Especialista português destaca Agrosoft 2004 como oportunidade única nas relações estratégicas entre empresas brasileiras e

Em entrevista ao Portal Agrosoft, Miguel de Castro Neto, executivo da Agri-Ciência, empresa de consultoria portuguesa especializada na estratégia, planejamento e gestão de negócios agrícolas e de tecnologias de informação, fala sobre a importância do Agrosoft 2004 no estreitamento das relações entre empresas européias e brasileiras de rastreabilidade e segurança alimentar.

Castro Neto também destaca a crescente preocupação dos portugueses e europeus com a segurança alimentar e alerta os produtores brasileiros, especialmente os agropecuaristas, para terem uma atitude pró ativa: “aqueles (produtores) que conseguirem colocar a disposição dos consumidores produtos perfeitamente identificados e com um percurso do produtor ao consumidor totalmente transparente terão uma vantagem competitiva incontornável”. A Agri-Ciência é parceira do Agrosoft 2004, sendo responsável pela organização do evento em Portugal.

PORTAL AGROSOFT: Na sua opinião, qual a importância do Agrosoft 2004 – Rodada Internacional de Negócios, no estreitamento das relações entre empresas européias e brasileiras na área de rastreabilidade e segurança alimentar? Qual a importância do evento está sendo realizado em Portugal?

MIGUEL DE CASTRO NETO: A Europa em geral e Portugal em particular têm vindo a tornar-se um mercado importador de carne de bovino brasileira cada vez mais importante o que, face ? s crescentes preocupações com a higiene e segurança alimentar que vieram reforçar as questões relacionadas com a rastreabilidade, coloca o Agrosoft 2004 no local de encontro privilegiado para os agentes que, em Portugal e no Brasil, se movimentam neste setor de atividade. Assim, este evento, ao reunir os intervenientes portugueses e brasileiros no campo da rastreabilidade da carne de bovino será, sem dúvida, uma oportunidade única não só para trocar experiências, mas principalmente para lançar as sementes de relações de parceria estratégicas, suportadas por interesses e língua comuns, tornando-se Portugal a porta de entrada privilegiada para o mercado europeu.

PORTAL AGROSOFT: Como a Agri-Ciência estará contribuindo para a efetivação dos objetivos do evento?

MIGUEL DE CASTRO NETO: A Agri-Ciência, enquanto empresa de consultoria para o setor agrícola, tem particular interesse na utilização das tecnologias de informação e comunicação como infra-estrutura de suporte a soluções de rastreabilidade, tendo já efetuado algumas incursões exploratórias nesta temática. Neste contexto, a Agri-Ciência considerou a realização deste evento uma oportunidade única para dinamizar a questão da rastreabilidade no setor em que desenvolve a sua atividade, tendo apostado no apoio a esta iniciativa. Esperamos que o Agrosoft 2004 venha a reunir os principais “players” nacionais com os congéneres brasileiros, nomeadamente representantes das instituições de ensino e de investigação, de empresas transformadoras, de entidades certificadoras, de empresas de tecnologias de informação e de investidores.

PORTAL AGROSOFT: Que recado o Senhor daria aos agropecuaristas brasileiros para que eles possam estar se inserindo de maneira sólida no exigente mercado europeu de alimentos?

MIGUEL DE CASTRO NETO: Conforme referi, as crescentes preocupações com a higiene e segurança alimentar que se manifestam atualmente no espaço europeu exigem dos produtores em geral uma resposta muito forte em termos de gestão de informação e de transparência do processo produtivo. De fato, num mercado com consumidores cada vez mais atentos e mais preocupados com a sua dieta alimentar, aqueles que conseguirem colocar ao seu dispor produtos perfeitamente identificados e com um percurso do produtor ao consumidor totalmente transparente terão uma vantagem competitiva incontornável. Se é verdade que a nível europeu a legislação em vigor já regulamenta muitas destas questões, também é verdade que as exigências efetuadas sobre a carne importada ainda não são tão fortes, mas acreditamos que será apenas uma questão de tempo até que através dos acordos de comércio internacional, isto venha a acontecer. Assim, aqueles que tiverem uma atitude pró ativa e preparem esta mudança inevitável conseguirão obter uma vantagem concorrencial que poderá marcar a diferença entre o sucesso e o fracasso.

PORTAL AGROSOFT: Discorra sobre a Agri-Ciência e suas atividades no meio rural.

MIGUEL DE CASTRO NETO: A Agri-Ciência é uma empresa de consultoria que iniciou a sua atividade em fevereiro de 2000. A sua missão é apoiar os seus clientes na melhoria e no progresso das suas atividades, através da prestação de serviços de auditoria e consultoria técnica e econômica nas áreas da estratégia, do planeamento e gestão, da programação operacional e das novas tecnologias de informação e comunicação, formação e marketing. A Agri-Ciência é constituída por uma equipa multidisciplinar, cujos elementos são altamente qualificados e cuja competência é reconhecida no setor em que trabalham. A nossa empresa tem realizado uma série de projetos tais como: diagnóstico de análise estratégica de empresas, planos de desenvolvimento agrícola regional, avaliações de propriedades agrícolas, análise e avaliação de projetos de investimento, estudos de impacto ambiental (uso do solo e atividades agrícolas), desenvolvimento de estratégias na Internet, bases de dados relacionais, sistemas de informação geográfica, formação (marketing, boas práticas agrícolas e tecnologias de informação) e marketing e comercialização (estudos de mercado).

Fonte: Portal Agrosoft

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Rally da Pecuária faz radiografia do setor no Brasil

A primeira edição do Rally da Pecuária, que fará um mapeamento da pecuária brasileira, será realizado de 27 de setembro a 18 de outubro e percorrerá 10.962 quilômetros e oito estados, onde se concentram importantes pólos produtores.
O Rally da Pecuária levantará, entre outras informações, as diferenças existentes entre as regiões, as tecnologias mais promissoras e qual a sustentabilidade dos diversos sistemas de produção. O resultado será uma mostra representativa do cenário da pecuária brasileira.
Durante três semanas, o Rally da Pecuária passará por oito estados: Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais. A equipe inicia a trajetória no dia 27, em Presidente Prudente (SP) passando por Dourados (MS), Campo Grande (MS), Coxim (MS), Cuiabá (MT), Alta Floresta (MT), Redenção (PA), Palmas (TO), Gurupi (TO), Goiânia (GO), Rio Verde (GO), Uberaba (MG), Barretos (SP), Araçatuba (SP), Paranavaí (PR) e Maringá (PR).
Em cada município, a equipe fará visitas a produtores, levantando informações importantes sobre seu rebanho, raças criadas, manejo de pastagens, tecnologias empregadas, índice de produtividade, entre outras.
Nas cidades de Presidente Prudente, Campo Grande, Cuiabá, Alta Floresta, Redenção, Gurupi, Goiânia, Uberaba, Araçatuba e Maringá haverá evento à noite, com palestras sobre mercado e técnicas, proferidas pelo economista Alexandre Barros de Mendonça e pelo engenheiro agrônomo José Carlos Hausknechc. 
O Rally da Pecuária é um projeto das empresas de consultoria MB Agro e Agroconsult, essa última também foi responsável pela realização do Rally da Safra 2004. Patrocinam o evento a Dow AgroSciences, o Banco do Brasil, a Bunge Nutrição Animal e a Link Corretora.

Fonte: Agronet

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Rastreabilidade será fundamental para futuros acordos comerciais

Encerrou-se em São Paulo, no última dia 23, a Conferência Internacional sobre Rastreabilidade de Alimentos, que reuniu mais de 350 especialistas, pesquisadores, representantes de certificadoras, além de técnicos das áreas de vigilância sanitária e agropecuária, contoando ainda com a participação de especialistas franceses, italianos, espanhóis, ingleses, holandeses e alemães. O objetivo do evento foi trocar conhecimentos e experiências em certificação de alimentos e rastreabilidade na cadeia produtiva.
Essa troca de experiências sobre os diversos sistemas de certificação ajudará a balizar, no futuro, os pleitos do Brasil e do próprio Mercosul nas relações de comércio internacional, observa Juaquim Naka, responsável pela implementação do Sistema Agrícola de Produção Integrada (SAPI). Para ele, esse sistema integrado de produção garantirá a qualidade do produto final.
A rastreabilidade, segundo ele, permitirá o controle de riscos em qualquer etapa do processo produtivo, viabilizando providências rápidas para resguardar a saúde do consumidor. “A conferência sinaliza que os mercados vão se tornar cada vez mais exigentes, obrigando os países a investir em sistemas eficientes de rastreabilidade de alimentos”, afirma.
Os sistemas adotados nos diversos países que participaram da conferência consideram a rastreabilidade como fator fundamental para garantir a qualidade e sanidade dos produtos de origem animal. Os principais mercados do mundo não aceitam produtos sem uma convincente certificação de qualidade, avaliaram os especialistas participantes da conferência.

Fonte: Agronet

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Embrapa capacita equipes para implantação de software livre

Evento em Brasília vai reunir técnicos de informática de todos os centros de pesquisa da Embrapa para elaborar plano de implantação de software livre e certificação digital. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, inicia a migração de software proprietário para software livre em todos os seus centros de pesquisa espalhados pelo país. A estratégia segue a linha do governo federal, que busca economizar recursos públicos, favorecer o aumento da soberania tecnológica do Brasil e incentivar programas de inclusão digital.
De 27 de setembro a 1º de outubro, acontece na sede da Embrapa, em Brasília, o “I Workshop para implantação de software livre na Embrapa”, um evento organizado pelo Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) da empresa e pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP). “O objetivo do encontro é capacitar os técnicos de gerência de redes de comunicação, de segurança da informação e de suporte e atendimento ao usuário, para que eles possam iniciar o processo de implantação e adoção de software livre e de certificação digital na Embrapa”, informa o chefe do DTI, Moacir Pedroso Júnior.
Essa etapa estava prevista quando da criação na empresa, em março passado, da Rede de Software Livre para Agropecuária – Rede AgroLivre (www.agrolivre.gov.br). O projeto tem apoio financeiro do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), órgão ligado à Casa Civil da Presidência da República, que investiu R$ 540 mil na Rede. De acordo com estimativas do DTI, apenas na sede da empresa, a adoção de software livre vai permitir redução de, aproximadamente, R$ 800 mil por ano, atualmente gastos com licenças de uso de software proprietário.
Repositórios
Também está disponível na internet o Repositório de Software Livre Agropecuário (http://repositorio.agrolivre.gov.br), uma das metas da Rede AgroLivre. A partir de agora, interessados em participar do desenvolvimento ou em criar projetos para o domínio agropecuário podem utilizar o repositório como infra-estrutura para o desenvolvimento colaborativo e distribuído de sistemas e oferta desses aos usuários.
Durante o workshop, a Embrapa vai lançar um repositório para os softwares corporativos desenvolvidos na empresa, com o objetivo de facilitar a troca de conhecimento, idéias e tecnologia, garantir maior interatividade entre sistemas por meio de uso de padrões abertos e facilitar o desenvolvimento de software de forma distribuída e colaborativa. A manutenção ficará sob responsabilidade do DTI, que é o departamento responsável pela definição das políticas de adoção de software na Embrapa.
O repositório para uso agropecuário apresenta, inicialmente, o código-fonte dos softwares já desenvolvidos pela Embrapa Informática Agropecuária e que estavam anteriormente no sítio da Rede AgroLivre. São eles: HiperEditor e HiperVisual, ferramentas para manipulação e visualização de informações em formato de árvore hiperbólica; módulos do Software Científico (SOC), para análise de regressão e cálculo matricial; e Lactus, para gerenciamento de rebanho leiteiro, o qual contou, no desenvolvimento, com a parceria da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP). Desde que os programas se tornaram disponíveis gratuitamente na internet, já foram feitas cerca de 9 mil cópias.
Este repositório para software livre agropecuário constitui-se como infra-estrutura essencial para permitir ações de incentivo ao desenvolvimento de software para o setor, destaca a chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Informática Agropecuária, Sônia Ternes.
O projeto visa tornar disponíveis como software livre outros programas já desenvolvidos pela empresa e incentivar pesquisadores a participarem do repositório, durante o desenvolvimento de novos sistemas. Sônia ressalta que o repositório destina-se a manter sistemas de uso no setor agropecuário, que atendam às comunidades científica e acadêmica, proprietários rurais e empresas públicas e privadas. Esses programas podem ser desenvolvidos pela Embrapa, por outras instituições públicas e até mesmo pela iniciativa privada.
Nadir Rodrigues Pereira
nadir@cnptia.embrapa.br

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

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