratórios oficiais farmacêuticos, como Instituto Butantan e Bio-Manguinhos, que usaram esses recursos para reformar plantas industriais, equipar laboratórios e prover maior estabilidade de insumos para a produção em larga escala. Vale mencionar que a opção feita por copiar tecnologias para o mercado nacional encontrou sustentáculo na própria política de saúde desse governo e dos anteriores. Dados do Siscomex mostram que isso não gerou o impacto esperado na balança comercial farmacêutica no País, que segue deficitária e dependente da importação de insumos e medicamentos de alto custo. Essa desvantagem atingiu pico em 2018 e 2019, registrando um déficit de quase US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões). Essa marca deve ser superada este ano, dada a desvalorização do real frente ao dólar e do aumento das compras governamentais de emergência de produtos importados para equipar centros de saúde contra o coronavírus. Embora tais iniciativas tenham sido importantes para o processo de aprendizado tecnológico em saúde, vemos que o dilema persiste. Não foi dada a prioridade necessária para a implementação de parcerias de desenvolvimento de novas moléculas inovadoras, ou mesmo ampliação de um parque de serviços de base biotecnológica como estratégia de dar suporte à indústria nacional, como feito na China e Coreia do Sul, por exemplo. O dilema é complexo. Por um lado, governos e empresas investem em atalhos para garantir mercado e ampliar o acesso da população à saúde. Por outro lado, isso reforça nossa posição de compradores de tecnologias, ou de copiadores de remédios obsoletos, mantendo a sociedade brasileira sempre à mercê da misericórdia de big pharmas. Vale lembrar que, nos últimos cinco anos, empresas farmacêuticas nacionais tomaram risco e implementaram projetos biofarmacêuticos robustos no Estado de São Paulo, como o caso de joint-ventures, start ups de serviços e soluções biotecnológicas, entre outras iniciativas. Com o amparo adequado do Estado brasileiro, elas poderiam liderar um processo mais ambicioso pela pesquisa e desenvolvimento em saúde no País. Porém, as sucessivas deficiências na capacidade gerencial do Estado brasileiro ao longo das últimas décadas e a crescente perda da competitividade da indústria nacional nos dão caminhos para entender a persistência desse dilema. O setor encontra dificuldades reais de financiar suas próprias trajetórias de capacitação tecnológica, que dirá se lançar em um longo, caro e arriscado caminho em busca de uma nova imunoterapia para a covid-19. Esse é um oceano de peixes grandes. Também a ciência sofre alterações radicais de investimentos entre governos e gestões, algo que inviabiliza a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico. Prover estabilidade de recursos e maior valorização de pesquisadores seria apenas o começo de uma alavancagem desse processo, que sempre é uma tarefa de médio a longo prazo. Ensaios clínicos com uso de anticorpos monoclonais já estão a pleno vapor em países como os EUA e China, como mostra o artigo de Marcelo Leite publicado na Folha de S. Paulo em 6 de abril de 2020[3]. No Brasil, precisamos escolher se queremos manter nossa posição de compradores de tecnologias em saúde e seguir pagando um preço alto pela falta de visão de longo prazo. Por que não aproveitarmos o momento para mudarmos de vez essa lógica? [1] Apresentação do estudo pode ser acessada no link https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=EcGJm5FrMPA&feature=emb_title. [2] Conforme apresentado no livro Saúde, desenvolvimento e inovação, organizado por Lais Costa, Lígia Bahia e Carlos Gadelha e publicado em 2015 pela editora Cepesc, RJ. [3] A matéria está disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2020/04/tempestade-celular-pode-explicar-mortes-por-coronavirus.shtml.
43: MELHORAR A GESTÃO DA SAÚDE NÃO BASTA
Publicado em 10/04/2020 às 14:44: por #Fapesp [205 hits]
Miguel Schincariol / Getty Images
Estudo indica que a única alternativa para evitar o colapso do sistema até o fim do mês é aumentar o número de leitos e respiradores
Simulações de como deverá se comportar o sistema de saúde brasileiro com o aumento do número de infecções pelo vírus Sars-CoV-2 e de internações decorrentes da doença Covid-19 indicam que apenas a melhor gestão de todos os recursos existentes, públicos e privados, não será suficiente para dar conta da explosão de demanda por leitos hospitalares, vagas em unidades de terapia intensiva (UTIs) e ventiladores mecânicos. Se não houver elevação significativa da capacidade de atendimento, com a abertura de novos leitos e UTIs e a instalação de mais respiradores, a procura por esses três tipos de serviços médicos deverá ultrapassar o limite de operação do sistema no país a partir do final de abril. Delegar temporariamente ao poder público, que hoje administra o Sistema Único de Saúde (SUS), a gestão da rede privada de hospitais, como Espanha e a Irlanda fizeram recentemente durante a pandemia de Covid-19, atrasará em, no máximo, uma semana o colapso do sistema, de acordo com um novo estudo. Mesmo se metade da taxa média de ocupação dos leitos hoje existentes no sistema de saúde fosse alocada para cuidar exclusivamente dos futuros casos associados à pandemia (não se pode destinar aos pacientes com Covid-19 todos os recursos, pois outras doenças continuam ocorrendo), o saturamento dos hospitais seria adiado somente em poucos dias. O outono marca o início de demandas sazonais sobre o sistema de saúde. Em 2019, por exemplo, 45% das internações por causa da dengue, que este ano voltou com força, ocorreram entre março e maio. Esse último mês também sinaliza o começo da temporada de gripe, que igualmente provoca hospitalizações. Diante desse quadro, melhorar a gestão do sistema é importante, mas insuficiente para dar conta do desafio da epidemia de Covid-19, de acordo com o trabalho. “A única medida que pode alterar essa situação é a expansão da oferta de serviços de saúde”, comenta a estatística e demógrafa brasileira Marcia Castro, da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, principal autora do estudo que fez as simulações, publicado em 1º de abril no repositório MedRxiv. “É preciso construir hospitais de campanha, algo que, felizmente, alguns estados já estão fazendo.” Também assinam o trabalho, que ainda não passou pelo processo de revisão por pares, outro pesquisador de Harvard, um da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e três técnicos do Ministério da Saúde do Brasil. Hoje cerca de 75% dos brasileiros contam exclusivamente com os serviços do SUS, mantido pelo governo federal, estados e municípios. Cerca de um quarto da população nacional tem planos de saúde ou paga diretamente, de forma particular, por atendimento médico. Segundo o estudo, 67% dos leitos hospitalares e 48% das vagas de UTIs ofertados no país em dezembro de 2019 eram administrados pelo SUS. No país, há cerca de 426 mil leitos gerais (2 por mil habitante; a Itália tem mais de 3 e a China mais de 4) e 60 mil vagas de UTIs, segundo o Datasus. A quantidade de respiradores está na casa das 65 mil unidades, com dois terços deles administrados pelo SUS. Esses números apresentam grandes variações em razão de diferenças e desigualdades regionais. No Amazonas, mais de 80% dos leitos são mantidos pelo SUS. Em algumas partes do país, como os estados do Pará e Rondônia e o centro-oeste gaúcho, menos de 25% das UTIs estão sob as asas do sistema público (ver mapas abaixo).
O estudo simulou 12 cenários distintos para calcular quando os recursos do sistema de saúde atingiriam sua capacidade máxima de operação em nove macrorregiões em torno de capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Manaus). Os parâmetros adotados no modelo levaram em conta a quantidade diária de casos confirmados nos municípios pelo Ministério da Saúde até 27 de março (3.417 ocorrências e 92 mortes); a dinâmica da evolução da epidemia de Covid-19 em dois lugares distintos (China, onde proporcionalmente houve menos necessidade de internações, e Itália, uma situação extrema, que exigiu mais do sistema de saúde); e a taxa média de ocupação de leitos gerais e de UTI dos hospitais públicos por outras condições clínicas em 2019, respectivamente, de 45% e 85%. Essas porcentagens foram extrapoladas para a rede privada, pois os pesquisadores não tinham esses dados para os hospitais particulares. “Se alterarmos os dados que abastecem o modelo, teremos resultados diferentes”, explica Castro. “Se, por exemplo, o número de leitos e de UTIs aumentar e a velocidade de progressão da epidemia diminuir, os recursos do sistema de saúde podem dar conta da situação por mais tempo.” Cada cenário foi rodado mil vezes até o ponto em que, de acordo com as simulações, 10% da população brasileira teria sido infectada pelo Sars-CoV-2. Depois desse limite, o crescimento da epidemia deixa de ser exponencial e as simulações perdem força. Três parâmetros ditaram as condições de cada simulação. O primeiro diz respeito à quantidade de leitos, de vagas de UTIs e de ventiladores colocados à disposição dos pacientes com Covid-19. Para essa variável, havia duas possibilidades: o sistema de saúde seguiria usando seus equipamentos de acordo com as taxas médias de ocupação do ano passado e dedicaria os recursos que sobrassem para a pandemia; ou a rede de hospitais reduziria à metade a infraestrutura médica usada em 2019 para os demais problemas de saúde e concentraria esforços para conter a Covid-19. O segundo parâmetro trata da proporção de infectados pelo novo coronavírus que demandariam internação em leitos de terapia intensiva. Novamente, para esse quesito, existiam duas alternativas: 5% dos infectados precisariam de UTI, como ocorreu na China, ou 12%, que é o quadro mais dramático, da Itália. O terceiro parâmetro enfoca a forma de gestão do sistema dos hospitais. Nesse item, havia três possibilidades: a demanda pelos serviços seguiria a proporção atual de usuários dos sistemas público e privado de saúde; 80% dos atendimentos seriam fornecidos pelo SUS; ou os hospitais privados passariam a ser temporariamente administrados pelo poder público, unificando a rede. No final de todas as simulações, os resultados para cada macrorregião não apresentaram diferenças substanciais. No máximo, ocorria o adiamento do colapso do sistema por alguns dias. Para o médico Victor Wünsch, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), que não participou do trabalho de Castro e seus colaboradores, os diferentes níveis de governo estão se preparando para o pico da epidemia da Covid-19, com a construção de hospitais de campanha e a ampliação da oferta de leitos em UTIs. Os primeiros hospitais de campanha, como o do estádio do Pacaembu, em São Paulo, com 200 leitos de baixa e média complexidade, começaram a funcionar nesta semana. “Essas iniciativas estão de acordo com o proposto pelos autores do trabalho. A disponibilidade de ventiladores pulmonares me parece uma situação mais complicada. Não sei se as iniciativas propostas serão suficientemente rápidas para evitar a escassez desse equipamento.” Embora, segundo o estudo, a unificação das redes pública e privada não altere substancialmente o nível de resposta do sistema à pandemia, essa ideia não foi descartada pelo Ministério da Saúde. Na sexta-feira, 3 de abril, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse, em reportagem do portal UOL, que “se (o SUS) precisar (de leitos privados), vai usar”. Constituição do SUS A pandemia de Covid-19 pressiona a rede de serviços de saúde dos países de uma forma nunca vista nas últimas décadas. Mesmo nações ricas com sistemas públicos de acesso universal, como o Reino Unido e a Itália, não têm dado conta da demanda por internações e respiradores. Nos Estados Unidos, novo epicentro da pandemia, onde não existe um sistema público de saúde, quem não tem um plano privado pode simplesmente ficar sem atendimento. No final de março, um adolescente de 17 anos morreu de Covid-19 na cidade de Lancaster, na Califórnia, depois de seu atendimento ter sido recusado por um hospital do estado. O jovem não tinha seguro saúde. Essa situação, em tese, não deve ocorrer no Brasil, onde o acesso a atendimento médico gratuito é garantido a todos pelo SUS. “Esse sistema é uma grande fortaleza do país”, afirma o médico Luiz Augusto Fachinni, do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), estudioso de ações no âmbito da saúde da família. “Mas a pandemia chega em um momento em que o SUS está fragilizado.” Além das desigualdades de atendimento entre as regiões do país, e mesmo dentro de cada região, o sistema público de saúde tem sofrido com subfinanciamento crônico e redução ou extinção de programas, como ocorreu no ano passado com o Mais Médicos. Em 2019, o governo federal destinou ao SUS R$ 122,2 bilhões, os estados R$ 75,8 bilhões e os municípios R$ 84,8 bilhões. No início dos anos 1990, Brasília chegou a financiar mais de 70% dos gastos com o SUS. Hoje esse índice chega a 43% e estados e municípios, juntos, investem mais do que o governo federal no sistema. Segundo dados do Datasus, o SUS e a rede privada contavam com 465 mil leitos gerais em outubro de 2005 (quando a população do país tinha 25 milhões a menos de habitantes). O número equivale a 39 mil postos a mais do que hoje. No mesmo período – e aí está uma boa notícia – o número de vagas de UTI passou de 33 mil para os atuais 60 mil. Antes da eclosão da pandemia de Covid-19, existiam cerca de 50 mil leitos de UTI na China, segundo artigo publicado em janeiro deste ano na revista Critical Care Medicine. Na Itália, há atualmente 8 mil vagas de terapia intensiva. Se há problemas em preparar o SUS para responder aos casos de Covid-19, sem ele seria quase impossível coordenar essa tarefa. Caso a pandemia da doença tivesse surgido antes da promulgação da Constituição Federal de 1988, que tornou um direito universal o acesso gratuito à saúde pública, mais da metade dos brasileiros poderia não ter acesso a qualquer atendimento médico. “Antes da criação do SUS, apenas quem tinha carteira assinada e contribuía com a previdência social tinha direito a atendimento na rede pública de saúde”, lembra a cientista política Marta Arretche, professora da USP e coordenadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiados pela FAPESP. “O SUS é importantíssimo, mas ele está sucateado, sobretudo em cidades como o Rio de Janeiro, e não sabemos como ele vai responder à Covid-19.” Segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que abrange dados do trimestre entre novembro de 2019 e fevereiro deste ano, a força de trabalho do país é de 106,1 milhões de pessoas, cerca de metade da população brasileira. Desse total, 93,7 milhões estavam empregadas e 12,3 milhões (11,3%) desempregadas. Dos que não estavam desocupados, 40% tinham empregos informais, sem carteira assinada. Se não houvesse o SUS, desempregados, trabalhadores informais, além das pessoas em desalento (que não estão nem mesmo procurando trabalho) e seus dependentes, não teriam acesso a atendimento. Sem dinheiro para um plano de saúde, teriam de contar com a sorte e a benemerência de instituições filantrópicas, como as Santas Casas de Misericórdia, diante do avanço do vírus Sars-CoV-2. Artigo científico CASTRO, M.C. et al. Demand for hospitalization services for Covid-19 patients in Brazil. medRxiv. 1º abr. 2020.
44: VIA SATÉLITE - NOTAS DA EDIÇÃO 01/2020
Publicado em 03/02/2020 às 15:03: por #Embrapa [163 hits]
Miranda é premiado por grupo de empreendedores O Grupo Empreendedores do Brasil concedeu ao pesquisador e chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, o título de Destaque do Ano 2019, em encontro realizado, no dia 9 de janeiro, em Balneário Camboriú, SC. A terceira edição do evento reuniu empresários do agronegócio de todo país, principalmente dos estados de Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul – em sua maioria, produtores rurais-, fornecedores de insumos agrícolas e políticos, como ministros, senadores, deputados federais e o prefeito da cidade catarinense. (Liliane Castelões/Embrapa Territorial) Gestores debatem prosseguimento do TED com a SAF/Mapa A chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento, Lucíola Magalhães, e o analista Marcelo Fonseca estiveram em Brasília, DF, no dia 28 de janeiro, na Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura (SAF/Mapa), para tratar da parceria firmada no ano passado entre as instituições. A Embrapa Territorial apoiará na identificação do potencial cartográfico dos dados da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). (Alan Rodrigues/Embrapa Territorial) Chefe-geral é colunista do Jornal Terraviva O chefe-geral, Evaristo de Miranda, iniciou, no final de dezembro de 2019, uma coluna no Jornal Terraviva. A TV Terra Viva é um canal de agronegócios operado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. A coluna é exibida durante a programação da 1ª edição do jornal, de segunda à sexta-feira, exceto às quartas-feiras. Assista aos vídeos aqui.  (Liliane Castelões/Embrapa Territorial) FONTE Embrapa Territorial Liliane Castelões - Jornalista
45: EQUIPE LEVANTA MUDANÇA NA COBERTURA DAS TERRAS EM MONTE ALEGRE DO SUL
Publicado em 07/11/2019 às 07:23: por #Embrapa [137 hits]

Mais de 70% de pastagens e manchas urbanas tão pequenas que é preciso olhar bem atentamente para o mapa a fim de identificá-las. Esse é o retrato da cobertura das terras em Monte Alegre do Sul, SP, em 1972. A Embrapa Territorial levantou a situação do município no início da década de 1970 e comparou com o retrato de 2018. A área com pastagens ainda predomina, mas caiu para menos da metade. A silvicultura cresceu 66,79% e os espaços ocupados por matas quase triplicaram. A Embrapa Terrritorial está desenvolvendo um projeto na cidade, em parceria com a prefeitura, que vai resultar em um geoatlas semelhante aos que foram feitos para Campinas. Ele será voltado ao uso na rede pública de educação e destacará o papel da agricultura na formação do município e na atualidade. A líder do projeto, a pesquisadora Cristina Criscuolo, diz que o trabalho de verificar a dinâmica da agricultura nesse intervalo de 46 anos fará parte do segundo capítulo da publicação, voltado especificamente à produção rural. O levantamento de cobertura das terras de 1972 foi feito a partir do acervo de fotos aéreas do estado do São Paulo mantido na área de Gestão de Dados e Informações Espaciais da Unidade. O técnico José Paulo Franzin conta que, além do preparo e tratamento de todo o material, o desafio foi identificar as culturas presentes no município com imagens em tons de cinza. Isso sem contar as diferenças de práticas agrícolas entre hoje e 46 anos atrás. “Os espaçamentos da época eram outros”, exemplifica. Além de Franzin e Cristina Criscuolo, participaram desse trabalho os pesquisadores Cristiaine Kano, Cristina Rodrigues e José Roberto de Miranda e a analista Edlene Garçon. Tanto para o mapeamento de 1972 quanto para o de 2018 a equipe consultou dados com os dos censos agropecuários. Para validação dos dados atuais, a equipe também percorreu a área rural do município. Criscuolo lembra que comentários dos monte-alegrenses durante as visitas à zona rural mostraram-se correspondentes ao que foi encontrado no mapeamento. “Antes aqui era tudo agricultura, agora tem mata”, foi uma das frases ouvidas.  O planejamento é que o Geoatlas seja utilizado não apenas dentro das salas de aula, mas também em estudos do meio, com os estudantes percorrendo pontos de seu município para estuda-lo. Para Criscuolo, a espacialização das informações em mapas contribui para eles visualizarem as transformações do local onde vivem e a relação delas com a agricultura. Outros dados Fundado em 1948, o município de Monte Alegre do Sul tem cerca de 7,5 mil habitantes e integra o chamado Circuito das Águas Paulista. O trabalho da equipe da Embrapa Territorial mostra que, depois das pastagens e da silvicultura, a atividade rural com mais espaço é a das culturas temporárias (4,9% das terras), com destaque para a produção de morango e chuchu.  Outro destaque é a cafeicultura, com 4,1% do território municipal. Os cafezais ocupam hoje quase o dobro do que ocupavam em 1972. A comercialização dos grãos torrados e moídos para turistas que visitam a região chama a atenção.
46: CIÊNCIA ABERTA - EDIÇÃO DE GENES
Publicado em 2019-11-02 16:17:01 por #USP [178 hits]
Neste episódio o programa Ciência Aberta (Agência FAPESP), discute a edição de genes. Pesquisadores convidados:▶ Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.▶ José Eduardo Krieger, professor titular de Genética e Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração. ▶ Vilma Regina Martins, superintendente de Pesquisa e chefe do grupo de Biologia Tumoral e Biomarcadores do A.C.Camargo Cancer Center.Playlist Ciência Aberta (Agência FAPESP) https://bit.ly/2ZG2Y0bPara mais informações, acesse https://cienciaaberta.fapesp.br▶ Sobre o Programa:O programa de TV Ciência Aberta é uma parceria da FAPESP com o jornal Folha de S.Paulo.Realizado mensalmente no auditório da FAPESP, o programa é exibido ao vivo pelo site do Ciência Aberta (www.fapesp.br/ciencia-aberta), pelo site da FAPESP (www.fapesp.br), pela página da Agência FAPESP no Facebook (www.facebook.com/agfapesp) e no YouTube (www.youtube.com/user/fapespagencia) e pelo site da TV Folha (www1.folha.uol.com.br/tv).
47: EMBRAPA DIVULGA COMO MONITORAR FERRUGEM DA SOJA DURANTE A SAFRA
Publicado em 30/10/2019 às 06:31: por #Embrapa [150 hits]

Com o atraso das chuvas na maioria das regiões produtoras, a semeadura da soja na safra de soja 2019/20 também está atrasada. Um dos desafios para a soja são as doenças como a ferrugem-asiática da soja. A pesquisadora Cláudia Godoy explica em texto publicado no Blog da Embrapa Soja  que, durante a safra, os registros de ocorrência da doença no Brasil podem ser consultados no site do Consórcio Antiferrugem  e nos aplicativos. Além do site do Consórcio, o Paraná possui um projeto da Emater que monitora esporos da ferrugem-asiática com coletores. As informações sobre o projeto da Emater no Estado do Paraná podem ser consultadas aqui ou aqui  Para acompanhar a ocorrência da ferrugem-asiática no Paraguai há um mapa com parcelas armadilhas que podem ser consultadas no site da Mesa de La Roya, que já emitiu um alerta para intensificar o monitoramento em razão da presença de plantas de soja voluntárias com presença de ferrugem. Mapa com parcelas armadilhas do Paraguai.  Consórcio Antiferrugem - Durante a safra, as ocorrências da ferrugem-asiática na safra são registradas no site do Consórcio Antiferrugem por técnicos de laboratórios de universidades, instituições de pesquisa públicas e privadas, fundações de pesquisa, extensão rural, assistência técnica e cooperativas. O mapa de ocorrências do site do Consórcio está disponível em aplicativos de celular e pode ser baixado diretamente na App Store e na Google Play. As informações sobre ocorrências de ferrugem-asiática nas regiões podem ser enviadas para cadastro no site pelo e-mail: cnpso.sac@embrapa.br, mas as primeiras ocorrências da safra sempre são confirmadas por fitopatologistas ou pesquisadores do Consórcio Antiferrugem.   
48: BATATA-DOCE BRS AMÉLIA PARTICIPA DE EVENTO DE GASTRONOMIA DA AMÉRICA LATINA
Publicado em 25/10/2019 às 12:46: por #Embrapa [157 hits]

A cultivar de batata-doce biofortificada BRS Amélia é destaque no Mesa São Paulo, maior evento de gastronomia da América Latina, que acontece entre os dias 24 a 27 de outubro, na capital paulista. A cultivar é destaque dentro do V Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial, evento paralelo e promovido pela Secretaria de Inovação e Negócios (SIN) da Embrapa, Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) e Sebrae Nacional. O objetivo é aproximar indústrias, agroindústrias, produtores rurais e outros segmentos de mercado interessados em ativos da Empresa para negócios e parcerias. Além da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), outras 15 Unidades compõem o portfólio.  As características que destacam a BRS Amélia são o sabor e a consistência. Quando preparada cozida ou assada, a textura é úmida, melada, macia e extremamente doce; e a casca solta com facilidade da polpa. Outro diferencial é a cor da polpa, que apresenta um tom alaranjado intenso. O tubérculo apresenta formato elíptico longo, casca de coloração rosa claro, com pigmentação também rosada. Sua produtividade por hectare pode alcançar 32 toneladas.  As principais novidades desta quinta edição do workshop são destinadas às áreas de alimentos e dietas restritivas (especialmente as de baixo teor de glúten), para as quais a BRS Amélia é uma alternativa. Além disso, estão sendo demonstradas inovações para sistemas biodiversos e sustentáveis, aproveitamento integral de alimentos e de produtos da biodiversidade – como as plantas alimentícias não convencionais (PANCs) – e embalagens que prolongam a vida útil dos produtos (embalagens ativas). As soluções tecnológicas serão apresentadas para as empresas e para os produtores rurais participantes do evento nas rodadas de negócios tecnológicos, que acontecem nas tardes dos dias 24 e 25, no estande do Sebrae, no espaço do Festival Farofa do Mesa São Paulo. Diariamente, chefs de cozinha, contratados pelo Sebrae Nacional, também irão preparar receitas com produtos que serão apresentados no workshop, para serem servidas como entrada, prato principal e sobremesa. Mesa São Paulo O evento discute grandes temas da gastronomia mundial e as principais tendências da cozinha brasileira com uso de produtos nativos. O público previsto para este ano é de 45 mil participantes, incluindo empresas da área de alimentos, bebidas e logística, e chefs renomados, que estão revolucionando as cozinhas latino-americanas. O tema central desta edição é “Cozinha de transição para um mundo em mutação.”
49: GOVERNO NOMEIA ECONOMISTA LIGADO AO AGRONEGÓCIO PARA ASSUMIR O INCRA
Publicado em 17/10/2019 às 15:01: por #Faemg [153 hits]
No final de setembro, Bolsonaro demitiu general por pressão do secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura O economista ligado ao agronegócio Geraldo Melo Filho será o novo presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), substituindo um general que foi demitido do comando do órgão pelo presidente Jair Bolsonaro devido a um embate sobre a regularização fundiária. A nomeação de Melo foi publicada nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial da União, mas estava anunciada desde a noite anterior por seu pai, o ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Norte Geraldo Melo, que colocou nas redes sociais o orgulho pela nomeação do filho. O novo presidente do órgão era, até então, secretário-adjunto de Relacionamento Externo da Casa Civil. De acordo com seu currículo apresentado na rede profissional LinkedIn, Melo Filho tem ligação antiga com a agropecuária e é sócio da empresa Seleção Guzerá Agropecuária Ltda, proprietária de duas fazendas, uma em Minas Gerais e outra na Bahia. Também foi, até agosto deste ano, diretor técnico da Associação de Criadores de Guzerá (uma raça de gado bovino) e superintendente da CNA (Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária). Seu pai, Geraldo Melo, principal figura política do PSDB do Rio Grande do Norte, era dono da usina de açúcar São Francisco. Melo irá ocupar o cargo deixado vago no início de mês pelo general João Carlos Jesus Corrêa, demitido por pressão do secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia. Incomodado com a resistência de Corrêa a mudanças nos processos de regularização fundiária, o secretário convenceu o presidente Jair Bolsonaro a trocar o comando do Incra. Toda a diretoria do órgão foi demitida. Fontes ouvidas pela Reuters disseram que Nabhan queria ampliar sua influência no Incra, que é o órgão que realmente tem poder de decisão nas questões fundiárias. Apesar de ter o tema no nome, a secretaria de Nabhan não tem nem a estrutura nem o orçamento para influenciar na regularização, por exemplo. Ao admitir que "levou dados" ao presidente Jair Bolsonaro que levaram à demissão do general —números que demonstrariam a falta de avanços na regularização— Nabhan defendeu que o Incra deveria ter à frente um nome "absolutamente técnico".
50: PROFESSORES DE MONTE ALEGRE DO SUL CONHECEM PROJETO DE ATLAS PARA O MUNICÍPIO
Publicado em 07/10/2019 às 13:25: por #Embrapa [149 hits]

Professores da rede pública de ensino de Monte Alegre do Sul, SP, estão conhecendo, ainda no processo de elaboração, o GeoAtlas do município para em construção por meio de uma parceria entre a Embrapa Territorial, a Prefeitura local e a Associação Pró-Memória. Semelhante à publicação já com dois volumes em Campinas, o atlas será utilizado nas escolas como instrumento para mostrar a presença da agricultura na história e no momento atual do local onde vivem. Todos os educadores foram convidados a participar de dois encontros com a equipe da Embrapa Territorial e das instituições parceiras do projeto. O primeiro evento aconteceu em 26 de agosto, quando foi apresentada a estrutura da publicação, relata a pesquisadora Cristina Criscuolo, do centro de pesquisa. Serão três capítulos: a história da constituição do município e sua relação com os ciclos do café e do ouro no Brasil; a agricultura, suas transformações e importância; a participação no Circuito da Águas e o turismo, bastante atrelado à produção e à paisagem rural. Já em setembro, no dia 23, a discussão foi sobre formas de utilização do GeoAtlas. “Como sua disciplina trabalha localidade? Como você poderia utilizar o atlas nas suas aulas?” As duas perguntas nortearam os debates, abordando da Matemática à Geografia, passando pelas Artes e muito mais. “As respostas abordaram desde projetos para pesquisa a trabalhos em feiras de ciências”, conta Criscuolo. As sugestões estão sendo analisadas e vão nortear o trabalho da equipe nos próximos meses. Sobre o município Emancipado em 1949, Monte Alegre do Sul fica às margens do Rio Camanducaia, próximo à divisa com o estado de Minas Gerais. Compõe o chamado Circuito das Águas e foi oficializado como estância hidromineral e, depois estância turística. Possui pouco mais de 7 mil habitantes.
51: INSCRIÇÕES PARA V WORKSHOP NICHOS DE MERCADO PARA O SETOR AGROINDUSTRIAL
Publicado em 27/09/2019 às 15:25: por #Embrapa [171 hits]

A Embrapa participa, de 24 a 27 de outubro de 2019, em São Paulo, do maior congresso de gastronomia da América Latina – o Mesa São Paulo – quando realizará o V Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial. O workshop é um evento paralelo ao Mesa, e promovido pela Secretaria de Inovação e Negócios (SIN) junto com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro) e o Sebrae Nacional, com o objetivo de aproximar indústrias, agroindústrias, produtores rurais e outros segmentos de mercado interessados em ativos da Embrapa para negócios e parcerias. As principais novidades dessa 5ª edição do workshop são destinadas às áreas de alimentos e dietas restritivas – especialmente as de baixo teor de glúten -, inovações para sistemas biodiversos e sustentáveis, de aproveitamento integral de alimentos – a exemplo dos produtos cárneos de ovinos (salame, mortadela, bacon, salame e hambúrguer) -, de produtos da Biodiversidade – como as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), laminado de umbu, geléia de manga e blends de frutas da Amazônia (sucos mistos prontos para consumo) -, e de embalagens que prolongam a vida útil dos produtos (embalagens ativas). Esse portfólio é oriundo de 16 Unidades da Embrapa e será apresentado para as empresas e produtores rurais participantes do evento por ocasião das Rodadas de Negócios Tecnológicos, que acontecem nas tardes dos dias 24 e 25 de outubro, no estande do Sebrae, no espaço do Festival Farofa do Mesa São Paulo. As inscrições para o evento são gratuitas e encontram-se abertas. Para conhecer a programação e fazer inscrição no V Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial acesse aqui. Os interessados devem selecionar a sessão de cada dia do evento de sua escolha para participação e inscrição. Programação Além das Rodadas de Negócios Tecnológicos, a programação do V Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial conta com rodas de conversa com especialistas da Embrapa e de outras instituições públicas e do terceiro setor sobre temas como ‘A revolução da alimentação a partir da nanotecnologia’, ‘A importância da diversidade na segurança alimentar e nutricional’ e ‘Alimentos mais nutritivos para diferentes dietas e mercados’. Também serão apresentados Casos de Parceria bem sucedidos com a Embrapa, a exemplo do estabelecido pelo projeto Bem Diverso com a Coopercuc (Juazeiro, BA) para a produção e comercialização de doces e geléias de produtos da Caatinga; a comercialização pela Sottile Alimentos do hambúrguer vegetal desenvolvido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro); a produção em sistema familiar do suíno orgânico que resulta de parceria entre a Kórin e a Embrapa Suínos e Aves (Concórdia, SC) e parcerias da Embrapa Hortaliças (Gama, DF) com produtores rurais de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Distrito Federal e da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) para sistemas biodiversos. Haverá ainda Chefs de Cozinha, contratados pelo Sebrae Nacional, preparando, diariamente, receitas com produtos que serão apresentados no workshop para serem servidas como entrada, prato principal e sobremesa. Rodadas de Negócios Tecnológicos Ativos para parceria na área de Produtos da Biodiversidade brasileira •    Barra a base de farinha de tapioca, castanha do Brasil e frutas regionais •    Blends a partir de frutas da Amazônia •    Doce de umbu •    Fermentado de maracujá •    Laminados de frutas (manga, umbu) •    Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) •    Sistemas Biodiversos Ativos para parceria na área de Alternativas saudáveis para dietas especiais •    Batata doce biofortificada (BRS Amélia) •    Equipamento para produção de broto de soja (Tecnobroto) •    Extrato concentrado de yacon •    Geleia de manga enriquecida com fibras solúveis •    Mandioca rosada biofortificada (BRS 401 e BRS 400) •    Mandioquinha-salsa para indústria (BRS Acarijó 56) •    Pré-mistura de bolos para celíacos a base de pinhão •    Pré-mistura de feijão e arroz para bolo •    Produtos sem glúten a base de sorgo: sorguilho para kibe, Barra de cereal à base de flocos de sorgo, pipoca de sorgo e fibra de caju, pão de forma integral •    Proteína vegetal: Tempeh de feijão e hambúrguer a base de tempeh de feijão; •    Soja preta para alimentação sem glúten •    Sopa instantânea de feijão •    Sorvete Probiótico a base de leite de cabra Ativos para parceria na área de Embalagens ativas e ingredientes para impressoras 3D de alimentos •    Embalagem com ação antimicrobiana (Nanoformulações à base de prata para controle de microrganismos   patogênicos ou que degradam alimentos) •     Embalagem com propriedade antioxidante e biocida (Filme de nanocelulose com adição de tanino) •    Embalagem comestível (Bionanocompósitos de fontes renováveis), •    Insumos nanotecnológicos para a indústria de alimentos e para impressão 3D de alimentos: •    Nanoaprisionamento para veiculação de extratos vegetais •    Nanoaprisionamento para veiculação de peptídeos bioativos naturais •    Nanopartículas biopoliméricas (veiculação e liberação lenta de macro e micro nutrientes, aromas alimentares e biopigmentos naturais) Ativos para parceria na área de Produção sustentável e aproveitamento integral de alimentos •    Embalagens articuladas para frutas •    Oveicon ovino (bacon de origem ovina), mortadela, presunto cozido, salame e hambúrguer de ovino •    Revestimento (filme) para frutas •    Site Hortaliça não é só salada (como comprar, conservar e consumir hortaliças) O Mesa São Paulo O Mesa São Paulo é um congresso que discute grandes temas da gastronomia mundial e as principais tendências da cozinha brasileira com uso de produtos nativos. O público previsto para o evento este ano é de 45 mil participantes. Participam dele empresas da área de alimentos e bebidas, logística e Chefs renomados, que estão revolucionando as cozinhas latino-americanas. O tema central do Mesa São Paulo este ano é “Cozinha de transição para um mundo em mutação’. Serviço Evento: V Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial, evento paralelo ao Mesa São Paulo 2019 Período: 24 a 27 de outubro de 2019 Horário: 13h30 às 19h Inscrição: A inscrição é gratuita e deve ser feita no site: https://www.embrapa.br/busca-de-eventos/-/evento/408826/v-workshop-de-nichos-de-mercado-para-o-setor-agroindustrial Informações sobre os ativos das Rodadas de Negócios Tecnológicas: https://www.embrapa.br/alimentos; e https://www.embrapa.br/desenvolvimento-e-melhoria-de-processos Local: Memorial da América Latina – estande do Sebrae (espaço Festival Farofa) Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, Portão 6, Barra Funda, São Paulo
52: ECORODOVIAS VENCE LEILÃO DA RODOVIA UBERLÂNDIA-JATAÍ
Publicado em 27/09/2019 às 15:17: por #Faemg [184 hits]
BR-364/365, usada no escoamento da produção do triângulo mineiro próximo a cidade de Jatai, MT - Joel Silva - 12.nov.2010/Folhapress A Ecorodovias venceu nesta sexta-feira (27) o leilão da rodovia BR-364/365, que liga Jataí (GO) a Uberlândia (MG). A empresa ofereceu a tarifa básica de pedágio de R$ 4,69. Levou o lote porque ofereceu o maior desconto em relação ao preço inicialmente previsto no edital da concessão, de R$ 7,02. O deságio foi de 33,14%. O prazo de concessão é de 30 anos. Na abertura dos envelopes, os outros dois participantes do certame –Silva e Bertoli Participações e o consórcio Way– apresentaram ofertas de R$ 5,75 e R$ 5,82, respectivamente. A estrada, que tem 437 quilômetros de extensão, passa por 11 municípios entre Goiás e Minas Gerais. O trecho, usado principalmente para o escoamento de produtos da região do Triângulo Mineiro, terá sete praças de pedágio: quatro no trecho mineiro e três no goiano. Entre as obras previstas no edital de concessão, está a duplicação de 44 quilômetros de pista, a colocação de uma terceira faixa em 134 quilômetros, além da implantação de 88 quilômetros de acostamentos. Os investimentos previstos na rodovia somam R$ 2 bilhões, além de R$ 2,53 bilhões que deverão ser aplicados na conservação e manutenção das vias. "A rodovia é um corredor importante de grãos que descem do Norte ao Sudeste e também para a região do triângulo mineiro, que é desenvolvida. Já temos as equipes prontas para começar obras como recapeamento, limpeza [de canteiros] e melhorias na sinalização a partir do dia 1", afirmou Marcello Guidotti, diretor financeiro da Ecorodovias. "À medida que a gente concede rodovias, libera orçamento para investir nas estradas que precisam de melhorias e eventualmente não sejam viáveis para uma concessão, mas que precisam de obras públicas, como é o caso do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais", disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Segundo o ministro, serão gerados cerca de 4.000 empregos diretos com a concessão da BR-364/365. Este é o primeiro leilão de concessão de rodovias federais do governo do presidente Jair Bolsonaro e deve fechar o cronograma de leilões de infraestrutura em 2019.
53: MUNDO JÁ PERCEBE ERRO AMBIENTAL DE BOLSONARO, O QUE CUSTARÁ CARO AO BRASIL
Publicado em 19/09/2019 às 06:31: por #KennedyAlencar [187 hits]
O governo Bolsonaro comete um erro grave na política ambiental que resultará em menos investimentos estrangeiros no Brasil e possivelmente na suspensão do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. Vai sair caro esse isolamento brasileiro na arena internacional. O último fato negativo foi a exclusão do Brasil dos discursos de abertura da cúpula do clima da ONU - evento convocado pelo secretário-geral da entidade, António Guterres, para a próxima segunda, véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O Brasil deveria ter lutado para participar dessa cúpula da ONU, mas o Itamaraty adota política negacionista em relação à mudança climática e refuta dados da realidade sobre o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia neste ano. Esse negacionismo ambiental trará prejuízo econômico a empresas e trabalhadores brasileiros. Os sinais emitidos pelo presidente da República e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, são negativos para o público mundial. Bolsonaro deverá discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU na terça [24/09/19]. Se mantiver a linha negacionista, o presidente piorará ainda mais a imagem do Brasil no exterior e afastará mais negócios do país. Fundos de investimentos que administram R$ 65 trilhões pediram que o governo brasileiro dê mais atenção ao meio ambiente. Em nove meses, houve um desmonte das políticas ambientais construídas nos últimos 30 anos. Jair Bolsonaro e o ministro Ricardo Salles atuam contra o meio ambiente. Essa é a realidade percebida globalmente. O mundo está vendo e já percebeu isso. As consequências virão porque o Brasil, que tem peso geopolítico para ser superpotência ambiental, está cometendo um terrível erro estratégico que prejudicará a nossa economia.
54: DEMOCRACIA NO BRASIL: LUTAS E AMEAÇAS
Publicado em 2019-09-19 06:27:40 por #CanalFutura [307 hits]
Como vai a democracia? Convidados: Michael Mohallem, coord. Centro de Justiça e Sociedade FGV Rio; Lucas Paolo Vilalta, coord. Memória, Verdade e Justiça Instituto Vladimir Herzog; Jamil Chade, jornalista e correspondente UOL; Shyrlei Rosendo, Fórum Basta de Violência!; Denise Carreira, coordenação executiva Ação Educativa. Apresentação: Cristiano Reckziegel. André Coelho, coord. Projeto Política nas Escolas - Unirio, Camila Asano, coord. de Programas da Conectas, Felippe Angeli, gerente de advocacy Instituto Sou da Paz, Dulce Pandolfi, historiadora e pesquisadora de regimes autoritários.
55: DELAÇÃO DE LÉO PINHEIRO É RUIM PARA LULA, MAS FORTALECE VAZA JATO
Publicado em 17/09/2019 às 07:15: por #KennedyAlencar [192 hits]
A reportagem do “The Intercept Brasil” e da “Folha de S.Paulo” que traz detalhes da delação premiada de Léo Pinheiro (OAS) é um complicador para a defesa do ex-presidente, mas mostra que o material obtido pelo jornalista Glenn Greenwald é autêntico e tem interesse público. Quando vieram à tona reportagens favoráveis aos interesses de Lula, que deixaram evidentes abusos de procuradores da República e a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro no processo do apartamento no Guarujá, o PT deu credibilidade ao material. Agora, com uma revelação desfavorável ao ex-presidente, os petistas não podem agir de modo diferente. Têm até o constitucional direito de questionar as acusações de Leo Pinheiro, como faz a defesa do ex-presidente. O empreiteiro diz que Lula pressionou a OAS a assumir obra deficitária na Bolívia e fez lobby pela companhia em países estrangeiros. Os advogados de Lula afirmam que o empreiteiro mentiu, pois mudou sua versão de A para B a fim de obter benefícios do Ministério Público Federal. Ou seja, alterou sua versão para sair da cadeia. Lula diz que sempre atuou a favor de empresas nacionais nas áreas de natural projeção geopolítica do Brasil, como a África e a América Latina. O ex-presidente afirma que nunca cobrou contrapartida e que palestras remuneradas não tinham nada a ver com lobby. Agora, com a delação homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a Justiça vai averiguar quem está dizendo a verdade. Em relação à Vaza Jato, vale ressaltar que ela está cumprindo o seu papel. Hoje, foi um dia em que se pode usar o velho ditado de que “pau que dá em Chico também dá em Francisco”.
56: EMBRAPA FALARÁ SOBRE SUSTENTABILIDADE NA ABERTURA DO PLANTIO DA SOJA
Publicado em 16/09/2019 às 13:11: por #Embrapa [159 hits]
Os debates sobre sustentabilidade na Abertura Nacional do Plantio da Soja – safra 2019/2020, em Vilhena, RO, terão participação de dois engenheiros agrônomos da Embrapa: Gustavo Spadotti, supervisor do Grupo de Gestão Estratégica da Embrapa Territorial (Campinas, SP), e Vicente de Paulo Campos Godinho, pesquisador da Embrapa Rondônia (Porto Velho, RO). O evento acontece na próxima quinta-feira, 19 de setembro, na Fazenda Jaqueline, com realização da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e do Canal Rural.  Spadotti, da Embrapa Territorial, apresentará os números preliminares da análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado de Rondônia, apontando a dimensão territorial da contribuição dos agricultores para a preservação da vegetação nativa, com informações atualizadas até agosto deste ano. No Brasil, os dados consolidados de 2018 levantados pelo mesmo centro de pesquisa apontam que 218 milhões de hectares dos imóveis rurais são destinados a áreas de preservação permanente e reserva legal, além de vegetação excedente. Isso equivale a 25,6% do território nacional. “O Brasil é um dos poucos países que possui uma legislação, o Código Florestal, exigindo dos agricultores destinar parte de seus imóveis para a preservação ambiental e os dados mostram o comprometimento deles com o cumprimento da legislação”, lembra Spadotti. Vicente Godinho, da Embrapa Rondônia, falará sobre Sustentabilidade da produção grãos na Região da Amazônia Ocidental, discorrendo sobre aspectos econômico, ambiental e social da sustentabilidade da produção;  condições edafoclimáticas e logísticas que favorecem o desenvolvimento da agricultura da região; a logística atual e as perspectivas e tendências iminentes que afetam o desenvolvimento da região. Segundo o pesquisador Godinho, “este é um dos mais importantes eventos da sojicultura brasileira, logo um evento muito importante para os produtores da região. Acreditamos que parte da escolha se deva ao fato de Rondônia viver um momento de expansão da cultura, que cresce a uma taxa de 10% a 15%, conforme dados da Aprosoja, e apresenta condições muito favoráveis para expansão sustentável. É realmente uma grande momento para o Estado no contexto do cultivo da soja.” 
57: PROCESSO PENAL DEVE SER CONDUZIDO NOS AUTOS, NÃO NO TELEGRAM
Publicado em 10/09/2019 às 05:58: por #KennedyAlencar [169 hits]
Houve um processo penal conduzido fora dos autos _via Telegram. É isso o que revelou reportagem publicada no domingo pela “Folha de S.Paulo” e o “The Intercept Brasil” com o título “Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro”. Parece totalmente ilegal agir dessa forma, ainda mais discutindo via aplicativo em um ou dois dis como membros da Lava Jato fariam para impedir a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil em março de 2016, no governo Dilma. No dia 16 daquele mês, o então juiz federal Sergio Moro divulgou o famoso grampo entre Dilma e Lula, que acabou sendo a pá de cal na reação petista ao impeachment. As discussões dos integrantes da Lava Jato deveriam ter sido manifestadas nos autos do processo. Ficaram evidentes atitudes parciais para gerar sincronia com resultados artificiais, com movimentos inusuais e vazamentos a jato a fim de manipular a opinião pública e envenenar o debate político. Isso se chama intervenção política noutro poder. Não é uma ação jurídica normal numa democracia plena. Houve uma trama via Telegram. O próprio Dallagnol fala no aplicativo que a ação da Lava Jato para barrar a ida de Lula para a Casa Civil tinha aspecto político. Essas atitudes não são ilegais numa democracia? Se o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República, o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Congresso tinham dúvidas de que precisavam tomar providências para investigar e punir crimes e abusos de poder das estrelas da Lava Jato, a reportagem deste domingo elimina qualquer hesitação ou objeção a uma resposta dura da parte de nossas instituições. Pelo que se depreende da reportagem, Moro não contou a Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no STF, sobre a gravação de Michel Temer, que era vice e tinha foro especial como Dilma. Se isso tudo não deixa em frangalhos a ordem institucional, política e judicial do país, estamos todos loucos. Estamos diante de uma das mais graves revelações da Vaza Jato. Aconteceu um vazamento com intenção de obter um resultado para manipular a opinião pública, pois só foi divulgado o que reforçava a tese de tentativa de mudança de foro de Lula de Curitiba para STF. Houve uma interferência direta na política ao arrepio de formalidades jurídicas que são essenciais num Estado democrático de direito para proteger todos os cidadãos. O comentário de hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição” foi baseado no texto publicado ontem no blog: “Lava Jato tramou contra Lula e Dilma e mudou a história do Brasil”. Ouça o comentário no áudio neste link.
58: LAVA JATO TRAMOU CONTRA LULA E DILMA E MUDOU A HISTÓRIA DO BRASIL
Publicado em 08/09/2019 às 11:44: por #KennedyAlencar [188 hits]
É gravíssima a reportagem publicada hoje pela “Folha de S.Paulo” e o “The Intercept Brasil” com o título “Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro”. A reportagem revela que Moro, policiais federais e procuradores da República agiram para interferir no processo político a fim de evitar a nomeação de Lula para a Casa Civil no governo Dilma e contribuíram para radicalizar o ambiente político no país, tramando a queda da então presidente do PT do poder. Leiam a reportagem e os diálogos na íntegra no final deste texto. Procuradores celebram estratégia política e ilegal. Sem humanidade, chamam Lula de “9”, numa referência pejorativa aos nove dedos do presidente, que perdeu um deles em acidente de trabalho. Deixam claro que seguiram orientações de “Russo”, apelido de Moro, que agiu como acusador e não juiz na Lava Jato. Todos demonstram ter ciência de que praticavam ilegalidades e alguns zombam disso no Telegram. Neste episódio, vazaram o que interessava para manipular a opinião publica, criar mobilizações nas ruas contra o governo e envenenar o debate político. Moro, agentes da PF e procuradores mantiveram em segredo diálogos de Lula com o então vice-presidente Michel Temer na busca de um entendimento para evitar o impeachment. Esconderam também toda a hesitação do petista em aceitar ser ministro da Casa Civil. Quem acompanhou os bastidores de verdade e tinha informação na época sabe que o motivo principal daquela articulação era tentar salvar o governo, não obter foro privilegiado no STF. Mas a Lava Jato, ciente disso, manipulou a opinião pública e mudou o rumo da história do país para que chegássemos hoje ao governo Bolsonaro. Até agora, muita gente dizia que a Lava Jato contribuiu para o impeachment. Essa reportagem mostra que a Lava Jato atuou para que Dilma fosse derrubada e jogou ilegalmente para prender Lula. Isso não é papel do sistema judicial. É uma forma de corrupção grave. Autoridades públicas têm compromisso com a lei que os criminosos não possuem. Se as ações de Moro, delegados da PF e procuradores da República são um combate legal à corrupção, o país está frito. Está nas mãos de um estado paralelo que persegue inimigos políticos. Ontem foi Lula. Amanhã serão os críticos desses messiânicos que abusaram do seus poderes. Se o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República, o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Congresso tinham dúvidas de que precisam tomar providências para investigar e punir crimes e abusos de poder das estrelas da Lava Jato, a reportagem de hoje elimina qualquer hesitação ou objeção a uma resposta dura da parte de nossas instituições. Leiam a reportagem. Vejam os diálogos da Lava Jato sobre conversas de Lula. Leiam os resumos de conversas grampeadas de Lula com Temer e aliados. Tirem suas conclusões se são métodos de um Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal de uma democracia plena ou de uma república de bananas. A lei e o jornalismo devem valer para todos. A Vaza Jato está dando uma contribuição ao combate à corrupção no Brasil. Só não enxerga quem não quer.
59: COM BOLSONARO, BRASIL CAMINHA PARA ISOLAMENTO INTERNACIONAL
Publicado em 05/09/2019 às 05:31: por #KennedyAlencar [202 hits]
Com mais um ataque cruel e vulgar, dessa vez à Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, o presidente Jair Bolsonaro implementa uma política isolamento do Brasil do resto do mundo. O isolacionismo nas relações internacionais acontece quando um país decide se fechar para o resto do planeta por razões políticas, econômicas etc. Bolsonaro adotou uma política externa errada e executada com um estilo trapalhão, digamos assim. Bachelet, ex-presidente do Chile, fez uma crítica que Bolsonaro poderia ter respondido. Ela acha que o espaço democrático no Brasil está diminuindo. Aliás, tem razão. Mas Bolsonaro tinha o direito de responder. Só não poderia tê-lo feito com tamanha agressividade e crueldade. Ele se referiu de maneira desrespeitosa ao pai de Bachelet, um brigadeiro que se opôs ao golpe de Pinochet em 1973 e que foi torturado e morto pela ditadura chilena. O Brasil não tem o peso geopolítico, militar e econômico dos Estados Unidos para que o presidente brasileiro aja como age seu colega Donald Trump. Bolsonaro tem errado na área internacional. Está cultivando e estimulando o crescimento de uma imagem negativa do Brasil no mundo, algo que só trará mais consequências econômicas danosas ao país. Ouça este comentário no início do áudio no fim do texto. * Novela do Brexit O Parlamento britânico está impondo limites ao primeiro-ministro Boris Johnson por avaliar que ele governa de modo populista e autoritário. Boris sofreu duas derrotas hoje no Parlamento. O Legislativo britânico aprovou uma lei para evitar que o Reino Unido deixe a União Europeia no próximo dia 31 de outubro sem um acordo. Boris, que queria sair de qualquer jeito, respondeu tentando convocar eleições gerais, mas sofreu sua segunda derrota.
60: POVO ENTENDEU ERRO DE BOLSONARO NO MEIO AMBIENTE, DIZ DATAFOLHA
Publicado em 04/09/2019 às 13:23: por #KennedyAlencar [183 hits]
Parece que o presidente da República não acredita em Papai Noel. Ele tem razão, mas deveria crer no Datafolha, instituto de pesquisa respeitado que aferiu nova queda na sua popularidade. A maioria da população entendeu que a questão da Amazônia é extremamente sensível. Três entre cada quatro brasileiros dizem ser legítimo o interesse internacional na Amazônia. Brasileiros e estrangeiros se preocupam com o futuro do planeta. Segundo o Datafolha, 71% acreditam que o desmatamento está aumentando. A percepção é correta e corroborada pelos dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial). Não há ameaça à soberania sobre o território da Amazônia brasileira. Isso é discurso do governo para justificar a falha na proteção à floresta. Para 40% dos entrevistados, a Amazônia deve ser administrada apenas de acordo com o interesse do país. Outros 35% entendem que vale a pena levar em conta a opinião de entidades internacionais e de outros países. Houve desaprovação de 51% ao desempenho de Bolsonaro no tocante às queimadas e desmatamento. É uma avaliação que reflete a destruição da política ambiental em curso no atual governo. Se pegarmos as pesquisas do Datafolha de abril a agosto, a fotografia é bastante negativa para Bolsonaro. O índice ruim/péssimo subiu de 30% para 38% _um salto de oito pontos percentuais. A taxa regular caiu de 33% para 30%, fora da margem de erro. Em abril, 32% consideravam o governo ótimo ou bom. Esse número caiu para 29% em agosto _o que continua a dar a Bolsonaro o título de presidente mais mal avaliado na série histórica do instituto no período de oito meses de administração. Além da desastrosa crise global ambiental criada por Bolsonaro, a queda de popularidade se deve a outros conflitos gerados pelo próprio presidente, como se referir de forma preconceituosa aos nordestinos e fazer afirmações falsas sobre a ditadura militar de 1964. É pertinente o alerta dado por Mauro Paulino e Alessandro Janone, diretores do Datafolha: é um problema para Bolsonaro que parcela cada vez maior da população perceba que ele não se comporta de forma adequada ao cargo de presidente da República. Em vez de ironizar o Datafolha, perguntando a um repórter se ele acreditava no Papai Noel, o presidente deveria levar a pesquisa a sério para tomar decisões estratégicas em seu governo.
61: BRASIL DEVE TER NOVA DÉCADA PERDIDA ENTRE 2011 E 2020
Publicado em 30/08/2019 às 05:56: por #KennedyAlencar [180 hits]
Diante do pessimismo dos analistas, a alta de 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre parece uma boa notícia, mas não é. Trata-se de um sintoma grave: a armadilha do baixo crescimento que pegou o Brasil na atual década. Os anos de 2011 a 2020 significarão mais uma década perdida, com o país andando de lado na economia _o que afeta a vida de todos os brasileiros, mas especialmente a dos mais pobres. Os anos 80 entraram para a história econômica brasileira como a década perdida. O resultado econômico de 2019 poderia ser muito melhor se o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos políticos criassem menos crises, relacionando-se com mais respeito com as instituições do país, como o Congresso e a imprensa. A melhora da construção civil é natural porque o setor foi praticamente dizimado pela Operação Lava Jato nos últimos cinco anos. Em outros segmentos, o Brasil está em ritmo lento de recuperação econômica, dando um passo para frente e outro para trás. Bolsonaro jogou fora o período de lua de mel. Quebrou as expectativas positivas dos agentes econômicos. No começo do ano, havia previsões de crescimento do PIB superiores a 2%. Agora, será um sacríficio obter 1 ponto percentual positivo de aumento do Produto Interno Bruto. A previsão atual gira em torno de 0,8%. Um motivo que pesou foi Bolsonaro manter no exercício do poder o estilo de campanha que mistura de guerra cultural e regressão civilizatória. Está em curso um processo deliberado de destruição institucional do país. Mas Bolsonaro não deveria surpreender ninguém. Quem acompanha este blog sabe disso desde a eleição de 2018, mas agora há um monte de gente espantada. Para tirar qualquer dúvida, o presidente disse em recente entrevista ao jornal “O Globo” que ele é desse jeito mesmo e não vai mudar. Confusões são parte da paisagem. É fato que o cenário internacional anda conturbado, especialmente com a guerra comercial entre EUA e China, mas Bolsonaro ajuda a piorar a economia brasileira, criando crises domésticas que deixam empresários contrariados. O ambiente político envenenado contamina a economia. * Viva ao amor! “A Política Como Ela É” de hoje é dedicada à jornalista Évelin Argenta, que compõe o atual trio do “Jornal da CBN – 2ª Edição” com o Roberto Nonato e comigo. A notícia é triste porque a Évelin vai deixar a gente. Agradeço à leal parceria. Faço uma homenagem à inteligência e à amizade dela. É uma perda profissional grande, porque a Évelin, danada, mudou-se para o Rio e sairá da rádio CBN. Mas a notícia também traz alegria, porque o motivo é a vitória do amor. Devemos celebrar porque nem sempre isso acontece. Muitas vezes ele não vence. É da vida. A gente não tem controle. No caso da Évelin, no entanto, o amor não foi derrotado e deve ser comemorado. Muitas felicidades, querida amiga. Ouça a coluna no áudio abaixo. A Évelin foi o tema da abertura. Depois, falamos do Bolsonaro, Moro, Fachin, Serra, Alckmin etc. Vou publicar outros posts daqui a pouco.
62: ESTRATÉGIA DE BOLSONARO É DESTRUIÇÃO INSTITUCIONAL DO BRASIL
Publicado em 22/08/2019 às 05:54: por #KennedyAlencar [247 hits]
Já passamos há muito tempo da dúvida se há interferência indevida e autoritária do presidente Jair Bolsonaro em órgãos do Estado Brasileiro. Estamos diante de um processo de destruição institucional do Coaf, da Receita Federal, do Inpe, do Ibama, do ICMBio, da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, entre outros órgãos do país. Também inexiste dúvida a respeito da intenção do presidente no processo de escolha do novo chefe da PGR (Procuradoria Geral da República): enfraquecer o Ministério Público buscando alguém que não incomode familiares e aliados e o próprio presidente do ponto de vista “ético”. O “padrão” Lava Jato, que agora sabemos pela Vaza Jato como operava, deixa Bolsonaro desconfortável para o exercício do poder. Ele gostava desse “padrão” quando aplicado aos seus adversários políticos. Hoje, o inimigo da Lava Jato não é a Vaza Jato, que expôs um modus operandi que corrompeu o sistema judiciário com abusos inadmissíveis para operadores do direito, que conhecem a lei. Está claríssima a tentativa de destruição instituticional. As interferências do presidente em órgãos de Estado não decorrem de motivos nobres nem porque ele foi eleito e tem o direito de fazer o que quiser. Um presidente da República pode muito, mas não pode tudo. A Constituição, demais Poderes e o sistema de freios e contrapesos da democracia impõem um claro e adequado limite. Mas Bolsonaro não aceita essas barreiras porque é um demagogo e autocrata. Na “Folha de S.Paulo”, Celso Rocha de Barros escreveu um artigo que vale a pena ser lido: “Aparelhamento Bolsonarista”. O Brasil assiste ao enfraquecimento das suas instituições. São normais divergências técnicas, políticas e conflitos internos em qualquer governo. Mas as intervenções de Bolsonaro têm caráter pessoal. Ao tirar credibilidade e enfraquecer instituições, fica mais fácil adotar medidas autoritárias contra elas, como indicar para o comando de órgãos de Estado e não de governo pessoas que precisarão entender a necessidades do mando presidencial. Trocando em miúdos: essas alterações, como tirar o Coaf da Fazenda e alojá-lo no Banco Central com novo chefe, como pressionar por trocas em posições na PF e na Receita, como demitir o presidente do Inpe, resultam da contrariedade presidencial com a democracia e de eventuais incômodos a parentes e aliados. * Encolheu Há paulatino enfraquecimento do superministro Sergio Moro (Justiça), que encolheu em face do material já exposto pela Vaza Jato, mas também pelas ações de Bolsonaro. Moro perdeu tamanho político desde o dia em que aceitou ser ministro. Do ponto de vista da opinião pública, Moro era maior do que Bolsonaro em novembro do ano passado. Hoje, o ministro da Justiça não dá explicações convincentes sobre o que revelou a Vaza Jato. Não aceita o padrão ético que usou em relação aos outros quando juiz _recusa-se a dar informação sobre o que disse a Bolsonaro no caso do inquérito dos laranjas do PSL. Restou ao superministro ser defendido por esse núcleo do bolsonarismo que atua nas redes sociais divulgando fake news e tentando destruir reputações. Ouça esses comentários no áudio ao lado: https://www.blogdokennedy.com.br/estrategia-de-bolsonaro-e-destruicao-institucional-do-brasil/.
63: PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA PODE AUMENTAR NO BRASIL SEM DESMATAMENTO
Publicado em 13/08/2019 às 05:47: por #Fapesp [182 hits]
A produção agropecuária brasileira não só é compatível com a conservação ambiental como pode aumentar nos próximos anos sem que ocorram novos desmatamentos, afirmaram os participantes do quinto episódio do programa Ciência Aberta de 2019, lançado nesta terça-feira (13/8). O tema debatido no episódio foi Biomas e Biodiversidade. Participaram Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP; Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e Cristina Adams, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP). Segundo os especialistas, os serviços providos pelos ecossistemas naturais, como a polinização e a preservação da água, são essenciais para garantir a produtividade das culturas agrícolas. “Tendo como base 2005, reduzimos o desmatamento da Amazônia consideravelmente em 10 anos. Essa foi a maior política no mundo de redução de emissão de gases do efeito estufa por [redução do] desmatamento e mudança de uso do solo. Uma coisa extraordinária. E o que aconteceu com a agropecuária no período? Registrou aumento na produção”, disse Assad. Segundo o pesquisador, a redução do desmatamento veio acompanhada da intensificação da agropecuária, com gado e plantações ocupando menos terreno e produzindo mais toneladas por hectare. “Ficou muito claro que não é preciso desmatar para produzir. Basta fazer direito. Esse discurso de que é preciso expandir a fronteira agrícola para aumentar a produção precisa ser mais bem analisado. Intensificando e usando as tecnologias corretas, aumenta-se a produtividade. Nós defendemos, assim como várias outras instituições, que o Brasil pode dobrar a produção sem derrubar mais nenhum hectare”, disse. Experiências Bons exemplos de uso sustentável dos recursos naturais são encontrados principalmente na Amazônia, onde a castanha, o açaí e o pescado, entre outros produtos, chegam ao mercado beneficiando populações locais e, ao mesmo tempo, mantendo a floresta em pé. “Existem várias experiências mostrando que é possível atender as expectativas tanto de quem está adquirindo o produto quanto das comunidades, sem causar um impacto negativo”, disse Adams. A pesquisadora citou como exemplo a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, no Amazonas, que faz o manejo sustentável do pirarucu há 20 anos. Mais recentemente, na chamada Terra do Meio, no sul do Pará, foram criados mercados nos quais os coletores de castanha e de outros produtos da floresta negociam diretamente com empresas de outras regiões do Brasil. Além dos sistemas de manejo feitos pelas populações tradicionais, Adams lembrou da política do governo federal para manejo sustentável comercial de madeira em unidades de conservação, como as florestas nacionais. A retirada é feita de maneira a garantir a continuidade de populações de espécies como o mogno e outras árvores de madeira nobre. “Precisamos desses recursos, mas devemos usá-los de maneira sábia, respeitando sua capacidade de regeneração”, disse. [embedded content] Segunda Revolução Verde Ocorrida nas décadas de 1960 e 1970, a chamada Revolução Verde permitiu um aumento substancial da produtividade de alimentos no mundo todo, graças ao uso de maquinário agrícola, irrigação e sementes melhoradas. De acordo com os participantes do programa, para o meio ambiente continuar fornecendo os recursos necessários para a vida torna-se cada vez mais necessária a Segunda Revolução Verde. A ideia é usar os avanços anteriores para alcançar uma produção agrícola que garanta a conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos, como polinização, estocagem de carbono e preservação dos recursos hídricos. “[O modelo da primeira Revolução Verde] foi muito importante em um dado momento, mas requer áreas muito extensas, propriedades muito grandes, nas quais se pode aplicar tecnologia, maquinário e técnicas de custo muito elevado”, disse Joly. A Segunda Revolução Verde, por sua vez, prevê usar toda a tecnologia existente, mas em paisagens multifuncionais e em áreas relativamente pequenas, se comparadas com as atuais, combinadas com mata nativa e criação de animais, como ocorre nas agroflorestas. “Com isso, passa-se a ter um componente em que a produção é maior porque, além de proteger [de pragas] a área de cultivo, protegem-se os serviços ecossistêmicos, como a população de abelhas polinizadoras, por exemplo, extremamente importantes para a agricultura. Promove-se ainda a retenção de recursos hídricos. A água cai e penetra no solo, não corre superficialmente, causando erosão do solo e assoreamento dos rios. Tudo isso fixando carbono no solo, evitando liberá-lo na atmosfera”, disse Joly. O episódio Biomas e Biodiversidade de Ciência Aberta teve a participação de alunos do curso de meio ambiente da Escola Técnica Estadual (Etec) Guaracy Silveira, do Colégio Joana D’arc, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do ABC (UFABC), da Universidade Paulista (Unip) e de interessados que se inscreveram para participar do programa. Ciência Aberta é uma parceria da FAPESP com o jornal Folha de S. Paulo. O programa é apresentado por Alexandra Ozorio de Almeida, diretora de redação da revista Pesquisa FAPESP. O novo episódio pode ser visto em www.fapesp.br/ciencia-aberta, na página da Agência FAPESP no Facebook https://www.facebook.com/agfapesp e no YouTube https://www.youtube.com/user/fapespagencia e no site da TV Folha https://www1.folha.uol.com.br/tv/.
64: DALLAGNOL PERDEU CONDIÇÃO DE INTEGRAR LAVA JATO E SER PROCURADOR DA REPÚBLICA
Publicado em 07/08/2019 às 17:09: por #KennedyAlencar [173 hits]
Veio a público mais uma ilegalidade cometida por Deltan Dallagnol e outros procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato. Reportagens do “El País” e do “Intercept Brasil” mostram abuso de poder na tentativa de investigar o ministro do STF Gilmar Mendes, algo fora da competência jurisdicional de procuradores da República de primeira instância. Já é grave que o desvio de foco de investigações tenha ocorrido em relação a um ministro do STF, inclusive com planos de tentar obter prova na Suíça de duvidosa existência. Intenção era baseada apenas em supostos rumores. Mas é mais grave o que esse capítulo da Vaza Jato sinaliza. De novo, a força-tarefa da Lava Jato teve arroubo de estado paralelo, capaz de mudar rumos de investigações e avançar sobre atribuições que não possui para investigar qualquer cidadão. Isso é um risco para a sociedade como um todo. Nas mensagens do Telegram que compõem o arquivo do “Intercept Brasil”, procuradores chegaram a dizer que sabiam que estavam agindo ilegalmente. Fizeram até troça de sua pretendida ação ilegal. Se agentes do Estado começam a agir politicamente e direcionar investigações, fora de suas alçadas legais e das regras do direito, todos os cidadãos estão ameaçados. Esse é mais um episódio da Vaza Jato que mostra que Deltan Dallagnol perdeu a condição de continuar no comando da força-tarefa, de permanecer na Lava Jato e de seguir profissionalmente como procurador da República. Ele agiu ilegalmente. Dá para defender a Lava Jato e a descoberta do cartel na Petrobras que resultaram em condenações e, ao mesmo tempo, cobrar apuração e punição abusos cometidos por integrantes da força-tarefa. O conteúdo das mensagens reveladas a partir do arquivo do jornalista Glenn Greenwald e sua equipe tem interesse público, pois mostra um modus operandi de agentes do direito que aplicaram a lei como se fossem justiceiros. Assim, esses agentes entraram no ramo dos milicianos. Uma democracia plena não pode tolerar a corrupção do seu sistema judiciário. * Mentira presidencial Reportagem da “Folha de S.Paulo” mostrou que o desmatamento aumentou 278% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. São dados do Deter, sistema de alertas do Inpe (Institucional Nacional de Pesquisas Espaciais”. A revelação deixa mal o presidente da República, que voltou ontem a dar uma série de declarações absurdas, reiterando mentiras sobre dados de desmatamento e comparando-se ao personagem de desenho animado Johnny Bravo, um idiota exemplar da masculinidade tóxica. Repetindo: ações e declarações do presidente da República e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, estimulam o desmatamento. São um tiro no pé do Brasil. O ataque à Amazônia não deve ser uma preocupação de países estrangeiros, mas dos próprios brasileiros. Trata-se do país que a nossa geração quer deixar para filhos e netos. * Crime de responsabilidade Ao sugerir que editou a medida provisória 892 para retaliar veículos da mídia impressa, o presidente Jair Bolsonaro adentra um vale sombrio. Esse atitude pode configurar cometimento de crime de responsabilidade por abuso de poder. A MP desobriga empresas de capital aberto a publicar balanços em jornais impressos. Essa obrigação estava prevista para acabar em 2022. Pode até haver discussão sobre o mérito da MP nos tempos de internet, usando o argumento de desburocratizar procedimentos no mundo dos negócios, mas sugerir retaliação ao trabalho da imprensa deixa evidente, mais uma vez, o comportamento autoritário do atual presidente. Deram a real Os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente os democratas Rodrigo Maia (RJ) e Davi Alcolumbre (AP), deram a real a Paulo Guedes. Vai passar no Congresso apenas a proposta de reforma tributária que for encaminhada em sintonia com as ideais já amadurecidas no Legislativo. Do contrário, ocorrerá o que aconteceu na reforma da Previdência. A proposta de Paulo Guedes foi desidratada. O ministro da Economia entendeu o recado. Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:
65: DISCORDAR DE BOLSONARO NÃO FAZ DE NINGUÉM UM MAU BRASILEIRO
Publicado em 06/08/2019 às 05:53: por #KennedyAlencar [207 hits]
Discordar do presidente da República não faz de ninguém um mau brasileiro. É preciso dizer essa obviedade para comentar o perigoso discurso feito hoje pelo presidente Jair Bolsonaro em Sobradinho, na Bahia. Bolsonaro disse: “A Amazônia tem um potencial incalculável. Por isso, o mundo está de olho nela. Por isso, alguns maus brasileiros ousam fazer campanha com números mentirosos contra a nossa Amazônia”. Leia reportagem da “Folha de S.Paulo” sobre a fala presidencial. Um presidente da República não pode discursar, lançando acusação tão grave contra servidores públicos, como se estivesse trocando de camisa. Não pode acusar funcionários públicos de serem “maus brasileiros” porque dados que incomodaram o governo vieram a público. O ex-presidente do Inpe Ricardo Galvão é respeitado pela comunidade científica. É uma pessoa séria, que respondeu com dados corretos a uma mentira dita por Bolsonaro, que negou o aumento do desmatamento da Amazônia. Ao chamar de “maus brasileiros” funcionários públicos como Galvão, Bolsonaro adota estratégia típica de regimes totalitários e fascistas. É o velho discurso do “quem não está comigo está contra o Brasil”. Os dados de desmatamento aferidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial estão corretos. Os números são verdadeiros. Bolsonaro tenta intimidar servidores públicos que ficaram no Inpe. O presidente também comete crime ao mentir para a opinião pública, recorrendo à teoria conspiratória de que potências estrangeiras querem tomar a Amazônia dos brasileiros. Isso é fake news, expediente usado por Bolsonaro na campanha e no governo. As palavras de um presidente da República têm peso. Hoje, reportagem da Folha mostrou que um terço dos entrevisados pelo Datafolha concorda com “frases agressivas” de Bolsonaro. Essas “frases agressivas” são preconceitos, mentiras e absurdos em relação a políticas públicas que vão do meio ambiente aos direitos humanos. É perigoso que um discurso desse tipo seja normalizado. Já há muita gente que acredita nas barbaridades difundidas pelo atual presidente e sua rede de apoiadores na internet. O jornalismo tem um papel civilizatório. A objetividade e a imparcialidade não podem criar uma falsa isenção, tratando coisas que têm pesos diferentes como se fossem equivalentes. Não podemos chamar de “polêmicas” declarações mentirosas e absurdas que buscam cindir ainda mais uma sociedade dividida. Afirmações do presidente estimulam a intolerância no debate público. Não há polêmica no episódio “governadores de Paraíba”, houve preconceito da parte de Bolsonaro. Não há polêmica em relação aos dados do Inpe sobre desmatamento, um lado está mentindo, o do presidente da República. É papel do jornalismo dar nome aos bois. Normalizar absurdos é como as democracias morrem. Ouça o comentário feito hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:
66: BOLSONARO ESTÁ DESCONSTRUINDO O BRASIL
Publicado em 03/08/2019 às 05:56: por #KennedyAlencar [196 hits]
O presidente Jair Bolsonaro está desconstruindo o Brasil. As ações objetivam destruir políticas públicas construídas desde a redemocratização em 1985 e, especialmente, pela Constituição de 1988. Bolsonaro foi claro num jantar na nossa embaixada em Washington, em 17 de março, quando disse: “O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que descontruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz”. Ontem, o presidente da República atacou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, criada por lei em 1995, substituindo 4 de seus 7 membros. Fez isso após mentir a respeito das conclusões da Comissão da Verdade e sobre um desaparecido de 64, Fernando Santa Cruz _pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. A estratégia é clara: enfraquecer as instituições para facilitar arroubos autoritários. O objetivo de Bolsonaro é aparelhar a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, tentando reescrever a História. No livro “Como as Democracias Morrem”, de Steven Levistsky e Daniel Ziblatt, está bem descrito o modo de agir dos autocratas e demagogos como Bolsonaro: “Se o público passa a compartilhar a opinião de que oponentes são ligados ao terrorismo e de que a mídia está espalhando mentiras, torna-se mais fácil justificar ações empreendidas contra eles”. Além da comissão sobre vítimas da ditadura, Bolsonaro atacou recentemente o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Já bombardeou o IBGE (Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística) e outros órgãos federais. Sempre que se sente contrariado pelos números, Bolsonaro mente a respeito das entidades que apontam os dados. Ontem, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou a medida provisória de Bolsonaro que tirava da Funai e colocava no Ministério da Agricultura as atribuições de demarcar reservas indígenas. Foi uma derrota unânime, com direito a voto duro do ministro Celso de Mello. O decano do STF disse que, na “intimidade do poder”, Bolsonaro mostra “resíduo indisfarçável de autoritarismo”. Afirmou que o presidente precisa respeitar a separação entre os Poderes da República e obedecer à Constituição. Foi um recadaço. É um sinal de reação do nosso sistema de freios e contrapesos. * Absolutamente ilegal O direito tem regras, como a competência jurisdicional, para evitar que o cidadão sofra ação persecutória do Estado. O cidadão não pode ser investigado por qualquer juiz ou procurador. No caso dos ministros do STF, a investigação tem de ser pedida pela Procuradoria Geral da República. Não cabe a procurador da República da primeira instância da Justiça Federal agir assim. Mas foi o que o Deltan Dallagnol fez, segundo reportagens da “Folha de S.Paulo” e do “Intercept Brasil”. Um ministro do STF vê abuso de autoridade e prevaricação de Dallagnol. Por tudo o que já foi publicado com base no arquivo do “Intercept Brasil”, Dallagnol já deveria ter sido afastado da função de procurador da República. Procurador não pode agir como justiceiro. Não se combate crimes cometendo crimes. A Procuradoria Geral da República, que tem poderes correcionais, deveria agir, mas a omissão tem sido uma aparente moeda de troca a alimentar ambições carreiristas nesse órgão. Ouça o comentário sobre Dallagnol a partir dos 4 minutos e 23 segundos no áudio que está no fim do texto. Caroço nesse angu O escândalo que agita a imprensa do Paraguai a respeito da venda de energia da usina de Itaipu pode respingar no PSL, o partido do presidente da República. Isso ajuda a explicar a pressa em anular um acordo feito em maio entre os dois países. Há um bastidor a respeito desse assunto a partir dos 8 minutos e 25 segundos no áudio abaixo:
67: MORO E DALLAGNOL PERDERAM CONDIÇÕES DE EXERCER SEUS CARGOS
Publicado em 30/07/2019 às 05:53: por #KennedyAlencar [216 hits]
Reportagem publicada hoje pela “Folha de S.Paulo” revela que o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, achava fraca, em termos probatórios, a delação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho. Mesmo assim, ele decidiu torná-la parcialmente pública em 1º de outubro do ano passado, a 6 dias do primeiro turno da eleição presidencial. A reportagem confirma a interferência política no processo eleitoral feita por Moro, que logo depois aceitaria ser ministro da Justiça do governo Bolsonaro. O relato da “Folha” foi feito com base no arquivo do “Intercept Brasil”. O Ministério Público recusou a delação de Palocci, mas a Polícia Federal fechou acordo com o ex-ministro da Fazenda. Pelos critérios que Moro e o procurador Deltan Dallagnol usaram na Lava Jato, ambos estariam hoje sendo investigados, denunciados e processados por tudo o que veio à tona desde junho, quando surgiram as primeiras revelações da VazaJato. Além de perder a condição política de ser ministro da Justiça, um efeito desse episódio é mostrar a inadequação de Moro para o eventual posto de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Na semana passada, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio Noronha, afirmou que recebeu telefonema de Moro informando-o de que ele fora alvo de hackers e que o material obtido pela Polícia Federal seria destruído. Ora, Moro não poderia ter tido acesso a essas informações. Somente o delegado responsável pelo inquérito, o Ministério Público e o juiz do caso poderiam tratar do assunto. Provas só poderiam ser destruídas com ordem judicial. Assim como Moro, o procurador Deltan também perdeu as condições de atuar como procurador da República por tudo o que já foi revelado a respeito dele na VazaJato. A estratégia de defesa de Moro, Dallagnol e de integrantes da força-tarefa da Lava Jato, que lançam dúvidas sobre a autenticidade das mensagens trocadas no Telegram, lembra o expediente inicial utilizado pelas empreiteiras no início da Lava Jato. A estratégia das empresas de negar fatos ficou insustentável após as revelações que mostraram o cartel que montaram na Petrobras. Ouça a avaliação feita no “Jornal da CBN – 2ª Edição” sobre a reportagem da “Folha” a partir dos 7 minutos e 35 segundos no áudio que está no fim deste texto. Aos 5 minutos e 55 segundos no áudio abaixo, ouça também comentário sobre a afirmação do presidente da República de que “não há indícios fortes” de que o cacique Emira Wajãpi tenha sido assassinado por garimpeiros no Amapá. Essa é mais uma declaração irresponsável. O presidente da República e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, têm feito afirmações que estimulam o desmatamento e a violência no campo.
68: VEJA MINISSÉRIE ESPECIAL SOBRE O BREXIT
Publicado em 25/07/2019 às 07:56: por #KennedyAlencar [203 hits]
Com a posse hoje de Boris Johnson como primeiro-ministro do Reino Unido, vale dar uma olhada numa série da K.doc produzida para a RedeTV! que foi ao ar no começo de junho. São três pequenos episódios que mostram a forte divisão política entre os britânicos, eventuais impactos sobre Escócia e Irlanda do Norte e os desfechos possíveis para o processo de saída do Reino Unido da União Europeia. Há também eventuais efeitos em relação ao Brasil e à comunidade brasileira que vive no Reino Unido. Clique neste link para assistir à minissérie.
69: É INJUSTIFICÁVEL INEXISTIR INVESTIGAÇÃO SOBRE CONTEÚDO DE MENSAGENS DO INTERCEPT
Publicado em 18/07/2019 às 06:23: por #KennedyAlencar [216 hits]
É injustificável que não exista até hoje uma investigação oficial a respeito do conteúdo dos fatos que vêm sendo revelados desde 9 de junho com base no arquivo do site “The Intercept Brasil”. O que já foi trazido a público por uma série de reportagens do site e de outros veículos de imprensa mais do que justifica a abertura de uma investigação específica sobre eventuais crimes cometidos pelos principais atores da Lava Jato, como o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e o procurador da República Deltan Dallagnol. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, está silente. Na Procuradoria Geral da República, o rumor é que esse silêncio se deve a uma tênue esperança de ser reconduzida ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro. O atual mandato dela termina em setembro. Dodge tem histórico de críticas ao modus operandi de estrelas da Lava Jato, mas não tomou até agora nenhuma medida de conhecimento público para averiguar a gravidade das revelações sobre Moro e Dallagnol, que apontam um conluio ilegal. Na prática, Moro controlava a investigação, atuando como juiz e investigador, o que é proibido pela lei. Existem subprocuradores e procuradores da República que também poderiam ter adotado algum procedimento a respeito do conteúdo das mensagens. E, além da Procuradoria Geral da República, há outras entidades do Judiciário e do Ministério Público que possuem poderes correcionais. Vamos lá: Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho da Justiça Federal e o próprio TRF-4. Todos esses órgãos têm de ser cobrados a se manifestar a respeito do conteúdo das mensagens que mostram que estrelas da Lava Jato corromperam garantias e procedimentos do Judiciário. O Brasil está numa encruzilhada. Se ignorar o caso, vai pegar a trilha de uma república de bananas. Se mostrar que a lei vale para todos, inclusive para aqueles que têm a obrigação de aplicar a lei, o país seguirá o rumo de uma democracia plena. Polícia de governo ou de Estado? Por ora, está em curso uma investigação da Polícia Federal sobre suposto hackeamento. A PF é subordinada a Moro, cuja conduta como juiz foi abalada pelas mensagens que trocou com Dallagnol. A PF não pode ser uma polícia de governo. Deve se comportar como polícia de Estado. O Judiciário e o Ministério Público tampouco podem fechar os olhos para a gravidade dos fatos. As mensagens, cuja veracidade foi atestada por diversos veículos e jornalistas que tiveram acesso ao arquivo da equipe de Glenn Greenwald, mostram uma corrupção do sistema judiciário. Não há outra forma de enxergar o caso. A imprensa tem um papel cumprir. Como a lei, o jornalismo deve valer para todos. No final de semana, a revista “Veja” e o jornal “Folha de S.Paulo” trouxeram novas revelações. A revista narra uma versão de Dallagnol sobre conversas com o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), corte sediada em Porto Alegre. Dallagnol trocou mensagem com o procurador Carlos Augusto da Silva Cazarré dizendo que teve “encontros fortuitos” com Gebran. Nessas ocasiões, o desembargador teria considerado fracas as provas contra o réu Adir Assad, acusado de ser operador de propinas na Petrobras. A “Folha de S.Paulo” publicou reportagem com o seguinte título: “Deltan montou plano para lucrar com fama da Lava Jato, apontam mensagens”. A leitura do texto, inclusive das mensagens trocadas entre Dallagnol e o procurador da República Roberson Pozzobon, deixa mal na foto dois investigadores Lava Jato. Emerge um retrato que mistura ambição financeira desmedida e corrupção da função pública. Dallagnol industrializou as palestras. Queria “lucrar, ok?”, como escreveu no Telegram. A ética pública passou longe dali. Recomendo a leitura da íntegra da reportagem da Folha, incluindo as mensagens. Antes, é bom tomar um omeprazol ou um sal de frutas.
70: MORO TENTA MINIMIZAR FATOS GRAVES E INTIMIDAR IMPRENSA
Publicado em 17/07/2019 às 13:04: por #KennedyAlencar [196 hits]
O ministro Sergio Moro (Justiça) tentou minimizar a importância de fatos graves e intimidar jornalistas quando postou ontem o seguinte tuíte: “Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem, por gentileza”. Ora, jornalistas de diversos veículos checaram a autenticidade do arquivo do site “The Intercept Brasil”, que contém mensagens trocadas no Telegram por estrelas da Lava Jato, como Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol. Ao lançar dúvida a respeito de um material verdadeiro, o hoje ministro da Justiça joga na confusão e demonstra ter visão autoritária sobre o papel da imprensa numa república plenamente democrática. Moro também confunde instituições e pessoas, algo próprio do patrimonialismo brasileiro. Não há nenhum ataque à Lava Jato. Não há nenhuma defesa da corrupção. Há cobrança para que órgãos com poderes correcionais investiguem condutas individuais de integrantes da Lava Jato que podem ser enquadradas como crimes. Esse tipo de cobrança reforça o combate à corrupção, não o enfraquece. Em nome do combate à corrupção, um agente da lei não pode cometer crimes. Pela lei brasileira, um juiz não pode atuar como acusador. Ninguém merece ser julgado por um magistrado que já tomou partido. O arquivo do “Intercept” deixa claro que Moro, quando juiz, comandava de fato a Operação Lava Jato, o que contraria a lei. Após a Operação Mãos Limpas, investigação italiana dos anos 90 que enfraqueceu a máfia, surgiram formas mais sofisticadas de corrupção. Industrializar palestras a partir da fama obtida com investigações de corrupção na Lava Jato é um modo mais sofisticado de corrupção, usando laranjas e aventando formatos de empresa ou instituto para evitar “críticas”? O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu averiguar se os procuradores Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon recorreram ou não a tal sofisticação. Leia reportagem da “Folha de S.Paulo” a respeito desse tema. O tuíte de Moro é um expediente para usar seu poder de ministro de Estado a fim de intimidar a imprensa. Quando ele tira foto ao lado do general Eduardo Villas Bôas e publica no Twitter, dá a entender que possui o apoio do Exército para justificar a sua conduta quando juiz, o que hoje está sob suspeita, de acordo com diversas reportagens de diferentes veículos e jornalistas que tiveram acesso ao arquivo do “Intercept Brasil”. É preciso respeitar o direito de defesa de Moro, as opiniões e a importância dele no combate à corrupção no Brasil. No entanto, se houve condutas que podem configurar crimes, elas têm que ser investigadas e punidas. A lei é para todos, inclusive para os aplicadores da lei. Escolha O Brasil precisa escolher um caminho: república de bananas ou democracia plena. No fundo, é disso que se trata. Este é o desafio da atual geração de brasileiros, especialmente de jornalistas. Os fins não justificam os meios. Necessidade Ler da Darcy Ribeiro e ouvir Chico Buarque são atitudes fundamentais para entender a coisa toda. Omissão Raquel Dodge optou pelo corporativismo. A nota que divulgou após a reunião de ontem com integrantes da força-tarefa da Lava Jato deixa isso claro. Essa nota foi divulgada no site do Ministério Público Federal após o comentário que fiz ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição a partir dos 7 minutos e 19 segundos no áudio abaixo. O comentário sobre o tuíte de Moro começa aos 9 minutos e 10 segundos.
71: DATAFOLHA REVELA QUE POVO ENTENDE GRAVIDADE DA CONDUTA DO JUIZ MORO
Publicado em 2019-07-11 20:24:45 por #KennedyAlencar [202 hits]
Pesquisa Datafolha publicada neste domingo mostrou que a maioria da população compreendeu a gravidade das revelações do “The Intercept Brasil”, especialmente a conduta do então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça. Entre aqueles que tomaram conhecimento das reportagens baseadas no arquivo do “Intercept”, a ação de Moro na Lava Jato foi considerada inadequada por 58% dos entrevistados _31% a julgaram adequada e 11% não souberam avaliar. Reportagem publicada pela revista “Veja” na sexta-feira trouxe mais detalhes que confirmam que o então juiz Sergio Moro estava no comando de fato da Lava Jato, algo ilegal. Trocando em miúdos: Moro tomou parte da acusação contra a defesa. A lei não permite. É um sonho de consumo de qualquer advogado ter um juiz que lhes lembre que o prazo está acabando, como fez Moro com o Ministério Público Federal. O então juiz se opôs a eventual delação premiada do peemedebista Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara. É óbvio que havia interesse público na eventual delação de pessoa tão poderosa. Mas Moro, a principal figura da Lava Jato, manifestou-se contra em troca de mensagens com o procurador da República Deltan Dallagnol. Ora, isso tem peso político enorme. Uma eventual falha da Lava Jato foi não ter investigado a corrupção do Poder Judiciário. Há casos laterais. Cunha poderia ter oferecido peixes graúdos. A série de reportagens com base no arquivo do “Intercept Brasil” deixa claro que o sistema de justiça foi corrompido. Não existia juiz. Existia procurador, promotor, delegado. Esse modus operandi é ilegal. Diante de todo o material jornalístico divulgado, não dá pra sustentar que as conversas são falsas ou adulteradas. A Polícia Federal tem de ser uma polícia de Estado e não de governo. Quais foram as medidas já adotadas até o momento na investigação do suposto hacker? O que foi feito para esclarecer a veracidade das mensagens? Onde estão os celulares funcionais de procuradores da República para serem periciados? Pelo padrão da Lava Jato, a polícia ou o MP já teriam pedido ao Judiciário uma busca e apreensão. Provavelmente, se ainda fosse juiz, Moro a aprovaria. Se funcionários púbicos apagaram mensagens e aplicativos, pode haver quem tenha feito isso num tempo em que ainda se seja possível a recuperação de dados na nuvem do Telegram. Não entregar celulares para perícia pode soar como obstrução de justiça. A “Folha de S.Paulo” trouxe reportagem mostrando que figurões da Lava Jato discutiam como divulgar uma parte da delação da Odebrecht a fim de prejudicar o governo de Nicolás Maduro na Venezuela. Ora, isso é pura interferência política. Na discussão, procuradores sabiam que estariam facilitando um vazamento. Isso é ação de partido político. No caso, é grave interferência geopolítica. Se o Judiciário brasileiro admite fazer isso com um outro país em nome do que julga ser o bem, também admite que um outro país, como os EUA, possa fazer o mesmo em relação ao Brasil. A imprensa não pode normalizar esse tipo de ação. Essas condutas são ilegais. Corrupção não deriva só de roubo de dinheiro, mas também ocorre por vaidade e posição de poder. O sistema Judiciário que emerge das revelações do “Intercept Brasil” só age assim em ditaduras ou autocracias. O repórter Rubens Valente escreveu artigo recente na “Folha de S.Paulo” que mostra o presidente Jair Bolsonaro confirmando ter recebido de Moro informação sob segredo de Justiça. Isso é tratar a PF como polícia de governo e não como de Estado. Culto à personalidade é típico de ditaduras. Bolsonaro e Moro são autocratas. Querem ditar o que a imprensa deve publicar e o que jornalistas devem escrever e falar. Nos depoimentos no Senado e na Câmara, o ministro da Justiça deu lições aos editores e repórteres de jornais, rádios e TVs. Ele tem baixa tolerância à crítica. Adotada pelas estrelas da Lava Jato, a linha de defesa de lançar dúvida sobre a veracidade dos diálogos é frágil. Foi demolida pela própria Lava Jato em outros episódios. Moro e Dallagnol não seguiram os limites éticos e legais que impuseram aos outros. Estão se comportando como se estivessem acima da lei, exatamente o que muitos integrantes da Lava Jato disseram a respeito de Lula, Temer, Marcelo Odebrecht, políticos e grandes empresários. Julgados pelos critérios que aplicaram na Lava Jato, Moro e Dallagnol seriam acusados de crimes e responderiam a processos.

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