Japão define cota de importação de manga brasileira

Depois de garantir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que voltaria a importar manga do Brasil o governo japonês já estabeleceu os volumes iniciais que poderão ser embarcados para aquele país. De acordo com decreto assinado hoje (5/10) pelo governo do Japão, serão permitidas as exportações de 5,2 mil toneladas por ano, da variedade “Tommy Atkins”, produzida principalmente no Nordeste (Vale do São Francisco e Livramento – BA) e em São Paulo.
Na avaliação do ministro da agricultura brasileiro, Roberto Rodrigues, a abertura do mercado japonês representa uma nova fase nas relações comerciais agrícolas entre Brasil e Japão, já que as negociações para abertura daquele mercado duraram 32 anos. O ministro tratou pessoalmente dessa abertura com representantes do governo japonês em três viagens que fez ao país desde 2003 – a última delas no fim de maio deste ano.
De acordo com o assessor para Assuntos Internacionais da Secretaria de Defesa Agropecuária, Gilson Cosenza, 90% das 820 mil toneladas de manga produzidas todo ano no Brasil são da variedade que será exportada para o Japão. A abertura do mercado japonês significará um substancial aumento na produção de manga no pólo de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco.

Fonte: Agrinova Web

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China vai abrir o mercado aos citros brasileiros

A fruticultura brasileira vai carimbar o passaporte para entrar no cobiçado mercado chinês. Em sua visita a Brasília, prevista para meados de novembro deste ano, o presidente da China, Hu Jintao, anunciará a liberação das importações de frutas cítricas do Brasil. O anúncio foi feito hoje (05/10) por autoridades do Ministério da Agricultura e Quarentena da China.
Durante a visita do presidente Hu Jintao ao Brasil, os dois governos assinarão um protocolo ratificando a abertura do comércio bilateral da fruticultura, informa Gilson Cosenza, assessor para Assuntos Internacionais do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal (DDIV) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Para obter autorização às exportações de citros, o Brasil permitirá as importações de duas frutas produzidas na China – lichia e longan. A contrapartida consta do acordo acertado entre os dois países no ano passado. “Toda vez que formos exportar uma fruta para aquele país, teremos que abrir nosso mercado a um produto da fruticultura chinesa”, diz Cosenza.
Os produtores brasileiros ainda não dimensionaram o potencial da China – maior pólo mundial da fruticultura – para importação de citros. Apesar disso, a iminente abertura do mercado chinês é comemorada no Brasil. “A decisão pode favorecer a liberação das exportações brasileiras de frutas para outros países asiáticos”, destaca Cosenza.
O gerente da Central de Serviço de Exportação do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Maurício de Sá Ferraz, explica que os exportadores brasileiros devem agora buscar informações sobre as preferências de consumo dos chineses. “Temos que saber quais as variedades de citros que eles gostam e quais as características que mais apreciam”.
Os citros estão entre os principais itens da pauta brasileira de exportação de frutas. Neste ano, segundo Ferraz, as vendas externas do setor devem crescer 15% em valor e volume. O faturamento previsto é de US$ 44,2 milhões, contra US$ 36,8 milhões de 2003. Os embarques devem chegar a 138 mil toneladas, contra 120,8 mil toneladas do período anterior.
A laranja é o destaque nas exportações brasileiras de citros. De acordo com Ferraz, as vendas externas do produto aumentaram 50% de janeiro a agosto, em comparação com igual período de 2003, com faturamento de US$ 9,6 milhões, contra US$ 6,3 milhões. Em volume, o crescimento foi de 23%, passando de 31 mil para 38,2 mil toneladas.

Fonte: Página Rural

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Seminário nacional sobre produção integrada de frutas reúne pesquisadores em Pernambuco

De 6 a 8 de outubro, a cidade de Petrolina (PE) vai sediar o VI Seminário Brasileiro da Produção Integrada de Frutas. Implantado no país há cerca de cinco anos, primeiro na cultura da maçã, no Rio Grande do Sul, o sistema está espalhado por 12 estados da federação e 15 espécies frutíferas (manga, uva, mamão, citrus, caju, coco, banana, melão, pêssego, goiaba, caqui, maracujá, figo, abacaxi, além da maçã). Para Paulo Roberto Coelho Lopes, pesquisador da Embrapa Semi-Árido e Coordenador do evento, a Produção Integrada (PIF) está se consolidando como o sistema brasileiro de certificação de frutas.
Segundo ele, a ênfase desse seminário nacional estará centrada nos avanços e nos componentes de gestão e sustentabilidade ambiental do sistema de produção e as necessidades logísticas para a sua consolidação no Brasil e no exterior. Serão debatidas de maneira mais aprofundada, inclusive, modificações nas atuais normas de Produção Integrada do país para contemplar as orientações previstas no Eurep-Gap, que é um sistema europeu de certificação já consolidado. Essas modificações, em análise no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), pretendem integrar à abordagem agronômica da PIF os aspectos ambientais e sociais, que prevalecem no Eurep-Gap, explica o pesquisador.
Apoio institucional
A adequação dos dois sistemas é um passo importante para a fruticultura do país pois os produtos agrícolas atenderão níveis de qualidade do mercado consumidor europeu que é o principal destino das exportações brasileiras de frutas. Os países da Europa são o destino de cerca de 70% do volume de frutas comercializadas no mercado externo, afirma Paulo Roberto. Na sua opinião, as estratégias comerciais na área da fruticultura, tanto para o Brasil quanto para o exterior, não podem ignorar a produção integrada.
O PIF apresenta resultados muito satisfatórios. Na cultura da maçã, por exemplo, sua adoção já se expande por 40% área total cultivada e é responsável pelo aumento de emprego e renda da ordem de 3%. Nesses cultivos da PIF Maçã está registrada a redução de custos da ordem de 40% dentre os fertilizantes e 25% em inseticidas. Em outras espécies frutíferas há indicadores de redução do uso de agrotóxicos na casa de 53% de inseticidas, 78% de fungicidas e 80% de herbicidas. Em conseqüência, os pesquisadores constaram uma melhoria no meio ambiente, na qualidade do produto consumido, da saúde do trabalhador e do consumidor final, revela Paulo Roberto.
Atualmente, o MAPA coordena a execução de 28 projetos para implantação da Produção Integrada no Brasil. Nestes projetos estão envolvidos mais de 178 instituições públicas e privadas, 14 universidades e 9 centros de pesquisa da Embrapa. Na abertura do Seminário vai estar presente o pesquisador Gustavo Chianka, Diretor Executivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Contatos
Paulo Roberto Coelho Lopes
Pesquisador da Embrapa Semi-Árido e Coordenador do VI Seminário Brasileiro de Produção Integrada de Frutas.
Tel. 87 9607 4055

Fonte: Página Rural

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Nasce a primeira filha do clone Vitória da Embrapa

 “Vitória da Embrapa”, primeiro clone bovino da América Latina, deu a luz a seu primeiro filhote: a bezerrinha “Glória da Embrapa”, no dia de 19 setembro de 2004, às 2:30 da manhã. O nascimento da bezerrinha é uma prova científica de que o clone desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia é perfeito do ponto de vista reprodutivo, o que é muito importante para a pesquisa. “Vitória da Embrapa”, hoje com três anos e sete meses, foi inseminada no dia 9 de dezembro de 2003, com o sêmen do touro “Zehnder” da raça Simental de origem alemã e deu a luz à “Glória”, por parto natural. A bezerrinha nasceu com 38,2 kg e passa bem.
Segundo o coordenador das pesquisas de reprodução animal da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rodolfo Rumpf, o nascimento de “Glória da Embrapa” foi o último e decisivo teste feito com Vitória para provar que é um clone perfeito do ponto de vista científico e de produção. O nascimento da bezerra permitiu à equipe de cientistas da Embrapa avaliar o potencial reprodutivo de Vitória e a sua habilidade materna, que se reflete no ganho de peso diário de “Glória”, de aproximadamente 1 quilo por dia. Da mesma forma que a mãe, a bezerra será analisada e acompanhada em todos os aspectos de saúde, comportamento e produção.
A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia investe nas técnicas de clonagem em função de suas importantes aplicações potenciais em diversas áreas associadas ou não à engenharia genética, como por exemplo, a conservação de animais ameaçados de extinção e a multiplicação de animais de elevado valor genético.
Segundo Rumpf, os resultados obtidos pela equipe da Unidade na área de clonagem deixam claro que a tecnologia tem uma boa possibilidade de uso futuro no setor produtivo, mas afirma que continuarão investindo na realização de estudos.

Fernanda Diniz 
fernanda@cenargen.embrapa.br  

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Escolas agrotécnicas poderão oferecer cursos superiores

As escolas agrotécnicas federais poderão, a partir de agora, oferecer cursos superiores na área de tecnologia. O ministro da Educação, Tarso Genro, homologou parecer da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação nesse sentido.
Na avaliação do secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Antonio Ibañez Ruiz, a medida representa uma democratização ainda maior do ensino superior no País. “A característica das escolas agrotécnicas é que elas estão no interior. Então, aquele que quer realmente um curso de graduação poderá se manter no campo, ou seja, na estrutura onde vive, trabalha, sem ter que ir para a cidade procurar um curso de graduação”, explicou.
Para oferecer o ensino superior, as escolas agrotécnicas terão de fazer projetos na área tecnológica, submetê-los à avaliação do MEC e passar pela autorização, reconhecimento e renovação do processo de reconhecimento dos cursos. Com informações da Agência Brasil

Fonte: Portal Terra

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