Fonte: Kennedy Alencar

A moção do Parlamento da Áustria que pede ao governo que vete o acordo entre a União Europeia e o Mercosul é um alerta para o Brasil parar de emitir sinais errados na política externa. Em breve, será eleito um novo governo austríaco. Obviamente, há um ingrediente eleitoral na moção.

Mas essa medida se deve a uma façanha do governo Bolsonaro: a política de destruição ambiental em curso no Brasil está isolando o país na arena internacional.

Outros países da União Europeia poderão pegar a onda austríaca.

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Fonte: Kennedy Alencar

Foi corajosa e sensata a defesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-DF), sobre o fundo partidário e mudanças recentes nas regras eleitorais. Ainda podem ser feitas críticas pontuais às alterações, mas a questão central é correta.

Sem o fundo eleitoral, haverá desequilíbrio entre os candidatos, favorecendo os mais ricos que recorrem ao autofinanciamento. Eleições são rituais fundamentais de uma democracia. Como consequências das descobertas da Lava Jato o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o financiamento empresarial em 2015.

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Fonte: Kennedy Alencar

O governo Bolsonaro comete um erro grave na política ambiental que resultará em menos investimentos estrangeiros no Brasil e possivelmente na suspensão do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. Vai sair caro esse isolamento brasileiro na arena internacional.

O último fato negativo foi a exclusão do Brasil dos discursos de abertura da cúpula do clima da ONU – evento convocado pelo secretário-geral da entidade, António Guterres, para a próxima segunda, véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

O Brasil deveria ter lutado para participar dessa cúpula da ONU, mas o Itamaraty adota política negacionista em relação à mudança climática e refuta dados da realidade sobre o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia neste ano.

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Fonte: Kennedy Alencar

Em entrevista ontem ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ex-presidente Michel Temer fez revelações que mudam a narrativa histórica sobre o impeachment da antecessora, Dilma Roussef. Ela foi impedida em 2016.

O próprio Temer usa a palavra “golpe” para se referir ao impeachment de Dilma. Ele diz que, se o ex-presidente Lula tivesse assumido a Casa Civil em março de 2016, o impeachment não teria acontecido devido “ao bom contato” do ex-presidente com o Congresso.

Temer reitera não ter dúvida de que o prestígio de Lula perante o Legislativo teria evitado a queda de Dilma.

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Fonte: Kennedy Alencar

A tensão na Arábia Saudita deverá ser um novo teste para a política de preços da Petrobras. No fim de semana, houve ataques a refinarias sauditas que abalaram o fornecimento de petróleo ao mercado mundial. Há possibilidade de alta no preço dos combustíveis no Brasil em face do acontecimento global.

O governo Bolsonaro já interveio na política de preços da Petrobras para agradar aos caminhoneiros. Esse setor compõe a base social do bolsonarismo.

A ala política do governo tem dito ao presidente que é preciso cuidado ao repassar eventual alta de preços dos combustíveis devido à crise saudita.

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Fonte: Kennedy Alencar

A reportagem do “The Intercept Brasil” e da “Folha de S.Paulo” que traz detalhes da delação premiada de Léo Pinheiro (OAS) é um complicador para a defesa do ex-presidente, mas mostra que o material obtido pelo jornalista Glenn Greenwald é autêntico e tem interesse público.

Quando vieram à tona reportagens favoráveis aos interesses de Lula, que deixaram evidentes abusos de procuradores da República e a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro no processo do apartamento no Guarujá, o PT deu credibilidade ao material.

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O presidente Jair Bolsonaro deve adotar para a chefia da Receita Federal a mesma estratégia que usou a fim de escolher o subprocurador Augusto Aras para comandar a PGR (Procuradoria Geral da República).

Ou seja, buscar alguém mais comprometido com os interesses de Bolsonaro e aliados no Congresso do que com o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o combate à corrupção. Apesar de a Receita Federal estar sob o guarda-chuva do Ministério da Economia, há uma interface importante com investigações de corrupção _como a Lava Jato, por exemplo.

Há pressão de políticos e de ministros do Supremo Tribunal Federl para que o escolhido para chefiar a Receita não faça devassas como teriam acontecido no passado recente.

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Houve um processo penal conduzido fora dos autos _via Telegram. É isso o que revelou reportagem publicada no domingo pela “Folha de S.Paulo” e o “The Intercept Brasil” com o título “Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro”.

Parece totalmente ilegal agir dessa forma, ainda mais discutindo via aplicativo em um ou dois dis como membros da Lava Jato fariam para impedir a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil em março de 2016, no governo Dilma.

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Fonte: Kennedy Alencar

É gravíssima a reportagem publicada hoje pela “Folha de S.Paulo” e o “The Intercept Brasil” com o título “Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro”.

A reportagem revela que Moro, policiais federais e procuradores da República agiram para interferir no processo político a fim de evitar a nomeação de Lula para a Casa Civil no governo Dilma e contribuíram para radicalizar o ambiente político no país, tramando a queda da então presidente do PT do poder.

Leiam a reportagem e os diálogos na íntegra no final deste texto.

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A pesquisa Datafolha que mostra Sergio Moro com uma taxa de aprovação popular 25 pontos percentuais superior à do presidente Jair Bolsonaro traz uma boa notícia e uma má notícia para o ministro da Justiça.

A boa nova, obviamente, é que esse índice de ótimo/bom o fortalece contra investidas do próprio presidente da República. Desde o início do governo, Moro vem engolindo sapos de Bolsonaro.

Já foi desautorizado algumas vezes e lembrado de que, no presidencialismo, essa história de superministro é conto da carochinha.

A mais dura ofensiva do presidente contra Moro está em curso: uma tentativa de interferir na cúpula da PF depois de ter tido sucesso ao tirar do ministro o controle do ex-Coaf.

Em condições normais de temperatura e pressão, a pesquisa Datafolha tenderia a levar Bolsonaro a pensar dez vezes antes de voltar a contrariar Moro.

Mas o próprio presidente já disse que não crê nos números do Datafolha, o que é um erro, porque o instituto é sério.

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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, e integrantes da Lava Jato tentaram indicar para a chefia da PGR (Procuradoria-Geral da República) um nome fora lista tríplice e se deram mal. Deltan Dallagnol era a aposta. O próprio presidente Jair Bolsonaro confirmou que ouviu sugestão para indicá-lo, mas o julgou um xiita ambiental.

Apesar de negar publicamente, Moro foi quem interveio nos bastidores a favor de Dallagnol e ouviu a negativa.

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, deveria pedir desculpa pela ofensa que dirigiu hoje a Brigitte Macron, esposa do presidente da França, Emmanuel Macron.

Com maior grosseria, Guedes repetiu o xingamento que Bolsonaro fizera ao endossar um comentário de um internauta. O ministro da Economia foi machista, misógino e mal-educado.

O Brasil não pode normalizar esse tipo de comportamento, porque é assim que as democracias morrem. Uma autoridade pública não pode se agir como se estivesse numa briga de boteco.

Guedes deveria estar preocupado com os investimentos diretos franceses para ajudar a economia brasileira a sair do buraco.

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A indicação de Augusto Aras para suceder Raquel Dodge significa o aparelhamento da Procuradoria Geral da República pelo presidente Jair Bolsonaro. O presidente escolheu alguém com quem firmou compromisso político para uma posição que pode, por exemplo, pedir abertura de inquérito e denunciar o primeiro mandatário do país.

Trata-se também de um retrocesso institucional, porque Bolsonaro ignorou a lista tríplice apresentada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) ao Palácio do Planalto.

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Com mais um ataque cruel e vulgar, dessa vez à Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, o presidente Jair Bolsonaro implementa uma política isolamento do Brasil do resto do mundo.

O isolacionismo nas relações internacionais acontece quando um país decide se fechar para o resto do planeta por razões políticas, econômicas etc. Bolsonaro adotou uma política externa errada e executada com um estilo trapalhão, digamos assim.

Bachelet, ex-presidente do Chile, fez uma crítica que Bolsonaro poderia ter respondido.

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Parece que o presidente da República não acredita em Papai Noel. Ele tem razão, mas deveria crer no Datafolha, instituto de pesquisa respeitado que aferiu nova queda na sua popularidade.

A maioria da população entendeu que a questão da Amazônia é extremamente sensível. Três entre cada quatro brasileiros dizem ser legítimo o interesse internacional na Amazônia. Brasileiros e estrangeiros se preocupam com o futuro do planeta.

Segundo o Datafolha, 71% acreditam que o desmatamento está aumentando.

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Fonte: Kennedy Alencar

A tendência do Congresso Nacional é derrubar a maioria dos vetos do presidente Jair Bolsonaro à nova lei de abuso de autoridade. O presidente disse que pretende vetar cerca 20 pontos da lei, como pede o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Será preciso verificar a extensão dos vetos e as justificativas presidenciais para o Congresso estabelecer sua estratégia de reação. Nesse tema, o Congresso tem razão ao querer quer magistrados e promotores de todos os níveis respondam por eventuais abusos de poder.

Numa democracia, essa regra deve valer para todas as autoridades.

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As caneladas que Jair Bolsonaro deu no governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e no apresentador de TV Luciano Huck mostram que o presidente da República tem planos de reeleição.

Bolsonaro lembrou que Doria e Huck usaram dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para comprar jatinhos. O presidente bateu mais em Doria do que em Huck, por ver no governador paulista maior audácia para enfrentá-lo. Por exemplo: Doria deu corda à possibilidade de Sérgio Moro migrar para o governo paulista caso quisesse deixar a pasta da Justiça.

Apesar de distante, a eleição presidencial de 2022 deverá assegurar uma vaga no segundo turno para o campo que vai da centro-direita à extrema-direita.

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A entrevista do jornalista Glenn Greenwald ao programa “Roda Viva” foi muito útil para explicar princípios básicos do jornalismo à opinião pública. Também serviu para mostrar de forma didática a força das revelações da Vaza Jato, que expuseram o modus operandi ilegal de estrelas da Operação Lava Jato.

Greenwald deu uma lição básica de jornalismo: o repórter pode publicar qualquer informação obtida de fonte que agiu ilegalmente se houver interesse público em jogo. O jornalista não pode cometer crime para obter informação.

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Deixar um interino indefinidamente no comando da Procuradoria Geral da República, para eventual teste, contraria “o modelo constitucional que está desenhado”, disse o ministro do STF Gilmar Mendes a respeito de uma possibilidade que o presidente Jair Bolsonaro pode adotar na sucessão de Raquel Dodge na chefia do Ministério Público Federal.

Em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”, Gilmar Mendes comentou a tese aventada pelo presidente da República para o comando da PGR: “É uma situação delicada que pode afetar a imparcialidade e a independência do órgão.

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Quando corre risco de ser derrotado na 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Edson Fachin gosta de jogar o tema para apreciação do plenário.

Relator da Lava Jato no STF, ele, vez ou outra, apela ao colegiado de 11 ministros quando crê que pode perder no grupo de 5 membros de sua Turma. Fachin fez isso agora ao pedir que o plenário se manifeste sobre um recurso que sustenta que os réus delatados devem falar depois dos réus delatores nas alegações finais _última etapa de um processo antes da sentença do juiz.

Neste caso, Fachin tomou uma decisão correta.

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