Reunidos em workshop da Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), representantes do setor produtivo e do terceiro setor apontaram assuntos que devem ser enfrentados para solucionar gargalos tecnológicos no desenvolvimento da agropecuária.
Usuários de tecnologia para o agronegócio encerraram nesta terça-feira, dia 8/11/05, sua participação no Workshop Regional Centro Oeste da Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), em Campo Grande. Representantes do setor produtivo e do terceiro setor votaram pela priorização dos assuntos críticos definidos, no dia anterior, pelos grupos de trabalho do workshop, que contaram também com a participação dos segmentos de governo e da academia.
Entre os assuntos críticos destacados sobressai-se, na visão dos usuários, a falta de agregação de valor a produtos tradicionais e da geração de novos produtos de alto valor agregado. Também foram priorizados assuntos relacionados à escassez de ferramentas e tecnologias para a manutenção da sustentabilidade dos recursos naturais e da biodiversidade, além da necessidade de tecnologias de pós-produção, como segurança ambiental e alimentar, qualidade de produtos, embalagem e armazenagem.
Esses e outros temas priorizados pelos usuários de tecnologia foram debatidos ao longo do dia pelos representantes de governo, universidades e institutos de pesquisa com o objetivo de definir plataformas de orientação para as atividades de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico para o setor. Ao final do workshop, nesta quarta-feira [10/11/05], será composta uma matriz de plataformas que deverá, em um segundo momento, orientar a alocação de recursos do Fundo Setorial do Agronegócio, órgão de financiamento ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
“Os usuários deram um sinal claro do que precisam”, avalia o professor da Universidade Nacional de Brasília e ex-pesquisador da Embrapa Wenceslau Goedert, que participa do encontro. “A demanda está concentrada em questões de agregação de valor e de pós-produção, o que indica que temos que olhar também para fora da porteira no que se refere ao aprimoramento das ofertas de tecnologia para o setor rural.”
Resultados
Durante a sessão de encerramento parcial dos trabalhos, destacou-se a contribuição dos diversos setores que compõem a RIPA na elaboração de uma pauta consensual para o desenvolvimento tecnológico do agronegócio. De acordo com o coordenador executivo da Rede, Paulo Estevão Cruvinel, essa construção de uma visão integrada e estratégica é fundamental para o planejamento futuro do setor. “Come esses resultados estamos não apenas contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio na região Centro-Oeste, mas também para o todo o Brasil”, aponta.
Além dele, compuseram a mesa da sessão o assessor do Ministério da Ciência da Tecnologia, Leonardo Hamú, o diretor da Financiadora de Estudos e Projetos, Plínio Wermelinger, o chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Rafael de Oliveira Alves, e o presidente do Fundo de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul, Fábio dos Santos Costa.
Na ocasião, Hamú se disse incumbido diretamente pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, a quem representou no evento, e pelo presidente do Fundo Setorial do Agronegócio, Rodrigo Rollemberg, de garantir aos participantes do workshop que ambas as instâncias federais assumiram o compromisso de considerar as decisões regionais da RIPA como diretrizes prioritárias nas políticas de investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para o setor.
O diretor da Finep, órgão financiador do projeto RIPA, elogiou, na cerimônia, a capacidade da Rede de agregar pessoas com alta representatividade em seus respctivos segmentos em torno de uma discussão conjunta. “O que nos fez acreditar nesse projeto foi justamente a qualidade do time que ele envolve, e essa reunião de especialistas que vemos aqui é um exemplo disso”, apontou.

Fonte: Ripa

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A redução da oferta de animais para abate no mercado interno, em decorrência dos focos de febre aftosa, vai refletir no preço da carne a um prazo de pelo menos dois anos. A previsão foi feita hoje (09/11/05) pelo consultor da FNP Consultoria Victor Nehmi durante o 6º Congresso Brasileiro das Raças Zebuínas, que está acontecendo em Uberaba (MG).
De acordo com o especialista, haverá ainda elevação dos custos de produção. Em 2004 e 2005, os gastos cresceram 25% enquanto o preço do boi caiu 20%. “As tendências futuras do mercado serão: a procura por vacas maiores, intensificação de pastagens adubadas e confinamento com 100% de concentrados, migração da pecuária para as regiões Norte e Nordeste”, destacou Nehmi. Ele abriu o painel Mercado com a palestra “Situação atual e perspectivas do mercado de gado de corte”.
Já no caso do mercado de lácteos existe uma série de fatores que podem alavancar o crescimento do segmento. Dos seis países que mais produzem de leite, somente o Brasil e a Índia mantiveram crescimento de produção na última década. A produção brasileira foi de 7,2 bilhões de litros de leite em 1972. Em 2005, deverá estar próximo de 25 bilhões de litros.
“Temos custo de produção competitivo, em torno de 10 a 25 centavos de dólar. Já nos Estados Unidos e na Holanda, o litro custa de 26 a 35 centavos de dólar. A possibilidade de aumentar o consumo per capita brasileiro também pode ajudar”, explicou o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins. Segundo ele, 10% dos gastos do brasileiro com alimento referem-se a compra de leite e derivados.
Durante a palestra “Cenários econômicos e perspectivas para o mercado de leite”, Martins afirmou que os principais desafios são: suprir a carência de mão-de-obra especializada tanto em fazendas quanto em laticínios; assistência técnica; mais recursos para pesquisa.
O painel Mercado foi encerrado com a palestra “Oportunidades internacionais para a carne bovina”, ministrada pela especialista Márcia Dutra de Barcellos, que esteve os últimos sete meses na Holanda finalizando parte dos seus estudos de doutorado. Segundo ela, as notícias que circulam nos veículos de comunicação da Europa trazem informações negativas e inverídicas sobre a carne brasileira. Em um dos casos, é dado como certos focos de aftosa no Paraná, São Paulo, apesar dos órgãos de Defesa Sanitária do Brasil terem descartado a existência de focos nesses estados.
“Para que possa haver a reversão da imagem ‘Brasil=carne bovina barata e de baixa qualidade’ será preciso uma mobilização nacional. Identificar as diferenças entre os mercados consumidores, conseguindo atender suas demandas, garante maiores resultados. Saber, por exemplo, que apesar de ambos serem europeus, consumidores de carne bovina holandeses são bastante diferentes dos consumidores escoceses, pode trazer vantagens significativas para fornecedores internacionais. Peculiaridades regionais e nacionais fazem com que franceses e espanhóis valorizem produtos que possuem “Denominação de Origem Controlada”, explicou a palestrante.
Hoje, os participantes do 6º Congresso Brasileiro das Raças Zebuínas ainda assistirão quatro palestras que fazem parte do painel Certificação. As palestras são:
Valorização da certificação sob a ótica do consumidor
Palestrante: Kátia Leal Nogueira
SGS ­ – São Paulo/SP
Rastreabilidade no Brasil: situação atual e futuro
Palestrante: Naor Maia Luna
MAPA – ­ Brasília/DF
Perspectivas da certificação e rastreabilidade conjuntas da carne bovina no Mercosul
Palestrante: Javier Martínez Del Valle
Asociación de Productores Exportadores Argentinos
Análise crítica
Nelson Pineda
ABCZ
Enzo Bertolini
E-mail: enzo@textoassessoria.com.br

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações

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No dia 13 de novembro de 2005, a partir das 14 horas, pelo Canal Rural, Cadú Novaes, detentor da marca Nelore CEN, de Valparaíso/SP, promoverá seu tradicional leilão de touros.
O remate Leilão Virtual CEN Touros Avaliados, ofertará 110 touros Nelore entre 2 e 3 anos, criados e recriados a pasto e prontos para serviço. Cadú Novaes venderá 60 touros com a marca Nelore CEN, filhos de raçadores como Big Ben da Santa Nice, Helíaco da Java, Bitelo SS, Ganhoso, CEN Calibre, CEN Desacato e CEN Bhima.
Todos os animais da marca Nelore CEN são avaliados pelo Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore/USP, seguirão com exame andrológico e vistoriados por João Faria, técnico credenciado da ABCZ. Além disso, Novaes disponibilizará aos compradores pacotes de sêmen dos touros Hajasthan, Insoluto e Bhima.
O leilão oferecerá, também, facilidades no frete: para 15 animais o frete será cortesia do promotor em distâncias até 500 km de Araçatuba. Para efetuar o cadastro na leiloeira o contato é (18) 3622-4999 e, para dar lances é (43) 3373-7000.
Para mais informações sobre o Leilão CEN Touros entrar em contato através do número (11) 3887-3327 ou através do site www.nelorecen.com.br
Flávia Sancho
Matriz da Comunicação Assessoria
E-mail: flavia@matrizdacomunicacao.com.br

Fonte: Matriz da Comunicação Assessoria

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Por causa da febre aftosa, Mato Grosso do Sul perdeu a credibilidade e como alternativa de melhora do gado do Estado, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Gado de Corte, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Mato Grosso do Sul (SENAR-AR/MS), a Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (FUNAR) e a Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (FAMASUL), além do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, estão desenvolvendo a sexta edição da capacitação Boas Práticas Agropecuárias. O curso iniciou no dia (7/11/05) e vai até sexta-feira, dia 11.
Representantes da Embrapa e SENAR dos Estados de Goiânia, Recife, São Paulo e Belém e os participantes do curso visitaram a Fazenda Prata de Lei, considerada uma propriedade rural modelo aqui em Campo Grande por utilizar as boas práticas e comprovar sua eficiência.
Em sua sexta edição, o curso totaliza 136 multiplicadores e tem como objetivo difundir o curso para outros Estados, pois sua implantação é garantia de qualidade e atendimento aos interesses dos mercados internacionais.
No Programa da capacitação é apresentado o conjunto de normas e procedimentos a serem adotados pelos produtores para garantir uma produção de alimentos seguros em sistemas produtivos sustentáveis.
Juliana Turatti
Sato Comunicação
E-mail: satocomunicacao@terra.com.br  

Fonte: SENAR-AR/MS

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