Cresce a procura por tratamento alternativo

A utilização de medicamentos homeopáticos em animais pode aumentar a produção de leite e ovos, estimular o crescimento precoce de animais destinados ao consumo humano e combater parasitas. A afirmação é do presidente da Associação Médico Veterinária Homeopática Brasileira (AHB), Luiz Miguel Mangini. Ele é um dos organizadores do 26 Congresso Brasileiro de Homeopatia, que acontece em Brasília até o próximo sábado, dia 6.
Mangini afirma que já existem várias pesquisas feitas e em andamento no mundo inteiro e que o Brasil é um país de ponta em homeopatia veterinária. Segundo ele, a aplicação da técnica em animais pode ser individual, no caso de cães, gatos e cavalos, ou coletivo, aplicado diretamente em rebanhos de qualquer espécie que tenham alguma doença.
O tratamento em animais é feito da mesma maneira que em seres humanos, por meio de glóbulos, líquidos, pós ou comprimidos. O custo chega a ser 30 vezes mais barato e já existem várias empresas comercializando produtos homeopáticos a preços acessíveis.
A homeopatia veterinária, segundo Mangini, também veio derrubar mitos que comparam o funcionamento da medicina homeopática com o uso de placebos, em que o indivíduo toma um medicamento inativo, mas melhora por acreditar que está ingerindo um remédio de verdade.
“A homeopatia veterinária vem provar que não precisa acreditar em nada. Como é que uma cabeça de boi no meio de 600 ou mil ou 10 mil vai acreditar em alguma coisa? A medicina veterinária veio para colaborar com a medicina humana”, afirma Mangini.
Nos últimos anos, tem crescido o número de pessoas interessadas em tratar seus animais com homeopatia. A maior procura está na região centro-sul do país. Atualmente existem cerca de 600 profissionais no Brasil formados em homeopatia veterinária.

Fonte: Agência Brasil

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UE fixa limites para microtoxinas no café

A Comissão Européia elaborou uma norma restritiva sobre a importação de café devido à ocratoxina, um fungo que se reproduz com maior facilidade no armazenamento do grão. Com os novos limites, só poderão ser exportados lotes de café que possuam até cinco microgramas por quilo para os grãos de café torrado e moído, e de dez microgramas por quilo para o café solúvel.
A medida fez com que países da América Latina e da Ásia manifestassem ontem sua preocupação na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os limites poderiam representar uma barreira fitossanitária capaz de interferir nas exportações de café de alguns países produtores e exportadores.
Aparentemente desfavorável ao Brasil, a medida não deve provocar muitos impactos para os exportadores de café, segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). “Estudos feitos no Brasil já constataram a inexistência ou mesmo uma presença desprezível desse produto”.
O desenvolvimento da microtoxina acontece em ambientes de grande umidade, principalmente em armazéns em que o café fica exposto a condições deficientes de estocagem. “O nível de tolerância imposto pela Comissão Européia está acima dos embarques feitos pelo Brasil”, afirma Herszkowicz.
Apesar de a medida não ser aplicada às exportações de café verde, os exportadores podem passar a serem pressionados pelos compradores. “As indústrias provavelmente irão aumentar suas exigências para importar nosso café”, afirma Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), lembrando que isso pode ser um ponto positivo para o Brasil.
Entre os países que demonstraram sua preocupação na OMC por essa medida estão Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Cuba, República Dominicana, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Índia e Papua Nova Guiné.
Alexandre Inacio

Fonte: Gazeta Mercantil

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Brasil não paga organismo de defesa animal

O descaso com a sanidade animal poderá comprometer o status de zona livre de aftosa do Brasil e afetar as exportações de carne no ano que vem. O governo está devendo três anos de contribuição à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o equivalente a R$ 531,7 mil, colocando em risco as próximas inspeções do organismo.
Além do débito internacional, a cada ano o governo tem investimento menos na defesa agropecuária. Para 2004 estavam orçados R$ 68 milhões, valor 20% inferior ao de 2003 e 25% menor que o último ano do governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, o País investiu R$ 91 milhões em defesa sanitária e, no primeiro ano do governo Lula passou para R$ 88 milhões. Este ano, com o avanço dos focos de aftosa, no Pará e no Amazonas, foram pedidos recursos adicionais, totalizando R$ 112 milhões. Para 2005, estão orçados R$ 150 milhões.
“Está havendo displicência com as coisas do setor”, afirma Cesário Ramalho, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), referindo-se ao fato de que a dívida não é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas de quem não repassou o valor. Mas ele não acredita em sanção por parte da OIE. Segundo fontes, o governo teria sabido do débito por representantes do agronegócio, que tinham obtido a informação de que a diretoria regional da OIE na América do Sul iria entrar em contato com o ministério para fazer a cobrança da dívida.
O secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Maçao Tadano, admite o débito, mas diz que estão sendo tomadas providências para o pagamento. Ele explica que não existem rubricas específicas para compromissos internacionais e que, por conta disso, os ministérios do Planejamento e da Fazenda precisam buscar fontes alternativas no orçamento.
Os produtores temem que o débito possa atrasar os pleitos do Brasil para ampliar a área livre de febre aftosa. O País solicitou à OIE incluir o sul do Pará e o Acre como regiões em que a enfermidade foi erradicada. Mas o primeiro pleito foi negado e, há quem diga que possa ter sido pelo não pagamento. Segundo os trâmites da OIE, a documentação adicional encaminhada pelo governo será avaliada em janeiro e, em maio, na assembléia geral da instituição, poderá ser referendada. Com isso, o Brasil passará de 85% para 92% o percentual do rebanho livre de febre aftosa.
“Que confiança ter em um país que deve?”, questiona Sebastião Guedes, vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte. Segundo ele, o Brasil perde muito pois a dívida poderá neutralizar todo o esforço exportador do setor. “Não tem cabimento uma dívida dessas frente ao que representam as carnes em termos de divisas”, afirma Fernando Adauto, da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
Na avaliação do presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, os processos brasileiros poderão ser paralisados. Opinião semelhante tem o secretário-executivo do Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa), de Mato Grosso, Antônio Carlos Carvalho de Sousa. Segundo ele, enquanto o governo do estado aplicou R$ 30 milhões na defesa sanitária este ano, o federal encaminhou R$ 1 milhão à região. Na gestão passada, de acordo com Carvalho, eram R$ 10 milhões da União. “Toda a cadeia fica em risco quando não há investimento, principalmente em regiões próximas a áreas infectadas”, afirma.
Para amenizar a situação, o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, Leonardo Vilela, encaminhou uma emenda suplementar ao orçamento de 2004 visando o pagamento do débito. “Os trabalhos podem ser obstruídos e não podemos colocar em risco um setor que gera US$ 5 bilhões em exportações”, afirma Vilela.
Neila Baldi

Fonte: Gazeta Mercantil

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Ministério da Agricultura investe em TI

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Amauri Dimarzio, anunciou nesta quarta-feira (03/11) que a implantação do sistema de informática, orçado em R$ 60 milhões, permitirá o desenvolvimento dos controles e dos indicadores dos projetos da pasta para o ano que vem.
As reuniões ocorrem na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e se estenderão até a próxima sexta-feira (06/11).
De acordo com Dimarzio, a idéia é seguir as recomendações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atuação transparente com os gastos públicos. “Nós implantamos sistemas de informática porque precisamos ter melhores controles”, afirmou ele, lembrando que nos anos 2001 e 2002 o ministério teve cerca de 80 mil lançamentos no sistema de informática e, em 2003, primeiro ano de gestão do governo Lula, foram registrados 125 mil.
Em 2004, esse número já foi alcançado no meio do ano. “Conseqüentemente, nós temos que ampliar o sistema de gestão na informática”, acrescentou. O secretário informou ainda que o ciclo de reuniões começou mostrando ao setor uma visão atual das empresas ligadas ao Ministério da Agricultura.

Fonte: IDG Now

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