R$ 3,5 milhões para o Sistema Nacional de Recursos Hídricos

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) acaba de lançar uma chamada pública da série de Ações Transversais dos Fundos Setoriais. A iniciativa, desta vez, é implementar um sistema de informação para o gerenciamento dos recursos hídricos no país. Serão selecionadas instituições científicas e tecnológicas atuantes na área para a formação de uma rede responsável pelo Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos (SNIRH).
O valor alocado para mais esse processo público é de R$ 3,5 milhões. O CT-Hidro vai desembolsar R$ 1,5 milhão. Os R$ 2,5 milhões restantes serão de responsabilidade da Agência Nacional de Águas, por meio de recursos economicamente mensuráveis – financeiros ou não.
O SNIRH terá várias funções. Entre as principais está a de cadastrar os usuários de água, a de fornecer informações físicas e socioeconômicas sobre as bacias e a de facilitar a integração das ações relacionadas à gestão de recursos hídricos nos três níveis de governo.
Poderão apresentar candidatura universidades e outras instituições de ensino e pesquisa, até o dia 6 de dezembro. A contratação das instituições para a realização do projeto compreende três etapas. Na primeira, objeto da chamada pública lançada, será avaliada a qualificação das instituições para desenvolverem as atividades descritas.
Na segunda etapa será formada a rede, constituída pelas instituições previamente qualificadas, e decidido, em conjunto, o conteúdo dos projetos a serem desenvolvidos por cada instituição. Na terceira etapa, de seleção de projetos, estes serão analisados sob os aspectos técnico e financeiro e submetidos à aprovação da Finep.

Fonte: Ambiente Brasil

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Técnicas de colheita e pós-colheita de frutos tropicais é tema do Dia de Campo na TV

O próximo Dia de Campo na TV vai ao ar dia 3 de dezembro, sexta-feira, das 9h às 10h da manhã (horário de Brasília), com o tema Colheita e pós-colheita de frutos tropicais. Este programa é produzido pela Embrapa Informação Tecnológica, localizada em Brasílila – DF, em parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical, sediada em Fortaleza – CE, unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A Região Nordeste se destaca na produção de frutos tropicais pelas ótimas condições climáticas, principalmente em temperatura, luminosidade e umidade relativa. Principal produtora de frutas tradicionais como abacaxi, banana, caju, goiaba, manga e melão, a região também tem grande potencial para o cajá, sapoti, acerola, ata e graviola, ainda pouco exploradas.
As perdas em pós-colheita de frutas tropicais tradicionalmente comercializadas atingem entre 20% e 50% do que é produzido. Com as frutas nativas ou exóticas, esses valores podem ultrapassar os 50%. Diante dessa realidade, a Embrapa Agroindústria Tropical vem trabalhando para reduzir esses prejuízos, e os resultados são considerados expressivos com o caju, que hoje alcança 28 dias de conservação pós-colheita, e com o coco verde, que já chega a 35 dias, abrindo espaço para os mercados interno e externo.
Além das pesquisas com as frutas tradicionais, a Embrapa Agroindústria Tropical tem se voltado para a valorização de frutas nativas e exóticas tanto para a agroindústria como para o mercado de mesa.
Os estudos buscam o desenvolvimento de técnicas adequadas de nutrição mineral e irrigação, controle de patógenos em pré e pós-colheita, e o ponto ideal de colheita para cada espécie. Técnicas de manuseio e de conservação pós-colheita utilizando tecnologias que envolvem refrigeração, atmosfera modificada e aplicação de bloqueador de ação do etileno, hormônio responsável pelo amadurecimento dos frutos, são também utilizadas para a redução das perdas nos pomares.
O Dia de Campo na TV é transmitido ao vivo do estúdio da Embrapa Informação Tecnológica, em Brasília, para todo o país, via satélite. Para assistir, basta sintonizar uma antena parabólica na polarização horizontal, banda C, transponder 6A2, freqüência 3930 Mhz, sinal aberto, ou uma antena doméstica, banda L, freqüência 1220 Mhz. O programa também é exibido pelo Canal Rural (Net, Sky e parabólica: freqüência 4171 Mhz, transponder 12A2, polarização horizontal).
O Dia de Campo na TV é interativo. As dúvidas do público sobre a tecnologia apresentada são esclarecidas, ao vivo, por especialistas a partir de perguntas recebidas, durante o programa, pelo telefone 0800-701-1140 (ligação gratuita), pelo fax (61) 273-8949, ou ainda pelo endereço eletrônico diacampo@sct.embrapa.br.
Jorge Macau
diacampo@sct.embrapa.br

Fonte: Embrapa Informação Tecnológica

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MMA recorre contra decisão da CTNBio sobre algodão transgênico

O MMA – Ministério do Meio Ambiente recorreu, sexta-feira (26), na CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança contra a decisão de liberar a comercialização de sementes convencionais de algodão com até 1% de contaminação por OGMs – organismos geneticamente modificados. O MMA alega no recurso que a deliberação pode ter graves impactos para a saúde pública, o meio ambiente e ao agronegócio pela inexistência de estudos técnicos científicos que fundamentem a decisão.
A deliberação atendeu o pedido da Abrasem – Associação Brasileira de Sementes e Mudas para que as sementes convencionais de algodão a serem comercializadas na safra 2004/2005 possam conter até 1% de sementes transgênicas. Embora o plantio de algodão transgênico seja ilegal no Brasil, a associação anexou cartas de várias empresas informando que parte de suas sementes estão contaminadas com sementes geneticamente modificadas, e que não possuíam sementes convencionais com 100% de pureza para atender às necessidades da safra atual.
Atualmente existem 50 espécies de algodão, mas apenas quatro são cultivadas por apresentarem fibras de valor comercial. As duas espécies mais importantes são originárias nas Américas do Norte e Sul. Embora nenhuma das duas espécies seja originária do Brasil, o país é considerado um centro de diversificação por possuir variedades silvestres das espécies em larga escala.
O algodão é uma espécie de polinização cruzada, ou seja, polinizada por meio de insetos e pássaros. Estudos mostram que a polinização do algodão chega a 70%, o que possibilita um alto índice de contaminação. Ainda que o percentual de sementes transgênicas admitido pela CTNBio seja de 1%, pelas características da espécie, a contaminação pode ser bem maior, comprometendo o patrimônio genético brasileiro, composto pelas espécies silvestres de origem brasileira, as espécies que compõem os centros de diversificação e variedades crioulas. A contaminação pode ocorrer tanto pela mistura mecânica de sementes como pela polinização, que ocorre mesmo que as populações de algodoeiro estejam a quilômetros de distância.
O MMA considera, ainda, que a CTNBio não efetuou avaliações sobre aspectos como os possíveis riscos dos genes de resistência a antibióticos, que ocorrem em três dos sete tipos de sementes transgênicas que podem estar contaminando o algodão brasileiro. A inexistência de tal estudo pode trazer grandes riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
O Ministério do Meio Ambiente aponta como “flagrantemente ilegal”, o fato da decisão ter sido aprovada por apenas sete dos 13 membros presentes à reunião quando o quorum necessário seria de nove. De acordo com a Lei nº 8974/95, as decisões da CTNBio devem ser tomadas por maioria de dois terços de seus membros. Um outro motivo para a anulação da sentença é que a comissão deliberou sobre o assunto sem dar a devida publicidade. De acordo com a legislação, é atribuição da comissão, antes de iniciar qualquer análise, submeter o assunto a consulta pública prévia, o que somente ocorreu no dia 23 de novembro, cinco dias depois da plenária que aprovou a liberação.
Além disso, a ação do MMA lembra que “a lei 8.974/95/01 estabelece que os pareceres técnicos prévios conclusivos devem ser emitidos caso a caso, sobre atividades, consumo ou qualquer liberação no meio ambiente de OGM, fato que não ocorreu na emissão do parecer favorável”. Segundo o ministério nenhum dos sete casos liberados teve a sua biossegurança avaliada no país, “quer nos aspectos ambientais, quer no que diz respeito à saúde humana e animal, sendo que alguns dos eventos citados possuem genes de resistência a antibiótico”. O recurso será avaliado pela CTNBio no prazo de 30 dias, da data de sua apresentação.

Fonte: Ambiente Brasil

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Indonésia suspende compra de farelo de soja

A Indonésia deixou de importar farelo de soja do Rio Grande do Sul por causa de um foco de febre aftosa no Amazonas. A nota oficial informando a decisão chegou no último sábado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo técnicos do governo, as chances de o vírus da febre aftosa ser transportado pela soja são pequenas. As vendas de farelo para a Indonésia somaram US$ 132 milhões em 2003.
A decisão da Indonésia preocupa o governo, pois outros importadores podem usar o argumento para impor barreiras. O Mapa estima que 700 mil doses de vacinas contra aftosa já foram distribuídas no Amazonas desde 1º de novembro, na campanha de vacinação no Pará. A informação é do presidente do Sindicato Rural de Santarém, Adinor Batista dos Santos, que prevê a imunização de 95% do rebanho.

Fonte: Panorama Brasil

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