Além aproveitar o friozinho da serra, os shows dos cantores Ednardo e Geraldo Azevedo e o festival de música, o público que comparecer ao II Festival de Inverno da Meruoca poderá provar fondue de queijo, chocolate quente, pão de ricota, ambrosia e outras iguarias produzidas com leite de cabra.
Os criadores da região estarão expondo produtos nas Feiras de Artesanato e Negócios, que ocorrem nas três noites do evento, entre os dias 25 e 27 de maio, nas serras de Meruoca e Alcântaras, na zona norte do estado do Ceará. A proposta, encampada pela Embrapa Caprinos e Sebrae, visa a ajudar os produtores de leite de cabra da zona Norte do Ceará a escoar a produção.
Localizada em Sobral, a Embrapa Caprinos é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O projeto, que tem o apoio da Fundação Banco do Brasil, procura reorganizar a produção desde a fazenda até as gôndolas dos supermercados.
Como explica a coordenadora do Núcleo de Leite da Embrapa Caprinos, Léa Chapaval, o projeto começou com avaliação técnica das propriedades e orientação quanto ao sistema de produção. Em seguida, foi feita uma pesquisa com consumidores para avaliar o potencial do mercado.
O estudo abordou 320 consumidores de Sobral, em mercados e padarias. Entre os entrevistados, 94% afirmaram conhecer o leite, 73% afirmaram conhecer seus derivados, mas apenas 12% disseram que estão habituados a consumir o produto. Entre esses, 56,3% disseram que consomem porque o leite tem sabor agradável. Do universo dos questionados, 81% disseram que há possibilidade de virem a consumir o produto.
Por fim, os produtos elaborados ganharam uma marca: Da Fazenda. Sebrae e Embrapa Caprinos estão ainda procurando saídas para a comercialização dos produtos. Contatos com supermercados e padarias na região já foram feitos. Produtores estão sendo estimulados a participar de feiras, como a que será realizada no II Festival de Inverno da Meruoca.
Na primeira noite, em Alcântaras, serão distribuídos folhetos informativos sobre as propriedades do leite de cabra e haverá degustação de queijos e doces. Nas noites seguintes, os produtores comercializarão os produtos.
Por que consumir leite de cabra?
Quando o sertanejo diz que o leite de cabra é mais forte que o de vaca, ele não mente. O que foi observado pelo homem do campo tem explicação científica. O leite de cabra é de mais fácil digestão que o de vaca, porque apresenta uma proporção menor da proteína Alfa-S1. É ela que faz com que o coágulo do leite formado no estômago fique consistente.
Como tem menor proporção dessa proteína, o leite de cabra também é mais bem tolerado por pessoas com alergia alimentar. Isso ocorre porque a Alfa-S1, que é muito resistente, deveria chegar quebrada ao intestino, mas acaba chegando intacta e em contato com a mucosa intestinal, desencadeia reações alérgicas.
Outra particularidade do leite de cabra é que a gordura que apresenta também é de mais fácil digestão em relação ao de vaca, porque apresenta maior proporção de ácidos graxos de cadeia mais curta. Ou seja, os glóbulos de gordura que se formam no intestino são menores que os formados pelo leite de vaca, o que também facilita a digestão.
Estudos demonstram que o leite de cabra aumenta a absorção de ferro pelo organismo e possui um maior teor de cálcio em relação ao leite de vaca. Há também pesquisas sinalizando que o leite de cabra contribui menos para a redução do PH do estômago, sendo indicado para pessoas que sofrem de gastrite.
Saiba mais sobre o festival
O II Festival de Inverno da Meruoca oferecerá muito mais que os shows com vinte bandas e os prêmios para os melhores intérpretes. Danças folclóricas, artes populares, artesanato, culinária típica e o cenário perfeito para os adeptos de rappel, trilhas ecológicas, corrida de aventura, trekking, enduros e vôo livre. Tudo isso pode ser conferido durante o evento, que além de valorizar os principais atributos da serra, visa a geração de renda através da atração de turistas e a integração regional.
Diferente da primeira edição que ocorreu somente no município de Meruoca, este ano o festival tem caráter regional, através do envolvimento do município de Alcântaras. A previsão é que nas próximas edições, os demais municípios pertencentes à serra da Meruoca sejam envolvidos.
O Festival é realizado pela Fundação de Desenvolvimento Educacional, Científico e Tecnológico (FUNDE), pela prefeitura de Meruoca e pela prefeitura de Alcântaras. Conta com patrocínio das prefeituras de Sobral, Forquilha, Santana do Acaraú, Groaíras, Varjota e com o apoio do Sebrae, Sesc, Senac, Governo do Estado, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Petrobras e Ministério da Cultura. Informações sobre o festival podem ser obtidas no telefone (88) 9961-7057 ou (88) 9963-2472.
Verônica Freire 
Embrapa Caprinos
E-mail: vfreire@cnpc.embrapa.br
Fonte: Embrapa Caprinos

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Embrapa Solos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, situada na cidade do Rio de Janeiro lançou nova versão do Mapa de Solos do Estado de Santa Catarina (escala 1:250.000).
Lançado em 1980, o Mapa ganha esta versão utilizando o novo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e uma atualização cartográfica. O trabalho identifica e cartografa os diferentes tipos de solos encontrados no Estado.
Reúne informações e conhecimentos produzidos ao longo de mais de 50 anos de ciência do solo no Brasil, reflexo do avançado estágio de conhecimento técnico-científico dos solos pela comunidade científica brasileira.
Para sua elaboração, foram utilizados os levantamentos exploratórios de solos produzidos pela Embrapa ao longo dos anos 1970 e 80, complementados por outros estudos mais detalhados de solos.
Especificamente para o planejamento territorial, o mapa contém informação estratégica para compreensão e avaliação da dinâmica da paisagem estadual, zoneamentos e planejamentos, além de planos setoriais, como uso e conservação dos recursos hídricos, corredores de desenvolvimento, sistemas viários e outros.
O mapa é um instrumento básico para subsidiar estudos, com informações atualizadas sobre os recursos do solo catarinense e representa uma ferramenta imprescindível para todos que têm, no recurso solo, o objeto de sua atuação.
O documento está disponível em meio digital na página da Embrapa Solos: http://mapserver.cnps.embrapa.br/website/pub/SantaCatarina/viewer.htm.
Carlos Dias
Embrapa Solos
E-mail: carlos@cnps.embrapa.br
Fonte: Embrapa Solos

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Termina dia 31de maio o prazo para o envio de trabalhos para o 45º Congresso Brasileiro de Olericultura, o 15º Congresso Brasileiro de Floricultura e Plantas Ornamentais e o 2º Congresso Brasileiro de Cultura de Tecidos de Plantas. Todos serão realizados de 7 a 12 de agosto em Fortaleza. Com o tema central Mercado de Qualidade, os eventos reunirão pesquisadores, professores, extensionistas, técnicos, produtores e alunos.
De acordo com a comissão organizadora, poderão ser enviados até três resumos por inscrição e, pelo menos, um dos autores deve pertencer às associações promotoras. No caso do 45º Congresso Brasileiro de Olericultura, serão aceitos os trabalhos na forma de resumos expandidos. Já para os demais o modelo deve ser o de resumos simples. A apresentação dos mesmos (previamente avaliados pela comissão científica) poderá ocorrer oralmente ou em forma de pôster. Os resumos simples e expandidos serão publicados na forma de anais, em CD-Rom, e no suplemento da revista Horticultura Brasileira.
A organização dos congressos é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e da Universidade Federal do Ceará (UFC). A promoção é da Associação Brasileira de Horticultura, Associação Brasileira de Floricultura e Plantas Ornamentais e da Associação Brasileira de Cultura de Tecidos de Plantas.
Os congressos serão realizados no Centro de Negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae – CE) e no Blue Tree Towers Hotel, ambos em Fortaleza. A programação inclui mesas-redondas, palestras, reuniões de grupos de trabalho, câmaras setoriais, apresentação de trabalhos científicos, além de minicursos e excursões técnicas.
Mais informações podem ser conferidas em www.cbceara.org ou endereço eletrônico cbceara@cnpat.embrapa.br.
Teresa Barroso
Embrapa Agroindústria Tropical
E-mail: teresa@cnpat.embrapa.br
Fonte: Embrapa Agroindústria Tropical

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

As últimas notícias sobre o desmatamento na Amazônia divulgadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que a região perdeu 26.130 km2 de floresta entre 2003 e 2004. É a segunda maior taxa de desmatamento da história da região. O desmatamento está ligado à exploração florestal, agricultura de corte e queima, mais recentemente ao plantio de soja, mas principalmente, à criação de pastagens. Mais de 40% das pastagens cultivadas atualmente apresentam algum estágio de degradação.
Estratégias para recuperação de áreas abandonadas estão sendo estudadas pelas instituições de pesquisa da região para evitar o avanço sobre áreas de floresta primária e tornar produtivas as áreas abandonadas, melhorando sua função sócio-econômica e ecológica.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem buscado gerar novos conhecimentos, como a tecnologia agroflorestal, que visa a produção de alimentos e renda.
Os sistemas agroflorestais (SAF) combinam espécies arbóreas lenhosas (frutíferas e/ou madeireiras) com cultivos agrícolas e/ou animais. Este tipo de uso da terra é considerado sustentável porque uma área com SAF pode ser usada permanentemente, minimizando a necessidade de derruba e queima da floresta e aumentando as chances de fixação do homem no campo.
Os SAFs têm feito parte das diretrizes centrais de desenvolvimento rural sustentável, pois podem ser implantados em áreas alteradas com diferentes níveis de degradação, contribuindo para a redução do desmatamento de novas áreas de floresta primária.
Vantagens sócio-econômicas dos SAF, segundo a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM) Joanne Régis da Costa podem ser resumidas na combinação de produtos de mercado e de subsistência que permite limitar os riscos climáticos ou de mercado; a mão-de-obra mais bem distribuída ao longo do tempo e a obtenção de um número maior de produtos a partir de uma mesma unidade de área, decorrente da diversidade de espécies plantadas.
Pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental têm avaliado quatro modelos de sistemas agroflorestais implantados em 1992 em áreas de pastagens degradadas, no Campo Experimental do Distrito Agropecuário da Suframa, km 54 da BR-174, em Manaus (AM). Os sistemas foram implantados em áreas de pastagens submetidas ao pastejo intensivo por um período que variou de 4 a 8 anos.
O desempenho das espécies utilizadas indicou que açaí, colubrina ou capoeirão (madeirável), cupuaçu, pupunha, araçá-boi, castanha-do-brasil, mogno, gliricídia e ingá toleram o nível de degradação dos solos avaliados. Não apresentaram bom desempenho nestes solos as espécies acerola, jenipapo, paricá e teca.
Segundo o pesquisador Silas Garcia, a produtividade dos sistemas agroflorestais é dependente de boas práticas agronômicas e silviculturais, o que implica na necessidade do produtor ter conhecimento sobre essas práticas tanto em um nível maior de manejo integrado da propriedade agrícola, como em um nível mais específico quando se trata do comportamento de cada espécie. Neste sentido, a Embrapa tem oferecido cursos, dias de campo e palestras, para levar a tecnologia agroflorestal a produtores rurais e técnicos extensionistas.em propriedades agrícolas.
Sabe-se, porém, que o conhecimento da prática agroflorestal por si só não garantirá que a mesma seja utilizada. O produtor precisa também de apoio técnico permanente e mínimo apoio financeiro, para que a mudança no manejo de suas áreas possa ser realmente promovida.
Informações
Serviço de Atendimento ao Cidadão – SAC
E-mail: sac@cpaa.embrapa.br
A Embrapa também dispõe de um Sistema de Informações de Sistemas Agroflorestais (SISAF), onde o interessado pode tomar conhecimento sobre publicações, eventos, manejo agroflorestal, resultados de pesquisas etc. Basta acessar o site www.cpaa.embrapa.br, entrar no ícone “Conheça nossas principais áreas de pesquisa” e clicar em SI.
Maria José Tupinambá 
Embrapa Amazônia Ocidental
E-mail: maria@cpaa.embrapa.br
Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental

Compartilhe esta postagem nas redes sociais