Pólo vai aglutinar pesquisas para o biodiesel

A organização e centralização das pesquisas para produção de combustíveis líquidos a partir da biomassa de cana-de-açúcar é um dos principais objetivos do recém-criado Pólo Nacional de Biocombustíveis, instalado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba. Segundo o professor José Roberto Postali Parra, diretor da instituição, o programa, lançado pelo governo federal, foi motivado pelo perspectiva de aumento na demanda interna e externa de etanol. Além dos R$ 106 mil iniciais repassados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o pólo também negocia investimentos externos para o desenvolvimento de suas primeiras linhas de pesquisa.
Parra explica que o pólo vai desenvolver pesquisas em várias frentes, mas que o combustível de maior interesse mundial no momento é o álcool, por causa da assinatura pela Rússia do Protocolo de Kyoto. Essa demanda, segundo ele, é demonstrada pelo aumento da exportação desse combustível, que deve chegar ao final de 2004 com cerca de 2 bilhões de litros contra aproximadamente 750 milhões de litros em 2003. “A idéia é buscar metodologias que permitam a redução de custo para tornar o processo mais competitivo”, diz.
Pelo programa, profissionais da área receberão treinamento para aperfeiçoar conhecimentos e as pesquisas produzidas por institutos e universidades passarão a ser coordenadas pelo pólo. “As pesquisas têm ocorrido de forma dispersa e com pouca interação com o setor produtivo”, observa o diretor da Esalq. “Essa conjunção de esforços vai criar uma entidade líder que, com a ajuda dos governos federal e estadual e do setor produtivo, poderá formular uma política nacional na questão de biocombustíveis”, completa. A nova entidade, diz Parra, vai auxiliar na seleção de projetos para buscar financiamentos de fundos nacionais e internacionais.
Antes mesmo de o pólo ser formalizado, o Ministério da Agricultura negociava com o governo japonês o financiamento de pesquisas para o desenvolvimento de biocombustíveis. O Japão pretende misturar 3% de álcool na gasolina. Para tanto, a maior potência oriental vai precisar de 1,8 bilhão de litros de álcool por ano e o Brasil é um dos poucos países capazes de suprir esta produção.
A parceria, segundo o ministro Roberto Rodrigues, poderá resultar num aporte para o pólo da ordem de US$ 25 milhões. Os recursos, destinados a pesquisas sobre biocombustíveis, viriam do JBIC (Banco Japonês de Cooperação Internacional) e da Nedo (Organização para o Desenvolvimento de Novas Energias e Tecnologia Industrial do Japão), cujo diretor, Michikatsu Sato, participou da solenidade de implantação do pólo no dia 16 de novembro.
Além do aumento da demanda internacional pelo etanol, a introdução do biodiesel no mercado nacional será objeto das pesquisas coordenadas pelo pólo. O biodiesel é feito a partir da mistura de óleos vegetais com um álcool (metanol ou etanol). A intenção do governo federal é misturar 5% do combustível renovável ao diesel mineral até 2010. Isso significará incorporar 2 bilhões de litros de biodiesel na frota nacional. Para chegar a essa meta, serão necessários mais 400 milhões de litros de álcool por ano.
“Com certeza, a perspectiva da introdução crescente do biodiesel no mercado interno implicará numa demanda maior pelo álcool”, diz o pesquisador da Universidade Estadual de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel), Miguel Dabdoub. Segundo ele, a mistura que resulta no biodiesel é composta por 20% de álcool e 80% de óleo vegetal. “Essa combinação faz do Brasil um forte candidato à produção do biodiesel em larga escala”, afirma.
Outro fator que, segundo Dabdoub, deverá implicar num maior consumo de álcool é a introdução da tecnologia flex fuel. “Nos últimos dois anos vem aumentando muito o número de veículos que funcionam com dois combustíveis”, diz. (C.L.)
Fonte: Valor Econômico

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Açúcar e Etanol: Presença forte

Maior exportador mundial de açúcar, com uma participação aproximada de 40%, o Brasil aquece as turbinas para consolidar sua liderança também no mercado internacional de álcool em 2005, depois de quebrar o recorde de embarques neste ano. “Os mercados para o etanol começam a se firmar e o país está preparado para ocupar espaços e explorar as oportunidades que vão se abrir, daqui para frente”, declara o presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Eduardo de Carvalho.
As vendas externas de açúcar e álcool poderão render ao país, até o fechamento do ano, algo próximo de US$ 3 bilhões, ensaiando um avanço de 32% na comparação com os doze meses de 2003. As perspectivas do setor serão debatidas hoje no seminário “O Brasil e a Energia do Século 21: Açúcar e Álcool”, promovido pelo Valor e o Ministério das Relações Exteriores, com patrocínio da Unica.
No caso do álcool, esperava-se inicialmente uma exportação na faixa de 1,5 bilhão de litros neste ano, o que representaria mais do que dobrar os volumes embarcados. Mas o resultado final deverá se aproximar de 2,2 bilhões de litros ou um pouco mais, três vezes mais do que no ano passado. O volume ainda representa menos de 15% da produção esperada para a safra 2004/2005, estimada em 15 bilhões de litros. “Se tivéssemos maior volume de produção excedente, teríamos exportado ainda mais”, afirma o presidente da Coimex, Clayton Hygino Miranda. Competência técnica e fôlego para preservar e ampliar os mercados conquistados, a indústria tem de sobra, acrescenta Carvalho, definindo o ânimo que tenderá a condicionar a ofensiva brasileira nos anos futuros.
Miranda e o presidente da Crystalsev, João Carlos de Figueiredo Ferraz, compartilham pontos de vista semelhantes. Na visão deles, o mercado global de álcool carburante, que dava mostras de tímidos avanços, tende a observar taxas contínuas de crescimento, derivadas por dois fatores. O primeiro deles surge com a ratificação do Protocolo de Kyoto pela Rússia, que passa a ter data certa e sabida para entrar em vigor: 16 de fevereiro de 2005.
“Isso elimina as dúvidas que existiam a respeito do protocolo e, sua entrada em vigor, vai exigir que os governos signatários passem a adotar uma série de medidas e ações concretas para redução do uso de combustíveis fósseis, geradores de dióxido de carbono (CO²), principal gás do efeito estufa”, diz Carvalho.
O que mais se parecia com um tipo de discussão acadêmica ganha viabilidade estratégica, política e econômica, o que pressupõe o surgimento de um mercado não totalmente dimensionado pelos grandes players do setor. O segundo fator está na elevação recente dos preços do barril do petróleo. Com uma cotação na casa dos US$ 50, há uma expectativa grande de incremento das exportações de álcool, uma vez que o produto torna-se competitivo quando a cotação do combustível fóssil atinge US$ 35.
“O importante é que haverá mercado e que o país está preparado para disputa-lo”, afirma Carvalho. Por capacidade competitiva leia-se a extrema eficiência alcançada pelo Brasil na produção de álcool e açúcar, obrigando os países mais desenvolvidos e maiores consumidores a criarem subsídios e imporem barreiras às importações das duas commodities.
Nos cálculos da Unica, tomando a cotação atual da moeda norte-americana, as 306 usinas brasileiras gastam, na média, US$ 0,21 para produzir um litro de etanol, o que corresponde a um custo 36,4% inferior ao registrado nos Estados Unidos (US$ 0,33), que produz álcool principalmente a partir do milho, e nada menos do que 62,5% mais baixo do que na União Européia (US$ 0,56). Deve-se recordar que aqueles são valores médios, calculados para todo o país.
Combustível renovável e ambientalmente sustentável, o álcool deverá entrar definitivamente para a agenda dos principais países consumidores de petróleo, espera a indústria brasileira. A grande dúvida é velocidade de crescimento desse mercado. “O tamanho final desse mercado vai depender, em larga medida, das decisões de natureza estratégica e política que cada país vai tomar”, afirma Carvalho, já prevenindo o setor para que não espere “grandes lances” e evite uma “euforia juvenil” em relação às promessas de negócios.
A maioria dos países, com exceção do Japão, busca, primeiro, criar programas de substituição parcial da gasolina pelo álcool, ancorados na produção doméstica, lançando mão de subsídios e barreiras alfandegárias. Nenhum deles, no entanto, excluídos uns poucos das Américas Latina e Central, terá condições de suprir toda sua necessidade. De uma forma ou de outra, vão se abrir novos mercados para o Brasil.
Maior mercado, em potencial, os EUA parecem mais adiantados na tarefa de substituir parte da gasolina por combustível renovável. Numa projeção, elaborada pela Unica no ano passado, estimava-se que a produção de etanol pelos norte-americanos poderia atingir 19 bilhões de litros em 2012, crescendo 135% sobre 2002, quando o país produziu 8,09 bilhões de litros. Dos 50 Estados norte-americanos, 19 baniram o MTBE, aditivo poluente, utilizado como oxidante na mistura com a gasolina. Os EUA adotam um sistema de proteção tarifária que aplica uma alíquota de 2,5% ad valorem e mais US$ 0,54 por galão de álcool importado (cerca de US$ 0,15 por litro).
Empresas como a Coimex têm adotado estratégias para driblar o protecionismo norte-americano. As tarifas impostas ao álcool importado, por exemplo, não se aplicam ao etanol comprado dos países do Caribe, o que abre a possibilidade de operações triangulares para explorar o amplo mercado dos EUA. A Coimex coloca em operação sua primeira planta de processamento de álcool na Jamaica, com capacidade para 150 milhões de litros por ano. Em fevereiro, num investimento de US$ 8 milhões, a fábrica começa a desidratar o carburante importado do Brasil, reexportando o álcool anidro para os EUA.
Na União Européia, uma diretiva baixada há um ano e meio recomenda, mas não obriga, a substituição de 2% da gasolina por combustíveis de origem renovável ainda em 2005, estabelecendo metas progressivas até atingir 5,75% em 2010. “Na visão mais conservadora, se a primeira meta for cumprida, isso representaria um mercado de 3 bilhões de litros por ano. Na previsão mais otimista, que contempla a substituição de 5,75%, a demanda poderá alcançar 8 bilhões de litros”, prevê Alfred Szwarc, consultor da Unica.
A China espera chegar a 2008, ano das Olimpíadas, com um percentual de substituição na faixa dos 10%, correspondendo a um mercado potencial para mais 5 bilhões a 6 bilhões de litros de álcool. “O Brasil terá oportunidade de participar desse mercado e tem se preocupado, desde já, em se apresentar como um parceiro preferencial para suplementar a demanda que a China não conseguir suprir com a produção doméstica”, relata o consultor.
O caso japonês é ainda mais complicado. “Por enquanto, o Japão não tem política alguma nesta área”, diz Szwarc. Em agosto do ano passado, o governo japonês criou uma nova legislação, destinada muito mais a cobrir brechas legais e a combater um crescente mercado lastreado na mistura à gasolina de substâncias altamente tóxicas. A lei deixou em aberto a possibilidade de mistura de etanol a combustíveis fósseis numa proporção de até 3%. Caso fosse obrigatória, a mistura abriria um mercado equivalente a 1,8 bilhão de litros, calcula Szwarc.
O mercado tailandês, no entanto, deverá representar possibilidades reais para o Brasil nos próximos anos. Hoje, 250 postos naquele país trabalham com gasolina misturada ao álcool, numa proporção de 10%. Projetado para todo o país, aquele percentual poderia corresponder a 3 bilhões de litros de álcool. A Tailândia aposta na produção doméstica e deve encerrar o ano com uma capacidade correspondente a um milhão de litros por dia (quase 400 milhões de litros por ano), prevendo triplicar essa produção em dois ou três anos.
No mercado interno, a perspectiva de avanços vem sendo alimentada fortemente pelo surgimento dos veículos movidos a motores “flex fuel”, que rodam, alternativamente, com gasolina e álcool. Carvalho aposta que, em dois ou no máximo três anos, 70% a 80% dos veículos do país estarão equipados com motores “flex fuel”. Por Lauro Veiga Filho, para o Valor De Goiânia

Fonte: Valor Econômico

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Cafeeiro se beneficia de plantas invasoras nos meses chuvosos

Durante o período de chuvas no Cerrado, que normalmente estende-se de outubro a abril, as plantas invasoras, também conhecidas como plantas daninhas, podem ser grandes aliadas da cafeicultura. O principal benefício da convivência dessas plantas na cultura do café nessa época do ano é a cobertura da superfície do solo, evitando o desencadeamento de processo erosivo provocado pelo impacto de gotas de chuva.
A Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, preconiza o manejo integrado de plantas daninhas, procurando conscientizar os produtores da importância dessas plantas em algumas culturas.
“Buscamos tirar a visão de que a planta daninha é um mal que precisa ser combatido a todo custo. O agricultor não tem que considerar a existência das plantas como maléfica, se o manejo integrado for adotado poderá ser mais benéfica do que prejudicial”, afirma o técnico da Embrapa Cerrados, José Roberto Fontes.
Além da cobertura do solo, as plantas invasoras reciclam nutrientes do solo (suas raízes retiram nutrientes, os incorporam nas folhas e ramos e depois retornam ao solo), e atuam como abrigo de inimigos naturais de pragas.
Todos esses benefícios ocorrem quando o produtor faz o manejo integrado, que deve associar, quando possível, mais de um método de controle. Sem o manejo, a cultura sofre a interferência negativa das plantas invasoras. Elas provocam redução de produtividade e podem servir de abrigo de pragas e doenças para as plantas cultivadas, entre outros malefícios. O grande problema da convivência entre as plantas daninhas e as cultivadas é a competição por recursos escassos, como água, nutrientes minerais e luz.
Dessa forma, o agricultor precisa adotar o manejo para impedir a competição no período em que a cultura é mais suscetível. Na cafeicultura, entre os meses de maio a setembro, deve-se evitar a presença das plantas invasoras em níveis de infestação elevados. É quando o café está florescendo e frutificando e, por isso, mais vulnerável à interferência das invasoras. Outro cuidado é com a localização das plantas invasoras, que não devem crescer na linha de plantio, podendo ficar nas entrelinhas.
Liliane Castelões
liliane@cpac.embrapa.br
Fonte
Embrapa Cerrados
http://www.cpac.embrapa.br

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Produzir alimentos de forma segura é o novo desafio do agronegócio brasileiro

O qualitativo mercado europeu, que consome cerca de 42% dos produtos brasileiros comercializados no exterior, está de olho em nossa produção. Grupo de Trabalho no Brasil vai orientar produtores, cooperativas e indústrias.
O Brasil já tem o seu grupo oficial EUREPGAP IFA. A primeira reunião de trabalho do grupo, que vai avaliar e adequar para a realidade brasileira a norma de Segurança Integrada de Fazenda, foi realizada em Londrina (PR), no dia 24 de novembro.
Para os mais de trinta produtores, representantes de cooperativas, frigoríficos, certificadoras e órgãos do governo que participaram da reunião, a iniciativa do Instituto Genesis em formar o Working-Group Brasil é de importância indiscutível, no momento em que o País tenta alavancar as suas exportações para mercados qualitativos como os da Europa e Ásia. “A formação de um grupo tão representativo, com a participação de todos os envolvidos na cadeia, é de suma importância para que a certificação possa ser aplicada com respaldo e de forma concreta”, comenta o presidente do Instituto Genesis Henrique Victorelli Neto.
Leia abaixo a opinião de alguns participantes
Luciana Ribeiro, do Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia-, enfatizou que “o Brasil é um grande mercado fornecedor de produtos, mas ainda não aproveitou todo seu potencial de exportação. Para isso devemos estar sempre trabalhando em consonância com as exigências dos mercados compradores. A tendência é a de que estas exigências cresçam, pois os programas trazem, entre outros benefícios, a maior segurança e credibilidade dos produtos avaliados para o consumidor final e temos que acompanhar as mudanças. Essa tem sido a meta também do Inmetro. A certificação, sendo uma ferramenta que fornece adequado grau de confiança de que um produto atende a determinados requisitos, primeiramente agrega valor ao produto final, contribui no acesso e na manutenção dos mercados e ainda torna mais justa a competição também no mercado interno”.
Para a Gerente Comercial da IQS Group, Rita Prado Fróes, “os países europeus cada vez mais demonstram uma preocupação com a conservação dos recursos naturais e do meio ambiente. Alguns consumidores estão dispostos a pagar mais por mercadorias produzidas de maneira sustentável. Este nicho de mercado é uma grande oportunidade para empresas brasileiras que podem, através de uma certificação dentro das normas propostas pela Eurepgap, participar de um mercado um pouco mais rentável. Em tempos de muita competitividade e custos elevados, todo diferencial é importante, principalmente para os pequenos e médios produtores e cooperativas. A certificação Eurepgap, sem dúvida, é uma tendência. Ainda é difícil quantificar possíveis ganhos para o produtor, mas é uma questão de participar ou não deste mercado. É mais uma opção de venda dos produtos brasileiros, uma oportunidade da qual somente quem estiver qualificado participará”.
Para Fábio Dias – Diretor de Negócios do Grupo Marfrig – não será difícil aplicar a norma nas propriedades, apesar de algumas questões técnicas, como as legais – o documento original é baseado em leis européias – e a inexistência, até aqui, de um documento oficial traduzido para o português, que está sendo a primeira tarefa do grupo de trabalho: “A palavra, em documentos desta natureza (normas e leis) têm um grande valor técnico e existem alguns pontos que acabam gerando confusão de interpretação se não tivermos um documento único e oficial para o Brasil. Depois disso, a prioridade do grupo de trabalho vai ser a definição dos pontos não aplicáveis em nosso país”.
Fábio salientou ainda que a aplicação das normas é fundamental para os produtores brasileiros: “os clientes europeus, principalmente do Reino Unido, estão dando mostras fortes de que pretendem comprar somente carnes de fornecedores IFA e não parecem dispostos a relaxar quanto a isso. Essa é uma realidade irreversível e, na minha opinião, os produtores brasileiros devem procurar uma certificação com normas de produção exigidas por consumidores como a IFA. Se os clientes firmarem suas intenções, quem não estiver certificado poderá ficar fora de certos mercados e quem não tem acesso a todos os mercados pode ser penalizado, principalmente em termos de ganhos financeiros. É como o gado não rastreado, que por não poder ter sua carne exportada acaba valendo menos. No fundo é a mesma coisa, mas o preço máximo só esta disponível para quem tem acesso a todos os mercados”.
Os participantes do Working Group querem pressa na adequação das normas, para que os produtores brasileiros não percam mais oportunidades de entrar em mercados qualitativos, como o mercado europeu. Por isso, a próxima reunião de trabalho já tem data marcada, será no dia 16 de dezembro, em Londrina.
Miro Negrini
mironegrini@contatocom.com.br
Fonte
ContatoCom
http://www.contatocom.com.br

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