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Existe uma ciência da sustentabilidade? Para o professor José Eli da Veiga, a questão não é simples de ser respondida! “Muitos dirão que é a Ecologia”.

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O programa Ambiente É o Meio desta semana traz entrevista com o engenheiro agrônomo Luís Fernando Guedes Pinto, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) que fala sobre a agricultura tropical e sua relação com a preservação da biodiversidade ecológica.

O pesquisador afirma que o equilíbrio da produção agrícola está totalmente ligado a biodiversidade e, por isso, defende a diversificação genética das lavouras, pois cada plantação depende de condições específicas de solo e de clima para se desenvolver.

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Análises microbiológicas mostraram baixa presença de bactérias (coliformes e salmonela) dentro do limite preconizado pela Anvisa – Foto: Arquivo pessoal do pesquisador

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Pesquisa propõe reutilização da água residual proveniente das indústrias de pescado para irrigação na agricultura.

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Texto produzido por Jornal da USP

jorusp

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O Momento USP Inovação desta semana, com participação de Verônica Lopes, da Agência USP de Inovação (Auspin), conversou com  Paulo Gil, responsável pelo Polo Auspin Piracicaba, sobre a atuação da Agência na USP, em especial na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESLQ) da USP, na Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ) e no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena).

O Polo Auspin Piracicaba foi reativado em 2017, com o objetivo de atender e acompanhar os trabalhos de pesquisa e extensão realizados no campus Piracicaba.

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Foto: José Reynaldo da Fonseca/Wikimedia Commons

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Uma tese de doutorado traz estudos sobre programas de habitação sob um viés pouco abordado, analisando a efetividade desses projetos em assentamentos rurais.  O Grupo de Pesquisa em Habitação e Sustentabilidade (HABIS), vinculado ao Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos, pautou a produção gráfica de mapas e pranchas arquitetônicas de três assentamentos no oeste paulista. Eles concluíram que o programa de habitação rural do governo ainda é deficitário em pontos estratégicos para garantir a cidadania dos moradores: o orçamento liberado é escasso e o projeto arquitetônico das casas deve ser aprofundado. Apesar das falhas, no estudo são apontadas alternativas viáveis para solucionar os problemas apresentados. 

O grupo de pesquisadores baseou sua pesquisa nos assentamentos Dona Carmen, Boa Esperança e Florestan Fernandes. A intenção era avaliar se a cidadania é garantida em territórios contemplados pelo Programa Nacional de Habitação Rural, além das questões arquitetônicas das casas construídas a partir do financiamento adquirido. A partir do estudo, nasceu a tese Produção do PNHR nos assentamentos rurais do estado de SP: inserção territorial e avaliação arquitetônica, construtiva e tecnológica.

Os pesquisadores avaliaram quatro eixos principais em sua tese. São eles a questão agrária no oeste paulista; infraestrutura, serviços e equipamentos públicos; programa, projetos e produção habitacional – analisando o PNHR. Por fim, a produção da agricultura camponesa.

Rodolfo Sertori, um dos responsáveis pelo estudo, compartilhou suas explicações sobre as falhas que esses programas apresentam.

O PNHR integra o Minha Casa Minha Vida e funciona de forma parecida. As famílias recebem um subsídio para construir ou reformar suas moradias, podendo receber terras desapropriadas ou negociar terras com empréstimos. Os grupos interessados devem ser representados por uma sociedade organizadora sem fins lucrativos.

Quem é contemplado recebe aproximadamente metade do valor oferecido pelo programa na cidade – são, no total, 38.500 reais para o morador da zona rural, contra mais de 72 mil do Minha Casa Minha Vida. Quem tem contato com valores de construção sabe que essa quantia pode ser falha para concluir a obra prevista – e isso está diretamente relacionado aos problemas encontrados pelos pesquisadores. Em especial, se liga ao terceiro eixo do estudo.

A partir desse modelo, eles chegaram ao que consideram dois aspectos de falha no sentido técnico. O valor não é o suficiente para construir uma casa com todos os recursos necessários. A consequência é a eliminação de etapas construtivas importantes, como a construção de varandas ou instalação de ladrilhos nos banheiros, além da utilização de materiais de qualidade inferior.

O grupo também avalia que as plantas das casas não são adaptadas para a zona rural. O PHRN não financia a etapa inicial de projeto e orçamento. Assim, resta aos beneficiários tomar os projetos urbanos para sua própria moradia, sem acompanhamento de um profissional arquiteto.

Questionamentos constantes

Para Rodolfo Sertori, os resultados trazem novos questionamentos. O debate do direito à cidade é mais atual que nunca. Mas nos assentamentos a lógica não é a mesma que em metrópoles como São Paulo, e consequentemente são excluídos desse modelo.

Por isso, o campo recebe uma lógica de serviços públicos similar à da cidade: exemplos práticos envolvem desde a cobrança de energia e água até a separação do território para gerar essas contas. Sua avaliação é de que é preciso estudar o campo e aplicar medidas próprias para esse território.

Ele sugere que se discuta para além do planejamento urbano, substituindo-o pelo planejamento territorial. Esse conceito extrapola a separação entre a cidade e o campo, estudando suas especificidades e unindo a arquitetura ao ambiente rural.

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Mas por que os pesquisadores chegaram a essa conclusão? Ele defende medidas para além das tradicionais infraestruturas fornecidas pelo município.

“Em termos de políticas públicas, a dinâmica de vida e trabalho demonstra que certas infraestruturas são caras e não se resolve pensando na escala do assentamento.” São cerca de milhões de reais investidos para adaptar certos modelos, como a abertura de poços artesianos ou instalação de energia elétrica nos assentamentos.

Ele reforça que isso não é desculpa para a falta de estruturas essenciais, mas um desafio para profissionais pensarem em soluções mais viáveis nos âmbitos sociais, ambientais e econômicos. “Isso nos fornece uma brecha para pensar em novas soluções pensando em escalas menores. Não se deve tratar o assentamento na lógica de um bairro.”

Para o pesquisador, a incorporação de serviços básicos seria mais simples e funcional se aplicada a partir da escala dos próprios lotes que compõem o assentamento. Ele cita certos exemplos que chamam a atenção. Apesar da presença de poços coletivos, várias famílias complementam seu próprio abastecimento de água, tanto para a casa quanto irrigação da produção agrícola. Outras instalam cataventos e placas solares para fornecimento de energia.

“Estamos acostumados a solucionar a demanda por infraestrutura a partir do que já se tem nas áreas urbanas. As áreas rurais vão mostrar que há alternativas.”

A pesquisa será apresentada e discutida no  primeiro Seminário Regional do Habitat Rural: moradia, produção e a questão agrária no oeste paulista. O evento acontecerá nos dias 28 e 29 de março no Auditório Paulo de Camargo e Almeida, do IAU  (Av. Trabalhador São-Carlense, 400, São Carlos). No evento, serão debatidos os resultados da tese.

Mais informações: e-mail r046271@gmail.com, com Rodolfo Sertori

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Pesquisadores de 21 países provaram que a interação entre as espécies cresce em direção à linha do Equador e diminui com a altitude. Este é o resultado de um estudo publicado na revista Science. Neste vídeo, Andrea Larissa Boesing, do Instituto de Biociências da USP, explica por que cientistas se uniram para realizar esse trabalho e dá mais detalhes sobre a metodologia.

Fonte: Canal USP

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