O software brasileiro mostra sua força

Fornecedoras nacionais de aplicativos de gestão empresarial e de inteligência de negócios enfrentam grandes multinacionais e conquistam uma fatia significativa do mercado interno. O mercado brasileiro de softwares aplicativos de gestão empresarial e inteligência de negócios, diferente do que acontece em outros países em desenvolvimento, abriga fornecedores locais capazes de competir com as principais multinacionais do setor. No Brasil e até em outros países da América Latina, empresas nacionais disputam – e, muitas vezes, ganham – contratos com gigantes como SAP, Oracle e PeopleSoft. “Dos países em desenvolvimento, o Brasil é o que fez frente a essas empresas internacionais. Na Argentina e México, elas não contam com tantos concorrentes locais. A Índia não tem um mercado interno forte”, disse Álvaro Junckes, diretor da Logocenter, uma das quatro maiores fornecedoras brasileiras.
No ano passado, o mercado brasileiro de Enterprise Resource Planning (ERP) movimentou US$ 175 milhões. A alemã SAP se manteve na liderança, com uma fatia de 36,3% em 2003, uma pequena queda de 1,4 ponto percentual em relação a 2002. As principais fornecedoras brasileiras concentravam, juntas, 37,9% no ano passado, segundo dados da IDC Brasil, subsidiária da International Data Corporation (IDC). “O mercado brasileiro, por si só, garantiu o crescimento das empresas nacionais nos últimos anos”, afirmou o presidente da Microsiga, Laércio Cosentino.
Entre 2002 e o ano passado, a catarinense Datasul, segunda colocada no ranking, ampliou sua participação de 9,8% para 11,5%. Na terceira posição, a paulista Microsiga é outra empresa local que conseguiu uma maior fatia do mercado, que passou de 9,7% para 11,1%. A mineira RM Sistemas, a quarta maior no segmento, permaneceu com 9,8% de market share. Essas três fornecedoras estão na frente de gigantes como PeopleSoft, Oracle e SSA.
Para 2004, a expectativa das brasileiras é de crescimento de 20% a 30%. A competição com as multinacionais tem sido acirrada, principalmente, no segmento de médias empresas. “Essas companhias são fortes nas grandes contas. Agora, estão tentando entrar nas médias”, afirmou Jorge Steffens, CEO da Datasul.
Nesta disputa, no entanto, as fornecedoras nacionais estão levando vantagem, dizem os executivos. De cada dez contratos fechados com médias empresas no Brasil, oito ficam nas mão de uma das fornecedoras brasileiras, segundo Junckes. “Na média, 85% das empresas médias são de capital nacional e isso nos favorece”, disse.
As barreiras para o avanço das gigantes são as particularidades das práticas de negócios e da legislação no Brasil. Outro fator que tem pesado na decisão de compra das empresas nacionais é o custo das soluções das multinacionais. “Já temos soluções voltadas para o negócio do cliente. Outro fator é o preço”, disse o vice-presidente comercial e de marketing da RM Sistemas, Mauro Tunes Júnior.
Focada nas pequenas e médias empresas e verticais, a RM Sistemas vem disputando com multinacionais contratos na área de educação. Segundo Tunes, o preço da solução oferecida pela empresa chega a ser cinco vezes inferior ao da concorrente internacional. A RM, que lidera o segmento de aplicações de gestão para Recursos Humanos (RH), conquista cerca de 60 novas contas por mês e prevê um crescimento de 25% este ano. No ano passado, faturamento foi de R$ 93,8 milhões. “Setenta e três porcento das nossas vendas vêm por indicação de clientes da RM”, afirmou.
As vendas de soluções de gestão de RH garantem cerca de 30% da receita da empresa. A área de educação representa 20% do faturamento. A RM Sistemas atua ainda nos segmentos de saúde e produção – cada uma dessas verticais respondem por 8% das vendas. Há 18 anos no mercado, é uma das empresas do setor que mais cresce. Com uma rede de mais de 40 revendas no País, atende mais de 19 mil empresas espalhadas pelo Brasil e tem filiais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Além disso, mantêm unidades internacionais em Portugal e no México. “Estamos com trabalhando no México. Não há nenhuma empresa local concorrente lá. O mercado é dominado pela SAP”, disse Tunes.
Especializada em software para gestão comercial, a paulista Gemco disputa no mercado interno grandes contas com SAP, Oracle e a americana JDA, líder mundial no segmento. Outra multinacional que está entrando no País é a Riteck. “A nossa vantagem é o foco. Oracle e SAP não são focadas e a JDA precisa de volume para tropicalizar a sua solução”, disse o presidente da Gemco, Nelson Massud.
Entre seus clientes destacam-se empresas como Claro, Drogão, Dicico, Fotoptica, Fuji, Gradiente, Kodak, Makro, Magazine Luiza, Multibrás, Panashop, Reebok, Shell, Imec e Modelo. Neste ano, a Gemco ganhou cinco grandes contas. “Foram disputadas com multinacionais e a Gemco levou”, afirmou Massud. Fundada em 1983, a empresa quer se tornar uma das principais empresas de software para gestão comercial na América Latina.
Ana Carolina Saito

Fonte: Gazeta Mercantil

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Manejo integrado na fruticultura

O agricultor Fábio Moreira, dono de uma área de 10 hectares com lavoura de manga e 5 hectares com uvas no Vale do São Francisco, sertão pernambucano, foi escolhido como “case” por ter conseguido diminuir o uso de insumos químicos em cerca de 70% e baixar os custos de sua produção. Ele passou a manejar seus pomares de acordo com o sistema de Produção Integrada de Frutas (PIF) juntamente com outros 200 produtores instalados em projetos de agricultura irrigada no município de Petrolina, a 760 km do Recife.
Esses produtores estão aderindo ao sistema para adequar suas safras às exigências de qualidade e segurança dos alimentos nos mercados externos e internos. Segundo o pesquisador Paulo Roberto Coelho Lopes, da Embrapa Semi-Árido, o ingresso desse segmento agrícola ao PIF torna os agricultores mais competitivos e reduz os riscos descontaminação química na região onde mais de 70% da manga e mais de 60% da uva são produzidas em pequenas propriedades.
Gustavo Chianka, Diretor Executivo da Embrapa, afirma que a “produção integrada de frutas agrega qualidade, produtividade e sustentabilidade à fruticultura nacional”. No mercado internacional, tais características conferem aos produtos brasileiros maior aceitação comercial, diz.
Na sua opinião, a adesão ao PIF deve se expandir rapidamente nos segmentos que investem na qualidade para se firmar no agronegócio.
Ângelo Castelo Branco

Fonte: Gazeta Mercantil

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Divulgada a programação técnica do 2º SRGSR

Já está disponível a programação técnica final do 2º Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, que será realizado de 10 a 12 de novembro, no Auditório da Universidade Tiradentes, em Aracaju (SE). O evento é uma promoção da Embrapa Tabuleiros Costeiros – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – em parceria com a Rede Sergipe de Geotecnologias (Resgeo). Os interessados podem conferir a programação completa do simpósio no site http://srgsr.cpatc.embrapa.br/programa.html .
A abertura do evento será no dia 10, às 20 horas, com uma palestra do Chefe da Divisão de Processamento de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Antônio Miguel Vieira Monteiro. Durante o simpósio, serão realizadas várias mesas redondas sobre os temas: agropecuária e agrometeorologia; planejamento territorial; cartografia e direitos autorais de produtos digitais; recursos hídricos; GIS aplicado à indústria de petróleo; monitoramento ambiental; e educação e ensino de geotecnologias. Também serão apresentados trabalhos, em exposição de painéis, que farão parte dos anais do evento.
O objetivo do simpósio é promover o intercâmbio técnico-científico nas áreas de geoprocessamento e sensoriamento remoto entre as diferentes instituições de pesquisa e ensino da Região Nordeste do Brasil. O evento visa atingir pesquisadores, professores, profissionais em geral e estudantes das áreas de Agronomia, Arquitetura, Biologia, Engenharia Florestal, Engenharia Agrícola, Engenharia Cartográfica, Engenharia Civil, Geologia, Geografia e áreas afins. Maiores informações estão disponíveis no endereço http://srgsr.cpatc.embrapa.br/.
Eduardo Pinho Rodrigues
edpinho@cpatc.embrapa.br

Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Pequenas propriedades aderem ao sistema de produção integrada de frutas

Dono de uma área com 10 hectares de manga e 5 de uva, o pequeno agricultor Fábio Moreira viu os custos de sua propriedade com insumos químicos decrescerem cerca de 70 desde que começou a manejar seus pomares de acordo com o sistema de Produção Integrada de Frutas (PIF). Reduções médias na faixa de 40% obtiveram outros 212 pequenos agricultores em projetos de irrigação em Petrolina (PE) que aderiram ao sistema a fim de adequarem suas safras às exigências por qualidade e segurança dos alimentos nos mercados externos e internos.
A experiência da adesão desses agricultores foi apresentada no VI Seminário Brasileiro de Produção Integrada de Frutas que acontece na cidade de Petrolina até hoje, dia 8 de outubro. Segundo o pesquisador Paulo Roberto Coelho Lopes, da Embrapa Semi-Árido, e presidente da Comissão Organizadora do evento, o ingresso desse segmento agrícola ao PIF torna mais competitivo cada um deles. Mas, sobretudo, reduz os riscos de contaminação química na região produtora, já que mais de 70% da manga e mais de 60% da uva do Vale do São Francisco são produzidas em pequenas propriedades.
Expansão
Gustavo Chianka, Diretor Executivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirma que a produção integrada de frutas agrega qualidade, produtividade e sustentabilidade à fruticultura nacional. No mercado internacional, tais características conferem aos produtos brasileiros maior credibildade comercial, diz. Na sua opinião, a adesão ao PIF deve se expandir rapidamente nos segmentos que apostam na produção de qualidade para se firmar no agronegócio brasileiro.
No Brasil, a implantação da PIF começou pela cultura da maçã no Rio Grande do Sul. Hoje, já abrange 15 culturas em 12 estados brasileiros e com uma área cultivada de 35.508 hectares. Isto, representa apenas 1,5% da superfície cultivada do Brasil: 2.300.000 ha. Contudo, já existem outros 35 mil ha em fase de implantação.
A tendência é de que essa área cresça com muita rapidez, principalmente porque o PIF está deixando de ser um sistema exclusivo para a fruticultura e, em breve, passará a abranger as grandes culturas como soja, arroz, batata, tomate, revela o presidente da Sociedade Brasileira de Fruticultura, José Carlos Fachinello.
No dia 7 de outubro, o VI Seminário reservou pela manhã um painel com quatro palestras relacionados à gestão e planejamento ambiental no sistema de Produção Integrada, com pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna – SP), da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves – RS) e da Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI). Na parte da tarde, aconteceram palestras sobre o controle biológico e o monitoramento de pragas no PIF e ainda acerca de aspectos sociais e trabalhistas requeridos pelos sistemas de certificação de frutas. A tarde ainda aconteceu uma palestra sobre os “Requerimentos da União Européia para importação de frutas com relação aos níveis de resíduos de pesticidas”.
Marcelino Ribeiro
marcelrn@cpatsa.embrapa.br

Fonte: Embrapa Semi-Árido

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