Cresce crédito privado para agricultura

Da redação

BankTrade Agrícola estima conceder US$ 150 milhões em empréstimos aos produtores rurais. O avanço da produção agrícola brasileira está estimulando a entrada no mercado de novas empresas de comercialização de commodities que também atuam como opção de fonte de investimento para os produtores rurais. É o caso da BankTrade Agrícola Importadora e Exportadora S.A., uma associação entre a Orbitrade S.A. e a Strong Castle – representante de fundos de investimentos norte-americanos e canadenses -, que com apenas seis meses de atividade no mercado prevê o financiamento de algo em torno de US$ 150 milhões em crédito para o setor agrícola.


Aduaneiras
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Brasil e Índia têm nova proposta de corte de subsídios

Da redação


Brasil e Índia preparam uma nova proposta para os países ricos reduzirem seus subsídios à agricultura. A sugestão deverá circular ainda nesta semana na OMC – Organização Mundial do Comércio, em especial em reuniões que contarão apenas com os representantes dos Estados Unidos, Europa e Austrália, além de brasileiros e indianos. A idéia do Itamaraty é de que o tema seja debatido e os países ricos mostrem seu compromisso em abandonar práticas que distorcem o comércio internacional. “Ainda estamos longe de um acordo neste setor”, reconheceu o embaixador brasileiro para assuntos comerciais do Itamaraty, Clodoaldo Hugueney.

Na avaliação do Brasil e da Índia, os subsídios domésticos devem sofrer reduções profundas, idéia que ganhou força depois que a própria OMC emitiu um laudo arbitral condenando a ajuda estatal dada pelos EUA a seus produtores de algodão. “Temos que basear nossas propostas no setor de subsídios em parte no que foi dito pelos árbitros da OMC”, afirmou um representante de um país em desenvolvimento que, apesar de não fazer parte direta da disputa do algodão, acredita que também será beneficiado pela redução dos subsídios nos EUA.


Jornal O Estado de São Paulo – 24/06/2004
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Rastreabilidade e equívocos

Da Redação

A rastreabilidade bovina está prestes a completar dois anos e meio de sua adoção formal no Brasil. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou, em 9 de janeiro de 2002, o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), sob responsabilidade da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Decorrido esse período, seria natural que estivéssemos agora a comemorar e a usufruir os benefícios de um mecanismo que visa a promover avanços em nossa pecuária e dar a ela credibilidade e respeito nacional e internacional. Mas não é isso o que vem ocorrendo. Ao contrário, a rastreabilidade na pecuária brasileira e o Sisbov estão sendo alvo de ataques, ao nosso ver, infundados, e dirigidos por quem menos se espera: os deputados da Comissão de Agricultura da Câmara Federal.

Em razão das dimensões da pecuária brasileira, é compreensível que a adoção da rastreabilidade implique obstáculos a serem transpostos. No dia 2 de junho, por exemplo, participamos de reunião entre o Comitê Técnico Consultivo do Sisbov e diversos representantes da cadeia produtiva de carne bovina, em que foram discutidas e definidas medidas para melhoria do sistema, ampliação de alguns prazos e solução de problemas no sistema operacional. Ou seja, o setor produtivo e o governo, conjuntamente, identificaram os problemas e suas soluções.

No dia seguinte, fomos à audiência pública sobre o processo de rastreabilidade bovina, realizada na Câmara Federal. O encontro contou com a participação de representantes do Mapa, da Associação das Certificadoras, e de associações de pecuaristas, e nele pudemos testemunhar os equívocos dos senhores deputados que integram a Comissão de Agricultura.

Desconhecendo a realidade já aceita pelos produtores e exportadores, os deputados questionaram os representantes do Mapa sobre um assunto já vencido e ultrapassado. Nos caso, que a rastreabilidade bovina está sendo feita no Brasil por “exigência” da União Européia (UE), o que representaria uma interferência nos procedimentos brasileiros e, mais, na soberania nacional.

Ora, sabe-se de longo tempo que a UE edita normas e impõe padrões de segurança alimentar para seus países-membros importarem produtos com qualidade e procedência assegurada. E é apenas isto.

A questão para o Brasil, portanto, não é de intromissão, mas de opção. Se quisermos continuar vendendo carne para os países da União Européia, fazemos a rastreabilidade; se não quisermos vender, não fazemos. A escolha é nossa, lembrando, contudo, que a UE conta hoje com 25 países, 450 milhões de habitantes, é o principal importador do Brasil: consome 40% das nossas exportações de carne bovina e as normas de rastreabilidade solicitadas são absolutamente factíveis.

O processo de rastreamento não é do Mapa ou dos pecuaristas. Ele é, sim, de toda a sociedade brasileira e, portanto, também deve ser de todos os nossos parlamentares. A exportação de carne bovina é hoje de suma importância para a balança comercial brasileira. Todos desejam exportar mais, gerar riqueza, mas também devemos nos preocupar em garantir segurança ao consumidor brasileiro. Certamente, os nossos deputados estarão atentos para isso.

Em vez de pressionarem o Mapa para alteração radical no processo de rastreabilidade, poderão contribuir dando sugestões para aperfeiçoá-lo.

Outra forma de contribuição dos senhores deputados poderá ser a de lutarem junto com os pecuaristas para que a carne para exportação seja mais bem remunerada pelos frigoríficos. Como foi lembrado durante a audiência pública na Câmara Federal, o frigorífico paga ao produtor, em média, US$ 18 pela arroba, e a vende por US$ 80. Esse é um assunto cujo envolvimento dos parlamentares será de extrema importância.


Jornal O Estado de São Paulo – Agrícola -23/06/2004
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Soja valoriza 10% com queda do embargo

Da Redação

O preço pago pela saca de soja em Mato Grosso do Sul, que chegou a cair de R$ 50,00 R$ 39,00, pressionado principalmente pelo embargo chinês ao produto, já reagiu em 10% e está na casa de R$ 41,00 a R$ 43,00 na cotação de Mato Grosso do Sul. Os dados são do consultor da BM e amp;F em Mato Grosso do Sul, João Pedro Cuthy Dias. O fim do veto foi anunciado ontem e está condicionado à tolerância máxima de uma semente por quilo de grão, conforme a Medida Provisória de nº 15 editada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária).

A oferta, afirma, está apertada pelo compasso de espera imposto pelo embargo chinês, visto pelo mercado como tentativa de manipulação de preços e não uma questão fitossanitária, como argumentou a China. Porém, para o mercado futuro, entre setembro e outubro, há perspectiva de influência da soja norte-americana que, se prosperar, pode dar uma nova retomada a queda de preços da commodity no mercado internacional.

Apesar disso, Cuthy não acredita que possa haver uma “ressaca” na produção, ao contrário do que vêm informando algumas publicações especializadas, e explica que a soja ainda é uma cultura rentável. Uma migração para o algodão, explica, demandaria grandes investimentos, além de a cultura ser altamente exigente. O milho ainda está em uma desvantagem de dois para um no comparativo da renda com a soja. O boi fica ainda mais distante. Por hectare a produção estimada é de três arrobas, ou R$ 180,00, em renda bruta, ou seja, sem descontar os custos. Já a soja rende, em média, R$ 200,00 líquidos com apenas cinco sacas. A produtividade média no Estado é de 45 sacas por hectare.


Agropauta – Campo Grande News – 23/o6/2004
http://www.agropauta.com.br

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