Especialistas sobre ferrugem asiática se reúnem na Famasul

Tendo em vista que, o aparecimento de focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja de Mato Grosso do Sul foi um dos fatores que mais contribuiu para a quebra de produtividade da safra 2007/2008 no estado, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) decidiram reunir especialistas para discutir o assunto, durante o 1° Seminário de Avaliação da Ferrugem Asiática no MS ? safra 2007/2008.

O evento acontece hoje (13/6), no auditório da Famasul, das 9h às 15h30 e conta com o apoio do governo do estado através da Secretaria de Estado de Produção e Turismo (Seprotur); da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), da Embrapa e da Fundação MS.

Constam da programação do seminário, as palestras dos pesquisadores, Dirceu Luiz Broch e Ricardo Barros, que apresentarão “O diagnóstico safra 2007/2008”. Ainda sobre o diagnóstico da safra 2007/2008 e também, sobre o Sistema de Alerta da Ferrugem, falarão Alexandre Dinnys Roese e Alceu Richetti.

O tema, “Ferrugem Asiática da Soja ? estratégias de monitoramento e controle” será abordado pelo Dr. José Tadashi Yorinori. Graduado em Agricultura Geral pela Universidade Federal do Paraná (1967), com mestrado em Fitopatologia pela Cornell University (1971) e doutorado em Fitopatologia pela University of Illinois (1980), o especialista possui vasta experiência na área de Agronomia, especialmente em Fitossanidade.

Durante o seminário será feito o lançamento de um informativo sobre o vazio sanitário da soja, obrigatório no estado. A publicação tem como objetivo reforçar a importância da obediência ao vazio, medida que tem se mostrado bastante eficaz no controle da doença. Ela contém informações técnicas que irão ajudar o produtor a entender detalhes importantes da doença.

FONTE

Sato Comunicação
Márcia Dietrich – Jornalista
E-mail da Sato Comunicação

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

FAO: investimentos na agricultura familiar ajuda a conter alta dos alimentos

Uma alternativa para conter a inflação mundial, puxada pela alta nos preços dos alimentos, é o investimento na agricultura familiar, afirmou o diretor para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano.

“Os agricultores familiares têm capacidade de resposta rápida aos incentivos de aumento de preços”, disse Graziano à Agência Brasil, ao participar da Reunião Interamericana em Nível Ministerial de Saúde e Agricultura, no Rio de Janeiro.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou maio em 0,79%, a maior inflação para o mês desde o início do Plano Real. O índice foi puxado pela alta de 1,25% no preço dos alimentos, que tinham registrado aumento de 1,23% em abril.

Para Graziano, a subida no preço dos alimentos deve se estender pelos próximos cinco anos, mas pode ser contornada com o aumento da produção da agricultura familiar, o que exigiria controle de preços para os fertilizantes e sementes, além de investimentos em infra-estrutura.

“Quando falamos em dar prioridade à agricultura não é só dar crédito aos agricultores, há uma situação de infra-estrutura que foi abandonada”, criticou Graziano. “Na América Latina existe a necessidade de recursos como energia elétrica para a área rural.”

O diretor lembra que a principal conclusão da Conferência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, realizada ao final de maio, em Roma, foi a necessidade de desenvolvimento do setor rural como saída para o combate a fome e a pobreza no campo.

A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) Mirta Roses, presente ao mesmo evento, também defendeu mais investimentos no campo. Para ela, saneamento, educação e saúde se refletem na qualidade de vida e no desenvolvimento regional, reduzindo também os custos da produção.

“A agricultura familiar promove o desenvolvimento sustentável local e tem menos custo agregado, principalmente, no transporte, uma das causas da inflação devido a alta no preço dos combustíveis como a gasolina. Isso reduz ainda os custos com preservação e armazenamento dos produtos”, disse a representante da Opas.

FONTE

Agência Brasil
Isabela Vieira
Repórter

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Governo de Minas busca apoio da Embrapa para o projeto do Instituto Unesco Hidroex

O presidente da Embrapa Silvio Crestana recebeu a visita do deputado federal Narcio Rodrigues e do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Alberto Duque Portugal. Os visitantes vieram buscar apoio da Embrapa para o projeto de implementação do Instituto Unesco Hidroex ? Centro de Excelência em Águas.

“A Embrapa tem toda uma tradição e uma história. Nosso desejo é de que ela possa efetivamente dar uma contribuição na área da pesquisa, do desenvolvimento, transferência de tecnologia para que possamos melhorar a gestão dos recursos hídricos e o tratamento que se dá a água no nosso planeta”, declarou o deputado, idealizador do projeto.

O Instituto conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e tem como missão geral ocupar-se das questões relativas à preservação e manejo dos recursos hídricos por meio de ações de alcance regional e mundial através da geração de conhecimentos, tecnologias e ações de capacitação.

Segundo Portugal, chegou o momento de dar consistência à proposta. “Viemos conclamar a Embrapa a somar esforços conosco porque temos certeza que a presença dela com toda sua competência, expertise e com a marca forte que tem, será de fundamental importância para consolidarmos esse trabalho”, explicou.

A idéia é que o centro, localizado no município de Frutal (MG), alcance também os países da América Latina e os de língua portuguesa da África. “É a oportunidade de aproveitar o estreito relacionamento que a Embrapa já tem com esses países na perspectiva de ajudar, por exemplo, os países africanos a resolver seus sérios problemas de desenvolvimento”, acrescentou Portugal.

Para Crestana, a proposta vai ao encontro do trabalho desenvolvido pela Empresa, que já possui vários projetos em atuação no estado mineiro. “Precisamos identificar agora qual será o real papel da Embrapa nessa empreitada”, disse.

Ao final da visita, realizada no último dia 10, ficou acertada a formação de um grupo de trabalho composto por uma equipe da Secretaria de Estado e pesquisadores da Embrapa para definir como será a participação da Empresa no Hidroex e uma agenda de trabalho já para o mês de julho.

FONTE

Embrapa
Juliana Freire – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4039
juliana.freire@embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Mercado aquecido reflete em bons preços dos animais nos leilões

A arroba cotada acima dos R$ 80,00 nos índices da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM e F) e os contratos futuros chegando próximos a R$ 100,00 ilustram o atual momento da pecuária brasileira. Toda a cadeia produtiva está aquecida. Faltam animais para abate e, aproveitando essa nova onda de capitalização, pecuaristas em todo o país estão investindo com força em genética.

“Há algum tempo o pecuarista teve que abater suas fêmeas para pagar suas contas. Agora, ganhando mais, eles estão investindo e aquecendo toda a cadeia”, explica José Eduardo Matuck, diretor da Nova Leilões.

Com larga experiência no mercado, onde atua há 27 anos, Matuck ressalta que, desde março, o valor pago por animal aumentou em torno de 30%. Se antes se pagava, por exemplo, R$ 2,5 mil por animal, segundo ele, hoje a remuneração está em torno de R$ 3,2 mil. “Agora, o criador está pagando mais pelos animais que compra nos remates porque sabe que, quando vender seus produtos, também receberá mais”, explica.

Também segundo Matuck, ainda há no mercado os tradicionais criadores de animais de boiada, mas a busca pelo aumento do giro e do volume de carne produzida tem estimulado o pecuarista a investir cada vez mais em genética. “Hoje o criador busca cada vez mais inserir qualidade em sua produção”, diz.

Neste cenário, o animal de elite detém uma posição confortável frente às vendas de animais na pecuária de corte em geral, que movimenta anualmente, de acordo com Matuck ? que também é tesoureiro do Sindicato Nacional dos Leiloeiros Rurais – R$ 1 bilhão. Desse total, 35% são divisas de animais de elite, que tem acumulado crescimento de 25% nos últimos sete anos.

O mercado de elite não depende diretamente da pecuária em geral, mas sofre os reflexos do quadro econômico do setor. “Os remates de elite dependem mais do mérito e da sorte do criador, já que estamos falando de genética, onde trabalhos sérios e sólidos são os responsáveis por garantir uma maior probabilidade de sucesso no pregão. Mesmo assim, hoje vemos que a liquidez nos pregões aumentou muito”, ressalta.

Esse aquecimento é sentido de forma mais intensa nos grandes eventos da pecuária brasileira. Um exemplo é a Feicorte, maior evento indoor da pecuária latino-americana, que acontece entre 17 e 21 de junho. Marcado pela variedade de raças presentes (Nelore, Brahman, Guzerá, Canchim, Angus, Santa Gertrudis, Simental, Simbrasil, Senepol e Wagyu), a edição deste ano contará com 19 pregões (15 deles, de bovinos), frente 15 remates realizadas em 2007 (12 de bovinos).

“Com capital em mãos e ciente de que precisa aprimorar a genética do plantel para aumentar sua produtividade e competitividade, o pecuarista está mais presente nos remates e com disposição para investir. Pecuária não é garimpo, por isso, é fundamental repor e melhorar a produção”, ressalta Décio Ribeiro dos Santos, diretor da Feicorte.

MAIS INFORMAÇÕES

Feicorte 2008
Telefone: (11) 5067-6767
E-mail: Feicorte@agrocentro.com.br

FONTE

Texto Assessoria de Comunicações
Marcelo Oliveira – Jornalista
Telefone: (11) 2198-1888

Compartilhe esta postagem nas redes sociais