Algodão colorido e cenoura com mais vitamina A serão os destaques da Embrapa em Feira Botânica

O algodão naturalmente colorido desenvolvido pela Embrapa está fazendo grande sucesso entre os consumidores brasileiros e estrangeiros e tem a vantagem de ter incentivado a economia familiar nordestina, principalmente nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, além de ser ambientalmente mais saudável, por não necessitar de tingimento químico, o que evita a emissão de poluentes e reduz a utilização de água e energia. Hoje, já existem vários produtos feitos com algodão colorido, como roupas, toalhas de mesa, caminhos de mesa, redes etc.
Quem quiser conhecer esses produtos e saber mais sobre essa tecnologia, deve visitar o estande da Embrapa na 30ª Feira Botânica do Shopping CasaPark, em Brasília, DF, que acontece nos dias 25 e 26 de setembro. O público vai conhecer também as tecnologias de outras duas unidades de pesquisa – a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Hortaliças, ambas localizadas em Brasília, DF – que incluem mais uma novidade: uma cenoura com maior teor de vitamina A e mais doce que as variedades encontradas no mercado, que poderá ser degustada no estande.
O algodão colorido já era utilizado pelos Incas desde 4500 AC e por outros povos antigos das Américas, África e Austrália. Com a industrialização, as fibras coloridas, inerentes à maior parte das espécies primitivas de algodão, foram deixadas de lado, passando a ser utilizadas apenas para fins ornamentais e artesanais. Mas a Embrapa, que sempre acreditou na natureza como um banco de genes, e tem na conservação e estudo dos recursos genéticos um de seus alicerces, investe na preservação de espécies coloridas de algodão desde 1984. A partir de 1989, a Embrapa Algodão, unidade de pesquisa da Embrapa em Campina Grande, Paraíba, passou a desenvolver pesquisas para o melhoramento dessas espécies.
Em 2001, a Embrapa apresentou ao país a primeira cultivar brasileira de algodão colorido obtida por melhoramento convencional: a cultivar BRS Marrom. Hoje a Empresa – que já lançou a nova variedade BRS Verde- comemora, junto com a região nordeste, a contribuição dessas variedades para o resgate da produção de algodão nas terras do semi-árido, onde a cultura tinha praticamente desaparecido em função de uma praga devastadora, conhecida como bicudo do algodoeiro.
A fibra colorida possui valor de mercado 30 a 50% superior às fibras de algodão branco normal. A cultivar foi desenvolvida pela Embrapa para pequenos agricultores e já gerou inúmeros benefícios para as cooperativas de tecelãos e artesãos, pela produção e exportação de roupas. Grande parte da produção é destinada ao exterior porque alcança preços 100% mais altos do que no mercado interno, já que os consumidores externos dão preferência a produtos ecológicos e socialmente corretos.
A 30ª Feira Botânica do Shopping CasaPark acontece no dia 25 de setembro (sábado) das 10 às 21 horas, e no dia 26 (domingo) , das 10 às 18 horas. O endereço é SGCV/Sul Lote 22, Brasília-DF, ao lado do Carrefour Sul.

Fernanda Diniz
fernanda@cenargen.embrapa.br


Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Certificadora ganha com exportações

Não são apenas a agricultura e as indústrias que estão lucrando mais com as exportações brasileiras. O crescimento de 34% registrado nas vendas externas do país até agosto deste ano também está engordando o faturamento das empresas que certificam as mercadorias embarcadas.
São companhias como a suíça SGS, a inglesa BSI e a norueguesa DNV, entre outras. Elas verificam se os produtos que entram e saem do Brasil estão seguindo o padrão de qualidade exigido pelos clientes. Se a mercadoria recebe o aval delas, é dado o sinal verde para que ela siga até seu destino. Assim, quanto mais o Brasil exporta, mais as certificadoras ganham também.
Até agosto, a receita da SGS seguiu de forma muito próxima a evolução das vendas externas. Cresceu 36%, o que deve levar a companhia a encerrar o ano com um faturamento de cerca de R$ 100 milhões, ante os R$ 74 milhões de 2003. Em 2002, a receita da companhia era de R$ 40 milhões.
Isso leva Maurice Politi, presidente da SGS do Brasil, a crer que em dois anos a receita da companhia dobrará. O segmento que mais cresceu neste ano, segundo ele, foi o de mineração, que teve um aumento de 80%, puxado pelas exportações da Vale do Rio Doce.
A área agrícola ainda é a mais importante para a empresa, com 33% dos negócios. Mas a missão de Politi é fazer crescer a certificação de bens de consumo, como calçados, brinquedos e têxteis, ainda pouco exploradas. “As exportações desses itens vêm crescendo no Brasil e temos de acompanhar esse movimento”, afirma Politi.
Politi é o primeiro brasileiro a comandar a SGS no país. Depois de começar sua carreira como jornalista de comércio exterior, o executivo foi trabalhar na SGS há 24 anos. Já passou pelo Quênia, México e Argentina. “Agora, depois de passar por países com exportações tão diferentes, vim aplicar todos os conhecimentos no Brasil.”
Outras gigantes mundiais também estão de olho na onda exportadora brasileira. É o caso da inglesa BSI, que só trabalha com a certificação de sistemas de gestão. A partir do próximo ano, a empresa começará a atestar mercadorias.
“A certificação é a grande alavanca do Brasil no mercado externo. Quando um produto é reconhecido, é porque ele tem qualidade, e o cliente vê isso com bons olhos”, diz Sérgio Constantino, responsável pela criação dessa nova área na BSI. A empresa está interessada nas áreas de alimentos, petróleo, gás, médica e química. Segundo Constantino, a idéia da BSI é aproveitar o laboratório de inspeção que a empresa já tem no porto de Santos (SP), que hoje faz apenas inspeção de produtos. A BSI ainda não consegue mensurar o quanto a nova atividade pode incrementar em sua receita no Brasil.
Para a DNV, que faturou R$ 55 milhões em 2003, as áreas mais importantes têm sido as de certificação de alimentos e de petróleo. “Os importadores estão mais preocupados em saber como é a higiene dos fabricantes de alimentos e qual o tipo de fertilizante usado”, afirma o diretor Samuel Barbosa.
Já a Bureau Veritas acredita que a maior demanda deve surgir em alimentos, área na qual entrou faz apenas dois anos. Hoje, o maior crescimento vem dos eletrônicos, que, para entrar em um país, precisam seguir especificações.
Carolina Mandl De São Paulo

Fonte: Jornal Valor Econômico

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Ministra diz que há tempo para Lei de Biossegurança

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou ontem (23/9) em Curitiba que ainda há tempo hábil para ser votado o projeto da Lei de Biossegurança, que trata dos transgênicos. Para ela, a população está à espera de uma lei que regulamente a questão, e não de uma nova medida provisória. Já em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem a possibilidade de editar uma MP para resolver o problema do plantio da soja transgênica para a safra 2004/2005. A ministra esteve participando da inauguração da sede estadual do Ibama.
“Ainda estamos na expectativa de que o Senado, após o dia 3, possa apreciar a matéria”, afirmou a ministra. “Como o plantio (da soja) só vai acontecer depois do dia 10, ainda haveria tempo hábil para, em regime de urgência urgentíssima, ser votado o projeto. Até porque a sociedade brasileira tem expectativa de um marco legal estruturante, não apenas de instrumentos de medida provisória”, declarou. No Senado, a votação do projeto de lei está marcado para o próximo dia 5. Apesar das declarações, a ministra disse que não poderia antecipar nenhuma posição do governo em relação à questão “porque não tive oportunidade de conversar com o presidente”. Lula chegou ontem de viagem pelos Estados Unidos, onde liderou o encontro da Ação Mundial contra a Fome e a Pobreza, promovido pela ONU.
Para a ministra, a Lei de Biossegurança não visa apenas regulamentar a questão dos transgênicos. “O que estamos procurando é criar um processo virtuoso que salvaguarde os compromissos internacionais que o Brasil assumiu quando ratificou a convenção da biodiversidade, protocolo de Cartagena e quando sinalizou muito fortemente em seu projeto que iria respeitar o interesses dos pesquisadores, consumidores e produtores, mediante o princípio da precaução”, afirmou a ministra. “E princípio da precaução não significa ser contra ou a favor de organismos geneticamente modificados, mas ter um regramento que possibilite tanto a licença para o plantio da soja transgênica para aqueles que assim quiserem, como assegurar para aqueles que quiserem continuar fazendo seus plantios convencionais possam fazê-lo.”
Sobre a intenção do governador Roberto Requião em transformar o Paraná em área livre de transgênicos, a ministra afirmou que se trata de algo legítimo. “Certamente o Estado está baseado em oportunidades de mercado, naquilo que é a tendência dos consumidores de quererem produtos que tragam benefícios, tanto do ponto de vista da saúde como do meio ambiente.” Segundo a ministra, “de acordo com o marco legal que está se estabelecendo, esse pleito deverá ser atendido”.
Lula, porém, admite emitir nova MP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem a possibilidade de editar uma medida provisória para resolver o problema do plantio da soja transgênica para a safra 2004/2005. A intenção é permitir que os produtores agrícolas que utilizam sementes transgênicas não sejam prejudicados e possam iniciar o plantio no próximo mês.
Lula disse que também pensava que no Brasil não havia o uso de produtos transgênicos e foi tomado de surpresa ao saber, quando tomou posse, que mais de 9 milhões de toneladas de soja produzida no Rio Grande do Sul era geneticamente modificada. O presidente disse que não podia “mandar queimar” toda uma safra de soja, principalmente num país onde o problema da fome ainda existe. “Por isso editei uma medida provisória naquela época para resolver o problema. O projeto da Lei de Biossegurança foi mandado ao Congresso, a Câmara já votou e o Senado está discutindo há muito tempo. Se for importante, se tiver acordo, eu posso fazer a edição da MP dos transgênicos”, afirmou Lula.
A idéia do Planalto é aproveitar o texto da Lei de Biossegurança e editar a MP apenas para garantir a legalidade do plantio da próxima safra.
Mau negócio
O governador Roberto Requião afirmou ontem, logo após almoço com a ministra Marina Silva, não acreditar na edição de uma nova MP pelo governo federal liberando o plantio de transgênicos. “Não acredito que o Lula faça isso. Se fizer, vai ser uma tristeza, um grande mal para o País”, afirmou. Segundo o governador, mesmo que o plantio de transgênicos seja liberado, a posição do governo do Paraná continua a mesma. “O Porto de Paranaguá não pode exportar transgênico, pois não temos como segregar. Além disso, nossos clientes querem qualidade, não querem comprar isso”, afirmou. “Porque nós iríamos substituir nossa tecnologia, pesquisa, pela duvidosa semente transgênica monopolizada por uma empresa?”, questionou o governador.
Lyrian Saiki

Fonte: Paraná-Online

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Agricultores baianos dão exemplo de preservação do meio-ambiente

No período de um ano, de julho de 2003 a agosto de 2004, o Estado da Bahia devolveu 98,4% das embalagens de agroquímicos consumidas. Os números foram divulgados esta semana pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). De acordo com o Instituto Nacional de Embalagens Vazias de Agrotóxicos (InpEV), órgão regulador da atividade, durante o primeiro semestre deste ano, 10.400 toneladas de recipientes vazios foram retirados do campo, em todo o país. A estimativa é que, até o fim do ano, 15.300 t dos vasilhames sejam devolvidos.
A campanha de recolhimento, visando a educação sanitária de toda a cadeia produtora, faz parte do Projeto Campo Limpo, desenvolvido pelo inpEV, em parceria com a Adab. Segundo o diretor de Defesa Sanitária da Adab, Cássio Peixoto “o êxito do projeto é fruto da mobilização de todo elo da cadeia produtiva, incluindo a sociedade, as empresas associadas e as entidades de classe ao transmitir exemplos de responsabilidade ambiental e social efetiva.”
Na Bahia, a primeira estrutura para o recolhimento das embalagens foi criada em julho de 2001, no município de Barreiras. Desde então, um total de sete centrais de recebimento foram construídas no estado. Aalém de Barreiras, os municípios de Conceição do Jacuípe, Irecê, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista, Itabuna e Bom Jesus da Lapa também possuem centrais. Para o diretor Geral da Adab, Luciano Figueiredo, “um projeto muito eficaz, em que, traduzido os números, ganha tanto o meio ambiente quanto toda a sociedade. É sinônimo de saúde na mesa do consumidor”.
Por serem altamente tóxicas as embalagens passam por um processo de tríplice lavagem. Após essa etapa os vasilhames são reciclados para transformação em conduítes elétricos e na construção civil. Atualmente, existem mais de 10 artefatos produzidos através do material. Por isso, na avaliação do diretor geral da Adab, “merece destaque a atitude, ecologicamente correta dos produtores rurais baianos, de devolver vasilhames de agrotóxicos vazios”.
Por Redação com ACS/Adab – de Salvador

Fonte: Correio do Brasil

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