BCG aumentará exportações de sêmen e de animais bovinos vivos

Priscila de Cássia Trindade

O consócio de exportação Brazilian Cattle Genectis (BCG), da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), prevê realizar exportações de sêmen bovino no valor de US$ 300 mil, ou seja, 100 mil doses. Nos primeiros cinco meses de 2004, a BCG já efetivou embarques do material genético que totalizaram US$ 78 mil em duas mil doses.

De acordo com Gerson Simão, gerente do BCG, a meta de crescimento, para este ano, se comparado com 2003 será de 95%. Ano passado, foram vendidos no mercado mundial 55 mil doses que somaram US$ 219 mil.

Segundo o executivo, o segundo semestre sempre demonstra exportações superiores às do início do ano em razão do período escolhido para a realização de inseminação. “Na estação de monta são realizadas vendas maiores e esta época também nos permite que tenhamos um controle do nascimento dos animais e, assim, podemos projetar um crescimento na exportação”, frisou.

Para a venda de animais vivos no exterior, a BCG espera um acréscimo de até 600% em comparação com 2003. De janeiro a maio deste ano, a entidade já comercializou no mercado internacional US$ 1,6 milhão que corresponde a 3,24 mil animais. No ano passado, a BCG comercializou 2,65 animais, ou seja, exportou US$ 1,3 milhão.

“As exportações de animais feitas neste ano superaram as vendas externas de todo o ano de 2003 e, a nossa estimativa de crescimento está baseada na estação monta”, afirmou Simão, que destacou também que os principais mercados para a comercialização, tanto do sêmen bovino quanto do animal vivo são Venezuela, Colômbia, Senegal, Angola, Benin e Paraguai.

BCG

Criado em setembro, de 2003, com o apoio da Agência de Promoção de Exportação (Apex-Brasil), o Brazilian Cattle Genectis é um consórcio de exportação que visa promover no exterior, a qualidade dos animais e do material genético com a finalidade de conquistar novos mercados e, por conseqüência, aumentar as vendas externas das 16 empresas associadas. “Por meio deste projeto pretendemos nos consolidar na América do Sul, Central, África, Ásia e Oriente Médio”, concluiu.

Fonte
Agrolink – 1/8/2004
http://www.agrolink.com.br

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Governo Lula prepara a privatização da Amazônia

Da Redação

Brasília – O governo federal está finalizando o texto de um projeto de lei que promete atiçar o debate entre os que defendem a preservação integral da Amazônia e aqueles que pensam num projeto econômico para a floresta. A proposta, elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente e que agora está sendo ajustada na Casa Civil, prevê a privatização de áreas de floresta localizadas em terras públicas, seja do governo federal, de estados ou municípios.
A idéia é mapear as faixas de floresta que estejam fora de unidades de conservação e dividi-las em blocos que serão concedidos à iniciativa privada por licitação. Qualquer empresa poderá participar, inclusive as estrangeiras que têm seus braços no Brasil. O Ministério do Meio Ambiente calcula que, para produzir de forma sustentável os 30 milhões de metros cúbicos de madeira consumidos anualmente na Amazônia, será preciso abrir à iniciativa privada algo em torno de 50 milhões de hectares de florestas. Ou seja, 15% de toda a região amazônica – uma área quase igual à da Bahia e maior do que os estados do Rio, São Paulo e Espírito Santo somados.
O governo pretende cobrar das concessionárias pelo volume dos produtos retirados da floresta. Apesar de ter como foco a extração de madeira, a proposta prevê ainda a exploração de outros bens naturais, como frutos, resinas e plantas ornamentais, por exemplo. Já existe até uma conta preliminar de quanto as concessões gerariam para os cofres da União: algo em torno de R$ 200 milhões por ano, metade do orçamento do Ministério do Meio Ambiente.
Pela última versão do texto, os vencedores das licitações teriam direito a explorar os recursos naturais das florestas, mas não ganhariam a propriedade da terra. O ministério diz que as regras serão rígidas e que, em qualquer tempo, o governo poderá cancelar o contrato se o concessionário extrapolar os limites do edital de licitação.
“O mais importante dessa estratégia é que hoje não existe um mecanismo sustentável de terras públicas e agora passaremos a ter”, reforça o diretor do Programa Nacional de Florestas do ministério, Tasso Azevedo. Antes mesmo de chegar ao Congresso Nacional, o projeto já causa furor entre profissionais ligados à causa da Amazônia. “Isso é um ato criminoso de uma meia-dúzia que se assenhoreou do Ministério do Meio Ambiente. Se nós ainda não temos bons exemplos de exploração sustentável, como vamos abrir as florestas aos outros, inclusive aos estrangeiros?”, indaga o geógrafo Aziz Ab’Saber, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Para o engenheiro agrônomo Flávio Garcia, do Movimento em Defesa da Amazônia, a proposta é um atentado à soberania: “Por trás disso tem o desejo inexplicável de entregar grandes áreas da Amazônia ao capital estrangeiro. É a globalização da Amazônia”.
Mais da metade da floresta em risco
Belém – Um dos primeiros alvos do projeto do governo pode ser a Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, área com cerca de 2.560 quilômetros quadrados. Atualmente sob jurisdição do Ibama, foi criada em fevereiro de 1974 pelo então presidente Emílio Médici. Para quem faz pesquisas na área, a simples idéia de “privatização” da floresta é um risco. “Isso demonstra a incapacidade do governo federal de gerenciar essas áreas e a necessidade de salvaguardar os recursos naturais encontrados nesses espaços”, diz o pesquisador Wilker Nóbrega, cujo mestrado é sobre o uso da floresta para turismo.
Na Amazônia existem pelo menos 54% de terras públicas devolutas sob risco de invasão ou ocupação desordenada por madeireiras, fazendeiros e garimpeiros. Só na região Centro-Sul do Pará existem 23 mil quilômetros de estradas informais, construídas por garimpeiros e madeireiros. Para o pesquisador do Instituto de Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) Paulo Barreto, isso demonstra a necessidade de o governo intervir na região sob o risco de perdê-la definitivamente. Barreto viajou até a Austrália para conhecer projeto semelhante ao que o governo brasileiro pretende implementar na região amazônica.

Fonte
O Estado do Paraná – 1/8/2004
http://www.parana-online.com.br/

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Acordo na OMC pode tirar 144 milhões da pobreza, diz Bird

Vladimir Goitia

São Paulo – O acordo alcançado sábado, em Genebra, entre 147 países da Organização Mundial do Comércio (OMC), que marca as linhas gerais para a abertura do comércio mundial nos próximos anos, pode estimular o crescimento econômico, aumentar os investimentos e resgatar da pobreza pelo menos 144 milhões de pessoas antes de 2015, de acordo com estimativas do Banco Mundial (Bird).

Os especialistas do organismo multilateral de financiamento estimam que o acordo mantém a esperança de conseguir um pacto para diminuir as tarifas de importação sobre produtos industrializados e agrícolas, um corte nos subsídios que os países ricos concedem aos agricultores e ainda um intercâmbio internacional de serviços. “Os obstáculos que as nações ricas impõem aos produtos que exportam os países em desenvolvimento tem dificultado suas oportunidades de ganhar novos mercados”, diz o Bird no documento “Perspectivas Econômicas Globais 2004: fazer realidade a promessa de desenvolvimento da Agenda de Doha”.

Segundo o texto, “em média, os pobres que vivem com US$ 2 por dia, ou menos do que isso, enfrentam o dobro de barreiras comerciais que os ricos”. De acordo com os cálculos do Bird, “os subsídios das nações desenvolvidas a seus agricultores superam o PIB da África e excedem em até seis vezes o total da ajuda externa”.

Se até dezembro de 2005 – data da próxima reunião ministerial em Hong Kong – o acordo for ratificado, nascerá um cenário preparado para um novo tratado sobre procedimentos aduaneiros, que não foi atualizado desde a década de 40. Mas a maior novidade do acordo é o lançamento de negociações para facilitar o comércio ou apressar os trâmites aduaneiros. Isso permitirá reduzir a demora nos embarques, que, de acordo com estimativas de especialistas, aumentam em pelo menos 5% o custo dos negócios em alguns países.

O acordo estabelece ainda a base para as negociações que tendem a reduzir substancialmente as tarifas para produtos industrializados, que totalizam mais de 75% do comércio mundial de mercadorias. Da mesma forma permite aos países desenvolvidos e em desenvolvimento designar um número determinado de produtos considerados sensíveis, com o qual poderão continuar protegendo com tarifas mais elevadas.

Em relação aos subsídios agrícolas internos, o acordo sugere que a União Européia e o Japão, que gastam muito mais dinheiro que os Estados Unidos, terão de realizar os maiores cortes.

Fonte
O Estado de São Paulo – 1/08/2004
http://www.estadao.com.br

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O MCT anuncia a divisão do bolo de P e D: R$ 170 milhões

O Ministério da Ciência e Tecnologia quer publicar até o dia 3 de agosto os editais para contratação de novos projetos de pesquisa e desenvolvimento, com recursos dos fundos setoriais. Serão investidos cerca de R$ 170 milhões em 16 ações transversais – projetos que atendem à prioridade da política industrial -, aprovadas pelo Comitê de Coordenação dos Fundos Setoriais. Outros R$ 150 milhões serão em projetos específicos de cada setor.

“Estamos trabalhando num prazo muito curto, mas já temos os editais formatados”, explica Aldo Pinheiro, coordenador da Secretaria Técnica dos Fundos setoriais.

O comitê decidiu aplicar:

  • R$ 36 milhões em ações de recursos humanos voltadas para os interesses das empresas
  • R$ 5 milhões na construção do Laboratório Nacional de Micro e Nanotecnologia (falta definir o local de instalação, dimensões e forma de operacionalização do laboratório)
  • R$ 15 milhões na Rede Brasil de Tecnologia
  • R$ 14 milhões na montagem de laboratórios de metrologia química e de metrologia de materiais no Inmetro
  • R$ 4 milhões em pesquisa de tecnologia da informação para meteorologia
  • R$ 3,7 milhões em programas de apoio a segmentos emergentes (jogos e entretenimento)
  • R$ 16,2 milhões em modernização e qualificação dos institutos de pesquisa
  • R$ 7 milhões no programa nacional de parques tecnológicos
  • R$ 10 milhões em pesquisas na Amazônia
  • R$ 35,8 milhões na pesquisa universidade/ empresa
  • R$ 6,5 milhões em exportação de software
  • R$ 2,4 milhões na montagem da biblioteca nacional de componentes
  • R$ 10 milhões em tecnologia industrial básica
  • R$ 4 milhões no programa do biodiesel
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