Plano de erradicação continental da aftosa está em fase conclusiva

Primeiras ações devem começar a ser implementadas no final do ano e a estimativa é que para erradicar a doença no continente em cinco anos seriam necessários US$ 60 milhões. O plano de erradicação da febre aftosa no continente americano está em fase final de elaboração. Na próxima semana o plano já estará finalizado, traduzido para três idiomas e a expectativa do vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte e membro do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa nas Américas (GIEFA), Sebastião Costa Guedes, é de que até o final do ano as medidas comecem a ser aplicadas. “Não estamos criando nada de novo, mas sim atualizando o que já existia, retirando burocracias que só atrapalhavam”, afirma Guedes.
As ações do plano estão divididas principalmente em quatro partes: na região do Chaco (Argentina, Bolívia e Paraguai), nas fronteiras da Bolívia e Paraguai com o Brasil, combate efetivo no Equador e Venezuela e a incorporação do Nordeste e Amazonas no programa brasileiro. “O mais importante é ter transparência nas ações. Para isso toda verba liberada para alguma aplicação específica será auditada, com elaboração de relatórios rápidos e precisos”, explica Guedes.
O ponto mais delicado do plano é a captação de recursos para capitalizar o fundo. Em princípio, existe a sugestão de elaboração de dois fundos, sendo um internacional e outro regional, dentro de cada país. “O internacional seria gerido por uma entidade internacional, como a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e os nacionais seriam geridos por uma entidade formada pro representantes do setor público e privado”, explica Guedes, ao estimar que US$ 60 milhões seriam necessários para erradicar a aftosa do continente em cinco anos.
Alexandre Inacio

Fonte: Agrinova Web

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Senado adia para outubro votação da lei de Biossegurança

O Senado adiou para o dia 5 de outubro a votação do projeto de lei de Biossegurança. Por falta de quorum (presença mínima de senadores em plenário durante a votação), o relator da proposta, senador Ney Suassuna (PMDB-PB), pediu que o projeto fosse retirado da pauta.
“É uma frustração para mim, para todos os produtores que plantam soja e para os que estão doentes”, declarou Suassuna. “Gostaria de ter votado, mas queria o debate e sem senadores em plenário não dava para votar a matéria”, ressaltou.
Para o líder do governo no Senado, Aloízio Mercadante (PT-SP), cabe agora ao governo avaliar qual será a melhor solução para os agricultores que aguardam autorização para o plantio de soja transgênica no início de outubro. Segundo o parlamentar, a aprovação pelas comissões técnicas mostra “o sentimento do Senado” em relação aos transgênicos, o que respaldaria a edição de medida provisória (MP) autorizando o plantio.
Suassuna também concorda: ‘Não posso decidir pelo governo mas, se for necessário, acho que a MP poderá ser editada”. Ontem, sessão conjunta das três comissões técnicas do Senado – de Constituição e Justiça, Assuntos Econômicos e Assuntos Sociais – aprovou o projeto que libera o plantio e a comercialização de produtos transgênicos no país.
Ellis Regina
Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

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Controle biológico de pragas tem evento na Embrapa

O controle biológico de pragas é um dos assuntos que mais tem chamado a atenção dos produtores e consumidores nos últimos tempos. Devido às características de utilizar métodos “limpos” (que não poluem o meio ambiente), que não deixam resíduos nos alimentos, nem causam problemas de saúde aos trabalhadores rurais, as tecnologias e produtos destinados ao controle de pragas agrícolas e de insetos vetores de doenças despertam interesse e tem aumentado a participação no mercado. É o caso, por exemplo, do bioinseticida utilizado no controle do mosquito urbano e do mosquito transmissor da malária, que tem como princípio ativo uma bactéria. Desenvolvido em conjunto pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e uma empresa privada, o produto encontra boa aceitação no mercado nacional e já está sendo utilizado em diversas cidades para o controle das muriçocas e carapanãs.
Novos mercados se abrem para a utilização das tecnologias e produtos de controle biológico. É o caso da agricultura orgânica, onde os agrotóxicos não são utilizados e os métodos naturais de controle, usando insetos benéficos ou vírus, bactérias e fungos ganham espaço e importância.
Nesse contexto, a pesquisa agropecuária está buscando definir suas prioridades para realização de estudos e desenvolvimento de tecnologias e produtos a médio e longo prazos, buscando otimizar os recursos disponíveis e atender às demandas da sociedade.
Como parte da definição de rumos e objetivos para a pesquisa, na próxima sexta-feira, 17 de setembro, das 8h30 minutos às 18 horas, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das Unidades da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) localizada em Brasília (DF) realizará o Workshop “Desafios e Demandas de Inovações em Controle Biológico”, como uma das atividades para subsidiar o processo de revisão do Plano Diretor da Unidade para o período de 2004 a 2007.
Como participantes deste Workshop, foram convidados diversos professores, pesquisadores, empresários, produtores rurais, especialistas em legislação, profissionais de agências de fomento, etc., para que os mesmos, representando os componentes do ambiente externo à Unidade, apresentem suas opiniões sobre as tecnologias de controle biológico e as demandas dos diversos setores, quanto a novos produtos e inovações tecnológicas.
O Workshop é também oportunidade para o estabelecimento de contatos entre os pesquisadores da Embrapa e os convidados dos diversos setores, no sentido do estabelecimento de interações e parcerias, quer no aspecto científico e acadêmico, quer no aspecto tecnológico da formulação de projetos de pesquisa e desenvolvimento que poderão resultar, dentro de alguns anos, em novos produtos e métodos colocados à disposição da sociedade.
Serviço
Workshop “Desafios e Demandas de Inovações em Controle Biológico”
Data: 17 de dezembro
Horário: 8h30 às 18 horas
Local: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Brasília (DF)
Autor
José Manuel Cabral de Sousa Dias
cabral@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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Biotecnologia e biodiversidade: aliadas para o progresso da ciência

A resposta para a obtenção de fios mais resistentes e flexíveis que podem beneficiar vários setores da indústria e a área médica, mais especificamente a sutura, está na própria natureza. A manipulação das proteínas encontradas nas teias de espécies de aranhas da biodiversidade brasileira – coletadas em três diferentes biomas: mata atlântica, Amazônia e cerrado – mostrou aos cientistas que a fibra da teia de aranha é um dos fios mais resistentes e flexíveis da natureza, capaz de agüentar o peso da própria aranha a 80 quilômetros de altura. Com esse conhecimento “em mãos”, pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Butantã se uniram para isolar os genes dessas aranhas e investir em técnicas de engenharia genética que permitam aproveitar essas características em prol do desenvolvimento industrial .
A primeira etapa de isolamento dos genes de interesse dessas aranhas já foi cumprida, como explica o coordenador da pesquisa na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Elíbio Rech. O próximo passo será colocar esses genes em algodão para produzir fios mais resistentes que, a princípio, atenderão à indústria têxtil. O objetivo, como explica Rech, é conseguir que a proteína da teia de aranha seja incorporada à fibra do algodão, tornando-a mais resistente. “Os avanços da indústria têxtil levaram a máquinas muito rápidas. Os fios do algodão não resistem a essa rapidez e se quebram”. Por isso, são necessários fios mais resistentes e, acima de tudo, mais flexíveis, para suprir essa indústria.
Segundo Rech, o que interessa de fato à indústria é conseguir reunir resistência e flexibilidade. O novo tecido, resultante do desenvolvimento dessa pesquisa, pode ter aplicação direta para a confecção de roupas esportivas e equipamentos de segurança, por exemplo. Por isso, despertou o interesse do Ministério da Defesa, depois de uma palestra apresentada por Rech no Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro.
Mas as pesquisas com as proteínas das aranhas brasileiras não param por aí. Segundo o pesquisador, a transferência de seus genes para plantas de algodão é apenas uma das aplicações para essa tecnologia. Os cientistas pretendem também desenvolver plantas de soja transgênicas com genes das aranhas e utilizar animais como biofábricas para produção do polímero no leite de forma a obterem o fio.
As pesquisas ainda estão em fase inicial, mas como explica Rech, o mais importante foi conseguir dominar essa tecnologia, que pode resultar em inúmeras aplicações e benefícios para o desenvolvimento de diversos setores da economia brasileira. “Além disso, o fato de os estudos serem baseados em aranhas brasileiras permite agregar valor à nossa biodiversidade, o que já é muito positivo”, como afirma Rech.

Autora
Fernanda Diniz
fernanda@cenargen.embrapa.br

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
http://www.cenargen.embrapa.br

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