Da Redação


O anúncio do plano safra feito hoje pelo governo federal desagradou as entidades de pequenos agricultores gaúchos. Foram liberados R$ 7 bilhões para o Plano Safra Agricultura Familiar 2004-2005.
Os agricultores gaúchos terão uma fatia de R$ 1,2 bilhão através de financiamentos. A quantia liberada neste ano é superior à do ano passado. Os recursos são 30% superiores aos R$ 5,4 bilhões anunciados na safra anterior. Segundo previsão do governo federal, as famílias de agricultores atendidas passarão de 254 mil para 350 mil.

Conforme a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), os recursos são insuficientes, pois a entidade pediu R$ 13 bilhões para financiar a próxima safra, informou o secretário da entidade Elton Weber.

Já o vice-presidente da Fetag, Sérgio de Miranda, considerou importante o acréscimo no volume de recursos anunciados pelo governo federal. “Mas o ideal seriam R$ 13 bilhões, o dobro do anunciado”. Miranda disse que os recursos ainda são poucos para atender os pequenos agricultores. Ele explicou que na safra do ano passado foram liberados R$ 900 milhões e muitos produtores não tiveram acesso ao crédito para o custeio.

O diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no RS (Fetraf-Sul), Eloir Grizeli, teme que nem toda a verba anunciada chegue aos agricultores. Segundo o dirigente, a entidade pedia R$ 15 bilhões. Já o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) avalia que serão necessários R$ 20 bilhões.

O MPA tentará negociar mais recursos com o governo federal. Caso as verbas não sejam ampliadas, os agricultores terão que promover novos protestos nas ruas, informou Áureo Scherer, coordenador do MPA. Ele disse que são cerca de 400 mil famílias de pequenos agricultores. Nesta manhã o MPA promoveu manifestação em frente a uma agência bancária, na avenida Farrapos, na capital, para mostrar o descontentamento.


Portal Terra
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Da redação

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues anunciou que o impasse comercial com a Argentina, envolvendo as exportações de carne, já foi resolvido e o governo argentino se comprometeu a reabrir as fronteiras para a carne bovina brasileira na próxima terça ou quarta-feira.
O ministro chegou pela manhã a São Paulo, retornando da missão presidencial aos Estados Unidos, e fez a palestra de encerramento do 3º Congresso Brasileiro de Agribusiness, iniciado na quinta-feira, no Hotel Transamérica, Zona Sul da capital. Roberto Rodrigues já anunciara, pouco antes, o envio de uma missão técnica amanhã,à Rússia, também para negociar a suspensão do embargo russo à omportação de carne braisleira.


Terra Notícias
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Silvana Guaiume


Campinas – O Exército e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) formalizaram hoje uma parceria para a construção do Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento por Satélite, que funcionará na Fazenda Chapadão, área militar de Campinas. A previsão é de que o projeto seja concluído em um ano, embora apenas R$ 900 mil dos estimados R$ 5 milhões necessários estejam disponíveis.

A formalização da parceria reuniu o ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o comandante do Exército general Francisco Roberto de Albuquerque e o presidente nacional da Embrapa Clayton Campanhola, além de autoridades locais. A cerimônia ocorreu próximo ao Batalhão de Infataria Blindada de Campinas, onde o Centro será instalado.

O general Albuquerque explicou que a parceria permitirá o avanço do setor de inteligência do Exército. “O setor da inteligência, fundamental para o sucesso em qualquer tipo de ação, precisa de outros vetores, de uma tecnologia mais avançada”. Ele definiu os vetores em “imagem, sinais – através de equipamentos de guerra eletrônica específicos – e o homem”.

Para o ministro da Agricultura, o monitoramento permitirá a antecipação da safra e maior arbítrio dos produtores sobre o mercado. “É a realização de um velho sonho dos agricultores brasileiros de identificar a ocupação do terreno por culturas diferentes e principalmente fazer levantamento de safras”, comentou Rodrigues.

O Estado de São Paulo – 26/06/2004
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Sandra Luz


O crédito rural para os agricultores familiares e assentados da reforma agrária vai ser de R$ 7 bilhões para financiar a safra 2004/2005. O anúncio do plano safra para a agricultura familiar está programado para o dia 28, segunda-feira.
Os recursos são 30% superiores aos R$ 5,4 bilhões oferecidos no ano-safra anterior.
Conforme o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Plano Safra tem como ponto forte o estímulo à qualificação da produção familiar e maior atenção à população jovem e à mulher.

Jornal Campo Grande News – 25/06/2004
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Manoel Fernandes


Biotecnologia, engenharia genética e poderosos bancos de dados ajudam a melhorar a produtividade do rebanho bovino do País

Os criadores de suínos e aves foram os primeiros a apostar na tecnologia para melhorar a produtividade dos animais e a rentabilidade das empresas. Técnicas de engenharia genética e softwares especiais modificaram o cenário nesses dois setores, mas sempre encontraram resistência entre os donos dos 170 milhões de cabeças do rebanho bovino nacional. Nos últimos 18 meses, o médico mineiro Sergio Dani tem dedicado tempo e recursos para ser o pioneiro numa nova técnica de acasalamento entre touros reprodutores e vacas dos seus clientes utilizando mapeamento genético. Formado para cuidar de gente, com doutorado na Alemanha, pós-doutorado em biologia molecular no Japão e uma participação no Projeto Genoma do Câncer no Instituto Ludwig, em São Paulo, Dani acredita ter descoberto um filão de negócios na pecuária brasileira. A Excegen, sua companhia, desenvolveu um software especial que cruza amostras de bancos de sêmen dos reprodutores com o DNA das vacas dos clientes interessados em obter mais produtividade da linhagem dos animais. “Parece bruxaria, mas é apenas a boa ciência”, afirma o cientista.

Hoje 94% dos acasalamentos nas fazendas brasileiras são feitos da maneira tradicional. O criador que decide pela inseminação – o que ocorre em apenas 6% dos casos – compra uma ou duas amostras de sêmen do touro que atende às suas perspectivas comerciais para o bezerro que vai nascer. Por exemplo, se a aposta é em gado de corte, o pecuarista vai atrás de um reprodutor que garanta à sua linhagem essas características. A resposta só chega entre dois ou três anos, quando o bezerro está pronto para o abate. O cientista da Excegen garante que consegue resolver o mistério bem antes com os códigos genéticos do pai e da mãe do bezerro analisados pelos computadores da sua empresa. Essa é a principal característica da Excegen: uma agência de casamento genético. Dani trabalha com 14 marcadores genéticos ligados a algumas características como peso ou capacidade de produzir leite.

Ele procura o criador antes que este bata à porta do banco de sêmen. O cientista convence o cliente a submeter à Excegen uma amostra do DNA da vaca. Feito o mapeamento genético do animal, um software cruza a informação com o banco de dados da companhia que reúne 6 mil amostras em busca do par perfeito. O passo seguinte é a encomenda do sêmen do boi selecionado, que pode custar em média R$ 25 a amostra. O problema da técnica, segundo os seus críticos, é que a equação matemática em torno do DNA não é tão exata quanto parece. “A questão genética é apenas um fator que contribui para o bom desenvolvimento do animal”, afirma Lúcio Cornachini, diretor do banco de sêmen Lagoa da Serra, o maior do País. Os investidores da Excegen têm uma visão diferente. “É um produto com um mercado potencial de milhões de clientes em todo o Brasil”, diz Marcus Regueira, da FIR Capital, o fundo de investimentos sócio da empresa de médico mineiro.

O cientista tem tanta confiança na sua tecnologia que é capaz de apostar com os seus clientes que vacas fecundadas com sua técnica conseguem ganhar peso ao longo do tempo acima da média nacional. Ele também busca chancela oficial. Há alguns meses, procurou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e pediu que acompanhassem o desenvolvimento dos bezerros gerados pelo mapeamento genético. “Ainda há muitas respostas que só chegarão com o tempo”, diz Roberto Torres, pesquisador da unidade do gado de corte da Embrapa, em Campo Grande. O médico-cientista entende essas questões, mas garante que não está fazendo nada que já não tenha sido testado em outros animais como porcos e aves submetidos a melhoramento genético.

Números do Negócio

170 milhões de cabeças é o tamanho do rebanho bovino do Brasil

6 mil são as amostras de sêmen do banco de dados da Excegen

R$ 25 é o preço médio de uma amostra de sêmen bovino


Revista Isto É Dinheiro
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Vinicius Doria, Paulo Braga e Cynthia Malta De Brasília, Buenos Aires e Chapecó


Ao contrário do que o Ministério da Agricultura anunciou na quarta-feira, Rússia e Argentina mantiveram suspensas as importações de carnes do Brasil ontem. A medida foi tomada após a descoberta de um foco de aftosa em Monte Alegre, noroeste do Pará. Após a suspensão, o governo brasileiro enviou informações sobre o caso aos dois países.

O governo argentino negou a informação do Ministério da Agricultura brasileiro de que o embargo seria suspenso ontem e disse que a reabertura da fronteira do país a carnes provenientes do Brasil vai demorar até meados da próxima semana.

Anteontem, o ministério brasileiro emitiu um comunicado em que mencionava um suposto compromisso do secretário de Agricultura argentino, Miguel Campos, de que a proibição ao ingresso de carnes brasileiras terminaria ontem. A assessoria de Campos informou ter havido um “problema de interpretação” em relação ao que foi dito pelo secretário ao ministro interino da Agricultura, Linneu Costa Lima. Segundo a versão argentina, Campos teria se comprometido a suspender a medida assim que os documentos encaminhados pelo Brasil sobre os casos de aftosa no Pará fossem analisados pelas autoridades sanitárias.

No início da noite de ontem, o ministro interino da Agricultura, Costa Lima disse que Campos determinou à Senasa análise imediata dos documentos. Segundo ele, Campos afirmou que a divulgação equivocada pela imprensa argentina sobre o caso de aftosa no Brasil, confundindo o Pará com o Paraná (Sul), contribuiu para a decisão de suspender as importações de carne brasileira.

Costa Lima disse ainda que a Rússia pediu informações complementares à embaixada brasileira no país. Até ontem, a embaixada não havia recebido o pedido. Costa Lima conversará hoje com primeiro-vice-ministro da Agricultura da Rússia, Sergei Dankvert, para esclarecer o caso, segundo nota do Mínistério.

Costa Lima não explicou o porquê da informação do dia anterior, segundo a qual o embargo dos dois países seria levantado.

As vendas de carne para os dois países estão suspensas por causa do surgimento de um foco de aftosa no Noroeste do Pará, em uma região que está fora da zona livre da doença reconhecida internacionalmente. Os fiscais russos que trabalham nos portos brasileiros pararam de emitir na sexta-feira passada o certificado da pré-vistoria. As vendas para a Argentina estão suspensas há três dias.

O embargo já afeta o faturamento das empresas catarinenses que exportam suínos e frangos para a Rússia e Argentina. A expectativa é de queda este mês enquanto os estoques sobem. Os preços se mantêm pois as vendas domésticas estão aquecidas. A avaliação, que ontem foi enviada ao governador do estado, Luiz Henrique da Silveira, é do analista do mercado de carnes do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa), Jurandi Machado.

Segundo o estudo, o embargo russo à carne suína significa para os exportadores catarinenses 920 toneladas menos por dia e queda no faturamento das empresas em US$ 1,23 milhão ao dia. No caso da suspensão argentina, o prejuízo é, segundo Machado, de 183,2 toneladas a menos por dia e queda no faturamento das empresas em US$ 245 mil ao dia.

Neste ano, até maio, Santa Catarina exportou 82 mil toneladas – quase 47% das exportações brasileiras – para a Rússia, com receita de US$ 104,2 milhões. Para a Argentina, até maio, o país exportou 13,1 mil toneladas de carne suína, sendo 5,7 mil toneladas de Santa Catarina. No caso das vendas de frango aos russos, o impacto do embargo é de ” 141,8 toneladas a me-nos por dia e queda no faturamento das empresas em US$ 154 mil ao dia.


Jornal Valor Econômico – 25/6/2004
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Da redação
As exportações brasileiras de leite aumentaram 107% nos primeiros cinco meses do ano, para US$ 28,5 milhões, em relação aos US$ 11,5 milhões em 2003. Em volume, as vendas externas de produtos lácteos cresceram 61%, atingindo 17,6 mil toneladas em relação as 10,9 mil toneladas do ano anterior. Em Minas Gerais, estado responsável por 30% da produção brasileira, o aumento nas exportações foram mais expressivos, chegando a 727% em receita, para US$ 8,7 milhões em comparação a US$ 1 milhão. Em volume, o aumento foi de 459%, de 800 toneladas para 4,6 mil toneladas em relação aos cinco primeiros meses de 2003. Porém, os preços pagos ao produtor registraram queda de 14% neste período.

Segundo o presidente da Comissão Técnica da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, o Brasil está exportando produtos de maior valor agregado, como leite fracionado, leite condensado e leite em pó. “Neste ano o País conseguirá pela primeira vez ser exportador líquido de lácteos. Isso pelo ganho de competitividade do setor que ainda tem muito a crescer, já que há mercados inexplorados como a China. Aliás, esse é um destino que poderá registrar consumo de 50 bilhões de litros de leite/ano, mais de duas vezes a produção brasileira que é o quinto maior produtor do mundo”, disse.

“Os valores estão mais expressivos que as quantidades, pois estamos começando a exportar produtos de valor agregado e não só commodities como o leite em pó a granel”, comemora Alvim. Entre os novos produtos estão leite em pó fracionado, que vai direto para o consumidor, queijos, leite condensado e leite evaporado concentrado em sachê, que é consumido com café em vários países. “O Brasil venceu três concorrências da Organização das Nações Unidas e está mandando leite em pó fracionado para o Iraque. Em abril, uma cooperativa do Paraná exportou mais de 600 toneladas de queijo especial com massa mofada”, ressalta.

Alvim destaca ainda a capacidade de adequação da indústria brasileira e os novos mercados que os produtos lácteos vêm conquistando. Só o leite condensado, segundo ele, está sendo vendido a mais de 40 países, com o consumo sendo despertado pelas exportações brasileiras. Os principais destinos do produto, segundo ele, são Estados Unidos, Trinidad e Tobago, Argélia, países da Liga Árabe e Venezuela, chegando até mesmo às Ilhas Canárias.

Por outro lado, o representante da CNA salienta que as importações brasileiras de produtos lácteos vêm caindo tanto em valor quanto em quantidade. Só em Minas Gerais, a queda chega a 52% em valor e 60% em volume. O Brasil importa, basicamente, leite em pó e queijos da Argentina, Uruguai e União Européia.

“Em novembro de 2003 e março de 2004 tivemos superávit na nossa balança comercial e devemos chegar à condição de exportador líquido”, reforça Alvim. Ele salienta ainda que apenas o Brasil tem potencial para crescer e atender novas demandas, como a da China.

Segundo ele, nos Estados Unidos, a produção já trabalha com altos índices, enquanto a Nova Zelândia não dispõe de espaço físico para aumento de produção. Já a União Européia, que junto com Nova Zelândia detém 65% do mercado internacional de lácteos, tem problemas com zoonoses e restrições à poluição ambiental. “Já o Brasil tem propriedade subutilizadas por falta de correção de solo e áreas de cerrado a serem exploradas”, compara.

Fonte: Gazeta Mercantil (Ana Paula Machado) e Hoje em Dia/MG (Maria Célia Pinto), adaptado por Equipe MilkPoint


MilkPoint – 24/06/2004
http://www.milkpoint.com.br/mn/girolacteo/artigo.asp?nv=1 e amp;id_artigo=19243

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Da redação

A agricultura gerou 155.786 novos empregos formais diretos nos primeiros cinco meses de 2004,
segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor, responsável por 15,1% todas as vagas abertas com carteira assinada no país neste ano, teve um saldo de empregos (admissões menos demissões) de 86.859, um desempenho 6,7% superior ao registrado em igual período de 2003.

Somados aos postos abertos nos setores de madeira, borracha, fumo, couros, têxtil, alimentos e
calçados, que também compõem o agronegócio brasileiro, os novos empregos com carteira assinada chegaram a 324 mil entre janeiro e maio deste ano – ou 31,5% do total gerado no país em 2004. O saldo acumulado por esses setores em 2004 chegou a 317.352 vagas. O Caged é formulado a partir das informações enviadas pelas empresas ao Ministério do Trabalho sobre seus empregados.

Em maio, o país gerou 291.822 mil empregos, o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 1992. Um terço das novas vagas foram abertas na agricultura. No total, foram abertas mais de 1,031 milhão de vagas e registrados 739,4 mil desligamentos. No acumulado de 2004, houve a expansão de 826,7 mil empregados no mercado de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

O Caged mostrou ainda que o emprego no interior do país continua a crescer mais do que nas regiões metropolitanas. Nos pequenos e médios municípios, foram criados 181,9 mil empregos, Nas oito maiores áreas metropolitanas, foram apenas 61,7 mil. O desempenho pode ser parcialmente explicado pelo fortalecimento das admissões realizadas nas indústrias de alimentos e bebidas, concentradas fora das regiões metropolitanas.

Em termos regionais, o Caged destaca o desempenho dos estados de São Paulo, com o saldo de 113,7 mil vagas (0,85%); Minas Gerais (54,9 mil, ou 2,15%); e Paraná (25,1 mil, ou 1,05%). Nas nove principais áreas metropolitanas, a variação média foi de 0,62% (61,6 mil postos), enquanto nos municípios não pertencentes a essas áreas, houve saldo de 181,9 mil postos.


Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
http://www.agricultura.gov.br

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Mônica Scaramuzzo De São Paulo


Pesquisadores brasileiros da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) descobriram “por acaso” uma variedade de café arábica naturalmente descafeinada. Esses grãos estavam no banco de germoplasma do IAC há quase 30 anos.

“Uma expedição organizada pela FAO (Organização para Alimento e Agricultura das Nações Unidas), em 1965, levou vários cientistas para colher material genético na Etiópia, país de origem do café”, explicou o professor Paulo Mazzafera, do Instituto de Biologia da Unicamp, que liderou as pesquisas em parceria com uma equipe do IAC. Esse material colhido na Etiópia era usado em cruzamentos de diversidade genética do café.

Paulo Mazzarefa contou que, desde 1987, os pesquisadores brasileiros tentavam, por meio de melhoramento genético, chegar a uma variedade que tivesse um teor de cafeína menor.

Em outubro do ano passado, ao utilizar os grãos de arábica da Etiópia, batizados de AC 1, AC 2 e AC 3, que estavam armazenados no banco de germoplasma do IAC, descobriram, por meio de análise simples, que esses grãos já eram naturalmente descafeinados. “Resolvemos fazer testes mais elaborados, que comprovaram que os grãos realmente tinham teor praticamente zero de cafeína”, disse.

Segundo o IAC, esse grão arábica possui 20 vezes menos cafeína que os tipos convencionais de arábica. O café convencional tem teor de 1% a 1,2% de cafeína, enquanto as análises desse grão da Etiópia revelou 0,06% de cafeína. Os pesquisadores brasileiros encaminharam sua descoberta para a conceituada revista britânica de ciência “Nature”, que publica a descoberta em sua nova edição, a partir de hoje.

O próximo passo, segundo Mazzafera, será retirar sementes, produzir mudas e iniciar o plantio comercial. Esse processo pode demorar cinco anos. “Poderá ocorrer, nesse caso, perda de produtividade”, informou o professor. Paralelamente, os pesquisadores também farão a transferência das características da variedade AC para os grãos arábicas já altamente produtivos. Este é um processo mais demorado, podendo demorar até 15 anos para o grão ser negociado comercialmente.

Cientistas japoneses fizeram o cruzamento de grãos de café geneticamente modificado em grãos de qualidade inferior ao arábica. O Brasil detém a tecnologia do grão arábica, responsável por 80% da negociação mundial.


Jornal Valor Econômico – 23/6/2004
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Vinicius Doria De Brasília


A China pode manter o princípio da tolerância zero para as cargas de soja de cerca de 20 navios que deixaram o Brasil antes do dia 11 de junho, quando foi editada a Instrução Normativa com os limites de tolerância para a presença de sementes tratadas e outros organismos estranhos. A afirmação foi feita, por telefone, pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, chefe da missão brasileira que negociou em Pequim o fim do embargo à soja do Brasil.

Segundo ele, o acordo firmado não significa que a China flexibilizou sua posição com relação à presença de sementes tratadas nos carregamentos de soja. Apenas reconheceu que o rigor da norma brasileira permite a reabertura das importações do Brasil desde que os carregamentos estejam dentro dos padrões previstos no Instrução Normativa.

Para evitar divergências entre os procedimentos adotados pelas fiscalizações brasileira e chinesa, o acordo prevê que será necessário harmonizar os critérios de coleta de amostras nos dois países nos momentos do embarque e desembarque da soja.

“Naturalmente as autoridades chinesas devem continuar conversando conosco sobre que implementação de normas será adotada para a parte chinesa. Cada país tem a sua própria norma, nós não podemos colocar na China a norma brasileira”, explicou Tadano.

No acordo assinado em Pequim os dois países apenas enfatizaram o interesse comum de resolver as questões relativas à inspeção e quarentena da soja brasileira “de modo amigável, científico e positivo”. No documento, a única garantia dada pelo governo chinês foi de que os “problemas [com a soja] não voltarão a ocorrer nos futuros carregamentos para a China”.

Apesar da garantia, o próprio acordo admite a possibilidade de o problema das sementes voltar a ocorrer. Se isso acontecer, existe apenas o compromisso dos dois países de “intensificar a cooperação” para que esses eventuais problemas sejam solucionados “em tempo hábil”. Tadano afirmou que esses entendimentos, se necessários, serão feitos de forma “fluida e rápida”.

Apesar disso, ele está convencido de que o objetivo da missão brasileira foi cumprido, que era o de destravar o comércio entre os países e reabilitar 23 empresas exportadoras do Brasil que estavam proibidas de vender soja para a China. O secretário está confiante de que a China não irá mais colocar barreiras ao comércio de soja entre os dois países.

Para minimizar riscos, técnicos brasileiros e chineses estarão negociando, a partir dos próximos dias, a harmonização dos procedimentos de coleta de amostras nos carregamentos de soja. O objetivo é fazer com que a coleta realizada no embarque por fiscais brasileiros possa ser comparada com a coleta feita pelos inspetores chineses na hora do desembarque do produto.

Esse é um dos pontos que ainda gera insegurança nos exportadores: a forma como será feita as amostragens da soja. O diretor-geral da Anec – Associação Nacional dos Exportadores de Cereais -, Sérgio Mendes avalia que ainda existe risco de a China “achar problema aonde o Brasil não encontra”. Ele considera, no entanto, que “o acordo tem de dar segurança para o Brasil”. Para um trader, “ainda está tudo muito vago”. (Colaborou AAR)



Jornal Valor Econômico – 23/6/2004
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Mônica Scaramuzzo De São Paulo


Pesquisadores brasileiros da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) descobriram “por acaso” uma variedade de café arábica naturalmente descafeinada. Esses grãos estavam no banco de germoplasma do IAC há quase 30 anos.

“Uma expedição organizada pela FAO (Organização para Alimento e Agricultura das Nações Unidas), em 1965, levou vários cientistas para colher material genético na Etiópia, país de origem do café”, explicou o professor Paulo Mazzafera, do Instituto de Biologia da Unicamp, que liderou as pesquisas em parceria com uma equipe do IAC. Esse material colhido na Etiópia era usado em cruzamentos de diversidade genética do café.

Paulo Mazzarefa contou que, desde 1987, os pesquisadores brasileiros tentavam, por meio de melhoramento genético, chegar a uma variedade que tivesse um teor de cafeína menor.

Em outubro do ano passado, ao utilizar os grãos de arábica da Etiópia, batizados de AC 1, AC 2 e AC 3, que estavam armazenados no banco de germoplasma do IAC, descobriram, por meio de análise simples, que esses grãos já eram naturalmente descafeinados. “Resolvemos fazer testes mais elaborados, que comprovaram que os grãos realmente tinham teor praticamente zero de cafeína”, disse.

Segundo o IAC, esse grão arábica possui 20 vezes menos cafeína que os tipos convencionais de arábica. O café convencional tem teor de 1% a 1,2% de cafeína, enquanto as análises desse grão da Etiópia revelou 0,06% de cafeína. Os pesquisadores brasileiros encaminharam sua descoberta para a conceituada revista britânica de ciência “Nature”, que publica a descoberta em sua nova edição, a partir de hoje.

O próximo passo, segundo Mazzafera, será retirar sementes, produzir mudas e iniciar o plantio comercial. Esse processo pode demorar cinco anos. “Poderá ocorrer, nesse caso, perda de produtividade”, informou o professor. Paralelamente, os pesquisadores também farão a transferência das características da variedade AC para os grãos arábicas já altamente produtivos. Este é um processo mais demorado, podendo demorar até 15 anos para o grão ser negociado comercialmente.
Cientistas japoneses fizeram o cruzamento de grãos de café geneticamente modificado em grãos de qualidade inferior ao arábica. O Brasil detém a tecnologia do grão arábica, responsável por 80% da negociação mundial.


Jornal Valor Econômico – 23/6/2004
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Da redação

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, fará amanhã (25/06) em São Paulo, a partir das 12h, a palestra de encerramento do III Congresso Brasileiro de Agribusiness, promovido pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag). Em sua exposição, no Hotel Transamérica (Av. Nações Unidas, 18.591), Rodrigues falará sobre o tema “A criação de vantagens competitivas para o agronegócio brasileiro”.

O agronegócio é hoje uma das principais atividades da economia brasileira. O setor é responsável por 42% das exportações do país e garantiu nos últimos anos o superávit da balança comercial. Segundo o ministro, o Brasil tem todas as condições de se transformar no maior produtor mundial de alimentos na próxima década. Para tanto, destaca, é necessário aumentar os investimentos em pesquisa e infra-estrutura.

“Além de continuarmos apostando no desenvolvimento de novas tecnologias, também precisamos melhorar a nossa rede de armazenagem e o sistema de escoamento da produção agropecuária”, diz Rodrigues.

HOMENAGEM
Depois da palestra na Abag, Rodrigues viaja para Campinas. Às 15h30, ele será homenageado no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), onde receberá o Prêmio de Mérito Científico, na categoria de Personalidade do Agronegócio.


Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Fabíola Salvador

Lei de Biossegurança impõe controle duplo sobre pesquisas e produção, o que não ocorre em nenhum lugar do mundo, segundo cientista

Brasília – O projeto da Lei da Biossegurança, do jeito que está, não estimula investimentos em pesquisas ligadas à biotecnologia, segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Eduardo Romano. “Como está, a legislação traz a certeza de que novos produtos não serão desenvolvidos”, alertou ele em debate na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, na quarta-feira.

O texto da lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados em fevereiro e aguarda votação no Senado. O principal problema apontado por Romano é a sobreposição de órgãos decisórios sobre liberações dos organismos geneticamente modificados.

Sobreposição
São dois os sistemas de análise adotados no mundo: num único órgão disciplinar, ou seja, uma espécie de Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ou pulverizado em vários órgãos de fiscalização, equivalentes ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Com exceção do Brasil, não há país no mundo que sobreponha os dois sistemas. A FAO (Fundo das Nações Unidas para a Alimentação) alerta para a necessidade de biossegurança, mas ressalta que a regulamentação não pode ser duplicativa”, afirmou Romano.

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê que a CTNBio terá liberdade para liberar pesquisas, mas seus pareceres sobre produção e comercialização vão depender de autorização das áreas técnicas do governo, que poderão contestá-los.

CTNBio
Romano também defendeu que os senadores alterem o texto aprovado pelos deputados no que diz respeito à CTNBio. Pelo texto em exame, a CTNBio é formada por 12 cientistas e 15 técnicos do governo e da iniciativa privada.

“Como é um fórum técnico, achamos que a maioria das cadeiras deve ser ocupada por cientistas”, afirmou. Ele defendeu que essa proporção seja de 15 cientistas e 12 representantes do governo e da iniciativa privada.

Renda
Na mesma audiência, Mariza Barbosa, diretora da Embrapa, afirmou que o cultivo de algodão geneticamente modificado resistente a insetos na China resultou em aumento na renda dos produtores locais. Naquele país, cerca de 30% da área cultivada com algodão é transgênica e feita propriedades com menos de um hectare.

Os ganhos, explicou, foram resultados do aumento do rendimento de 20% das lavouras e redução de 70% nos gastos com pesticidas e inseticidas. Os números foram fornecidos pela FAO, segundo Mariza.

Jornal O Estado de São Paulo – 24/06/2004
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Da redação

BankTrade Agrícola estima conceder US$ 150 milhões em empréstimos aos produtores rurais. O avanço da produção agrícola brasileira está estimulando a entrada no mercado de novas empresas de comercialização de commodities que também atuam como opção de fonte de investimento para os produtores rurais. É o caso da BankTrade Agrícola Importadora e Exportadora S.A., uma associação entre a Orbitrade S.A. e a Strong Castle – representante de fundos de investimentos norte-americanos e canadenses -, que com apenas seis meses de atividade no mercado prevê o financiamento de algo em torno de US$ 150 milhões em crédito para o setor agrícola.


Aduaneiras
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Da redação


Brasil e Índia preparam uma nova proposta para os países ricos reduzirem seus subsídios à agricultura. A sugestão deverá circular ainda nesta semana na OMC – Organização Mundial do Comércio, em especial em reuniões que contarão apenas com os representantes dos Estados Unidos, Europa e Austrália, além de brasileiros e indianos. A idéia do Itamaraty é de que o tema seja debatido e os países ricos mostrem seu compromisso em abandonar práticas que distorcem o comércio internacional. “Ainda estamos longe de um acordo neste setor”, reconheceu o embaixador brasileiro para assuntos comerciais do Itamaraty, Clodoaldo Hugueney.

Na avaliação do Brasil e da Índia, os subsídios domésticos devem sofrer reduções profundas, idéia que ganhou força depois que a própria OMC emitiu um laudo arbitral condenando a ajuda estatal dada pelos EUA a seus produtores de algodão. “Temos que basear nossas propostas no setor de subsídios em parte no que foi dito pelos árbitros da OMC”, afirmou um representante de um país em desenvolvimento que, apesar de não fazer parte direta da disputa do algodão, acredita que também será beneficiado pela redução dos subsídios nos EUA.


Jornal O Estado de São Paulo – 24/06/2004
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Da redação

Uma técnica indiana capaz de reduzir o consumo de diesel utilizado por geradores em comunidades rurais sem acesso à rede elétrica está sendo testada com sucesso pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

Trata-se de um equipamento que utiliza a gaseificação de matéria-prima local, como resíduos agrícolas ou galhos de árvores, para acionar os motores movidos a óleo diesel. A tecnologia utiliza a biomassa desses resíduos, considerados produtos economicamente viáveis para regiões pobres. O consumo de biomassa seca necessária para a produção de energia é da ordem de 1 kg/h para cada kW elétrico gerado. Neste caso, o diesel tem seu consumo reduzido ao mínimo, utilizado apenas para fazer o motor funcionar.

“O gaseificador consegue transformar a biomassa em um gás capaz de substituir 80% do diesel consumido no motor”, disse o coordenador dos estudos com o equipamento, Ademar Hakuo Ushima, pesquisador do Agrupamento de Engenharia Térmica do IPT, à Agência FAPESP.

Uma unidade de gaseificação, desenvolvida pelo Indian Institute of Science, de Bangalore, foi trazida para o Laboratório de Combustão e Gaseificação de Motores do IPT para ser testada com biomassas como casca de cupuaçu, casca de coco de babaçu e cavaco de eucalipto. Após a realização dos experimentos, foi iniciada a etapa de testes de desempenho dos gaseificadores na comunidade de Aquidabam, a 90 quilômetros de Manaus.

“Cada equipamento pode gerar energia elétrica para comunidades de até 150 pessoas a partir da matéria-prima local. Por conta disso, estamos tentando fabricar o equipamento no Brasil por meio de uma parceria com o instituto indiano. Trata-se de uma tecnologia extremamente fácil de ser replicada e produzida no país”, disse Ushima. “Além disso, é possível implementar algumas melhorias no equipamento, fazendo com que a tecnologia esteja totalmente adaptada à realidade nacional”.


SP Notícias – Agência FAPESP
http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/noticias.asp

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Da redação

A nova estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada no dia 24, com base em dados de maio, indica que a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas no país deve alcançar 119,6 milhões de toneladas este ano. Este montante é 3,28% inferior ao de 2003, que totalizou 123,6 milhões de toneladas. Comparativamente à estimativa de abril, que era de 120,9 milhões de toneladas, os números de maio apontam queda de 1,1%.
Entre as grandes regiões, a que apresenta queda mais acentuada em relação ao resultado de 2003 é a Sul (-15,73%), que tem a maior participação na produção agrícola brasileira (41,63%). As outras regiões registram aumento de produção: Nordeste com 28,27%, Norte com 17,19%, Sudeste com 5,75% e Centro-Oeste com 4,24%.
Os produtos de maior impacto na queda da produção, em relação a 2003, são a soja e o milho em grão 1ª safra. A retração na produção do milho 1ª safra deve-se à forte concorrência da soja, que resultou em uma diminuição da área cultivada. Além disso, a cultura enfrentou problemas com a estiagem. Quanto à soja, particularmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, problemas climáticos e fitossanitários (ferrugem asiática) causaram a queda de 2 milhões de toneladas em relação a 2003.
Na comparação com a safra de 2003, os seguintes produtos apresentam variação negativa na estimativa de produção: feijão em grão 1ª safra (-9%), feijão em grão 3ª safra (-26,28%), milho em grão 1ª safra (-9,10%), milho em grão 2ª safra (-19,28%) e soja (-3,91%). Com variação positiva: algodão herbáceo em caroço (54,95%), arroz em casca (25,51%), feijão em grão 2ª safra (7,16%), sorgo (9,93%) e trigo (2,00%).
Os produtos das lavouras de verão encaminham-se para a conclusão da colheita. A partir deste levantamento, as pesquisas se direcionam para o processo de acompanhamento dos produtos de inverno e os de 2ª e 3ª safras, com mais ênfase para o milho 2ª safra e o trigo. Para o milho da 2ª safra, verifica-se uma expressiva queda de 19,28% na produção, reflexo da estiagem ocorrida na época do plantio. A produção para 2004 é estimada em cerca de 10,7 milhões de toneladas.

Instituto de Economia Agrícola – IBGE
http://www.iea.sp.gov.br/out/inot-tec.htm

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Da Redação

O preço pago pela saca de soja em Mato Grosso do Sul, que chegou a cair de R$ 50,00 R$ 39,00, pressionado principalmente pelo embargo chinês ao produto, já reagiu em 10% e está na casa de R$ 41,00 a R$ 43,00 na cotação de Mato Grosso do Sul. Os dados são do consultor da BM e amp;F em Mato Grosso do Sul, João Pedro Cuthy Dias. O fim do veto foi anunciado ontem e está condicionado à tolerância máxima de uma semente por quilo de grão, conforme a Medida Provisória de nº 15 editada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária).

A oferta, afirma, está apertada pelo compasso de espera imposto pelo embargo chinês, visto pelo mercado como tentativa de manipulação de preços e não uma questão fitossanitária, como argumentou a China. Porém, para o mercado futuro, entre setembro e outubro, há perspectiva de influência da soja norte-americana que, se prosperar, pode dar uma nova retomada a queda de preços da commodity no mercado internacional.

Apesar disso, Cuthy não acredita que possa haver uma “ressaca” na produção, ao contrário do que vêm informando algumas publicações especializadas, e explica que a soja ainda é uma cultura rentável. Uma migração para o algodão, explica, demandaria grandes investimentos, além de a cultura ser altamente exigente. O milho ainda está em uma desvantagem de dois para um no comparativo da renda com a soja. O boi fica ainda mais distante. Por hectare a produção estimada é de três arrobas, ou R$ 180,00, em renda bruta, ou seja, sem descontar os custos. Já a soja rende, em média, R$ 200,00 líquidos com apenas cinco sacas. A produtividade média no Estado é de 45 sacas por hectare.


Agropauta – Campo Grande News – 23/o6/2004
http://www.agropauta.com.br

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Fábio Alves

Nova York – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso para mais de 600 empresários, analistas e investidores, voltou a afirmar a disposição do Brasil em endurecer nas negociações comerciais. “Na sua política externa, o Brasil resolveu se transformar em um ator do mundo globalizado e não mais em apenas um coadjuvante. Queremos fazer valer nossa capacidade produtiva na agricultura e na indústria. Em anos anteriores, o Brasil agia como uma nação insignificante. Resolvemos mostrar nossa cara para o mundo”, afirmou Lula.

Ele disse que, nas negociações comerciais, as pessoas que não se fazem respeitar levam desvantagens. “Em se tratando de comércio, ninguém quer comprar mais do que vender. Todo mundo quer vender mais. O espaço é pequeno e há uma briga enorme de países para exportar mais e construir superávits, e não déficits comerciais. É uma briga sem amigos e é preciso ter competência e determinação política, além de vantagens comparativas”, afirmou.

Investimentos
Lula reafirmou a intenção do governo de concluir até o final deste ano a integração de toda a América do Sul dentro do Mercosul. E, para que isso aconteça, ele pediu aos empresários e investidores, para investir mais nas áreas de infra-estrutura na região.

Em relação à sua postura nas negociações na Alca e em outros fóruns comerciais, Lula disse que ninguém respeita quem adota uma postura submissa. “Em vez de ficar reclamando que os negociadores americanos são duros, nós é que temos que deixar de ser moles”.

Gafe
Ao falar sobre a integração comercial no Hemisfério Sul, o presidente acabou cometendo uma gafe. Ele disse que havia apenas “três países na América do Sul com os quais o Brasil não faz fronteira: Bolívia, o Chile e o Equador”, quando na verdade apenas o Chile e o Equador não fazem fronteira com o Brasil.


Jornal O Estado de São Paulo – 23/06/2004
http://www.estadao.com.br

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Fábio Alves


Nova York – O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse hoje que a Rússia irá anunciar nesta quinta-feira a retomada das importações de carnes do Brasil. As compras de carnes suínas e bovina foram suspensas pela Rússia na última sexta-feira, por causa da ocorrência de focos de febre aftosa no Pará.

O anúncio foi feito por Rodrigues para a platéia de empresários e investidores que participam do seminário “Brasil e Parceiros – Oportunidades de Investimento”, em Nova York.


Jornal O Estado de São Paulo – 23/06/2004
http://www.estadao.com.br

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