Com uma reunião da Congregação, marcada para as 18h desta sexta-feira, 30, a Escola de Veterinária da Univiversidade Federal de Minas Gerais (UFMG) dá início ao programa de comemorações de seus 75 anos de existência. A reunião, que acontece no auditório da Unidade, será presidida pelo reitor Ronaldo Pena, presentes a vice-reitora Heloísa Maria Murgel Starling, o diretor da Escola, Francisco Carlos Faria Lobato, e o vice-diretor, Renato César Sacchetto Tôrres.

Foram convidados também o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais, Fernando Cruz Laender, e outras autoridades universitárias. O orador oficial da solenidade será o professor titular do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e diretor da Escola de Veterinária, gestão 1982 a 1986, Élvio Carlos Moreira.

Na ocasião, será outorgado o título de professor emérito a Ivan Barbosa Machado Sampaio, e quot;em reconhecimento ? sua expressiva contribuição ao ensino, ? pesquisa e ? extensão desta Escola e da Universidade Federal de Minas Gerais e quot;. O homenageado será saudado pelo professor Jonas Carlos Campos Pereira. Ainda dentro do evento, será reinagurada a escultura-símbolo da Escola, de autoria Jarbas Juarez Antunes, que será homenageado com uma placa.

História

Uma das mais tradicionais e reconhecidas unidades acadêmicas da UFMG, a Escola de Veterinária foi criada em 1920, em Viçosa, mas somente em 1932 ? data oficialmente considerada como o marco inicial da Unidade -, o curso de graduação começou a funcionar, integrando a Escola Superior de Agricultura e Veterinária (Esav), com apenas quatro alunos.

Foto: Restaurada, a escultura-símbolo da Veterinária será reinagurada nesta sexta-feira. Crédito: Foca Lisboa

A mudança para a capital aconteceu em 1942, quando Juscelino Kubitschek, ? época prefeito de Belo Horizonte, construiu o Parque da Gameleira e precisava ocupá-lo com técnicos em agricultura e pecuária. Seis anos depois, foi criada a Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (Uremg), que reunia, entre outras instituições, a Escola Superior de Agricultura de Viçosa e a Escola Superior de Veterinária de Belo Horizonte. Em 1961, a Escola de Veterinária foi incorporada ? UFMG. A mudança para o campus Pampulha aconteceu em 1974, quando as antigas instalações no bairro Nova Suíça foram repassadas ao Cefet.

Importância

A Escola de Veterinária ocupa prédio de 35 mil metros quadrados no campus Pampulha, que abriga mais de 50 laboratórios, além do Hospital Veterinário. A Unidade também possui duas fazendas ? em Pedro Leopoldo e Igarapé ? onde são realizadas pesquisas, aulas práticas e cursos de extensão. Seus 90 professores estão divididos em quatro departamentos, que ministram disciplinas para os dez períodos de graduação e para os mestrados em Medicina Veterinária e Zootecnia e doutorado em Ciência Animal.

A Escola formou até hoje 4.462 alunos de graduação e foi a primeira faculdade do Brasil a oferecer pós-graduação em Medicina Veterinária, a partir de 1968. O doutorado em Ciência Animal, implantado em 1989, é avaliado com conceito máximo ? sete – pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Supérior (Capes). Ao longo dos anos, a Escola tornou-se referência nacional para a formação de professores e pesquisadores e recebe alunos oriundos de várias instituições do país e exterior, que defenderam 1.778 teses e dissertações.

e quot;Desenvolvemos aqui pesquisas de ponta e, certamente, é uma das unidades que mais contribuem para o desenvolvimento da ciência na UFMG e quot;, avalia o diretor Francisco Lobato. Essa mentalidade voltada para a pesquisa também envolve ao corpo discente da graduação, ao qual são destinadas 150 bolsas de iniciação científica.

Tradição e modernidade

O orador da solenidade, professor Élvio Carlos Moreira, tem um vínculo com a Escola que remonta ? década de 60, quando foi aluno de graduação. e quot;Ao longo do tempo houve alguns ajustes, para atender ? s demandas sociais. Ampliamos a produção de determinadas espécies, aumentamos o número de vagas na graduação, mas a essência não mudou. Desde os primórdios, guardamos uma concepção de ciência veterinária como promotora da saúde e quot;, diz o professor.

Apesar do apreço pela tradição, a Escola soube inovar. Foi a primeira da UFMG a criar um centro de extensão, em 1966, e a primeira do Brasil a oferecer mestrado em medicina veterinária. e quot;A Escola de Veterinária da UFMG sempre procurou incentivar e qualificar seus docentes e mantê-los atualizados, por meio de programas de doutorado, pós-doutorado, intercâmbios e estágios em centros de excelência científica e técnica no Brasil e no exterior e quot;, enfatiza Moreira.

Fonte

Universidade Federal de Minas Gerais
Centro de Comunicação
www.ufmg.br/online

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?A agricultura deve ser planejada, atualmente, levando em consideração as alterações impostas ao universo pelo efeito estufa e que serão agravadas nas próximas décadas.? Esta foi uma das recomendações feitas pelo professor e pesquisador Luiz Cláudio Costa em palestra apresentada nesta quinta-feira (29), no auditório da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MInas Gerais (Seapa), em Belo Horizonte.

De acordo com o conferencista, que falou sobre ?A repercussão das mudanças climáticas na agricultura?, o efeito estufa é um processo físico pelo qual a presença de gases, vapor de água, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e ozônio na atmosfera faz com que a Terra mantenha temperatura maior do que teria, se acaso esses gases não estivessem presentes.

?O impacto do aquecimento global já pode ser sentido e exige a adoção imediata de medidas que amenizem seus efeitos na vida das pessoas e na produção rural,? enfatizou o professor, que fez sua apresentação ao lado do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana, e do secretário adjunto Paulo Romano. Participaram também da palestra superintendentes, técnicos e assessores da Secretaria e de suas instituições vinculadas, pesquisadores de diversos órgãos públicos e privados, universidades e organizações não-governamentais, entre outras.

Segundo o secretário Gilman Viana, a agricultura deve procurar alternativas de aumentar a produtividade, sem causar impactos negativos ao meio ambiente. ?Atualmente, a população mundial é de cerca de 6,5 bilhões de pessoas. As previsões indicam que em 2030 teremos oito bilhões de pessoas no mundo. Será preciso ter alimento para tanta gente. Hoje já existe o fenômeno da desertificação da natureza. Se a agricultura não se desenvolver, teremos bilhões de pessoas famintas?.

Responsabilidade de todos

Luiz Cláudio Costa explicou que todas as atividades humanas influem nos gases do efeito estufa. ?A concentração desses gases tem se elevado muito, e no setor agrícola predomina a emissão do metano e do óxido nitroso, que apresentam alto potencial de aquecimento.? O que mais preocupa é o dióxido de carbono, acrescentou o professor, lembrando que as emissões desses gases e de outros, até o final do século, provocarão aumento da temperatura de até 5,8 graus centígrados, segundo projeções de instituições internacionais.

O professor acrescentou que ?as mudanças climáticas têm efeito alto e diversificado sobre a agricultura, e a busca de solução para os novos problemas exige antes de tudo muita humildade e a união de todas as forças da sociedade: instituições governamentais e da iniciativa privada, órgãos de pesquisa e entidades que congregam profissionais das mais variadas formações, por exemplo?.

?Ninguém pode ignorar as conseqüências do efeito estufa, porque todas as atividades humanas são afetadas pelo fenômeno?, assinalou Luiz Cláudio Costa. ?A elevação da temperatura provocará fenômenos como a má distribuição da água, tempestades devastadoras e longas secas, situações extremas que ocorrerão com muita freqüência.? Atualmente, segundo o conferencista, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) trabalha em parceria com instituições da Itália e dos Estados Unidos com o objetivo de encontrar uma projeção (modelo) sobre a precipitação pluviométrica em Minas Gerais.

Luiz Cláudio disse que um elevado aumento da temperatura, em termos globais, provocará com freqüência situações até poucos anos atrás consideradas impossíveis no Brasil, como o Furacão Catarina, que aconteceu em 2004. ?Trata-se de uma situação nova, que se explica pelo fato de os últimos onze anos estarem entre os 12 mais quentes desde o início do século passado?, observou.

Segundo o pesquisador, é de fundamental importância entender a atmosfera com todos os seus fenômenos e a sua interação com a Terra e os oceanos. Ele disse que a tecnologia disponível no Brasil possibilita esse conhecimento e também a previsão dos impactos do efeito estufa, considerados indispensáveis para a projeção de situações na agricultura. Luiz Cláudio enfatizou que é necessário adotar imediatamente medidas de controle da atividade rural, observando entre outras áreas a de produção de arroz e a criação de animais. ?Todas devem buscar a condição de geradoras de energia limpa?, recomendou. ?Há processos bem conhecidos e de baixo custo que possibilitam reverter a situação, com a armazenagem do carbono no solo, o que representará importante geração de renda?.

Outro exemplo citado pelo conferencista foi da cana-de-açúcar, cuja colheita pelo sistema de queima deve ser substituída, aumentando também a absorção de carbono no solo. Segundo o pesquisador, a adoção de práticas de manejo mais eficazes da agricultura provocará grande demanda de projetos aos órgãos de extensão e pesquisa. O secretário Gilman Viana lembrou que o plantio direto, uma das técnicas recomendadas pelo pesquisador da UFV, já ocupa vinte milhões de hectares no Brasil.

Situações extremas

Para o conferencista, as situações climáticas extremas deverão provocar redução nos ciclos de cultura, geralmente com prejuízo da produtividade. As projeções existentes mostram também que certas culturas terão rendimento excepcional em regiões específicas, como no caso do feijão, que por volta de 2080 terá redução de 11% nas lavouras do Triângulo Mineiro e elevação de mais de 40% na Zona da Mata. Mas em qualquer situação, culturas como a do café sempre terão forte queda de produtividade porque são típicas de clima mais ameno.

Luiz Cláudio disse que deve ser criada a consciência de que os problemas gerados pelo efeito estufa devem ser enfrentados por toda a sociedade acima dos interesses da exploração comercial que possam ser estimulados por eventuais possibilidades de obter vantagens. Acrescentou que Minas Gerais oferece boas condições para se fazer a projeção de problemas regionalizados do efeito estufa porque o Estado apresenta uma diversidade de situações correspondente ? s regiões do Brasil.

Fonte

Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG)
Assessoria de Comunicação Social
Jornalista responsável: Ivani Cunha
Contato: (31) 3284-6514
Web: www.agricultura.mg.gov.br

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No seminário serão abordados temas nas áreas de gado leiteiro e reprodução animal

Sexta-feira, 30, o Instituto de Zootecnia (IZ/APTA/SAA) realizará I Seminário de Inovações Tecnológicas, das 8 ? s 12 horas. As palestras serão ministradas pelos pesquisadores do IZ/APTA, Dra Soraia Vanessa Matarazzo e Dr. Fernando Gomes de Castro e pelo Dr. Adriano Rubio da Sersia Brasil Inseminação Artificial. Os palestrantes abordarão assuntos na área de gado de leite, suinocultura e reprodução animal.

O pesquisador Fernando Castro, que abordará sobre o e quot;Panorama e perspectivas da suinocultura paulista com ênfase em alimentos de baixa densidade e varreduras industriais e quot;, diz que o Estado de são Paulo caracteriza-se como um importador de carne suína, cerca de 300 mil toneladas do produto industrializado são provenientes dos Estados do Sul do país e também do Mato Grosso do Sul. e quot;O consumo chega a 600 mil toneladas e São Paulo produz 150 mil toneladas, cerca de 25% da carne consumida e quot;, fala.

Ele ainda destaca que a comercialização é feita na bolsa de suínos e existe uma preocupação com a gestão empresarial e ambiental, sendo congregados com o Selo Paulista. Empresas com mais de 500 matrizes, respondem por 85% da produção de carne verde, representadas por menos de 500 produtores. São 37 mil propriedades, que possuem suínos destinados ? subsistência e comercialização regional, caracterizadas como suinocultura familiar.

O pesquisador destacará ainda a utilização de alimentos de baixa densidade produzidos na propriedade e/ou oriundos de varreduras industriais e de supermercados.

O evento é gratuito e as vagas são limitadas ao público externo. O IZ localiza-se na rua Heitor Penteado, 56, Centro, Nova Odessa (SP), acesso a Nova Odessa km 119 da Rodovia Anhanguera.

Programa

8h – 8h30 ? Credenciamento

8h30 – 8h45 – Abertura

8h45 – 9h30 ? e quot;Conforto térmico e estratégias de manejo ambiental para bovinos leiteiros e quot;
Dra. Soraia Vanessa Matarazzo
APTA/IZ

9h30 – 9h45 – Debates

9h45 – 10h30- Sistema Progenel
Dr. Adriano Rubio
Sersia Brasil Inseminação Artificial Ltda.

10h30 – 10h45 ? Debates

10h45 – 11h00 ? Intervalo

11h00 – 11h45 ? Panorama e perspectivas da suinocultura paulista com ênfase em alimentos de baixa densidade e varreduras industriais
Dr. Fernando Gomes de Castro
APTA/IZ

Serviço

1º Seminário Inovações Tecnológicas
Data:
30/03/2007
Local: Instituto de Zootecnia (IZ/APTA/SAA)
Rua Heitor Penteado, 56, Centro, Nova Odessa (SP)
Fone: (19) 3466-9413

Fonte

Instituto de Zootecnia – IZ
Assessora de Comunicação Institucional
Lisley Silvério – Jornalista resp.
Fone: (19) 3466-9434 – Fax: 3466-9413
E-mail: imprensa@iz.sp.gov.br | lisley@iz.sp.gov.br
www.iz.sp.gov.br

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Requeijão cremoso tradicional, light, em bisnaga, cheddar e molhos sabor queijo prato e cheddar – novidade no mercado, ideal para saladas, massas e lanches. Estes são alguns dos produtos que serão abordados durante o Curso de Requeijão e Especialidades Lácteas, que o CT/ILCT realiza de 12 a 14 de abril.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelos telefones (32) 3224-3116, (32) 9979-5602, por e-mail: ilct@acessa.com, luiza@acessa.com, luiza.albuquerque@epamig.br ou na Internet, pelo www.candidotostes.com.br, no link ?cursos?.

O tema faz parte da programação de cursos de pequena duração, dirigidos tanto ? s pessoas interessadas em aprender a fabricação dos produtos, quanto para quem busca atualização profissional, explica a coordenadora de Transferência e Difusão de Tecnologia, Luiza Albuquerque, organizadora do evento. As aulas acontecem no CT/ILCT, de 8h ? s 17h30, com intervalo para almoço, e aos sábados, de 8h ? s 12h. São oferecidas 20 vagas, com taxa de R$ 300,00, que inclui material didático e certificado.

O professor Fernando Rodrigues, responsável pelo tema, preparou um programa amplo e atualizado, que inclui matéria-prima empregada na elaboração do requeijão, ingredientes, preparo e armazenamento de massas, aproveitamento de queijos defeituosos no preparo de cheddar, requeijão cremoso tradicional, light, requeijão culinário em bisnagas, especialidade láctea ? base de requeijão cremoso e molho sabor queijo prato e cheddar. Na parte prática, os alunos vão aprender a elaborar todos os produtos e terão ainda demonstração de planilha de custos.

Fonte

EPAMIG
Assessoria de Comunicação
Rose de Oliveira – Jornalista
E-mail: comunicacao@epamig.br
Telefone: (31) 3486-4975
Web: www.epamig.br

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