O Programa Minas Sem Fome recebeu um reforço para o projeto de culturas, com a doação de 2 mil sacos de sementes de milho, feita pelo empresário Cláudio Nasser de Carvalho, de Patos de Minas. Proprietário da Riber Sementes e há 20 anos no segmento, Nasser diz que seu gesto, mais do que uma ação solidária, é um investimento.

e quot;É uma questão educativa. A partir do momento em que recebem estas sementes e obtêm um resultado positivo, que vai gerar mais renda, os agricultores poderão, no próximo ano, ir ao mercado e comprar sementes para a próxima safra e quot;, explicou.

Por sua iniciativa, o empresário recebeu, durante a comemoração do aniversário de 57 anos da Emater-MG, no último dia 5 de dezembro, a homenagem e quot;Empresa Amiga do Minas Sem Fome e quot;. Com o Programa, Nasser disse que percebeu a possibilidade de ajudar a levar a pesquisa pública para os agricultores.

e quot;A minha empresa é uma franqueada da Embrapa, eu sou produtor de milho de origem na pesquisa pública, e a Embrapa tem esse programa para permitir a inclusão de empresas como a minha no mercado, que não têm a capacidade financeira de desenvolver programas de melhoramento genético. Agora é a hora de devolver este benefício. Afinal, nós temos também algumas responsabilidades e quot;, afirma.

As sementes doadas são de milho híbrido BR-201 e da variedade 106, ambas desenvolvidas pela Embrapa. e quot;É um produto bem conceituado, de genética de primeira geração, com resultados adequados para o tipo de clima da região. Plantando uma semente melhorada, futuramente esses agricultores beneficiados pelo Programa não precisarão mais de doação e poderão contar apenas com seu trabalho e quot;, argumenta Nasser.

e quot;Eu acredito que apenas ficar doando a vida inteira a gente não ajuda e nem faz inclusão social. A participação da empresa em um primeiro momento deve ser educativa, no sentido de mostrar o caminho para o agricultor, apresentando as vantagens de usar uma semente de melhor qualidade e quot;, completa.

Mercado

Nasser está confiante em melhora de resultados para os agricultores, na próxima safra de milho, já que na safra 2004/2005, o saldo foi negativo. e quot;Com certeza, a agricultura está fechando o ano no vermelho. Buscamos insumos no mercado com o dólar a até R$ 3,50. E hoje estamos vendendo nosso produto com o dólar a R$ 2,20. Só podemos pensar em melhora para o próximo ano e quot;, lamentou.

Para o empresário, o momento é de repensar as estratégias. e quot;Temos que diminuir o risco dos produtores, que devem procurar o máximo retorno com investimento menor e quot;, opina. Segundo ele, as sementes que fornece, desenvolvidas pela Embrapa, atendem a essas necessidades, por terem ótimas condições de adaptação ao clima e ao solo. e quot;É possível conseguir boa produtividade com custo mais adequado e quot;, explica.

No projeto de hortas, estão incluídos mais de 450 municípios, com 267.238 famílias beneficiadas. Foram distribuídas pela Emater-MG sementes de alface, couve, tomate, abobrinha, cenoura, repolho e beterraba, enxadões, regadores e cerca de duas mil toneladas de adubo. No Projeto Pró-Pomar, estão sendo entregues, desde o final de agosto, 390 mil mudas de árvores frutíferas (manga, maracujá, caju, laranja pera, limão, goiaba, tangerina ponkan e acerola). Além disso, 48.035 famílias atendidas, em 300 municípios, estão recebendo também 426 toneladas de adubo e 288 toneladas de calcário.

No projeto de avicultura, são 360 os municípios atendidos, num total de 38.381 famílias. A distribuição de insumos para a atividade inclui 500 mil pintainhas de um dia e 66 mil sacos de ração (com 20 quilos cada). Na área de lavouras de grãos (milho, feijão e sorgo) estão envolvidas mais de 76 mil famílias em 460 municípios. Além de sementes certificadas para o plantio, os beneficiados receberam adubo e plantadeiras manuais.

Há investimento também para estimular a apicultura. Neste setor, estão cadastradas 2.756 famílias, que estão recebendo insumos para iniciar a produção, como colméias Langstroth (em caixas), macacão de apicultor, cera alveolada, botas e outros equipamentos necessários à atividade.

Além da assistência técnica à produção, a Emater-MG também atua junto às famílias no aspecto nutricional, com orientações, por meio de equipes multidisciplinares de profissionais, melhorar hábitos alimentares, pela diversificação na produção e no consumo de alimentos. Pode-se conseguir, assim, melhorar o padrão alimentar e nutricional da população alvo, por meio de uma dieta alimentar mais saudável em termos dos nutrientes essenciais.

Fonte

EMATER – MG
www.emater.mg.gov.br
Miriam Fernandes – Jornalista
E-mail: jornalismo@emater.mg.gov.br

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Os preços recebidos pelos produtores mineiros voltaram a cair 0,37% em novembro, em relação a outubro. No acumulado do ano, o IPR – Índice de Preços Recebidos pelos Produtores -, apurado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), registra queda de 10,15%.

Algodão e milho foram os produtos que tiveram a maior redução. De acordo com o economista do Departamento Técnico da FAEMG, Sérgio Avellar, a queda de 9,07% no preço do algodão, em comparação com outubro, se deve ao câmbio valorizado e às cotações internacionais que estão em baixa, em função da grande safra americana. No acumulado do ano, o produto apresenta redução de 33,85%.

A concorrência com o trigueto (trigo de baixa qualidade destinado à alimentação animal) provocou queda de 5,96% nas cotações do milho em novembro, em relação ao mês anterior. O feijão teve redução de 4,92%. De acordo com Sérgio Avellar, isto ocorreu por causa do aumento da produção do feijão de terceira safra. No acumulado do ano, o grão apresenta diminuição de 17,27%.

Frango e suíno também tiveram queda nos preços, de 2,3% e 3,8%, respectivamente. Em ambos os casos, as reduções nas cotações foram provocadas pelo aumento da oferta, baixo consumo interno e ritmo menor no crescimento das exportações. No acumulado do ano, o frango teve queda de preço de 22,79% e o suíno de 23,94%.

O aumento da captação de leite – que cresceu 19% no terceiro trimestre de 2005, comparado com o mesmo período de 2004, e que já acumula aumento de 13,3% neste ano – provocou redução de 3,2% no preço do produto. Em 2005, o preço do leite apresenta queda de 13,33%. A soja, novamente influenciada pelo câmbio, registra queda de 1,09% em novembro e de 14,56% no acumulado de 2005.

As altas ficaram por conta do café e do boi gordo que subiram 3,79% e 2,7%, respectivamente. No acumulado do ano, estes produtos apresentam queda de 1,47% e 10,22%.

Fonte

FAEMG
www.faemg.org.br
Assessria de Comunicação
E-mail: imprensa@faemg.org.br

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Autoria:

Washington Luiz de Barros Melo – Pesquisador
Embrapa Instrumentação Agropecuária

Contato:

Dr. Washington Mello

EMail:

wlbmelo@cnpdia.embrapa.br

DDD e Telefone(s):

(16) 3374-2477

Palavras-Chave:

café, pó, analisador

Resumo:

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de café, mas o brasileiro, na maioria, não toma o melhor, isto é do conhecimento de todos. É coisa do passado aquele cafezinho feito de grãos conhecidos, torrado e moído em casa. Hoje temos as indústrias de torrefação que cuidam dessa tarefa, mas nem sempre sabemos o que tem dentro daquele saquinho ou daquele tijolo retangular, a embalagem do café a vácuo. As impurezas no pó de café chegam até 80%, quando a legislação atual permite 1%.

Corpo:

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de café, mas o brasileiro, na maioria, não toma o melhor, isto é do conhecimento de todos. É coisa do passado aquele cafezinho feito de grãos conhecidos, torrado e moído em casa. Hoje temos as indústrias de torrefação que cuidam dessa tarefa, mas nem sempre sabemos o que tem dentro daquele saquinho ou daquele tijolo retangular, a embalagem do café a vácuo.

Realmente, o que tem dentro daquelas embalagens? A resposta para isto seria simplesmente, café. Parece fácil esta resposta. Mas será que é só café. De que tipo? Alguns expressam 100% arábica, outros nem isso afirmam. Você já se questionou: por que para certas marcas o pó rende e para outras não? Também já se perguntou como foi torrado, qual o processo usado, qual a qualidade do grão? Isto geralmente não passa pela cabeça das pessoas. Simplesmente temos a atitude mecânica de comprar num supermercado ou na padaria ou na mercearia aquele produto de uma marca que acostumamos, ou confiamos ou ainda pelo preço mais acessível. Isto não quer dizer que estamos tomando um café com qualidade. Tomamos apenas café, uma bebida escura com sabor e aroma variados.

Começando pelo grão, há diversas variedades de cultivares e as pesquisas em melhoramento genético buscam culturas resistentes às pragas, ao clima, e um nível ótimo de produtividade. Até aqui tudo bem! Mas na hora da colheita começa o dilema para aquele que vai beber o produto. Há várias maneiras de colher, seja mecanizada, seja manual, desde os grãos maduros, secos, verdes retirados no pé àqueles colhidos no chão onde já sofreram os ataques de insetos (broca), já degradaram pela umidade, pelos processos de secagem e de armazenamento. Sem falar da presença de fungos causadores de doenças. Mas podemos ainda justificar, por tudo isto os outros alimentos também podem sofrer. Correto! Talvez em grau maior ou menor. Como o nosso assunto é café, não vamos entrar neste mérito. A verdade é que a maioria do povo brasileiro não bebe um café cujo grão seja de boa qualidade, embora existam no mercado produtos de alta qualidade, mas que não estão acessíveis a grande parte da população.

Nas regiões brasileiras onde o café é cultivado ainda se podem encontrar melhores condições na qualidade da bebida, porém, isto não pode ser dito para as outras regiões. Mesmos assim, há um volume considerável de grãos de qualidade inferior circulando nas regiões produtoras e que se dissipam para as demais regiões. Os grãos que chegam para esta maioria são quebrados, brocados, ardidos, murchos, e logicamente, uma parcela de grãos intactos e de boa aparência. O preço é a definição. Além disso, a maioria dos cafés é composta de misturas de variadas espécies. Estas misturas são as blendas que servem para dar características diferenciadas às bebidas conforme o paladar do consumidor. A formação de blendas é um processo rotineiro em todas as torrefações nacionais e internacionais, mas o consumidor nem sempre é informado desta composição.

O consumidor, também, precisa ser informado sobre as condições da torra. Uma ótima bebida está relacionada ao grau de torra, que por sua vez, está diretamente relacionado à temperatura usada no processo. Internacionalmente, os graus de torra estão divididos em uma escala definida pela Specialty Coffee Association of America – SCAA e pela empresa norte-americana Agtron. A cada intervalo de temperatura foi determinado um número agtron. Por exemplo: agtron 45 corresponde à temperatura em torno de 235oC. Enquanto agtron 55 (cerca de 225oC) e 65 correspondem a 215-220oC.

O grau de torra afeta diretamente o sabor do café, determina como o grão foi torrado definindo os vários compostos que são extraídos durante a formação da bebida. Basicamente, sendo caracterizado pela acidez, pelo aroma e pelo corpo. Quando o café é torrado numa temperatura abaixo de 200oC, sua aparência é de cor marrom claro, sua bebida parece um chá, sua acidez muito evidente, com aroma adocicado, mas não tão forte. Este grau de torra não é da preferência do brasileiro, mas existem povos que preferem o café com estas características. Para temperatura em torno de 220oC, a cor é marrom achocolatado, a acidez diminui, o aroma é intenso e agradável, baixa oleosidade, acidez balanceada, corpo mais completo e superfície do grão geralmente seca. Acima desta temperatura, a cor é marrom escuro tendendo a preta, o café passa a liberar óleo, seu aroma diminui, sabor mais amargo tendendo a matéria carbonizada.

A torra do café servido ao brasileiro está entre os números agtron de 45 a 65, sendo do marrom muito escuro ao marrom achocolatado. O café tipicamente usado pelo brasileiro é torrado em temperatura acima de 220oC (agtron 45 ou 50). Talvez por motivo histórico, o brasileiro acostumou a usar esta torra escura por apresentar sabor forte e encorpado. Gosto não se discute. Mas esta aparência escura facilita outro tipo de prática, a adulteração. Na verdade não existe e quot;café puro e quot;, sempre há algum material como cascas e paus naturalmente presentes, pois faz parte do processo de tratamento e de torra.

A partir dos anos 70, esta prática se generalizou devido à concorrência e a inflação. Desde então, tornando-se procedimento corriqueiro. Atualmente, pode-se encontrar palha do café (cascas), milho, cevada, soja, borra de café, e outro, fazendo parte do produto. Por lei é permitido no máximo 1% de cascas e paus.

A palha é o adulterante mais comum, pois tem origem no próprio café, chegando ao absurdo de 70 a 80% dela no pó. Em certas épocas do ano, o comércio de palha fica aquecido e os seus fornecedores também dão as e quot;receitinhas e quot; de como adulterar na tentativa de burlar a fiscalização. O pó da palha torrada e moída pesa mais do que o pó do e quot;café puro e quot;, isto significa perder no peso, no bolso e na saúde. Como a palha tem origem diversa e não se sabe o tratamento para sua conservação, então, há a possibilidade de estar contaminada por fezes ou detritos de animal, ou em decomposição por ataque de fungos com ajuda da umidade. O tempo de conservação do café misturado à palha diminui, em poucos dias seu aroma muda e seu sabor passa a ser desagradável. Não é preciso dizer que tudo isto causa danos à saúde humana.

As adulterações por milho, soja e outros são menos intensivas, mas ainda são encontradas. Um tipo de adulterante que está ganhando espaço é a e quot;borra ou café esgotado e quot;. Borra de café é café! Os métodos tradicionais de análise têm dificuldade de detectá-la. Este material além de não conter os componentes originais da bebida, serve de enchimento e disfarce do produto. Isto novamente lesa terrivelmente o consumidor, pois adquire um produto já usado e que não se recompõe. Novamente, afetando diretamente seu bolso. Além do mais, como o processo de esgotamento do café é na presença da umidade, então, esse material pode servir de ambiente para crescimento de fungos e bactérias nocivos à saúde. A borra úmida facilmente entra em decomposição, produzindo toxinas cancerígenas e letais.

Os processos de análises da qualidade do café em pó são rudimentares e demorados. Para dar uma idéia, um dos processos consiste em usar alguns gramas do pó, desengordurá-lo, depois com ajuda de uma lupa (lente) separar as partículas do adulterante dentre as partículas do café. Isto é um trabalho cansativo e que depende da disposição, do humor daquele que executa. Isto leva horas para ter um resultado e que muitas vezes são contestados judicialmente, dificultando o trabalho de fiscalização.

Para ajudar na melhoria do produto e restringir as fraudes, a Embrapa Instrumentação Agropecuária – São Carlos/SP, desenvolveu o Analisador de Alimentos e Café, Ali-C. Esse sistema em poucos minutos determina o percentual de adulterante no café, sem a necessidade do processo de desengordurar e sem usar lupa, nem depender do bom ou mau humor das pessoais. O processo do Ali-C é através da geração de ondas de calor, com isso diminuindo ao máximo o contato humano, restringindo as incertezas. Este sistema possibilitará o aumento da fiscalização, por exemplo: durante um ano será possível analisar o café de uma determinada marca pelo menos quatro vezes. Isto eleva o poder da fiscalização e a certeza que o consumidor não está sendo lesado, aumenta a confiança no produto e remove do mercado práticas danosas e ilegais.

Portanto, além da intensa fiscalização e incremento da livre concorrência justa, o consumidor deveria ser informado pelo torrefador a respeito do processo de torra, imprimindo o número agtron na embalagem com sua respectiva temperatura, a espécie de grão usado ou a composição da blenda e a procedência do grão. Isto faria o consumidor esclarecido escolher melhor uma marca e um produto. Também reeducando hábitos por receber informações sobre o produto de sua preferência ou entender melhor o que está usando. O mercado melhoraria, pois se consumiria um produto confiável e de qualidade. Essas informações gerariam um grande diferencial entre as marcas causando uma concorrência justa e legal. Usuário do cafezinho nosso de cada dia, defenda-se. É necessário saber o que estamos ingerindo. Este texto tem este objetivo, informar para melhor usar.

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Responder por um PIB de 3,2 bilhões de dólares e empregar 400 mil trabalhadores, em 13 mil propriedades – números que revelam o peso da citricultura brasileira. À altura da relevância desse setor e para tratá-lo em todas as suas faces, chegam 929 páginas, ilustradas com fotos coloridas, tabelas e gráficos explicativos, divididas em 31 capítulos, que compõem o livro Citros, a ser lançado pelo Centro APTA Citros Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), nesta segunda-feira, 12, às 19h, em Cordeirópolis.

Em uma rápida olhada para o histórico da citricultura brasileira vê-se vários obstáculos, como a tristeza, no final da década de 30, o cancro cítrico, nos anos 50, a clorose variegada, em 1980, a morte súbita, em 2001, e o greening, atualmente. Nesses episódios, as ferramentas tecnológicas vêm trazendo as respostas para não deixar calar um setor que há décadas tem voz ativa na economia nacional. O livro conta, por exemplo, que a história da citricultura brasileira confunde-se com a da colonização, ao ser iniciada com os portugueses que habitaram os solos nacionais em meados do século XVI. Mas somente no século XX o plantio alcançou largas escalas, em razão da crise cafeeira. Conhecer o passado, compreender o presente e planejar o futuro – direcionamento que se aplica também à citricultura e está presente no novo livro, que foi coordenado, organizado e editado por José Dagoberto De Negri, Rose Mary Pio e Jorgino Pompeu Junior, liderados por Dirceu de Mattos Junior, todos pesquisadores do IAC. e quot;Podemos dizer que essa obra passa a ser referência no Brasil e no Mundo e quot;, diz Dirceu de Mattos.

Abordando praticamente 99,9% do conhecimento que envolve a atividade citrícola, a obra foi escrita por 82 autores de diversas instituições, dos quais 19 são do IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

A fim de manter forte a competitividade da produção e gerar recursos para proteger o principal ativo do negócio citrícola – os pomares -, o objetivo do livro é organizar em uma só obra o conhecimento acadêmico, o aplicado e a capacitação de recursos humanos. Com essa finalidade e baseando-se no diagnóstico da demanda de informações do setor, os editores buscaram competências em várias áreas da citricultura e em diferentes instituições do Brasil.

Essa obra – que passa a ser referência no País – está organizada em seis áreas temáticas – história, genética, produção, fitossanidade, resíduos, pesquisa e desenvolvimento. Sem esgotar o fértil campo de estudos da citricultura, o livro traz também recomendações que compõem uma base de informações que servirão de referência na próxima década para os profissionais das áreas técnicas e de desenvolvimento. e quot;Citros traz informações geradas no IAC e nunca publicadas, por exemplo, sobre novas recomendações de adubação dos citros, com base em vários projetos realizados pelo grupo de pesquisadores do IAC e quot;, explica o editor Dirceu de Mattos.

Direcionado a técnicos, citricultores, cientistas, estudantes de graduação e pós-graduação, o livro, escrito em língua portuguesa, é uma fonte de consulta de longo prazo em áreas estratégicas para o desenvolvimento e inovação da citricultura. A princípio o livro será vendido somente no Centro APTA Citros Sylvio Moreira/IAC, (19) 3546-1399, e-mail: fernanda@centrodecitricultura.br.

Com 153 tabelas, 254 figuras e 2.500 referências bibliográficas, a obra foi proposta em 2001 e de lá para cá exigiu muita dedicação e esforço dos participantes. Os editores leram e releram as quase mil páginas para refinar o material e verificar, por exemplo, se a abordagem do tema estava adequadamente localizada na divisão dos assuntos, que envolvem também aspectos econômicos, distribuição e características de variedades copa e porta-enxertos, botânica, fisiologia, desenvolvimento e genética, tecnologia de produção – material básico e propagação, água, solos, manejo nutricional, práticas culturais e mecanização, qualidade, colheita e processamento dos citros e demanda tecnológica da cadeia produtiva dos citros.

Esse conhecimento deverá ser fundamental para trazer regras tecnológicas para a competitividade desse mercado que vive se esbarrando em desafios de várias ordens, sejam fitossanitários ou econômicos. Dentre os tantos assuntos tratados no livro, destacam-se informações geradas nas pesquisas IAC e ainda não publicadas, por exemplo, sobre clima e o manejo do solo e da água na citricultura, com qualidade ambiental. O desafio imposto por pragas e doenças é trabalhado na obra com vasta informação escrita e visual, oferecendo também ao leitor recomendações de manejo fitossanitário, com foco na seletividade de defensivos. Ainda de olho nas doenças que de quando em quando deixam o setor abatido apreensivo, os autores trazem informações técnico-científicas sobre qualidade e regulagem das pulverizações agrícolas, que impactam o ambiente, a saúde do trabalhador e as economias do produtor. Ainda entre os destaques estão os aspectos técnicos sobre a colheita de frutos, segundo o editor Dirceu de Mattos.

Entre os profissionais da área é unânime a idéia de que o setor sempre encontrou soluções para os problemas em razão dos resultados de uma pesquisa de excelência, que gera habilidade, agilidade e eficiência na administração de problemas. Nesse sentido, a reunião de conhecimento técnico-científico nesse livro vem facilitar o acesso a informações capazes de minimizar dificuldades já existentes ou que estejam por vir. Ressalta-se que esse resultado tem a importante participação das empresas apoiadoras – Sipcam, John Deere, Manah/Bunge, Grupo Fischer, Coopercitrus/Credicitrus, juntamente com Fapesp, Fundag, Fundecitrus e Prefeitura Municipal de Cordeirópolis.

Citros deverá auxiliar profissionais do setor de todo o País, já que a maioria dos estados brasileiros produz frutas cítricas. São Paulo, porém, domina a produção de laranja, de lima ácida Tahiti e de tangerinas, o que faz do Estado o maior pólo mundial citrícola – produziu 79% do volume nacional de frutas cítricas, em 2003, conforme dados do IBGE que constam no livro. Na safra 2003/2004, o parque citrícola paulista somou 188 milhões de árvores em produção e 27 milhões de árvores novas. Os outros 21% da produção nacional de laranjas são representados por outros Estados, com destaque para Bahia, Sergipe, Minas Gerais e Paraná.

Em São Paulo, o foco da cadeia produtiva é a industrialização, que consome entre 70-80% da produção. Os outros 20-30% são comercializados no mercado interno e menos de 1% é exportado in natura.

Serviço

Lançamento livro: Citros
Data: 12 de dezembro de 2005
Horário: 19h
Local: Fazenda Ibicaba
Rodovia Dr. Cássio de Fretias Levy, km 2
Cordeirópolis, SP

Fonte

Instituto Agronômico
http://www.iac.sp.gov.br/
Carla Gomes – Jornalista
E-mail: midiaiac@iac.sp.gov.br

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